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Amazônia
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Após quatro anos em queda, o desmatamento na Amazônia Legal deverá voltar a crescer este ano, principalmente puxado pela derrubada da floresta em grandes áreas (acima de mil hectares) do Pará e do sul do Amazonas, onde havia uma trajetória de redução da devastação há anos. A área ambiental do governo ainda não possui os cálculos fechados sobre o período de agosto de 2012 a julho deste ano - quando se encerra o ano-base para o cálculo -, mas prevê um aumento de até 20% da área devastada em relação ao período anterior, quando se chegou a uma mínima histórica desde 1988, com supressão de apenas 4,57 mil km2 da floresta. O número oficial deverá ser anunciado até o fim deste mês. Segundo a ONG Imazon, a área devastada avançou 92% - O Globo, 12/11, País, p.3. |
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Área da floresta amazônica desmatada por madeireiros e fazendeiros, perto da cidade de Santarém (PA); imagem registrada em 20 de abril de 2013. Veja esta e outras imagens em: http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/20574-registros-do-desmatamento-na-floresta-amazonica#foto-335594 - FSP, 12/11, Folha Corrida, p.C12. |
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Temendo que a polícia avisasse os suspeitos, o promotor Francisco Berrospi não avisou aos agentes locais que sairia para a floresta numa investigação sobre a extração ilegal de madeira. Mas mesmo quando ele conseguia apreender caminhões, serras elétricas e toras extraídas ilegalmente, os juízes costumavam obrigá-lo a devolver o material. Os subornos eram tão comuns, disse ele, que um funcionário encarregado do combate à corrupção o estimulou abertamente a aceitá-los. O Banco Mundial estima que até 80% da madeira exportada pelo Peru seja extraída ilegalmente. Berrospi foi afastado do seu cargo em agosto. Uma investigação que ele deixou inconclusa envolvia a remota aldeia Saweto, dos índios ashaninka - FSP, 12/11, The New York Times, p.3. |
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A presidente Dilma Rousseff discutiu uma série de projetos de infraestrutura com o presidente do Peru, Ollanta Humala, em visita oficial àquele país. Ambos definiram obras prioritárias em rodovias, ferrovias e hidrovias e vão estudar formas de desenvolvê-las conjuntamente. Nas áreas rodo e hidroviária, Dilma conversou com Humala sobre obras de integração entre Manaus e as cidades de Yurimaguas e Paita. Humala apresentou um conjunto de projetos de infraestrutura em que empresas brasileiras devem participar com investimentos de bilhões de dólares - Valor Econômico, 12/11, Brasil, p.A6. |
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Povos Indígenas
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A hidrelétrica de São Manoel não recebeu aval da Funai para que seu processo de licenciamento ambiental seja liberado. Em ofício enviado ao Ibama na semana passada, a Funai argumenta que ainda não tem informações suficientes para concluir pela viabilidade do empreendimento. A usina está projetada para ser construída a menos de 2 km da Terra Indígena Kayabi, onde vivem cerca de mil índios. A cerca de 150 km abaixo da represa projetada, encontra-se ainda a Terra Indígena Munduruku. Com a construção de São Manoel, uma sequência de quatro hidrelétricas estaria garantida na região.A sucessão de lagos, apontam os próprios estudos do governo, mudaria completamente o regime de águas em boa parte do rio Teles Pires (MT/PA) - Valor Econômico, 12/11, Brasil, p.A4. |
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A chegada de duas médicas cubanas ao distrito de Olivença, em Ilhéus (BA), ontem, fez com que índios tupinambá em conflito com fazendeiros adiassem o bloqueio de uma rodovia para recepcionar as profissionais do programa Mais Médicos. O plano inicial era protestar contra o assassinato de três índios na sexta-feira, na comunidade vizinha de Acuípe de Baixo. As cubanas irão trabalhar em comunidades indígenas do sul da Bahia onde impera um clima de tensão devido a conflitos por disputa agrária - FSP, 12/11, Cotidiano, p.C8. |
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Mudanças Climáticas
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O grande foco do primeiro dia da 19ª Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima (COP-19) foram as Filipinas. Abalado pelo supertufão Haiyan, que pode ter feito mais de dez mil vítimas no país, Naderev Sano, delegado filipino na conferência, anunciou uma greve de fome até que "se vislumbrem resultados positivos". A consternação que o emocionado discurso de Sano criou pode servir para sacudir as estruturas da conferência e fazer com que os mais de 190 países participantes se unam para criar as bases para o segundo período de compromissos do Protocolo de Kioto - O Globo, 12/11, Ciência, p.29; OESP, 12/11, Metrópole, p.A19. |
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Brasil terá postura mais agressiva na conferência, garante governo
O governo brasileiro vai apresentar na COP-19 uma postura mais ofensiva de cobrança de resultados na chamada área de adaptação - as medidas que podem ser implementadas para conter os estragos das enchentes cada vez mais fortes e frequentes e das secas, também mais severas a cada ano. O assunto tem ganhado mais relevância no fórum internacional, e para o governo brasileiro passa a figurar como prioridade desde a publicação da prévia do último relatório do IPCC indicando que o Brasil foi o país que, nos últimos 111 anos, mais teve aumento da temperatura média. Junto com o Ártico, sofreu alta média de temperatura de 2,5oC. A adaptação passou a ocupar a pauta da Secretaria de Assuntos Estratégicos, ligada à Presidência da República - O Globo, 12/11, Ciência, p.29. |
