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Mobilização Nacional Indígena
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Gleisi Hoffmann, Luís Inácio Adams, Kátia Abreu e Ronaldo Caiado foram alvo dos protestos. Manifesto reforça reivindicação de arquivamento de propostas anti-indígenas e retomada de demarcações - Direto do ISA, 3/10. |
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O principal alvo do protesto foi a presidente da instituição, senadora Kátia Abreu. A ocupação foi pacífica e não houve nenhum incidente - Direto do ISA, 3/10. |
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Índios, ribeirinhos e representantes de movimentos sociais da região participaram da mobilização - Direto do ISA, 4/10. |
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Em mais um dia de protestos contra a proposta que transfere ao Congresso o poder de demarcar terras indígenas, índios fizeram ontem enterro simbólico de ministros e ocuparam a sede da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Não houve registro de depredações no local. "Viemos aqui na CNA para mostrar que somos contra ela [a senadora Kátia Abreu] e protestar contra o agronegócio e a bancada ruralista", disse a líder indígena Sônia Guajajara. Anteontem, também houve protestos na avenida Paulista, em São Paulo, e em dois trechos da BR-101, na Bahia e em Santa Catarina. O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) anunciou o apoio do governo ao arquivamento da PEC. Ele enviará hoje à Câmara um parecer favorável à posição dos índios. "A eventual aprovação da PEC configura violação à separação dos poderes e aos direitos e garantias individuais dos indígenas", diz o parecer. O ministro disse ainda que o plano do governo não é esvaziar a Funai, mas "aperfeiçoar" o processo de demarcação de terras - FSP, 4/10, Poder, p.A12. |
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Os indígenas se opõem a mudanças no sistema de demarcação de reservas. Veja as duas propostas em debate no Congresso. 1 - Demarcação com exclusão de áreas consideradas 'estratégicas' para a União: propõe que fiquem de fora da demarcação áreas de proteção ambiental e locais onde houver exploração de recursos naturais ou instalações militares, por exemplo. A proposta conta com o aval do Planalto, mas é rechaçada pelos índios. 2 - Transferência da demarcação de terras da União para o Legislativo: o governo federal é contra, mas a iniciativa tem o apoio dos ruralistas, que querem retirar poderes da Funai nos processos de demarcação. Os índios acusam o governo Dilma Rousseff de ceder às pressões do agronegócio - FSP, 4/10, Poder, p.A12. |
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Geral
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Uma equipe de pesquisadores percorrerá centenas de quilômetros quadrados no Oeste maranhense em busca de duas espécies de primatas, classificadas como criticamente em perigo de extinção. A expedição de dez dias, que será iniciada terça-feira, vai procurar o cuxiú-preto e o caiarara-Kaapor. Suas populações vivem dentro de uma unidade de conservação, a Reserva Biológica Gurupi, invadida por traficantes de animais silvestres e madeireiros. Segundo o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros, do ICMBio, a área da Gurupi é uma das últimas remanescentes de floresta na Amazônia Oriental. O desmatamento, no entanto, está intensificando a fragmentação da área verde, isolando populações de primatas - O Globo, 4/10, Ciência, p.29. |
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A queima de diesel lança na atmosfera substâncias que afetam a capacidade das abelhas reconhecerem o cheiro das flores, atrapalhando o trabalho de polinização feito pelo inseto que é fundamental para a agricultura mundial, o que, em consequência, coloca em risco a segurança alimentar do planeta. Os resultados da pesquisa - realizada por cientistas da Universidade de Southampton, no Reino Unido - foram publicados na edição de ontem do periódico "Scientific Reports" - O Globo, 4/10, Ciência, p.29. |
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A disputa em torno do seguro da hidrelétrica de Jirau pode estar próxima de um desfecho. O consórcio Energia Sustentável do Brasil, dono do projeto, retirou na semana passada o processo que movia contra as seguradoras - lideradas pela SulAmérica - da obra. As partes fizeram um acordo para encerrar o processo judicial que corria na Justiça de São Paulo. No acordo, as seguradoras e resseguradoras concordaram em pagar R$ 100 milhões ao consórcio e às construtoras da usina e, o valor acima disso, que é pedido pelas seguradas, será resolvido em processo de arbitragem em Londres. A disputa começou depois que as partes discordaram do valor que as seguradoras deveriam pagar pelos danos materiais e financeiros causados por atos de vandalismo no canteiro de obras - Valor Econômico, 4/10, Finanças, p.C12. |
