quarta-feira, 11 de novembro de 2015




Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Água, Amazônia, Biodiversidade, CAR, Mata Atlântica, Mineração, Mudanças Climáticas, Povos Indígenas
Ano 15
11/11/2015

 

Mudanças Climáticas

 
  Relatório da Agência Internacional de Energia mostra que, mesmo crescente, a previsão de investimentos em fontes limpas não é o bastante para limitar aquecimento global em menos de 2°C. Do Observatório do Clima Direto do ISA, 11/11.
  Ministros de Meio Ambiente e negociadores diplomáticos de 70 países encaminharam ontem, em Paris, um acordo para que os objetivos nacionais de redução das emissões de gases de efeito estufa não só sejam revisados a cada 5 anos, mas também sejam irreversíveis, ou seja, os INDCs não poderão ser rebaixados quando das revisões quinquenais, mas mantidos ou ampliados.O entendimento aconteceu em evento prévio à 21.ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-21). Os dois pontos são considerados cruciais para o sucesso da conferência, que deve chegar a um acordo que limite o aumento médio da temperatura na Terra OESP, 11/11, Metrópole, p.A16.
  O aquecimento global não é uma ameaça apenas para sistemas ecológicos e certas espécies, mas representa um risco para a segurança nacional dos Estados Unidos e de outros países, disse ontem o secretário de Estado americano, John Kerry. "A mudança climática não é só sobre Bambi; é sobre todos nós", afirmou Kerry em Norfolk, onde a elevação do nível do mar afeta a maior base naval dos Estados Unidos. "O impacto da mudança climática pode exacerbar a competição por recursos, ameaçar a subsistência e aumentar o risco de instabilidade e conflito, especialmente em lugares que já enfrentam estresse econômico, político e social", ressaltou ele OESP, 11/11, Metrópole, p.A16.
  
 

Mineração

 
  O governo do Espírito Santo vai multar a mineradora Samarco pelos danos causados pela enxurrada de lama que chega ao Estado, advinda do rompimento de duas barragens em Mariana (MG). A multa será proporcional ao patrimônio da empresa, acrescida de valores calculados em cima dos danos, segundo a Secretaria de Meio Ambiente do Espírito Santo OESP, 11/11, Metrópole, p.A12.
  Se depender da Defesa Civil de Minas Gerais, os moradores de Bento Rodrigues, em Mariana, não retornarão às suas casas. Bento Rodrigues tinha aproximadamente 600 habitantes antes da tragédia. Foi fundado no século 18, no início da exploração de ouro. Se a recomendação da Defesa Civil for seguida, a localidade, que nasceu com a mineração do ouro, morrerá com a do minério de ferro OESP, 11/11, Metrópole, p.A13.
  O Ibama deslocou uma equipe de dez analistas ambientais para apoiar as operações no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG). O trabalho está concentrado em monitorar o avanço do mar de lama que cobriu o vilarejo e segue rumo ao Espírito Santo. A equipe também trabalha no resgate de animais. A estimativa é de que o desastre tenha resultado no despejo de 50 milhões de metros cúbicos de rejeito de mineração (quantidade que encheria 20 mil piscinas olímpicas), composto principalmente por óxido de ferro e sílica (areia). A lama atingiu diversas comunidades e avança sobre o Rio Doce OESP, 11/11, Metrópole, p.A13.
  "Se a Samarco respeitou mesmo todas as suas obrigações, é preciso então que mudanças sejam feitas na legislação que regula a questão, porque o sistema atual de monitoramento das barragens e proteção contra acidentes se relevou falho. Vinte e quatro das 14.966 barragens catalogadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) são consideradas de alto risco pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Três delas estão em Minas Gerais. A probabilidade de novos acidentes é, portanto, bastante elevada, principalmente se se levar em conta que as barragens Fundão e Santarém eram consideradas de baixo risco", editorial OESP, 11/11, Notas e Informações, p.A3.
  
 

Geral

 
  Em sua sétima edição, o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, divulgado ontem pela SOS Mata Atlântica, exibe as contradições em 3.429 municípios de 17 estados cobertos pelo bioma. Uma das características mais visíveis é a dificuldade das prefeituras em conciliar planos de desenvolvimento econômico com a preservação da cobertura florestal. A expansão das cidades, o avanço da fronteira agrícola, a pecuária e a indústria não poupam sequer sítios arqueológicos e parques nacionais. Os dados atualizados e o histórico das cidades abrangidas pela Mata Atlântica poderão ser acessadas em um site, o Aqui Tem Mata, cujo lançamento está previsto para esta semana O Globo, 11/11, Sociedade, p.27.
  O jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto tem mais de 40 anos de carreira dedicados a questões políticas e ambientais e um punhado de inimigos espalhados pelos Estados que a floresta Amazônica corta. Desde 1987, foi alvo de mais de 30 ações movidas na Justiça principalmente por políticos e empresários insatisfeitos com informações publicadas em seu "Jornal Pessoal", premiado tabloide quinzenal que recusa anúncios publicitários em nome de independência editorial. A trajetória do jornalista é revista agora em "TempoNorteExtremo", espetáculo documental escrito e interpretado por seu irmão caçula, o paraense Paulo Faria. A montagem entra em cartaz em São Paulo FSP, 11/11, Ilustrada, p.C7.
  "As Regiões Sudeste e Nordeste enfrentam o que pode ser a mais grave seca em quase quatro décadas. Em São Paulo, fenômeno é o mais intenso dos últimos 80 anos. Sobre as causas da seca, as especulações são conhecidas: a escassez de chuvas pode ser provocada pelo aquecimento global, por grandes desmatamentos (principalmente na Amazônia) ou variados fenômenos climáticos (El Niño). É notório que estresses climáticos e a ação ambientalmente predatória do homem juntam-se para formar um quadro de extrema gravidade - não fosse a água um elemento vital para toda a sobrevivência do planeta. É crucial que o poder público e a sociedade em geral atentem para a necessidade de cuidar da água, em sentido amplo", editorial O Globo, 11/11, Opnião, p.18.
  
 
Imagens Socioambientais

Nenhum comentário: