domingo, 31 de maio de 2009

UM SOBERBO TUNEL VERDE TOMBADO


Na primeira semana de junho de 2009, a rua Gonçalo de Carvalho comemora três anos do seu tombamento. A beleza do túnel verde foi considerada um patrimônio municipal, em 2006, em uma atitude pioneira: a Gonçalo foi primeira rua de Porto Alegre a ter toda a sua cobertura vegetal protegida.
É um exemplo a ser imitado !
Esta informação é do Blog ZH Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

O QUE SÃO ECOVILAS ?


Ecovilas definem sustentabilidade, incorporando aspectos ambientais, sociais, econômicos e espirituais. Ecovila é uma comunidade de 50 a 2.000 pessoas, unidas por um propósito comum. Este propósito varia de local para local, mas usualmente é baseado numa visão ecológica, social e espiritual.

Ecovilas movem-se em direção à sustentabilidade, dando alta prioridade a:

1.Produção local de alimentos orgânicos / biodinâmicos (influência do design da permacultura.)
2. Utilização de sistemas de energias renováveis, cataventos, biodigestores, etc
3. Construção ecológica, tijolos de solocimento, bambu etc
4. Criação de esquemas de apoio social e familiar, incluindo diversidade cultural e celebrações, danças circulares, etc
5. Experiência com novos processos de tomada de decisão, utilizando técnicas de democracia profunda e facilitação de conflitos
6. Economia auto-sustentável, baseada nos conceitos de localização e simplicidade voluntária
7. Saúde integrada
8. Educação holística baseada na percepção sistêmica.

O movimento de ecovilas é um movimento global que está unindo Oriente e Ocidente, Norte e Sul, numa agenda comum. O movimento emergiu como uma resposta consciente ao problema, extremamente complexo, de como mover o planeta em direção a uma sociedade de comunidades sustentáveis. Este movimento emergiu sob o mesmo impulso e manifesta a essência das mais recentes conferências das Nações Unidas, incluindo o aspecto ambiental do Rio (Eco 92) , o aspecto social de Copenhagem, o aspecto da mulher de Beijing e o aspecto dos assentamentos humanos de Instambul. Em 1995 , num encontro histórico realizado na Fundação Findhorn, o conceito de ecovilas foi discutido amplamente, definido e lançado globalmente.
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FONTE : http://www.clareando.com.br/interno.asp?conteudo=midia

Mudanças climáticas são piores do que se pensava


FOTO : Cientista observa blocos de gelo em processo de derretimento na Antártica. Na última década, o degelo aumentou em 75%, segundo dados revisados
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Representantes da Itália e da Suíça sentaram-se à mesa de negociações para solucionar um problema que pensavam ter resolvido há quase 70 anos: onde começa e termina cada país. Em 1941, quando as fronteiras foram formalizadas, pareceu uma boa ideia usar como marco as geleiras dos cumes dos Alpes, um cartão-postal da Europa. Elas representavam uma referência atemporal. Mas, com o aquecimento global, parte da neve derreteu. E sumiu com a divisão entre os países.

Italianos e suíços resolveram o problema pacificamente: vão usar como parâmetro as rochas expostas pela ausência da neve. Mas o contratempo diplomático mostrou que os impactos mais drásticos das mudanças climáticas já estão acontecendo. E, de acordo com uma nova leva de pesquisas, mais rápido do que se previa.

Estudos recentes mostram que a velocidade do aquecimento global está acelerada se comparada ao que previram há apenas dois anos os cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), a cúpula internacional reunida pelas Nações Unidas para estudar o fenômeno. As novas pesquisas reúnem dados mais recentes que os compilados no último relatório do IPCC, que em geral datam de 2005. Além de atuais, os últimos estudos são mais precisos porque os pesquisadores conseguiram analisar uma escala maior de tempo, o que confere exatidão à detecção de tendências. “Já estamos no pior cenário previsto pelo IPCC”, afirma a oceanógrafa americana Katherine Richardson, pesquisadora da Universidade de Copenhague, na Dinamarca. “A situação é até pior que o estimado no caso do degelo do Ártico e da elevação do nível do mar.” (Leia a entrevista) Em março, Katherine e cientistas de vários países se reuniram em Copenhague para dar esse recado ao mundo. Foi a forma que eles encontraram para alertar os políticos que se encontrarão em dezembro, também em Copenhague, para votar um novo acordo para cortar emissões.

Ao lado do biólogo americano Christopher Field, da Instituição Carnegie para Ciência, em Washington, e do climatologista James Hansen, do Instituto Goddard da Nasa, a agência espacial americana, Katherine é uma das cientistas mais ativas no alerta sobre o aquecimento global. Field estuda como as plantas e os ecossistemas responderão ao aumento da temperatura e tem declarado que o mundo está diante de um futuro climático além de qualquer previsão pessimista. Hansen, que desde a década de 1980 faz advertências sobre o aquecimento global, diz que a sociedade tem menos de uma década para frear as mudanças climáticas se não quiser viver em um planeta irreconhecível.

A maioria dos pesquisadores é mais reticente. Eles temem que afirmações catastróficas desestimulem as mudanças necessárias para diminuir as emissões. Um segundo motivo é o rigor científico. Como qualquer investigação científica, suas medições e análises carregam um grau de incerteza. Para não dar declarações exageradas, muitos pesquisadores acabam não enfatizando o suficiente suas conclusões. “Sinto-me decepcionado em como demoramos para convencer a sociedade de que o aquecimento global é uma ameaça real”, diz o glaciologista americano Robert Bindschadler, pesquisador da Nasa que há 25 anos estuda o continente antártico. “A maior parte dos cientistas está perplexa com a eficiência dos céticos em destacar as incertezas de nossas pesquisas.”
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Apesar da cautela dos cientistas, as evidências reunidas nos últimos quatro anos não deixam dúvidas da escalada das mudanças climáticas. E elas devem integrar o próximo relatório do IPCC, em 2014. “Algumas consequências do aquecimento já são irreversíveis, como a expansão da área tropical no planeta”, afirma o meteorologista alemão Thomas Reichler, pesquisador da Universidade de Utah, nos Estados Unidos. Reichler diz que em Salt Lake City, onde mora, o verão já está mais seco e as chuvas devem diminuir pelo menos 10% nos próximos anos. É uma previsão preocupante para uma região desértica. “Nossas ações hoje é que ditarão quão ruim a situação vai ficar no futuro.”

Segundo os cientistas, não estamos fazendo o que poderíamos para diminuir a emissão de gás carbônico, o principal responsável pelo aquecimento global. Desde a Revolução Industrial, no século XVIII, nós o emitimos em atividades como a queima de petróleo e carvão para gerar energia. Ele esquenta o planeta, porque forma uma camada de gás na atmosfera que retém o calor do Sol. Agora que sabemos disso, deveríamos diminuir as emissões. Em vez disso, elas estão aumentando. E em um ritmo que resultaria no pior cenário antecipado pelo IPCC: o planeta ficaria 6,4 graus célsius mais quente antes do fim do século. O trabalho de um consórcio internacional de cientistas, o Global Carbon Project, mostrou que só entre 2000 e 2004 o crescimento anual das emissões triplicou, de 1,1% por ano nos anos 1990 para 3%. A industrialização de países como China e Índia, com base na queima de carvão, seria a principal causa desse aumento. Em 2004, os países em desenvolvimento teriam contribuído com 73% do aumento das emissões globais.

O cenário mais otimista previsto pelo relatório do IPCC (um acréscimo de “apenas” 2 graus na temperatura) já é considerado improvável. O Hadley Center, no Reino Unido, referência internacional em modelos climáticos, refez suas previsões no ano passado e sugeriu um futuro ainda mais quente. Mesmo que as emissões caiam 3% ao ano a partir de 2010, a temperatura aumentaria no mínimo 2,9 graus em 2100. No ritmo atual, seriam 7,1 graus a mais.

O impacto seria avassalador. Nas contas do IPCC, 4 graus a mais fariam com que o nível do mar subisse até 59 centímetros. Seria o suficiente para desabrigar 313 milhões de pessoas, cerca de 5% da população mundial. Hoje, essa previsão é considerada conservadora demais. Os cientistas já dão como certa uma elevação do nível do mar em 1 metro até 2100. Cerca de 600 milhões de pessoas ficariam desabrigadas.

Segundo estudos, 5% do fundo congelado do
Oceano Ártico já começou a liberar metano

A revisão das projeções foi provocada por novas análises do comportamento do oceano nos últimos milhares de anos. E por novos dados que mostram a aceleração do derretimento da Antártica. Pesquisadores da Universidade da Califórnia constataram que, entre 1996 e 2006, o degelo na Antártica aumentou 75%. A parte mais vulnerável é o oeste do continente. Lá, os cientistas observam a aceleração do derretimento de grandes geleiras como a Pine Island, que mede 250 quilômetros de comprimento. “Geleiras como essa podem derreter em uma questão de séculos”, diz Bindschadler, da Nasa. “Isso elevaria o nível do mar em 5 metros.”
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FONTE : Marcela Buscato (especial para a revista ÉPOCA)

ANTES DE 2100 O MAR SUBIRÁ UM METRO !!!