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O presidente do Uruguai, José Mujica, acusou a Argentina de manipular dados ambientais sobre a fábrica de celulose UPM para aterrorizar a população da região. A papeleira, instalada na uruguaia Fray Bentos, fica na beira do rio Uruguai, na margem oposta à da cidade argentina de Gualeguaychú. O chanceler argentino, Héctor Timerman disse que a fábrica de celulose provoca danos ao ambiente do rio Uruguai e que há presença de pesticidas e alto nível de fósforo na água. "O que não disse o chanceler é que do lado de Gualeguaychú se encontrou na água dez vezes mais endosulfan [agrotóxico] do que do lado de cá", rebateu Mujica - FSP, 4/10, Mundo, p.A15. |
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O presidente do Equador, Rafael Correa, declarou ontem que seu país poderá se retirar do Sistema Interamericano de Direitos Humanos (SIDH) caso o organismo - que segundo o líder reflete "o novo imperialismo" - não seja submetido a alterações em seu funcionamento. "Se não houver mudanças, pois (iremos) refletir seriamente sobre nossa continuidade nesse Sistema Americano de Direitos Humanos, que tem tão evidentes contradições", disse - OESP, 4/10, Internacional, p.A11. |
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As pressões vão se intensificar este mês na reta final de discussão do novo marco regulatório da mineração na Câmara dos Deputados. Mineradoras, entidades de classe e deputados devem aumentar o tom para tentar ver incluídos pontos de interesse no relatório do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), relator da comissão especial que discute o código da mineração. As novas regras foram enviadas ao Congresso Nacional pelo governo na forma de projeto de lei, o qual tornou-se alvo de críticas por segmentos da indústria - Valor Econômico, 4/10, Política, p.A11. |
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"A gravidade progressiva dos conflitos por água já está à vista. O volume de água necessário para produzir energia dobrará no mundo em 15 anos, segundo a Agência Internacional de Energia. Enquanto isso, já chegamos à perda de 50% das áreas úmidas no planeta, com o avanço da exploração agropecuária, industrial e urbana. E ainda precisaríamos aumentar o consumo de água para irrigação, de 70% do total atual para 90%, com o aumento da população. Aonde teremos de chegar? Todos os dias discutimos o crescimento ou recuo do produto interno bruto, o avanço ou decréscimo da dívida pública, o progresso ou retrocesso deste ou daquele setor econômico, mais ou menos empregos - mas sem discutir o que está na base física de tudo: os recursos naturais (que não são infinitos). Será preciso enfrentarmos racionamentos, penúrias? Não teremos competência para formular políticas adequadas?", artigo de Washington Novaes - OESP, 4/10, Espaço Aberto, p.A2. |
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"O fato de os domicílios ligados a um sistema de coleta de esgotos terem passado de 54,9% para 57,1% do total entre 2011 e 2012 não justifica muito otimismo com relação à situação do saneamento básico no País. É claro que houve alguma melhora. Mas o avanço é insuficiente para reduzir o número de brasileiros que vivem em más condições de higiene, o que traz sérios riscos de doenças para as crianças e afeta a saúde e o desempenho escolar e profissional de todos os demais que estão nessa situação. Em 2011, havia 27,6 milhões de domicílios sem coleta de esgoto; em 2012, 27 milhões", editorial - OESP, 4/10, Notas e Informações, p.A3. |
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"O IPCC já nasceu errado. Foi criado com o objetivo de provar que o homem influencia o clima, e não o de entender as causas naturais de sua variabilidade. As previsões catastróficas do IPCC são baseadas em resultados de modelos que nunca foram validados, ou seja, não conseguem reproduzir o clima passado. O IPCC, na realidade, não faz 'previsões', e sim projeções usando cenários de emissões futuras que são fictícios, fruto da imaginação do pesquisador, e possivelmente não se concretizarão. Baseado em cenários fictícios, utiliza modelos que não representam os processos físicos que governam o clima adequadamente. Qual é sua contribuição na formulação de políticas públicas que beneficiem a sociedade?", artigo de Luiz Carlos Baldicero Molion - FSP, 4/10, Tendências/Debates, p.A3. |
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