quarta-feira, 28 de junho de 2017




Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Amazônia, Biodiversidade, Energia, Licenciamento Ambiental, Mudanças Climáticas, Povos Indígenas, Regularização Fundiária, Áreas Protegidas
Ano 17
28/06/2017

 

Direto do ISA

 
  Deputados tiveram de apreciar medida mais uma vez após decisão do Supremo Tribunal FederalDireto do ISA, 28/6.
  
 

Amazônia

 
  O governo da Alemanha, segundo maior colaborador do Fundo da Amazônia depois da Noruega, também deve reduzir seu repasse ao programa, caso a alta projetada do desmatamento no ano passado se confirme neste ano. Nos últimos dois anos, o desmatamento da Amazônia subiu quase 60%. O aviso foi dado pelo diretor de Política Climática do Ministério do Meio Ambiente alemão, Karsten Sach, em visita ao governo brasileiro. "Nós queremos aumentar nossa cooperação com o Brasil. Como a taxa de desmatamento cresceu nos últimos dois anos, o Brasil recebe menos dinheiro". Sach ressaltou que a Alemanha ficou feliz com o veto do presidente Michel Temer às medidas provisórias que reduziam o tamanho de unidades de conservação na Amazônia, mas informou que segue atento aos próximos passos OESP, 28/6, Metrópole, p.A15.
  A chinesa State Power Investment Overseas (Spic) apresentou ontem uma proposta para comprar a participação da Cemig na Hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia. A estatal mineira detém 22,4% da usina, de 3.568 MW. Além da fatia da Cemig, a empresa chinesa também negocia a aquisição com os outros sócios da hidrelétrica. Um deles é a Odebrecht Energia, que detém 18,6% de participação na Santo Antônio. A fatia da Eletrobrás na hidrelétrica também poderia ser vendida, conforme já afirmou o presidente da estatal federal, Wilson Ferreira Junior. O valor total de 100% dos ativos da Santo Antônio é estimado em cerca de R$ 9 bilhões. Mas a expectativa era que um valor a ser desembolsado seria bem menor: entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões. O restante seria vinculado ao cumprimento de metas de desempenho e deveria ser parcelado OESP, 28/6, Economia, p.B11.
  "Dona Maria de Jesus recebia desde 2014 cerca R$ 100 por mês por conservar as florestas em seu lote da Reserva Extrativista do Alto Juruá, no Acre. Na Reserva, onde 804 famílias recebem o mesmo benefício, 97% da área permanecem cobertos por florestas. Dona Maria é uma das 53 mil beneficiárias do Bolsa Verde, um programa implementado em 2011 com o objetivo de incentivar as famílias de baixa renda vivendo em assentamentos e unidades de conservação a se desenvolverem ao mesmo tempo que protegem as florestas. São 28 milhões de hectares que mantêm mais de 95% de cobertura florestal e com consistente queda do desmatamento desde a implantação do programa. Mesmo em 2015 e 2016, quando as taxas de desmatamento de toda a Amazônia subiram, nas áreas do Bolsa Verde baixaram. Pois o programa está seriamente ameaçado pelo corte de orçamento promovido pelo governo federal", artigo de Tasso Azevedo O Globo, 28/6, Opinião, p.19.
  
 

Geral

 
  Área ultrapassa tamanho da Inglaterra; dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) mostram um país fictício, com propriedades em várias camadas De Olho nos Ruralistas, 28/6.
  O surto de febre amarela que atingiu o país neste ano é o que mais teve episódios de adoecimento e morte de macacos desde o início da série histórica, em 1999. Dados do Ministério da Saúde até o dia 31 de maio apontam 642 epizootias (termo usado para definir essas ocorrências em primatas não humanos) já confirmadas neste ano para febre amarela silvestre. Há, ainda, outros 1.448 casos em investigação -a maioria dos registros é de animais que morreram com sinais da doença. A confirmação ocorre quando exames nestes animais apontam resultado laboratorial conclusivo para febre amarela. Também é alto o número de casos considerados indeterminados (quando há histórico consistente da doença, mas não foram coletadas amostras para exames). Doença atinge espécies com risco de extinção FSP, 28/6, Cotidiano, p.B1.
  Eventos climáticos extremos podem paralisar a exportação de alimentos e espalhar a fome por diversos países ao redor do mundo, sobretudo os mais pobres, alerta o think tank britânico Chatham House. Em relatório divulgado ontem, a organização aponta a existência de 14 pontos de estrangulamento e destaca que apenas três cultivos - milho, trigo e arroz - são responsáveis por cerca de 60% do consumo alimentar global de energia. "Grande parcela do fornecimento global pode ser atrasado ou parado por um período significativo de tempo", disse Laura Wellesley, uma das autoras do relatório."O que preocupa é que, com as mudanças climáticas, nós provavelmente veremos um ou mais desses gargalos interrompidos coincidindo com perdas de safras, e é aí que as coisas começam a ficar sérias" O Globo, 28/6, Sociedade, p.28.
  
 
Imagens Socioambientais

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