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Mobilização Nacional Indígena
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Participantes criticaram a atual composição do Congresso, que exclui sistematicamente os povos indígenas das decisões que dizem respeito aos seus próprios territórios. As ofensivas atingem também quilombolas e outras populações tradicionais, também presentes na na mobilização - Direto do ISA, 14/4. |
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Energia
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Assembleia Geral reuniu 700 índios munduruku de 102 aldeias durante cinco dias, na semana passada. Saúde e educação indígena estão na pauta, mas o tema de fundo é preservar o modo de vida. Os projetos hidrelétricos do governo para o rio Tapajós são compreendidos como grande ameaça. Há duas usinas em processo de licenciamento neste momento no Tapajós - São Luiz e Jatobá. Os estudos de Impacto Ambiental e o Componente Indígena já foram entregues ao Ibama, que pediu estudos adicionais à Eletrobras. "O governo poderia pensar em outras formas [de gerar energia]. Porque só pensa em barragem?", questiona Arnaldo Kaba Munduruku, cacique-geral -Valor Econômico, 14/4, Especial, p. A14. |
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Uma alteração contratual feita pelo BNDES no financiamento de R$ 22,5 bilhões firmado com a Hidrelétrica de Belo Monte livrou o consórcio Norte Energia, dono da usina, do pagamento de uma multa para o banco público, sanção que poderia chegar à cifra de aproximadamente R$ 75 milhões. A punição deixou de existir porque o banco concordou em alterar as datas de execução de obras da usina, que está em construção no Rio Xingu, no Pará. Ao mudar o cronograma original que exigia do consórcio, as multas por atrasos simplesmente desapareceram - OESP, 14/4, Economia, p.B1. |
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O remédio amargo do "realismo tarifário", que já acumula um aumento da ordem de 40% das tarifas cobradas pelas distribuidoras de energia, em média, no primeiro trimestre, está abrindo espaço para a chamada geração de energia distribuída (microgeração), principalmente a partir de painéis solares fotovoltaicos. Ambientalmente sustentável, a alternativa pode reduzir o consumo na rede e aliviar o sistema elétrico nacional, que vive um período de estresse. A geração distribuída a energia solar já é economicamente viável em 23 Estados e no Distrito Federal. Apenas no Amazonas, Roraima e Amapá, essa alternativa de energia ainda não é interessante, do ponto de vista econômico - Valor Econômico, 13/4, Brasil, p.A4. |
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"A energia solar nem aparece na matriz brasileira. Isso pode começar a mudar agora que os preços da eletricidade dispararam. Imóveis residenciais e comerciais que instalem painéis podem recuperar o investimento de R$ 30 mil a R$ 40 mil em seis anos, porque já se permite, no país, que o gerador isolado injete na rede pública a energia que não estiver consumindo. Falta uma política mais agressiva de incentivo para essa energia limpa, que se instala em questão de semanas. Ela aliviaria a dependência nacional de termelétricas e hidrelétricas. Uma maneira de estimular particulares a cogitar a inversão inicial seria diminuir a taxação para melhorar seus ganhos mensais e, assim, encurtar o tempo de retorno do investimento", editorial - FSP, 14/4, Editoriais, p.A2. |
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"À medida que a energia solar torna-se cada vez mais economicamente viável, os países localizados no cinturão ensolarado do planeta podem desenvolver modelos inteiramente novos de negócios, pois a energia barata e limpa permitirá que eles processem suas matérias-primas localmente. Ao contrário das grandes usinas convencionais, instalações de geração solar podem ser construídas em meses. E como as geradoras solares podem ser operadas independentemente das complexas redes de eletricidade, elas proporcionam aos países uma maneira de eletrificar suas economias sem construir elementos novos e caros de infraestrutura. A hora de investir em grande escala na produção de eletricidade baseada na energia solar é agora", artigo de Klaus Töpfer - Valor Econômico, 13/4, Opinião, p.A13. |
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"A nova empresa atende duas demandas contemporâneas: de energia elétrica e por destino para os resíduos de processos econômicos, principalmente industriais. Por exemplo: São Paulo gera 50 mil toneladas de podas de árvores a cada ano. Segundo o cálculo de Puterman, essa madeira pode produzir eletricidade para 25 mil casas ao longo de um ano. Enquanto Brasília segue obcecada com a construção de hidrelétricas, um projeto brasileiro inovador deve ser exportado para os EUA, para produzir energia elétrica barata enquanto ajuda a solucionar o problema do descarte de resíduos de metrópoles", artigo de Leão Serva - FSP, 13/4, Cotidiano, p.D2. |
