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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Emergência Climática: Os efeitos das mudanças climáticas já são aparentes nos dados climáticos diários

Chuva no centro do Rio de Janeiro
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Rio de Janeiro-RJ

A impressão das mudanças climáticas é agora aparente nos dados meteorológicos globais diariamente, de acordo com um novo artigo da revista Nature Climate Change.

Por que é importante:

“Se verificadas em trabalhos subsequentes, as descobertas … derrubariam a narrativa de longa data de que o tempo diário é diferente das mudanças climáticas de longo prazo”, relata o Washington Post .

O que eles descobriram:

” A impressão digital da mudança climática é detectada a partir de um único dia no registro global observado desde o início de 2012 e desde 1999 com base em um ano de dados”, afirma o estudo.

O que eles estão dizendo:

“Os resultados do estudo também sugerem que pesquisas destinadas a avaliar o papel humano em contribuir para eventos climáticos extremos, como ondas de calor e inundações, podem estar subestimando a contribuição”, relata Andrew Freedman do WashPost.
Referência:
Sippel, S., Meinshausen, N., Fischer, E.M. et al. Climate change now detectable from any single day of weather at global scale. Nat. Clim. Chang. 10, 35–41 (2020) doi:10.1038/s41558-019-0666-7
https://doi.org/10.1038/s41558-019-0666-7

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 06/01/2020
Emergência Climática: Os efeitos das mudanças climáticas já são aparentes nos dados climáticos diários, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 6/01/2020, https://www.ecodebate.com.br/2020/01/06/emergencia-climatica-os-efeitos-das-mudancas-climaticas-ja-sao-aparentes-nos-dados-climaticos-diarios/.


EcoDebate - Edição 3.349 de 06 / janeiro / 2020


Desejamos a todos(as) um bom dia e uma boa leitura
Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Crescimento do mercado de energia solar no Brasil favorece empreendedores

Por: Ruy Fontes – Agência #movidos
energia solar
O alto volume de conexões de sistemas de energia solar no Brasil vem trazendo grande lucratividade para os empreendedores que atuam com a venda e instalação de placas solares.
Somente este ano foram mais de 92.000 sistemas instalados, como mostram os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), um salto de 161% em relação a 2018.
Oferecendo uma redução de até 95% nas contas de luz, a tecnologia fotovoltaica se tornou o desejo dos brasileiros cansados do alto preço da energia no país e sua frequente inflação.
Além disso, as placas também apresentam maior potencial de geração por utilizar a fonte de energia mais abundante no Brasil e lideram invictas o segmento de geração distribuída (GD).
Desde a criação da GD, em 2012, foram R$4,8 bilhões acumulados em investimentos no mercado solar, segundo os dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).
Os números atraem cada vez mais empresários interessados em abrir seu próprio negócio de energia solar e pegar carona nesse crescimento.
A maioria deles tem formação superior em áreas técnicas e idade média de 45 anos, de acordo com um levantamento feito pelo SEBRAE sobre o perfil dos empreendedores solares.
Para conseguir se destacar da concorrência e obter resultados mais expressivos, muitos ainda apostam na franquia fotovoltaica, modelo de negócio em alta no mercado.
Um caso de sucesso é o do administrador e empresário José Guilherme, que em 2017 entrou no mercado de energia solar pelo modelo de franchising com uma loja em Alphaville, Barueri-SP.
Foram 18 sistemas vendidos em apenas 4 meses de funcionamento. No final do primeiro ano, o faturamento foi de mais de R$ 8.700.000,00.
Do mesmo modo que o potencial das placas para gerar energia, as oportunidades para quem quer empreender estão espalhadas por todo o país.
Embora as regiões Sudeste e Sul apresentem os maiores mercados da tecnologia, outros estados têm se destacado no crescimento das instalações, como Mato Grosso, Goiás, Bahia e Maranhão.
Assim, cidades como Vitória da Conquista, Rondonópolis e São Luis apresentam carência de empreendedores para impulsionar seus mercados.
O número de empresas de energia solar no Brasil ainda é pouco, mas está crescendo junto com o segmento de geração distribuída.
Com pouco mais de 150 mil sistemas instalados atualmente, espera-se que a geração distribuída atinja 1,35 milhão de brasileiros até 2027, segundo a Empresa de Pesquisa de Energia (EPE).

