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terça-feira, 1 de setembro de 2015

NORTH ISLAND, CANADÁ : Funcionário que se recusou a matar filhotes de urso é destituído do cargo

01 de setembro de 2015 

(da Redação da ANDA)
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Um funcionário da área de preservação ambiental do Canadá que desafiou a sua chefia e se recusou a matar dois filhotes de urso órfãos está sendo destituído do cargo. As informações são do Huffington Post.
Bryce Casavant conquistou os corações dos defensores de animais quando ele optou por não atirar nos pequenos em Julho, após a sua mãe ter sido morta por invadir casas na região de Port Hardy, em British Columbia (Canadá).
Ao invés de matar os filhotes, Casavant enviou-os a um refúgio de vida selvagem.
Mas a decisão rendeu-lhe uma suspensão com multa, conforme publicado pela ANDA e, na última sexta-feira, Casavant foi transferido do Conservation Officer Service para outra instituição.
Stephanie Smith, presidente do Sindicato de Funcionários do Governo de British Columbia, disse que Casavant estava chocado e desapontado com o fato.
“Ele leva muito a sério o seu papel de gestor dos recursos naturais e da vida selvagem” declarou Smith.
Jamie Edwardson, porta-voz da B.C. Public Service Agency, afirmou que a transferência de Casavant não consistiu em uma ação disciplinar contra o mesmo.
Ele informou que Casavant foi movido para uma posição equivalente e com o mesmo salário, e lhe será oferecido qualquer treinamento de que ele necessitar.
“Nós valorizamos as contribuições de todos os nossos funcionários”, disse Edwardson. “Queremos que todos os empregados tenham sucesso”.
Smith discorda que a transferência não tenha a ver com punição.
“O funcionário Casavant foi transferido de seu cargo como agente de preservação, uma carreira que ele havia escolhido. Por isso acreditamos que a decisão foi  disciplinar”.
O Sindicato irá apresentar uma queixa contra a medida, em adição a uma já apresentada na ocasião da suspensão original sofrida por Casavant em julho, segundo Smith.
“Nós acreditamos que Casavant estava seguindo as políticas e procedimentos prescritos quando tomou a decisão de não matar os filhotes de urso sem fazer uma avaliação apropriada dos riscos”.
Alegando privacidade, o sindicato não informou para onde Casavant foi transferido, mas disse que o seu novo trabalho será também em North Island (Vancouver).
Os ursos, que estão em boa situação de saúde, agora fazem parte de um programa de criação e liberação de filhotes órfãos, depois de atestado que eles não estão condicionados a humanos.
Eles estão sendo cuidados pelo Centro de Recuperação de Vida Selvagem em North Island, próximo a Nanaimo, e está agendada a sua liberação em um habitat remoto em 2016.
Os resultados mostram que Casavant fez a coisa certa, disse Smith, referindo-se ao fato de que os filhotes em questão vêm se mostrando bem sucedidos na reabilitação.
“Eles certamente não teriam a chance de serem reabilitados se ele tivesse seguido às ordens expressas de matá-los naquele momento”.
Assine a petição em favor da restituição de Casavant ao seu cargo na área de preservação ambiental em North Island.

#ULTIMATEDEATHSCENE : Vídeo da Sea Shepherd encena últimos momentos de vida de uma baleia caçada

