| |
Direto do ISA
| |
| |
No próximo dia 13 de novembro, o Greenpeace, o ISA, o Ibase, a Fase e o CTI promovem um debate sobre os impactos socioambientais da exploração do gás de xisto no Brasil. O evento é aberto ao público - Blog do ISA, 11/11. |
| | |
| |
Povos Indígenas
| |
| |
Três índios tupinambá foram mortos na noite de sexta-feira na região de Ilhéus, sul da Bahia, área de disputa entre produtores rurais e indígenas. A morte dos índios foi confirmada pelo Cimi. Segundo a missionária Alda Maria de Oliveira, as famílias das vítimas disseram que os índios foram alvo de emboscada. Ela não soube informar os nomes das vítimas. O clima no sul da Bahia é tenso. Indígenas e produtores rurais disputam uma área de 47.376 hectares, delimitada pela Funai em 2009. Desde a delimitação, os Tupinambá cobram da Justiça o reconhecimento de que a área é território tradicional indígena. Enquanto isso, produtores rurais afirmam que são donos legítimos do local - FSP, 10/11, Poder, p.A10. |
| |
Para uma etnia sofisticada, que concebe o universo como terras e céus sobrepostos, segundo explicação da antropóloga Dominique Tilkian Gallois, o encontro dos índios da tribo Zo'é com o fotógrafo paraense Rogério Assis foi não só o começo de uma bela amizade como de um registro histórico igualmente requintado. Em 1989, Rogério se tornou o primeiro fotógrafo a ter contato com o povo Zo'é, naquela época ameaçado por uma epidemia de gripe levada por missionários. Vinte anos depois ele voltou à região dos rios Cuminapanema, Erepecuru e Urucuriana, para registrar a iniciativa da Funai de defender o isolamento da terra indígena. O resultado é o livro Zo'é, que a Editora Terceiro Nome coloca agora nas livrarias - 0ESP, 10/11, Caderno 2, p.C12. |
| | |
| |
Amazônia
| |
| |
Duas novas jazidas de potássio na bacia do Amazonas podem ajudar o Brasil a acabar com a dependência externa do produto - ingrediente básico dos fertilizantes. Os novos depósitos, localizados nas regiões de Novo Remanso e Itacoatiara, no Amazonas, acabam de ser identificados pela Potássio do Brasil - subsidiária da canadense Brazil Potash Corporation. As descobertas somam-se às quatro jazidas já conhecidas na região - duas da Potássio do Brasil e outras duas da Petrobras - e ampliam o potencial da bacia. "As seis minas têm capacidade para produzir o volume de potássio consumido pelo Brasil", diz Hélio Diniz, presidente da Potássio do Brasil. Nenhuma delas ainda é explorada comercialmente - FSP, 9/11, Mercado, p.B3. |
| |
"Quantas espécies de árvores existem na Amazônia? Cientistas obtiveram uma primeira estimativa. São aproximadamente 16 mil espécies. A descoberta veio com uma surpresa. As 227 espécies mais frequentes são responsáveis por 50% de todas as árvores presentes na região. Essa descoberta tem implicações importantes para os estudos da região amazônica. Como grande parte da floresta é composta por um pequeno número de espécies, os cientistas acreditam que a floresta é provavelmente muito menos resistente às mudanças ambientais do que se imaginava. Se o ambiente se tornar desfavorável para uma fração das espécies dominantes, grande parte da floresta desaparece. É provável também que muitas das espécies mais raras desaparecerão muito antes de serem identificadas. Esse estudo é um bom exemplo do pouco que sabemos sobre a biodiversidade da Amazônia", artigo de Fernando Reinach - OESP, 9/11, Metrópole, p.A33. |
| | |
| |
Mudanças Climáticas
| |
| |
A COP-19 (19ª conferência do clima da ONU), que começa hoje em Varsóvia, pretende esboçar pacto sobre emissões de CO2, abrindo diálogos e dando os primeiros passos no debate de pontos polêmicos antes da decisão final sobre o acordo, que acontecerá em Paris daqui a dois anos e deve substituir o Protocolo de Kyoto. O chamado REDD+, compensação financeira pela conservação florestal, é uma das esperanças de acordo concreto. Reconhecido na COP de 2010, ele ainda precisa de regras claras para sua implementação. No ano passado, o Brasil foi acusado de travar o avanço dos diálogos por não concordar com o modelo de verificação internacional proposto - FSP, 11/11, Ciência, p.C7. |
| |
Na COP-19, a delegação brasileira irá propor que os cortes nas emissões de carbono comecem o quanto antes. O novo negociador-chefe da delegação brasileira, embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho, disse que vai apresentar uma proposta de estímulo para que se eleve as metas de redução até o final da década. O estímulo seria permitir que essas ações possam ser contabilizadas no cálculo de metas para pós-2020. A proposta, explica ele, é complementada por outra, que prevê medir as responsabilidades históricas de cada país na elevação da temperatura do planeta - OESP, 11/11, Meyrópole, p.A14. |