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 01/01/2020
Crescimento do mercado de energia solar no Brasil favorece empreendedores, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 1/01/2020, https://www.ecodebate.com.br/2020/01/01/crescimento-do-mercado-de-energia-solar-no-brasil-favorece-empreendedores/.

Estudo técnico aponta impactos das mudanças climáticas em DF, Goiás e Minas Gerais

A partir de modelagens brasileiras e internacionais, estudo apontou diferentes cenários impostos pelas mudanças climáticas até 2100, como tendência de elevação da temperatura, umidade relativa do ar mais baixa, menor quantidade de chuvas, entre outros.
De acordo com Chou Sin Chan, coordenadora técnica do estudo, a baixa umidade no Distrito Federal deve ser agravada nas próximas décadas. “A tendência é de redução da umidade relativa do ar dos atuais 35% a 55% para 20% a 45% no final do século.”
O documento é parte de projeto coordenado por Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em Parceria com Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
ONU
Vista aérea de Brasília. Foto: Agência Brasil
Vista aérea de Brasília. Foto: Agência Brasil
A Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal apresentou no início deste mês (6) em Brasília estudo técnico com projeções climáticas para o Distrito Federal, 29 municípios de Goiás e quatro de Minas Gerais. A análise foi apresentada a representantes da academia, de órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) e da sociedade civil.
A partir de modelagens brasileiras e internacionais, o estudo apontou diferentes cenários impostos pelas mudanças climáticas até 2100, como tendência de elevação da temperatura, umidade relativa do ar mais baixa, menor quantidade de chuva concentrada em períodos mais curtos, mais tempestades e estação seca mais prolongada. A pesquisa também considerou nove bacias hidrográficas inseridas na região.
Realizado pelo Centro de Gestão de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (CGPDI), com supervisão da SEMA-GDF, o estudo integra o projeto CITinova, coordenado nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
“É uma das entregas muito importante do CITinova, que tem essa intenção de promover estudos e inovações que auxiliem gestores na tomada de decisões na perspectiva de cidades sustentáveis”, afirmou Alexandra Reschke, coordenadora técnica do projeto.
Acompanhado da atualização do inventário de emissões de gases de efeito estufa no DF, esse trabalho irá subsidiar a elaboração da estratégia de “Enfrentamento às Mudanças do Clima do Distrito Federal”, inserida nos Planos de Adaptação e de Mitigação, em desenvolvimento pela SEMA.
Presente no evento, o secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho, destacou que o prognóstico vai possibilitar a adoção de políticas públicas voltadas para a mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças do clima.
Ao relembrar a crise no abastecimento de água enfrentado pelo DF em 2017, o secretário afirmou que a consequência mais grave será a insegurança hídrica. “Daí a importância de sabermos os cenários que nos esperam para buscar, desde já, soluções.”
Para Rodrigo Braga, da Coordenação Geral do Clima do MCTIC, o diagnóstico é um primeiro passo para que iniciativas sejam tomadas. Esse diagnóstico irá permitir que “gestores públicos, o setor privado e a sociedade civil tenham elementos para um planejamento de longo prazo”, complementou Nazaré Soares, coordenadora técnica do projeto no âmbito da SEMA-GDF.
As projeções climáticas auxiliarão também análises como o impacto das mudanças do clima nas bacias hidrográficas, nos usos múltiplos da água, na energia, nas atividades agropecuárias e no uso do solo, dando suporte à atuação do Governo do Distrito Federal.
De acordo com Chou Sin Chan, coordenadora técnica do estudo apresentado, a baixa umidade no DF deve ser agravada nas próximas décadas. “A tendência é de redução da umidade relativa do ar dos atuais 35% a 55% para 20% a 45% no final do século.”
Para a coordenadora geral da pesquisa, Iracema Cavalcanti, uma das recomendações possíveis a partir dos resultados é a necessidade do aumento da vegetação. “Nas imagens dos mapas vemos grandes extensões com cobertura de arbustos e gramíneas, e poucas árvores”, disse.
Em relação às chuvas, os índices de precipitação mostram, com confiabilidade média a alta, uma redução na precipitação anual acumulada, um aumento do número consecutivo de dias de estiagem e uma redução do número de dias consecutivos chuvosos, comparado ao período histórico, em todas as áreas pesquisadas.
Os índices de temperatura indicam, com alta confiabilidade, uma redução no número de noites frias, aumento no número de noites quentes, redução no número de dias frios e aumento dos dias quentes. No final do século, as temperaturas poderão subir 3 graus Celsius em relação ao período histórico, entre 2 e 5°C no cenário mais otimista e entre 6 e 8°C no pior cenário.

