Powered By Blogger

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Conferência do Clima

Queridos e extraordinários amigos da Avaaz, 

Conseguimos! Apesar da proibição do que seria uma grande marcha em Paris, ainda assim quebramos o recorde do ano passado e fizemos a maior mobilização pelo clima da história!De São Paulo a Sidney, 785 mil pessoas fizeram o chão tremer em mais de 2.300 eventos em 175 países. Todos unidos em uma só voz, exigindo um futuro com energia 100% limpa para salvarmos tudo o que amamos. Estamos nas capas dos jornais no mundo todo e já podemos sentir o impacto na Conferência de Paris. 

É quase impossível descrever a força e a beleza do que criamos, mas essas fotos nos ajudam a entender um pouco como foi: 

Londres, Reino Unido
Este é o movimento que nosso planeta estava esperando.Muitos países, como Bangladesh e Irlanda, testemunharam as maiores mobilizações pelo clima de suas histórias. Na Austrália, 120 mil pessoas foram às ruas. Na Índia, 100 mil. Em Sanaa, no Iêmen, as pessoas saíram às ruas mesmo com bombardeios acontecendo por perto. 

A partir do canto superior esquerdo, em sentido horário: Melbourne, Helsinki, Berlim, Jacarta, Bogotá, Amsterdã

Na França, mobilizações que reuniriam mais de 500 mil pessoas foram canceladas por questões de segurança, mas membros e a equipe da Avaaz reuniram mais de 10 mil pares de sapato, como símbolo das pessoas que gostariam de estar nas ruas – até o Papa e o secretário-geral da ONU doaram seus pares! Os calçados foram colocados na Place de la Republique, em Paris, às vésperas da Conferência do Clima. 


As mobilizações tiveram grande cobertura jornalística, aparecendo em centenas de grandes veículos de comunicação e virando manchete da Al Jazeera e do New York Times. 

O representante do Papa Francisco afirmou: "Hoje, o Papa está em espírito com centenas de milhares de pessoas, de mãos dadas com os pobres e com aqueles que buscam um tratamento justo quanto aos efeitos climáticos."

Em seu discurso para os líderes mundiais na manhã de hoje, Ban Ki-moon, o secretário-geral da ONU, reforçou: “Os povos do mundo também estão tomando a iniciativa. Eles foram às ruas de cidades ao redor do mundo todo, organizaram mobilizações enormes pedindo por mudanças… e esperam que cada um de vocês responda à altura. A História pede ação.”

E Christiana Figueres, chefe das negociações do clima da ONU, nos agradeceu e anunciou: "Estou colaborando com a Avaaz na instalação de um telão para que a voz do povo seja ouvida. Todos os negociadores poderão ver o quão forte é o apoio a um acordo sobre o clima que proteja nosso planeta, a casa de todos nós." 

Clique para ver mais imagens do dia e mensagens de quem estava lá 

Hoje começa a Conferência do Clima. Durante anos, os políticos nos disseram: “Prove que as pessoas se importam e então tomaremos uma atitude". No fim de semana, mostramos a eles que o mundo inteiro quer um acordo por energia 100% limpa. E agora, um vídeo em que fazemos essa exigência está sendo exibido enquanto os chefes de Estado entram no prédio da conferência. É impossível que nos ignorem, ou que ignorem nosso apelo: a equipe da Avaaz está na conferência e levará nossas vozes aos negociadores sempre que alguém tentar enfraquecer o acordo. 

Neste fim de semana, nosso movimento alcançou outro nível. Nas próximas duas semanas, vamos continuar mostrando essa força sempre que for necessário. Vamos manter a bandeira da esperança hasteada e sacudir a conferência até chegarmos a um acordo que proteja nosso futuro. 

Um abraço com muita gratidão e determinação, 

Emma, Alice, Luis, Ricken, Ben, Mais, Dan e toda a equipe da Avaaz 

PS: Clique aqui para ler o editorial que o Ricken escreveu sobre este momento e sobre como ele representa um teste para toda humanidade (em inglês).

Milhares de membros da Avaaz enviaram fotos e vídeos sensacionais dos eventos ocorrendo em todo o mundo. Pelas próximas duas semanas, essas imagens serão projetadas em um telão na conferência, que será visto pelos governantes e negociadores todas as vezes em que entrarem e saírem do prédio.



A Avaaz é uma rede de campanhas global de 41 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas nacionais e internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.



Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Água, Amazônia, BNDES, Energia, Mineração, Mudanças Climáticas, Povos Indígenas
Ano 15
01/12/2015

 

Direto do ISA

 
  Dados oficiais preliminares confirmam que grandes obras de infraestrutura do governo são fatores determinantes no aumento da taxa de derrubada da floresta na Amazônia Direto do ISA, 1/12.
  Na manhã do último sábado, indígenas vindos de várias partes do mundo reuniram-se em um pequeno teatro na capital francesa para debater propostas em defesa da natureza e dos territórios indígenas, sob o comando do cacique Kayapó Raoni Metuktire, do Brasil Direto do ISA, 30/11.
  Mais de 700 mil pessoas em 170 países foram às ruas de maneira pacífica e festiva, entre ontem e anteontem, pedindo um compromisso firme na luta contra a mudança climática por parte dos 150 chefes de estado e de governo que se reúnem na COP 21. Em Paris, manifestação foi pacífica, mas houve distúrbios após polícia interferir Direto do ISA, 30/11.
  Leia a nota do Observatório do Clima sobre o discurso da presidente Dilma Rousseff na abertura da Conferência do Clima de Paris (COP 21) Direto do ISA, 30/11.
  
 

Mudanças Climáticas

 
  O primeiro dia da COP21, a Conferência de Clima da ONU que acontece em Paris até o dia 11 de dezembro, serviu para confirmar discursos positivos dos líderes globais. Mas esses mesmos discursos também expuseram o impasse para tornar o acordo final "legalmente vinculante", ou seja, com força para obrigar os países a cumprirem as metas que declararam. A polêmica sobre o financiamento de nações ricas para ajudar países pobres a reduzirem as emissões de gases causadores do efeito-estufa também deve se acirrar nos bastidores. Os líderes globais partiram da França e deixaram para seus negociadores uma missão nada fácil: garantir que as boas intenções proferidas nos discursos se convertam em um consenso FSP, 1/12, Mundo, p.A10.
 
No rascunho do documento de 20 páginas, sobre o qual os negociadores deverão se debruçar em longas reuniões que devem entrar noite adentro nas próximas duas semanas, ainda há 231 colchetes - sinal usado para deixar em evidência onde não há consenso. São os mesmos velhos vilões das últimas tentativas de se estabelecer um acordo. O financiamento às medidas de combate ao aquecimento global é considerado uma das questões mais sensíveis. Outra questão que deve causar polêmica é em quanto ficará a meta de aumento da temperatura do planeta até 2100 O Globo, 1/12, Sociedade, p.24.
  A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, defendeu em discurso um entendimento que resulte em obrigações a serem cumpridas pelos países signatários. Dilma cobrou a adoção de um tratado justo, universal e ambicioso e "legalmente vinculante", ou seja, com caráter obrigatório. "Não é (legalmente vinculante) em um sentido intrusivo, nem punitivo, mas para verificar as condições pelas quais os países estão desenvolvendo suas políticas", disse posteriormente à imprensa. Dilma também defendeu que o acordo de Paris inclua um mecanismo de revisão a cada cinco anos. "Isso pode propiciar uma convergência ao longo do tempo" OESP, 1/12, Metrópole, p.A14.
  Os governos brasileiro e norueguês decidiram ontem prorrogar a sua parceria nas áreas de clima e florestas até 2020, aumentando a ambição de redução do desmatamento e da degradação florestal. A primeira fase da parceria, que é baseada em resultados, está em vigor desde 2008 e já representou uma contribuição de US$ 1 bilhão por parte da Noruega ao Fundo Amazônia brasileiro. Agora, serão mais US$ 600 milhões. Cortar as emissões de carbono resultantes do desmatamento pela metade nos países dos trópicos pode evitar o lançamento de 1,135 bilhão de carbono na atmosfera O Globo, 1/12, Sociedade, p.24.
  O governo vai lançar um selo para indicar a pegada de carbono de produtos fabricados no país. A ideia é informar consumidores domésticos e importadores sobre a quantidade de gases de efeito estufa que é gerada no processo de produção. O objetivo do projeto, que está sendo tocado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em parceria com uma empresa britânica, é estimular empresas a adotar políticas mais ambientalmente sustentáveis e, ao mesmo tempo, permitir que a indústria tire partido de uma vantagem competitiva natural do país. Como a matriz energética brasileira tem um participação importante de energia renovável, os indicadores tendem a ser relativamente favoráveis na comparação internacional FSP, 30/11, Folhainvest, 30/11, p.A22.
  
