quinta-feira, 5 de abril de 2018



Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA


HOJE:
Agropecuária, Água, Amazônia, Biodiversidade, Desertificação, Energia, Planeta Terra, Política Socioambiental, Povos Indígenas, Turismo, Unidades de Conservação
Ano 18
05/04/2018


Povos Indígenas



Baniwa Chilli, a primeira cerveja com Pimenta Baniwa, é lançada na Irlanda

A Pimenta Jiquitaia Baniwa chegou às torneiras de pubs irlandeses. O ingrediente, cultivado e processado há milênios pelas mulheres do povo Baniwa, do Alto Rio Negro (AM), é hoje a estrela de uma Saison/Farmhouse Ale de baixo teor alcoólico (3.8%) produzida pela microcervejaria Hopfully Brewing, baseada em Dublin, capital da Irlanda - Direto do ISA, 5/4.

O que faz uma cerveja ser brasileira

"Três cervejeiros assistiam tevê quando viram, em um documentário, cenas da produção da pimenta baniwa – a mescla de pimentas desidratadas e piladas, composta por cerca de 60 variedades de pimentas e sal, produzida pelo povo indígena Baniwa. Ficaram curiosos: como aquele ingrediente poderia ser usado na cerveja? E fizeram um caminho ainda mais curioso: entraram em contato com o Instituto Socioambiental para garantir que o uso da pimenta na cerveja tivesse algum impacto na população que a produz. Assim nasceu a Baniwa Chilli, saison com só 3,8% de teor alcoólico e adição de suco de abacaxi, hortelã e pimenta baniwa", coluna Só de birra, de Heloisa Lupinacci - OESP, 5/4, Paladar, p.D3.

Agenda cultural: em abril tem Acampamento Terra Livre pela garantia de direitos

A agenda cultural da Amazônia Real destaca este mês vários eventos e opções em Manaus, Belém, São Paulo e até em Brasília. É na capital federal que os povos indígenas fazem o evento de maior referência ao Dia do Índio, comemorado em 19 de abril. Em um momento de grande ameaça aos direitos dos povos originários, provavelmente a mais grave desde a reabertura da democracia brasileira, o movimento indígena realiza entre os dias 23 e 27 deste mês o 15º. Acampamento Terra Livre. Desde que foi iniciado, o ATL, como é mais conhecido, vem crescendo em número de povos e organizações participantes. - Amazônia Real, 4/4.

 


Política Socioambiental



Bancada ruralista faz pressão por Ministério do Meio Ambiente

Conhecido como o ministério mais independente da Esplanada na era Michel Temer (MDB), o Meio Ambiente pode perder esse status nas próximas semanas. É que até o dia 7 de abril, o atual ministro, José Sarney Filho (PV), precisa entregar as chaves de seu gabinete se quiser disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano. Ele já indicou seu preferido ao presidente, mas dessa vez a bancada ruralista decidiu entrar na briga, e articula nos bastidores a indicação de um nome próprio - UOL, 5/4.

72% dos deputados da Amazônia Legal votam contra políticas socioambientais

A agência Amazônia Real analisou os dados da plataforma Ruralômetro, desenvolvida pela Repórter Brasil, e descobriu que 72% dos deputados da bancada da Amazônia Legal na Câmara Federal atuaram contra a defesa da floresta, da agricultura familiar e dos direitos de populações tradicionais no período de 2014 a 2017 - Amazônia Real, 4/4.

 


Água



Audiência Pública debate sobre a qualidade da água nos rios de Roraima

O objetivo foi discutir com o Poder Público o que pode ser feito para combater a poluição no Rio Branco e de que forma a comunidade pode ajudar nesse trabalho. A pauta incluiu ainda a contaminação do Rio Uraricoera, na Terra Indígena Yanomami, por conta do garimpo. O evento foi coordenado pelo Movimento Puraké, que reúne diversas instituições. "O objetivo dessa audiência é soltar esse alarme, esse choque de informação, esse grito de socorro do Rio Branco para que outras organizações e outros setores comecem a discutir isso com mais profundidade, porque uma solução é urgente. Não podemos conviver muito mais tempo com isso", disse Ciro Campos, assessor do Instituto Socioambiental, que participou do evento - G1/RR, 2/4

 


Biodiversidade



Morte de mais de 200 golfinhos no Rio assusta cientistas

Alguma coisa assustadora estava acontecendo nas águas azuis da Baía de Sepetiba, um movimentado porto bem próximo do Rio de Janeiro. Desde o final do ano passado, pescadores vinham encontrando carcaças de golfinhos, emaciadas e marcadas por cicatrizes, flutuando na superfície do mar —às vezes até cinco delas em um só dia. De lá para cá, cientistas descobriram mais de 200 carcaças de golfinhos da Guiana (Sotalia guianensis), o que representa cerca de um quarto daquela que era a maior concentração mundial de animais da espécie - FSP, 5/4, Ciência, p.B9.

 

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