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Direto do ISA
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Uma triste notícia interrompe os preparativos do Kwarup prestes a acontecer na aldeia Ipatse, aldeia central do povo Kuikuro, no Alto Xingu. Nas vésperas do ápice da cerimônia, Pirakumã Yawalapiti sofre um infarto fulminante - Direto do ISA, 24/8. |
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Violência sexual, falta de água e desnutrição infantil afetam as aldeias impactadas pela hidrelétrica -Direto do ISA, 21/8. |
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Meta de eliminação de emissões até o fim do século está na declaração conjunta com a Alemanha; país é o primeiro de fora do G7 a aceitar objetivo, durante visita da chanceler alemã, Angela Merkel. Do Observatório do Clima - Direto do ISA, 21/8. |
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Povos Indígenas
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O líder indígena Davi Kopenawa convidou o etnógrafo francês Bruce Albert para um ambicioso projeto. Em um momento especialmente dramático para o seu povo, com as terras yanomami sendo invadidas por milhares de garimpeiros e o desastre ecológico se intensificando, o xamã decidiu confiar-lhe algumas palavras em sua língua natal. Foram 100 horas de depoimento, gravados entre 1989 e 2001, que serviram de base para as mais de 700 páginas de “A queda do céu — Palavras de um xamã yanomami”, obra de enorme impacto na história da etnografia. Lançado em 2010 na França e só agora traduzido para o português, o livro é uma rara interlocução entre dois universos culturais, em que um índio assume a (co)autoria do discurso para introduzir os seus sistemas cosmopolíticos e intelectuais aos brancos - O Globo, 22/8, Prosa & Verso, p.6. |
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O antropólogo Eduardo Viveiros de Castro lança o livro 'Metafísicas canibais' e tem fotografias do início da carreira reunidas pela primeira vez na exposição 'Variações do corpo selvagem'. Em entrevista, Viveiros de Castro fala sobre o livro e a exposição e discute outros temas de sua obra e sua atuação pública, como a crise climática. Fala também sobre a resistência dos índios contra o "dispositivo etnocida" armado contra eles no Brasil, que mira "suas terras, seu modo de vida, os fundamentos ecológicos e morais de sua economia e sua autonomia política interna" - O Globo, 22/8, Prosa & Verso, p.1 a 3. |
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Indígenas do Xingu querem reconhecimento do Quarup como patrimônio nacional e protestam contra o que consideram ameaças da chamada Agenda Brasil. Neste fim de semana, quando assistirá ao Quarup da aldeia Kuikuro, no Xingu, o ministro Juca Ferreira (Cultura) deve receber a solicitação oficial das etnias para que a cerimônia vire patrimônio cultural. Na semana passada, ele ouviu protestos de indígenas. "Os povos indígenas sofrem o maior ataque sistemático aos seus direitos. Direitos consagrados na Constituição e nos tratados internacionais. Com a chamada Agenda Brasil, querem utilizar nossas terras como moeda de troca para a suposta superação da crise. Isso não iremos admitir". As palavras foram ditas por Sonia Guajajara - FSP, 23/8, Poder, p.A14 e A15. |
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Os líderes do PMDB e do PSDB tentaram votar projeto de decreto legislativo retirando a competência da Funai no licenciamento de obras estaduais e municipais em terras indígenas. Nesse caso, denuncia o líder do PV, Sarney Filho, o licenciamento passaria só pelo Ibama. O projeto de Decreto Legislativo é do deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) e o pedido de inclusão da proposta, em regime de urgência na pauta de votações do plenário da Câmara, foi assinada pelos líderes: Carlos Sampaio (PSDB), Leonardo Picciani (PMDB), Arthur Maia (Solidariedade), Mendonça Filho (DEM), Rubens Bueno (PPS), Rogério Rosso (PSD), Celso Russomanno (PRB) e Eduardo da Fonte (PP) -O Globo, 22/8, Panorama Político, p.2. |
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Unidades de Conservação
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Há 1.400 moradores na comunidade São João Batista, em Petrópolis (RJ). Cercada por uma Mata Atlântica exuberante, a comunidade está dentro da Reserva Biológica (Rebio) do Tinguá, uma unidade de conservação federal que não permite qualquer tipo de ocupação. O impasse existe desde maio de 1989 - quando a Rebio foi criada -, mas ganhou fôlego na semana passada com um ofício da prefeitura de Petrópolis enviado ao ICMBio. Nele, o município pede a permanência dos moradores e a exclusão da área das casas do mapa oficial da Rebio. Por outro lado, tramita na 2ª Vara Federal de Petrópolis ação civil que atesta a incompatibilidade da ocupação com as características de proteção ambiental da área - O Globo, 23/8, Rio, p.23. |