FOTO : ROBERT BINDSCHADLER, glaciologista da Nasa diz que geleiras da porção oeste do continente podem derreter completamente em questão de séculos e que antes de 2100 o mar subirá 1 metro
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Os dados mais alarmantes sobre os avanços das mudanças climáticas vêm do extremo sul do planeta. Nos últimos dois anos, a publicação de estudos que reavaliaram o derretimento das geleiras do continente antártico alarmaram os pesquisadores. O degelo está acontecendo mais rápido do que os cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) previram no último relatório do grupo, divulgado em 2007. Pesquisadores como o glaciologista americano Robert Bindschadler, do Instituto Goddard, da Nasa, que há 25 anos estuda a Antártica, têm se dedicado a espalhar a gravidade da situação. “Eu mesmo falei para a Susan Solomon, uma das coordenadoras do relatório do IPCC, não acreditar naqueles números. Eles não incluíam a dinâmica dramática que nós estamos testemunhando na Antártica.” Bindschadler relatou a ÉPOCA as mudanças que ele presenciou em 14 expedições ao continente antártico.
ÉPOCA - A Antártica está derretendo mais rápido do que o último IPCC previu?
Robert Bindschadler - Sim. E é por esse motivo que o IPCC de 2007 também subestimou o aumento do nível do ar. O IPCC não incluiu em seu relatório os mecanismos mais dinâmicos de derretimento da Antártica, como a aceleração do deslocamento de geleiras em direção ao mar. Se esse fenômeno continuar, as bordas do continente, que formam uma camada de gelo sob o oceano, vão se desintegrar. Isso já aconteceu em 2002. E acontecerá com geleiras cada vez maiores. E o IPCC não levou esses fatores em consideração nas suas previsões.

ÉPOCA - Por que o IPCC ignorou esses dados?
Bindschadler - Nós ainda tínhamos uma compreensão suficiente do processo de como uma plataforma de gelo segura uma geleira. Também não havia imagens com resolução espacial suficiente para que pudéssemos avaliar esse processo. Aqueles números subestimados que estão no relatório são, na verdade, uma provocação para que a nossa comunidade de especialistas forneça dados melhores. Nós estamos trabalhando nisso para incluir esses números no próximo relatório, que deve ser divulgado em 2014. Nós sabemos que é isso que temos de fazer: fornecer números melhores. Não podemos falar que não sabemos. Isso não é aceitável.

ÉPOCA - Não incluir esses dados no IPCC foi realmente uma questão de limitação de conhecimento científico e não resultado de pressões políticas?
Bindschadler - Sim, é apenas conhecimento científico limitado.

ÉPOCA - Por que o derretimento da Antártica está acontecendo mais rápido do que o esperado?
Bindschadler - A minha hipótese favorita é que o buraco na camada de ozônio e o aquecimento global provocaram mudanças no padrão de circulação dos ventos, fazendo com que eles revolvessem águas profundas do oceano que circunda a Antártica. Elas são mais quentes porque não estão em contato direto com o gelo do continente e, por isso, aceleraram o derretimento das plataformas de gelo do litoral antártico. Mas eu diria que ainda não sabemos explicar completamente por que isso está acontecendo.


ÉPOCA - Com esse derretimento, quanto o oceano deve subir?
Bindschadler - Estamos tentando ter esses números. Mas já é dado como certo que, ainda neste século, antes de 2100, nós vamos ver um aumento de 1 metro no nível do mar. NA Antártica, a parte que está derretendo mais rápida é a porção oeste, na região do Mar de Amundsen. É para lá que correm duas grandes geleiras, a Pine Island e as Thwaites. Elas parecem vulneráveis a um colapso em uma questão de séculos. Isso seria o tal aumento de 5 metros no nível do mar. Mas eu nem gosto mais de falar sobre isso. Os impactos da elevação de 1 metro no nível do mar serão tão grandes que é com eles que devemos nos preocupar.
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FONTE : Marcela Buscato (especial para a revista ÉPOCA)

Aquecimento global mata 300 mil pessoas por ano


FOTO : Trizidela do Vale, no Maranhão, um dos municípios mais atingidos pelas enchentes no Nordeste brasileiro neste ano de 2009.
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Qual o impacto, medido em números, do aquecimento global sobre os seres humanos? Até aqui, houve muita especulação e chute. Onde havia sombra agora no entanto, há luzes: foi publicado nesta sexta-feira (29) o estudo mais completo e mais claro sobre o tema. A autoria não poderia ser mais qualificada: o Fórum Humanitário Global, uma organização internacional destinada a identificar os principais desafios da humanidade e presidida por Kofi Annan, antigo secretário-geral da ONU.

Os números são alarmantes: segundo o relatório, 300 mil pessoas morrem anualmente em decorrência da mudança de clima, vitimadas por uma longa lista de catástrofes que vão de inundações à destruição de colheitas. Em 2030, mantidos os padrões atuais, as mortes chegarão a meio milhão por ano. As perdas econômicas batem em US$ 125 bilhões anualmente. Calcula-se que 325 milhões de pessoas sejam “sériamente afetadas” pelo aquecimento global. Quatro bilhões de pessoas estão “vulneráveis”, afirma ainda o relatório, e 500 milhões enfrentam “extremo risco”. Estes dados podem ser “conservadores”, diz o estudo. Apenas desastres ligados ao clima causaram prejuízos de US$ 230 bilhões nos últimos cinco anos.

Pouco? Mesmo que a comunidade internacional seja eficiente e tenaz agora nas ações climáticas, “pelas próximas décadas a sociedade deve estar preparada para mudanças de clima mais fortes e para impactos mais perigosos sobre as pessoas”, de acordo com o relatório. “O aquecimento global já produz intensos danos para os seres humanos, mas é uma crise silenciosa: é uma área de pesquisa negligenciada, uma vez que o debate está focado nos efeitos físicos da mudança de clima a longo prazo.”
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O estudo, feito com a estimativa corrente de que a temperatura vem-se elevando anualmente 0,74 graus, vem a público poucos meses antes de uma conferência da ONU em Copenhague destinada a discutir medidas em regime de urgência para enfrentar o problema em escala global. “O tempo para agir é agora”, afirma o relatório. “Uma conclusão-chave dos estudos é que a sociedade global deve agir conjuntamente para enfrentar este drama compartilhado. Em Copenhague espera-se que os países ajam de acordo com seu interesse comum, e com uma só voz.” Um grupo de 20 cientistas, economistas e escritores já premiados com o Nobel uniu-se ao apelo do Fórum Humanitário Global em prol de ações imediatas. “As discussões em Copenhagen podem ser a última chance de evitar uma catástrofe global”, diz o grupo.

O relatório não é, todavia, unanimidade entre os estudiosos. O cientista político Roger Pielke Junior, da Universidade do Colorado, especialista em tendências de desastres, classificou o método utilizado no estudo como “um embaraço”, numa reportagem publicada no site do jornal The New York Times. “A mudança climática é um assunto importante que requer uma atenção profunda nossa”, disse Pielke. “Mas o relatório vai prejudicar a causa do combate ao aquecimento por ter tantos furos.” Choque de vaidades na busca da proeminência no combate ao aquecimento? Talvez. O que é indiscutível na essência do estudo – a despeito de discussões de metodologia -- é que não há desafio maior para a humanidade do que a mudança de clima.
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FONTE : Paulo Nogueira, de Londres (especial para a revista ÉPOCA)

sábado, 30 de maio de 2009

AMAZÔNIA : COMIDA BOVINA ?


FOTO : Guilherme Leite da Silva Dias, economista
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A abertura de pastagens na Amazônia é responsável por 78% do desmatamento na região. Parte desses pastos depois, se torna lavouras de soja, algodão ou outros grãos. Assim, a fronteira agropecuária do Brasil avança em direção à floresta amazônica. Segundo o economista e especialista em produção agropecuária Guilherme Leite da Silva Dias, se não barrarmos essa expansão e mudarmos o modelo de pecuária extensiva para a intensiva, em 20 anos, as florestas terão sido devastadas pelos bois. “Se deixar do jeito que está, os bois comerão a Amazônia em 20 anos e não há restrição de clima ou solo para isso”, diz.

Para Dias, se a medida provisória 458/09 for aprovada, ficará ainda mais difícil frear o desmatamento. A MP permite que a propriedade de terrenos de até 1500 hectares (15 km²) ocupados na Amazônia Legal seja transferida pela União sem licitação a quem os ocupou até 1º de dezembro de 2004. Dias considera essa medida uma nova “Lei de Terras”, como a que o Brasil teve em 1850 e legitimava o usucapião, ou a “posse pelo uso”, que daria legitimidade à grilagem. A MP foi aprovada pela Câmara na metade do mês de maio e espera agora aprovação do Senado.

O avanço da fronteira agrícola na Amazônia é motivada, principalmente, por dois fatores: a crescente demanda dos consumidores pelos produtos e o baixo preço das terras ilegais da floresta. Estima-se que, a cada dez anos, o consumo de carne bovina estimule um crescimento de 35% no setor pecuário.

Modelos de produção sustentável e intensiva ajudariam a diminuir a invasão das florestas nativas mas a sua adoção pelos produtores ainda é pequena. Dias afirma que a produção intensiva não é bem aceita por quem depende financeiramente do setor. Como concentra a produção e os serviços num espaço menor, ela exige uma cadeia menor entre produção e comércio e, por isso, gera menos renda e precisa de menos trabalhadores.

Apenas 10% das fazendas adotam a produção intensiva, mas essa minoria prova que ela é possível. A ONG Aliança da Terra, por exemplo, agrega mais de 60 produtores rurais que adotaram um modelo produtivo que respeita os recursos naturais ao mesmo tempo em que é economicamente viável.

Os fazendeiros da Aliança da Terra estão concentrados principalmente na região amazônica, na bacia do Rio Xingu e no noroeste de Mato Grosso. Eles adotaram o chamado “sistema de integração lavoura-pecuária”, que permite a alternância de produção de soja e pastagem de boi num mesmo ano. De novembro a fevereiro, a soja é plantada e colhida. Depois da colheita, durante a época de chuvas, sementes como as de agrião são plantadas para fornecer capim ao gado que se alimentará no local a partir de junho.

Segundo Marcos Reis, diretor da Aliança da Terra, esse sistema demanda uma manutenção do solo que não é complexo nem caro. É possível ter pastagens de gado com uma média de seis a oito bois por hectare, enquanto a média na Amazônia é entre 0,4 e 0,6 bois por hectare.

Reis é de uma família de ruralistas e acredita que hoje há uma nova geração de produtores que se preocupa com a terra e a região onde está e pensa no futuro dos recursos naturais. Por isso, para ele, o sistema intensivo tem muito potencial de expansão. “Não precisamos derrubar mais nenhuma árvore na Amazônia”, diz. Para que os bois não “comam” toda a floresta, como Guilherme Dias teme, é preciso que que os sistemas mais sustentáveis, como os que Aliança da Terra promove, ganhem espaço no setor agropecuário brasileiro.
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FONTE : revista Época

DEPOIS DE TANTO TEMPO...MUDOU ALGO ?


A Agenda 21 é o principal resultado da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. Para sua realização, contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países num processo preparatório que durou dois anos e culminou com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), em 1992, no Rio de Janeiro, também conhecida por ECO-92.

Este documento, composto por 40 capítulos, propõe aos diversos países do mundo medidas para que possa ser garantido a sustentabilidade das atividades humanas e principalmente que seja alcançada a melhoria da qualidade de vida para as atuais e futuras gerações. Trata de transformações culturais e de valores, estimulando a adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo.

A Agenda considera, dentre outras, questões estratégicas ligadas à geração de emprego e de renda; à diminuição das disparidades regionais e interpessoais de renda; às mudanças nos padrões de produção e consumo; à construção de cidades sustentáveis; à adoção de novos modelos e instrumentos de gestão.

Além da Agenda 21, resultaram desse processo cinco outros acordos: a Declaração do Rio, a Declaração de Princípios sobre o Uso das Florestas, o Convênio sobre a Diversidade Biológica e a Convenção sobre Mudanças Climáticas.


Consulta on-line por capítulos do Documento Agenda 21 da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento

ÍNDICE DA AGENDA 21

Capítulo 1: Preâmbulo

Seção I: Dimensões Econômicas e Sociais

Capítulo 2: Cooperação Internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento e políticas internas correlatas
• Promoção do desenvolvimento sustentável por meio do comércio
• Estabelecimento de um apoio recíproco entre comércio e meio ambiente
• Oferta de recursos financeiros suficientes aos países em desenvolvimento
• Estímulo a políticas econômicas favoráveis ao desenvolvimento sustentável

Capítulo 3: Combate à pobreza

Capítulo 4: Mudança dos padrões de consumo
• Exame dos padrões insustentáveis de produção e consumo
• Desenvolvimento de políticas e estratégias nacionais para estimular mudanças nos padrões insustentáveis de consumo

Capítulo 5: Dinâmica demográfica e sustentabilidade
• Aumento e difusão de conhecimentos sobre os vínculos entre tendências e fatores demográficos e desenvolvimento sustentável
• Formulação de políticas nacionais integradas para meio ambiente e desenvolvimento, levando em conta tendências e fatores demográficos
• Implementação de programas integrados de meio ambiente e desenvolvimento no plano local, levando em conta tendências e fatores demográficos

Capítulo 6: Proteção e promoção das condições da saúde humana
• Satisfação das necessidades de atendimento primário da saúde, especialmente nas zonas rurais
• Controle das moléstias contagiosas
• Proteção dos grupos vulneráveis
• O desafio da saúde urbana
• Redução dos riscos para a saúde decorrentes da poluição e dos perigos ambientais

Capítulo 7: Promoção do desenvolvimento sustentável dos assentamentos humanos
• Oferecer a todos habitação adequada
• Aperfeiçoar o manejo dos assentamentos humanos
• Promover o planejamento e o manejo sustentáveis do uso da terra
• Promover a existência integrada de infra-estrutura ambiental: água, saneamento, drenagem e manejo de resíduos sólidos
• Promover sistemas sustentáveis de energia e transporte nos assentamentos humanos
• Promover o planejamento e o manejo dos assentamentos humanos localizados em áreas sujeitas a desastres
• Promover atividades sustentáveis na indústria da construção
• Promover o desenvolvimento dos recursos humanos e da capacitação institucional e técnica para o avanço dos assentamentos humanos

Capítulo 8: Integração entre meio ambiente e desenvolvimento na tomada de decisões
• Integração entre meio ambiente e desenvolvimento nos planos político, de planejamento e de manejo
• Estabelecimento de uma estrutura jurídica e regulamentadora eficaz
• Utilização eficaz de instrumentos econômicos e incentivos de mercado e de outros tipos
• Estabelecimento de sistemas de contabilidade ambiental e econômica integrada

Seção II: Conservação e gerenciamento de recursos para o desenvolvimento

Capítulo 9: Proteção da atmosfera
• Consideração das incertezas: aperfeiçoamento da base científica para a tomada de decisões
• Promoção do desenvolvimento sustentável: (I) Desenvolvimento, eficiência e consumo da energia;
(II) Transportes; (III) Desenvolvimento industrial; (IV) desenvolvimento dos recursos terrestres e marinhos e uso da terra
• Prevenção da destruição do ozônio estratosférico
• Poluição atmosférica transfronteiriça

Capítulo 10: Abordagem integrada do planejamento e do gerenciamento dos recursos terrestres

Capítulo 11: Combate ao desflorestamento
• Manutenção dos múltiplos papéis e funções de todos os tipos de florestas, terras florestais e regiões de mata
• Aumento da proteção, do manejo sustentável e da conservação de todas florestas e provisão de cobertura vegetal para as áreas degradadas por meio de reabilitação, florestamento e reflorestamento, bem como de outras técnicas de reabilitação
• Promoção de métodos eficazes de aproveitamento e avaliação para restaurar plenamente o valor dos bens e serviços proporcionados por florestas, áreas florestais e áreas arborizadas
• Estabelecimento e/ou fortalecimento das capacidades de planejamento, avaliação e acompanhamento de programas, projetos e atividades da área florestal ou conexos, inclusive comércio e operações comerciais

Capítulo 12: Manejo de ecossistemas frágeis: a luta contra a desertificação e a seca
• Fortalecimento da base de conhecimentos e desenvolvimento de sistemas de informação e monitoramento para regiões propensas a desertificação e seca, sem esquecer os aspectos econômicos e sociais desses ecossistemas
• Combate à degradação do solo por meio, inter alia, da intensificação da atividades de conservação do solo, florestamento e reflorestamento
• Desenvolvimento e fortalecimento de programas de desenvolvimento integrado para a erradicação da pobreza e a promoção de sistemas alternativos de subsistência em áreas propensas á desertificação
• Desenvolvimento de programas abrangentes de anti-desertificação e sua integração aos planos nacionais de desenvolvimento e ao planejamento ambiental nacional
• Desenvolvimento de planos abrangentes de preparação para a seca e de esquemas para a mitigação dos resultados da seca, que incluam dispositivos de auto-ajuda para as áreas propensas à seca e preparem programas voltados para enfrentar o problema dos refugiados ambientais
• Estímulo e promoção da participação popular e da educação sobre a questão do meio ambiente centradas no controle da desertificação e no manejo dos efeitos da seca

Capitulo 13: Gerenciamento de ecossistemas frágeis: desenvolvimento sustentável das montanhas
• Geração e fortalecimento dos conhecimentos relativos à ecologia e ao desenvolvimento sustentável dos ecossistemas das montahas
• Promoção do desenvolvimento integrado das bacias hidrográficas e de meios alternativos de subsistência

Capítulo 14: Promoção do desenvolvimento rural e agrícola sustentável
• Revisão, planejamento e programação integrada da política agrícola, à luz do aspecto multifuncional da agricultura, em especial no que diz respeito à segurança alimentar e ao desenvolvimento sustentável
• Obtenção da participação popular e promoção do desenvolvimento de recursos humanos para a agricultura sustentável
• Melhora da produção agrícola e dos sistemas de cultivo por meio da diversificação do emprego agrícola e não-agrícola e do desenvolvimento da infra-estrutura
• Utilização dos recursos terrestres: planejamento, informação e educação
• Conservação e reabilitação da terra
• Água para a produção sustentável de alimentos e o desenvolvimento rural sustentável
• Conservação e utilização sustentável dos recursos genéticos vegetais para a produção de alimentos e a agricultura sustentável
• Conservação e utilização sustentável dos recursos genéticos animais para a agricultura sustentável
• Manejo e controle integrado das pragas na agricultura
• Nutrição sustentável das plantas para aumento da produção alimentar
• Diversificação da energia rural para melhora da produtividade
• Avaliação dos efeitos da radiação ultravioleta decorrente da degradação da camada de ozônio estratosférico sobre as plantas e animais

Capítulo 15: Conservação da diversidade biológica

Capítulo 16: Manejo ambientalmente saudável da biotecnologia
• Aumento da disponibilidade de alimentos, forragens e matérias-primas renováveis
• Melhoria da saúde humana
• Aumento da proteção do meio ambiente
• Aumento da segurança e desenvolvimento de mecanismos de cooperação internacional
• Estabelecimento de mecanismos de capacitação para o desenvolvimento e a aplicação ambientalmente saudável de biotecnologia

Capítulo 17: Proteção dos oceanos, de todos os tipos de mares inclusive mares fechados e semifechados e das zonas costeiras, e proteção, uso racional e desenvolvimento de seus recursos vivos
• Gerenciamento integrado e desenvolvimento sustentável das zonas costeiras e marinhas, inclusive zonas econômicas exclusivas
• Proteção do meio ambiente marinho
• Uso sustentável e conservação dos recursos marinhos vivos de alto mar
• Uso sustentável e conservação dos recursos marinhos vivos sob jurisdição nacional
• Análise das incertezas críticas para o gerenciamento do meio ambiente marinho e a mdança do clima
• Fortalecimento da cooperação e da coordenação no plano internacional, inclusive regional
• Desenvolvimento sustentável das pequenas ilhas

Capítulo 18: Proteção da qualidade e do abastecimento dos recursos hídricos: aplicação de critérios integrados no desenvolvimento, manejo e uso dos recursos hídricos
• Desenvolvimento e manejo integrado dos recursos hídricos
• Avaliação dos recursos hídricos
• Proteção dos recursos hídricos, da qualidade da água e dos ecossistemas aquáticos
• Abastecimento de água potável e saneamento
• Água e desenvolvimento urbano sustentável
• Água para produção de alimentos e desenvolvimento rural sustentáveis
• Impactos da mudança do clima sobre os recursos hídricos