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O IPCC diz que a temperatura média nas Filipinas está subindo 0,14 oC por década. Cientistas registram elevação constante do nível do mar em volta do arquipélago e uma queda do lençol freático. Tudo isso aumenta a probabilidade e incidência de eventos climáticos extremos. O Conselho Nacional de Redução de Riscos e Gerenciamento de Desastres, do governo filipino, produziu um plano de redução de riscos e gerenciamento de desastres para o período de 2011 a 2028. Estão incluídas em seus cálculos considerações sobre desenvolvimento sustentável pré e pós-desastres, alívio da pobreza, proteção ambiental e segurança física. A ideia é "reconstruir melhor" assim que o processo de retirada dos destroços começa - FSP, 12/11, Mundo, p.A10. |
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O aplicativo de celular oficial da COP-19, conferência que teve início ontem em Varsóvia. afirma na apresentação: "mudanças climáticas são fenômenos naturais que já ocorreram muitas vezes na Terra". A mensagem fez com que o encontro já começasse com os ânimos acirrados entre ambientalistas e a liderança polonesa do evento. Segundo as ONGs que participam do encontro, a frase dá margem para dúvidas sobre o aquecimento global e pode ser fruto das relações do governo polonês com a indústria do carvão. Altamente poluidor, o carvão é responde por mais de 70% da energia usada com fins de aquecimento na Polônia - FSP, 12/11, Equilíbrio, p.C11. |
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Geral
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Rio de Janeiro teme perda de água do Paraíba do Sul
O Inea, órgão ambiental fluminense, vai encaminhar, nos próximos dias, ofícios à ANA e ao governo paulista propondo discussão pública sobre os planos de São Paulo para o abastecimento de água nos próximos 20 anos. O estado pôs fim a uma série de estudos técnicos sobre o tema. De dez arranjos propostos, cinco reduziriam a vazão do Rio Paraíba do Sul, que fornece água a 70% da população do Rio de Janeiro. Três deles estão entre os mais bem avaliados pelo governo paulista, nos critérios financeiro, ambiental e energético. Marilene Ramos, presidente do Inea, diz que o assunto tem de ser tratado pela ANA e pelo Comitê da Bacia do Rio Paraíba do Sul, que inclui a União e os estados de São Paulo, Rio e Minas - O Globo, 12/11, Negócios & Cia, p.24. |
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Para entender como funcionarão os grandes centros urbanos do futuro, uma experiência inédita do Guggenheim Lab mapeia as principais tendências de metrópoles como Berlim, Nova York e Mumbai. A conclusão é que o envolvimento mais ativo da população fará a diferença. As tendências apontam para uma maior participação dos moradores nas decisões administrativas e na fiscalização dos serviços - O Globo, 12/11, Amanhã, p.12 a 19. |
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No norte da China, vazamentos contaminados com a radioatividade de duas décadas de refino dos metais conhecidos como terras-raras vêm escorrendo lentamente para o subsolo, em direção ao rio Amarelo, uma fonte de água vital para 150 milhões de pessoas. No centro-sul da China, o governo assumiu o controle da mineração de terras-raras, depois de descobrir o garimpo ilegal disseminado desses metais. Na província de Guangdong, no sudeste, os reguladores estão lutando para reparar campos e rios destruídos pelos ácidos poderosos das minas a céu aberto. O impacto ambiental dessa atividade virou uma questão comercial internacional, e a China passou a gastar bilhões de dólares para limpar os danos da exploração de terras-raras - FSP, 12/11, The New York Times, p.4. |
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A construção da barragem de Santa Maria da Serra, no Rio Piracicaba, primeiro passo para ampliar em 200 quilômetros a navegação pela Hidrovia Tietê-Paraná, entrou em processo de licenciamento ambiental. A Cetesb informou ontem que o estudo de impacto das obras (Eia-Rima) foi encaminhado ao departamento de avaliação de empreendimentos da Diretoria de Avaliação de Impacto Ambiental (Daia). O órgão deve marcar audiências públicas com as comunidades para a discussão da obra. A barragem vai estender a hidrovia em 55 quilômetros pelo Rio Piracicaba, afluente do Tietê, até o distrito de Artemis, e ampliará a capacidade anual de transporte no trecho - OESP, 12/11, Economia, p.B6. |
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Os 30 ativistas do Greenpeace presos na Rússia, entre eles a brasileira Ana Paula Maciel, começaram ontem a ser transferidos de Murmansk para São Petersburgo, de trem. Em nota, a ONG diz não estar "claro" o motivo da mudança. São Petersburgo é a segunda maior cidade russa, teoricamente com mais estrutura do que Murmansk. A prisão preventiva dos ativistas expira no dia 24, quando poderão ser soltos ou terem a detenção prorrogada - FSP, 12/11, Mundo, p.A11; O Globo, 12/11, País, p.3; OESP, 12/11, Metrópole, p.A19. |
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"Importante tendência ideológica anda se esforçando para dominar o ambientalismo brasileiro. Sua mais recente tacada se materializou com o lançamento, pelo governo federal, do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo). Verdadeiro anticapitalismo no campo", artigo de Xico Graziano - OESP, 12/11, Espaço Aberto, p.A2. |
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