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terça-feira, 31 de outubro de 2017

FECHEM O AÇOUGUE DE ELEFANTES !!!



A maior apreensão de marfim das últimas décadas aconteceu agora em Hong Kong: 1000 elefantes foram massacrados só para esse lote! O governo quer proibir esse comércio horroroso, mas precisa de um enorme apoio popular para enfrentar os lobistas do marfim. Aí que entramos! Adicione seu nome -- quando nosso apelo ficar gigante, a Avaaz vai encher Hong Kong de anúncios e causar um frenesi na imprensa -- precisamos fechar esse açougue de elefantes:
Queridos amigos e amigas,

A maior apreensão de marfim das últimas décadas acaba de acontecer em Hong Kong. 1000 elefantes foram massacrados só para esse lote e tudo isso para virarem bibelôs na estante de alguém.

Hong Kong é um verdadeiro "açougue de elefantes" -- cada vez mais pedaços desses animais chegam ali para comercialização. Enquanto essa atividade for legal, o massacre dessas maravilhosas criaturas continuará. Neste ritmo, em breve eles serão literalmente extintos da face da terra.

O governo de Hong Kong quer proibir este comércio horroroso, mas os lobistas da indústria do marfim estão fazendo de tudo para dificultar. Um apelo gigantesco da nossa comunidade abafaria seus argumentos ridículos, daria ao governo o apoio popular que precisa e evitaria o massacre de milhares de elefantes. Mas para ser possível, será necessária a participação de cada um de nós.

Vamos construir uma mega petição para salvar os elefantes! A Avaaz vai encher Hong Kong de anúncios, pressionar os políticos e causar um frenesi na imprensa. Adicione seu nome e compartilhe o máximo -- vamos fechar esse açougue de elefantes:

Diga a Hong Kong -- proíba de vez o marfim!

Nosso incrível movimento teve um papel importantíssimo na luta para salvar os elefantes da extinção. Até a China, a maior comerciante de marfim do mundo, já está proibindo!

Mas para salvar os elefantes é necessário bani-lo no mundo todo. Por ser legalizado em Hong Kong, compradores da China adquirem suas quinquilharias ali -- somando 90% da clientela de marfim da ilha!

Nós podemos encerrar esse comércio em Hong Kong -- já existe um genuíno interesse político nessa direção. Mas agora, precisamos de uma mega comoção popular capaz de mostrar às autoridades que o mundo inteiro está pedindo que proíbam o marfim.

Já houve uma época na qual 25 milhões de elefantes circulavam pela África. Agora, um elefante morre a cada 15 minutos. É revoltante e trágico. Vamos ajudar a acabar com isso. Adicione seu nome e espalhe para todo mundo que chegou a hora de fechar esse açougue de elefantes:

Diga a Hong Kong -- proíba de vez o marfim!
Estamos numa luta contra o tempo. Nosso movimento lançou uma incrível arrecadação de fundos para provar com evidências que o comércio europeu contribui fortemente com a caça ilegal. Se não defendermos os elefantes toda vez que for necessário, em breve estarão extintos. Agora depende de nós. Não podemos abandonar essas criaturas majestosas.

Com esperança,
Rewan, Danny, Nataliya, Luca e toda equipe da Avaaz

Mais informações:

Hong Kong quer acabar com o comércio de marfim (O eco)
http://www.oeco.org.br/blogs/salada-verde/hong-kong-quer-acabar-com-o-comercio-de-marfim/

Hong Kong confisca sete toneladas de marfim (O Globo)
https://g1.globo.com/mundo/noticia/hong-kong-confisca-sete-toneladas-de-marfim-a-maior-apreensao-em-30-anos.ghtml

Marfim e morte — o fim dos elefantes está próximo (Exame)
https://exame.abril.com.br/mundo/marfim-e-morte-massacre-poe-elefantes-a-beira-da-extincao/

População de elefantes na África cai devido à caça ilegal (G1)
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2016/09/populacao-de-elefantes-na-africa-cai-devido-a-caca-ilegal-20160925140503007417.html 

O Mar Vermelho está se aquecendo mais rápido do que a média global

KING ABDULLAH UNIVERSITY OF SCIENCE & TECHNOLOGY (KAUST)*

As temperaturas máximas e médias aumentam gradualmente do norte do Mar Vermelho até o sul. CRÉDITO: Reproduzido com permissão da referência 1 © 2017 Nature Publishing Group
As temperaturas máximas e médias aumentam gradualmente do norte do Mar Vermelho até o sul. CRÉDITO: Reproduzido com permissão da referência 1 © 2017 Nature Publishing Group

“A taxa global de aquecimento do oceano tem muitas consequências para a vida neste planeta. Agora estamos aprendendo que o Mar Vermelho está se aquecendo ainda mais rápido do que a média global”, diz a doutoranda em ciência do mar ma KAUST, Veronica Chaidez.
As análises, conduzidas por uma equipe multidisciplinar abrangendo as três divisões da KAUST, fornecem dados vitais que poderiam ajudar a prever o futuro da biodiversidade marinha do Mar Vermelho, quando suplementados por evidências a serem reunidas nos limites térmicos dos organismos locais.
As análises de dados de detecção de satélites de 1982 a 2015 mostram que as temperaturas máximas da superfície do Mar Vermelho aumentaram a uma taxa de 0,17 ± 0,07 ° C por década, superando a taxa global de aquecimento oceânico de 0,11 ° C por década. Verificou-se que as temperaturas máximas da superfície do mar aumentaram de norte a sul ao longo da bacia do Mar Vermelho, com as temperaturas mais frescas localizadas nos golfos de Suez e Aqaba, no extremo norte. Esses dois golfos, no entanto, estão mostrando as maiores taxas de variação em relação ao resto da bacia em 0,40-0,45 ° C por década; quatro vezes mais rápido do que a taxa média global de aquecimento do oceano.
O Mar Vermelho do Norte experimenta temperaturas máximas em julho, enquanto o Mar Vermelho do Sul é mais quente do final de julho a meados de agosto. Curiosamente, as temperaturas da superfície do mar atingiram o seu máximo em uma área na costa leste do Mar Vermelho, a cerca de 200 km ao sul de Jeddah, de meados de agosto a início de setembro. Esta anomalia pode ser causada pelos padrões de vento únicos nesta região.
As temperaturas máximas de superfície também são registradas cerca de um quarto do dia antes da década.
São necessários esforços de monitorização sistemática para avaliar os impactos dessas taxas de aquecimento rápido nos eventos de decapagem dos corais e na mortalidade por organismos de massas marinhas, acrescenta Chaidez. Atualmente, não existe um controle desse tipo no Mar Vermelho, mas Chaidez está testando as capacidades térmicas de algumas plantas e animais da bacia em seu laboratório. Um modelo que incorpora dados sobre temperaturas, limites térmicos do organismo e outros dados biológicos relevantes pode ajudar a prever os impactos do aquecimento no ecossistema local.
Evidências sugerem que temperaturas quentes no Mar Vermelho já estão desafiando a capacidade de seus organismos marinhos para se adaptar e sobreviver. Os organismos marinhos geralmente se adaptam ao aumento da temperatura do oceano, migrando para os pólos. Esta não é uma migração fácil no Mar Vermelho, uma vez que é um espaço semi-fechado, tornando seus organismos vulneráveis.
Referência:
Decadal trends in Red Sea maximum surface temperature
V. Chaidez, D. Dreano, S. Agusti, C. M. Duarte & I. Hoteit
Scientific Reports 7, Article number: 8144 (2017)
doi:10.1038/s41598-017-08146-z
https://www.nature.com/articles/s41598-017-08146-z

*Edição e tradução de Henrique Cortez, EcoDebate
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 31/10/2017

MPF/MT recomenda ao IBAMA que invalide a licença de operação da Usina Hidrelétrica São Manoel

A Usina Hidrelétrica São Manoel não teria cumprido os trâmites necessários para início das operações

O Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF/MT), por meio da sua unidade em Sinop, expediu recomendação ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que invalide a Licença de Operação (LO) nº 1.404/2017, concedida em favor da Empresa de Energia São Manoel (EESM) para o empreendimento UHE São Manoel.
A recomendação é resultado do inquérito civil nº 1.20.002.000100/2016-43, instaurado para apurar a correta discussão, consulta prévia e execução do Plano Básico Ambiental Indígena (PBAI) por parte da UHE São Manoel, assim como o acompanhamento do licenciamento ambiental deste mesmo empreendimento no que se refere aos impactos socioambientais sobre os povos indígenas Kayabi, Apiaká e Munduruku.
De acordo com informações colhidas no inquérito, a partir de dados de Parecer Técnico do Ibama, Informação Técnica da Funai e estudo independente feito por organizações não-governamentais em conjunto com os povos indígenas denominado “Dossiê Teles Pires”, apontou-se inadequação e insuficiência das informações prestadas pela EESM no acompanhamento dos impactos socioambientais da fase da Licença de Instalação (LI), ensejando inviabilidade tanto da concessão da LO em si, como também de definição segura e adequada de eventuais condicionantes.
Além disso, o empreendedor entregou versão do PBAI sem integral obediência aos procedimentos indígenas tradicionais de consulta prévia, inclusive ao protocolo Munduruku, sem preocupação com a transmissão das informações aos indígenas em linguagem e modo de comunicação adequados ao correto entendimento destes. Também houve ausência de cumprimento adequado das obrigações do PBAI, com insuficiência na entrega dos serviços, ações de educação e capacitação, assim como obras nas aldeias efetuadas com má qualidade ou com desobediência às determinações das comunidades tradicionais beneficiárias.
A EESM também não cumpriu com sua obrigação solidária de compensação e mitigação dos impactos socioambientais causados pela UHE Teles Pires, acumulados com os impactos causados pela usina São Manoel, na mesma bacia hidrográfica, especialmente em relação à destruição de lugares sagrados e sítios arqueológicos, como as Corredeiras das Sete Quedas e o Morro dos Macacos.
Diante disso, o MPF recomendou também que o Ibama não expeça outra LO à UHE São Manoel até que todas as condicionantes da Licença de Instalação sejam integralmente atendidas e as outras irregularidades apontadas sejam sanadas.
Fonte: Procuradoria da República em Mato Grosso
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 31/10/2017

Trabalhadores, que atuavam na atividade de desmatamento, são encontrados em condições degradantes no Pantanal