| |
Em entrevista, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, diz que não se pode 'passar a régua' e simplesmente esquecer as emissões do passado: "Tem gente que quer passar a régua na convenção - que o passado fique no passado - e só o que acontecer daqui para frente a gente combina. Mas não há anistia do carbono ou não pode haver anistia do carbono no mundo. Agora também não pode achar que pode excluir todo mundo (de responsabilidades). Só que isso acontece o tempo todo nas negociações de clima e acaba resultando na baixa ambição. Por outro lado, não quero que o nosso esforço de redução do desmatamento se perca. Se fizer o histórico da nossa responsabilidade, quanto o Brasil emitiu e quanto está abatendo?" - OESP, 11/11, Metrópole, p.A15. |
| | |
| |
Energia
| |
| |
Inflação faz governo pensar em desligar usinas térmicas, apesar de nível mais baixo de reservatórios de usinas hidrelétricas. Medida é considerada inadequada, porque previsão é de chuvas irregulares entre novembro e abril - FSP, 9/11, Mercado 1, p.B2. |
| |
"Foi um dia de júbilo na Areva, o grupo nuclear francês, líder mundial em sua especialidade, que na quinta-feira firmou um contrato de 1,25 bilhão de euros com a Eletronuclear para terminar a construção de Angra 3 no Brasil. Esse contrato é uma dádiva divina. De fato, no mundo inteiro, há algumas temporadas em que o setor nuclear registra dissabores, revezes, fracassos e dúvidas. O contrato de Angra 3 faz renascer a esperança", artigo de Gilles Lapouge - OESP, 9/11, Economia, p.B26. |
| |
"Alguém do governo federal, compungida e conformadamente, informa à plateia que 'a sociedade decidiu que não se pode mais construir hidrelétricas com grandes reservatórios'. A sociedade quem, cara-pálida? Quando, onde e por quem essa decisão foi tomada? Isso nunca foi discutido adequadamente no Brasil e, menos ainda, definido por meio de mecanismos da democracia representativa. Nem quem vota nem quem foi votado escolheu coisa alguma. Essa decisão é de responsabilidade exclusiva de gente amedrontada por meia dúzia de bumbeiros tonitruantes. Gente que, passivamente, ouve os parlapatões midiáticos dizerem que a energia eólica substitui, com vantagens, a hidreletricidade. Gente que afirma que Belo Monte vai afetar o Parque Nacional do Xingu, aquela maravilha situada rio acima - a 'apenas' 1.300 km, aproximadamente", artigo de Ivan Dutra Faria - Valor Econõmico, 11/11, Opinião, p.A14. |
| | |
| |
Geral
| |
| |
A Fundação Florestal (FF) limitará o acesso de veículos à Praia de Castelhanos, uma das mais procuradas por turistas que visitam Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. A medida já provoca polêmica entre moradores e turistas, que temem não poder aproveitar a praia em caso de lotação. Nos fins de semana, a praia - cujo acesso é feito por meio de uma estrada de terra de 26km que passa no interior do Parque Estadual de Ilhabela - tem grande quantidade de carros, motos e jipes, que fazem passeios com turistas. A limitação fará parte de uma nova portaria normativa da FF, que trata das regras para o tráfego de veículos na Estrada dos Castelhanos, trecho interno do parque - OESP, 9/11, Metrópole, p.A33. |
| |
Uma equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho registrou indícios de trabalho semelhante à escravidão em uma fazenda do advogado Luiz Alfredo Feresin de Abreu, irmão da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Ele nega irregularidades e diz que a operação visava atingir sua irmã. Em vistoria de 23 de agosto, fiscais dizem ter encontrado cinco pessoas em condições de trabalho escravo na fazenda Taiaçu II, a 48 km do município de Vila Rica, no nordeste do Mato Grosso. De acordo com o relatório, os trabalhadores tinham jornada de 11 horas e moravam em um alojamento sem energia elétrica ou água - FSP, 11/11, Poder, p.A7. |
| |
"Órgãos de controle, como Ibama e TCU, não são os verdadeiros responsáveis pelos baixos investimentos em infraestrutura no país. Desde 2009 o governo petista usa órgãos como TCU e Ibama como bode expiatório para suas deficiências. Tais repartições podem, sem dúvida, atuar com propósitos políticos e trazer prejuízos descabidos, mas exercem, por outro lado, insubstituível papel de controle. Verdade que é preciso aperfeiçoar a metodologia de fiscalização. No entanto, isso não sanará a falta de qualidade dos projetos, muitos dos quais apresentados sem estudos básicos. Não surpreende, portanto, que exista tamanha incerteza quanto a custos e prazos. Capacidade estratégica, porém, é escassa no atual governo", editorial - FSP, 11/11, Editoriais, p.A2. |
| | |
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário