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quarta-feira, 8 de julho de 2020
Estudo aponta relação entre bairros com mais casos de Covid-19 e o uso de transporte público
Análise sugere que maior número de internações está nos bairros em que as pessoas continuaram saindo diariamente para trabalhar, como Capão Redondo, Sapopemba e Cidade Ademar
Por Juliana Stern
Uma análise do Instituto Pólis, realizada em parceria com o LabCidade (Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade), órgão ligado à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, sugere que a Covid-19 está se espalhando de forma mais intensa onde os moradores utilizaram transporte público para trabalhar durante a pandemia.
Os pesquisadores correlacionaram bairros de São Paulo, que mais registraram hospitalizações pela Covid-19 ou Síndrome Respiratória Aguda e Grave (SRAG), por causa não identificada, com o local de origem de trabalhadores que utilizam o transporte público como principal meio de locomoção.
A análise mostrou que os territórios com mais internações na cidade (DataSus), estão localizados em regiões que figuram como os principais pontos de origem das viagens diárias (Pesquisa Origem Destino e SPTrans). São exemplos os bairros de Capão Redondo, Jardim Ângela, Brasilândia, Cachoeirinha, Sapopemba, Iguatemi, Cidade Tiradentes, Itaquera e Cidade Ademar.
Análise sugere que maior número de internações está nos bairros em que as pessoas continuaram saindo diariamente, como Capão Redondo, Sapopemba e Cidade Ademar
Para a análise, foram utilizados dados do Datasus de hospitalizações por Covid-19 e por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda e Grave) não identificada a partir do CEP, referentes a março deste ano até 18 de maio, última data em que os códigos postais dos pacientes foram disponibilizados pelo Ministério da Saúde. Essas informações foram balizadas com as de circulação de ônibus municipais do dia 5 de junho, fornecida pela SPTrans, e dados da Pesquisa Origem Destino, feita em 2017 pelo Metrô de São Paulo, que trata sobre as rotas e motivações dos que usam o transporte público na capital.
Foram consideradas pessoas que utilizam o transporte público para trabalhar, que não possuem ensino superior e que ocupam cargos não executivos. Esse perfil foi selecionado porque, em geral, as pessoas com formação superior, em cargos executivos e profissionais liberais, são as que aderiram ao teletrabalho.
“Em síntese, é possível afirmar que quem está sendo mais atingido pela Covid-19 são as pessoas que tiveram que sair para trabalhar. Entretanto, apesar de termos mapeado os locais que concentram os maiores números de origens ou destinos dos fluxos de circulação por transporte coletivo, não é possível ainda afirmar se o contágio ocorreu no percurso do transporte, no local de trabalho ou no local de moradia”, afirmam os pesquisadores.
“Se o maior número de óbitos está nos territórios que tiveram mais pessoas saindo para trabalhar durante o período de isolamento, temos que pensar tanto em políticas que as protejam em seus percursos como ampliar o direito ao isolamento paras as pessoas que não estão envolvidas com serviços essenciais, mas precisam trabalhar para garantir seu sustento”, completam.
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 08/07/2020
Mundo pós-covid-19 – ‘Nada será como antes e a estrada não será a mesma’
Covid-19
Filósofo e psicanalista aponta que a pandemia do covid-19 será um agente de transformação para a sociedade de maneira irreversível
Por Jennifer da Silva
A pandemia do coronavírus trouxe profundas transformações em curtíssimo prazo ao nosso modo de vida e costumes. Desde que a ameaça do covid-19 se tornou real, vivemos em uma sociedade que está tomada por inseguranças e medo. Mas afinal, como tudo deve ficar daqui pra frente?
O filósofo e psicanalista Fabiano de Abreu acredita que, seja qual for o caminho que a Humanidade decida seguir, uma coisa é certa: a estrada não será a mesma: “a caminhada da nossa espécie faz-se por estradas que nos colocam constantemente à prova. Todos os grandes eventos do mundo têm a capacidade de nos mudar. Cada guerra, cada pandemia, cada episódio climático, são frutos que produzimos para uma evolução necessária. Num dia tudo está normal, no outro tudo desaparece. E, quando abrimos a porta, o mundo que nos espera já não é mais o mesmo. É a força da impermanência nos mostrando que somos mortais.”
Covid-19 pode moldar o mundo
Segundo o estudioso, a pandemia que vivemos neste exato momento é mais um desses acontecimentos que têm o poder de mudar e moldar o nosso mundo: “É um desses momentos que traz à superfície o melhor e o pior da humanidade.É um desses momentos em que o homem é invadido e dividido por sentimentos duais. Vivemos provavelmente a maior mudança presenciada por esta geração.”