01 de setembro de 2015 

(da Redação da ANDA)
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Como parte da luta contínua contra a matança de baleias-piloto nas Ilhas Faroé, um anúncio recente feito pela ONG Sea Shepherd pretende tornar o público mais sensível e consciente a respeito da situação dessas criaturas globalmente caçadas. As informações são do Ecorazzi.
Apesar das imagens de baleias feridas com harpões e içadas para os navios serem expostas rapidamente e apenas no final, o vídeo não deixa de ser impactante, pois coloca um homem no papel do mamífero flagelado.
A ideia do vídeo é encenar os últimos momentos de vida de uma baleia, após ser caçada. O ator australiano David Field ocupa o palco na curta produção, assumindo o papel de uma baleia capturada. Logo ele é derrubado, passando a se contorcer no chão com sangue escorrendo de uma ferida em suas costas e de sua boca.
“Elas são perseguidas ao ponto da exaustão”, proclama o vídeo sobre as baleias caçadas. “Em seguida eles dão um tiro com um harpão explosivo que causa um imenso trauma interno no organismo dos animais”.
A mensagem que Field transmite é que se isso fosse feito em humanos, haveria indignação massiva, e os agressores seriam presos. Mas se é feito contra baleias, é aceitável.
Este anúncio foi desenvolvido em meio a um esforço orquestrado pela Sea Shepherd para coibir o massacre de baleias-piloto nas Ilhas Faroé. A matança anual de incontáveis baleias é apoiada pelo governo da Dinamarca, e o fundador da Sea Shepherd, Paul Watson, tem trabalhado incansavelmente contra a prática.
No início deste mês, a Sea Shepherd anunciou que 61 baleias piloto foram mortas em um só dia, e cinco voluntários da tripulação da ONG foram presos, conforme publicado pela ANDA.
Também neste mês, o ator e ativista Martin Sheen enviou uma carta ao Primeiro Ministro da Dinamarca na qual pedia pelo fim do massacre. “Fiquei horrorizado ao ver a Marinha dinamarquesa sendo usada para defender o assassinato de centenas de baleias indefesas”, escreveu ele. “Será que realmente faz sentido mobilizar uma fragata, um barco de patrulha, unidades de comando e um helicóptero compoliciais dinamarqueses até as Ilhas Faroé para parar um grupo compassivo, de pessoas não violentas?”, questionou Sheen.
O massacre nas Ilhas Faroe é um evento anual, mas o assassinato de baleias continua o ano inteiro, ao redor do globo. Assista ao vídeo e divulgue, usando a hashtag #UltimateDeathScene.

"TABUS NO CONGRESSO" : Presidente diz que CPI investigará rodeios e mortes de animais

01 de setembro de 2015 

Divulgação/PSD
Divulgação/PSD
Ricardo Izar afirma ser possível no decorrer da investigação sobre maus-tratos contra animais também abordar questões que são tabu para bancada ruralista no Congresso
Além dos fatos determinados que deram origem na Câmara dos Deputados à CPI que investigará maus-tratos contra animais, o presidente da comissão acredita que poderá investigar também rodeios e abates. Ricardo Izar (PSD-SP) admite que esses temas são delicados, verdadeiros tabus dentro do Congresso Nacional, mas que deverão ser abordados pela CPI.
“Vai dar tempo de tratar dos cinco fatos determinantes [para abertura da CPI] e já aprovamos requerimentos que dizem respeito a rodeio, a vaquejada e a mortes desses animais. A morte mesmo será um tema muito abordado justamente por um fato determinante que é a questão do assassinato dos jumentos em Apodi [no Rio Grande do Norte], isso vai ter de vir à tona”, diz Izar em referência ao município potiguar em que um promotor sugeriu o abate de jumentos abandonados para que a carne fosse servida a presidiários.
Izar tem uma estratégia para abordar temas como rodeio e morte sem prejudicar a investigação dos fatos determinados da CPI. “O que a gente não pode é colocar como primeiro item da pauta a questão do rodeio e da vaquejada porque a gente sabe que é o assunto mais emblemático. Então a gente vai interromper o trabalho da CPI e ficar num debate entre bancada ruralista e ambientalista e não vamos sair do lugar. Não quero isso para a CPI.”
Assista a entrevista de Ricardo Izar:
“Quero deixar esse tema mais para frente, mas a gente poder tratar dos outros assuntos primeiro”, explica. O parlamentar acredita poder contar com o apoio dos ruralistas em outros temas relacionados aos animais. “Tem muitos temas que conseguimos convergir esforços tanto da bancada ruralista quanto ambientalista. Vamos deixar o que é divergência mais para o final”, diz.
Izar lembra o episódio em que adotou os ratos soltos durante uma sessão da CPI da Petrobras, num gesto que foi elogiado por uns e criticado por outros, que o acusaram na época de oportunismo. O deputado diz um deles está com a assessora do dele, outro ficou com o deputado Laudívio Carvalho (PMDB-MG), vice-presidente da CPI, um acabou adotado por uma segurança da Câmara e um ainda foi enviado para um instituição de alunos especiais.
“Aquilo foi mais instinto, não foi uma questão de querer aparecer, mas crítica você sempre vai receber. Se eu não entrasse lá e tirasse os ratinhos ia receber críticas assim: ‘ah, o Ricardo Izar é presidente da frente parlamentar em defesa dos animais e não retirou os bichinhos’. Se a gente retira vão dizer que é porque estamos querendo aparecer, é normal. Mas eles estão bem. Estão bem melhores do que estavam na CPI”, brinca o deputado.