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"Um dia aquela região estava cheia de árvores. No outro, havia sido murada. No dia seguinte, já tinham derrubado todas as árvores e, logo depois, já estava tudo construído". O relato de moradora da Área de Proteção Ambiental (APA) Bororé-Colônia, no extremo sul de São Paulo, descreve um repentino loteamento irregular em um antigo sítio no limite da reserva com a área urbana. "É um dos exemplos de um processo de invasões, adensamento populacional e pequenos desmatamentos - conhecidos como "efeito formiga" - que já se desenrola há pouco mais de dois anos naquela região e vem afetando a capacidade da APA de proteger os mananciais. A região fica entre as Represas Billings e Guarapiranga - OESP, 23/8, Metrópole, p.A19 e A 21. |
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Água
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O Ministério do Meio Ambiente e o Ibama determinaram a suspensão imediata do consumo da água dos poços da região de Caetité e Lagoa Real, no sertão da Bahia, onde foi constatada contaminação por alto teor de urânio. O Ibama informou que a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) poderá ser multada por omitir informações. Uma força-tarefa composta por órgãos federais e estaduais de saúde deve ser montada hoje para investigar e analisar os riscos da contaminação por material radioativo - OESP, 24/8, Metrópole, p.A13; OESP, 23/8, Metrópole, p.A22; OESP, 22/8, Metrópole, p.A14. |
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Ao longo da estrada de terra que deixa a praça central de Lagoa Real e avança para a zona rural do município, onde vivem 80% de seus 15 mil habitantes, a caatinga é cortada por uma série de casas de taipa, erguidas com barro e madeira. Muitas delas foram abandonadas por famílias que enfrentaram casos fatais de câncer. Estudos realizados até agora não apontam vínculo entre a exploração da mina de urânio pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e os casos de câncer na região. O crescimento de tratamentos relacionados à doença, no entanto, já é claramente sentido pela prefeitura de Lagoa Real - OESP, 23/8, Metrópole, p.A22. |
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A Sabesp pretende entregar esta semana uma obra que levará a água da represa do Guarapiranga, na zona sul, até a avenida Paulista. Essa é mais uma tentativa da Sabesp de diminuir a dependência de São Paulo com o Cantareira (o que, segundo regulação, deveria ter sido feito desde 2004). A Sabesp faz isso reduzindo cada vez mais a área que é abastecida pelo sistema, que vive sua pior crise hídrica. E foi reduzindo a área atendida que o reservatório deixou de abastecer 9 milhões de pessoas (antes da crise) para passar a atender cerca de 5 milhões atualmente - FSP, 23/8, Cotidiano, p.8. |
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Mudanças Climáticas
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Ernest Moniz, secretário de Energia dos EUA, tem no topo de sua agenda a busca de um consenso internacional para a Conferência do Clima em Paris, no fim do ano, onde espera que sejam estabelecidas metas ambiciosas de redução de emissões, para conter mudanças climáticas. Em entrevista, ele dIz que a posição da China e dos EUA justifica o otimismo e que ainda espera que o governo brasileiro anuncie metas de cortes de emissão antes da conferência (segundo a presidente Dilma, elas serão anunciadas em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU) - FSP, 24/8, Entrevista da 2ª, p.A12. |
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Cidades
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A Prefeitura de São Paulo não produz uma única muda há seis meses. Responsáveis por fornecer 1,5 milhão de plantas e arbustos e 90 mil árvores por ano, os três viveiros estão parados desde fevereiro, quando foi encerrado o contrato com a empresa que administrava os espaços. No período, o estoque do Manequinho Lopes, no Parque do Ibirapuera, na zona sul, caiu a 8,1% da capacidade anual do espaço, de 900 mil mudas. A gestão Fernando Haddad (PT) afirma que uma nova licitação está em elaboração. Além da precariedade no Manequinho Lopes, faltam jardineiros, auxiliares e encarregados nos Viveiros Arthur Etzel, na zona leste, e Harry Blossfeld, em Cotia, na Grande São Paulo - OESP, 24/8, Metrópole, p.A11. |
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"Prefeitura comete o enorme equívoco de pretender usar as áreas verdes públicas para outros fins, prevendo, até mesmo, a possibilidade de desmatamento. Esse risco está embutido no Projeto de Lei do Zoneamento (PL 272/2015), que o prefeito Fernando Haddad (PT) enviou à Câmara Municipal. Artigos do projeto abrem a possibilidade do uso das áreas verdes para a instalação de equipamentos públicos. Organizações da sociedade civil convidam o Executivo a modificar esses artigos, tornando as áreas verdes do Município protegidas do risco de desmatamento ou de qualquer outro fim que não seja o de sua preservação incondicional. E convidam os vereadores a atuarem no mesmo sentido, rejeitando qualquer risco às áreas verdes do Município", artigo de Oded Grajew e Evangelina Vormittag - OESP, 23/8, Metrópole, p.A19. |
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