Abreu também salienta que devido a quarentena e a redução do ritmo de atividades e da rotina, a humanidade tem se dado conta de prioridades e de onde tem investido seu tempo: “e o mais assustador de tudo é que entendemos que nos falta tempo. Tempo para viver, para decidir, e estruturar. Vivemos numa sociedade imediatista, onde tudo deve ser decidido no agora, na emergência que a situação acarreta. A sociedade que reclama da falta de tempo, efetivamente não o tem agora. Nossas vidas estão estagnadas. O mundo que não dormia é agora obrigado a adormecer enquanto a batalha ocorre no silêncio das cidades vazias, silêncio apenas quebrado pelo som das sirenes que nos adoecem no medo e no pânico que nos assola a alma de aflição”.
Clausura e incertezas da quarentena
O filósofo também salienta que na clausura das nossas casas resta-nos o pensamento, muitas vezes voltado para o pior: “imaginar quantos dos nossos vão sucumbir a essa crise, mas sempre com aquela esperança de que a humanidade não irá perecer. Contudo quando isto acabar mudanças serão inevitáveis. Há uma fenda aberta entre o que fomos e o que seremos.”
Para Abreu, culturalmente, politicamente, economicamente e globalmente haverá um antes e um depois do covid-19: “O mundo conectado em rede, a era da informação, do acesso rápido aos conteúdos, o mundo global que quando posto à prova teve que se recolher. A ameaça criou novamente barreiras. As fronteiras voltam a reerguer-se e cada um se sente infinitamente mais seguro na diminuição da escala. Ora, temos a certeza de que não estamos divididos em países e distrito, a nossa cidade, a nossa freguesia, a nossa casa. Somos todos habitantes de um mesmo planeta. Mas para nos salvarmos e salvarmos os outros temos que reconhecer a nossa individualidade.”
Novos caminhos profissionais, sociais e econômicos
Em sua reflexão, o filósofo aponta que podemos repensar formas mais libertadoras e mais rentáveis de trabalho e renda: “As empresas vão descobrir que o home office pode ser uma ótima opção para a nova era e para o momento atual da economia mundial. A distribuição do investimento terá que ser repensada. Afinal um sistema de saúde saudável é mais necessário do que equipamentos de guerra. Essa constatação já é um caminho a se seguir! Vivemos acima de tudo uma experiência social alargada.”
Por fim, Abreu aponta para uma transformação irreversível em nível mundial como consequência da pandemia do covid-19: “Seja qual for o caminho que a Humanidade decida seguir, uma coisa é certa: a estrada não será a mesma.”
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 08/07/2020
EcoDebate - Edição 3.468 de 08/ julho / 2020
Desejamos a todos(as) um bom dia e uma boa leitura
O Butão conseguiu vencer a covid-19
Insustentabilidade do SUS: Subfinanciamento, Corrupção e Má Gestão
Relatório aponta endurecimento de políticas ambientais em todo mundo e faz alerta ao Brasil
Mundo pós-covid-19 – ‘Nada será como antes e a estrada não será a mesma’
Estudo aponta relação entre bairros com mais casos de Covid-19 e o uso de transporte público
Como a desigualdade alimenta as mortes por Covid-19
“Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]
terça-feira, 7 de julho de 2020
Sustentabilidade e Economia | Como ações sustentáveis podem melhorar os negócios
Imagem: https://pixabay.com/pt/photos/natureza-terra-sustentabilidade-3289812/
Quando se fala em uma eficiente gestão de negócios, é comum lembrarmos da importância da presença digital e de um bom serviço de hospedagem de sites.
Em um mundo cada vez mais conectado, esses recursos são mais essenciais para promover a digitalização de negócios. A hospedagem de sites é fundamental para qualquer negócio na internet.
No entanto, hoje em dia um empreendimento não pode deixar de lado uma pauta relevante: a sustentabilidade.
Empresas que investem em iniciativas sustentáveis possuem condições de melhorar a imagem da marca perante o público. Além disso, tais organizações contribuem também para o bem do meio ambiente.
Na atual era digital, com o fluxo maior de informação, o público está mais atento e mais exigente quando o assunto são práticas sustentáveis.
Nesse texto você vai encontrar tópicos que abordam o tema da sustentabilidade aliada à tecnologia e ao marketing. Confira mais sobre o que você vai saber.
O que é a Sustentabilidade?
Marketing Verde – Como a sustentabilidade pode auxiliar a gestão de uma empresa
Dicas para tornar o seu negócio mais sustentável
Os clientes valorizam marcas sustentáveis
Desafios da Sustentabilidade nas empresas
O que é a Sustentabilidade?
A Sustentabilidade é um conjunto de práticas e ações que possuem o objetivo de suprir as necessidades atuais do homem sem comprometer o bem estar das gerações futuras. Tais práticas podem ser adotadas pelo cidadão comum no seu dia a dia, bem como por empresas de grande e pequeno porte.
A noção de sustentabilidade e a sua importância para os tempos modernos veio à tona na década de 80 e desde então vem ganhando cada vez mais força.
A Sustentabilidade consiste na utilização inteligente dos recursos naturais. Sendo assim, empresas podem e devem adotar ações capazes de viabilizar esse uso adequado dos nossos recursos.
