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sábado, 28 de março de 2009

Comunidade aprende a conviver com os animais


FOTO : Bióloga Micheli Ribeiro Luiz mostrou ao alunos da escola municipal Miguel Lazzarin a biodiversidade da reserva biológica e a importância de conservar as espécies
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Os estudantes Emerson Mateus Bortoluzzi, 14 anos, e Uriel Lorenço, 12, tiveram certeza de que estão no caminho certo quanto à preservação ambiental.

Moradores da comunidade de Rio Jordão, na área rural de Siderópolis, na região Sul do Estado, os dois já se depararam com capivaras a 50 metros da varanda da casa de Emerson. Eles apenas observaram a visita inesperada do roedor, sem agressões.

– É bom ver assim de perto, mas é melhor que estejam soltas. Achei bonitas, grandonas e peludas. Depois que contamos ter visto, alguém as matou – lamenta Emerson.

A diretora da escola municipal Miguel Lazzarin, Rita de Cássia Brignoli, acredita que a comunidade não tem noção da área em que se encontra. Para Rita, o local é praticamente protegido pela reserva do Aguaí.

Há poucos dias, a escola recebeu a visita da equipe do projeto Felinos do Aguaí e cerca de 50 alunos conheceram a importância da biodiversidade e a necessidade de conservação.

– Já tinha ouvido falar em todos esses animais porque meu pai caçava para subsistência. Mas saber que estão voltando para seu hábitat é muito bom, por haver condições saudáveis. Enriquece nosso material escolar, pois poderemos trabalhar de forma multidisciplinar com os alunos – comenta a professora Rita de Cássia.

Na casa da professora e agricultora Maria de Lourdes Pazetto Marcelino, 46 anos, é comum encontrar tatu, quati e ouriço. Para preservar os animais, ela começou a cercar a própria casa, já que a reserva biológica não é delimitada fisicamente, apenas mapeada.

– O maior valor é ver os animais retornando. Acredito que a mineração na cidade tenha refletido diretamente para o desaparecimento de algumas espécies. Agora temos novamente um privilégio – diz a professora.

Além de escolas, o Projeto Felinos do Aguaí também faz trabalhos de conscientização ambiental, através de palestras, em instituições e empresasas.



Siderópolis
Agende-se
> Palestras do Projeto Felinos do Aguaí podem ser solicitadas pelo e-mail contato@felinosdoaguai.com ou pelo telefone (048) 9603-9262
Fique atento
> Para boa convivência com os animais selvagens, não se aproxime deles
> Em caso de um possível encontro, não tente alimentá-los
> Não tire alimentos dele
> Não tente aproximação. Pelo contrário, fale alto para afastá-los e não atire nada contra eles
> Mais informações no site www.felinosdoaguai.com
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FONTE : DC - Florianópolis

Hora do Planeta desliga luzes em Santa Catarina


Movimento mundial teve adesão de sete municípios catarinenses
O movimento mundial que pretende apagar as luzes por 60 minutos no sábado a partir das 20h30min, em um ato simbólico pela preocupação com o aquecimento global, também terá a adesão em Santa Catarina.

Os municípios de Itajaí, Blumenau, Joinville, Balneário Camboriú, Corupá (Norte) e Pinhalzinho (Oeste), além de Florianópolis, declararam a participação na Hora do Planeta e irão desligar as luzes de seus monumentos mais importantes. Na Capital, serão apagadas as luzes da Ponte Hercílio Luz, um dos principais cartões-postais do Estado.

No país, monumentos como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e prédios públicos como o Congresso Nacional, em Brasília, ficarão às escuras. Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Rio Branco (AC) estão entre as capitais que comunicaram adesão ao movimento.

Na terceira edição, a Hora do Planeta tem a intenção de alcançar mais de um bilhão de pessoas em mil cidades ao redor do mundo.

Os organizadores estimulam que qualquer pessoa apague a luz e reflita sobre o ambiente no horário indicado. Trata-se de uma espécie de reflexão coletiva, que pode envolver famílias, escolas ou grupos de amigos.

Em Blumenau, para citar um exemplo, a Unimed desligará as luzes de sua sede para reforçar o movimento.

WWF garante que efeito estufa está aumentando

A rede WWF, organizadora do movimento no mundo, quer engajar e mobilizar a sociedade para manifestar a preocupação com o problema do aquecimento global. A rede trabalha com a perspectiva de que as mudanças climáticas sempre aconteceram no mundo. Entretanto, está aumentando a concentração dos gases de efeito estufa na atmosfera — fenômeno provocado pelas ações humanas.