Capítulo 19: Manejo ecologicamente saudável das substâncias químicas tóxicas, incluída a prevenção do tráfico internacional ilegal dos produtos tóxicos e perigosos
• Expansão e aceleração da avaliação internacional dos riscos químicos
• Harmonização da classificação e da rotulagem dos produtos químicos
• Intercâmbio de informações sobre os produtos químicos tóxicos e os riscos químicos
• Estabelecimento de programas de redução dos riscos
• Fortalecimento da capacidade e potencialidade nacionais para o manejo dos produtos químicos
• Prevenção do tráfico internacional ilegal de produtos tóxicos e perigosos
• Intensificação da Cooperação Internacional relativa a várias Áreas de Programa

Capítulo 20: Manejo ambientalmente saudável dos resíduos perigosos, incluindo a prevenção do tráfico internacional ilícito de resíduos perigosos
• Promoção da prevenção e a minimização dos resíduos perigosos
• Promoção e fortalecimento da capacidade institucional do manejo de resíduos perigosos
• Promoção e fortalecimento da cooperação internacional para o manejo dos movimentos transfronteiriços de resíduos perigosos
• Prevenção do tráfico internacional ilícito de resíduos perigosos

Capítulo 21: Manejo ambientalmente saudável dos resíduos sólidos e questões relacionadas com os esgotos
• Minimização dos resíduos
• Minimização ambientalmente saudável do reaproveitamento e reciclagem dos resíduos
• Promoção da disposição e tratamento ambientalmente saudáveis dos resíduos
• Ampliação do alcance dos serviços que se ocupam dos resíduos

Capítulo 22: Manejo seguro e ambientalmente saudável dos resíduos radiotivos

Seção III: Fortalecimento do papel dos grupos principais

Capítulo 23: Preâmbulo

Capítulo 24: Ação mundial pelas mulheres, com vistas a um desenvolvimento sustentável e equitativo

Capítulo 25: A infância e a juventude no desenvolvimento sustentável
• Promoção do papel da juventude e de sua participação ativa na proteção do meio ambiente e no fomento do desenvolvimento econômico e social
• A criança no desenvolvimento sustentável

Capítulo 26: Reconhecimento e fortalecimento do papel das populações indígenas e suas comunidades

Capítulo 27: Fortalecimento do papel das organizações não governamentais: parceiros para um desenvolvimento sustentável

Capítulo 28: Iniciativas das autoridades locais em apoio à Agenda 21

Capítulo 29: Fortalecimento do papel do comércio e da indústria

Capítulo 30: Fortalecimento do papel do comércio e da indústria
• Promoção de uma produção mais limpa
• Promoção da responsabilidade empresarial

Capítulo 31: A comunidade científica e tecnológica
• Melhoria da comunicação e cooperação entre a comunidade científica e tecnológica, os responsáveis por decisões e o público
• Promoção de códigos de conduta e diretrizes relacionados com ciência e tecnologia

Capítulo 32: Fortalecimento do papel dos agricultores

Seção IV: Meios de implementação

Capítulo 33: Recursos e mecanismos de financiamento

Capítulo 34: Transferência de tecnologia ambientalmente saudável, cooperação e fortalecimento institucional

Capítulo 35: A ciência para o desenvolvimento sustentável
• Fortalecimento da base científica para o manejo sustentável
• Aumento do conhecimento científico
• Melhoria da avaliação científica a longo prazo
• Desenvolvimento de capacidades e meios científicos

Capítulo 36: Promoção do ensino, da conscientização e do treinamento
• Reorientação do ensino no sentido do desenvolvimento sustentável
• Aumento da conscientização pública
• Promoção do treinamento

Capítulo 37: Mecanismos nacionais e cooperação internacional para o fortalecimento institucional nos países em desenvolvimento

Capítulo 38: Arranjos institucionais internacionais
• Assembléia Geral
• Conselho Econômico e Social
• Comissão sobre Desenvolvimento Sustentável
• O Secretário Geral
• Mecanismo de Alto Nível de coordenação entre organismos
• Órgão Consultivo de Alto Nível
• Estrutura de apoio de secretariado
• Órgãos, Programas e Organizações do Sistema das Nações Unidas
• Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
• Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento
• Conferência das Nações Unidas sobre comércio e desenvolvimento
• Escritório das Nações Unidas para a Região Sudano-Saheliana
• Organismos especializados do sistema das Nações Unidas e organizações afins e outras organizações intergovernamentais pertinentes
• Cooperação e implementação nos Planos Regional e Sub-Regional
• Implementação Nacional
• Cooperação entre os órgãos das Nações Unidas e as Organizações Financeiras Internacional
• Organizações Não-Governamentais

Capítulo 39: Instrumentos e mecanismos jurídicos internacionais
• Revisão, avaliação e campos de ação no Direito Internacional para o desenvolvimento sustentável
• Mecanismos de Implementação
• Participação efetiva na elaboração do Direito Internacional
• Controvérsias no campo do desenvolvimento sustentável

Capítulo 40: Informação para a tomada de decisões
• Redução das diferenças em matéria de dados
• Aperfeiçoamento da disponibilidade da informação

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Cai MP que dispensava licenciamento ambiental para obras viárias


A votação foi obstruída por falta de quórum e a Medida perde sua validade na próxima segunda-feira.

Caiu a primeira medida do pacotão anti-ambiental eleitoral do governo. Por falta de quórum, foi obstruída nesta quarta-feira (27/5) no Senado a votação da Medida Provisória 452, que destina R$ 14 bilhões para o Fundo Soberano Brasileiro. A MP é a mesma que teve incluída em seu texto a emenda que dispensa a licença ambiental prévia para obras em rodovias brasileiras.

Como a MP perde sua validade na próxima segunda-feira (1º de junho), não há mais tempo hábil para uma nova votação, já que o texto foi modificado e deveria voltar para a Câmara dos Deputados.

Para Nilo D'Ávila, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace, iniciativas como a MP 452, a MP da Grilagem e as propostas de alteração no Código Florestal vão na contra-mão das metas de redução de desmatamentos assumidas internacionalmente pelo governo brasileiro no Plano Nacional de Mudanças Climáticas.

"O governo tem um discurso mais verde para uso externo e outro, bem mais sombrio, para ser usado dentro do país. A queda da MP 452 veio em boa hora, já que as coisas não estava se encaminhando bem", diz Nilo, lembrando que o relator da Medida, senador Eliseu Resende, havia acrescentado "mais uma dose de maldade na história toda" - acesse no http://www.greenpeace.org/brasil/amazonia/noticias/governo-e-senado-se-unem-para
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FONTE : Greenpeace
Crédito da imagem: Greenpeace/Universidade Federal do Amazonas

CONTRA O DESMONTE DAS LEIS AMBIENTAIS : SERÁ MESMO ?


Em meio à crise com representantes do setor ruralista que trabalham pelo desmantelamento da política ambiental, o ministro Carlos Minc recebeu nesta quinta-feira (28/05) o apoio do Presidente Lula, que se comprometeu a fortalecer a área ambiental e conter iniciativas isoladas, por parte de integrantes da administração federal, para desfigurar a legislação a despeito inclusive de decisões tomadas dentro do governo.

Segundo Minc, o presidente Lula concordou com os argumentos de que o Ministério do Meio Ambiente precisa de um tratamento mais equilibrado especialmente porque tem mostrado resultados no cumprimento de metas que não são setoriais, mas do governo. "O presidente disse que que estava contente com o meu trabalho, que ele reconhecia que a gente tinha baixado o desmatamento da Amazônia e dobrado o número de concessões de licenças ambientais e que ele não ia permitir que a área ambiental fosse enfraquecida".

Minc falou aos jornalistas à saída de audiência com o Presidente, no gabinete do CCBB. Ele disse que apresentou diversas questões que estão desgastando a área ambiental e que precisam da intervenção direta de Lula. Entre elas o licenciamento da BR 319. Municiado de fotografias aéreas de desmatamentos - onde já há inclusive uma madeireira - que já estão ocorrendo às margens da rodovia, Minc disse ao Presidente que não cederá às pressões para abrir mão das medidas cautelares prévias, como a instalação dos postos de fiscalização, a demarcação das áreas de conservação e a presença do Exército, que foram definidas pelo grupo de trabalho que estudou a possibilidade de licenciar o asfaltamento daquela rodovia. O ministro reiterou a Lula a sua posição pessoal contrária à rodovia e o presidente reconheceu seu esforço para, apesar disso, aceitar licenciar a obra por uma decisão de governo. "Mas eu estou ética e moralmente impedido de dar qualquer licença que não cumpra rigorosamente e totalmente aquelas condições que foram emanadas pelo grupo de trabalho".

Ainda sobre licenciamento, Lula concordou com os argumentos de Minc para não autorizar a construção de hidrelétricas na bacia do rio Araguaia, onde elas causariam grande impacto ambiental desnecessário, já que há vários licenciamentos em curso na região. "Jirau está praticamente pronta e Belo Monte já iniciou o processo, com audiências públicas. O presidente concordou que devemos preservar a bacia do Araguaia".

Lula, segundo Minc, considerou ainda "bastante razoáveis" os argumentos contrários à inclusão da bacia do alto Paraguai no zoneamento agroecológico da cana - "os plantios naquela bacia vão comprometer o Pantanal e estigmatizar todo etanos brasileiro!" - e prometeu tomar uma decisão sobre o assunto nos próximos dias.

O presidente também disse que vai receber ambientalistas e agricultores familiares antes de tomar qualquer posição no debate sobre as mudanças do Código Florestal e prometeu tomar providências para evitar as investidas de ministros e autoridades do governo junto a parlamentares para patrocinar teses anti ambientalista.

"Vários ministros combinavam uma coisa aqui e depois iam lá para o parlamento, cada um com sua machadinha, patrocinar emendas que esquartejavam e desfiguravam a legislação ambiental. Ele disse que isso não era aceitável, que ele não dava o direito a cada um, a cada Denit da vida, de ir lá para o Congresso atrás de um deputado para desfazer tudo aquilo que tinha sido combinado pelo governo. Ele disse que esse não era um procedimento correto e que ele tomaria medidas para isso não mais acontecer".

Na audiência Lula confirmou também a criação das reservas extrativistas de Caçuruba (BA) e Prainha do Canto Verde (CE). Os decretos serão assinados em solenidade pela passagem do Dia do Meio Ambiente, 5 de junho, na Bahia.

O Ministro comentou ainda as agressões que sofreu de deputados da bancada ruralista:

"Fui mal interpretado por alguns parlamentares e fui ofendido por eles. Mas como estou acostumado com o embate parlamentar, vou tirar da questão do "xingou não xingou" e vou discutir politicamente. Os setores do agronegócio reagiram a essa aliança que estamos estabelecendo com a agricultura familiar. Para eles era muito comodo ter uma frente da agricultura, pequenos, médios e grandes, todos unidos contra o meio ambiente".
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FONTE : Lucia Leão (Envolverde/MMA)
Crédito da imagem: Jefferson Rudy/MMA

AGENTE LARANJA : DE NOVO ?!


Multinacional Dow AgroSciences pediu à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) liberação de estudos de nova soja transgênica. Suspeita-se que a variedade seja resistente à um antigo herbicida, o 2,4-D, componente do agente laranja.

Segundo boletim da Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos, o uso do glifosato, herbicida aplicado em transgênicos liberados, está perdendo a eficácia pois as plantas `invasoras` estão cada vez mais resistentes.
Esse é o motivo das empresas começarem a usar herbicidas ainda mais tóxicos, como o 2,4-D. Em 5 de fevereiro, um boletim da Frente Parlamentar da Agropecuária informou sobre a solicitação da Dow à CTNBio para conduzir testes de campo com soja transgênica tolerante ao 2,4-D.

Esta substância é um dos componentes do agente laranja, usado na Guerra do Vietnã pelos Estados Unidos para desfolhar matagais e bosques.Extremamente tóxico, o herbicida é responsável pelo aparecimento de milhares de casos de câncer, doenças neurológicas e pelo nascimento de crianças deficientes no Vietnã.

A Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos sugere que a divulgação pública do nome 2,4-D poderia impedir a liberação dos estudos. Por isso a Dow teria omitido o nome do herbicida no pedido feito à CTNBio.

No pedido, consta apenas a descrição de “soja transgênica tolerante a herbicidas”.
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Fonte: Agência Pulsar

quinta-feira, 28 de maio de 2009

RESERVAS DA BIOSFERA : MAIS 22 !


O Programa Homem e Biosfera da Unesco estabeleceu nesta terça-feira mais 22 reservas da biosfera, localizadas em 17 países. Os novos locais foram aprovados nesta terça-feira na reunião pelo Conselho Internacional de Coordenação do programa da agência da ONU, que se reúne na Ilha de Jeju, na Coréia do Sul. Pontos no México, Açores e na Venezuela estão entre os escolhidos.

América Latina

As Lagunas de Montebello, no México, formadas por mais de 50 lagoas de tamanhos variados, na área que liga a região montanhosa de Chiapas à costa plana do Golfo do México, foi um dos locais escolhidos pelo conselho.

A reserva é importante para a captura de água e por sua regulação climática.

Na Venezuela, o ponto aprovado foi o Delta do Orinoco, que é caracterizado por sua vasta diversidade biológica nos ecossistemas terrestre e aquático. Mais de 2 mil espécies de plantas habitam a região.

Entre os outros países que tiveram locais escolhidos, estão Portugal, Espanha, Alemanha, Índia, Vietnã e África do Sul.

Extensões

Ao todo, a Rede Mundial de Reservas da Biosfera agora conta com 553 pontos em 107 países.

A reunião do conselho, que termina nesta sexta-feira, também aprovou extensões para quatro reservas da biosfera já existentes, entre elas a Mata Atlântica do Brasil.

As reservas da biosfera são locais escolhidos pelo programa da Unesco para testar diferentes técnicas de gerenciamento integrado de biodiversidade e de recursos terrestres, marítimos e costeiros.
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FONTE : (Envolverde/Rádio ONU)
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SANEAMENTO : Cidades da Amazônia estão entre as piores


Macapá (AP), Belém (PA) e Porto Velho (RO) são algumas das dez cidades da Amazônia que possuem os piores índices de saneamento do Brasil, de acordo com um estudo sobre saneamento básico divulgado na semana passada pelo Instituto Trata Brasil. A relação, que avalia serviços de saneamento nos 79 maiores municípios do país, mostra o que é feito com o esgoto gerado por 70 milhões de brasileiros.

Porto Velho, por exemplo, que tem 369 mil habitantes, apresenta índice de 0% de esgoto tratado por quantidade de água consumida, segundo o estudo. Em Belém, município com mais de um milhão de habitantes, há apenas 1% de atendimento com serviço de esgoto e Macapá, que possui cerca de 350 mil habitantes, conta com apenas 16% de esgoto tratado por quantidade de água consumida. Os baixos resultados das cidades amazônicas se repetem em todos os outros indicadores da pesquisa

Os problemas são antigos. Desde que teve início esse estudo, em 2003, a posição mais alta que Porto Velho obteve foi uma 75ª posição, ainda no primeiro ano contabilizado. Depois disso a cidade passou dois anos seguidos em último lugar, e desde 2006 apresentou uma "recuperação", subindo para a 76ª colocação.

Apesar disso, o estudo mostra que entre 2003 e 2007 houve um avanço de 14% no atendimento de esgoto nas cidades observadas e de 5% no tratamento. Ainda assim, são despejados no meio ambiente 5,4 bilhões de litros diários de esgoto sem tratamento, contaminando o solo, rios, mananciais e praias, com impactos diretos à saúde da população.

Segundo Vagner Zacarini, gerente de desenvolvimento de infra-estrutura de engenharia da Secretaria de Planejamento do Estado de Rondônia, as ações para que a população tenha acesso à água tratada já iniciaram. "Estamos no oitavo mês de universalização das obras para o acesso à água tratada. Já temos 120 km de rede", diz.

Para ele, a quase inexistência de políticas para o saneamento na cidade foi devido à falta de leis. "Há 20 anos os governos federais e estaduais não tinham uma política de saneamento. Agora, com a sanção da lei federal do saneamento, as regras ficaram claras e houve um investimento para o setor. Faltavam regras claras para o setor", justifica.

A base de dados consultada para apontar esse avanço foi extraída do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS), divulgado pelo Ministério das Cidades e que reúne informações dos serviços de água e esgoto fornecidos espontaneamente pelas empresas prestadoras de serviços nessas cidades.

O estudo

As cidades escolhidas para ser objeto de análise possuem população superior a 300 mil habitantes e apresentavam - ou ainda apresentam - graves problemas sociais decorrentes da falta dos serviços de saneamento.

A primeira parte do levantamento, que teve início em 2003, consistiu na detecção do nível de cobertura de água e o volume de esgoto gerado pela população em cada uma dessas cidades. Após essa análise foram avaliados indicadores relacionados à oferta dos serviços, à eficiência dos operadores - municipais, estaduais e privados - à política tarifária praticada e aos investimentos feitos no período. Para cada um desses indicadores o estudo estabeleceu um ranking anual que mostra a evolução dos serviços nas 79 localidades escolhidas.

O resultado final de cada ano foi calculado somando-se a posição de cada cidade em cada indicador. Os itens "coleta de esgoto" e "esgoto tratado por água consumida" obtiveram peso dois, pois, na avaliação do Instituto Trata Brasil, seriam os indicadores que geram os maiores impactos negativos, sociais ou ambientais.

Para Raul Pinho, presidente do Instituto Trata Brasil, explica que o estudo também indica que não é o modelo de gestão que determina a prestação eficiente dos serviços, pois bons e maus operadores aparecem tanto como municipais e estaduais quanto como privados.

Ele acredita que a questão principal é o engajamento dos gestores das cidades, pois se o operador - que no fim é um prestador de serviço - não atender a demanda esperada, é sempre possível mudar. Já no caso do poder púbico, se não for priorizado esse serviço, o operador sozinho não tem como resolver o problema, principalmente quando a prestação é municipal.
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Colaboração : Fabíola Munhoz (Envolverde/Amazônia.org.br)
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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Mata Atlântica perdeu 102 mil hectares desde 2005


Uma área com dois terços o tamanho da cidade de São Paulo foi desmatada nos últimos três anos no Brasil, sendo que Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia foram os estados que mais destruíram o bioma.

O levantamento “Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata” (http://www.sosma.org.br/index.php?section=atlas&action=atlas">http://www.sosma.org.br/index.php?section=atlas&action=atlas), realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foi divulgado nesta terça-feira (26) e mostra que foram desmatados ao menos 102.938 hectares de cobertura da Mata Atlântica nativa no período 2005 -2008. A média anual foi de 34.121 hectares de desflorestamento/ano, bem próximo da média anual identificada no período de 2000-2005, que foi de 34.965 hectares.

“Os dados avaliados no período de 2005-2008 mostram que o desmatamento continua na Mata Atlântica e é cada vez mais urgente a atuação efetiva do poder público”, alerta a diretora de Gestão do Conhecimento e coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica, Márcia Hirota.

Segundo a Secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Maria Cecília Wey de Brito, o desmatamento é causado em muito porque a aplicação da Lei da Mata Atlântica, sancionada em 2006, mas regulamentada somente no fim de 2008, ainda não foi garantida. Ela aposta nesta nova lei, no monitoramento do que restou do bioma – 11,4% – e em ações de vigilância e fiscalização para reverter o ritmo da derrubada nos próximos anos.

“A gente crê que com o decreto de 2008, com ações de divulgação e com cartilhas explicativas haja maior compreensão dos gestores locais e também da sociedade que vive nos remanescentes de Mata Atlântica”, afirmou.

A secretária adiantou que ainda esta semana o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade irão realizar ações de fiscalização em áreas de Mata Atlântica na região Sul do país.

