O deputado federal Ivan Valente, membro da Comissão Especial criada pela Câmara Federal para reformar o Código Florestal Brasileiro, criticou nesta sexta-feira (13) a Medida Provisória em elaboração pelo governo para derrubar o Decreto 6.686/08, que institui sanções penais e criminais a atividades lesivas ao meio ambiente e em desconformidade com a legislação ambiental.
A Câmara dos Deputados criou Comissão Especial para reformar o Código Florestal Brasileiro. A motivação é o prazo para entrada em vigor do Decreto 6.686 de 2008, que institui sanções penais e criminais a atividades lesivas ao meio ambiente e em desconformidade com a legislação ambiental. Os setor ruralista pretende flexibilizar ao máximo os critérios da lei ambiental, visando a livre execução de suas atividades agropecuárias sem precaução ambiental e impedindo qualquer enquadramento penal. Por isso, tenta revogar várias leis ambientais e afirmar um Código Florestal ruralista.
O preparo da MP foi anunciado pelo jornal Valor Econômico do dia 13 de novembro e também havia sido antecipado pela Folha de S. Paulo de 23 de outubro. Estaria sendo gestada pelos ministros do Meio Ambiente Carlos Minc, da Agricultura Reinold Stephanes, do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel e da Casa Civil, Dilma Roussef, mediados pelo próprio presidente Lula, em reunião realizada em São Paulo.
Eis as principais críticas apresentadas por Ivan Valente à Medida Provisória:
1. Instituir autonomia a Estados e Municípios: a responsabilidade pela determinação dos limites de Reserva Legal e Área de Preservação Permanente deve permanecer com a União. Essa mudança possibilitaria um ambiente de extrema pressão de empresas e corporações sobre frágeis órgãos ambientais locais e desarticularia o princípio constitucional da responsabilidade concorrente e complementar entre os entes federados no que tange à proteção ao meio ambiente.
2. Adiamento de 18 meses para entrada em vigor do Decreto. Essa decisão é política e visa a amaciar a bancada ruralista e particularmente atender aos ruralistas da base aliada – PMDB em primeiro lugar.
3. Transferir para outras bacias hidrográficas e até para outros biomas a obrigação do proprietário pela compensação ambiental de reflorestamento em áreas desmatadas ilegalmente pelo agronegócio, o que derruba o critério de gestão ambiental integrada a partir da unidade de gestão relativa ao dano causado e impossibilita a recomposição ecológica específica das espécies afetadas pela atividade enquadrada pela lei ambiental.
4. Estabelecimento de benefícios para propriedades de até 400 hectares na Amazônia e até 150 hectares nas demais regiões brasileiras, quando a legislação florestal atual estabelece (art. 1, parágrafo 2 da Lei 4.771/65) que pequenas propriedades rurais são aquelas de até 150 na Amazônia e até 30 hectares nas demais regiões do país.
5. Liberar atividade agropecuária e madeireira em áreas de morros, encostas e montanhas, o que significa total contra-censo diante das recentes tragédias ocorridas em Santa Catarina, onde as encostas potencializam os deslizamentos de terra e representam perigos crescentes a residências, rodovias e áreas urbanas e rurais.
6. Moratória de 120 dias como prazo adicional, durante o qual grande produtor fica anistiado da aplicação de multas, sanções financeiras e até penas restritivas de liberdade aplicada a grandes empreendimentos agropecuários que cometam crimes ambientais graves. É mais uma facilidade aos grandes proprietários.
Para Ivan Valente, além disso, esse processo acontece em meio a uma série de atropelos regimentais, constitucionais e institucionais. “Não bastassem os métodos anti-democráticos pelos quais os ruralistas quiseram dominar a Comissão Especial do Código Florestal e a tentativa frustrada, até agora, de aprovar um substitutivo apelidado de Floresta Zero (mudança do Código Florestal, particularmente em relação às Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal), o governo prepara uma MP que trata dos mesmos temas debatidos na Comissão e baixará medidas à revelia da discussão no Congresso, atropelando o trabalho em curso na Câmara dos Deputados”, concluiu o parlamentar.
