sábado, 9 de outubro de 2010

Hidrelétrica no sul do país desaloja milhares de famílias

A Usina hidrelétrica de Foz do Chapecó está afetando a vida de 13 mil famílias de 13 municípios do Rio Grande do Sul. As famílias tiveram que deixar as suas terras que foram atingidas pelo alagamento do Rio Uruguai.

Essa situação já se extende desde de maio deste ano. A empresa responsável pela obra, a Foz do Chapecó Energia S.A, alega que apenas 2, 4 mil famílias seriam afetadas pelo empreendimento. Já o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) afirma que esse número é muito maior.

Em Rio dos Índios, região do Alto Uruguai no RS, oito famílias se encontram alojadas no ginásio da prefeitura mas podem ser despejadas a qualquer momento. O prefeito explica que não tem condições de manter as famílias que não foram indenizadas pela empresa.

A direção da empresa alega que não tem responsabilidade sobre essas pessoas já que "não foram diretamente atingidas pela construção da usina, e por isso não preenchem o requisito para receber as compensações".

Contudo, o prefeito da cidade, Valdemar Veloso Batista (PDT), diz estranhar o comportamento da empresa já que incialmente teria tentado negociar com essas famílias. Ele acredita que se a empresa não tivesse responsabilidade sobre elas, não teria tentado um acordo com as mesmas.

Para o integrante da coordenação do MAB na região, Pedro Eluis Nilchiurs, a prática de não reconhecimento de famílias atingidas por esses grandes projetos é comum entre essas empresas que geram energia. Ele também lembra que mais de 60 famílias tiveram ordem de despejo e diz que é irregular a forma que é definida se uma família é ou não atingida por uma hidrelétrica.

Empreedimentos como estes geralmente recebem financiamento público como é o caso. A Foz do Chapecó Energia S.A. é formada em sociedade pela Camargo Correia e pela Chapecoense Geração. A empresa recebeu R$ 1,65 bilhão do BNDES.
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FONTE : Pulsar Brasil/EcoAgência

Um comentário:

João Bosco Maia disse...

Estive já por aqui e cá estou outra vez. Belo espaço para as letras e para remover este triste índice de leitura de 2 livros/ano por brasileiro. Na Argentina, são dezoito livros/ano.
Te convido a conhecer meus romances. Três deles estão disponíveis inclusive para serem baixados “de grátis”, em formato PDF.
Um grande abraço e boa leitura!
João Bosco Maia