No Brasil, que participará pela primeira vez da Hora do Planeta, a idéia é conscientizar a população sobre os problemas gerados localmente. O desmatamento é o principal deles, representando 75% do total de emissões brasileiras do monóxido de carbônico (CO2), principal causador do aquecimento global. Como a nona economia mundial, a organização ambiental espera que o país seja um líder nas negociações com outros países para a diminuição da emissão de gases.

Além da busca pela conscientização, a Hora do Planeta é uma das maneiras encontradas pelo WWF para mostrar a manifestação social para que seja assinado, na Dinamarca, em dezembro, o Acordo Global de Clima, tratado da Organização das Nações Unidas (ONU).

O documento, envolvendo cem países, deve estabelecer as metas e regras para combater as mudanças climáticas e o aquecimento global através da diminuição das emissões pelos países.

De acordo com informações do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC), a manutenção dos ecossistemas, dos ciclos hídricos e da produção de alimentos depende da temperatura do planeta. Aumentando em mais 2ºC a temperatura média do planeta, segundo o IPCC, a vida humana poderá estar comprometida na Terra.

Ambientalistas de SC defendem iniciativa

Diminuir o consumo de energia durante uma hora, proposta da Hora do Planeta, pode ser o início de uma relação mais responsável com o ambiente. É o que pensam pessoas ligadas a movimentos ecologistas em Santa Catarina.

Para o coordenador da Federação das Entidades Ecologistas de Santa Catarina (FEEC), Alexandre Lemos, tudo o que envolve o ser humano, como o consumo, tem reflexo no ecossistema. Para ele, qualquer atitude que alavanque a mudança de paradigmas é importante.

— A Hora do Planeta é importante porque dissemina a consciência de que precisamos tomar uma nova postura no cotidiano — avalia.

O presidente da ONG Aliança Nativa, Rodrigo Brisighelli Salles, diz que, somente com a mudança cultural é que as diferenças no planeta poderão ser notadas. A Hora do Planeta, para ele, pode ser o primeiro passo para a criação de novos critérios de consumo, cada vez levando mais em consideração a necessidade da preservação. Na opinião de Salles, o tema deveria ser mais intensificado, especialmente com a inserção de uma matéria de educação ambiental no currículo do ensino fundamental.

A coordenadora administrativa do Instituto Sócio-Ambiental Campeche, Tereza Cristina Pereira Barbosa, ressalta que o ato pode alertar as pessoas do quanto se gasta no mesmo momento, mundialmente, com a energia. Segundo ela, as energias têm um fundo de destruição, principalmente na Europa, onde as fontes de energia são bastante poluentes.

— As pessoas precisam entender suas responsabilidades o mais breve possível. Já vemos que o planeta passa pela homeostase, uma auto-recomposição depois da destruição humana. O planeta responde às ações humanas com a busca pelo seu próprio equilíbrio.


DIARIO.COM.BR

Os principais monumentos que serão apagados

Santa Catarina
Corupá — prédios públicos

Itajaí — Teatro Municipal, Centro Eventos, Igreja Matriz, Museu Histórico, Biblioteca Pública, prefeitura e Fundação de Meio Ambiente

Florianópolis — Ponte Hercílio Luz, Praça dos Namorados

Blumenau — Prédio da Prefeitura

Joinville — Casa de Cultura, Estação Ferroviária, Museu de Arte e Museu Nacional de Imigração e Colonização

Balneário Camboriú — Cristo Luz


Brasil
Rio de Janeiro — Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Parque do Flamengo, Orla de Copacabana, Comunidade do Morro Dona Marta, Jockey Club e Castelinho da Fiocruz

Curitiba — Teatro do Paiol, Fonte dos Anjos, Torre da Biodiversidade, Estufa do Jardim Botânico, Linha Verde — Monumento de Bambu, fontes das Praças Santos Andrade e Generoso Marques, portais Santa Felicidade e Polonês, pista de atletismo da Praça Osvaldo Cruz, Cancha polivalente da Praça Ouvidor Pardinho

Brasília — Congresso Nacional, Catedral, Conjunto Cultural da República, Teatro Nacional, ministérios e iluminação pública da Esplanada, Letreiro do Conjunto Nacional de Brasília, Câmara dos Deputados, Câmara Legislativa do Distrito Federal

Porto Alegre — Estátua do Laçador e Usina do Gasômetro

São Paulo — Ponte Estaiada, Monumento às Bandeiras, Viaduto do Chá, estádio do Pacaembu, Teatro Municipal, Obelisco, estádio do Morumbi e Parque do Ibirapuera

Belém — Mercado de São Brás, Parque Zoobotânico Bosque Rodrigues Alves

Rio Branco — Palácio Rio Branco (sede do governo estadual), prefeitura, Horto Florestal/Sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Novo Mercado Velho
Mundo
Cingapura — Merlion

Hong Kong (China) — Show Sinfonia das Luzes

Xangai (China) — Nova Torre Mundial Hong Kong

Paris (França) — Torre Eiffel

Sydney (Austrália) — Prédio da Ópera

Cidade do Cabo (África do Sul) — Montanha da Mesa

Toronto (Canadá) — Torre CN

Las Vegas (EUA) — Grande Cassino MGM

Dinamarca — Tivoli Copenhagen
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FONTE : DC e Hora do Planeta.

Lágrimas...


Curta-metragem filmado em São Luiz do Potosi, México,2007.

Brasil - Argentina: Polêmica represa perto das Cataratas do Iguaçu


Com a contenda entre Argentina e o vizinho Uruguai ainda aberta pela instalação de uma fábrica de celulose em uma área limítrofe, abre-se outra frente internacional de conflito ambiental diante do projeto brasileiro de construir uma represe no rio Iguaçu, águas acima das famosas cataratas. “Tomara possamos criar um movimento para impedir esta nova represa”, disse à IPS o deputado argentino Timoteo Llera, ex-prefeito da cidade de Puerto Iguazú e autor do pedido de informações à chancelaria sobre essa obra brasileira que seria erguida 90 quilômetros ao norte dos majestosos saldos, compartilhados pelos dois países.

“O Brasil manipula o rio Iguaçu como quer, alterando bruscamente o fluxo de água em questão de horas, mas as Cataratas são patrimônio da humanidade desde 1984 e se ficarem sem água pode ocorrer um conflito internacional delicado”, disse Llera que convocou empresários turísticos dos dois países. A represa, que se somaria às já existentes no mesmo rio, “terá impacto no volume de água nos saltos e na biodiversidade. Precisamos de um acordo de uso recíproco dos recursos compartilhados porque esta região vive do turismo relacionado às cataratas na Argentina e no Brasil”, acrescentou o parlamentar.

A gigantesca cascata, com saltos de 80 metros, é a estrela do Parque Nacional Iguazú, na província de Misiones. Com quase um milhão de turistas ao ano, é o mais visitado dos 28 parques protegidos da Argentina. Tem 67 mil hectares e uma diversidade biológica própria da selva subtropical. Os saltos se formam no curso do rio, que nasce no Estado do Paraná, 1.300 metros acima do nível do mar, na Serra do Mar, e desemboca no rio Paraná, após um trajeto de 1.320 quilômetros. Em seu último trecho de cem quilômetros as águas do Iguaçu traçam o limite entre Argentina e Brasil e caem nas gargantas rochosas das cataratas.

A altura dos saltos é de 2.700 metros, 600 deles do lado brasileiro, onde fica o Parque Nacional do Iguaçu, mais extenso que o argentino e também declarado, em 1986, Patrimônio Cultural da Humanidade ela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. A construção da represa, que se chamaria Baixo Iguaçu ou Capanema, foi outorgada em outubro passado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) à companhia Neoenergia. Deverá gerar 350 megawatts de eletricidade e será a sexta no rio Iguaçu, depois de Foz do Areia, Salto Segredo, Salto Santiago, Salto Osório e Salto Caxias.

“Cada vez que no Brasil abrem ou fecham as comportas, sobe ou baixa o nível da água nas cataratas, e isso afeta a biodiversidade nas costas que requerem um ambiente úmido constante”, disse à IPS o responsável pelo Parque Nacional Iguazú, Daniel Costras. Segundo Costras, a abundância ou baixa de água nos saltos esteve historicamente relacionada com o regime de chuvas. Mas então os períodos estavam bem delimitados. Em outubro caiam 2.500 metros cúbicos de água por segundo e em abril cerca de 1.320 metros cúbicos/segundo. Agora as mudanças são bruscas, acrescentou. “Em um dia a água pode subir ou baixar meio metro”, afirmou. Costras transmitiu sua preocupação à Administração de Parques Nacionais, que a encaminhou ao Ministério das Relações Exteriores, que já havia recebido um pedido de informação do Congresso.

Este mês, o subsecretário de Política Latino-americana da chancelaria, Agustín Colombo, explicou aos legisladores de Misiones que o projeto está em fase preliminar. Segundo o funcionário, o Itamaraty informou que a represa ainda não está definida. Colombo afirmou que não existe um tratado que regule a construção de obras no rio e que não se pode impedir o Brasil de construir uma nova em seu território. Para os ambientalistas este caso deixa clara, uma vez mais, a necessidade de existir coordenação entre os países quando se aborda a construção de infra-estrutura com respectivo impacto na subregião.

Argentina e Uruguai levaram ao Tribunal Internacional de Justiça sua contenda pela instalação de uma fábrica de celulose no rio Uruguai, que divide os dois países. A fábrica fica próxima da cidade Uruguai de Fray Bentos. Mas, moradores da cidade argentina de Gualeguaychú temem que contamine as águas do rio. Nesse caso, o tratado que os dois países assinaram e uma comissão administradora do rio Uruguai não impediram a crise, entre outros motivos, por falta de coordenação prévia, segundo diplomatas da chancelaria argentina.

A Fundação Proteger, com sede na província de Santa Fé, há tempos alerta para a necessidade de um “enfoque eco-sistêmico” das bacias, que necessita de consenso dos países. “O manejo da água em bacias compartilhadas é um dos grandes desafios do nosso século”, disse à IPS o ativista Jorge Cappato, da Fundação. Cappato recordou que em junho de 2006 as Cataratas do Iguaçu ficaram “quase secas” pelo fechamento das comportas das cinco represas brasileiras para acumular água e gerar energia em um período de seca. “Havia escassez de chuva, mas o decisivo foi o fechamento das comportas”, ressaltou.

Em sua opinião, deveria existir um plano de manejo regional para evitar impactos econômicos e sociais, tanto no Iguaçu como nos rios Paraná e Uruguai, que formam a vasta Bacia do Rio da Prata. A Fundação enviou este mês uma carta à chancelaria argentina alertando sobre a acentuada redução do caudaloso Paraná, devido à atividades das represas das hidrelétricas Yacyretá, argentino-paraguaia, e Itaipu, brasileiro-paraguaia. Segundo a carta, à qual a IPS teve acesso, a altura média do Paraná na província de Corrientes, que em 2007 era de 4,05 metros, baixou para 3,38 metros em 2008 e 2,54 metros em janeiro deste ano. A escassez de chuvas é o fator desencadeante, mas as represas agravam o problema ao represarem água para gerar eletricidade, afirma o texto.

Igualmente delicado é o equilíbrio do rio Uruguai que, com quase 25 represas em seu curso, várias delas binacionais, caminha para se transformar em uma cadeia de represas isolados, com impactos na pesca, nos mangues, na qualidade e quantidade da água e na biodiversidade regional, disse Cappato.
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FONTE : Marcela Valente,Buenos Aires, 27/03/2009 (IPS/Envolverde)

sexta-feira, 27 de março de 2009

IX Congresso de Ecologia do Brasil



A Sociedade de Ecologia do Brasil tem o prazer de anunciar o IX Congresso de Ecologia do Brasil. Os participantes que forem sócios em dia com a SEB terão desconto na inscrição para o congresso. Os interessados poderão se filiar à SEB no momento da inscrição no congresso.

A Sociedade de Ecologia do Brasil congrega pessoas, sociedades e instituições que atuam em Ecologia e áreas afins. Esta Sociedade mantem intercambios com outras Sociedades e Instituições e promove o aperfeiçoamento de profissionais da área. Incentiva, estimula e educa a comunidade, como um todo, em questões ambientais.
Estimula a pesquisa científica e suas aplicações. Promove cursos, work-shop, congressos e conferências e poderá conceder prêmios.

CRONOGRAMA :

31/05/2009 - Data limite para submissão de trabalhos

31/05/2009 - Data limite para inscrições com desconto

31/08/2009 - Encerramento das inscrições On-line

10-13/09/2009 - III Congresso Latino-Americano de Ecologia

13-17/09/2009 - IX CEB


Ecological Society of Brazil - Sociedade de Ecologia do Brazil
Departamento de Ecologia - IB, USP
Rua do Matão, Travessa 14, 321 - São Paulo, Brasil - CEP 05508-900

Email: contato@seb-ecologia.org.br (Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo).

RIO TIETÊ,SP


O rio Tietê, um dos principais símbolos da cidade de São Paulo, está biologicamente morto há décadas. O rio que nasce na Serra do Mar, no município de Salesópolis, volta-se para o interior de São Paulo e percorre 1.150 quilômetros até chegar ao rio Paraná, na divisa com Mato Grosso do Sul. Seu trajeto foi de grande importância como meio de transporte, principalmente com as monções – as expedições que aconteceram após a descoberta de ouro em Mato Grosso no século XVIII. Às margens do rio também se desenvolveria a cultura de café e o início da industrialização na área metropolitana de São Paulo.

No início do século XX ainda era possível ver a utilização do Tietê para o lazer: pescarias e regatas de clubes paulistanos eram realizadas em suas águas. Entretanto, o crescimento e desenvolvimento desenfreado de São Paulo e de cidades ao seu redor, sem bases sustentáveis, foram responsáveis pela poluição do rio. Principalmente a partir de 1930, o Tietê passou a servir de escoamento para o esgoto industrial e urbano da cidade.

Para alguns especialistas, a decisão do então governador de São Paulo, Ademar de Barros, em 1955, foi crucial para a poluição do rio: o sistema de esgotos da cidade foi interligado e os dejetos de toda indústria paulista terminavam no Tietê. O esgoto do rio Pinheiros e Tamanduateí desembocava também no Tietê.

O Programa de Despoluição da Bacia do Alto do Tietê, que engloba a região metropolitana de São Paulo, foi delineado a partir de 1992. É considerado um dos projetos de despoluição mais ambiciosos do mundo devido à dimensão do problema e do prazo curto para os resultados – 20 anos. Avaliado em 2,6 bilhões de dólares, tem financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do governo estadual. Na primeira etapa do projeto (1992-1998) foram gastos 1 bilhão de dólares. A segunda etapa, com previsão de conclusão para 2005, gastará cerca de 400 milhões de dólares.

Alguns resultados do projeto já começaram a aparecer. Nos anos 90, a mancha de poluição se estendia por 250 quilômetros a partir da capital. Hoje, já recuou cerca de 100 quilômetros e, em alguns trechos mais próximos a São Paulo, os peixes reapareceram. No final da segunda fase do projeto, o intuito é que o volume de esgoto tratado na região metropolitana aumente de 62% para 70% do total, enquanto o índice de coleta de esgoto pule de 80% para 84%, beneficiando 1,2 milhão de pessoas.

Entretanto, o tratamento do esgoto não é a solução final para os problemas do rio. Cerca de 35% da poluição é ocasionada pelo lixo jogado nas ruas – entre sacolas plásticas, garrafas e outros tipos de material industrializado -, que chega no Tietê através de seus afluentes. A Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo acredita que, se a situação permanecer até 2015, esse tipo de lixo representará dois terços da poluição do rio. Por isso, além do programa de despoluição do rio, entidades como a Fundação SOS Mata Atlântica auxiliam o projeto com a conscientização da população.
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Fonte: Revista ÉPOCA, Agências internacionais e SOS Mata Atlântica.

"COMEMORAÇÃO" PELO FIM DO TABULEIRO...


FOTO : alguns dos mentores da destruição futura do parque verteram lágrimas de crocodilo...
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O plantio de um ipê-amarelo marcou o final da solenidade em que o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) sancionou ontem, no auditório da prefeitura de Palhoça, na Grande Florianópolis, o projeto de lei que redefiniu os atuais limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e instituiu o chamado Mosaico de Unidades de Conservação da Serra do Tabuleiro e de Terras de Maciambú, que abrange nove municípios.

O parque, a maior unidade de conservação no Estado, ocupa aproximadamente 1% do território de Santa Catarina, com uma extensão de 87.405 hectares. Para o prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt (PMDB), a sanção da lei que prevê as mudanças no parque trará desenvolvimento e prosperidade, em especial para a Baixada do Maciambú, onde estão situadas as praias do município.

– Queremos criar polos tecnológicos, universidades e implantar um turismo de qualidade. Queremos atrair o investidor e não o invasor, que apenas degrada o meio ambiente – disse.

Para o governador Luiz Henrique da Silveira, está sendo redesenhado um novo futuro para o Estado. Para ele, a melhor maneira de proteger o meio ambiente é através do efeito didático, ou seja, transformar os parques em centros de excelência turística, com visitação educacional, despertando a consciência ecológica.

Depois de 33 anos de reivindicação, com mais de 3 mil reuniões e quatro anos de debate, o líder do Movimento Pela Recategorização do Parque da Serra do Tabuleiro, Renato Sehn, era um dos mais emocionados na solenidade. Para o empresário, foi uma vitória de todos aqueles que acreditam em um futuro melhor para as novas gerações.
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FONTE : DC - 27/03/2009