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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Tufão Haiyan: sinais das mudanças climáticas


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Filipinas sofre com o estresse do clima: tufão Haiyan. Foto: Erik De Castro / Reuters.

Quando começa hoje (11.11.13) a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 19), em Varsóvia, na Polônia, reunindo mais de 190 governos de países para mais uma tentativa de um novo acordo global para diminuir as emissões de gases de efeito estufa e, as mudanças climáticas não param de dar sinais de que estão ai e numa dimensão de difícil enfrentamento, especialmente para os mais pobres, mais novos e/ou mais velhos.
É o caso do Tufão Haiyan, que atingiu na semana passada as Filipinas, país-ilha do Pacífico, notadamente em Tacloban, onde vivem 200 mil pessoas. Segundo a imprensa internacional, já foram registradas mais de 10 mil mortos.
Conforme anunciou o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC),  há mais de 95% (extremamente provável) de chance de que o homem tenha causado mais de metade da elevação média de temperatura registrada entre 1951 e 2010, que está na faixa entre 0,5 a 1,3 grau.
A COP deve buscar um acordo para substituir o Protocolo de Kyoto, criado em 1997 para obrigar nações desenvolvidas a reduzir suas emissões em 5,2%, entre 2008 e 2012, em relação aos níveis de 1990, o que não aconteceu, porque modelo de desenvolvido predominante não quer ser abandonado nem pelos países ricos, que não desejam mudar seus padrões de produção e consumo, altamente insustentáveis, já demonstrado pelo calculo da respectiva pegada ecológica; e nem pelos países pobres, que desejam ser ricos também, acreditando no mito do desenvolvimento, o qual não é possível de ser atingido por todos os países do planeta.
O IPCC disse que há ao menos 66% de chance de a temperatura global aumentar pelo menos 2 ºC até 2100 em comparação aos níveis pré-industriais (1850 a 1900).

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