Blog com notícias de Ecologia atualizado diariamente. Publica notícias de outros blogs similares, ONGs, instituições ambientalistas, notícias jornalísticas e oficiais, fotos, críticas, poemas, crônicas, opiniões. A FONTE e o AUTOR são rigorosamente citados sempre.
domingo, 22 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
As arbitrariedades contra ambientalistas seguem no CONSEMA-RS
A crise ambiental que se instalou no Rio Grande do Sul, está exposta pela proposta de alteração do Código Estadual do Meio Ambiente, que seria a pá de cal sobre a legislação ambiental. Mas estamos todos os dias expostos e vulneráveis à propostas imorais e contrarias aos interesses de sociedade. O governo do Estado do Rio Grande do Sul esta interferindo no processo de sucessão das entidades da sociedade civil que tem vagas no Conselho Estadual do Meio Ambiente. Através da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, com parecer jurídico da Casa Cívil, impede que as entidades ambientalistas indiquem suas representações e representantes, por intermédio e deliberação da Assembléia Permanente das Entidades em Defesa do Meio Ambiente – APEDeMA, espaço que congrega entidades de distintas regiões do Estado.
Mais uma vez a Apedema vem a público para denunciar as arbitrariedades desta gestão do Estado, e solicitar apoio de todos para que neste dia 20 de novembro, esta sexta-feira, às 14:00, participem da 123ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSEMA – Conselho Estadual do Meio Ambiente.
Os direitos da sociedade civil organizada, são seus direitos.
Participe e acompanhe a 123ª Reunião CONSEMA
Dia 20/11 às 14 horas na sede da SEMA(Rua Carlos Chagas, 55, 11º andar – sala 1108)
Mais uma vez a Apedema vem a público para denunciar as arbitrariedades desta gestão do Estado, e solicitar apoio de todos para que neste dia 20 de novembro, esta sexta-feira, às 14:00, participem da 123ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSEMA – Conselho Estadual do Meio Ambiente.
Os direitos da sociedade civil organizada, são seus direitos.
Participe e acompanhe a 123ª Reunião CONSEMA
Dia 20/11 às 14 horas na sede da SEMA(Rua Carlos Chagas, 55, 11º andar – sala 1108)
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Eletrobrás elaborou cartilha com propaganda enganosa sobre projetos de hidrelétricas no rio Tapajós
A Eletrobrás fez uma espécie de cartilha com material publicitário patrocinado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em que apresenta “um novo conceito em hidrelétricas” inspirado em plataformas de exploração de petróleo em alto mar.
Seria hilário se não fosse trágico. As autoridades do governo federal em especial do MME e da Casa Civil estão tão embriagadas com essa orgia energética que acabam ficando criativos. A Eletrobrás está apresentando nesse folhetim uma chamada “inovação” na construção de hidrelétricas na Amazônia. O tom é de ufanismo, tipo, “hidrelétricas do bem” (isso significa que para eles as outras que estão sendo construídas não são) ou “desmatamento cirúrgico” (inspirado no Bush) ou ainda “reflorestamento radical”.
Essa peça publicitária com propaganda enganosa será distribuída à população na região do Tapajós. O conteúdo, além de conter frases de efeito, é subliminar, faz crer que a construção é iminente, passa batido sobre o processo de licenciamento ambiental e tem ilustrações que levam a falsa impressão de que não haverá impactos ambientais e sociais graças ao novo conceito de “usinas plataforma”.
*********************************
FONTE : Telma Monteiro
Seria hilário se não fosse trágico. As autoridades do governo federal em especial do MME e da Casa Civil estão tão embriagadas com essa orgia energética que acabam ficando criativos. A Eletrobrás está apresentando nesse folhetim uma chamada “inovação” na construção de hidrelétricas na Amazônia. O tom é de ufanismo, tipo, “hidrelétricas do bem” (isso significa que para eles as outras que estão sendo construídas não são) ou “desmatamento cirúrgico” (inspirado no Bush) ou ainda “reflorestamento radical”.
Essa peça publicitária com propaganda enganosa será distribuída à população na região do Tapajós. O conteúdo, além de conter frases de efeito, é subliminar, faz crer que a construção é iminente, passa batido sobre o processo de licenciamento ambiental e tem ilustrações que levam a falsa impressão de que não haverá impactos ambientais e sociais graças ao novo conceito de “usinas plataforma”.
*********************************
FONTE : Telma Monteiro
Mulheres são as principais vítimas das mudanças climáticas
O Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa, divulgou nesta quarta-feira o ‘Relatório Sobre a Situação da População Mundial 2009′; as mulheres são maioria entre 1,5 bilhão de pessoas que vivem com US$ 1 ou menos por dia.
As mulheres de países pobres estão entre as maiores vítimas dos desastres provocados pelo aquecimento global, embora elas não sejam responsáveis pela maioria das ações que poluem o planeta, de acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa.
“O Relatório Sobre a Situação da População Mundial 2009 chama a atenção para as áreas litorâneas do planeta, que são especialmente atingidas por enchentes devido às mudanças climáticas.
O documento, que foi divulgado ao mesmo tempo em 120 cidades do mundo, diz que as mulheres pobres são vulneráveis principalmente pela condição de desigualdade com os homens que enfrentam em muitos países. Elas são maioria entre 1,5 bilhão de pessoas que vivem com US$ 1 ou menos por dia.
Os pesquisadores afirmam que é preciso investir na emancipação dessas mulheres, com acesso amplo a educação e saúde, porque assim elas aprenderão a fazer controle familiar, o que as levará a comandar famílias menores, mais saudáveis e mais prósperas.
Papel
A mulher também é apontada para um papel multiplicador que levaria adiante a ideia de que é preciso diminuir a poluição do planeta para combater o aquecimento”.
Para a diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas, Thoraya Ahmed Obaid, é preciso transformar as 3,4 bilhões de mulheres do mundo em agentes da mudança, em vez de relegá-las à condição de vítimas.
As mulheres de países pobres estão entre as maiores vítimas dos desastres provocados pelo aquecimento global, embora elas não sejam responsáveis pela maioria das ações que poluem o planeta, de acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa.
“O Relatório Sobre a Situação da População Mundial 2009 chama a atenção para as áreas litorâneas do planeta, que são especialmente atingidas por enchentes devido às mudanças climáticas.
O documento, que foi divulgado ao mesmo tempo em 120 cidades do mundo, diz que as mulheres pobres são vulneráveis principalmente pela condição de desigualdade com os homens que enfrentam em muitos países. Elas são maioria entre 1,5 bilhão de pessoas que vivem com US$ 1 ou menos por dia.
Os pesquisadores afirmam que é preciso investir na emancipação dessas mulheres, com acesso amplo a educação e saúde, porque assim elas aprenderão a fazer controle familiar, o que as levará a comandar famílias menores, mais saudáveis e mais prósperas.
Papel
A mulher também é apontada para um papel multiplicador que levaria adiante a ideia de que é preciso diminuir a poluição do planeta para combater o aquecimento”.
Para a diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas, Thoraya Ahmed Obaid, é preciso transformar as 3,4 bilhões de mulheres do mundo em agentes da mudança, em vez de relegá-las à condição de vítimas.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
TEM ÁGUA NA LUA ! - Montserrat Martins
A Nasa anunciou oficialmente este mês a descoberta de água na Lua, o que anima os cientistas em suas pesquisas que incluem até as origens da vida e do Universo. Bilhões e bilhões de dólares serão gastos nesses projetos, mas quem pode criticar um investimento em ciência, capaz de reverter em benefícios para toda a humanidade ?
