domingo, 5 de junho de 2016

NOTÍCIAS DA AGAPAN (PORTO ALEGRE)



Posted: 04 Jun 2016 06:52 PM PDT
Fotos: internet
A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) vai comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente com uma homenagem ao padre Balduíno Rambo, jesuíta gaúcho notável por sua obra científica, precursora e inspiradora da Agapan e do movimento ecológico do Rio Grande do Sul. A homenagem será um painel de palestras sobre a vida e a obra do padre Rambo que acontecerá na próxima segunda-feira (06/06), das 11h às 12h, no auditório do Museu de Ciências Naturais do Colégio Anchieta, local onde o homenageado viveu, pesquisou e ensinou.
A mesa será coordenada pelo agrônomo Leonardo Melgarejo, presidente da Agapan, tendo como palestrantes o zoólogo dr. Ludwig Buckup, recentemente homenageado com o título de Professor Emérito da Ufrgs, e Arthur Blasio Rambo, formado em Letras Clássicas, Filosofia, História Natural e Teologia, com doutorado em Filosofia, Livre Docência em Antropologia e pós-doutorado pela Universidade de Paris V, além de editor de obras do seu irmão Balduíno Rambo. Também participará do painel o ambientalista Cilom Estivalet, fundador da Associação Ecológica de Canela (Assecan) e administrador de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) naquele município, na qual foi erguida uma capela dedicada à memória do padre Balduíno Rambo. 
A homenagem ao padre Balduíno Rambo no Colégio Anchieta expressa o reconhecimento do legado deste grande naturalista para a Agapan e o movimento ecológico do Rio Grande do Sul.

Posted: 04 Jun 2016 07:19 PM PDT

Colocaram lenha na fogueira e continuam alimentando o fogo. O clima está esquentando e as previsões, segundo o professor de Climatologia da Ufrgs Francisco Aquino, é que o aquecimento global seja ampliado nos próximos anos, trazendo mais eventos severos como o que ocorreu em Porto Alegre em 29 de janeiro.

Há meio século, ao menos, os avisos sobre a interferência das atividades humanas no clima do Planeta já chamavam a atenção para o que está ocorrendo hoje. Mas, seguindo uma lógica que se negava - e ainda se nega - a rever o atual modelo de desenvolvimento mundial, muitos desses avisos foram desprezados, até ridicularizados. Mais 50 anos serão necessários para que essa situação se reverta, “se iniciarmos o processo ainda hoje”, disse o Dr. Aquino na audiência pública realizada no dia 5 de maio na Assembleia Legislativa do RS. Mas o fato mais alarmante é que daqui a 20 anos os eventos climáticos extremos estarão mais frequentes e catastróficos aqui no Rio Grande do Sul. Não se trata de simples alarmismo, da mesma forma que não era há cinquenta anos.

Muito já foi dito sobre o fato de serem os mais pobres os que mais sentiriam os impactos das mudanças climáticas, visto que têm menos recursos econômicos para se protegerem. É nesse ponto que entra a nova onda que vem sendo utilizada para mascarar o problema e aparentar proatividade política: o nome pomposo é “Resiliência”. Na verdade, não passa de um aviso de “aguenta as pontas, porque seguiremos poluindo e aquecendo o planeta”. Ou seja, para não mudar o atual modelo social ecocída, criam subterfúgios eufemísticos, apostando, como sempre, que o povo é bobo e vai continuar sendo iludido com discursos limpos e ações sujas. Uma das grandes incentivadoras dessa estratégia global de “Cidades Resilientes” é a Organização das Nações Unidas, que afirma em seu Guia para Gestores Públicos Locais: “Climas extremos e alterados, terremotos e emergências decorrentes da ação humana estão crescentemente pressionando as pessoas e ameaçando a prosperidade das cidades”. Temos que mudar esse sistema social injusto e perverso, sob o risco de vivermos sempre curvados aos interesses das elites econômicas mundiais. 

Heverton Lacerda
Jornalista e secretário-geral Agapan

Nenhum comentário: