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Amazônia
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O número de alertas sobre desmatamento na Amazônia aumentou em 35% entre agosto de 2012 e julho de 2013 na comparação com agosto de 2011 a julho de 2012. Entre agosto de 2012 e julho deste ano, as áreas possivelmente devastadas chegaram a 2.766 km2. Entre agosto de 2011 e julho do ano passado, a devastação ocorreu em 2.051 km2. Os dados, divulgados a partir do monitoramento feito pelo sistema Deter, ainda não representam o valor oficial de desmatamento da Amazônia - que só é obtido por outro sistema do Inpe, o Prodes -, mas são vistos por ambientalistas como um forte indicativo de tendência de alta. Se isso se confirmar ao final do ano, será a inversão de uma curva de queda iniciada em 2008 e que culminou, no ano passado, com a menor taxa desde o início do monitoramento - OESP, 11/9, Metrópole, p.A19; Valor Econômico, 11/9, Brasil, p.A2. |
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Povos Indígenas
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A tribo paiter-suruí anunciou ontem a venda do primeiro lote de créditos de carbono certificado em território indígena. Feito de acordo com o mecanismo Redd (Redução de Emissões por Desmatamento), o Projeto de Carbono Florestal Suruí é o primeiro programa indígena a obter certificações internacionais. A primeira empresa a fechar negócio com os Suruí foi a Natura, que comprou 120 mil toneladas de carbono por R$ 1,2 milhão. A tribo vive em Rondônia numa área de 248 mil hectares, com 1.350 habitantes. Os índios se comprometem a proteger a área do desmate. Para a realização do projeto, foi feito um inventário do carbono estocado na floresta e uma estimativa de quanto seria perdido caso a área fosse desmatada - FSP, 11/9, Ciência, p.C11. |
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Água
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"Por que, com tantos investimentos já realizados, ainda lançamos esgoto nas águas? É muito frágil a conexão entre as empresas ou autarquias de saneamento e as questões ambientais, do território e mesmo da gestão das águas. As nossas empresas de saneamento não têm compromissos, não assumem metas de qualidade das águas dos rios e sua equação financeira não inclui as duas pontas da cadeia produtiva da água nas cidades: a proteção dos mananciais e o tratamento do esgoto. Esta realidade está consolidada a ponto de o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ter considerado, ao analisar ação que solicitava reembolso pelo pagamento efetuado a serviços não prestados, que é legal cobrança de tarifa de tratamento do esgoto coletado, mesmo que não haja tratamento do esgoto e sim o seu despejo em um corpo d'água", artigo de Stela Goldenstein - Valor Econômico, 11/9, Opinião, p.A14. |
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Energia
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Para minimizar perdas calculadas em R$ 400 milhões este ano, decorrentes da necessidade de compra de energia para compensar o atraso nas obras da hidrelétrica de Jirau (RO), a concessionária Energia Sustentável do Brasil (ESBR) discute com a Aneel a dispensa da exigência de compra de energia no mercado de curto prazo em agosto, setembro e outubro. O argumento é de que, como também a linha de transmissão do Rio Madeira, construída pela Eletrobras e a Cteep, está atrasada, as turbinas da usina não precisariam estar em operação. De acordo com a ESBR, as greves, os atos de vandalismo nos canteiros e os problemas com a Receita Federal interromperam as obras da Hidrelétrica de Jirau por 334 dias - OESP, 11/9, Economia, p.B10. |
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Depois do fracasso da inclusão de térmicas a carvão no último leilão de energia, realizado em agosto, o setor prepara uma lista de reivindicações para conseguir viabilizar as usinas no próximo certame, agendado para o mês de dezembro. No leilão passado, o governo havia estabelecido como R$ 140 o preço máximo para o megawatt/hora das térmicas. A instalação das usinas só é possível a partir de um megawatt/hora de R$ 170, segundo o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral, Fernando Zancan. Além de pressionar o Ministério de Minas e Energia para elevar o valor do megawatt, o segmento demandará a criação de uma política para a indústria do carvão - FSP, 11/9, Mercado Aberto, p.B2. |
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"As duas usinas de que o Brasil dispõe (Angra 1 e Angra 2) respondem hoje por cerca de 2% da eletricidade produzida, mas o potencial é bem maior. É o acúmulo de indefinições que mina a credibilidade do programa brasileiro. Os resíduos radioativos das duas usinas, por exemplo, ainda são depositados em repositórios temporários. Também a discussão a respeito de uma agência reguladora autônoma está travada. São compreensíveis os temores que a energia nuclear desperta. Essa alternativa tecnológica, porém, pode ser necessária no futuro para aumentar a produção elétrica nacional. É importante manter tal opção na matriz energética brasileira - o que requer projetos novos e seguros, com soluções definitivas para os resíduos radioativos", editorial - FSP, 11/9, Editoriais, p.A2. |
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