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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

EcoDebate - Edição 2.393 de 01/ outubro / 2015


Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]

PINDAMONHANGABA (SP) : Voluntário faz cadeiras de rodas para doar para cachorros deficientes

A cadela Luz consegue correr pelo quintal após receber a cadeira (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)
A cadela Luz consegue correr pelo quintal após receber a cadeira (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)
O passatempo do vendedor Celso Hommer, de Pindamonhangaba, se tornou a saída para resolver o problema de centenas de cachorros. Com canos de PVC e outros materais recicláveis, ele cria carrinhos para cães com dificuldades de locomoção. Em três anos, Celso já criou e doou 630 cadeirinhas.
A distribuição é gratuita para pessoas de todo o Brasil que o procuram. Segundo o vendedor, a inspiração veio do caso da cadela Vitória, que era tutelada por um amigo. A cadela foi atropelada e teve as duas patas traseiras amputadas.
“Cheguei a comprar um carrinho para ela. Não deu certo. Eu fui pesquisando, pedindo informações. Fui juntando e assim cheguei no projeto que eu faço até hoje”, disse Celso.
A Vitória não se adaptou à cadeirinha. Mas a partir do caso dela, Celso passou a olhar para outros cães que sofrem com o mesmo tipo de deficiência.
O trabalho dele virou uma referência nas redes sociais e, hoje, ele recebe pedidos de todo o Brasil.
Como ele não cobra pelo serviço, para ele, a maior recompensa é receber vídeos dos tutores que mostram a satisfação dos animais.
A professora Suely dos Santos Diniz recebeu uma dessas cadeirinhas para sua cadela, a Luz. Agora, sem a ajuda de ninguém, a Luz consegue correr pelo quintal, como fazia antes do acidente que lhe tirou a mobilidade das patas traseiras.
“Percebi que quando coloco a cadeirinha, ela fica muito feliz. Tem uma vida mais saudável”, disse Suely.
Fonte: G1

CANADÁ : Prefeitura exige que tutor se desfaça de seus porcos

01 de outubro de 2015 

(da Redação da ANDA)
Mike Downey e seus "garotos". Foto: Facebook
Mike Downey e seus “garotos”. Foto: Facebook
Um morador de Victoria, no Canadá, diz ter recebido um ultimato da prefeitura para remover os seus porcos do município, sob a alegação de que é proibido tutelar animais de fazenda na cidade.
Mike Downey tem as “crianças” – que é como ele carinhosamente se refere aos porcos potbellied que tutela – há cerca de dois anos e meio em uma casa no oeste de Victoria, onde ele opera um centro de cuidados a crianças com necessidades especiais.
De acordo com o Vancouver 24hrs, em um extenso post no Facebook, Downey descreveu a sua história, contando que pagou 2 mil dólares para regularizar a tutela dos porcos junto à Agência de Inspeção Alimentar do Canadá, mas terminou ouvindo da prefeitura que eles não seriam permitidos.
Em uma entrevista, Downey disse que os porcos se tornaram um alvo depois do dia em um deles saiu do portão e caminhou pela rua. A área de controle de animais foi chamada por um vizinho, que também reclamou do cheiro que emanava do banheiro dos animais.
Ele realocou os porcos, enquanto resolve a situação com a prefeitura. O prazo dado a ele foi 30 de setembro.
“Eu farei tudo o que for preciso para manter os meus animais, pois quero estar junto da minha família, para poder olhar por eles”, disse Downey, “e não ser forçado a sair da cidade por ter animais de companhia que as pessoas gostam de comer”.
A área de controle animal de Victoria encaminhou perguntas ao diretor de serviços legislativos e regulatórios, que ainda não havia respondido até então.
Anna Pippus, diretora de advocacia para animais de fazenda da ONG Animal Justice, disse que foi contatada por Downey para que o ajudasse a persuadir a prefeitura a mudar de ideia.
“Eu não acho que a prefeitura esteja fechada a negociações; penso que o objetivo de sua legislação é evitar que as pessoas transformem a cidade em uma fazenda”, declarou ela.
“Mas porcos da espécie potbellied não são normalmente criados para consumo humano. Eles são estritamente considerados animais de companhia…você pode ir à Whole Foods ou certas lojas e comprar carne de coelho, mas você também pode ir a um abrigo e adotar um coelho – o mesmo vale para os porcos potbellied”, explicou Anna.