 

Energia

 
  O cofundador da Microsoft, Bill Gates, lançou ontem uma fundo bilionário dedicado à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias de energia limpa. O anúncio da Breakthrough Energy Coalition (coalizão para revolução na energia) foi feito durante a COP-21, ao lado de líderes de Estado de todo o mundo. A coalizão nasce com US$ 7 bilhões em investimentos, feitos por investidores privados e países desenvolvidos e em desenvolvimento. Gates disse que irá contribuir pessoalmente com US$ 2 bilhões. "Biocombustíveis, energia eólica, fissão, fusão, captura de carbono: não temos preferência por qualquer tipo de energia, mas tem de ser limpa e fácil para poder ganhar escala de forma rápida e barata", disse Gates OESP, 1/12, Economia, p.B15.
  Bastaram poucas horas para que o colapso financeiro de um dos maiores grupos empresariais da Espanha fizesse vítimas em Barreiras, no oeste da Bahia. Logo após o anúncio de que a empresa entrara em pré-recuperação judicial, os primeiros empregados da obra da linha de transmissão que levará energia de Belo Monte para o Nordeste começaram a ser demitidos. Ao todo, 1,5 mil foram dispensados. Fornecedores já contam alguns meses de atrasos nos pagamentos. Resultado: as obras do linhão que cruza quatro Estados foram interrompidas. O problema se repete em outros projetos que envolvem a multinacional espanhola no Brasil OESP, 1/12, Economia, p.B13.
  
 

Mineração

 
  Em seu discurso na COP-21, a presidente Dilma fez questão de mencionar o rompimento da barragem em Mariana (MG). "A ação irresponsável de umas empresas provocou o maior desastre ambiental na História do Brasil, na grande bacia hidrográfica do Rio Doce. Estamos reagindo ao desastre com medidas de redução de danos, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragédia", disse O Globo, 1/12, Sociedade, p.24; OESP, 1/12, Metrópole, p.A15.
  O governo federal e os Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo ajuizaram ontem uma ação civil pública na Justiça Federal para que a mineradora Samarco abasteça um fundo com R$ 2 bilhões ao ano, pelo período de uma década. O dinheiro deve ser utilizado para revitalizar a bacia do Rio Doce e reparar danos socioeconômicos causados às famílias atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana OESP, 1/12, Metrópole, p.A15.
  Vinte e dois dias após o rompimento da barragem de rejeitos da Samarco em Mariana (MG), integrantes da diretoria da mineradora Vale (associada da empresa, com a anglo-australiana BHP Billiton) reafirmaram sexta-feira que as sócias não têm responsabilidade direta pelo acidente. Em raro pronunciamento público desde a tragédia, os executivos anunciaram a criação de um fundo voluntário para a recuperação do Rio Doce, sem valor definido OESP, 28/11, Metrópole, p.A20.
  
 
Imagens Socioambientais