Segundo força-tarefa do MPT e Ministério do Trabalho, eles atuavam na atividade de desmatamento em duas fazendas
Trabalhadores, que atuavam na atividade de desmatamento, são encontrados em condições degradantes no Pantanal
Campo Grande – Onze trabalhadores foram identificados em condição análoga à de escravo no Pantanal de Mato Grosso do Sul, durante força-tarefa composta por integrantes do Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Polícia Militar Ambiental. O flagrante ocorreu na terça-feira (24), em duas fazendas no município de Corumbá, distante a 417 km da capital Campo Grande.
Conforme apurado na fiscalização, os empregados foram contratados para desmatar uma área que será transformada em pasto e para a construção de cercas. Eles não tinham equipamentos de proteção individual e eram abrigados em barracas de lona, com chão de terra, sem qualquer condição de higiene e segurança. “As camas eram improvisadas com pedaços de tábua e o grupo dormia junto com material inflamável”, detalhou o procurador Jonas Ratier Moreno, que participou da operação.
Foi constatado também que a instalação elétrica era precária, com fios expostos; a água utilizada para consumo era retirada de um poço e na cozinha não havia local para refeição e armazenamento dos alimentos. Além disso, o local não tinha banheiro e os trabalhadores faziam as necessidades fisiológicas na vegetação.
Os empregadores foram notificados por conta dessas diversas irregularidades e pela ausência de registro em carteira profissional, sendo obrigados a quitar débitos trabalhistas e previdenciários, paralisar as atividades de desmatamento e disponibilizar local adequado para a permanência dos trabalhadores nas fazendas. Eles também podem ser responsabilizados pelos crimes de redução à condição análoga a de escravo (dois a oito anos de reclusão) e omissão de anotação em carteira de trabalho (dois a seis anos de reclusão).
Um dos prestadores de serviço firmou, na quarta-feira (25), Termo de Ajuste de Conduta com o  MPT em que se comprometeu a efetuar o pagamento de verbas rescisórias para nove trabalhadores, no valor total de R$ 38,5 mil. O grupo estava há cerca de dois meses na fazenda e passaria ao menos outros três meses nos alojamentos precários. Todos têm direito ao seguro desemprego.
Trabalhadores, que atuavam na atividade de desmatamento, são encontrados em condições degradantes no Pantanal - 2
Liminar – A data da operação coincidiu com liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspende portaria do Ministério do Trabalho sobre trabalho escravo. A decisão da ministra Rosa Weber atende a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) ajuizada pelo partido Rede Sustentabilidade e será mantida até que o mérito da ação seja julgado em plenário.
Segundo a norma, para que a jornada excessiva ou a condição degradante seja caracterizada é preciso haver restrição de liberdade do trabalhador, o que contraria o artigo 149 do Código Penal, que determina a presença de um dos quatro elementos como suficiente para caracterizar a prática de trabalho escravo.
Além disso, a portaria diz que a divulgação da Lista Suja será feita somente por determinação expressa do ministro do Trabalho, o que antes ocorria por meio da área técnica do órgão.
Para o procurador Jonas Ratier, a portaria é interpretada como nefasta. “Era uma norma interna do Ministério do Trabalho, mas com peso de influência no combate a um crime tão perverso. Esse tipo de obstáculo só traz prejuízo para o país”, enfatizou.

Do MPT em Mato Grosso do Sul, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 31/10/2017

EcoDebate - Edição 2.861 de 31 / outubro / 2017

Desejamos a todos(as) um bom dia e uma boa leitura
Agricultura Urbana: O exemplo da horta comunitária na cidade inglesa de Todmordem, artigo de Roberto Naime
A exposição de gestantes à poluição do ar influencia o desenvolvimento do feto
O colapso da Bacia Hidrográfica do Rio Paraguaçu e o eminente conflito entre os usuários
Com 403.3 p/pm, mundo atinge novo recorde no nível de dióxido de carbono na atmosfera
O Mar Vermelho está se aquecendo mais rápido do que a média global
MPF/MT recomenda ao IBAMA que invalide a licença de operação da Usina Hidrelétrica São Manoel
Trabalhadores, que atuavam na atividade de desmatamento, são encontrados em condições degradantes no Pantanal

Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]


31/10/2017    
Queridos leitores do Grito do Bicho
Confiram nossas postagens de hoje na página principal de www.ogritodobicho.com ou diretamente nos títulos abaixo:
Não deixem de compartilhar nossas publicações.
Abração a todos e obrigado pelo carinho com nosso trabalho.
sheila moura

segunda-feira, 30 de outubro de 2017


Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA


HOJE:
Amazônia, Áreas Protegidas, Bacia do Xingu, Mineração, Povos Indígenas, Ribeirinhos, Trabalho Escravo
Ano 17
30/10/2017


Direto do ISA



Livro registra saberes e práticas dos beiradeiros da Terra do Meio

Em trabalho conjunto com ribeirinhos, ISA lança publicação sobre populações que vivem nas margens dos rios Iriri e Riozinho do Anfrísio, no Pará - Blog do Xingu/ISA, 26/10.

3º Encontro Xingu + | Indígenas e ribeirinhos firmam aliança em defesa do Xingu

No 3º Encontro Xingu + Diversidade Socioambiental no coração do Brasil, cem lideranças xinguanas e seus parceiros debateram em Brasília os desafios e estratégias para o futuro do Xingu. Assista ao vídeo! http://isa.to/2lsljOM - ISA, 27/10.

 


Áreas Protegidas



Incendiadas sedes do Ibama e do ICMBio

Um barco do ICMBio atracado na região de Humaitá, no sul do Amazonas, foi incendiado no sábado, em uma continuação da série de ataques que teve início na sexta-feira contra órgãos ambientais do governo federal no local. Na sexta, as sedes e carros do ICMBio e do Ibama foram incendiados em retaliação à operação Ouro Fino, que combatia ao longo da semana o garimpo ilegal de ouro em áreas protegidas no Rio Madeira. Uma turba de algumas centenas de garimpeiros se movimentou pela cidade atacando os prédios. No sábado, enquanto as Polícias Federal e Rodoviária Federal, a Força Nacional e a Polícia Militar retomavam o controle da cidade, cerca de 30 funcionários dos órgãos ambientais foram levados escoltados para Porto Velho - OESP, 29/10, Metrópole, p.A18; OESP, 28/10, Metrópole, p.A28.

Incêndio na Chapada dos Veadeiros é controlado

As portas do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros devem ser reabertas nesta quarta-feira, dia 1. Ontem pela manhã, após sobrevoarem todo o parque, agentes do ICMBio constataram que o fogo, finalmente, acabou. Foram 12 dias de devastação, que transformaram 68 mil hectares - 28% da área total - em cinzas - OESP, 30/10, Metrópole, p.A15; FSP, 30/10, Cotidiano, p.B5.

Área de 400 milhões de anos está ameaçada

Um projeto de lei propõe reduzir em 70% a APA da escarpa devoniana, uma formação geológica do Paraná de mais de 400 milhões de anos e com características únicas no mundo. A área que ficará desprotegida, caso o texto seja aprovado, equivale a seis vezes a cidade de Curitiba. Boa parte da área da escarpa se concentra na região dos Campos Gerais, uma das maiores produtoras de soja e leite do país, com forte presença agropecuária. A iniciativa de reduzir o perímetro protegido é de deputados da base do governador Beto Richa (PSDB). O projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e está na Comissão de Meio Ambiente. Dos 54 deputados da casa, só seis deles não são alinhados a Richa - FSP, 30/10, Ciência, p.B6.

Produtores rurais vão à Justiça contra ampliação de parque da Chapada

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, é o centro de uma disputa levada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Apontados por ambientalistas como suspeitos de envolvimento com o incêndio criminoso que destruiu parte do parque, os pequenos produtores rurais da Chapada resolveram recorrer à maior instância judicial do País. O objetivo é derrubar o decreto presidencial que ampliou, em junho, a área do parque. Ao menos duas ações já chegaram ao STF, com o objetivo de conseguir uma liminar que suspenda o decreto, que aumentou de 65 mil para 240 mil hectares a área do parque nacional, que preserva o Cerrado. "O parque, em sua criação (em 1961), tinha mais de 600 mil hectares, mas foi sendo reduzido com o passar das décadas", diz Fernando Tatagiba, diretor da UC - OESP, 29/10, Metrópole, p.A17.

PM prende suspeitos de ataques ao Ibama no Amazonas

A Polícia Militar do Amazonas prendeu dois suspeitos do saque e incêndio ao prédio do Ibama, em Humaitá, no sul do Amazonas, durante ato de garimpeiros na última sexta-feira. Wandenildo Magalhães de Azevedo, de 25 anos, e Matheus Eduardo Pereira Coutinho, de 21, foram encontrados com 31 motosserras, 100 correntões e outros equipamentos furtados do Ibama. Eles foram reconhecidos com a ajuda de vídeos do momento dos crimes que circulavam em grupos de redes sociais. A Marinha deslocou um pelotão de fuzileiros navais e um navio-patrulha para reforçar a segurança da região - OESP, 30/10, Metrópole, p.A15.FSP, 30/10, Cotidiano, p.B5.

Regeneração de toda a flora atingida pelo fogo levará ao menos 10 anos

Uma tragédia difícil de ser mensurada e que levará ao menos dez anos para ser apagada. Essa é a previsão média de regeneração da flora atingida, segundo Fernando Tatagiba, chefe do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros - O Globo, 28/10, País, p.9.

Voluntários resgatam animais de incêndio na Chapada dos Veadeiros

Voluntários se unem a veterinários e biólogos para resgatar e tratar animais afetados pelo incêndio na Chapada dos Veadeiros. A fauna silvestre é a principal vítima. O início de uma recuperação deve levar pelo menos dois anos. As maiores ameaças são, por um lado, a destruição de ninhos ou a morte de filhotes, já que a primavera é a estação reprodutiva de boa parte das espécies do Cerrado -o que deve afetar a população de espécies vulneráveis. Por outro, os atropelamentos em rodovias próximas, que podem ocorrer quando os animais, desorientados ou em busca de comida e água, atravessam a pista - FSP, 29/10, Cotidiano, p.B6 e B7.

Governo vai reforçar fiscalização no entorno do Parque da Chapada

Passado o controle das queimadas, os órgãos de fiscalização vão intensificar a aplicação de multas e de bloqueios de áreas onde haja ocupações irregulares no entorno do parque. Nos últimos 12 meses, o Ibama aplicou 37 multas relacionadas a crimes ambientais cometidos na Chapada dos Veadeiros. Além das multas, foram feitos 22 bloqueios de áreas (embargos) na Chapada e na "zona de amortecimento" do parque, chegando a 1.192 hectares. Esses embargos estão relacionados a ações ilegais como desmatamento, exploração mineral, atividades com uso de fogo, construção de pontes e captação de água. Três carvoarias que funcionavam ao redor do parque foram fechadas. Neste ano, o ICMBio fez 21 autuações na Chapada. Nos últimos quatro anos, foram 132 multas - OESP, 28/10, Metrópole, p.A28.

 


Geral



Mariana: dois anos à espera de reparações justas

Moradores que perderam tudo no tsunami de lama da barragem da Samarco tentam manter esperança - O Globo, 29/10, País, p.6 e 7.

Trabalho escravo: governo publica lista suja

O Ministério do Trabalho divulgou sexta-feira a lista suja do trabalho escravo, relação de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. A lista tem 131 empregadores e está disponível no site da pasta. Nesta semana, uma decisão da Justiça do Trabalho do Distrito Federal, que havia determinado a publicação da relação, transitou em julgado, não cabendo mais recursos. A lista atualizada não era publicada pelo governo desde março - O Globo, 28/10, Economia, p.26.

A virgindade da Amazônia

"Muito antes da chegada dos europeus, a Floresta Amazônica já havia sido deflorada por povos pré-colombianos que desceram dos Andes, adentraram a floresta e chegaram à foz do Amazonas. Esses povos domesticavam plantas amazônicas 8 mil anos antes de Cristo. Essas comunidades alteraram a distribuição das espécies de árvores na Amazônia. A flora que observamos hoje é resultado dessa intervenção pré-histórica. Analisando sítios arqueológicos foi possível identificar 85 espécies de plantas domesticadas pelos pré-colombianos. Entre elas está a castanha-do-Pará, o ingá, a embaúba, o abiu e o cacau", artigo de Fernando Reinach - OESP, 28/10, Metrópole, p.A28.