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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

EcoDebate - Edição 3.156 de 26 / fevereiro / 2019


Desejamos a todos(as) um bom dia e uma boa leitura
Agricultura familiar, saúde e meio ambiente, Parte 2/3, artigo de Roberto Naime
Tietê permanece adoecido na região metropolitana devido ao mau planejamento urbano, artigo de Sucena Shkrada Resk
INCA publica cartilha desmentindo boatos sobre alimentos e a cura do câncer
Dois problemas antagônicos coexistem no Brasil, o desperdício de alimentos e a insegurança alimentar
MPF recomenda imediata revogação de orientações do Incra que suspendem diálogo com movimentos do campo
“Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]

O GRITO DO BICHO - Boletim do dia 26.02.2019



26/02/2019    
Queridos leitores do Blog  "O Grito do Bicho"
Confiram nossas postagens de hoje na página principal de www.ogritodobicho2.com ou diretamente nos títulos abaixo:
·                    Hong Kong é a principal rota do tráfico de animais silvestres
·                    Um ninho de corujas que mudou a rotina de uma família
·                    Pesquisa aponta o impacto da polinização na agricultura
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Abração a todos e obrigado pelo carinho com nosso trabalho.
sheila moura

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

O GRITO DO BICHO - Boletim do dia 25.02.2019



25/02/2019    
Queridos leitores do Blog  "O Grito do Bicho"
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·                    MAIS UMA CATÁSTROFE: Caçadores vão ter Estatuto!!!!!
·                    Quando a tortura de uma onça é diversão
·                    Há um final feliz para a "gata mais gorda da Grã-Bretanha"
·                    Caso do resgate de mais de 1700 cães em Piedade - SP
·                    Australiana salva pássaro de morrer em 'beco sem saída'
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sheila moura

Cinzas de queimadas alteram composição química do solo e afetam qualidade da água

Cinzas de queimadas podem ser prejudiciais para o solo e para água


floresta queimada

Apesar do avanço da tecnologia, ainda é bastante comum o uso de técnicas primitivas na atividade agrícola, como o fogo. Em entrevista ao programa Conexão Ciência, o pesquisador da Embrapa Cerrados Eduardo Cyrino de Oliveira Filho falou como as cinzas de queimadas podem ser prejudiciais para o solo e para água.
De acordo com estudo realizado no âmbito do projeto “Queimadas e recursos hídricos”, a presença das cinzas das queimadas altera a composição química do solo e pode alterar o PH e o oxigênio quando elas atingem a água dos rios. “Esses dois parâmetros são fundamentais para a sobrevivência de algumas espécies. Testamos peixes, microcrustáceos e moluscos e os dois primeiros foram as espécies mais prejudicadas”, relatou o pesquisador, que explicou ainda que as cinzas podem causar o entupimento das vias respiratórias desses animais.
Outro ponto constatado pelo estudo é que as cinzas podem, dependendo do solo, chegar até a água subterrânea, geralmente usada para consumo por pessoas que vivem na área rural. Mas apesar de verificar a presença dos elementos químicos das cinzas na água, como o nitrato e o potássio, a quantidade encontrada foi baixa, o que segundo o especialista, não foi um problema para o consumo humano. “Existe a legislação do Ministério da Saúde para a potabilidade de água e verificou-se que os elementos químicos que poderiam ser problema estavam nos níveis permissíveis para o consumo”, explicou.
Numa segunda etapa do projeto, os cientistas analisaram a questão comportamental. A ideia era entender a motivação dos agricultores para o uso do fogo. Segundo a pesquisa realizada, os principais fatores são a queima de lixo e a limpeza do terreno. “Muitos disseram que sabiam dos danos que o fogo pode causar ao meio ambiente, mas que era algo mais prático e mais barato”, ressaltou. De acordo com Eduardo Cyrino, apesar disso, eles demandam por mais orientações sobre as técnicas mais adequadas a serem aplicadas no campo.


Fonte: Embrapa

Colaborração de Breno Lobato, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 25/02/2019
"Cinzas de queimadas alteram composição química do solo e afetam qualidade da água," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 25/02/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/02/25/cinzas-de-queimadas-alteram-composicao-quimica-do-solo-e-afetam-qualidade-da-agua/.


EcoDebate - Edição 3.155 de 25 / fevereiro / 2019


Desejamos a todos(as) um bom dia e uma boa leitura
“Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Obras para criação do Parque Minhocão (SP) começam em 2019

Por  Redação CicloVivo – 
Serão 17.500 metros quadrados com jardins, além de floreiras e deques
A Prefeitura de São Paulo vai implantar o primeiro trecho do Parque Minhocão, no Elevado Presidente João Goulart. A ação será dividida em três etapas, com implantação de obras de acessibilidade, segurança e parque linear. Com um custo estimado de R$ 38 milhões, a previsão de entrega é dezembro de 2020.
Na primeira fase serão executadas obras de segurança e acessibilidade para os usuários do espaço. Serão instalados acessos em nove pontos de todo o elevado, entre elevadores e escadas. Além disso, a Prefeitura também vai implementar estruturas de proteção nas laterais para garantir a segurança dos frequentadores. A previsão é que até o final de 2019 essas obras estejam concluídas. As ações previstas na primeira fase foram recomendadas pelo Ministério Público.
A segunda etapa consiste na implantação de 900 metros de parque entre a Praça Roosevelt e o Largo do Arouche. No total estão previstos 17.500 metros quadrados com jardins, além de floreiras e deques, dispostos em módulos pré-fabricados. A Prefeitura de São Paulo, por meio da SP Urbanismo, vai utilizar o conceito urbanístico e referências do arquiteto Jamie Lerner, com material modulado, efêmero, propostas de usos institucionais no baixo do viaduto e intervenções que permitem a integração dos espaços.

Conexão

A Implantação do primeiro trecho do Parque Minhocão (900 metros) foi definida em razão de sua favorável conexão com outros espaços públicos de lazer – Praça Roosevelt, Parque Augusta, Largo do Arouche e Praça Marechal Deodoro.
A primeira etapa do Parque Minhocão vai compreender um trecho da saída da Ligação Leste-Oeste ao entroncamento com a Avenida São João. Quem seguir no sentido dos bairros de Perdizes e Barra Funda poderá pegar o elevado por um acesso próximo à Rua Helvétia, na região dos Campos Elíseos. Até esse ponto, o motorista deverá seguir pela Avenida Amaral Gurgel. No outro sentido, o caminho em direção à Zona Leste será interrompido na passagem para a Rua Sebastião Pereira, na Vila Buarque. A CET está realizando estudo para definição de outras intervenções viárias que se fizerem necessárias.
Localizado na área central da cidade, o Elevado João Goulart conecta a Av. Radial Leste-Oeste (no centro da cidade) à Av. Francisco Matarazzo (na zona oeste), passando pelos distritos República, Consolação, Santa Cecília e Barra Funda. O elevado é dotado de uma rede de equipamentos públicos capilarizados e icônicos, como as bibliotecas Mário de Andrade e Monteiro Lobato, o Estádio do Pacaembu, o Memorial da América Latina e a Santa Casa de Misericórdia, além de duas estações de metrô, Marechal Deodoro e Santa Cecília.
As informações são da Prefeitura de São Paulo, veja a matéria completa aqui.


(Ciclo Vivo/#Envolverde)

Espécie de macaco recém-descoberta já corre risco de extinção

Por Rosana Villar, Greenpeace – 
A nova espécie, que existe apenas no município de Alta Floresta (MT), foi descrita em pesquisa lançada em janeiro e está ameaçada pela perda de habitat
Coloração amarela clara no cabelo das bochechas, contrastando com o cabelo castanho avermelhado brilhante nas laterais do rosto, coroa cinza e barriga vermelho-marrom brilhante. Assim é descrita a nova espécie de macaco da família Callicebinae, popularmente conhecida como Titi, no artigo científico publicado na revista Science Direct em janeiro deste ano.
Nova espécie faz parte do gênero Callicebus, como o da foto, mas possui características morfológicas únicas. © Valdemir Cunha / Greenpeace
A espécie, batizada de Plecturocebus Byrne, é encontrada apenas no município de Alta Floresta, no Mato Grosso, e, infelizmente, já foi classificada como criticamente ameaçada. A classificação é a última na escala da lista vermelha de espécies ameaçadas da International Union for Conservation of Nature’s (IUCN) antes que uma espécie seja definitivamente considerada extinta na natureza.
De acordo com o artigo, a principal ameaça para a espécie é a perda de seu habitat. Os pesquisadores estimam que em 24 anos 86% de seu habitat natural terá sido destruído, caso o desmatamento não pare de avançar na região
A cidade de Alta Floresta fica no norte do Mato Grosso e é famosa por dois motivos: por ser a porta de entrada de um dos mais cobiçados destinos de pesca esportiva do país e por sua produção pecuarista.
Em destaque, no centro do mapa, o município de Alta Floresta (MT). As manchas vermelhas representam o desmatamento acumulado.
Ao invés de aproveitar todo o potencial turístico da região, a cidade foi crescendo baseada no agronegócio e, hoje, tem literalmente mais bois do que habitantes – são 15 cabeças de gado para cada habitante da cidade, segundo dados do SIDRA – IBGE.
O desmatamento tem um impacto brutal e imediato na vida das espécies que dependem diretamente das florestas para viver. Mas também impacta o futuro de espécies mundo afora, devido ao agravamento dos efeitos das mudanças climáticas, já que, no Brasil, o desmatamento é a principal fonte de emissões de gases do efeito estufa. Uma pequena cidade da Rússia, por exemplo, foi invadida por ursos polaresfamintos que perderam seus locais de sobrevivência graças a diminuição do gelo polar.
A forma como a Amazônia vem sendo desmatada coloca todos em risco, até nós mesmos. Isso precisa mudar. Por isso, pedimos que o novo governo brasileiro se comprometa com o que consideramos o mínimo para garantir que o desmatamento não volte a avançar no Brasil.
(#Envolverde)