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"Jaci - Sete Pecados de uma Obra Amazônica é a saga de uma construção faraônica no meio da floresta amazônica. Escalados pelo governo, militares com fuzis aparecem para mediar as relações de trabalho entre uma empreiteira e seus empregados. De um gabinete, em Brasília, uma autoridade justifica o uso da força na obra "estratégica". Atropelos ambientais. Violência. Denúncias de tortura. E até desaparecimento de grevistas. O documentário retrata quatro anos de transformações em Jaci Paraná, uma vila de Porto Velho (RO) que quadruplicou de tamanho com a obra de R$ 15 bilhões da hidrelétrica de Jirau no rio Madeira, fixação dos governos Lula e Dilma Rousseff", crítica de Ricardo Mendonça - FSP, 14/4, Ilustrada, p.E5. |
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Geral
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No começo de abril o Cantareira, que já chegou a fornecer água para 8,8 milhões de pessoas, estava abastecendo 5,6 milhões. Desde segunda esse número caiu para 5,3 milhões. O plano da Sabesp é que, no inverno, 5 milhões recebam água do Cantareira. Uma adutora de 2,1 km de extensão passou a levar água do sistema Rio Grande (que abastece a região do ABC) à zona sul da cidade de São Paulo. A água "economizada" do Guarapiranga, por sua vez, será direcionada para atender áreas abastecidas até então pelo Cantareira. Segundo a Sabesp, essas áreas possuem sistema "flex" de abastecimento, podendo alternar entre Cantareira e Guarapiranga de acordo com a demanda - FSP, 14/4, Cotidiano, p.C6. |
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A China está prestes a superar os EUA como principal país causador do aquecimento global provocado pelo homem desde 1990, ano de referência para a ação sobre mudanças climáticas liderada pela ONU. As emissões de gases de efeito estufa pela nação vão ultrapassar as marcas americanas este ano ou em 2016, segundo especialistas da Noruega e dos EUA. A mudança pode aumentar a pressão sobre Pequim para adotar medidas de redução - O Globo, 14/4, Sociedade, p.22. |
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Aos 88 anos, o padre e médico autodidata italiano Paolino Baldassari abre seu consultório de segunda a sexta-feira para atender a doentes que lotam a antessala, em Sena Madureira (AC). Um por um, ouve os sintomas, faz perguntas e embrulha os comprimidos dados gratuitamente na receita que escreve com orientações nutricionais e chás. Com experiência de mais de meio século na Amazônia, incluindo 84 malárias e viagens de até seis meses pela mata, o padre Paolino afirma que o gado está destruindo a floresta. "Na Itália, fiz um cursinho de enfermeiro. Aqui, encontrei uma região pobre, cheia de lepra, malária e febre amarela. Aí, comecei a aprender sobre medicina da floresta e consegui montar um laboratório em Sena Madureira", diz - FSP, 14/4, Cotidiano, p.C4. |
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"Não vejo meu pai sendo homenageado por um enrosco desse". A frase é de Noel Villas Bôas, filho do sertanista Orlando Villas Bôas (1914-2002), em referência ao parque municipal com o nome de seu pai na Vila Leopoldina (zona oeste de SP). O local foi fechado em março, após ação do Ministério Público que apresentou um laudo indicando a presença de substâncias tóxicas no parque, com riscos para a saúde dos frequentadores. Por isso, a família Villas Bôas quer tirar o nome de Orlando do local, desistindo de levar para o parque um acervo com mais de 10 mil objetos do sertanista, um dos três irmãos Villas Bôas responsáveis por desbravar o país na década de 1940 e idealizar o Parque Nacional do Xingu (MT) - FSP, 12/4, Cotidiano, p.C5. |
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Foram necessários dezenas de milhares de anos para que a população mundial fosse a 1 bilhão. Em 200 anos, esse valor cresceu sete vezes. As consequências dessa expansão explosiva foram registradas em diversas fotografias agora reunidas pela ONG americana Global Population Speak Out, que as apresenta no recém-lançado livro "Overdevelopment, Overpopulation, Overshoot" (em tradução livre, algo como "Superdesenvolvimento, Superpopulação, Passar do limite"). As imagens remetem a coisas como o despejo de lixo no oceano, o desmatamento, os desequilíbrios causados na fauna e a alta densidade populacional humana - FSP, 14/4, Ciência, p.C8. |
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"O mundo vive em um regime de preços mentirosos, do qual a atual crise da água no Sudeste brasileiro é apenas uma das expressões emblemáticas. Se as empresas tivessem que pagar pelo uso que fazem dos recursos ecossistêmicos de que dependem -e que sistematicamente destroem-, elas fechariam seus balanços no vermelho", artigo de Ricardo Abramovay - FSP, 13/4, Tendências/Debates, p.A3. |
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