Os Grandes Perdedores

Os estados que mais desmataram foram Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia, que perderam, nos últimos três anos, 32.728 ha, 25.953 ha e 24.148 ha, respectivamente. Minas Gerais possuía, originalmente, 27.235.854 ha de Mata Atlântica, que cobriam 46% de seu território; pelo levantamento, restam apenas 9,68%. Já em Santa Catarina, que está 100% inserido no bioma, restam agora 23,29% de floresta, e a Bahia, com 33% do território na Mata Atlântica, ou 18.875.099 ha, tem hoje apenas 8,80%.

De novo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Bahia aparecem como as áreas mais críticas para a Mata Atlântica, pois são os estados que mais possuem floresta em seu território e, por isso, têm grandes áreas desmatadas em números absolutos.

“É preciso conter este desmatamento, melhorando os trabalhos de fiscalização e, principalmente, criando políticas públicas, mecanismos e incentivos que valorizem a floresta em pé, se quisermos garantir água em qualidade e em quantidade, clima regulado e outros serviços ambientais”, explica Márcia.

O levantamento mostra também dados do desmatamento por municípios, e aponta que Jequitinhonha (MG), Itaiópolis (SC), Bom Jesus da Lapa, Cândido Sales e Vitória da Conquista (BA) foram os municípios que mais perderam cobertura nativa no período de 2005-2008. Jequitinhonha (MG) perdeu 2.459 hectares, seguido de Itaiópólis (SC), que suprimiu 1.806 ha, e Bom Jesus da Lapa (BA), que perdeu 1.797 ha. Aparecem em seguida Cândido Sales (BA), 1.580 ha, e Vitória da Conquista (BA), 1.418 ha.

“É urgente fazer com que as pessoas entendam que a nossa vida depende da floresta e participem deste esforço em prol da proteção deste bioma tão ameaçado. É uma questão de sobrevivência dos 112 milhões de habitantes do bioma proteger tudo o que resta de floresta original, por isso agora passaremos a divulgar os dados de dois em dois anos”, concluiu Márcia.
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Fonte: SOS Mata Atlantica/Agencia Brasil (Envolverde/CarbonoBrasil)
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CADA SER VIVO TEM SEU DOM...







Em 2003, a policia de Warwckshire, Inglaterra, abriu um galpão de um jardim e encontrou ali um cão choroso e encolhido. Ele havia sido trancado e abandonado no galpão. Estava sujo, desnutrido e claramente maltratado.

Num ato de bondade, a policia levou o cão para um abrigo próximo, o Nuneaton Warwickshire Wildlife Sanctuary, dirigido por um homem chamado Geoff Grewcock. Lugar este conhecido como um paraiso para animais abandonados, orfãos ou com
outra qualquer necessidade. Geoff e a equipe do Santuário trabalharam com dois objetivos: restaurar a completa saude do animal, e ganhar sua confiança.Levou varias semanas, mas finalmente os dois objetivos foram alcançados.

Deram a ela o nome de Jasmine, e começaram a pensar em encontrar para ela um lar adotivo, mas Jasmine tinha outras ideias. Ninguém se lembra como começou, mas ela passou a dar as boas vindas a todos animais que chegavam ao Santuário. Não
importava se era um cachorrinho, um filhote de raposa, um coelho ou qualquer outro animal perdido ou ferido. Jasmine se esgueirava para dentro da caixa ou gaiola e os recebia com uma lambida de boas vindas.

Geoff conta um dos primeiros incidentes: " Nós tinhamos dois cachorrinhos que foram abandonados numa linha de trem próxima. Um era um mestiço de Lakeland Terrier e o outro um mestiço de Jack Russel Doberman.

Eles eram bem pequenos quando chegaram ao centro e Jasmine aproximou-se e abocanhou um pelo cangote e colocou-o em uma almofada. Aí ela trouxe o outro e aconchegou-se a eles, acarinhando- os"

" Mas ela é assim com todos os nossos animais, até com os coelhos. Ela os acalma e desestressa e isto os ajuda ,não só a ficarem mais próximos a ela mas também a se adaptarem ao novo ambiente"

" Ela fez o mesmo com filhotes de raposa e de texugos: ela lambe os coelhos e os porcos da Guiné e ainda deixa os pássaros empoleirarem- se em seu nariz"

Jasmine, a tímida, maltratada, pária abandonada, tornou-se a mãe substituta dos animais do Santuário, um papel para o qual ela nasceu.

A lista de jovens animais dos quais ela cuidou inclui cinco filhotes de raposa, quatro filhotes de texugo, quinze galinhas, oito porcos da Guiné, dois cachorrinhos e quinze coelhos. E um cervo montês. O pequeno Bramble, com 11 semanas de idade, foi encontrado semi-consciente em um campo. Na chegada ao Santuário, Jasmine aconchegou-se a ele para mante-lo aquecido e assumiu inteiramente o papel de mãe substituta. Jasmine cumula Bramble de afeição e não deixa que nada lhe falte.

" Eles são inseparáveis", diz Geoff. " Bramble anda entre suas pernas e eles ficam se beijando...Eles passeiam juntos pelo Santuário. É um prazer ve-los"

Jasmine continuará cuidando de Bramble até que ele possa voltar a viver na floresta.

Quando isto acontecer, Jasmine não estará sozinha. Ela estará muito ocupada distribuindo amor e carinho ao próximo orfão ou à próxima vitima de abusos e maltratos.

LIXO MARINHO


Toda atividade humana gera lixo. Plástico, papel, metal, isopor, vidro, madeira, borracha, enfim, tudo que descartamos quando consideramos que aquele resíduo já não tem mais utilidade. O lixo tem sua a origem no consumo desenfreado pelo qual passa a humanidade. É a chamada "Era dos Descartáveis", que gera um ciclo aparentemente sem fim, entre comprar, usar e jogar fora. Convivemos com este ciclo e, consequentemente, com o lixo desde crianças.

A nossa familiaridade com o lixo faz com que seja difícil entendê-lo no contexto da poluição marinha. É fácil perceber. Quando ocorre um derramamento de petróleo, seja na baia da Guanabara, seja em um arquipélago remoto no Oceano Pacífico, somos logo bombardeados com informações pela mídia. Mas, o que acontece quando um amigo seu joga um copinho plástico na praia? Ou quando um desconhecido descarta a bituca de cigarro, do seu lado, naquela praia que você frequenta desde garoto. Nada! Isso não é noticiado. E se, como em um derramamento de petróleo, todos os frequentadores da praia lançam seus resíduos na areia, criando um verdadeiro "tapete" de plástico? Isso também não é noticiado. Mas acontece sempre, todos os dias, ao redor do planeta. Muitas vezes, nós usuários da praia, não percebemos. Ou fingimos não ver.

A partir desta abordagem inicial fica fácil definir o lixo marinho. Este constitui todo aquele resíduo sólido (o lixo que nós produzimos) que chega aos ambientes costeiro e marinho por qualquer fonte. As fontes são usualmente definidas como fontes baseadas em terra (usuários de praias, rios, sistemas de drenagem de esgotos, entre outros) e fontes baseadas no mar (navios, barcos de pesca, plataformas de exploração de petróleo). As consequências diretas da presença de lixo marinho são a perda da qualidade estética, gastos exorbitantes com limpezas públicas, diminuição do turismo, danos a embarcações e barcos de pesca, diminuição dos estoques pesqueiros, ingestão e emaranhamento pela biota marinha, entre outros. São problemas ambientais e humanos que se cruzam e com certeza não há beneficiados.

Diversos aspectos relacionados à presença do lixo no ambiente vêm sendo estudados por pesquisadores em todo mundo, inclusive no Brasil, desde a década de 1970. Este problema vem sendo cada vez mais documentado, ganhando destaque em revistas científicas internacionais como a Nature e a Science. Os plásticos, que constituem entre 60-80% do lixo marinho, são atualmente considerados como um dos cinco principais problemas de poluição marinha, juntamente com hidrocarbonetos de petróleo, água de lastro, eutrofização e outros.

Em uma parceria entre o EcoDesenvolvimento.org e a Associação Praia Local Lixo Global (Global Garbage), diversos especialistas que vêm estudando o tema lixo marinho em diferentes Estados brasileiros e com diferentes enfoques apresentarão em uma coluna mensal suas opiniões e vivencias relacionadas ao tema. Diferentes aspectos serão abordados, dando ao leitor a oportunidade de conhecer mais sobre assuntos relevantes relacionados à poluição por lixo marinho.

Acreditamos fortemente que a disseminação destas opiniões e conceitos junto à sociedade pode sim interferir positivamente na mudança de atitude de cada um, somando esforços na busca de soluções para o problema do lixo marinho. Assim, convidamos todos à leitura, e deixamos aqui um ensinamento: que nas praias do nosso planeta, os únicos resíduos sejam os castelos de areia!
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FONTE : Juliana do Sul )Coordenadora Científica Projeto Lixo Marinho. Associação Praia Local lixo Global) (Envolverde/Adital)
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O SOL GERANDO DINHEIRO E EMPREGOS


Estudo realizado mostra que o mercado de energia solar concentrada poderia crescer quase 10 vezes nos próximos seis anos
Os investimentos em energia solar concentrada - sistema que utiliza espelhos para captar a energia do sol e gerar eletricidade - podem bater a casa dos € 2 bilhões neste ano. O potencial deste mercado, no entanto, é muito maior. De acordo com relatório lançado nesta segunda-feira (25/5) pelo Greenpeace, na Holanda, o setor tem capacidade para movimentar € 20,8 bilhões e gerar cerca de 900 mil empregos até 2015. O estudo foi realizado em parceria com a Associação Européia Solar Térmica (Estela, na sigla em inglês) e a SolarPACES, organização da Agência Internacional de Energia, que estuda o desenvolvimento e o mercado desse mercado.