A utilização de material reciclável em escritórios, assim como medidas que visam fazer as indústrias reduzir a poluição, são alguns exemplos de ações voltadas para a Sustentabilidade.
conexões
Imagem: https://pixabay.com/pt/illustrations/hex%C3%A1gono-grupo-saber-concentra%C3%A7%C3%A3o-3392236/
Marketing Verde – Como a Sustentabilidade pode auxiliar a gestão de uma empresa
Em se tratando de sustentabilidade no segmento do empreendedorismo, muito se fala no Marketing Verde, que também pode ser chamado de ecomarketing ou marketing ambiental.
Esse tipo de marketing propõe ideias pautadas pela prática responsável de ações sustentáveis. Podemos aferir com isso que o Marketing Verde além de fazer bem para a marca da empresa, também faz bem para a saúde do planeta.
No entanto, vale salientar que no atual contexto os consumidores estão mais conscientes e de olhos abertos. Por isso, de nada adianta uma empresa transmitir uma imagem de amiga da natureza sem adotar de fato as práticas sustentáveis.
A partir do momento que o público encontra incoerências na postura da organização quando o assunto é cuidado com o meio ambiente, a imagem da marca é severamente prejudicada.
Dicas para tornar o seu negócio mais sustentável
Para adotar o Marketing Verde no dia a dia do seu negócio é necessário efetuar um planejamento, mudar determinados pontos da cultura da empresa e também métodos que sejam de acordo com o segmento de atuação da empresa.
Um pequeno empreendimento como uma loja, por exemplo, deverá adotar ações diferentes de uma grande indústria. São realidades distintas, mas que ainda assim são capazes de promover uma gestão preocupada com o meio ambiente.
Existem dicas para as empresas utilizarem práticas ecológicas de forma eficiente e planejada. Vamos ver quais são?
O uso de energias renováveis
Essa é uma possibilidade viável para o segmento das indústrias. Dependendo da estrutura e do campo de atuação, é interessante optar por fontes de energia pouco poluentes, como a eólica e a solar.
Entre as vantagens desse tipo de energia está a redução de recursos que prejudicam o meio ambiente.
Utilizar a reciclagem
Está aí uma prática que qualquer empreendimento tem condições de adotar, pois a reciclagem de materiais pode ser adotada no dia a dia da empresa. Um exemplo disso é a adoção de lixeiras com o intuito de separar os conteúdos descartados conforme com o material e a composição de cada um deles é um típico exemplo disso.
No entanto, a iniciativa pode ser ampliada por meio da utilização desses materiais para outros objetivos. Um exemplo disso são as embalagens de plástico, que podem ser utilizadas para a confecção de pequenos utilitários como um porta-lápis.
Além da reciclagem, outra medida importante para uma empresa adotar em suas práticas de sustentabilidade é a redução do consumo de energia. Um modo simples de fazer isso é usar a iluminação de LED que é mais econômica
Escolher os fornecedores adequados
As práticas de sustentabilidade no marketing verde não ficam restritas ao ambiente interno das empresas. É aí que entra a questão da escolha dos fornecedores.
Não basta a empresa se esforçar para adotar práticas sustentáveis se os fornecedores com quem ela trabalha não estão na mesma sintonia.
Diminuir a utilização do plástico
Que o plástico é um material útil para o nosso cotidiano não há dúvidas. Por outro lado, ele também pode ser um vilão quando o assunto é equilíbrio ambiental.
O plástico demora anos para se decompor e acaba se tornando um agente da poluição tanto em oceanos quanto em grandes centros urbanos. Nesse contexto, é válido que algumas empresas adotem medidas que tenham o objetivo de reduzir esse consumo de plástico.
No caso de restaurantes, por exemplo, é possível adotar medidas sustentáveis para reduzir o uso de materiais plásticos na sua rotina. A saída para isso é abandonar a utilização de canudos e adotar copos e embalagens compostos por materiais recicláveis.
Tal postura é bem vista pelos clientes e isso ajuda na consolidação de um público consumidor fiel à marca.
Adotar a cultura da economia colaborativa
Hoje em dia, o termo “economia colaborativa” é bastante mencionado no mercado. Mas afinal, no que ela consiste?
A economia colaborativa consiste em modelos de negócio que visa o compartilhamento de bens e espaços. Se você já utilizou os serviços de transportes como Uber ou de hospedagem como o Airbnb, então você já fez uso de recursos da economia colaborativa.
Um exemplo de economia colaborativa levando em conta a sustentabilidade pode ser adotado por uma pequena Startup. Nesse caso, a equipe da empresa pode trabalhar no regime de Home Office, reduzindo com isso gastos com transporte urbano.
Os espaços de coworking, nesse contexto, caem como uma luva, pois são iniciativas baseadas no conceito de economia colaborativa e servem como alternativa para empresas terem um local de trabalho.
Trabalhe com produtos orgânicos
Dependendo do tipo de negócio e ramo de atuação, é possível trabalhar com a venda ou produção de produtos orgânicos. Hoje em dia já existem consumidores, adeptos de iniciativas saudáveis e ecológicas, que priorizam esse tipo de produto.
Vários empreendimentos, nesse caso, já utilizam essa estratégia e disponibilizam apenas produtos orgânicos, ou seja, produtos que não utilizam agrotóxicos ou outros insumos artificiais em sua produção.
sistema
Imagem: https://pixabay.com/pt/illustrations/hex%C3%A1gono-grupo-cadeia-de-bloco-3420935/
Os clientes valorizam marcas sustentáveis
Na busca para atender bem e consolidar a marca entre os clientes, o marketing verde se torna um importante aliado. A ecologia hoje em dia é uma preocupação com o futuro do planeta.
Por essa razão, em tempos de problemas como aquecimento global e o surgimento de doenças ocasionados por intervenção humana em ambientes naturais, a sustentabilidade não é mais do que uma opção, mas sim é uma necessidade.
Nesse caso, os consumidores, cada vez mais conscientes, passam a exigir mais atitude das suas marcas preferidas. Qual é a procedência do material utilizado no sapato? Quantas árvores foram derrubadas para a fabricação desse móvel? Vocês fizeram testes em animais?
Tais perguntas são frequentes por vários consumidores quando a pauta é a compra de um produto ou serviço. Além disso, as redes sociais estão aí e elas se tornam o palco para os clientes mais exigentes cobrarem atitudes sustentáveis das empresas.
Por tudo isso, é importante que, na hora de estabelecer a visão e a missão de um negócio, os seus gestores não deixem de lado a sustentabilidade. Sendo assim, veja a seguir alguns dos benefícios que esse tipo de postura traz para o negócio.
Fidelidade à marca
Os clientes se sentem confiantes ao consumirem produtos feitos de maneira segura e respeitando o meio ambiente. Eles levam a sério empresas empenhadas em deixar um legado benéfico para o futuro do planeta.
Contudo, é interessante também destacar que até mesmo os funcionários podem se sentir estimulados a atuar em um ambiente consciente e responsável.
Destaque entre os concorrentes
As práticas sustentáveis podem trazer mais visibilidade para a empresa, se destacando inclusive entre os concorrentes.
Essa visibilidade é fundamental para promover a presença da marca no dia a dia dos consumidores.
Possibilidade para atrair investidores e novos talentos
A preocupação com pautas sustentáveis coloca a empresa no radar de investidores e possíveis parceiros de negócios.
Ela também possibilita atrair profissionais que estão entrando no mercado de trabalho e consideram importante estar alinhado com temas ecologicamente corretos.
Diminuição dos custos e dos desperdícios
A diminuição dos custos é mais uma das vantagens de aderir a pautas sustentáveis. Isso ocorre porque tais medidas economizam vários recursos e, em muitos casos, propiciam um aumento da produtividade dos funcionários.
Exemplos disso são desligar luzes desnecessárias, reutilizar a água e a instalação de equipamentos responsáveis por aquecimento e resfriamento geotérmico.
Com isso a empresa tem a possibilidade de reduzir a conta de luz, água e outros recursos, obtendo uma boa redução de custos.
A tecnologia da Cloud Computing, também conhecida como Computação em Nuvem, é um recurso bastante válido para auxiliar as empresas que querem adotar medidas ecologicamente corretas nos seus processos de trabalho.
O motivo para isso é que a Cloud Computing oferece ferramentas que permitem o armazenamento e o compartilhamento de arquivos sem necessitar gastar com pendrives, CDs e outras mídias.
A dica, nesse caso, é adotar ferramentas para a rotina de trabalho como o Google Drive, o Dropbox e o Asana. Essas ferramentas são apenas alguns exemplos práticos dos recursos que a Computação em Nuvem proporciona para uma empreendimento.
Inclusive, graças a elas é possível adotar o trabalho remoto, ou como você preferir chamá-lo, Home Office.
Aumento de vendas e mais lucros
Os clientes se tornam mais confiantes para comprarem os produtos de uma empresa que comprovadamente possui preocupações ambientais. Isso permite um aumento das vendas e também a captação de leads.
coletivo
Imagem: https://pixabay.com/pt/illustrations/pessoal-coletivo-grupo-saber-3285992/
Desafio da sustentabilidade nas empresas
Apesar das evidentes vantagens, nem sempre é fácil adotar de forma imediata as práticas sustentáveis no dia a dia da empresa. Vamos ver alguns desses principais entraves?
Obter apoio dos colaboradores
Em alguns casos, dependendo do tipo de empresa, é necessário adotar novas tecnologias e alguns colaboradores podem oferecer resistência. Isso é normal, pois nem sempre é fácil alterar drasticamente a rotina.
Nesse caso, é válido adotar treinamentos, palestras e reuniões. Isso, aos poucos, auxilia a adoção de uma nova cultura empresarial.
Mudanças na visão dos gestores
Muitas vezes há grande resistência por partes de outros gestores em acreditar em ideias sustentáveis. Isso é um ponto negativo, pois estes profissionais são os principais incentivadores das equipes.
Dificuldade em adotar processos seguros
Dependendo das ações pretendidas é muito difícil adotar ou viabilizar processos em algumas empresas. Isso devido à estrutura, legislações ou até mesmo por questões logísticas.
Falta de tecnologias adequadas
Algumas empresas precisam de certas tecnologias para viabilizarem as ações sustentáveis. E por conta disso, a ausência dessas tecnologias pode ser decisiva para implementar um sistema sustentável na empresa.
A Sustentabilidade diz respeito ao futuro não apenas das empresas, mas da sociedade
Portanto, diante de tantas vantagens e da necessidade, o pensamento e as atitudes sustentáveis no ambiente de trabalho são fundamentais no empreendedorismo.
Por fim, os consumidores estão cada vez mais exigentes quanto à postura sustentável adotada pelas empresas. E isso se reflete nos negócios e também nas novas práticas de consumo das futuras gerações.
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 07/07/2020
Covid-19 e outros ‘desserviços’ ecossistêmicos
Prezadas e prezados,
A Revista Ambiente & Sociedade acaba de publicar um número com um denso dossiê especial sobre a Covid-19:
The COVID-19 epoch: Interdisciplinary research towards a new just and sustainable ethics
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=1414-753X20200001&lng=en&nrm=iso
Nesse dossiê, escrevi um artigo, intitulado:
Pandemics, Existential and non-Existential Risks to Humanity
https://www.scielo.br/pdf/asoc/v23/1809-4422-asoc-23-e0126.pdf
Resumo: A pandemia causada pelo vírus SARS-Cov-2 deu início a uma era de estagnação econômica estrutural. Com ela, cruza-se o limiar em que os chamados “serviços ecossistêmicos” do planeta começam a se converter em “desserviços ecossistêmicos”. A Covid-19 é um desses desserviços. Em si mesma, ela não constitui, por certo, um risco existencial à humanidade.
Mas o que aqui se discute é a existência de uma linha divisória clara entre riscos existenciais e não existenciais.
Frequentemente, um risco existencial resulta de um conjunto de crises, que, isoladamente, não ameaçam existencialmente a humanidade. Contudo, combinadas e agindo em sinergia, essas crises têm potencial para tanto. A atual pandemia acena com uma chance de uma grande virada civilizacional, provavelmente a última chance antes que os desequilíbrios ambientais saiam do controle das sociedades.
Abraços, Luiz
Luiz Marques
www.mare.art.br
https://unicamp.academia.edu/LuizMarques
Ambiente & Sociedade
Print version ISSN 1414-753X On-line version ISSN 1809-4422
Table of contents
Ambient. soc. vol.23 São Paulo 2020
Editorial
· WHAT THE FIRES IN AUSTRALIA INDICATE – REFLECTIONS ON THEIR SCOPE
JACOBI, PEDRO ROBERTO; GRANDISOLI, EDSON; LAUDA-RODRÍGUEZ, ZENAIDA LUISA; MILZ, BEATRIZ
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· SPECIAL ISSUE SÃO PAULO MACROMETROPOLIS ENVIRONMENTAL GOVERNANCE FORUM
TORRES, PEDRO HENRIQUE CAMPELLO; JACOBI, PEDRO ROBERTO
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· Editorial N° 03/2020 The COVID-19 epoch: Interdisciplinary research towards a new just and sustainable ethic
Lauda-Rodriguez, Zenaida; Milz, Beatriz; Santana-Chaves, Igor Matheus; Torres, Pedro Henrique Campello; Jacobi, Pedro Roberto
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Original Articles
· ANALYSIS OF FORESTS’ GENETIC VULNERABILITY AND ARGUMENTS TO REDUCE DEFORESTATION
KULEVICZ, ROSANE APARECIDA; OLIVEIRA, OZENI SOUZA DE; POMPEU, NATÁLIA; SILVA, BENEDITO ALBUQUERQUE DA; SOUZA, ÉDILA CRISTINA DE
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· INFLUENCE OF CLIMATE CHANGE ON WORKING CONDITIONS IN THE LATE 21ST CENTURY
SOUZA, PLÍNIO MARCOS BERNARDO DE; CORRÊA, MARCELO DE PAULA; TORRES, ROGER RODRIGUES; SILVA, LUIZ FELIPE
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· THE IMPACT OF PUBLIC CONSORTIUM IN ENVIRONMENTAL SPENDING FROM MUNICIPALITIES IN SOUTHERN BRAZIL
BROIETTI, CLEBER; SOUZA, JOÃO ANTÔNIO SALVADOR DE; FLACH, LEONARDO; SILVA, GILBERTO CRISPIM; FERREIRA, CELMA DUQUE
