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segunda-feira, 20 de junho de 2022
"O GRITO DO BICHO" - Boletim Informativo do dia 20.6.2022
Queridos leitores do Blog "O Grito do Bicho”
Publicamos matérias superinteressantes e selecionadas que levam vocês a terem conhecimento das questões ligadas aos animais e meio ambiente no mundo todo. Podem ler no nosso blog www.ogritodobicho3.com ou diretamente nos títulos abaixo.
• Animais silvestres resgatados em Sorriso ganham vida nova - MT
• Macaco entra em consultório médico para pedir ajuda para seu filhote
• Exportação de animais vivos pelo Brasil: Por que isso tem que acabar?
• INCONTESTÁVEL: A morte de Bruno e Tom tem tudo a ver com os animais
• Em defesa dos animais, Justiça mexicana proíbe touradas na maior arena do mundo
• Vídeo: onça criada como animal de estimação vai para ONG em Goiás
• Cachorro vira-lata caramelo invade igreja e rouba pão da missa
• Gatos e os seus mistérios
• Onças recebem chip que monitora batimentos do coração e mostra a pesquisadores efeitos do cativeiro
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sheila moura
domingo, 19 de junho de 2022
"O GRITO DO BICHO" - Boletim Informativo do dia 19.6.2022
Publicamos matérias superinteressantes e selecionadas que levam vocês a terem conhecimento das questões ligadas aos animais e meio ambiente no mundo todo. Podem ler no nosso blog www.ogritodobicho3.com ou diretamente nos títulos abaixo.
• Após décadas em um cativeiro na Argentina, elefantas se adaptam ao cerrado
• Trinta anos depois da Eco-92, Baía de Guanabara segue poluída
• RETROSPECTIVA DE 21 À 30/05/2022
• Idosa se apaixona por cachorra cega do canil e a adota
• Prefeito incita maus tratos aos animais e gera revolta em Duas Barras - RJ
• Homem para em estrada para resgatar gatinho e cai em 'emboscada' com resto da ninhada
• Justiça de Mangaratiba ficará responsável pelo processo sobre a denúncia de maus-tratos a girafas
• Cães são treinados desde pequenos para salvar vidas
• Bancada ambientalista derruba votação de caça esportiva
• Gato danado implicando um cachorro santo... rsrsrs....
• Cachorro é resgatado com vida após ser agredido com facão por produtor rural em Brejetuba
• Produtor rural leva multa de R$ 9 mil por maus-tratos a porcas em Presidente Bernardes - SP
• Caminhoneiro adota gatinho machucado e ganha companheiro de viagens e para a vida
• Corpo de Bombeiros de Divinópolis resgata cadela em trabalho de parto; filhotes nasceram durante a ação
• Cães comunitários recebem casinhas para se proteger do frio – MG
• Dia Mundial dos Oceanos: abraço simbólico e limpeza
• Cão em máquina de lavar, bichos mortos e remédios vencidos no ES: polícia fecha clínica veterinária
• Faceira, anta desfila diante da câmera e "bomba" no Insta do governador
• Campanha mundial defende o fim das exportações de animais vivos
• Projeto móvel gratuito de esterilização de animais chega ao Maracanã, Zona Norte do Rio
• Vídeo mostra adolescente de 17 anos arremessando gato durante festa, em Cascavel; polícia investiga
• Servidores do Inpe protestam contra criação de câmara técnica para avaliar desmatamento sem órgãos ambientais
• Ratos tem "medo" de bananas, diz novo estudo
• No Peru, jovem luta contra a Prefeitura para manter galo de estimação
• Vídeos mostram cavalos feridos cavaleiros agredindo animais durante evento em Araguaína
• Rottweiler salta de carro em movimento e ataca mulher que passeava com cão e filho
• Maior criador de rinocerontes do mundo vai liberar cem animais ao ano na África do Sul
• Justiça proíbe animais durante o rodeio em Pedro Leopoldo, na Grande BH - MG
• Cobra, tarântula, escorpião e outros animais são apreendidos dentro de ônibus na rodoviária de Palmas
• Cabra é presa por assassinato no Sudão do Sul
• Região mais isolada do Pantanal ganha câmeras para reforçar combate a incêndios florestais
• Cutias do Campo de Santana são remanejadas para a Floresta da Tijuca pela Prefeitura
• Polícia fecha em MS criadouro clandestino que fazia melhoramento genético e exportava galos de rinha para a Bolívia
• Na Amazônia, matilha de cães nadadores passeia pelos rios e viraliza na internet: 'São os Dogs Phelps'
• Araras são resgatadas pela PRF após serem transportadas de forma irregular pela BR-153
• Filhotes de gato são achados dentro de saco plástico em carroceria e homem é preso por maus-tratos no Piauí
• Empresa dá licença 'peternidade' para funcionários que adotarem animais em Ribeirão Preto, SP
• Ipaam realiza campanha contra turismo de exploração de animais silvestres
• Boi foge de arena de rodeio e morre ao ser atropelado por ônibus e carro na Rio-Santos - RJ
• Conheça Pipoca e Scooby, os animais que foram pajens de casamento em Nova Olinda, no Ceará
• Mulher é presa suspeita de abandonar cachorro 'que dava muito trabalho' - Campinas - SP
• Vídeo: Gato-maracajá resgatado nesta manhã, é solto em área de mata - SC
• Bode rouba lugar de mulher em ponto de ônibus; veja o vídeo
• VÍDEO: Falso médico veterinário que fazia castrações desde os 10 anos é detido - PR
• Moradora denuncia envenenamento de gatos em Carapicuíba - SP
• Vídeo mostra cachorrinho gritando de dor após ser esgoelado por morador de Campo Limpo - GO
• Cadela vai a procissão, participa de missa e até velório em Anadia, AL
• Câmara pode permitir ampliação de caça de animais no Brasil
• O Piauí é o estado com maior percentual de gatos domésticos
• Retrospectiva de postagens entre 21 à 30/05/2022
• IMPERDÍVEL: Por influência humana, baratas agora evitam doces
• Golfinhos surpreendem praticantes de canoa havaiana em Rio das Ostras, no RJ
• Força-tarefa ajuda a limpar casa com lixo acumulado e dezenas de animais após morador passar mal - SP
• Dono ataca cadela com foice após animal matar passarinho de R$ 400 em Cabo Frio - RJ
• Esclarecendo: Veganos tomam vacinas e remédios testados em animais?
• São Gonçalo é a primeira a ter Área de Soltura de Animais Silvestres
• SEDA oferece atendimento aos animais que estão nos abrigos emergenciais do Recife
• Documentário filmado no Paraná expõe relação entre pecuária e bactérias multirresistentes
• SuperVia doa papelão para canis da Suipa - RJ
• VÍDEO: Cachorro ‘deprimido’ não come nem sai do quarto após morte de tutora em SC
• Beija-flores podem ajudar cientistas a entender como animais se adaptam às mudanças climáticas
• Abrigos de animais são atingidos por fortes chuvas em Recife e fazem campanha na internet
• ICMBio apreende mais de mil cabeças de gado em unidade de conservação no Pará
• PM é filmado matando cachorro a tiro em Mambaí
• LEITURA OBRIGATÓRIA: A revolução dos alimentos 'animais' criados em laboratório
• Cachorro amarrado a carro em movimento corre para não ser arrastado por rua - GO
• Robô "convive" com pinguins e monitora os animais em tempo real
• Cães em situação de maus-tratos, incluindo um com desnutrição severa, são resgatados -SC
• Estudo revela que jovens preferem seus pets aos seus familiares
• Morte de onças envenenadas no Pantanal leva PF a indiciar três suspeitos
• ONGs de direitos dos animais pedem retirada de marcas de projeto de conservação de girafas do Bioparque
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sheila moura
Alerta para os crescentes impactos da desertificação e secas
Uma área de 127 mil quilômetros quadrados, que representa 13% do território do semiárido brasileiro, já foi atingida pelo processo de desertificação, ou seja, uma extensão equivalente ao tamanho da Inglaterra teve sua área vegetativa transformada em deserto.
Esse processo pode atingir outros mil municípios no Brasil e tantos outros em toda a América Latina. No Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, a Associação Latino-Americana de Dessalinização e Reúso de Água (ALADYR) faz um apelo a todos os setores da sociedade para unir esforços contra o que considera ser “a maior ameaça para o desenvolvimento e bem-estar da América Latina”.
Os especialistas da associação alertam que, apesar de a região ter 31% das fontes de água do mundo, segundo o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) 160 milhões de pessoas nesta parte do continente não têm acesso seguro aos serviços de água potável ou os têm em condições precárias e que cidades como Cidade do México, Santiago do Chile, Lima e São Paulo podem se tornar inabitáveis se não forem tomadas medidas para gerar novas fontes e recuperar o fluxo ecológico de lagos, rios e aquíferos.
Segundo o relatório Perspectiva global do uso da terra, divulgado em maio durante a 15ª sessão da Conferência das Partes (COP15) da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), na cidade de Abidjan, na Costa do Marfim, “a desertificação está projetada para aumentar em todo o mundo devido às mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, acelerar o aquecimento global por meio do aumento das emissões”.
O relatório aponta que entre 20 e 40% da superfície terrestre já está degradada ou em degradação, considerando diferentes graus, atingindo mais de 3 bilhões de pessoas, principalmente comunidades rurais pobres, pequenos agricultores, mulheres, jovens, indígenas povos e outros grupos de risco. A situação é particularmente aguda nas regiões que já sofrem com a seca e que representam mais de 45% da área total do planeta e abrigam uma em cada três pessoas no mundo hoje.
Além disso, o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) reforça a preocupação com a segurança alimentar na América Latina devido à escassez hídrica, já que nos Andes, desde a década de 1980, a perda de água foi de 30% a 50% da área de geleiras e os Andes do Sul apresentam as maiores taxas de perda de massa de geleiras em todo o mundo”.
Quando falamos em cifras, estima-se que cerca de US% 44 trilhões da produção econômica mundial seja moderada ou altamente dependente dos recursos naturais, isso representa mais da metade do PIB Global ameaçado diretamente pelos efeitos das mudanças climáticas, com destaque para a desertificação.
De acordo com o relatório Águas desconhecidas: a nova economia da escassez e variabilidade da água, produzido pelo Banco Mundial, na América Latina as perdas de renda causadas por uma seca são quatro vezes maiores do que as causadas por outras catástrofes, como inundações.
“Não podemos subestimar os impactos da desertificação e degradação do solo na nossa sociedade, principalmente a desigualdade social, fome e pobreza”, alerta Juan Miguel, presidente da ALADYR. Para a Associação, reverter essa situação exige um compromisso entre governos, empresas e sociedade civil para desacelerar as mudanças climáticas e recuperar áreas já degradadas, racionalizando as demandas e buscando alternativas mais sustentáveis para o abastecimento de água e desenvolvimento socioeconômico.
No Brasil o processo de desertificação afeta diretamente a região do semiárido, uma área de aproximadamente um milhão de metros quadrados, que corresponde a cerca de 11% do território nacional e abrange o bioma da Caatinga. Fazem parte do semiárido 1.262 municípios, situados nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais.
Como reverter o problema
Ainda segundo o relatório Perspectiva global do uso da terra, o custo da restauração de terras degradadas é estimado em pelo menos US$ 300 bilhões por ano, considerando que se deseja alcançar resultados significativos até 2030. Esse valor é inferior a quantidade de subsídios atualmente fornecidos aos agricultores em países desenvolvidos, sem contar que esses investimentos poderiam criar ainda uma cadeia significativa de novos empregos na área ambiental e de sustentabilidade.
“Estima-se que cada dólar investido em atividades de restauração se converte em US$ 7-30 em benefícios econômicos, investir em soluções sustentáveis não é apenas preservar o meio ambiente, mas, sobretudo, criar uma rede de novas atividades econômicas que geram receita financeira sem esgotar os recursos naturais, principalmente hídricos”, destaca Juan.
Sem dúvida é preciso estabelecer novas formas de negócio, redefinindo subsídios para alternativas mais sustentáveis e estabelecendo novos modelos de produção, como a utilização de água de reúso para fins industriais e também na agricultura, da dessalinização da água do mar ou salobra para abastecimento das populações, gestão eficiente dos recursos hídricos, recuperação de mananciais e tecnologias de produção agrícola e industrial mais sustentáveis.
Para a ONU, os países ainda não ouviram com a força necessária o chamado para o reúso de água: “águas residuais são um recurso que não podemos mais descartar”.
Além disso, a Associação destaca que o reúso para recarga de aquíferos é importante para a recuperação desses corpos d’água e que isso deve ser complementado com a dessalinização da água do mar para reduzir a pressão extrativista em rios e lagos e fornecer água de qualidade para fins de consumo, agrícola e industrial.
Mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo já bebem água dessalinizada todos os dias e muitas outras têm tratado as águas residuais como fonte de consumo, mas essas soluções levam tempo para implementação regulatória e técnica, um tempo que é reduzido à medida que as secas se intensificam.
“Países como Chile, Peru e Brasil estão apresentando avanços interessantes em sua infraestrutura para se adaptar às secas com usinas de dessalinização da água do mar, o que se traduz em aumento da disponibilidade do recurso, mas os esforços devem ser redobrados ou o aumento populacional e as mudanças climáticas nos afetam profundamente”, disse Juan.
A população da América Latina triplicou em 60 anos e seu consumo cresceu em maior proporção, submetendo as fontes naturais de água a um estresse sem precedentes e causando problemas que saltam aos olhos. Em 2050 seremos 762 milhões de pessoas com aspirações, necessidades e sonhos, e tudo isso se traduz em uma maior demanda por água em um contexto em que já não chove o suficiente e os lagos e aquíferos secaram, então o que faremos?” afirma Juan convocando todos a pensarem sobre o futuro do planeta.
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 17/06/2022
Secas crescentes ameaçam a humanidade e os ecossistemas
A seca é um dos desastres naturais mais destrutivos em termos de impactos na agricultura e segurança alimentar, ecossistemas, saúde humana e recursos hídricos.
Exacerbadas pela degradação da terra e mudanças climáticas, as secas estão aumentando em frequência e gravidade, 29% desde 2000, com 55 milhões de pessoas afetadas a cada ano.
Quando mais de 2,3 bilhões de pessoas já enfrentam estresse hídrico, isso é um grande problema. Nenhum país está imune.
Este ano, o tema do Dia Internacional Contra a Desertificação e a Seca , em 17 de junho, é “Recordar juntos da seca”. Enfatiza a necessidade de uma ação precoce para evitar consequências desastrosas para a humanidade e os ecossistemas planetários.
A OMM está na vanguarda das iniciativas para combater a seca de forma pró-ativa e integrada . A OMM e a Global Water Partnership (GWP) co-patrocinam o Programa Integrado de Gestão da Seca (IDMP) e fazem parceria com cerca de 40 organizações parceiras. O IDMP desenvolveu os três pilares da gestão integrada da seca: 1) alerta precoce e monitoramento da seca, 2) vulnerabilidade à seca e avaliações de risco e 3) mitigação de risco, preparação e resposta.
De maneira mais geral, a OMM está trabalhando para estender a cobertura dos serviços de alerta precoce – inclusive para enchentes e secas e tempestades de areia e poeira e para fortalecer o sistema de observação hidrológica como parte de uma Coalizão Água e Clima mais ampla.
Desertificação e dia de seca
Os desafios estão crescendo.
“Houve uma diminuição da umidade do solo em muitas partes do mundo e isso é muito impressionante quando se trata de produção agrícola. Vimos um aumento no derretimento das geleiras, o que significa que estamos recebendo menos água doce nos rios. Vimos mudanças nos padrões de chuva. Algumas partes do mundo estão ficando mais secas e algumas partes do mundo têm mais problemas de inundação”, diz o secretário-geral da OMM, Prof. Petteri Taalas.
“Secas recentes apontam para um futuro precário para o mundo. A escassez de alimentos e água, bem como os incêndios florestais causados pela seca severa, intensificaram-se nos últimos anos”, diz Ibrahim Thiaw, Secretário Executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Desertificação e Seca.
O evento deste ano é organizado pelo governo da Espanha. A Espanha – como toda a região mediterrânea – é vulnerável à seca, escassez de água e impactos relacionados às mudanças climáticas. Este ano não é exceção. A península ibérica foi tomada esta semana por uma onda de calor incomum e intensa que está se espalhando do norte da África pela Europa.
O serviço nacional de meteorologia e hidrologia espanhol AEMET disse que as temperaturas no interior do país ultrapassaram os 40°C. Altas temperaturas e seca combinadas em um risco extremo de incêndio para grande parte da Espanha e parte de Portugal. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) registou o Maio mais quente desde 1931 e a grave situação de seca está a afectar 97% do território.
A França viu seu maio mais quente e seco já registrado. Grandes áreas do sudeste da Europa Central ao noroeste do Mar Negro também estão sofrendo com a seca.
Do outro lado do Atlântico, grande parte do oeste dos EUA está enfrentando o segundo ou terceiro ano consecutivo de seca (dependendo da região), com temores de um crescente estresse hídrico na temporada de verão. Os dois maiores reservatórios dos EUA, Lake Mead e Lake Powell, no Arizona, estão atualmente nos níveis mais baixos desde que foram preenchidos: ambos estão um pouco abaixo de 30% da capacidade, segundo o US Drought Monitor.
Agências meteorológicas, incluindo a OMM, e parceiros humanitários emitiram um alerta conjunto de que a ameaça de fome na África Oriental surge após quatro estações chuvosas fracassadas e que a situação deve piorar. A atual seca extrema, generalizada e persistente de várias estações que afeta a Somália, as terras áridas e semi-áridas do Quênia e as áreas pastorais do leste e do sul da Etiópia, é sem precedentes. Quatro estações chuvosas consecutivas falharam, um evento climático não visto em pelo menos 40 anos.
As últimas previsões sazonais de longo prazo, apoiadas por um amplo consenso de especialistas em meteorologia, indicam que agora existe um risco concreto de que a estação chuvosa de outubro-dezembro (OND) também possa falhar. Caso essas previsões se concretizem, a já grave emergência humanitária na região se aprofundará ainda mais, disse.
Detalhes sobre Desertificação e Dia da Seca estão aqui
Fonte: OMM
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 17/06/2022
Proposta de rastreabilidade e monitoramento para o ouro brasileiro
Iniciativa defende a adoção de soluções tecnológicas por setores envolvidos na cadeia do ouro, que podem ser facilmente adotadas pelo governo e por empresas para conferir maior segurança às operações
Uma proposta de rastreabilidade para a cadeia do ouro foi apresentada pelo Instituto Escolhas no estudo Blockchain, rastreabilidade e monitoramento para o ouro brasileiro. A implementação da proposta pode otimizar as ações de fiscalização e frear o comércio ilegal do minério no país, aumentando a transparência em todo o setor. O sistema se apoia sobre tecnologias de ponta para transformar o cenário da produção e comercialização de ouro no Brasil.
“É possível, sim, rastrear a origem do ouro. Já existem tecnologias para isso, precisamos agora adotar os processos. E muita coisa pode mudar. Poderemos combater a derrubada da floresta, a poluição dos rios e a violação recorrente dos direitos indígenas, que são as populações mais diretamente atingidas pela exploração e o comércio de ouro ilegal”, explica Larissa Rodrigues, gerente de portfólio do Escolhas e coordenadora do projeto que deu origem à proposta.
Na proposta do Escolhas, o sistema de rastreabilidade e monitoramento do ouro usa a tecnologia DLT (Distributed Ledger Technology), que funciona como um banco de dados no qual as informações inseridas são registradas em blockchain. Uma outra inovação trazida pela proposta é a marcação física do ouro com isótopos de prata logo após a extração do metal. Essa marcação cria uma espécie de código de barras molecular, que se mantém mesmo após o refino, e já é utilizada em outros países.
O estudo detalha, ainda, a documentação que deve ser adotada para registrar a movimentação do ouro e em que etapas cada um desses documentos deve ser registrado digitalmente no sistema, cuja implementação e gestão caberia à Agência Nacional de Mineração (ANM). Outras instituições como o Banco Central e a Receita Federal e órgãos – a exemplo da Funai, o ICMBio e o Inpe – também teriam suas bases de dados conectadas ao sistema.
Embora robusto, o sistema lança mão de estruturas e agentes que já estão estabelecidos, o que facilita a sua implementação pelo poder público. Enquanto isso não acontece, no entanto, o trabalho idealizado pelo Escolhas traz uma série de ações que já podem ser levadas adiante pelo setor privado para garantir que o ouro utilizado em seus produtos não tenha origem na destruição da Floresta Amazônica e das vidas dos povos originários.
“Além da adoção desse sistema, precisamos com urgência alterar a lei que impulsiona a ‘lavagem do ouro’, ao estabelecer que as transações entre garimpos e instituições financeiras são feitas de boa-fé. O que vemos na prática é justamente o contrário. O mercado inundado por ouro de origem duvidosa e a invasão ilegal de Terras Indígenas”, ressalta Rodrigues. “Diante da situação de violência e de destruição ambiental que se instaurou na Amazônia, os países importadores precisam também classificar o Brasil como uma área de conflitos e alto risco para suas importações de ouro”, finaliza.
Para acessar o estudo, clique em Blockchain, rastreabilidade e monitoramento para o ouro brasileiro.
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 17/06/2022
sábado, 18 de junho de 2022
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