Metodologia

A pesquisa regionalizou os resultados de quatro modelos climáticos globais (MIROC5, HadGEM2-ES, CanESM2 e BESM) por meio do modelo Eta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Foram também utilizados dois cenários de emissão de gases de efeito estufa, propostos pelo IPCC no seu Quinto Relatório: RCP4.5 e RCP8.5, com análises para três períodos futuros: 2011 a 2040, 2041 a 2070 e, 2071 a 2099.
Como referência, foi utilizada a climatologia oficial do Brasil, considerando-se o período entre 1961 e 1990 e as variáveis meteorológicas de temperatura do ar, precipitação, vento, umidade relativa e radiação solar à superfície terrestre. A resolução espacial utilizada variou de 20 a 5 km para toda a região o que, em termos de estudos de clima, representa altíssima resolução.
CITinova é um projeto multilateral realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), implementação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e executado em parceria com Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES) e Porto Digital, em Recife; Secretaria do Meio Ambiente (SEMA/GDF), em Brasília; Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e Programa Cidades Sustentáveis (PCS).
Com informações da Assessoria de Comunicação da SEMA-GDF

Da ONU Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 02/01/2020
Estudo técnico aponta impactos das mudanças climáticas em DF, Goiás e Minas Gerais, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 2/01/2020, https://www.ecodebate.com.br/2020/01/02/estudo-tecnico-aponta-impactos-das-mudancas-climaticas-em-df-goias-e-minas-gerais/.

Estudo do WRI aponta que, em média, 62% dos esgotos e resíduos humanos são gerenciados de maneira insegura

esgoto

Saneamento seguro e acessível, ainda um sonho para muitos lares no Sul global

Nova pesquisa constata que quase dois terços do esgoto e dos resíduos humanos de 15 grandes cidades do mundo são administrados de maneira insegura, agravando a crise do saneamento urbano
Por Karol Domingues, AViV, para o EcoDebate
A população urbana que carece de serviços de saneamento gerenciados com segurança em todo o mundo aumentou de 1,9 bilhão em 2000 para 2,3 bilhões em 2015, gerando um custo de US $ 223 bilhões por ano em despesas com saúde e perda de produtividade e salários. De acordo com uma nova pesquisa do WRI Ross Center for Sustainable Cities, o problema é ainda mais grave do que se imagina, principalmente para famílias de baixa renda em áreas urbanas densas, cujas necessidades são frequentemente negligenciadas.
O novo estudo do WRI Ross Center, Untreated and Unsafe: Solving the Urban Sanitation Crisis in the Global South, constata que, em média, 62% dos esgotos e resíduos humanos são gerenciados de maneira insegura em vários pontos da cadeia de serviços de saneamento em 15 cidades no hemisfério sul. O acesso ao saneamento é geralmente mais baixo no sul da Ásia e na África subsaariana. Em três cidades – Colombo, Sri Lanka; Caracas, Venezuela; e Karachi, Paquistão – os pesquisadores descobriram que 0% do lixo humano era gerenciado com segurança. Para resíduos humanos especificamente, 5 das 15 cidades não possuíam regulamentos de gestão em vigor.
Os resíduos que não são adequadamente contidos, transportados, tratados, reutilizados ou descartados afetam toda a cidade, pois a contaminação pode se espalhar através da água poluída, alimentos e moscas. Nas 15 cidades estudadas, as famílias que não tinham condições de se conectar a um sistema de esgoto, ou onde não havia sistema de esgoto disponível, construíram soluções de saneamento no local (fossas sépticas e latrinas) ou contavam com métodos inseguros. Muitos usavam drenos auto-fornecidos para despejar resíduos humanos não tratados ou parcialmente tratados em drenos pluviais e cursos de água. Em alguns casos, os residentes recorriam à defecação a céu aberto. As cidades incluem Bengaluru, Índia; Caracas, Venezuela; Cochabamba, Bolívia; Colombo, Sri Lanka; Daca, Bangladesh; Kampala, Uganda; Karachi, Paquistão; Lagos, Nigéria; Maputo, Moçambique; Mumbai, índia; Mzuzu, Malawi; Nairobi, Quênia; Rio de Janeiro, Brasil; Santiago de Cali, Colômbia; e São Paulo, Brasil.
“Nenhuma cidade pode ser saudável ou ter sucesso a longo prazo sem fornecer a seus habitantes acesso universal a serviços de saneamento seguros e acessíveis”, disse David Satterthwaite, principal autor e pesquisador sênior do Instituto Internacional para Meio Ambiente e Desenvolvimento. “Mas a questão recebeu muito pouca atenção da maioria dos governos e agências de ajuda, especialmente para as áreas urbanas mal atendidas”.
A análise do WRI também descobriu que, ao contrário da percepção popular, as alternativas locais de acesso ao esgoto – fossas sépticas e latrinas – não são necessariamente menos caras para as famílias do que as conexões de esgoto, especialmente quando se considera toda a cadeia de serviços. Por exemplo, as latrinas exigem esvaziamento regular, um serviço inacessível para famílias de baixa renda. Para evitar isso, os moradores deixam os poços “inundarem”, contaminando a água potável ou contratam trabalhadores manuais mais baratos que jogam lixo humano não tratado em cursos d’água próximos, em terras agrícolas ou em outros lugares. Às vezes, o custo inicial de instalação das instalações no local está fora do alcance dos moradores de baixa renda. Para um assentamento informal em Lagos, os pesquisadores descobriram que a construção de uma latrina ventilada custa mais de 600% da renda média mensal de uma família.
Assim como no acesso à água, os indicadores globais comumente usados ​​subestimaram a falta de acesso ao saneamento em áreas urbanas densas, particularmente o aspecto da acessibilidade das famílias. Os métodos considerados como “saneamento melhorado”, como latrinas privadas, não são apenas menos econômicos para as famílias do que se pensava inicialmente, mas também não são apropriados para assentamentos densamente povoados. Em Dhaka, Bangladesh, a cidade mais densamente povoada da amostra deste estudo, 75% das famílias dependem de fossas sépticas, muitas das quais vazam e não são construídas de acordo com os padrões de segurança.
Embora os indicadores não tenham sido projetados especificamente para áreas urbanas, não existem muitas alternativas melhores. Isso resultou em uma ênfase excessiva nas soluções de saneamento que nem sempre se encaixam nas cidades do sul global – incluindo as soluções de alta tecnologia e baseadas no mercado que muitos investidores depositaram suas esperanças. A pesquisa do WRI constata que, em áreas urbanas densas, são necessários investimentos e regulamentação do setor público para resolver a crise de saneamento.
Por muito tempo, os formuladores de políticas urbanas e os governos fecharam os olhos para o problema do lixo humano não tratado nas cidades e fingiram, por ser tratado pelas famílias e fora da vista, que o problema foi resolvido”, disse Victoria A. Beard, co-autor, pesquisador do WRI Ross Center for Sustainable Cities e professor de planejamento urbano e regional da Universidade de Cornell. “Mas o fato é que isso representa um enorme risco à saúde pública, além de um empecilho para a economia”.
O que as cidades podem fazer? As evidências sugerem quatro ações específicas que podem ser empreendidas em cidades emergentes e em dificuldades na América Latina, Ásia e África Subsaariana para melhorar o acesso seguro ao saneamento para os sub-atendidos urbanos:
Ampliar a rede de esgotos para banheiros domésticos, comunitários e públicos. Os sistemas de esgoto exigem grandes investimentos de capital e suprimentos diários de água para funcionar adequadamente, mas reduzem a responsabilidade e o custo dos serviços de saneamento sob a perspectiva de indivíduos e famílias.
Na ausência de sistemas de esgoto, apoiar e regular as opções de saneamento no local, como fossas sépticas e latrinas. As cidades devem considerar essas opções como abordagens de curto e médio prazo para o fornecimento de saneamento, enquanto estabelecem as bases para soluções externas, como conexões de esgoto.
Apoiar a melhoria participativa em toda a cidade de assentamentos informais que atendam à necessidade de serviços de saneamento. O governo de Mumbai, por exemplo, apoiou o trabalho de Mahila Milan (a federação de grupos de poupança de moradoras de favelas) para estabelecer o gerenciamento comunitário de banheiros públicos, fornecendo instalações aprimoradas para meio milhão de residentes.
Tornar uma variedade de serviços de saneamento mais acessíveis para famílias de baixa renda. Isso inclui subsidiar o custo de uma conexão de esgoto para banheiros domésticos, comunitários e públicos e subsidiar os custos de um gerenciamento seguro de saneamento no local.
Para tornar essas ações em realidade, as cidades e as autoridades sanitárias precisam de dados sanitários desagregados e acessíveis para galvanizar e informar as ações. Eles também precisam aprimorar a capacidade regulatória e financeira e estabelecer incentivos para incentivar e reforçar a contenção, transporte, tratamento e reutilização ou descarte seguro de resíduos humanos.
A falta generalizada de acesso a saneamento urbano seguro é um risco para a saúde pública, o meio ambiente e a economia global, custando US $ 223 bilhões anualmente e crescendo. As soluções abrangentes são estimadas em menos de US $ 300 bilhões. Este é um problema solucionável, mas precisamos agir agora”, disse Ani Dasgupta, diretora global do WRI Ross Center for Sustainable Cities.
O documento de trabalho faz parte do Relatório de Recursos Mundiais: Towards a More Equal City, uma série de documentos de pesquisa e estudos de caso que examinam se o acesso equitativo aos principais serviços e infra-estrutura urbana, como moradia, água, energia e transporte, leva a cidades econômicamente mais produtivas e ambientalmente sustentáveis.
Para mais informações, visite wri-citiesforall/publication/untreated-and-unsafe

Da AViV para o EcoDebate, ISSN 2446-9394, 02/01/2020
Estudo do WRI aponta que, em média, 62% dos esgotos e resíduos humanos são gerenciados de maneira insegura, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 2/01/2020, https://www.ecodebate.com.br/2020/01/02/estudo-do-wri-aponta-que-em-media-62-dos-esgotos-e-residuos-humanos-sao-gerenciados-de-maneira-insegura/.

2019 foi provavelmente o segundo ano mais quente da história

Está quase na hora de concluir oficialmente que 2019 foi o segundo ano mais quente em registros de temperatura que remontam ao século XIX.


2019 foi provavelmente o segundo ano mais quente da história

Dirigindo a notícia: “Parece quase certo (> 99% de probabilidade) que 2019 será o segundo ano mais quente desde o início das medições em 1850, atrás apenas do calor excepcional de 2016”, confirmou o grupo de pesquisa Berkeley Earth há alguns dias .
Por que é importante: O comentário em sua análise das temperaturas de novembro é a evidência mais recente da tendência de aquecimento a longo prazo decorrente das emissões de gases de efeito estufa induzidas pelo homem.
É consistente com outras análises que mostram que provavelmente 2019 terminará como o segundo mais quente. A NASA está programada para anunciar uma descoberta semelhante ainda este mês.
O quadro geral: “Com a década chegando ao fim, [fica] claro que o período de 2010-2019 foi a década mais quente que o mundo viu desde que os registros começaram em meados dos anos 18o0s. Era cerca de 0,19 ° C mais quente que nos anos 2000 e 1,1C mais quente que o período pré-industrial “, twittou Zeke Hausfather, da Berkeley Earth, na véspera de Ano Novo.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 03/01/2020
2019 foi provavelmente o segundo ano mais quente da história, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 3/01/2020, https://www.ecodebate.com.br/2020/01/03/2019-foi-provavelmente-o-segundo-ano-mais-quente-da-historia/.

Mudanças climáticas e desmatamento podem dizimar o habitat das florestas tropicais de Madagascar até 2070

lêmure
Os lêmures são uma pedra angular cuja sobrevivência é fundamental para a saúde e a continuação da floresta tropical oriental de Madagascar. Um novo estudo sugere que leis rigorosas contra o desmatamento podem ser mais imediatamente cruciais para a sobrevivência de outras espécies. (Fonte: Rabe Franck)

The Graduate Center, CUNY*
Um novo estudo da Nature Climate Change descobriu que, se não for verificado, os efeitos combinados do desmatamento e da mudança climática induzida pelo homem podem eliminar todo o habitat da floresta tropical oriental de Madagascar até 2070, afetando milhares de plantas, mamíferos, répteis e anfíbios endêmicos da nação insular. No entanto, os autores do estudo também descobriram que as áreas protegidas ajudarão a mitigar essa devastação, enquanto os ambientalistas trabalham em busca de soluções de longo prazo para acabar com as emissões de gases de efeito estufa e as mudanças climáticas resultantes.
Madagascar – um centro de biodiversidade onde 80% a 90% de suas espécies animais e vegetais são exclusivas da área – foi devastada por décadas de desmatamento e super colheita. As atividades destruíram grande parte da cobertura da terra, que fornece habitat para uma variedade de animais únicos, incluindo variedades atualmente ameaçadas de lêmures. Agora, duas espécies de lêmures-de-bico-preto estão em perigo crítico, e esses animais desempenham um papel central na dispersão das sementes de várias espécies de plantas que fornecem alimento e abrigo para outros animais na floresta tropical.
“Devido ao seu papel essencial como dispersores de sementes e à sua sensibilidade à degradação do habitat, os lêmures servem como um indicador crítico da saúde de toda a floresta tropical oriental de Madagascar”, disse Andrea Baden, professor de antropologia no The Graduate Center, CUNY e Hunter College e investigador principal do estudo. “Quando projetamos o impacto do desmatamento e da mudança climática, descobrimos que o desmatamento sozinho e a mudança climática poderiam reduzir o habitat do lêmure em mais de 50%. Ainda mais alarmante, esses dois fatores juntos são projetados para dizimar essencialmente o habitat adequado da floresta tropical até o final do século. ”
Os dados dos pesquisadores sugerem que a velocidade e a intensidade da destruição da floresta tropical do leste de Madagascar serão grandemente determinadas pelo fato de o país instituir proteções rígidas contra o desmatamento ou um conjunto descontraído de políticas. A proteção de áreas florestais que abrigam lêmures e serve como elos de corredor de suas fortalezas é particularmente importante para a sobrevivência, dado seu papel como uma espécie-chave que permite a sobrevivência de um grande número de espécies animais e vegetais em uma das regiões mais biodiversas do mundo .
“Os resultados do nosso estudo serão úteis para organizações sem fins lucrativos, gestão de parques e a comunidade de conservação em geral”, disse Baden. “Nossos resultados indicam oportunidades de conservação em potencial para lêmures e qualquer um dos habitantes das florestas tropicais que dependem da cobertura e conectividade. Áreas protegidas são vitais para a persistência das espécies. ”
Num relance
Estudo recentemente publicado na Nature Climate Change detalha as previsões de dados e identifica áreas florestais prioritárias que devem ser direcionadas para proteção e conservação da biodiversidade
* Os pesquisadores fornecem modelos preditivos que mostram os prováveis efeitos das mudanças climáticas e do desmatamento induzidos pelo homem como causas individuais e combinadas da destruição de habitats e espécies.
* Os cientistas empregam um estudo de caso de dois lêmures criticamente ameaçados, usando três décadas de pesquisa em Madagascar para analisar ameaças à floresta tropical oriental do país.
* Os resultados identificaram áreas de floresta intacta que poderiam ser priorizadas para proteção, a fim de permitir a resiliência e a sobrevivência de espécies ameaçadas.
Referência:
Morelli, T.L., Smith, A.B., Mancini, A.N. et al. The fate of Madagascar’s rainforest habitat. Nat. Clim. Chang. 10, 89–96 (2020) doi:10.1038/s41558-019-0647-x

* Tradução e edição de Henrique Cortez, EcoDebate
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 03/01/2020
Mudanças climáticas e desmatamento podem dizimar o habitat das florestas tropicais de Madagascar até 2070, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 3/01/2020, https://www.ecodebate.com.br/2020/01/03/mudancas-climaticas-e-desmatamento-podem-dizimar-o-habitat-das-florestas-tropicais-de-madagascar-ate-2070/.