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· THE CONTRIBUTIONS OF VISITS TO PROTECTED AREAS TO SCHOOL EDUCATION
PALMIERI, MARIA LUÍSA BONAZZI; MASSABNI, VÂNIA GALINDO
· abstract in English | Spanish | Portuguese · text in English | Portuguese · English ( pdf ) | Portuguese ( pdf )
· MIRACLE OR MIRAGE? CRITICAL CONTRIBUTIONS TO THE THEORY OF ECOLOGICAL MODERNIZATION IN LIGHT OF THE DESERTEC PROJECT
SOUZA, LUIZ ENRIQUE VIEIRA DE; FETZ, MARCELO; CAVALCANTE, ALINA MIKHAILOVNA GILMANOVA
· abstract in English | Spanish | Portuguese · text in English | Portuguese · English ( pdf ) | Portuguese ( pdf )
· HISTORY OF SCIENCE AND ENVIRONMENTAL EDUCATION IN THE EXPEDITION ALONG THE IPIRANGA STREAM
PATACA, ERMELINDA MOUTINHO; BANDEIRA, CAMILA MARTINS DA SILVA
· abstract in English | Spanish | Portuguese · text in English | Portuguese · English ( pdf ) | Portuguese ( pdf )
· WATER CONSERVATION IN DESERT CITIES: FROM THE SOCIOECOLOGICAL FIX TO GESTURES OF ENDURANCE
O’NEILL, BRIAN F.; BOYER, ANNE-LISE
· abstract in English | Portuguese | Spanish · text in English · English ( pdf )
· SEEDING THE CITY: HISTORY AND CURRENT AFFAIRS OF URBAN AGRICULTURE
CORRÊA, CARINA JÚLIA PENSA; TONELLO, KELLY CRISTINA; NNADI, ERNEST; ROSA, ALEXANDRA GUIDELLI
· abstract in English | Spanish | Portuguese · text in English | Portuguese · English ( pdf ) | Portuguese ( pdf )
· UPSTREAM, DOWNSTREAM: FISHERMEN, RIVER AND RISKS IN LOW SÃO FRANCISCO RIVER
CARVALHO, KLEVERTON MELO DE; SANTOS, MARIA ELISABETE PEREIRA DOS; SILVA, JULIANE ALVES CABRAL; AZEVEDO, ROSA EUNICE ALVES; SANTOS, VIRGINIA DE LOURDES CARVALHO DOS
· abstract in English | Spanish | Portuguese · text in English | Portuguese · English ( pdf ) | Portuguese ( pdf )
· THE PATHWAYS OF PARTICIPATION IN THE MORRO DO OSSO MUNICIPAL PARK, SOUTHERN BRAZIL
PRUNZEL, THANI DA SILVA; MARCUZZO, SUZANE BEVILACQUA; DEZORZI, RAFAEL VIDOR
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· RURAL DEVELOPMENT INTHE BRAZILIAN AMAZON: LEVELS AND DISTRIBUTION IN THE 2000-2010 DECADE
LOBÃO, MÁRIO SÉRGIO PEDROZA; STADUTO, JEFFERSON ANDRONIO RAMUNDO
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· BUILDING INDICATORS OF COMMUNITY RESILIENCE TO DISASTERS IN BRAZIL: A PARTICIPATORY APPROACH
CICCOTTI, LARISSA; RODRIGUES, ANGELA CASSIA; BOSCOV, MARIA EUGENIA GIMENEZ; GÜNTHER, WANDA MARIA RISSO
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· HETEROGENEITY AND SPATIAL FRAGMENTATION IN THE SAO PAULO MACROMETROPOLIS: THE PRODUCTION OF BORDERS AND HOLES
TRAVASSOS, LUCIANA RODRIGUES FAGNONI COSTA; ZIONI, SILVANA MARIA; TORRES, PEDRO HENRIQUE CAMPELLO; FERNANDES, BRUNA DE SOUZA; ARAUJO, GABRIEL MACHADO
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· EXPERIENCING PLACE: A STUDY OF THE RELATIONS BETWEEN MAN AND THE ENVIRONMENT AND THEIR IMPLICATIONS IN THE OLARIAS NEIGHBOURHOOD, TERESINA, PIAUÍ
OLIVEIRA, LARA CARVALHO DE; LOPES, WILZA GOMES REIS
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· RIVER BASIN MANAGEMENT PLANS AND THEIR CHALLENGES: THE CASE OF THE ALTO-TIETÊ RIVER BASIN – STATE OF SÃO PAULO, BRAZIL
SANTOS, SIMONE MENDONÇA; SOUZA, MARCELO MARINI PEREIRA DE; BIRCOL, GUILHERME AUGUSTO CARMINATO; UENO, HELENE MARIKO
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· DECENTRALIZATION OF ENVIRONMENTAL LICENSING AND IMPACT ASSESSMENT IN BRAZIL: LITERATURE AND REGULATORY REVIEWS
NASCIMENTO, THIAGO; ABREU, EMANOELE LIMA; FONSECA, ALBERTO
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· CONSERVATION OF GENETIC RESOURCES: A STUDY WITH MEDICINAL PLANTS ON THE COAST OF PARANÁ – BRAZIL
SILVA, LUIZ EVERSON DA; AMARAL, WANDERLEI DO; SILVA, MARCOS MACHADO DA; OLIVEIRA, ADRIANA LUCINDA DE
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· THE EFFECTS OF URBAN/INDUSTRIAL EXPANSION IN GUANABARA BAY ON THE PERCEPTION OF ARTISAN FISHERMEN
Tavares Filho, Francisco; Paiva, Roberta Fernanda da Paz de Souza; Poll, Ana Paula; Batista, Angelita Pereira; Freitas, Welington Kiffer de