RODEIOS E EXPLORAÇÃO : Dia triste para a causa animal

01 de outubro de 2015

Após um ano em tramitação, Projeto de Lei que visava proibir rodeios em Bauru rejeitado por 11 votos a 5.
Plenário ficou dividido entre militantes da causa animal e defensores dos rodeios (Foto: Paulo Macarini)
Plenário ficou dividido entre militantes da causa animal e defensores dos rodeios (Foto: Paulo Macarini)
“Vocês vão se arrepender!” – sob esse grito, um dos manifestantes do coletivo bauruense Bauru Sem Rodeio, terminou a votação do Projeto de Lei, de autoria do vereador Roque Ferreira (PSOL), que propunha a revogação de uma ementa que alterou Lei 4428 e permite a realização de rodeios na área rural de Bauru.
Por 11 votos, a proposta foi rejeitada e a alteração da lei permanece em vigor, permitindo a realização de rodeios na área rural do município. Segundo o vereador autor do projeto, o Código Sanitário do Estado de São Paulo já proíbe realização de rodeios e a existência de haras, galinheiros, pocilgas e congêneres no perímetro urbano. O parlamentar afirma, ainda, que se encontra em situação de irregularidade qualquer rodeio que seja realizado no perímetro urbano de Bauru.
Presidente da Comissão de Meio Ambiente, Higiene, Saúde, Previdência e Direito e Proteção dos Animais, o vereador Paulo Eduardo de Souza se posicionou a favor da proposta e reiterou a necessidade de se discutir o tipo de entretenimento que é oferecido para a população. “A própria Espanha proibiu as touradas, não tem justificativa cultural para continuarmos com a prática de rodeios. O poder público precisa encontrar meios de oferecer à população opções culturais que resgatem a origem rural do nosso povo, mas que respeitem os direitos animais”, pontua. O parlamentar reforça a necessidade de se fiscalizar práticas de rodeio ainda realizadas no município, como o rodeio que acontece anualmente no Núcleo Habitacional Mary Dota, e punir os responsáveis caso a prática esteja em discordância com a lei estadual. Paulo Eduardo ainda afirma que a emenda supressiva, que continua permitindo rodeios em Bauru há 16 anos, foi proposta em função de um evento da cidade. “A questão é polêmica e sempre que colocada em discussão cria um hiato político, mas o poder público tem obrigação de seguir a lei”, finaliza.
Marta Caputo: Então a gente pode continuar escravizando pessoas nas fazendas de cana, já que o faziam até 1888? (Foto: Paulo Macarini)
Marta Caputo: Então a gente pode continuar escravizando pessoas nas fazendas de cana, já que o faziam até 1888? (Foto: Paulo Macarini)
Contrário à proposta, o vereador Marcos Antônio de Souza (PMDB) afirma que o rodeio realizado no núcleo Mary Dota não fere a legislação estadual, já que o evento é anterior à promulgação da lei e que a discussão é mais de cunho filosófico que de mérito legislativo. “Essa discussão é filosófica. E se for pensar do ponto de vista filosófico, tanto os defensores dos rodeios como os defensores dos animais têm razão”, afirma.
Militante da causa animal, a publicitária Marta Caputo, que acompanhou a votação, afirma que o município negligencia a legislação estadual ao permitir a prática. “Então a gente pode continuar escravizando pessoas nas fazendas de cana, já que o faziam até 1888?”, ironiza. Além da indignação pela reprovação da emenda, a militante ainda informa que o poder público municipal financia festas que tem rodeio entre suas atrações, por meio de subvenção da Secretaria Municipal da Cultura. A informação é confirmada pela licitação postada na página do coletivo Bauru Sem Rodeio no Facebook.
Na defesa da proposta na tribuna, o autor do projeto afirmou que a questão da proibição dos rodeios é uma discussão que acontece no país todo e que a população frequenta esse tipo de evento pela falta de oferta de alternativas culturais. Para ele, a atração de público não justifica a continuidade dos rodeios, já que há 2 anos o rodeio não acontece mais na Grand Expo, uma das maiores feiras agropecuárias do Estado, realizada anualmente em Bauru. “Muitos dos vereadores dessa casa frequentam a Grand Expo e viram que não houve queda de público de dois anos pra cá. A gente tem duas opções, continuarmos atrasados ou assumir a construção de novos procedimentos éticos e culturais”.

PROTEÇÃO ANIMAL NA INFÂNCIA : Sensibilizando educadores

01 de outubro de 2015 

Por Fátima ChuEcco (Da Redação da ANDA)
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Para motivar as crianças a respeitarem os animais é preciso ter educadores nas escolas compromissados com essa postura. Já vieram à tona vários casos de professores maltratando e até matando cães e gatos que inocentemente procuraram abrigo em escolas. As crianças precisam ter exemplos de ética e deve haver um reforço de suas ações quando demonstram compaixão, solidariedade e respeito pelos animais.
Foi por isso que o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal – FNPDA (com sede em São Paulo) decidiu criar o programa Educação Ambiental Humanitária em Bem-Estar Animal – EAHBEA. Trata-se de uma capacitação com duração de oito horas que já atingiu mais de 6 mil educadores do Ensino Infantil, Fundamental e Médio, a partir de convênio com as Secretarias Municipais de Educação de 53 municípios em 8 Estados: Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
“A Secretaria convoca os educadores (professores, coordenadores pedagógicos e gestores) de suas escolas municipais. Algumas vezes comparecem também professores estaduais e até de escolas particulares”, explica Elizabeth MacGregor, diretora de Educação do FNPDA. “O cenário de maus-tratos e abandono de animais, baseado em atitudes culturalmente arraigadas e ultrapassadas, denota uma lacuna no nível de informação e educação das pessoas, e do próprio sistema escolar brasileiro, em relação ao atual conhecimento científico quanto à questão da senciência animal e, portanto, às suas necessidades espécie-específicas. O conhecimento desses significados pode ser uma base na construção de programas educativos na escola, que representa um espaço fundamental para fortalecer a consciência ambiental holística”, argumenta.
Elizabeth acredita que o programa desenvolvido pelo Fórum pode mudar o paradigma atual da percepção dos alunos sobre o impacto das ações humanas no meio ambiente e, consequentemente, sua responsabilidade nesse resultado. No conteúdo passado aos educadores estão: princípios da Educação Ambiental Humanitária em Bem-estar Animal, reconhecimento de que os animais são seres sencientes e têm necessidades específicas, reconhecimento de que os seres humanos interagem com outros animais e suas ações têm um profundo impacto nas vidas deles e no meio ambiente, desenvolvimento e multiplicação de atitudes de compaixão, respeito e responsabilidade.
O programa indica materiais didáticos e incentiva a inserção de temas na sala de aula de acordo com a faixa etária. Entre os DVDs oferecidos estão “Criando um Amigo”, “Animais: Seres Sencientes”, “Silvestre Não é Pet”, “Compartilhando o Mundo” e “Rodeio: De que lado você está?”. A capacitação e material didático são gratuitos. Para saber mais acesse o site.
Dica de leitura
Capa Livro
O bicho-preguiça é encantador e a sua natural simpatia pode despertar nas crianças o desejo de preservar a natureza. O Livrinho da Preguiça, da zoóloga britânica Lucy Cooke (Editora Nossa Cultura), dá vontade de abraçar as páginas de tão cativantes que são as fotos de bebês preguiça e seus parentes adultos em situações e poses realmente surpreendentes. A linguagem é bastante apropriada para crianças e jovens Os animais foram fotografados por Lucy na sede da “Preguicity”, em Costa Rica – um santuário que oferece lar a mais de 150 preguiças, a maioria orfã.
Aliás, as mesmas “estrelas” do livro também fizeram parte de um documentário no Canal de TV Animal Planet com o título “Que fofura! Bebê Preguiça”. “Em Preguicity os dias correm beeem devagar. É a ilha dos sonhos de qualquer preguiça, onde todos os seus caprichos são atendidos. O livro apresenta um punhado de preguiças famosas no santuário. Temos muito que aprender com seu jeito suave de ser”, comenta a autora.
A narração é uma delícia até mesmo para adultos decifrando o comportamento pouco conhecido dessas espetaculares criaturas muito comuns também no Brasil mas que, lamentavelmente, devido à destruição de seu habitat natural, estão tentando encontrar novos locais para viver e sendo atropeladas nas estradas e capturadas ilegalmente nas cidades.
O livro reúne adoráveis histórias reais como a das preguiças Sol e Sammy, resgatadas de caçadores que queriam vendê-las como animais de estimação. Elas chegaram ao santuário com poucos dias de vida e, literalmente, nunca mais se largaram. Vivem abraçadas e às vezes de uma forma tão majestosamente encaixada que, conforme diz a autora, ficam parecendo um “bicho-preguiça de duas cabeças”. Um belo trabalho, repleto de informações, imagens maravilhosas e um texto bem-humorado que transformam esse livro num excelente instrumento para despertar o amor aos animais na infância.
Sol e Sammy. Foto: Divulgação
Sol e Sammy. Foto: Divulgação

POLÍTICAS PÚBLICAS : Ribeirão Preto (SP) cadastra 300 animais domésticos para castração gratuita

01 de outubro de 2015 

Coordenadoria de Bem Estar Animal castra 300 cães e gatos gratuitamente (Foto: Mauricio Glauco/EPTV)
Coordenadoria de Bem Estar Animal castra 300 cães e gatos gratuitamente (Foto: Mauricio Glauco/EPTV)
A Coordenadoria de Bem Estar Animal de Ribeirão Preto (SP) realiza nesta quarta-feira (30) e quinta-feira (1º) o cadastro de famílias interessadas em castrar cães e gatos domésticos. Ao todo, são oferecidas 300 vagas e os procedimentos serão realizados em data posterior. Todas as orientações sobre cuidados pré e pós-cirúrgico serão informados ao tutor.
Os interessados devem comparecer ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) levando consigo cópias do documento de identidade, do CPF e de um comprovante de residência. É preciso estar atento também aos seguintes requisitos: podem ser castrados animais a partir do sexto mês de vida e as fêmeas não podem estar no cio ou amamentando.
O CCZ fica localizado na Avenida Eduardo Andréa Matarazzo (Via Norte), n.º 4.255, na zona norte de Ribeirão. O Centro funciona das 8h às 11h e das 13h às 16h.
Fonte: G1

ESTADOS UNIDOS : Evangélicos defendem direitos animais

01 de outubro de 2015 

(da Redação da ANDA)
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Dezenas de pastores evangélicos, estudiosos, teólogos e outros líderes religiosos têm falado internacionalmente sobre o bem-estar animal com uma declaração de enfrentar “toda e qualquer crueldade contra os animais.”
“Every Living Thing: An Evangelical Statement on Responsible Care for Animals”, em português “Todos os seres vivos: uma declaração evangélica sobre cuidado responsável para animais”, ressalta que todos os animais são merecedores de compaixão e desafia os fiéis a trabalharem para a sua proteção e preservação.
Segundo o Huffington Post, a declaração faz parte de uma campanha que foi lançada nessa quarta-feira (30) em Washington, nos Estados Unidos.
De acordo uma pesquisa realizada para o lançamento da campanha, quase nove em cada 10 líderes evangélicos pesquisados ​​concordaram que os cristãos têm a responsabilidade de falar contra a crueldade animal. No entanto, mais de oito em cada 10 entrevistados disseram que suas igrejas não estão envolvidos em iniciativas de bem-estar animal.
Ainda assim, para os analista, este é um momento histórico, já que a declaração evangélica pode ser mais um passo em direção a sensibilização religiosa dos direitos animais. Em junho, o Papa Francisco também afirmou que os seres humanos e os animais estão interconectados.
“Ter uma declaração unificada entre os evangélicos sobre o significado espiritual dos animais é diferente de tudo que eu já vi na minha vida”, disse Christine Gutleben, representante da Humane Society dos Estados Unidos.