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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

MANCHETES SOCIOAMBIENTAIS - 13/11/2013


Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Amazônia, Florestas Plantadas, Mineração, Mudanças Climáticas, Parques, Responsabilidade Corporativa
Ano 13
13/11/2013

 

Mudanças Climáticas

 
  Nos últimos 20 anos as condições meteorológicas extremas mataram 530 mil pessoas no mundo, causando prejuízos econômicos que chegam a US$ 2,5 trilhões, de acordo com o Germanwatch. Este ano, somente o supertufão Haiyan, a 24ª tempestade tropical que assolou as Filipinas em 2013, pode ter matado 10 mil pessoas. Apesar dos números crescentes de fenômenos naturais extremos, muitos especialistas ainda temem traçar uma ligação direta com as mudanças no clima. A pergunta que muitos se fazem é até quando essa negativa vai continuar emperrando uma negociação mais contundente sobre as reduções das emissões de gases de efeito estufa, ainda apontados como principal motivo das alterações climáticas - O Globo, 13/11, Ciência, p.33.
  Os países em desenvolvimento chegaram à Polônia insistindo em uma tese nascida há mais de 15 anos: "Responsabilidades Comuns, Porém Diferenciadas" no combate às mudanças climáticas. Segundo ela, só nações desenvolvidas devem submeter-se a metas para redução das emissões de CO2. "Desde que este argumento passou a ser usado, Brasil, Índia e China tornaram-se potências mundiais e, por isso, deveriam ter metas obrigatórias para diminuir suas emissões", diz Bernardo Baeta Neves Strassburg. Entre os países emergentes, o Brasil seria o mais disposto a aceitar um acordo que limite a emissão de CO2, mas o governo estaria esperando a decisão da China, maior emissora mundial de gases-estufa, que negocia metas mais modestas - O Globo, 13/11, Ciência, p.33.
 
"A passagem do supertufão Hayan pelas Filipinas serve de trágica ilustração para a 19ª conferência de clima (COP-19), em curso na Polônia. Deveria servir de incentivo a que a comunidade mundial, enfim, comece a colocar em prática todas as promessas feitas de combate ao aquecimento global", editorial - O Globo, 13/11, Ciência, p.33.
   
 

Geral

 
  Para tentar conter a retomada do desmatamento na Amazônia Legal, que deverá subir até 20% este ano, o governo federal começou a adotar nos últimos meses mais medidas de inteligência para coibir máfias envolvendo grileiros e servidores públicos que estariam estimulando esse avanço da devastação. No período entre agosto de 2012 e julho de 2013, o valor em autos de infração do Ibama por derrubada ilegal da floresta disparou para R$ 3,558 bilhões, aumento de 120% em relação ao período imediatamente anterior. Para o governo, o fato de o valor médio dos autos ter mais do que dobrado aponta que as ações de desmatamento têm sido mais coordenadas e planejadas. ONGs e políticos dizem que o novo Código Florestal estimula a devastação - O Globo, 13/11, País, p.9.
  Refúgio de animais marinhos, a Praia das Conchas, no Peró, em Cabo Frio (RJ), vai receber um choque de ordenamento turístico e de conservação ambiental antes do verão. Muito procurada por banhistas, a praia foi escolhida para receber a primeira base provisória do Parque Estadual da Costa do Sol (Pecs). O posto será o centro de operações para os guarda-parques fiscalizarem as praias, os costões rochosos e a vegetação típica de restinga, onde pode ser encontrado, entre outras espécies endêmicas, o formigueiro-do-litoral, pássaro símbolo do Pecs - O Globo, 13/11, Rio, p.13.
  O relatório preliminar do projeto de lei divulgado ontem pela Câmara derruba uma das principais propostas de mudanças feitas pelo governo no novo marco da mineração. O relator do projeto, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), decidiu manter em sua proposta a condição de direito de prioridade na exploração das jazidas. Pelo modelo em vigor o direito de pesquisar uma área ou extrair minérios de um depósito com viabilidade já comprovada é dado a quem primeiro fez essa solicitação ao Departamento Nacional de Produção Mineral - FSP, 13/11, Mercado, p.B6; Valor Econômico, 13/11, Política, p.A10.
  Em duas grandes operações independentes, Fibria e Stora Enso, duas grandes produtoras de celulose no país, poderão levantar até R$ 1,5 bilhão com a venda de florestas de eucalipto no Brasil. As áreas de plantio colocadas à venda ou em negociação pelas duas companhias somam 71 mil hectares, em diferentes Estados. O desfecho das tratativas da Fibria, que podem resultar em um negócio de até R$ 1 bilhão, deve ocorrer bem antes da venda dos ativos da Stora Enso, estimados em até R$ 500 milhões. A Fibria negocia até 50 mil hectares plantados no Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo, por meio de um contrato de venda e arrendamento com cláusula de recompra ("leaseback") - Valor Econômico, 13/11, Empresas, p.B1.
 
"Em breve estará em vigor uma nova legislação para regular e cobrar o uso dos recursos naturais. O impacto da utilização da biodiversidade e dos ecossistemas será economicamente contabilizado, passando a fazer parte da estratégia de negócios de empresas que tenham a ambição de permanecer no mercado no longo prazo", artigo de Marina Grossi e Fernanda Gimenes - O Globo, 12/11, Amanhã, p.21
   
 
Imagens Socioambientais

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