O relatório Panorama da Energia Solar Concentrada mostra ainda como a energia solar concentrada poderia responder por 7% do consumo mundial de energia em 2030 e chegar a 25% em 2050. No Brasil, o elevado índice de radiação solar e a existência de amplas áreas, principalmente no Nordeste, indicam um potencial de consumo semelhante. Os maiores projetos de energia solar concentrada no mundo estão em construção na Espanha e na Califórnia. A tecnologia também é extremamente utilizada em áreas desérticas.

“O Brasil possui um potencial de energia solar quase ilimitado. A implantação de painéis solares e de energia solar concentrada para a geração de energia e o uso de coletores solares para a redução do consumo de energia do chuveiro elétrico terão um papel fundamental na construção de uma matriz energética renovável e sustentável, com baixas emissões de gases de efeito estufa”, disse Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Energias Renováveis.

Essa tecnologia é fundamental para combater as mudanças climáticas. Com seu uso, até 4,7 bilhões de toneladas de CO2 poderiam deixar de emitidas por ano até 2050, o que significa reduzir 20% do total das emissões necessárias para salvar o clima, relativas à energia. “Essa é uma tecnologia de transição para um futuro livre dos combustíveis fósseis”, diz José Nebrera, presidente da Estela.

De acordo com o cenário mais moderado desenhado pelo estudo, os países com mais disponibilidade de recursos naturais poderão:

• chegar a € 11,1 bilhões de investimentos em 2010, atingindo um máximo de € 92,5 bilhões em 2050
• criar mais de 200 mil postos de trabalho até 2020, e cerca de 1,187 milhão em 2050
• poupar 148 milhões de toneladas de CO2 por ano até 2020, atingindo 2,1 mil milhões de toneladas em 2050. Só para se ter uma idéia do que isso significa, a Austrália emite 394 milhões de toneladas de CO2 por ano. As emissões da Alemanha são de 823 milhões anuais – quantidade igual ao total de emissões de todo o continente Africano.

Para viabilizar esse mercado, o Greenpeace, assim como a indústria solar, defende o sistema tarifário feed-in, que garante a conexão do projeto à rede e a remuneração justa pela energia gerada. O sistema já é usado com sucesso em vários países, como Alemanha e Espanha.
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Crédito da imagem:Greenpeace / Markel Redondo
FONTE : (Envolverde/Greenpeace)
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MUNDO PERDE SEUS RECIFES !!!


O mundo perdeu 19% dos seus recifes de coral desde 1950 e outros 15% estão seriamente ameaçados de desaparecer ao longo das próximas duas décadas. Guardião dos únicos ambientes recifais do Oceano Atlântico Sul, o Brasil tem grande responsabilidade de proteção e uso sustentável dessas áreas. Há sete anos o país monitora o que acontece com os recifes da sua plataforma continental. As constatações são preocupantes: em muitos deles os corais padecem de doenças e infecções, sufocados por poluição e sedimentos. Em outros, a ameaça é a proliferação de espécies invasoras, como o coral Tubastrea.

Essas são algumas informações da edição de 2008 da "Status dos Recifes de Coral do Mundo", publicação bianual da Rede Mundial de Monitoramento de Recifes de Coral (GCRMN, na sigla em inglês), que reúne informações sobre a situação de 96 países. Este foi o primeiro ano que o Brasil mereceu um capítulo especial. A Secretaria de Biodiversidade e Florestas preparou um sumário em língua portuguesa da publicação, que foi lançada no último dia 22, durante a Semana da Mata Atlântica, realizada em São Paulo.

Com um dos maiores adensamentos populacionais costeiros do mundo, o Brasil coloca os seus recifes de coral  assim como os outros ecossistemas costeiros - sob forte pressão de uso. O Programa Nacional de Monitoramento de Recifes de Coral, coordenado pela Universidade Federal de Recife e apoiado pelo Ministério do Meio Ambiente, constatou que os bancos de coral localizados a menos de cinco quilômetros da costa, estão em pior estado, com menos corais saudáveis e mais algas do que os localizados em alto mar. Além da poluição por lançamento de esgotos, as águas marinhas também recebem os sedimentos lançados junto com as águas de rios cujas margens foram desmatadas.

A par dos impactos negativos, o monitoramento constatou também os benefícios proporcionados aos recifes de coral protegidos por unidades de conservação, especialmente pelas ações de combate à pesca predatória. A incidência de garoupas grandes, por exemplo, está praticamente restrita às 13 áreas de conservação estaduais, federais ou municipais, seja de proteção integral ou de uso sustentável.

A ampliação de áreas protegidas no litoral brasileiro é uma meta do governo que, como signatário da Convenção sobre Diversidade Biológica e da Convenção Ramsar de Zonas Úmidas, assumiu o compromisso com a conservação dos recifes de corais e com a ampliação de áreas protegidas de acordo com as prioridades identificadas no Atlas de Recife de Coral nas Unidades de Conservação do Brasil.
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FONTE :(Envolverde/MMA)
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Amazônia exige fim da lógica da exploração


A geógrafa Bertha Becker defende mudanças na região, marcada pela exportação das riquezas sem deixar benefícios locais, e critica o "caótico" quadro institucional do governo brasileiro que aponta como repressor do desenvolvimento.

Com 35 anos de estudos dedicados a Amazônia e agora com o “amazônico” desafio de fazer o macrozoneamento da região, a geógrafa de 78 anos, Bertha Becker, não perde o humor para descrever o que a espera: “Se alguém tiver uma sugestão, por favor me avise”, pedido que foi feito na Conferência de Abertura do XIII Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano Regional – ANPUR.

“Fazer o planejamento da Amazônia inteira não dá. É preciso planejar de acordo com questões menores, entrar pelo território, conhecer a história, as capacidades e o nível de organização das populações”, explica Bertha, que é pós-doutora pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e atualmente atua professora Emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Bertha ressalta que a história da Amazônia é muito diferente da brasileira, estando mais associada ao Caribe, uma vez que dominam ali a lógica das expedições e piratarias. Em um ciclo de falta de integração por causa da ausência do desenvolvimento que não ocorre em função da não integração, a história da região é a das bolhas: da exploração da borracha, das drogas e atualmente da madeira e energia.

“Todos os recursos são mandados para fora sem agregação de valor, por isso bolhas, porque não sobra nada para a região e isso é histórico, por isso eu falei da pirataria. Hoje em dia tira a madeira e coloca o pasto, tira a energia das hidrelétricas e manda para o Sudeste. No passado era a borracha e a droga que tiravam e mandavam para a Europa. Sempre foi assim, então tem que mudar isso”, alerta.

Outro ponto que dificulta o desenvolvimento da região apontado por Bertha é a trajetória histórica de construção de instituições na qual o Brasil está preso. A geógrafa adverte que é preciso ter regras justas no quadro institucional e trocar as muitas incertezas por certezas para as populações. “Não dá para ter o Minc brigando com o Stephanes na televisão. O quadro institucional é um caos e é um quadro que reprime o desenvolvimento, em uma trajetória de dependência”.

Para enfrentar o desafio de planejar o desenvolvimento da Amazônia, Bertha afirma que irá apostar no principio da precaução para lidar tanto com as falhas institucionais quanto com ao pedido de pensar a região como um todo. Segundo Bertha, a ciência não consegue hoje acompanhar as transformações impostas pela velocidade do “online” e, quando não se consegue prever nem medir, é preciso usar o princípio da precaução.

“Ele busca certeza no meio da incerteza e deve ser usado quando é preciso agir sem esperar pela certeza científica. Quanto vale as florestas em pé, por exemplo? Ou como medir o aquecimento global?”, cita. Neste caso, é preciso recorrer a outros conhecimentos que não os científicos e Bertha destaca a importância de ouvir a sociedade e, principalmente, as comunidades tradicionais.

Contudo ele ressalta: nada de audiências públicas, o ideal é formar pequenos grupos de pessoas que conhecem profundamente a realidade local sem serem cientistas, como a população das florestas, agricultores, etc. “Nas Audiências públicas há muita manipulação e, muitas vezes, as pessoas não entendem.”
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FONTE :(Envolverde/CarbonoBrasil)
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terça-feira, 26 de maio de 2009

MOVING


LETRA DE LA CANCION MACACO - MOVING (PUERTO PRESENTE)
Moving, all the people moving, one move for just one dream
We see moving, all the people moving, one move for just one dream

Tiempos de pequeños movimientos...movimientos en reacción
Una gota junto a otra hace oleajes, luago mares...océanos
Nunca una ley fue tan simple y clara: acción, reacción, repercusión
Murmullos se unen forman gritos, juntos somos evolución

Moving, all the people moving, one move for just one dream
We see moving, all the people moving, one move for just one dream

Escucha la llamada de "Mama Tierra", cuna de la creación
Su palabra es nuestra palabra, su "quejío" nuestra voz
Si en lo pequeño está la fuerza, si hacia lo simple anda la destreza
Volver al origen no es retroceder, quizás sea andar hacia el saber

Moving, all the people moving, one move for just one dream
We see moving, all the people moving, one move for just one dream...
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OBS - Este vídeo me foi enviado de presente pela ex-aluna CRISTIAN ALBORNOZ, uruguaia, hoje residindo em Santana do Livramento, RS.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

MEU CASO DE AMOR COM A ILHA


Trabalhei duro durante mais de 40 anos, em três turnos.
Dei duro na UFSM e nos cursinhos, dando aula prá valer.
Escrevi nos jornais durante mais de 30 anos.
Falei em rádio e TV durante décadas.
Sempre pensando em vir morar aqui nesta ilha mágica de Florianópolis.
Esperei com paciência. Meus três filhos se formaram. As gurias casaram.
E finalmente, com coragem e garra, abandonei toda uma vida feita numa cidade onde era uma figura conhecida de todos. E me aventurei - aos 66 anos - de vir morar aqui. Distante dos pagos gaúchos. Para realizar meu sonho.
Estou feliz como nunca estive, junto com a minha companheira, graças à minha ousadia.
Aos mais moços : jamais abandonem seu sonho !
É possível alcançar o sonho.
Desde que se queira sair da rotina e da mesmice, que são sinônimos de velhice.
Obrigado, meu Deus, por ter me dado mais esta chance !