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· SOCIOECONOMIC FACTORS AND NATIVE VEGETATION COVER IN RURAL LANDS IN SÃO PAULO STATE, BRAZIL
LEITE, MELINA DE SOUZA; SILVA JUNIOR, JOAQUIM ALVES DA; CALABONI, ADRIANE; IGARI, ALEXANDRE TOSHIRO
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Special Issue: São Paulo Macrometropolis Environmental Governance Forum
· POLICY AND PLANNING IN PARAÍBA VALLEY AND NORTH COAST: REGIONAL INTEGRATION IN DISCUSSION
GOMES, CILENE; ANDRADE, DANIEL JOSÉ DE
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· WASTE ELECTRICAL AND ELECTRONIC EQUIPMENT IN MACROMETRÓPOLE PAULISTA: LEGAL FRAMEWORK AND TECHNOLOGY AT THE SERVICE OF REVERSE LOGISTICS
SANTOS, KAUÊ LOPES DOS
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· THE FORMATION OF MACROMETROPOLIS IN BRAZIL: URBANIZATION PROCESS AND THE CONSTRUCTION OF A VICTORIOUS REGION
TAVARES, JEFERSON
· abstract in English | Spanish | Portuguese · text in English | Portuguese · English ( pdf ) | Portuguese ( pdf )
· CONFLICTS, VULNERABLE AREAS AND SUSTAINABILITY IN SÃO PAULO MACROMETROPOLIS
ALVIM, ANGÉLICA TANUS BENATTI; RUBIO, VIVIANE MANZIONE; BÓGUS, LUCIA MARIA MACHADO
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· PAYMENTS FOR ECOSYSTEM SERVICES TO WATER RESOURCES PROTECTION IN PARAÍBA DO SUL ENVIRONMENTAL PROTECTION AREA
PAVANI, BRUNA FATICHE; RIBEIRO, THIAGO CARLOS LOPES; GONÇALVES, DEMERVAL APARECIDO; SOUSA JÚNIOR, WILSON CABRAL DE; GIAROLLA, ANGÉLICA; ARRAUT, EDUARDO MORAES
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· WATER GOVERNANCE IN VALE DO PARAÍBA PAULISTA: NETWORK OF ACTORS AND SOCIOECOLOGICAL SYSTEMS
MARQUES, ALEXANDRE R.; TONIOLO, MARIA ANGÉLICA; LAHSEN, MYANNA; PULICE, SERGIO; BRANCO, EVANDRO ALBIACH; ALVES, DIÓGENES SALAS
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· ARE WE MISSING THE BIGGER PICTURE? AN ANALYSIS OF HOW SCIENCE CAN CONTRIBUTE TO AN ECOSYSTEM-BASED APPROACH FOR BEACH MANAGEMENT ON THE SÃO PAULO MACROMETROPOLIS
XAVIER, LUCIANA YOKOYAMA; GONÇALVES, LEANDRA REGINA; CHECON, HELIO HERMÍNIO; CORTE, GUILHERME; TURRA, ALEXANDER
· abstract in English | Spanish | Portuguese · text in English | Portuguese · English ( pdf ) | Portuguese ( pdf )
Debatin ideas – The COVID-19 epoch: Interdisciplinary research towards a new just and sustainable ethics
· BEYOND THE VIRUS: There cannot be a pandemic without the State
Toniol, Rodrigo
· abstract in English | Portuguese | Spanish · text in English · English ( pdf )
· FIGHTING COVID-19 IN SALVADOR: cooperation and conflict in intergovernmental relationship
Pereira, Carla Galvão; Arantes, Rafael de Aguiar
· abstract in English | Portuguese | Spanish · text in English · English ( pdf )
· Lessons from the Covid-19 pandemic: sustainability is an indispensable condition of Global Health Security
Ventura, Deisy de Freitas Lima; Giulio, Gabriela Marques di; Rached, Danielle Hanna
· abstract in English | Portuguese | Spanish · text in English · English ( pdf )
· Interfaces between Vulnerabilities, Governance, Innovation and Capacity of Response to COVID-19 in Brazilian Northeast
Pessoa, Zoraide Souza; Teixeira, Rylanneive Leonardo Pontes; Clementino, Maria do Livramento Miranda
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Levantamento identifica mais de 298 mil pessoas vivendo em áreas de risco de 17 estados
O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) encerrou o primeiro semestre de 2020 com um balanço positivo em relação à publicação de cartas de risco geológico, que identificam as áreas com potencial ou histórico de ocorrência de desastres, a exemplo de deslizamentos de terra, inundações, enxurradas, processos erosivos e queda de rochas. Nos primeiros seis meses, foram publicados os mapeamentos de 45 cidades de 17 estados, onde foram identificadas cerca de 298.185 pessoas vivendo em áreas de risco. Ao todo, de 2012 até este ano, a CPRM já mapeou 1.605 municípios.
Trabalho da CPRM já beneficiou mais de 1600 município desde 2012. Foto: Arquivo CPRM
Trabalho da CPRM já beneficiou mais de 1600 município desde 2012. Foto: Arquivo CPRM
Os trabalhos publicados no primeiro semestre têm 1.133 setores de risco nos quais estão incluídas aproximadamente 74.791 moradias. Coordenador-executivo da Setorização de Risco Geológico da CPRM, o geólogo Julio Cesar Lana explica que as cartas são documentos cartográficos que constituem uma importante ferramenta para auxiliar os órgãos públicos na adoção de medidas de prevenção de desastres. Todas as informações sobre o trabalho são públicas e estão disponíveis no site da CPRM, bem como são enviadas aos gestores municipais e estaduais das áreas estudadas. Além disso, todos os dados também ser consultados por qualquer cidadão no mapa on-line onde é possível visualizar as áreas com riscos em todo o Brasil.
“O mapeamento das áreas de risco geológico é feito em campo juntamente com a Defesa Civil municipal. Durante o mapeamento, são percorridas as porções urbanizadas da cidade com foco na identificação de áreas que possam desenvolver ou serem atingidas por eventos adversos de natureza geológica, com potencial de causar perdas ou danos diretos à comunidade. Após o término da etapa de campo, os trabalhos seguem em escritório com a elaboração dos mapas, relatório, arquivos vetoriais em SIG e são posteriormente publicados no site da CPRM. Os municípios recebem, então, um comunicado da publicação para que possam utilizar o trabalho nas diversas atividades de prevenção de desastres e gerenciamento urbano”, explica Julio Lana.
Mapeamento de riscos é realizado in loco e conta com o apoio de equipes municipais de Defesa Civil. Foto: Arquivo CPRM
Mapeamento de riscos é realizado in loco e conta com o apoio de equipes municipais de Defesa Civil. Foto: Arquivo CPRM
Os mapeamentos publicados em 2020 contemplaram municípios dos estados Ceará, Pará, Paraíba, Paraná, Acre, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rondônia, Sergipe, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pernambuco. “Em 2012, a CPRM recebeu do Governo Federal a missão de realizar em quatro anos o mapeamento de áreas de risco em 821 municípios indicados como prioritários. Após essa meta ter sido atingida, a CPRM continuou os trabalhos e atingiu até o momento a marca de 1605 municípios mapeados no Brasil. Alguns estados já são 100% mapeados, a exemplo do Espírito Santo, Amazonas, Acre, Santa Catarina e Rondônia”, acrescentou o coordenador.
De acordo com os números relacionados à setorização de risco, mais de 3,9 milhões de pessoas vivem em risco entre os municípios mapeados, em mais de 954 mil moradias. Os estudos da CPRM apontam um total de 14.443 setores de risco e 194 municípios sem risco identificado. Em relação a estes dados, o geólogo Julio Lana faz uma avaliação do tipo de risco mais comum classificado entre as áreas setorizadas.
“Considerando os municípios mapeados pela CPRM até o momento, aproximadamente 49% das áreas de risco estão relacionadas a deslizamentos e 34% a enchentes e inundações. Dessa forma, cerca de 83% das áreas de risco mapeadas até o momento estão relacionadas a deslizamentos ou inundações, o que comprova a grande relação desses processos com as áreas de risco no Brasil”, esclareceu o coordenador.
Mapeamento de riscos analisa áreas propensas à ocorrência de desastres, como deslizamentos, inundações e enxurradas. Foto: Arquivo CPRM
Mapeamento de riscos analisa áreas propensas à ocorrência de desastres, como deslizamentos, inundações e enxurradas. Foto: Arquivo CPRM
Na região Norte, especialmente no domínio da bacia amazônica, cerca de 43% das áreas de risco mapeadas estão relacionadas a inundação. Além disso, nessa região ocorre um processo de desestabilização da margem de grandes rios, conhecido como Terras Caídas, que é exclusivo dessa porção do país.
Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, predominam as áreas de risco associadas a deslizamentos e inundações. Nos municípios litorâneos também é comum a ocorrência de áreas de risco relacionadas a processos de erosão costeira/marinha. Já na região Centro Oeste, predominam as inundações e os processos erosivos do tipo ravina e voçoroca.
As informações dos mapeamentos podem ser consultadas aqui ou aqui.
Fonte: Serviço Geológico do Brasil (CPRM)
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 07/07/2020
EcoDebate - Edição 3.467 de 07/ julho / 2020
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“Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]
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