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segunda-feira, 3 de agosto de 2015




Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Agropecuária, Água, Amazônia, Biodiversidade, Código Florestal, Consumo Sustentável, Lixo, Mudanças Climáticas, Povos Indígenas, UCs, Zona Costeira
Ano 15
03/08/2015

 

Mudanças Climáticas

 
  O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciará nesta segunda-feira (3) o que chama de "maior e mais importante passo já dado" na luta contra a mudança climática. A seis meses da conferência sobre o clima em Paris, a Casa Branca divulgará a última versão de seu plano de energia limpa. As regulamentações ambientais limitam, pela primeira vez, as emissões de carbono nas centrais elétricas dos EUA (responsáveis por cerca de 40% das emissões de dióxido de carbono do país). A proposta fixa em 32% a meta de redução de emissão de gás carbônico nas usinas termelétricas até 2030, com base nos níveis de 2005. Ela exige ainda que os Estados reduzam suas emissões de carbono, trocando o uso de carvão por gás natural FSP, 3/8, Mundo, p.A9; O Globo, 3/8, Sociedade, p.22.
  
 

Amazônia

 
  A poluição de Manaus (AM) pode causar mudanças no ciclo de chuvas da Amazônia, além de afetar a capacidade da floresta para absorver CO2 da atmosfera - um importante serviço ambiental fornecido pelo bioma. Essas são as principais conclusões de um amplo projeto internacional de pesquisa que mapeia os impactos das emissões urbanas na química da atmosfera da floresta amazônica. Lançado no início de 2014, o projeto Green Ocean Amazon (GOAmazon) acaba de ter seus primeiros resultados divulgados. Segundo Paulo Artaxo, os resultados indicam que a poluição de Manaus levou a concentração de ozônio sobre a floresta a crescer em até 10 vezes - o que poderá reduzir a capacidade das plantas em absorver CO2 OESP, 2/8, Metrópole, p.A27.
  Um fenômeno até agora desconhecido pela ciência foi observado nas nuvens amazônicas pelo avião da Agência Aeroespacial Alemã. Voando a 18 quilômetros de altura e a 600 km/h, a aeronave científica observou pela primeira vez a composição das microscópicas gotas de chuva no alto das imensas nuvens de chuva que vão até os limites da estratosfera. Esse mecanismo, segundo Paulo Artaxo, poderá ser fundamental para explicar as características especiais das chuvas na Amazônia -OESP, 2/8, Metrópole, p.A27.
  
 

Zona Costeira

 
  O Rio enfrenta nas duas últimas décadas um declínio da pesca, ao mesmo tempo em que o consumo de frutos do mar avança. Com um litoral de 636 quilômetros, o terceiro mais extenso, ocupando 8,6% da costa, o Rio foi ultrapassado na produção de pesca extrativa depois de manter a liderança nas décadas de 1970 e 1980. Agora, ocupa o terceiro lugar posição no ranking nacional, atrás de Santa Catarina e Pará, estados com área de costa menor. Para abastecer o mercado carioca, a indústria e o varejo já importaram 10 mil toneladas de peixes da China, como o panga O Globo, 2/8, Economia, p.32.
  A paisagem de Bertioga (SP) poderá sofrer uma total reformulação se o texto de revisão do Plano Diretor da cidade litorânea, em gestação na prefeitura, não sofrer mais grandes transformações. Prédios de até 30 andares vão poder ser erguidos em praticamente todo o município, seja na orla de praias como a da Enseada ou a de Guaratuba, seja nos bairros mais afastados do oceano. A construção de portos, estaleiros e aeroportos também está liberada, segundo a minuta, que ainda vai passar pela chancela de uma comissão formada por governo e sociedade civil, e pelo próprio prefeito, antes de ser enviada para o debate legislativo FSP, 2/8, Cotidiano, p.B11.
  
 

Água

 
  A Sabesp terá que reduzir drasticamente o volume de água retirado do sistema Cantareira e enviado para a Grande SP para proteger o manancial, segundo decisão do DAEE (departamento estadual) e da Agência Nacional de Águas na sexta (31). A empresa havia conseguido licença para ampliar em agosto a captação no sistema para 14,5 mil litros por segundo. Contudo, agora a empresa terá que reduzir em 31% a captação de água entre agosto e novembro. No mês de novembro, a captação deverá chegar a 10 mil litros por segundo. O sistema nunca operou com captação tão baixa FSP, 1/8, Cotidiano, p.B4.
  A principal fonte de recursos para obras de saneamento no estado do Rio chegou ao volume morto. Prejudicado pela queda na arrecadação com royalties de petróleo, o Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam) atravessa seu momento mais crítico desde que passou a ser aplicado majoritariamente em projetos ambientais, há oito anos. No primeiro semestre de 2015, o valor destinado a programas financiados pelo Fecam teve redução de 64% em comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro a junho deste ano, foram efetivamente repassados R$ 38,58 milhões a dez projetos, que incluem obras como o saneamento de municípios do entorno da Baía de Guanabara O Globo, 1/8, Rio, p.9.
  "A poluição do Tietê diminuiu vertiginosamente desde o início da implantação do programa de despoluição, em 1993. Nesse período, a mancha que ocupava 530 km de extensão passou a apenas 70 km, uma redução de 87%. Rios do interior que deságuam no Tietê estão menos poluídos e hoje é possível até pescar no Jundiaí. A melhora tem ajudado o abastecimento nesta época de carência: a Sabesp já capta água do Tietê em três locais que eram mortos há vinte anos (Salesópolis, Biritiba-Mirim e Mogi das Cruzes). O principal desafio hoje é completar a coleta e tratamento de esgoto em toda a Grande São Paulo", artigo de Leão Serva FSP, 3/8, Cotidiano, p.B6.
  