Poluição custa R$ 14 por segundo em gastos com tratamento


Habitantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife respiram ar com excesso de poluentes, fora dos padrões da Organização Mundial de Saúde. Ar poluído provoca cerca de 11,6 mil mortes por ano nas principais capitais do país.

Um estudo do Laboratório de Poluição da Universidade de São Paulo (USP) revelou os custos da poluição. Em seis regiões metropolitanas do país, a pesquisa mostrou que são gastos R$ 14 por segundo para tratar sequelas respiratórias e cardiovasculares de vítimas da poluição. Se calculado o gasto no ano, o custo chega a cerca de R$ 460 milhões.

Segundo o estudo, respiram o ar reprovado pelos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) as regiões de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife. Pela análise científica, mais de oito mil pessoas nestas cidades são internadas anualmente com problemas cardíacos. O motivo é o excesso de poluentes no organismo.

Além das internações, também foram calculadas as mortes nas regiões. Todo o ano, quase 11,6 mil pessoas com mais de 40 anos perdem suas vidas. O equivalente a 31 vidas por dia.

O Ministério Público do Estado de São Paulo move uma ação civil pública contra a Petrobras e 13 montadoras de veículos. O Ministério pede indenização para as vítimas da poluição, que seria calculada com base na pesquisa.
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Fonte: Radioagência NP (Envolverde/Ecoagência)
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CARLOS MINC ACUSA OS RURALISTAS DE TERRORISMO


Ruralistas e ambientalistas estão travando um embate sobre a legislação que vai definir os limites da preservação florestal no Brasil. Um “afã produtivista”, conforme o ministro Carlos Minc, que pode comprometer as metas e a responsabilidade do Brasil em relação ao aquecimento global.

Soube que nesta sexta-feira o ministro e ambientalistas se reuniram em São Paulo, na casa de um conhecido ambientalista paulista, e que a conversa teve tons de aspereza, principalmente porque Minc não está conseguindo frear o avanço da frente parlamentar ruralista sobre a legislação ambiental, o que pode abrir brechas para a instalação de usinas de álcool no Pantanal e legitimar a grilagem na Amazônia.

Segundo a Folha de São Paulo deste sábado os projetos polêmicos são:

Código Florestal
Legislação – A lei não fixa limites de desmatamento no país e exige a manutenção de vegetação nativa em parcela das propriedades e das áreas de preservação ao longo de rios.
Discussão – Agronegócio defende mudanças.

Regularização Fundiária
Legislação – Projeto doa ou vende a preço simbólico aos atuais ocupantes 67,4 milhões de hectares na Amazônia.
Discussão – Bancada ruralista quer impedir a futura retomada das terras em caso de desmatamento.

Licenciamento de Estradas – Projeto em votação no Senado acelera processo de licença ara estradas já abertas. Regras se aplicam a projetos do PAC.
Discussão – ONGs afirmam que a pavimentação de estradas é o maior vetor de desmate da Amazônia. Ministro Carlos Minc classificou a mudança como “contrabando completo”.

Zoneamento da Cana
Legislação – Lula prometeu regulamentar a expansão do cultivo de cana para a produção de biocombustíveis na Amazônia.
Discussão – O anúncio foi adiado por conta de pressões para liberar áreas no entorno do Pantanal, na bacia do alto Paraguai; ambientalistas temem contaminação dos rios.

Compensação Ambiental
Legislação – Decreto do presidente Lula reduziu para 0,5% o percentual máximo a ser cobrado dos empreendimentos como construção de rodovias e hidrelétricas, pelos impactos que geram, apenas sobre parte do custo da obra.
Discussão – Contrária ao governo, proposta do MMA era de que o piso fosse de 2% sobre o valor total da obra.

O grupo de ambientalistas reunidos em São Paulo, está se articulando para a formulação de uma estratégia de reação aos ataques à legislação ambiental

Com a legislação ambiental sob pressão do agronegócio e de empreendedores de grandes obras, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) critica o "afã produtivista" que, segundo ele, repercute no governo e põe em risco metas assumidas para frear o aquecimento global.

Cobrado por ambientalistas a reagir às pressões, Minc acusa ruralistas (liderados pela Confederação Nacional da Agricultura) de terrorismo e busca aliança com pequenos agricultores para barrar mudanças nos limites de desmatamento.
Minc reconhece que perdeu na definição do novo cálculo da compensação ambiental para empreendimentos em razão de compromissos assumidos por Lula. Mas adianta que não assinará o zoneamento da cana caso o presidente autorize o plantio no entorno do Pantanal.


FOLHA - A pressão agora é como a que levou Marina Silva a se demitir?
CARLOS MINC - O paralelo não é perfeito, mas é um momento difícil. E não se reverte uma situação dessas com chororô. A CNA está numa mobilização competente, faz reuniões com 3.000 agricultores aterrorizando o pessoal, dizendo "olha, vai perder tudo, vai ser preso". Com essa tática, pegaram a agricultura familiar de massa de manobra para sustentar a demanda ruralista. Se isso se consolida, acabou.

FOLHA - O presidente Lula está sensibilizado com essa pressão?
MINC - O presidente não se pronunciou sobre isso. Eu resolvi ir em cima da agricultura familiar para tentar construir uma aliança. A agricultura familiar tem 20% das terras e 90% do número de produtores. A base política do governo Lula não é o agronegócio, embora seus representantes sejam bastante beneficiados com a política do governo. Tivemos conversas com a Contag, que é o movimento mais forte, a Fetraf, ligada à CUT, e com o MPA, que é mais ligado ao pessoal do MST. Depois reuni os ambientalistas, todos os importantes. Falei: olha, eu não quero ter uma derrota honrosa. E fizemos um pacto da agricultura familiar com os ambientalistas.

FOLHA - É um pacto contra as mudanças no código florestal?
MINC - Não, é uma aliança em torno do tratamento diferenciado para a agricultura familiar, as propriedades de até quatro módulos rurais, o que pode variar 50 a 400 hectares, dependendo da região. A relação do Meio Ambiente com a agricultura familiar não pode ser repressiva. É completamente diferente ter terra de 30, 40, 50 hectares ou 30 mil, 40 mil, 50 mil hectares. A agricultura familiar vai poder considerar áreas de proteção permanente no cálculo da reserva legal. Os ambientalistas aceitaram. Outra coisa é o pagamento por serviços ambientais, que o presidente vai assinar. O registro da reserva legal será feito gratuitamente para esse pessoal.

ENTREVISTA COM CARLOS MINC

FOLHA - Por decreto, o presidente reduziu a taxa de compensação ambiental para empreendimentos. Pesou a tentativa de reduzir os custos de exploração do pré-sal?
MINC - Eu não ganhei isso. Quando comecei a ver que o Lula havia se comprometido já com o teto de 0,5%, fiquei preocupado. Não aceitei e fiz um recurso dentro do governo. Eu acho que o correto era ser de zero a um. Mas consegui que o cálculo se aproximasse o máximo possível de 0,5%. Do jeito que eles queriam, além de ser essa miséria de 0,5%, a cobrança ia se aproximar de 0,2%, porque só incidia sobre uma pequena parcela do custo do empreendimento. Lula bateu o martelo e recusou o meu recurso quando começou a crise. Ele falou: "Olha, você recorreu, mas agora, com a crise, vamos ter de desonerar, estamos cortando impostos...". Ele não me falou no pré-sal, não.

FOLHA - O presidente está adiando o anúncio do zoneamento da cana-de-açúcar, um compromisso internacional de que o Brasil vai aumentar a produção de biocombustível sem dano ao meio ambiente. A dúvida é permitir ou não a expansão do cultivo no entorno do Pantanal.
MINC - Isso aí não é aceitável, eu não assino o zoneamento dessa forma. Até porque viajo muito por conta das discussões do clima, tenho uma visão internacional, e a primeira coisa que me perguntam lá fora é Amazônia. Depois, é o biocombustível. Por causa de uma área, vai arrasar o nosso etanol.

FOLHA - Seria uma encrenca.
MINC - Não será a primeira, essa é uma das minhas especialidades.

FOLHA - Também há conflito no governo sobre o licenciamento ambiental acelerado para rodovias, que está para ser aprovada pelo Senado.
MINC - Falei na Casa Civil que não tem acordo. Vou pedir ao presidente que vete isso. Acho decurso de prazo para licenciamento ambiental indecente.

FOLHA - Marina indicou um risco crescente de retrocesso na área ambiental. Esse risco é grande?
MINC - A pressão é nesse sentido. A pressão vem em parte do setor econômico, em parte do Parlamento, e isso repercute dentro do governo. Eu tenho de fazer face a isso porque o governo assinou um plano de mudanças climáticas, que estipula metas. Sempre quando chega eleição, PAC, obra, o afã produtivista faz parecer que é inexorável, mas é possível resistir.
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FONTE : http://leitorenvolverde.blogspot.com/ (Agência Envolverde)
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sexta-feira, 22 de maio de 2009


Memória do Meio Ambiente série que fala da vida e luta de grandes ambientalistas brasileiros.

FUNDAÇÃO DA AGAPAN NO RS


Em 25 de fevereiro de 1975, o estudante Carlos Alberto Dayrell subiu numa árvore na avenida João Pessoa, em frente à Faculdade de Direito da UFRGS, em Porto Alegre (RS) para evitar que fosse derrubada. O ambientalista gaúcho Augusto Carneiro conta como ele e o ecologista José Lutzenberger, ambos da AGAPAN, participaram da manifestação.

PENSE DE NOVO (Parte 1)


O primeiro vídeo da trilogia Pense de Novo, batizado como “MUNDO”, mostra que as ações do homem estão causando o aquecimento do planeta por causa da emissão excessiva de gases de efeito estufa que formam uma espécie de cobertor de fumaça em volta do globo terrestre e impede o calor de sair da atmosfera.
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FONTE : (Envolverde/WWF-Brasil)
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