TRADIÇÃO SANGRENTA : Espanha tem temporada com mais mortes humanas em touradas dos últimos 90 anos

01 de setembro de 2015 

(da Redação da ANDA)
Jimenez Fortes é derrubado por um touro no San Fermin festival, em Pamplona (Espanha), em Julho. Em Agosto, ele foi atingido novamente enquanto performava em uma tourada, em Vitigudino. Foto: Andres Kudacki/AP
Jimenez Fortes é derrubado por um touro no San Fermin festival, em Pamplona (Espanha), em Julho. Em Agosto, ele foi atingido novamente enquanto performava em uma tourada, em Vitigudino. Foto: Andres Kudacki/AP
No dia 10 de Agosto, na cidade espanhola de Huesca, Francisco Rivera Ordonez permaneceu no centro da arena, vestido em um cintilante “terno de luzes”, da mesma forma como o fez seu pai, há 30 anos atrás.
No entanto, Ordonez e seu pai compartilham mais do que a profissão de matadores. Como o seu pai, Ordonez tem o apelido de “Paquirri”.
E como o seu pai, Ordonez estava prestes a ser chifrado. As informações são do The Star.
Ordonez olhou para o touro de 450 quilos, que tinha sangue escorrendo de suas bandarilhas já embutidas em seus ombros. Com um movimento de pulsos, Ordonez chamou o animal em direção à capa brilhante.
Mas no último segundo, o touro afastou-se da capa e foi direto para o corpo do matador, enterrando o seu chifre de 30 centímetros no abdomen de Ordonez.
Como ocorrera anteriormente, outro Paquirri derramava o seu sangue ao lado do touro.
Enquanto espectadores horrorizados ficavam boquiabertos com a cena, um grupo de homens correu com Ordonez para um hospital. Entre eles, um toureiro de um olho só chamado Juan Jose Padilla – sendo que o seu olho foi lesado igualmente por um “goring” (investida de um touro contra o toureiro resultando em lesão), há quatro anos atrás.
Javier Jimenez performa em tourada na arena Las Ventas (Madrid, Espanha), no dia 15 de Agosto. Foto: Francisco Seco/AP
Javier Jimenez performa em tourada na arena Las Ventas (Madrid, Espanha), no dia 15 de Agosto. Foto: Francisco Seco/AP
Para os fanáticos por touradas, os ferimentos causados por touros em homens como Ordonez, seu pai ou Padilla são momentos lendários, apesar de sombrios, em uma tradição antiga e encharcada de sangue.
Para os adversários de touradas, no entanto, esta lesão de Ordonez poderá ser igualmente histórica.
Isso porque o “goring” de outro Paquirri está incitando velhas questões sobre o esporte, porém em uma época – e em um país – que tem se posicionado cada vez mais contra a prática de matar touros por prazer.
É “O começo do fim das touradas?”, questionou o jornal El Diario, após o incidente, comentando que duas regiões da Espanha já proibiram o esporte.
Segundo a reportagem, talvez o “goring” de Ordonez tenha despertado emoções tão fortes na Espanha porque aconteceu durante a semana de touradas mais sangrenta da história do país.
Pelo menos oito pessoas morreram enquanto desafiavam touros em arenas só neste verão, taxa muito alta se comparada à de 15 pessoas nos 90 anos entre 1924 e 2014, de acordo com o The Independent.
Nas cidades ao longo da Espanha, os festivais de verão são marcados pelas “corridas de touros”, onde os animais são perseguidos e assediados pelas ruas e atingidos com banderilhas e espadas.
Nos últimos dois meses, touros golpearam homens até a morte nas ruas de Penafiel e Toledo, Lerin e Valencia, Murcia, Castellon e Alicante.
Quatro desses homens morreram nos dias 15 e 16 de Agosto, segundo a BBC.
No mesmo fim de semana, outro toureiro foi ferido. Saul Jimenez Fortes estava performando na pequena cidade de Salamancan (Vitigudino) quando um touro o atingiu debaixo do queixo.
Tanto Fortes quanto Ordonez deverão sobreviver aos seus ferimentos (o pai de Ordonez não teve a mesma sorte, perecendo em 1984 devido à incapacidade dos  médicos em tratar as suas feridas).
Mas mesmo que ambos sobrevivam, pode ser que o seu esporte não venha a sobreviver por muito tempo.
Em 2010, a Catalunha tornou-se a segunda província da Espanha a proibir as touradas, depois das Ilhas Canárias. Cerca de 200 mil cidadãos catalães assinaram uma petição demandando a proibição.
Este é um debate que tem se acalorado há décadas, se não mais. Muitos espanhóis consideram as touradas uma tradição que remonta a séculos passados, enquanto outros, contudo, vêem nelas uma barbárie que deveria ter sido deixada na Idade Média.
Ainda que se pense que as touradas estejam morrendo na Espanha, elas ainda estão longe de acabar. No ano passado, mais de 7.200 touros foram mortos em arenas por todo o país, de acordo com o El Diario.
O esporte ganhou popularidade também entre os norte-americanos depois de ter sido exaltado por Ernest Hemingway em seu livro “Death in the Afternoon”. Hemingway argumentou que as touradas tocavam em aspectos essenciais da cultura espanhola, como o “interesse na morte”.
Muitos espanhóis eram interessados no tema da morte, escreveu ele, “e quando eles podem vê-la sendo determinada, evitada, recusada e aceita por um preço nominal em uma tarde, eles pagam esse preço e vão à arena”.
Chamando a tourada de “arte decadente de todas as formas”, Hemingway disse que um matador “deve ter um prazer espiritual no momento em que mata o animal. Matar de maneira limpa e de uma maneira que conceda prazer estético e orgulho tem sido um dos grandes divertimentos de boa parte da raça humana”.
Mas, após oito mortes humanas em um verão, o suposto “interesse na morte” da Espanha está agora sendo testado.
Os últimos “gorings” também reacenderam o criticismo de outros países.
Após o incidente com Fortes, o comediante e ativista de direitos animais britânico  Ricky Gervais postou um vídeo no Facebook no qual dizia que torceu para o touro.
“A verdade é que eu prefiro que o touro vença”, disse ele. “Eu prefiro que você não vá Iutar contra um touro, mas se você o fizer – se você escolher torturar um animal até a morte em nome da diversão – eu espero que ele se defenda. Autodefesa não é ofensa”.

Obama defende exploração de petróleo em visita ao Alasca


podcast

Por Leandra Felipe
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitou nesta segunda-feira (31) o Alasca em meio à polêmica sobre a permissão de exploração de petróleo na região.
Na visita, ele defendeu políticas para reduzir o impacto das mudanças climáticas e também a posição de seu governo de ter liberado a exploração petrolífera no Oceano Ártico, iniciativa bastante criticada pela comunidade ambientalista mundial.
Em vídeo divulgado nesse domingo (30), Obama reforçou o discurso que já vem defendendo sobre a necessidade de os Estados Unidos liderarem a luta para amenizar as mudanças climáticas.
Ele lembrou que os grandes glaciais do Ártico estão derretendo muito rapidamente, causando drásticas mudanças no volume de água dos oceanos e afetando a flora, a fauna e a população nativa do Alasca.
Obama vai defender ainda a permanência da multinacional petrolífera Shell, que recebeu do governo norte-americano este ano a permissão para perfurar seis poços de petróleo no Ártico.
A autorização para prospectar petróleo no Ártico foi tomada, apesar da resistência e campanhas contrárias lideradas por ongs ambientalistas.
Além dos Estados Unidos, outros países já teriam demonstrado interesse em explorar petróleo no Alasca. Anteriormente, a mesma empresa já havia iniciado o trabalho, mas há três anos as perfurações tinham sido interrompidas.
Ambientalistas afirmam que a atividade deverá afetar espécies e comunidades que habitam a região.
Na internet, ativistas usam as redes sociais para enviar mensagens e assinar abaixo-assinados para que Obama revogue a permissão concedida à multinacional.
Apesar da controvérsia sobre o caso específico da exploração no Ártico, a administração de Obama tem dado passos em relação à política de mudanças climáticas.
No começo deste mês, por exemplo, o governo lançou um plano para a redução de emissão de carbono. E o discurso em defesa de uma mudança na gestão de recursos energéticos tem sido constantemente usado pelo presidente Obama.
Audio Player
Para ouvir o audio em seu player e/ou fazer o download do arquivo MP3, clique aqui.

Da Radioagência Nacional, in EcoDebate, 01/09/2015

COP21: ONU diz estar sem dinheiro para organizar Conferência do Clima de Paris


COP 21

Na penúltima sessão de negociações para um futuro acordo global sobre o clima, aberta ontem (31), em Bonn, na Alemanha, a secretária executiva da convenção quadro da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas, Christiana Figueres, declarou que não há dinheiro em caixa para a próxima reunião de outubro, nem para a 21ª Conferência do Clima (COP 21).
A COP 21, que reunirá 195 países de 30 de novembro a 11 de dezembro, tem o objetivo de concluir um acordo histórico contra o aquecimento global.
No encontro de Bonn, os países tentam afinar posições para combater os efeitos das mudanças climáticas e chegar à capital francesa com um documento bastante adiantado sobre o assunto. Com a falta de recursos em caixa, a questão financeira também entrou nos debates.
“Lamento informá-los que temos um déficit de US$ 1,3 milhão apenas para cobrir as sessões previstas no calendário”, disse Figueres, que pediu a todos “os países que possam contribuir, que o façam”.
A meta da ONU na COP 21 é estabelecer que o aumento da temperatura no planeta não supere 2°C em comparação com a era pré-industrial.
Os representantes dos signatários da convenção da ONU sobre o clima permanecerão reunidos em Bonn até 4 de setembro para estudar um novo texto elaborado pelos copresidentes dos debates. Este documento, base das negociações para um anteprojeto de acordo, deve ser mais claro que o anterior, apesar de manter as opções abertas para que tudo possa ser debatido.
Segundo a ONU, os compromissos nacionais de redução de gases do efeito estufa anunciados até agora – por quase 60 países responsáveis por aproximadamente 70% das emissões – não permitirão cumprir com o objetivo de limitar a mudança climática a uma alta de 2°C.
Da Agência Brasil, com informações da Rádio França Internacional, in EcoDebate, 01/09/2015

Justiça determina fiscalização permanente da emissão de materiais particulados pela CSN

CSN. Foto: Diário do Vale

Inea deverá produzir relatórios semanais; decisão para redução de emissões está valendo desde 22 de agosto
Após pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda (RJ), a Justiça Federal determinou ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) que inicie, em 72 horas, a fiscalização permanente na Usina Presidente Vargas e produza relatórios semanais, inclusive quanto ao período noturno e em finais de semana, sobre os níveis de emissão de materiais particulados pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A decisão determina ainda a redução de emissão de materiais particulados ao limite previsto na Resolução Conama nº 436/2011 (70mg/Nm3).
A decisão foi proferida após recurso de embargos de declaração da CSN e petição do MPF. No recurso, a CSN buscava alterar a decisão para que fossem estabelecidos os limites previstos na norma técnica NT-536.R-2-CECA, fixados em 100 mg/Nm3, baseados na carga máxima de produção da sinterização.
O juiz Federal Rafael de Souza Pereira Pinto negou o recurso quanto à alteração de limites por entender que a decisão que fixou a redução de limites enfrentou a questão de forma clara e, assim, os embargos de declaração não seriam uma via adequada para questionar a determinação.
Além disso, o juiz analisou a situação da licença da empresa, tendo em vista as considerações do MPF em sua petição inicial sobre a ausência de licença de operação válida e a impossibilidade de renovar qualquer licença. A decisão ressalta que a licença é um ato administrativo vinculado, que não está sujeito à conveniência e à oportunidade da Administração, por isso “enquanto as obrigações atribuídas à CSN não estiverem satisfeitas, Inea e Estado do Rio de Janeiro não poderão, sob hipótese alguma, renovar o licenciamento de tal sociedade empresária”. Como houve o posicionamento pela não renovação de licença, o juiz considerou desnecessário determinar qualquer postura por parte dos órgãos.
Gráficos sobre emissão de poluentes – Na petição, o MPF apresentou gráficos produzidos pelo Ineasobre dados de emissão de materiais particulados colhidos entre 1º de agosto de 2014 e 31 de julho de 2015, dos precipitadores eletrostáticos primários (principais) e dos precipitadores eletrostáticos secundários (finais) das unidades de Sinterizações 2, 3 e 4, num total de seis chaminés.
Segundo o MPF, todas as fontes monitoradas violaram os limites máximos de emissão atmosférica para unidades de sinterizações, sejam considerados os limites estabelecidos na Resolução Conama n. 436/2011 ou na NT-536.R-2 – CECA.
Utilizando-se dessa resolução, todas as fontes apresentaram desconformidade com parâmetros estabelecidos, exceto a chaminé principal da Sinterização 3 e a chaminé final da Sinterização 4. “Ocorreu uma aparente redução de emissões, porém se deveu à redução de produção do sínter pelas unidade, e não ao implemento de melhorias técnicas pela empresa. Assim, caso a empresa torne a produzir a capacidade nominal licenciada, os níveis de emissão dos poluentes retornarão àqueles verificados no final de 2014”, explica o procurador da República Julio José Araújo Junior, que atua no caso.

Justiça determina ao Inea fiscalização permanente na redução de emissão de materiais particulados pela CSN


Justiça determina ao Inea fiscalização permanente na redução de emissão de materiais particulados pela CSN

Justiça determina ao Inea fiscalização permanente na redução de emissão de materiais particulados pela CSN
Justiça determina ao Inea fiscalização permanente na redução de emissão de materiais particulados pela CSN

Informações da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro, in EcoDebate, 01/09/2015