 

Geral

 
  Elemento central da mitologia dos Huni Kuin - que constituem a maior população indígena do Acre, com sete mil habitantes -, a jiboia branca, que habita um grande lago, simboliza os encantos e os mistérios da floresta, capaz também de gerar a vida e abrir as portas para a "miração", em rituais de conhecimento e elevação espiritual. Mais de um século depois dos primeiros contatos do grupo com o "homem branco", que trouxe violência e devastação quase sufocantes, ela se enrosca com a tecnologia para manter viva a cultura do "povo verdadeiro", ou Kaxinawá, através de um inusitado formato: o videogame O Globo, 2/8, Segundo Caderno, p.3.
  Entre os brasileiros, 59% se dizem dispostos a pagar mais por um produto verde, mas na hora de investir tempo ou dinheiro, esse número cai para 22%. Na média de 11 países, esse engajamento é de 52%, segundo estudo da FSC, que certifica boas práticas na produção de madeira e extrativismo em florestas plantadas e nativas. O desmate ilegal impede avanço da certificação. A certificação de manejo florestal da FSC está praticamente estagnada desde 2007, atualmente com uma área de 1,4 milhão de hectares. E, somente no ano passado, o desmatamento na Amazônia Legal foi equivalente a um terço dessa área OESP, 2/8, Economia, p.B9.
  Traficantes armados com fuzis e pistolas são vistos com frequência no entorno daquele que já foi o maior lixão da América Latina. Três anos depois do encerramento dos depósitos de resíduos no aterro do Jardim Gramacho (RJ), o vácuo do poder público criou uma estrada aberta para o crime. De acordo com a Coordenadoria de Combate a Crimes Ambientais, vinculada à Secretaria estadual do Ambiente e à prefeitura de Caxias, o tráfico controla cinco lixões clandestinos na área, onde cobra pedágio de caminhões. Do alto do aterro é possível ver depósitos clandestinos avançando sobre o bosque de manguezal que protege a Baía de Guanabara O Globo, 3/8, Rio, p.7.
  Chocolate com larva de besouro, formiga amazônica com abacaxi, sorvete de cera de abelhas. Não faltam pessoas que torcem o nariz para estas receitas, mas, segundo ambientalistas, os insetos são o prato do futuro - além de ricos em nutrientes, eles contribuem para frear o aquecimento global, já que 14,5% das emissões de gases-estufa vêm da indústria mundial de gado. Dois bilhões de pessoas comem grilos e que tais com regularidade, especialmente no Oriente. Deste lado do globo, aos poucos eles se arrastam para a cozinha. Duas semanas atrás, na conferência "IFT15: Where Science Feeds Innovation", no Reino Unido, cientistas apresentaram os insetos como a principal fonte de proteína para o planeta nas próximas décadas O Globo, 2/8, Sociedade, p.36.
  "Um dos grandes desafios do Brasil, hoje protagonista em produção e exportação de matérias-primas, é deixar de ser coadjuvante em produtos de maior valor agregado. A implantação do Código Florestal pode ajudar a quebrar esse paradigma, à medida que criarmos um projeto de diferenciação do produto nacional e estabelecermos uma produção puxada por aqueles consumidores internacionais que têm a predisposição de pagar mais caro pelo produto que já traz embutido o componente ligado à gestão efetiva dos ativos ambientais. Só o Brasil, por ser uma potência ambiental e agropecuária, pode oferecer isso", artigo de Gustavo Diniz Junqueira e Juliano Assunção OESP, 3/8, Espaço Aberto, p.A2.
  "É de mais tecnologia que o campo precisa. Aumentar a produtividade para diminuir a necessidade de desmatar novas área. Cada vez mais pecuaristas se dão conta, por exemplo, de que a modalidade extensiva usada por cinco séculos não tem mais cabimento. O futuro está nas boas práticas de base tecnológica, como o melhoramento genético e a integração de lavoura com pecuária e florestas. Produzindo mais carne por unidade de área, o setor liberará áreas devastadas e degradadas para a produção de grãos. Muito se ouve que o Brasil não precisa mais desmatar para expandir a produção agrícola. Chegou a hora de demonstrar que isso não é conversa para boi dormir", editorial FSP, 2/8, Editoriais, p.A4.
  O novo livro de Míriam Leitão, "História do futuro: o horizonte do Brasil no século XXI", discute caminhos para o futuro do país. Para Míriam, as escolhas a serem feitas também vão girar em torno de três eixos: demografia, clima e tecnologia. É na seara das mudanças climáticas que reside o maior potencial para o Brasil ousar e crescer. Ela cita dados que permitem enxergar o Brasil como líder na resposta ao desafio do aquecimento global. Alguns deles: há 18 países que têm 70% da biodiversidade do planeta, e o Brasil é o maior deles O Globo, 3/8, Economia, p.18.
  
 
Imagens Socioambientais

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