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terça-feira, 25 de outubro de 2022
VOCÊ ESCUTA PODCAST ?
Escutar um podcast pode ser uma boa oportunidade para você ficar por dentro dos assuntos mais quentes do momento! Dá para escutar dentro de um busão, fazendo faxina em casa, enquanto toma banho, lava a louça, enfim, são infinitas as possibilidades.
E apesar da gente ter o nosso super podcast, o “As Árvores Somos Nozes”, eu quero te convidar pra ouvir um outro, chamado “Az Ideias”. Conhece?
Nós estivemos recentemente no Az Ideias falando sobre “Crise climática, Amazônia e a quebrada”. E o papo está imperdível!
No Azideias Podcast, Big da Godoy e Boy Killa costumam receber grandes convidados para debater temas polêmicos, assuntos da atualidade, e desenvolver os conteúdos a partir da vivência e do olhar das periferias.
Vou dar um spoiler, hein… O papo se encerra com a mensagem principal que não podemos aceitar que as populações já prejudicadas pelas desigualdades sociais e uma série de vulnerabilidades de um sistema que privilegia poucos, também sejam injustiçadas pelas consequências da crise climática.
O papo reto é: precisamos de justiça climática já!
Clique aqui, deixe seu like e sua opinião! Vai ser muito importante pra gente, e pro pessoal do Az Ideias, saber o que você acha dessa conversa.
Camila Doretto
Greenpeace Brasil
P.S.: Tudo isso comprova que a proteção do meio ambiente é urgente! Por isso, precisamos de pessoas como você ao nosso lado. Você pode fazer a diferença hoje mesmo, realizando uma doação para o Greenpeace Brasil. Clique aqui e seja um/a doador/a!
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
Áreas marinhas protegidas combatem os efeitos das mudanças climáticas
As áreas marinhas protegidas (AMPs) são uma das soluções apresentadas para ajudar a adaptar e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
Para demonstrar sua eficácia, cientistas do CRIOBE (CNRS/École Pratique des Hautes Etudes/UPVD), como parte de uma equipe internacional 1 , analisou 22.403 artigos de pesquisa sobre AMPs.
Seus resultados mostram que as AMPs podem melhorar significativamente o sequestro de carbono, a proteção costeira, a biodiversidade e a capacidade reprodutiva dos organismos marinhos, bem como as capturas e renda dos pescadores quando estão totalmente ou altamente protegidas.
Embora as áreas marinhas protegidas (AMPs) não possam compensar apenas o impacto total das mudanças climáticas, elas são uma ferramenta valiosa para a mitigação e adaptação dos sistemas socioecológicos. Embora as soluções relacionadas ao oceano tenham sido propostas anteriormente sem qualquer fundamento real, esses resultados agora fornecem uma base científica para convenções intergovernamentais para lidar com a crise climática.
Este novo estudo, publicado no One Earth, também revela que o efeito das AMPs em certos mecanismos climáticos ainda não está suficientemente documentado.
Áreas marinhas protegidas combatem os efeitos das mudanças climáticas
Caminhos pelos quais as AMPs podem contribuir para a mitigação ou adaptação às mudanças climáticas, com avaliação quantitativa e espacial das informações disponíveis
(A) Lista das vias climáticas identificadas e seus indicadores associados. Os temas das cores azul, verde e laranja destacam a classificação dos caminhos entre as categorias de mitigação, adaptação ecológica e adaptação social, respectivamente. As vias de adaptação social e ecológica são mostradas ligadas aos componentes da adaptação (ou seja, resistência, recuperação e potencial adaptativo) para os quais contribuem. O número de artigos encontrados por meio de nossas consultas de pesquisa e o número de artigos que atenderam aos critérios de triagem para contagem de votos e meta-análise são indicados para cada caminho. A largura das barras é proporcional ao número de estudos selecionados em cada etapa. CPUE significa captura por unidade de esforço.
(B–D) Localização dos locais de estudo documentando caminhos de mitigação climática (B), adaptação ecológica (C) e adaptação social (D). O tamanho dos pontos é proporcional ao número de estudos em um determinado local para uma determinada via.
Referência:
Ocean conservation boosts climate change mitigation and adaptation, Juliette Jacquemont, Robert Blasiak, Chloé Le Cam, Maël Le Gouellec, and Joachim Claudet. One Earth, 21 october 2022. DOI : https://doi.org/10.1016/j.oneear.2022.09.002
in EcoDebate, ISSN 2446-9394
Mudança climática acidifica o Oceano Ártico e afeta a cadeia alimentar
Nas últimas décadas, a taxa de acidificação do Oceano Ártico foi 3 a 4 vezes mais rápida do que em outros oceanos
Síntese:
O Ártico está se aquecendo a uma taxa mais rápida do que qualquer região comparável da Terra, com uma consequentemente rápida perda de gelo marinho lá. Qi et ai. descobriram que essa perda de gelo marinho está causando mais absorção de dióxido de carbono atmosférico pelas águas superficiais e levando à rápida acidificação do Oceano Ártico ocidental, a uma taxa três a quatro vezes maior do que a de outras bacias oceânicas. Eles atribuem essa descoberta à adição de água doce impulsionada pelo derretimento e às mudanças resultantes na química da água do mar
Da University of Gothenburg*
As mudanças climáticas estão causando o derretimento do gelo marinho do Oceano Ártico. Quando o oceano polar perde sua cobertura de gelo marinho, a absorção de dióxido de carbono aumenta, interrompendo a cadeia alimentar na água, de acordo com um estudo publicado na revista Science, em coautoria de pesquisadores da Universidade de Gotemburgo.
Ao comparar dados de uma longa lista de expedições ao Ártico, os pesquisadores conseguiram ver como o pH do oceano ao norte do Alasca e da Sibéria diminuiu rapidamente.
Nas últimas décadas, a taxa de acidificação do Oceano Ártico foi 3 a 4 vezes mais rápida do que em outros oceanos. Isso ocorre porque mais dióxido de carbono é absorvido pela água do mar quando a superfície está em contato direto com a atmosfera sem uma barreira de gelo. No passado, o gelo marinho impedia que a água do mar perto do Pólo Norte ficasse saturada com dióxido de carbono.
“A série temporal de medições de pH feitas no Oceano Ártico é longa. As mais antigas são de uma expedição em 1994, quando o manto de gelo era extenso e espesso, e as medições foram feitas nas ligações entre os blocos de gelo. Na expedição de 2014, o quebra-gelo Oden conseguiu viajar em mar aberto a meio caminho da Sibéria ao Pólo Norte”, diz Leif Anderson, pesquisador de química marinha da Universidade de Gotemburgo e um dos autores do estudo.
Acidificação maior em oceanos frios
A acidificação medida nos últimos 30 anos corresponde a cerca de 0,1 na escala de pH. Os pesquisadores estimam que o valor do pH diminuirá mais 0,3 na próxima virada do século se os níveis de dióxido de carbono continuarem a subir na atmosfera como estão hoje. O impacto será maior nos oceanos mais frios. A temperatura da água determina quanto dióxido de carbono pode ser dissolvido no oceano. Mais água doce do gelo marinho derretido também resulta em um maior efeito de acidificação pela absorção de dióxido de carbono da atmosfera devido a mudanças na química da água do mar.
Fortes correntes no Oceano Pacífico estão levando água rica em nutrientes para os oceanos polares e durante os longos dias de verão no Ártico, uma alta taxa de produção primária de fitoplâncton está ocorrendo em suas águas sem gelo. O fitoplâncton absorve muito dióxido de carbono durante a fotossíntese e, quando a água flui mais para o norte sob o gelo polar, fica subsaturada com dióxido de carbono. Mas agora que a cobertura de gelo marinho é menos extensa durante o verão, a absorção de dióxido de carbono pela água do mar pode continuar e os oceanos estão se tornando mais ácidos.
As borboletas do mar podem ser afetadas negativamente
Os pesquisadores já conseguiram notar que a acidificação afeta a vida marinha nos oceanos polares.
“O fitoplâncton, que absorve dióxido de carbono, está se beneficiando das mudanças climáticas. Para outras espécies, no entanto, as notícias não são tão boas. As borboletas marinhas são uma espécie de caracol marinho predador que possui conchas de aragonita que se formam a partir de íons de cálcio e carbonato. Medimos níveis de saturação de aragonita cada vez mais baixos no oceano em nossas expedições”, diz Leif Anderson.
As borboletas marinhas são uma espécie-chave e um alimento básico importante para muitas baleias que normalmente migram para o Oceano Ártico para se alimentar e engordar. Mas agora pode haver menos comida na despensa.
A redução da cobertura de gelo marinho é um fator importante para que os oceanos polares se tornem mais ácidos, e outro é o aquecimento da alta tundra do Ártico. Grandes quantidades de carbono orgânico estão sendo liberadas e transportadas para os rios do Ártico, onde se decompõe em dióxido de carbono, entre outras coisas, o que resulta em valores de pH mais baixos.
“Todos esses fatores são consequências das mudanças climáticas, e mais águas abertas no Ártico estão amplificando seus efeitos”, diz Leif Anderson.
Artigo na Science: Climate change drives rapid decadal acidification in the Arctic Ocean from 1994 to 2020
Henrique Cortez *, tradução e edição.
in EcoDebate, ISSN 2446-9394
Dia da Inovação: Conheça 5 tecnologias que estão salvando o meio ambiente
No dia 19 de outubro, foi comemorado o Dia Nacional da Inovação. A data celebra o conhecimento científico e a criação de soluções que buscam transformar o dia a dia da sociedade.
Para um mundo mais sustentável, diversas instituições utilizam da tecnologia, para introduzir ferramentas no mercado, como softwares e aplicativos, com intuito de reduzir o impacto ambiental. Pensando nisso, separamos 5 inovações tecnológicas que estão salvando o meio ambiente. Confira abaixo:
1 – Purificador de água
A solução 100% brasileira foi desenvolvida pela startup PWTech, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Escola Politécnica da USP. A tecnologia permite o tratamento de águas contaminadas a um baixo custo, utilizando fontes de energia alternativas. Está sendo utilizado em crises humanitárias como a Guerra da Ucrânia e a seca em Madagascar.
2 – Flores Robóticas
Nos últimos anos, as abelhas vêm desaparecendo a uma velocidade sem precedentes, fator que afeta diretamente a biodiversidade e a produção global de alimentos. O artista Michael Candy desenvolveu um método de polinização artificial. O Synthetic Pollenizer é um equipamento com pólen, néctar, pétalas impressas em 3D e um estame, que tem como objetivo providenciar um espaço seguro para as abelhas.
3 – Chaminés não poluentes
Segundo estimativas, a poluição da China é responsável por causar cerca de 400 mil mortes prematuras todos os anos. Em 2018, uma enorme chaminé foi erguida na região de Xi’an, com o objetivo de purificar o ar externo, filtrando as partículas nocivas e soprando o ar limpo no céu.
4 – Software para gerenciamento de resíduos
A empresa brasileira Vertown, antiga VG Resíduos, criou um software especializado em gestão, compra e venda de resíduos. A solução conecta geradores e tratadores homologados, incentivando destinações limpas e melhorando o gerenciamento de resíduos nas empresas.
5 – Árvores de painéis solares
Criada por engenheiros israelenses, a tecnologia conhecida como e-Tree, é capaz de captar a luz solar por meio de receptores instalados em sua estrutura, produzindo energia suficiente para alimentar portas USB, roteadores Wi-Fi e equipamentos de refrigeração de água.
#Envolverde
Felino raro em iminente extinção é fotografado nas videiras da Família Salton, na Campanha Gaúcha (RS)
É o sétimo registro do gato-palheiro-pampeano (Leopardus munoai) em vida no mundo e, de acordo com especialista, o fato reflete a qualidade do manejo nos vinhedos da empresa
O sétimo registro do gato-palheiro-pampeano (Leopardus munoai) em vida no mundo, foi feito nas videiras da Família Salton – a mais antiga vinícola em atividade no Brasil e líder no mercado nacional de espumantes desde 2005 — em sua unidade da Azienda Domenico, em Santana do Livramento (RS). Considerado uma espécie endêmica do bioma pampa, o gato-palheiro-pampeano é um dos felinos mais ameaçados de extinção em todo o planeta. A informação foi confirmada pelo biólogo e pesquisador do Projeto Felinos do Pampa, Felipe Peters. O registro raro foi possível graças ao Estudo inédito de inventário de Gases de Efeito Estufa o primeiro no setor brasileiro para estabelecer planos e metas para redução de emissões GEEs que a empresa desenvolveu em parceria com a Universidade de Caxias do Sul -UCS.
Graças ao estudo, foi possível compreender a caracterização de cada bioma onde a empresa está inserida. A catalogação do bioma, em especial do pampa, incentivou o levantamento pedagógico da fauna endêmica, sempre com o foco em desenvolver um trabalho em plena harmonia com o contexto ambiental.
O registro do animal na Azienda Domenico ocorreu no mês de agosto deste ano, pelos fotógrafos de vida selvagem e educadores ambientais, Gustavo Arruda e Gustavo Fonseca. “A ideia era mostrar a exuberância dos animais que vivem no entorno das parreiras e nas áreas de preservação da vinícola. Nós quase não acreditamos quando o avistamos próximo às parreiras, já que é considerado o ‘fantasma dos pampas’. A primeira vez que o vimos, ele estava na quadra das videiras de uvas da variedade Marselan. Foi tudo muito raro e emocionante”, descreve o fotógrafo Gustavo Arruda. O animal fez pelo menos quatro aparições, durante dois dias, no entorno dos vinhedos.
“Encontrar o gato-palheiro-pampeano em nosso vinhedo reforça a qualidade do nosso manejo e nossa atuação favorável o meio ambiente e preservação da fauna e da flora na região. Para nós, a sustentabilidade é um trabalho contínuo de manutenção do nosso legado na elaboração de vinhos. Entendemos que a preservação do meio ambiente é fundamental e é a melhor forma de zelar pelo futuro do negócio e pelo futuro do planeta”, destaca Mauricio Salton, CEO da empresa.
Registro reflete a excelente conservação do vinhedo e condições para a fauna endêmica
Ainda segundo o biólogo Felipe Peters, o fato do animal estar correndo vivo na região e ser aparentemente residente, é sinal de que o manejo realizado na vinícola não está impactando negativamente a população do animal. “Essa foto é extremamente importante porque na maioria dos registros que temos deste animal, ele já está morto.
Peters acrescenta que a presença do animal deve ser celebrada dentro de um contexto ainda maior, já que é também um indicativo de que espécies que estão abaixo do gato-palheiro-pampeano – consideradas presas, por exemplo – também estão sendo conservadas naquele espaço. Segundo o especialista, a presença do gato-palheiro-pampeano é um indicativo positivo da presença de fauna e flora nesta região.
Ainda de acordo com o biólogo, por enquanto não há uma classificação oficial em relação à extinção dado às recentes descobertas sobre a espécie, mas em 2023 ela deverá entrar na lista do Ministério do Meio Ambiente como criticamente ameaçada de extinção.
Outras espécies nos vinhedos da Família Salton
Além do gato-palheiro-pampeano, outros animais como perdiz, perdigão, veado-campeiro, graxaim-do-campo, tatu-galinha, gavião-cri-cri e demais espécies típicas do campo foram vistas em meio às videiras da Azienda Domenico, em um importante demonstrativo de cuidado e preservação ambiental.
“Logo percebemos que a manutenção dos campos nativos em torno das uvas e o manejo, como vem sendo feito, faz com que o animal possa viver ali tranquilo, confiando na camuflagem e sem medo de estar neste ambiente”, destaca Gustavo Arruda.
Família Salton e Práticas de Sustentabilidade
A sustentabilidade é uma preocupação frequente para a Salton, que desenvolve diversas ações com esse foco, entre elas:
Manejo inovador: Cartilha “Amostragem e recomendação de adubação para vinhedos da Campanha Gaúcha” – o primeiro guia oficial desta temática e teve como base um estudo conduzido por professores, pesquisadores e estudantes da UFSM ligados ao Departamento de Solos e ao Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo. Estes experimentos sobre adubação de solo provavelmente estão entre os de maior duração em território brasileiro, além de serem os primeiros dedicados à região da Campanha Gaúcha. Na prática, o estudo trouxe ganhos relevantes em eficiência, produtividade e qualidade, agregando melhores práticas de manejo do vinhedo e correções em processos que tornam o manejo mais sustentável. O estudo que originou a cartilha durou quase dez anos e ela foi compartilhada com produtores de uva da região.
Equilíbrio entre o bioma e o uso da terra — projeto que uniu pesquisa e ciência, demonstrando uma redução em 99% no uso de herbicidas na última safra com técnicas naturais de controles de pragas, desenvolvida graças à parceria com a UFSM, o que também reduz o impacto sobre a fauna e a flora locais. Nesse projeto, descobriu-se que o ciclo do Azevém (um tipo de gramínea) coincide com o ciclo vegetativo da videira, suprimindo o desenvolvimento das plantas daninhas, agindo como um herbicida natural. Sem prejudicar o equilíbrio natural do ecossistema. Gestão de recursos naturais: Irrigação — em Santana do Livramento, 100% das áreas de vinhedos próprios possuem sistema de irrigação por gotejamento, que evita o desperdício, fornecendo a quantidade necessária de água para as plantas. A água é proveniente de barragens que captam a água das chuvas. Frotas — troca gradual de combustível fóssil utilizado na frota da empresa e empilhadeiras movidas à combustão fóssil por elétricas. Menos vidro — redução gradual no consumo de vidro em garrafas ao trabalhar com material aliviado, projeto desenvolvido em parcerias com fornecedores. Essa alteração diminui o peso no transporte e reduz a quantidade de emissões de gases de efeito estufa durante a produção da garrafa.
Tecnologia para produção de vinho com ciência de dados — em 2020 a Salton iniciou o desenvolvimento de um banco de dados para acompanhar de forma analítica as influências de ano e safra, com variáveis físico-químicas das variedades de uvas nas regiões produtora da Serra Gaúcha e Campanha Gaúcha. Em alguns anos as análises proporcionarão respostas para hipóteses que hoje são conhecidas de forma empíricas no Brasil. Os dados já começaram a proporcionar orientações comparativas entre safras e conhecimentos sobre adaptabilidade das variedades de uvas aos ambientes.
Sobre a Família Salton
A Salton é a marca número 1 de espumantes no Brasil (Wine Intelligence, 2022), liderando a categoria no mercado nacional desde 2005 (Nielsen). É reconhecida ainda como a maior produtora de espumantes do país (Adega Ideal, 2022). Foi a primeira marca nacional a conquistar o Top 1 de vinhos no Brasil (Wine Intelligence, 2019), além de ser a marca de espumante brasileiro mais consumida e a 5º mais importada pelos Estados Unidos (Ideal Consulting, 2020). Apreciados em cerca de 30 países, seus rótulos acumulam mais de 130 premiações nacionais e internacionais, conquistadas nos três últimos anos.
Com 112 anos, é a vinícola mais antiga em atividade no Brasil. Referência em sustentabilidade, a companhia possui um Núcleo de Inovação, Pesquisa & Desenvolvimento que, em parceria com universidades, projeta soluções do campo à indústria, garantindo as melhores práticas e incentivando o desenvolvimento de toda a cadeia vitivinícola do Brasil. Suas operações são divididas em quatro unidades de negócio: a Vinícola Salton, em Bento Gonçalves-RS; a Azienda Domenico, em Santana do Livramento-RS; a Enoteca Família Salton, em São Paulo-SP; e o Complexo Presidente, em Jarinu-SP.
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Diabetes na infância: dicas para preparar a lancheira escolar
Desde cedo o ambiente social estimula o consumo de guloseimas e alimentos com gordura saturada e calorias, o que muitas vezes pode causar problemas de obesidade ou até mesmo ocasionar doenças mais sérias. Na fase escolar um dos principais desafios é manter uma alimentação equilibrada privilegiando um cardápio rico em nutrientes para os filhos.
No caso das crianças com diabetes, a atenção da família deve ser redobrada. É importante que haja sempre uma relação da insulina com o consumo de carboidratos que venha ocorrer. “Se a guloseima tem carboidrato, é preciso ter uma cobertura proveniente de insulina para que aquele carboidrato não promova uma hiperglicemia. O consumo de guloseimas deve ser exceção e não regra”, explica Dra. Maristela Strufaldi, nutricionista do Instituto Correndo pelo Diabetes (ICPD).
Mas como fazer uma lancheira escolar de uma criança com diabetes?
O lanche deve ser saudável, composto de fontes de carboidrato de lenta absorção, com fibras, uma fonte de proteína que pode ser proveniente de lácteos. O líquido não deve ser açucarado. A fruta sempre será uma opção melhor que o suco. Preferir água, chá gelado, mas sem adição de açúcar.
● É recomendável estimular o consumo de alimentos energéticos, tais como pães, cereais, biscoitos. Neste caso, os integrais são mais interessantes porque a fibra tem um papel de atenuar a velocidade de absorção do carboidrato.
● Importante introduzir, diariamente, alimentos do grupo construtor (fonte de proteína), a exemplo de queijos, leite, iogurtes, patê de atum, patê de frango, grão de bico e alguma fonte de alimento regulador (frutas, verduras e legumes), como o palitinho de cenoura, pepino e fruta.
Vale lembrar que cada cardápio é personalizado, pois depende do horário do lanche da criança e da quantidade de insulina a ser aplicada para aquela quantidade de carboidrato que será consumida – o que configura a contagem de carboidratos.
Mas como isso é feito?
Contagem de carboidratos é uma ferramenta nutricional altamente benéfica e que contribui para o controle da glicemia e proporciona uma melhor flexibilidade alimentar. Consiste no ajuste da administração da insulina (de rápida absorção) para a quantidade de carboidrato que está sendo consumida. Para 15 gramas de carboidrato consumido uma pessoa precisa de uma unidade de insulina rápida ou ultrarrápida para fazer cobertura para o carboidrato ingerido.
É importante que exista uma conduta multidisciplinar com acompanhamento de um médico e de um nutricionista para manter a coerência e o aprendizado em relação aos alimentos e administração de insulina.
Para evitar crises de hiperglicemia é preciso seguir as orientações médicas e fazer o monitoramento de insulina mediante ao alimento ingerido. Crianças com diabetes devem evitar ficar muito tempo sem se alimentar (jejum prolongado) e manter um fracionamento alimentar para prevenção da doença.
A atividade física deve ser planejada com alimentação, insulinoterapia e mediante treino adequado e coerente a idade da criança. “Importante executar o autocuidado e os pilares do tratamento do diabetes como ajuste da alimentação, exercícios físicos, monitorização e o esquema medicamentoso”, orienta Dra. Maristela.
Sobre o Instituto Correndo pelo Diabetes
O Instituto Correndo pelo Diabetes (CPD) é uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo promover a saúde integral e qualidade de vida das pessoas com diabetes e outras doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), por meio do exercício físico, inclusão e garantia de direitos.
#Envolverde
Brasil pode reduzir emissão de metano em 36% até 2030
Cálculo inédito apresentado pelo Observatório do Clima mostra que país pode superar ambição da meta global com tecnologia disponível.
O Brasil pode reduzir suas emissões de metano em 36% até 2030 em relação aos níveis de 2020 apenas ampliando políticas e medidas já existentes na agropecuária, no setor de energia, no saneamento e no controle do desmatamento. A conclusão é de um cálculo inédito apresentado nesta segunda-feira (17/10) pelo Observatório do Clima.
Num novo relatório do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa), a rede aponta que o Brasil tem condições de adotar para si uma meta de corte de metano maior do que os 30% propostos para 2030 pelo Compromisso Global do Metano, um acordo voluntário assinado em 2021 em Glasgow por cerca de 120 países.
Mas o potencial brasileiro é ainda maior: no longo prazo, com políticas mais profundas e maior investimento, o país pode reduzir as emissões desse potente gás de efeito estufa em até 75%.
O metano (CH4) é o segundo maior responsável pelo aquecimento global. Cada molécula desse gás esquenta o planeta 28 vezes mais do que uma molécula de dióxido de carbono (CO2) num prazo de cem anos. Em 20 anos, tal potencial de aquecimento é ainda maior: 80 vezes. Quase metade do aumento de temperatura global observado hoje se deve às emissões de CH4.
Apesar de mais perigoso, o metano é produzido em quantidades muito menores do que o gás carbônico: a humanidade emitiu 52 bilhões de toneladas de CO2 em 2020, contra 364 milhões de toneladas de metano. O CH4 também dura bem menos na atmosfera — menos de 20 anos, contra mais de 100 anos do CO2. Essa meia-vida mais curta torna o metano um bom alvo para estratégias de combate a emissões que permitam à humanidade ganhar tempo para frear o aquecimento global agora e se livrar gradualmente dos combustíveis fósseis. Isso ajudaria a manter viva a meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a 1,5oC neste século.
O Brasil é o quinto maior emissor mundial de metano, com 5,5% das emissões globais, ou 20,2 milhões de toneladas em 2020, segundo estimativa do SEEG (valor que vai a 21,7 milhões de toneladas se contabilizadas emissões que hoje não são incluídas no inventário oficial brasileiro). Desse total, 72% vêm da agropecuária, em particular as emissões da fermentação entérica do rebanho bovino — o proverbial “arroto do boi”. Apenas as eructações do gado de corte respondem por mais de metade (11,5 milhões de toneladas) do metano lançado na atmosfera pelo Brasil.
Num distante segundo lugar está o setor de resíduos, com 3,17 milhões de toneladas, ou 16% do total nacional. A maior parte dessas emissões deriva da disposição final de lixo e do esgoto doméstico e industrial. Em seguida vem a queima de biomassa associada ao desmatamento, principalmente na Amazônia. A fumaça da queima das árvores que tombam para dar lugar a pastos e lavouras responde por 9% das emissões brasileiras, ou 2,7 milhões de toneladas de metano anualmente. Os setores de energia e processos industriais respondem juntos por 3% das emissões brasileiras (616 mil toneladas por ano).
O relatório do SEEG estima que, se fossem mantidas as políticas atuais de controle de emissões de metano, o país chegaria a 2030 emitindo 7% a mais do que em 2020. A aplicação de uma série de políticas e medidas em todos os setores, porém, permitiria reduzir as emissões até 2030 para 13,75 milhões de toneladas, ou 36,5% de corte — meta proposta pelo OC ao Brasil.
Entre as medidas para alcançar esse objetivo estão zerar o desmatamento com indícios de ilegalidade, algo com que o governo brasileiro já havia se comprometido, a erradicação dos lixões, a eliminação gradual da deposição em aterros sanitários e o aproveitamento de 50% do biogás nos aterros.
No setor de agropecuária, as práticas mapeadas são o manejo dos dejetos animais, a eliminação da queima da palha da cana — já uma realidade no Estado de São Paulo, maior produtor nacional —, o melhoramento genético do rebanho bovino e a chamada terminação intensiva, como é conhecido o abate precoce com engorda acelerada dos animais.
“O que chama atenção nas políticas e medidas mapeadas nesse estudo é que todas elas trazem ganho econômico. São iniciativas que o poder público ou os produtores rurais, no caso da agropecuária, já deveriam estar fazendo em grande escala, porque se trata de práticas já conhecidas e utilizadas”, afirma Tasso Azevedo, coordenador técnico do SEEG. “Agora temos, pela primeira vez, um mapa do caminho para a aplicação dessas práticas e mostramos que o Brasil pode ser ainda mais ambicioso do que o compromisso global e ganhar dinheiro com isso.”
“Sabemos que a agropecuária detém a maior parte das emissões de metano do Brasil, mas também sabemos que o país já possui várias tecnologias que podem colaborar com a alteração desse cenário. Com este relatório, evidenciamos o quanto cada uma delas, se aplicadas de forma eficiente e sustentável, podem impactar positivamente e reduzir as emissões vistas hoje e futuramente no meio ambiente de maneira geral”, explica Renata Potenza, coordenadora de projetos em Clima e Emissões do Imaflora.
“O acesso e a universalização do saneamento básico são primordiais para o setor de resíduos, devendo ser pensados juntamente com as estratégias de mitigação das emissões de metano. A maior parte dessas tecnologias já esta disponível para utilização e possuem baixo ou médio custo de implementação. O CH4 tem um alto potencial energético, que pode ser aproveitado para geração de energia, por exemplo. É uma situação de ganha-ganha”, observa Kaccny Carvalho, analista de Baixo Carbono e Resiliência do ICLEI.
“Muitos brasileiros ainda sofrem com a falta de acesso a energia limpa para cozinhar, dependendo de coletar lenha e gerando poluição do ar dentro de suas casas. A substituição do uso de lenha por fogões a gás, ou melhor ainda, elétricos, pode reduzir a maior parte das emissões de metano relacionadas ao uso de energia, enquanto promove um grande salto de qualidade de vida dessas pessoas em condições de vulnerabilidade”, afirma David Tsai, gerente de projetos do Instituto de Energia e Meio Ambiente.
“A maior parte das emissões de uso da terra vêm de queimadas associadas ao desmatamento, em especial na Amazônia. Elas fazem mal ao clima e à saúde, e o país só perde com elas. Este estudo fornece ainda mais um motivo para zerarmos o desmatamento o quanto antes: além de ajudar o clima no longo prazo, reduzindo emissões de CO2, isso ainda ajuda a estabilizar a temperatura no curto prazo, com o corte nas emissões de metano”, salienta Bárbara Zimbres, pesquisadora do Ipam.
Sobre o Observatório do Clima — Fundado em 2002, é a principal rede da sociedade civil brasileira sobre a agenda climática, com 77 organizações integrantes, entre ONGs ambientalistas, institutos de pesquisa e movimentos sociais. Seu objetivo é ajudar a construir um Brasil descarbonizado, igualitário, próspero e sustentável, na luta contra a crise climática. Desde 2013 o OC publica o SEEG, a estimativa anual das emissões de gases de efeito estufa do Brasil.
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