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quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Zona Leste de São Paulo ganha projeto de Jardins Comestíveis

Obra de arte de Jean Paul Ganem e Bia Goll ocupa 5.000 m² no Parque Linear Guaratiba com canteiros ornamentais Desde o dia 20 de agosto, quem passa pelo Parque Municipal Linear Guaratiba, em Guaianases, Zona Leste de São Paulo, pode observar uma nova paisagem. Na data, aconteceu a inauguração da obra de Land Art ‘Renda Guaianás’, que cobrirá quase 20% da área total do parque, com canteiros ornamentais (e comestíveis), marcando o início da 1ª edição do projeto Jardins Comestíveis, iniciativa do Fértil Coletivo. Idealizada em uma parceria do artista Jean Paul Ganem – referência em Land Art – e a eco cozinheira permacultora Bia Goll, a obra é a materialização de um conjunto de ações que envolvem arte, permacultura, alimentação e fortalecimento comunitário. Jardins Comestíveis, Renda Guainás foi viabilizado pelo patrocínio da Diagonal, por meio do Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais (Pro-Mac), da Secretaria de Cultura do Município de São Paulo — SMC. “Por meio da arte e da educação, esse projeto tem o potencial de transformar a realidade de quem vive na região e mudar a forma como se relacionam com o seu próprio território. Acreditamos que melhorar a relação entre as pessoas e seu ambiente é o caminho para fortalecer os indivíduos e empoderá-los para construir um futuro melhor. Por isso, apoiar esse projeto é para nós mais uma forma de promover impacto social positivo”, diz Álvaro Jucá, co-fundador e co-presidente da Diagonal. Conceito Artístico O artista traçou no solo do parque desenhos que fazem lembrar refinados jardins de castelos franceses. O lugar ganhou cores e formas compostas por 2.000 caixotes de feira recheados de plantas que formam mini – hortas. Em uma vista aérea, cada caixote forma um pixel do desenho. As mini-hortas serão doadas para os moradores do entorno. Nesse momento a obra se dissipa, mas “a experiência vira uma semente que plantamos na cabeça das pessoas”, explica Jean Paul Ganem. Entre os legados intangíveis ficam o fortalecimento da Horta da Vila Nancy, produtora das mudas; a formação de jovens em oficinas transversais à obra e a proposição de uma nova relação entre parque e seu público. Jardins Comestíveis e Jardins Guaratiba A plataforma de projetos Jardins Comestíveis intersecciona arte, permacultura e gastronomia para realizar ações de fortalecimento e visibilização de comunidades urbanas em situação de vulnerabilidade. Para isso, trabalha junto a iniciativas já existentes nos territórios por onde passa. O projeto coloca o tema da produção e consumo de comida no centro de suas ações para atuar como vetor na ressignificação da relação dos moradores de grandes centros urbanos com a comida, a cidade, os espaços públicos e suas paisagens. No Parque Guaratiba, o Fértil Coletivo aplica as diretrizes do projeto para deixar um legado social e artístico na região de Guaianases. Em parceria com a Horta Comunitária da Vila Nancy, situada a 2,5km do parque, foram produzidas 8.400 mudas de plantas utilizadas na obra. Além da geração de renda e divulgação do trabalho, o projeto tangibilizou, pela primeira vez, a produção de mudas em grande escala, o que impactou na perspectiva de renda dos envolvidos, que mesmo em um terreno de 6 mil m² e 33 anos de existência, operavam em pequena escala. Para elevar o impacto o projeto prevê oficinas gratuitas de jardinagem, permacultura, comunicação e gastronomia, que serão realizadas entre agosto e setembro, para mais de 350 pessoas. Embora direcionadas principalmente aos moradores da região, qualquer pessoa poderá participar. Em 25 de setembro, acontece a celebração de encerramento do projeto Renda Guainás no Parque Guaratiba. No entanto, obedecendo a lógica permacultural, os 2.000 caixotes com as mudas comestíveis serão doados para moradores da comunidade, com o convite para que utilizem o material para começar uma mini-horta em suas casas. O projeto conta com o apoio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente — SVMA, da Secretaria Executiva de Limpeza Urbana – SELIMP/Subprefeituras, além do Consulado Francês e do Dia da Terra Brasil. Mais informações:Link Serviço Exposição da obra de ‘Land Art’ Renda Guaianás Parque Municipal Linear Guaratiba Entrada Gratuita Endereço: Rua Salvador Gianetti, 305 Horário de Funcionamento: 6h às 22h Acessibilidade: Acessibilidade em banheiros, rampa de acesso ao parque e áreas de circulação. Jean Paul Ganem. O artista franco-tunisiano, responsável por mais de 50 obras de Land Art ao redor do mundo, realizou projetos como o Le Jardin des Capteurs, em Montreal, que com o apoio da Prefeitura local e do Cirque du Soleil, implantou obra em um aterro sanitário, revitalizando o espaço e integrando pessoas da comunidade penitenciária. Realizou também projetos que relacionam Gastronomia e Paisagismo (Singhampton Project – Canadá), além de projetos que visam a apropriação e ressignificação da relação entre as comunidades e áreas do entorno (Le Jardin des Fissures, projeto no qual o desenho de uma fábrica desativada, da qual o entulho por mais de 20 anos serviu como um playground perigoso para as crianças, foi revisitado com o plantio de um jardim). Já realizou obras na França, na Espanha, no Canadá, na Alemanha e no Brasil. Aqui trabalhou na revitalização do Boulevard externo do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 2010. Em 2012, realizou a obra “Caminho do Rio” no Jardim Botânico de São Paulo. Desde 2017 realiza trabalhos como “Espelhos D´Água” e “Movimento Infinito” na Fazenda Serrinha, interior de São Paulo. Bia Goll. Cozinheira e permacultora, por oito anos foi proprietária do restaurante Otto Bistrot (SP), espaço de ousadia gastronômica e social, onde usava ingredientes não industrializados e organizava eventos com produtores, aulas de permacultura, gastronomia, exposições, apresentações de arte e atitude sustentável. Idealizadora do projeto Pomares (2021-2015), com o qual realizou oficinas de permacultura em escolas públicas e privadas para alunos, pais e funcionários. Entre 2016 e 2018 ajudou a produzir exposições de Food Art no Brasil, Paris, Berlim e Cidade do México. Responsável pelo projeto AlimentAÇÃO, da prefeitura de São Paulo, impactou, desde 2018, mais de 30 mil pessoas, levando comida saudável e consciência ecológica para as comunidades de baixa renda da capital paulista. Bia é uma das idealizadoras do Festival de Agricultura Urbana de São Paulo. Sobre a Diagonal A Diagonal é uma consultoria pioneira no planejamento e gestão de projetos de impacto socioambiental nos setores público e privado, por meio de uma metodologia inovadora de gestão socioambiental que combina conhecimento interdisciplinar, olhar humanizado, tecnologia e abordagem integrada, desde o diagnóstico à implementação. No mercado há 31 anos, é uma empresa de atuação nacional e internacional, com mais de 600 colaboradores com especializações nas áreas social, ambiental, urbanística, jurídica, econômica e de engenharia. Já atuou em 21 países e trabalhou diretamente com cerca de 1.000.000 de famílias, em 760 municípios. Entre seus principais clientes, estão empresas como Braskem, Nexa, Vale, Kinross, Hydro, Ecovias, Fibria, Bunge, diversas construtoras, além de representantes do setor público como a Prefeitura de Salvador, Prefeitura de Recife, Prefeitura de São Paulo, Governo do Estado de São Paulo, e empresas mistas como CPTM, Dersa, CDHU entre outros. Com sede em São Paulo, possui escritórios em Recife e Maputo, Moçambique. #Envolverde

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Documentário trata da produção de alimentos mais sustentável e estreia no Cine Petra Belas Artes

O Petra Belas Artes exibe, gratuitamente, um novo e impactante documentário dia 23 de agosto, terça-feira, às 19h, sobre os avanços na produção sustentável de alimentos no Brasil. O documentário “Campo & Sustentabilidade 2 – O amanhã é hoje” investiga as tecnologias disponíveis, visitando os seis biomas terrestres brasileiros. É uma espécie de radiografia de como anda a produção de alimentos na Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. A sessão é aberta ao público, com 80 lugares, disponíveis por ordem de chegada. O Cine Petra Belas Artes fica na rua da Consolação, 2423. Ao término da exibição haverá mesa de debates. Assista ao trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Ie4_Ky6SoXA Através de entrevistas com produtores rurais, ativistas, cientistas e pesquisadores, lideranças indígenas, técnicos da sustentabilidade e do agronegócio são apresentadas as características, problemas e soluções na cadeia de produção alimentar no Brasil. O cidadão urbano desconhece como e onde é produzida a comida que chega à sua mesa. O trabalho dos realizadores Sérgio Lopes e Sílvia Prado ao visitar os seis biomas revelam que a produção de alimentos pode seguir abundante, próspera, em harmonia com o ambiente, se aumentadas as boas práticas. O Brasil possui 6 milhões de propriedades agrícolas, 70% da produção de orgânicos vai para o mercado externo. Esse segmento movimentou R$ 5,8 bilhões no Brasil em 2020”, comenta Sergio Lopes, produtor audiovisual e ativista. O filme mostra os cinturões verdes, na Mata Atlântica; chegando à agricultura urbana, como a Fazenda Cubo, sistema de cultivo vertical, em área fechada, é altamente eficiente em termos de irrigação. A água, aliás, um dos principais insumos na produção agrícola, é a vedete de diversos depoimentos. Edenise Garcia, diretora de ciências da The Nature Conservancy Brasil, lembra que os rios voadores, essenciais à manutenção do regime de chuvas, são a verdadeira riqueza da Amazônia; outros pesquisadores lembram que das 12 bacias hidrográficas do País, oito têm nascentes no cerrado e no bioma caatinga o manejo de água é sempre o maior problema a ser resolvido. A produtora Conteúdos Diversos tem trabalhado o audiovisual como uma poderosa ferramenta de entretenimento, informação e conscientização com objetivo de engajar a audiência nas questões da sustentabilidade. Um dos fóruns que exibe essas discussões é o portal É Conosco, atualizado semanalmente com notícias, artigos e materiais relativos aos assuntos que envolvem a sustentabilidade e agenda ESG. As questões trazidas por esse documentário retomam algumas discussões do percursor “Campo e Sustentabilidade 1 – Realidade ou utopia” (2020) que buscava respostas para a questão: Como alimentar 9 bilhões de pessoas de maneira sustentável? “Neste novo trabalho, trazemos uma visão abrangente e ao mesmo tempo profunda identificando as tecnologias e boas práticas que farão diferença na produção agrícola com menos abertura de áreas, menos agroquímicos sem desmatamento ou desperdício de água e ainda buscando maior produtividade”, finaliza Sérgio. O documentário está alinhado com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) 2, 6, 11, 12, 13 e 15, recebeu apoio institucional do THE NATURE CONSERVANCY e contou com patrocínio via Lei Rouanet do Rabobank Brasil. A produtora audiovisual Conteúdos Diversos é signatária da Rede Brasil do Pacto Global. Ao final da exibição haverá uma mesa de debates com alguns dos participantes do documentário. Como contrapartida da Lei Rouanet, usada na captação de recursos, será ainda realizado, após o lançamento, um workshop para pessoas interessadas em aprender técnicas de produção audiovisual, desde a criação de argumento e roteiro até a direção e lançamento, passando por dicas de formatação para aprovação em leis de incentivo. Programação: 19h – Recepção 19h45 – Exibição do filme 20h45 – Mesa de debates 21h30 – Encerramento Na bilheteria os presentes terão direito a um “Vale Pipoca + Cerveja”. Endereço: Rua da Consolação, 2423, ao lado da Estação Paulista do metrô (Linha 4 – Amarela) Portal ECONOSCO – é uma iniciativa de pessoas movidas por um propósito comum: impactar positivamente na sociedade e no meio ambiente usando a comunicação como ferramenta de engajamento da audiência sempre alinhados com os 17 Objetivos para O Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Visite: www.econosco.com.br Redes sociais https://www.econosco.com.br/ https://www.instagram.com/econosco_oficial/ https://www.facebook.com/Econosco https://twitter.com/econosco_news Sobre Sérgio Lopes: é produtor audiovisual e ativista. Foi sócio fundador VP de Criação da agência QG / Grupo Talent durante 17 anos. Em 2008 abriu a Conteúdos Diversos e embrenhou-se pelo território do transmídia, produzindo conteúdos audiovisuais nos mais diversos formatos: séries em animação, documentários, curtas e médias metragens, eventos e workshops de formação. Desde 2017 vem atuando também na direção de documentários focados em sustentabilidade e em 2020 lançou o portal www.econosco.com.br – um “hub” de informação, interação e engajamento das questões da sustentabilidade a partir de projetos audiovisuais, sempre alinhados com os 17 objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. #Envolverde

Rock in Rio 2022: Campanha “Juntos o Sonho Acontece” convida público a sonhar e a engajar na construção de um mundo melhor

Festival lança o Rock U, experiência de aprendizado gratuita que vai capacitar mais de 30 mil profissionais para o mercado de eventos. Outra novidade é a abertura do leilão “Fans For Change” com instrumentos assinados por grandes músicos que compõem o line-up desta edição, cuja arrecadação será doada para a Ação da Cidadania e Amazonia Live : No início dos anos 80 nasceu, com Roberto Medina, o sonho da construção de um festival de música internacional, que aconteceria no Rio de Janeiro. O desejo de seguir os passos de seu pai, Abraham Medina, em gerar um impacto positivo para a cidade do Rio também era latente. Em janeiro de 1985, esses sonhos se tornaram realidade. Foram 10 dias de muita música, com pop, mpb, rock e com momentos emblemáticos que ficaram para a história do entretenimento, como a plateia entoando “Love of My Life” junto com Freddie Mercury, da banda Queen. O Rock in Rio nasceu de um sonho há 37 anos, que demandou muito trabalho e determinação e, desde então, foram realizados muitos outros. Sonhou oportunidades para todos e com o Movimento Viva Rio formou mais de 3.000 jovens. Sonhou a natureza mais protegida e com parceiros e público, plantou 4 milhões de árvores. Sonhou solidariedade e com a Ação da Cidadania levou 2.5 milhões de quilos de alimentos a quem tinha fome. Sonhou sustentabilidade e entrega um festival que incentiva e premia atitudes sustentáveis. Esses foram apenas alguns dos Sonhos “Por Um Mundo Melhor” já realizados e, com certeza, muitos outros virão. Hoje, o grande motivador da marca Rock in Rio é incentivar os novos sonhadores. Alinhado a isso, o festival lança sua nova campanha “Juntos o Sonho Acontece”, com duas ações que reforçam a potência do sonho e da união de esforços e convidam o público a engajar na construção de um mundo melhor. A primeira é o Rock U, uma experiência de aprendizado online e gratuita, que vai beneficiar 30 mil pessoas apenas em 2022, levando conhecimento e capacitação para aqueles que desejam trabalhar no mercado de eventos. Outra iniciativa é a volta do tradicional leilão “Fans For Change” com instrumentos musicais e outros artigos assinados por artistas que compõem o line-up do Rock in Rio, que, neste ano, além do Amazonia Live, conta com a parceria da Ação da Cidadania, principal entidade de combate à fome no Brasil. “O Rock in Rio nasceu de um sonho e foi com muito trabalho, força de vontade e determinação que estamos aqui hoje, 37 anos depois, preparando nossa 22ª edição, 9ª no Brasil, onde tudo começou, e realizando muitos outros sonhos. E essas iniciativas trazem exatamente isso, a capacidade de transformar sonhos em realidade, ao inspirar, mobilizar e apoiar novos sonhadores, dando palco a vozes silenciosas que fazem a diferença e nunca deixaram de sonhar.”, finaliza Roberta Medina, vice-presidente executiva do Rock in Rio. Rock U vai capacitar profissionais para o mercado de eventos O Rock U nasce em parceria com o Sesc RJ e o Senai RJ e será uma experiência de aprendizado online e gratuita, que busca levar conhecimento, ampliar horizontes, gerar oportunidades e qualificar profissionais para mercado do entretenimento ao vivo, por meio de uma lente de produção de excelência, marca registrada do festival. O objetivo é construir uma rede potencializadora para a indústria. “Por meio de uma iniciativa de educação 100% desenvolvida dentro de casa, queremos transformar milhares de vidas e impulsionar muita gente que sonha trabalhar no mercado de eventos e do entretenimento ao vivo. Buscamos, por meio desse projeto, profissionalizar a indústria e legitimar o nosso papel de potencializar sonhos empreendedores que possam mudar o mundo e transformar, por meio da educação, a vida de mais de 100 mil pessoas até 2030”, afirma Roberta Medina. A missão do projeto é gerar três eixos de impacto positivo no mercado do entretenimento ao vivo: Inclusão Social, ao acessibilizar gratuitamente as trilhas de conhecimento para jovens em estado de vulnerabilidade; Transformação Humana, por meio do desenvolvimento pessoal e profissional através da capacitação para funções operacionais e executivas e Plataforma de Empregabilidade, ao conectar os alunos capacitados ao banco de talentos Rock U. Ao fim do curso, os profissionais irão para o mercado de trabalho qualificados, motivados e com claro entendimento do papel desempenhado na cadeia de produção. “Vão ser mais de 30 horas de conteúdo gratuito, com vídeos no formato microlearning e divididos em três trilhas, com mentores e professores com diversos olhares”, comenta Roberta. A trilha “Sonhar” foi desenvolvida a partir dos pilares da cultura Rock in Rio, em uma jornada de aprendizado modular que contribuem para a expansão do repertório do aluno e reafirmam o propósito “Por Um Mundo Melhor” e a premissa do projeto, de que tudo começa no sonho. No módulo “Fazer Acontecer”, o aluno vai escolher dentre as dez capacitações operacionais e executivas oferecidas para percorrer os caminhos das certificações por especialidade e operacional, executiva ou plena. Dentre elas, estão Segurança, Limpeza, Carregadores, Stage Hands, Operadores A&B, Produção Operacional, Operações (POE), Produção Executiva, Comunicação 360º para Eventos e Produtor A&B. A trilha final da jornada, exclusiva para quem for trabalhar no Rock in Rio Brasil, a “Eu Faço”, busca integrar, mobilizar e capacitar tecnicamente para que o aluno faça parte do time responsável pela maior e melhor edição de todos os tempos. Os alunos que completarem o curso serão, ainda, convidados a cadastrarem seus currículos no banco de talentos do Rock U, em parceria com a Empregare, empresa de recrutamento. Os parceiros, fornecedores e agências do Rock in Rio serão incentivados a contratar os alunos qualificados pelo curso. Festival reúne fãs e artistas por um mundo melhor e anuncia abertura do leilão “Fans For Change” O tradicional leilão “Fans For Change” com instrumentos musicais e outros itens assinados por artistas que compõem o line-up do Rock in Rio, está de volta na edição do reencontro. Na busca por transformar o mundo em um lugar melhor, para 2022, o maior festival de música e entretenimento do mundo firmou mais uma parceria com a Ação da Cidadania, principal entidade de combate à fome no Brasil. O Rock in Rio também vai doar para o projeto do Amazonia Live, o braço socioambiental do festival. Os instrumentos serão autografados por artistas como Coldplay, Billy Idol, Dream Theater, Marshmello e Gojira, além de um vinil com a assinatura do Blitz. Há também a possibilidade de adquirir um meet and greet com os músicos do Dream Theater durante o festival. Para participar é muito simples, basta acessar o site E-Solidar, responsável por todos os leilões realizados pelo Rock in Rio. Também é importante ficar atento ao cronograma dos lances, pois mais artigos estarão disponíveis em breve. Para aqueles que desejam adquirir os itens autografados ou o meet and greet, a partir de amanhã (23) já será possível dar lances. Diferente de 2017 e 2019, nesta edição, além de apoiar o Amazonia Live, o festival também chama a atenção para a luta no combate a fome por meio da Ação da Cidadania. Em 2022, as verbas irão para dois projetos: o ‘15 por 15’, um projeto social da ONG Ação de Cidadania, que visa erradicar a fome no Brasil, em que mais de 33 milhões de pessoas vivem em situação de vulnerabilidade alimentar; e o Amazonia Live, projeto socioambiental do Rock in Rio, em parceria com o Funbio e com o ISA, que visa o reflorestamento da floresta amazônica, no qual já foram plantadas mais de 4 milhões de árvores. Este ano, o foco da campanha da Ação da Cidadania, são os chefes de família, que lutam para que não falte alimento em suas casas. A campanha chamada de pacto 15 por 15, criada pela Artplan e abraçado por muitas empresas, pessoas e parceiros, está em sinergia com a proposta do Rock in Rio e também foi abraçada pela marca. O tradicional leilão de guitarras autografadas ganha uma nova proporção. Para a edição do reencontro, o valor arrecadado no leilão de 15 instrumentos irá direto para este grande projeto, que busca acabar com a fome no país. Lançado em 2016, o Amazonia Live é o mais audacioso projeto socioambiental do Rock in Rio, em parceria com FUNBIO, ISA, Conservação Internacional, entre outros parceiros. Ciente da sua capacidade de amplificar a discussão sobre temas relevantes, começa hoje mais uma iniciativa para engajar o público na restauração da Amazônia. Os fãs de todas as partes do mundo podem aproveitar a oportunidade única de participar do leilão, garantindo uma peça exclusiva autografada pelo seu ídolo e, ao mesmo tempo, contribuir com o reflorestamento da floresta. Além do “Fans For Change”, o público também teve a oportunidade de contribuir durante a venda de ingressos em abril deste ano. A 9ª edição do Rock in Rio começa no dia 2 de setembro e se estende pelos dias 3, 4, 8, 9, 10 e 11. Os headliners do Palco Mundo são IRON MAIDEN, Post Malone, Justin Bieber, Guns n’ Roses, Green Day, Coldplay e Dua Lipa. Sobre o Rock in Rio O Rock in Rio foi criado para dar voz a uma geração e promover experiências únicas e inovadoras. Em 1985, o evento foi responsável por colocar o Brasil na rota de shows internacionais. Batendo recordes de público a cada edição e gerando impactos positivos nos países onde é realizado, se consagrou como o maior festival de música e entretenimento do mundo. Consciente do poder disseminador da marca, hoje o Rock in Rio pauta-se por ser um evento com o propósito de construir um mundo melhor para pessoas mais felizes, confiantes e empáticas num planeta mais saudável. A internacionalização da marca começou por Portugal, Lisboa, em 2004, onde o evento acontece até hoje, seguido por Espanha (Madri) e pelos Estados Unidos (Las Vegas). No Rock in Rio, os números não param de crescer. Pelas Cidades do Rock já passaram mais de 10 milhões de visitantes nestas 21 edições. Em 37 anos, o festival ganhou o mundo e tornou-se um verdadeiro parque de experiências, mas muito além disso, cresceu e ampliou a sua atuação, sempre com o olhar no futuro. Adotando e incentivando práticas que apoiam o coletivo, o Rock in Rio preza pela construção de um mundo melhor e se une a empresas que possuem este mesmo olhar e diretriz. Em 2013, foi reconhecido por seu poder realizador ao receber a certificação da norma ISO 20121 – Eventos Sustentáveis. Desde a primeira edição, já gerou 237 mil empregos diretos e indiretos e investiu, junto com seus parceiros, mais de R$ 110 milhões em diferentes projetos, passando por temas como sustentabilidade, educação, música, florestas, entre outros. #Envolverde

Povo Haliti-Paresi recebe expedições para avaliar roteiros de etnoturismo

Visitantes viverão imersão cultural de uma semana em aldeias com exuberantes paisagens Vivenciar por alguns dias o modo de vida de uma comunidade indígena, conhecer aldeias, cachoeiras, histórias míticas, lugares sagrados, jogos tradicionais e cenários deslumbrantes em uma das regiões com maior diversidade de paisagens do mundo. Esta é a proposta de etnoturismo do povo Haliti-Paresi-MT, que está se preparando para receber viajantes em expedições experimentais que visam estruturar o turismo de base comunitária nas terras indígenas. Os interessados podem realizar a pré-inscrição no site do projeto, onde também há informações detalhadas sobre os dois roteiros disponíveis, bem como datas e valores. Cada roteiro prevê a experiência de uma semana nas Terras Indígenas Utiariti e Rio Formoso, sedes das associações Waymaré e Halitinã, nos municípios de Campo Novo do Parecis e Tangará da Serra-MT – região entre Amazônia, cerrado e as nascentes do Pantanal. O etnoturismo é uma das diretrizes do Plano de Gestão Territorial e Ambiental Haliti-Paresi, de 2019. As famílias viram no turismo uma oportunidade essencial de valorização da cultura tradicional e fonte de renda. “A importância é mostrar ao mahalitihyarenae (não indígena) que o indígena não é como ele pensa. É importante que conheça como somos, vivemos e pensamos”, explica Rony Walter Azoinayce, cacique da aldeia Wazare. TURISMO DE IMERSÃO Em algumas aldeias, o turismo já é uma realidade há anos. Porém, com a crescente procura por passeios nas cachoeiras, tornou-se necessário estruturar a atividade. A ideia é atingir um público que busca, para além dos atrativos naturais, uma imersão e permanência de mais tempo no território, daí a opção pelo turismo de base comunitária. Trata-se de uma prática que colabora com a proteção do meio ambiente e com a melhoria de vida das pessoas e a economia do lugar onde é praticada. A principal atração turística, neste contexto, é a própria possibilidade de imersão no modo de vida da comunidade. Aliás, experiências de turismo indígena demonstram a indissociabilidade entre natureza e cultura, ou seja, entre eco e etnoturismo. Neste sentido, os visitantes ficarão hospedados nas hati (casas tradicionais) ou em locais para acampamento. As refeições serão elaboradas com ingredientes locais, combinando receitas tradicionais e regionais. Haverá momentos para apresentar o modo de vida Haliti-Paresi por meio de exposições, conversas e atividades. Também estão previstas rodas de conversa de avaliação das vivências, para que todos possam compartilhar suas observações e sugestões. Além dos anfitriões indígenas, também estará presente um facilitador, que irá acompanhar os visitantes durante toda a expedição. Ele auxiliará na mediação entre o grupo e as lideranças e costumes locais, além de dar dicas sobre a programação e ajudar na preparação das atividades. Caso alguém queira levar uma lembrança material desta experiência, poderão ser adquiridas peças de artesanato, contribuindo com a geração de renda local. E as exuberantes artes plumárias e pinturas corporais, elementos fundamentais da cultura Haliti-Paresi, também poderão ser experimentadas pelos visitantes. As aldeias têm energia elétrica, banheiros e estrutura de lazer e descanso. Não há sinal de celular, mas para emergências é possível utilizar a conexão wi-fi das escolas. As expedições experimentais são iniciativas no âmbito das ações estratégicas para a estruturação do turismo nas Terras Indígenas Haliti-Paresi, por meio da parceria com a The Nature Conservancy (TNC) e Operação Amazônia Nativa (OPAN) e com consultoria da ONG Garupa. HALITI-PARESI De acordo com dados do Instituto Socioambiental (2008), o povo Paresi (autodenominação Haliti) é um grupo com pouco mais de 2 mil pessoas. Eles falam uma língua da família Arawak, cujo representante mais próximo é o Enawenê-Nawê, falado em território mais ao norte. Os vizinhos mais próximos são os Nambikwara (família Nambikwara) em áreas indígenas ao norte e sudoeste da porção Paresi. Segundo a tradição Haliti, a humanidade surgiu quando um grupo de irmãos saiu do interior da terra, por uma fenda aberta por TOAKAIHOREENOHARETSE, ENORÊ (criador e Deus do Raio) na Ponte de Pedra, formação natural existente no rio Sucuriu-Winã, afluente do rio Arinos. Ao sair do interior da pedra onde viviam, descobriram o mundo externo e todos os rios, animais terrestres, pássaros, árvores e paisagens. Assim como no mito de criação, a história do povo Haliti-Paresi é marcada por encontros com o “mundo exterior”, desde a passagem com os bandeirantes até o encontro com a Operação Rondon. Eles sempre tiveram que articular com estes “mundos” para se manterem em suas terras – o etnoturismo é mais uma das estratégias encontradas neste sentido. #Envolverde

Jovens de unidades de conservação do interior do Amazonas participam de oficinas de comunicação

Tornar potentes as vozes do interior do Amazonas, lar de milhares comunidades ribeirinhas e indígenas, mostra-se essencial para qualidade de vida das populações. Elas são as responsáveis pela manutenção da floresta em pé de um dos biomas mais importantes do mundo, a Amazônia. Para colaborar nesse processo, mais de 20 jovens de cinco unidades de conservação (UCs) participaram de uma oficina teórica e prática de comunicação com a equipe do portal Catraca Livre, promovida pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS). A formação ocorreu nos dias 12 e 13 de agosto na comunidade indígena Três Unidos, localizada na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro. Anteriormente à imersão na comunidade, os jovens participaram de uma oficina sobre videorreportagem com a equipe da Rede Amazônica, afiliada da TV Globo, no Acelera Hub Space, espaço criado pela Fundação Rede Amazônica. Durante a atividade, os jovens também puderam conhecer as dependências de um dos maiores veículos da região Norte do país. Os adolescentes participantes são oriundos de sete Núcleos de Inovação e Educação para o Desenvolvimento Sustentável (Nieds) integrantes do programa ‘Repórteres da Floresta’, implementado pela FAS desde 2014 e que tem como objetivo capacitar a juventude por meio de ferramentas de educomunicação. A programação integra uma nova fase do programa, voltada à produção de conteúdo para mídias sociais. O sonho de Jucinaldo Batista, de 17 anos, é ser jornalista. O jovem é do Nieds Victor Civita, localizado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma, no município de Novo Aripuanã, interior do Amazonas. Para ele, a atividade foi valiosa na obtenção de novos conhecimentos e na compreensão de conceitos básicos, mas importantes para que ele possa garantir a qualidade do conteúdo criado no interior e com recursos escassos, tais como gravar o som de entrevistas sem o uso de um microfone de lapela. “Aprendi coisas que não tinha a mínima ideia, principalmente sobre audiovisual e redes sociais”, comenta. Ele tinha doze anos quando começou a participar das oficinas e atividades do programa Repórteres da Floresta, que o incentivou a persistir em seu sonho de se tornar um comunicador. “Quando eu tiver 20 anos, espero que eu já esteja trabalhando na área. Meu sonho é ser jornalista e vou conseguir, sempre tive esse sonho vendo os repórteres na TV. A minha vontade cresce cada dia mais”, afirma. O jovem Antônio dos Santos viajou mais de 10 horas para chegar em Manaus e conseguir participar da oficina. Comunitário da RDS Uacari, localizada no município de Carauari, foram 8 horas de viagem de lancha e duas horas de avião até a chegada na capital. Com 21 anos, ele também quer seguir a área de comunicação, seu desejo é ser fotógrafo e produtor audiovisual. “A comunicação no interior é pouca, não temos muitos repórteres. No meu município, só há dois profissionais. Eu acho que o potencial está muito abaixo do que deveria ser e por isso eu gostaria de seguir nessa profissão também”, comenta. A oficina na comunidade Três Unidos repassou conteúdos teóricos do jornalismo e técnicas de videorreportagem com uma das jornalistas do portal Catraca Livre e um dos profissionais responsáveis pela área audiovisual do veículo. Em um segundo momento, os estudantes puderam colocar os aprendizados em prática com a escrita de um roteiro e com a produção e gravação de um vídeo curto voltado para as mídias sociais, as pautas foram escolhidas pelos próprios estudantes. A atividade foi finalizada com a apresentação dos vídeos editados que abordaram temas como a escola indígena da comunidade, a medicina tradicional do povo Kambeba durante a pandemia, a importância do trabalho do núcleo da FAS, entre outros assuntos que retratam a vida e a percepção dos estudantes sobre os moradores de comunidades ribeirinhas e indígenas do interior da Amazônia. Mostrar a floresta para o mundo Para a estudante de 14 anos Vitória da Silva Oliveira, também da RDS do Juma, as atividades do programa a desafiaram a encarar sua timidez na produção de conteúdo, algo que ela considera positivo. Segundo a jovem, isso significa o futuro. “A gente consegue nossos objetivos nos comunicando melhor. Muitas pessoas não sabem o que é a Amazônia, às vezes só sabem que é uma floresta e que gera oxigênio, mas as pessoas que moram aqui conhecem como ninguém como é a vida ribeirinha e o que nós passamos no dia a dia. Com o Repórteres da Floresta, a gente consegue dar voz às pessoas daqui”, diz. Na visão de Vitória, que sonha em ser engenheira ambiental para ajudar na manutenção da floresta em pé, está claro o entendimento de que a pressão por melhores políticas públicas para os povos da floresta perpassa pela comunicação. “Conseguimos nos destacar, assim”, finaliza. “A nossa ideia é empoderar essas pessoas para que elas digam o que elas querem para elas, para o futuro e para a Amazônia. Por isso a importância dessas capacitações”, afirma Rafael Sales, supervisor de núcleos do Programa de Educação e Sustentabilidade (PES) da FAS. Sobre a FAS Fundada em 2008 e com sede em Manaus/AM, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil e sem fins lucrativos que dissemina e implementa conhecimentos sobre desenvolvimento sustentável, contribuindo para a conservação da Amazônia. A instituição atua com projetos voltados para educação, empreendedorismo, turismo sustentável, inovação, saúde e outras áreas prioritárias. Por meio da valorização da floresta em pé e de sua sociobiodiversidade, a FAS desenvolve trabalhos que promovem a melhoria da qualidade de vida de comunidades ribeirinhas, indígenas e periféricas da Amazônia. #Envolverde

terça-feira, 23 de agosto de 2022

Burger King® inicia implantação de rede de recarga para veículos elétricos com unidades no Rio de Janeiro e São Paulo

Projeto, resultado de parceria com a EZVolt e a Vibra, permite que os clientes façam a recarga do carro elétrico ou híbrido enquanto fazem sua refeição As primeiras estações smart para recarga de veículos elétricos ou híbridos em uma operação de fast-food na América Latina estão sendo instaladas neste mês em dois restaurantes Burger King®. Os primeiros pontos de recarga conectados à internet estão no estacionamento de restaurantes BK no Rio de Janeiro (RJ) e em Barueri (SP). O projeto de eletromobilidade está sendo estruturado pensando na otimização da experiência do cliente, alinhada à transformação tecnológica dos restaurantes Burger King®, bem como para contribuir com a redução das emissões de carbono no trajeto dos clientes aos restaurantes. A EZVolt, startup de mobilidade que possui a maior rede de recarga do Brasil, e que tem a Vibra Energia como investidora, é a responsável pela implantação dos equipamentos. De acordo com Fabio Alves, Vice-Presidente de Desenvolvimento da ZAMP®, responsável pela gestão e operação das marcas Burger King® e Popeyes® no Brasil, a instalação da rede de recarga está alinhada com o posicionamento da marca em relação à sustentabilidade, já que incentiva a eletromobilidade e facilita a conscientização sobre veículos híbridos ou elétricos. “Acreditamos no modelo e enxergamos que, entregando este tipo de serviço aos nossos clientes estamos não somente melhorando sua experiência em nossos restaurantes, como também caminhando rumo a nossa jornada de sustentabilidade. Este tipo de abordagem tem muita sinergia com a gente”, pontuou. A EZVolt será a responsável pela operação e manutenção da nova rede de recarga smart, totalmente inteligente, conectada à internet e com acesso a aplicativo que permite fazer reservas e consultas. O investimento em soluções como esta do Burger King® faz parte do objetivo da Vibra de ser o principal provedor de soluções de recarga e suprimento de energia do Brasil, por meio de uma rede de recarga pública robusta, disponível e conectada. “A EZVolt tem muito orgulho de ter sido escolhida pelo Burger King® para desenvolver um projeto como este, sem precedentes no Brasil. A implantação de uma rede de carregadores para veículos elétricos nos restaurantes é um serviço que, além de levar comodidade para os clientes, ainda demonstra o alinhamento da marca com as melhores práticas ESG, estimulando o transporte com baixas emissões de carbono. E nada disso seria possível sem o apoio da Vibra que acreditou em uma startup e possibilitou nosso crescimento em nível nacional.”, afirma Gustavo Tannure, CEO e fundador da EZVolt. Pioneira na implantação do modelo “charge-as-a-service”, a empresa oferece soluções completas de recarga para veículos elétricos, com instalação, operação e manutenção dos equipamentos, e ferramentas de gestão para os proprietários de redes privadas. Novos pontos de recarga no Burger King® até o final do ano As instalações de pontos de recarga nos dois primeiros restaurantes em São Paulo e Rio de Janeiro são o pontapé inicial em um projeto de expansão que terá, na primeira fase, uma rede com vinte estações de recarga em restaurantes Burger King® na Região Sudeste do País até o final do ano. Ao todo, serão dez pontos na Grande São Paulo (SP), cinco em Belo Horizonte (MG) e cinco no Rio de Janeiro (RJ). O objetivo é aumentar ainda mais esse número no ano seguinte. Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo foram escolhidos pois estão nas primeiras posições no ranking do maior número dessas estações no País, sendo também os locais com mais demanda por locais de recarga não-residenciais atualmente. Sobre Burger King® O BURGER KING® é uma das maiores operações de fast food do Brasil, presente em todos os estados do país. O primeiro restaurante da rede foi inaugurado no Brasil em 2004, passando a ser operado oficialmente pela ZAMP®, máster franqueada em 2011. Com mais de mais de 850 estabelecimentos, entre lojas próprias e franqueadas, a marca foi considerada uma das mais criativas do mundo por três anos consecutivos em Cannes. Para saber mais sobre BURGER KING® no Brasil, acesse www.burgerking.com.br ou acompanhe a marca no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube. #Envolverde

Greenpeace denuncia desmatamento de mais de 1,8 mil hectares no rio Manicor

Imagens captadas em sobrevoo mostram região incendiada; desmatamento no território já havia sido denunciado pelos moradores em junho deste ano O Greenpeace Brasil, organização membro do Observatório BR-319 (OBR-319), registrou imagens nesta, quinta-feira (18/08), de uma área de mais de 1800 hectares sendo destruída pelo fogo dentro da área demarcada pela Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), dada pelo governo do Amazonas às comunidades tradicionais do rio Manicoré. O território abriga quatro mil moradores em 15 comunidades que, há mais de 10 anos, lutam pela criação de uma Unidade de Conservação (UC) na área, que vem sendo ameaçada por invasões de terra, exploração ilegal de madeira e caça predatória. A área desmatada está localizada perto do igarapé do Tracajá, a 7km do rio Manicoré, próxima ao Alto Marmelos. O desmatamento no rio Manicoré já foi denunciado pelo OBR-319 ao Ministério Público Federal (MPF), em junho deste ano, a partir de relatório que apontou quase três mil hectares de área explorada por madeireiras dentro da região da CDRU. A denúncia também apontou exploração ilegal de madeira de loteamento ilegal de terras, o desmatamento não autorizado e a abertura de ramais nas imediações, além de episódios de ameaças à população local. “Durante o sobrevoo, realizado no último dia 18, flagramos essa queimada de uma área que vinha sendo monitorada desde março e o desmatamento vem avançando mais de 100 hectares por semana. Esse é um grande problema, que vem corroendo as florestas antes intactas do Sul do Amazonas. Esse desmatamento dentro do CDRU do Território de Uso Comum do Rio Manicoré é muito triste e, tudo isso, ocorreu logo depois que autoridades do Estado visitaram a área e demonstraram seu apoio ao CDRU, afirmando que o Território é de fato das comunidades”, comentou Rômulo Batista, que atua na campanha de Amazônia do Greenpeace Brasil. Para a articuladora da Rede Transdisciplinar da Amazônia (Reta), Dioneia Ferreira, o incêndio criminoso na área da CDRU foi previsto pelos parceiros da Central de Associações Agroextrativistas do Rio Manicoré (Caarim), que lutam pela conservação dos lugares e modos de vida da população local. “Foram realizadas várias denúncias em diferentes canais de gestão e comando, e controle ambiental dando conta do desmatamento alarmante na área. Os grupos criminosos operam de um modo muito similar na nossa região, o Sul do Amazonas, desmatam o quanto possível e ateiam fogo no período de estiagem. Se as denúncias de invasões e desmatamento na área da CDRU não surtiram uma ação dos órgãos competentes, era sabido que o próximo passo seria a queima na área”, afirma. Dioneia ressalta que não houve ação efetiva do governo para proteger a CRDU, apesar das denúncias e alertas aos órgãos competentes desde o início do incêndio, em 16 de agosto. “A realidade é que uma vasta área da CDRU do Rio Manicoré continua a pegar fogo. Oremos para que a nossa amada floresta, com suas árvores centenárias e seus rios façam chover em nossa região, porque se dependermos do poder público não restará nenhuma árvore em pé ou animal vivo, a não ser boi, no Sul do Amazonas”, diz a articuladora. A pesquisadora da Reta, Jolemia Chagas, corrobora a fala de Dioneia e afirma que há um “descaso e morosidade” em garantir os direitos das populações e comunidades locais do rio Manicoré, o que torna a região altamente vulnerável. “Os ilícitos ambientais cresceram muito durante os últimos 10 anos, sobretudo no governo Bolsonaro. Invasões e desmatamento estão em plena expansão dentro do polígono da CDRU do rio Manicoré, algumas destas áreas possuem licença expedida dois dias antes da assinatura da CDRU, pelo órgão de controle do estado”, aponta. Para Jolemia, é necessário fortalecer as redes e capacidades locais para a incidência política junto às organizações e o Estado. “As sociedades locais precisam estar de fato fortalecidas e munidas de informação e de recursos para incidir com autonomia e cobrar ações efetivas sobre demandas emergenciais que estão ocorrendo no território”, enfatiza. Sobre o OBR-319 O Observatório BR-319 é formado pelas organizações Casa do Rio, CNS (Conselho Nacional das Populações Agroextrativistas), Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), FAS (Fundação Amazônia Sustentável), Greenpeace, Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia), Operação Amazônia Nativa (Opan), IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil), Transparência Internacional, WCS Brasil e WWF-Brasil. Fotos: Divulgação/Greenpeace Brasil #Envolverde