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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Manchetes Socioambientais - 19/11/2013


Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Energia, Mata Atlântica, Mineração, Mudanças Climáticas, Pantanal
Ano 13
19/11/2013

 

Direto do ISA

 
  MPE pede vistas do processo discutido no Conselho Estadual de Meio Ambiente. Decisão fica para o dia 2/12 - Direto do ISA, 19/11.
  Veja nota assinada pelo coordenador de Política e Direito Socioambiental do ISA, Raul do Valle, pedindo a retirada da possibilidade de exploração de gás de xisto no próximo leilão de gás, que será realizado no dia 28/11 pelo governo federal, e a moratória da exploração dessa substância até que sejam discutidos com a sociedade seus possíveis impactos e as condições em que poderá acontecer - Blog do PPDS/ISA, 19/11.
   
 

Mudanças Climáticas

 
  A segunda e última semana da Conferência do Clima de Varsóvia (COP-19) pode limitar-se a acordos não obrigatórios, em que cada país adotará sua própria política de emissões de CO2, sem um comprometimento global. Os países desenvolvidos alegam que a imposição de metas na conferência sufocaria seus mercados, provocando uma nova crise econômica global. A Comissão Europeia comprometeu-se a publicar, até 2030, novas propostas para sua política energética, abordando as mudanças climáticas. No entanto, não há garantia de que todos os membros do bloco vão aderir ao plano. Espera-se que um acordo com metas obrigatórias para o corte de emissões de CO2 seja assinado em 2015 - O Globo, 19/11, Ciência, p.32.
  "Um acordo para diminuir a produção de gases do efeito estufa parece agora mais distante do que nunca, com o anúncio de que Japão e Austrália recuaram de compromissos anteriormente assumidos de cortar suas emissões de carbono. A outra má notícia partiu do Brasil, com o repique de 28% na área desmatada na Amazônia. É pena, porque o país tem uma boa proposta: que um futuro acordo do clima leve em conta a 'responsabilidade histórica' de cada nação sobre o aquecimento global. Verdade que a China já se tornou o maior emissor de carbono do planeta, tendo ultrapassado os EUA, mas é uma questão de equidade que as nações ricas contribuam mais no pagamento dessa conta", editorial - FSP, 19/11, Editoriais, p.A4.
   
 

Energia

 
  Em leilão realizado ontem foram contratados 867,6 megawatts (MW) de 39 projetos de energia eólica. Esta energia será entregue ao mercado consumidor a partir de 2016. A Eletrobras foi a principal vencedora do leilão, que foi disputado por Pequenas Centrais Hidrelétricas, térmicas a biomassa, usinas eólicas e, pela primeira vez na história, por usinas fotovoltaicas (energia solar). Apesar disso, só projetos eólicos negociaram suas ofertas. Tal fato levou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, a dizer que 2013 como o "ano da energia eólica" no Brasil. Considerando o resultado do leilão de energia de reserva em agosto passado, os projetos eólicos contratados em 2013 somam 2,372 mil MW - OESP, 19/11, Economia, p.B4; O Globo, 19/11, Economia, p.27.
  Exemplo na produção e consumo de etanol hidratado em larga escala e ambientalmente correto, o Brasil corre o risco de reverter esse ganho caso o governo aceite a proposta de substituir o combustível feito 100% com cana-de-açúcar pelo chamado E85. Em vez de álcool puro, o E85 é uma mistura de 85% de etanol anidro e 15% de correntes intermediárias de gasolina, ou seja, um derivado de petróleo de menor qualidade. A proposta é discutida na "Sala do Etanol" do Ministério de Minas e Energia por representantes do governo, distribuidoras e Petrobrás, que defendem a nova mistura, e pelos produtores de etanol, contrários ao E85 - OESP, 19/11, Economia, p.B4.
  "Além de ser fonte renovável de energia, a hidrelétrica pode ter várias outras funções. As barragens regularizam a vazão dos rios, evitam ou previnem cheias. Podem até mesmo possibilitar a navegação, criando hidrovias. No entanto, hidrelétricas passaram a ser estigmatizadas no Brasil, embora proporcionem mais impactos positivos, sejam econômicos, sociais e ambientais, que negativos. A energia de origem hídrica tende a ser mais barata que as demais. E, mesmo no caso daquelas que possuem grandes reservatórios, emitem bem menos CO2 por megawatt gerado do que as usinas térmicas, quaisquer que sejam as fontes de geração de vapor. Infelizmente, barragens hoje somente são licenciadas se não contarem com reservatórios de acumulação de água", editorial - O Globo, 19/11, Opinião, p.20.
  "O setor vive hoje sem horizonte estratégico. Nos últimos dois anos, 57 usinas fecharam e apenas 2 entraram em funcionamento. Segundo o diretor da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Pádua Rodrigues, além da perda do etanol no mercado interno, o que mais preocupa é a falta de previsibilidade nos preços, o que inibe diretamente os investimentos. Muito incentivados em passado recente, pelo avanço dos carros 'flex' e da mistura do etanol anidro à gasolina na proporção de 25%, estão agora sem perspectivas. A médio prazo, a única perspectiva favorável seria um reajuste dos preços da gasolina e do diesel para o consumidor", editorial - OESP, 19/11, Economia, p.B2.
   
 

Geral

 
  Qual o valor de 23 mil hectares de Mata Atlântica muito preservados, no Espírito Santo, onde vivem 20% das espécies de aves registradas no Brasil, mais de 2.800 espécies de plantas e uma das últimas populações de onças-pintadas da região? Resposta: US$ 1 bilhão. Este é o valor da reserva que a Vale mantém em Linhares. O dado reflete o benefício econômico dos recursos ambientais da reserva e é a conclusão de um estudo pioneiro sobre a valoração de ativos e recursos ambientais. O trabalho mediu o valor dos serviços prestados pela reserva - estoque de carbono, fornecimento de água e polinização, por exemplo. O dado novo foi medir o "valor de existência" ou de "não uso" da área. Trata-se de avaliar o benefício econômico de um recurso ambiental por si - Valor Econômico, 18/11, Brasil, p.A4.
  O governo não seguiu a recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) de baixar a tarifa de pedágio do trecho da BR-163 no Mato Grosso do Sul, que vai a leilão no dia 17 de dezembro. O edital divulgado ontem fixa tarifa máxima de R$ 9,27 para cada 100 quilômetros. O TCU sugeriu R$ 7,88. Com isso, trafegar por esse trecho da rodovia custará quase o dobro do proposto para a mesma estrada no Mato Grosso, onde a tarifa máxima é R$ 5,50 para cada 100 km. A BR-163 no Mato Grosso deverá ser leiloada no dia 27 de novembro. No caso da BR-163 (MS), empresários apontam como problema o fato de que as obras de duplicação seriam feitas em um trecho do Pantanal, com restrições ambientais e alagado boa parte do ano - OESP, 19/11, Economia, p.B4.
   
 
Imagens Socioambientais

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