Ao mesmo tempo, a água no nosso planeta não tem recebido ainda a atenção proporcional à sua importância, ao contrário, tem sido tratada como se fosse um recurso inesgotável. Após a reação de choque inicial, na época das notícias sobre a mortandade dos peixes no Rio dos Sinos, parece que nos acostumamos com a agonia daquele rio, assim como com o emperramento do projeto pró-Guaíba. Não que faltem verbas, ou financiamentos internacionais. Mas problemas nas prestações de contas fizeram estancar esses recursos e também nos conformamos com isso, ao que parece, pois aparentemente esse tipo de informação não provoca clamor popular, nem vende revistas como vendem as fofocas sobre as vidas fictícias dos personagens de novelas, ou sobre as contratações no futebol.
Sabemos que a Gisele Bündchen é casada com um quarterback, uma posição importante no futebol americano, mas quem conhece o projeto Água Limpa que a sua família desenvolve no município de Horizontina? Trata-se da preservação das nascentes dos lajeados e das matas ciliares às margens destes, num modelo de uso sustentável que poderia ser reproduzido em todos os municípios, pois prevê apoio e assessoria técnica aos agricultores locais.
Tomara que a notícia sobre a água na Lua seja tema de filmes e programas sensacionalistas de TV prometendo decifrar os mistérios do universo, que chamem a atenção do público para a relação da água com a vida. Que se debata cada vez mais a raridade das condições de vida como a de nosso planeta e de suas condições climáticas propícias à espécie humana, a mesma que está destruindo tais condições favoráveis. Pois quando se diz que "o desmatamento na Amazônia diminuiu" não significa que temos mais verde na região e sim que o desmatamento continua, só que num ritmo um pouco menor. E porque nossa indignação não se faz ver ?
É verdade que a vida é complicada, estressante, temos problemas demais e nos sentimos frustrados, impotentes, para pensar o que fazer com as questões graves que as autoridades não enfrentam. Mas não é só isso, não são só os governos que negligenciam esses assuntos, mas todos nós. Somos imediatistas e essa é a razão maior da nossa desgraça. Queremos diversão e lucros com urgência e não nos habituamos a pensar a longo prazo, sobre o esgotamento do maior patrimônio de todos, a natureza. Não sabemos o que fazer com tanto plástico, com tanto lixo, muito menos com os resíduos radioativos das usinas nucleares.
Apatia e passividade estão entre nossos maiores inimigos. Claro que frustrações desanimam, mas vejam por exemplo a Diza Gonzaga, em sua luta na prevenção de acidentes. Ao contrário do que fazemos na maior parte do tempo, ela não se entregou, não se acomodou, não passou a preencher o vazio com os noticiários sobre celebridades. Por falar nisso, eu também não sabia o que é um quarterback, mas aí ninguém tem culpa, se eu ainda não tinha lido as revistas certas.
*****************************************
AUTOR : Montserrat Martins, médico psiquiatra de P. Alegre
Ao mesmo tempo, a água no nosso planeta não tem recebido ainda a atenção proporcional à sua importância, ao contrário, tem sido tratada como se fosse um recurso inesgotável. Após a reação de choque inicial, na época das notícias sobre a mortandade dos peixes no Rio dos Sinos, parece que nos acostumamos com a agonia daquele rio, assim como com o emperramento do projeto pró-Guaíba. Não que faltem verbas, ou financiamentos internacionais. Mas problemas nas prestações de contas fizeram estancar esses recursos e também nos conformamos com isso, ao que parece, pois aparentemente esse tipo de informação não provoca clamor popular, nem vende revistas como vendem as fofocas sobre as vidas fictícias dos personagens de novelas, ou sobre as contratações no futebol.
Sabemos que a Gisele Bündchen é casada com um quarterback, uma posição importante no futebol americano, mas quem conhece o projeto Água Limpa que a sua família desenvolve no município de Horizontina? Trata-se da preservação das nascentes dos lajeados e das matas ciliares às margens destes, num modelo de uso sustentável que poderia ser reproduzido em todos os municípios, pois prevê apoio e assessoria técnica aos agricultores locais.
Tomara que a notícia sobre a água na Lua seja tema de filmes e programas sensacionalistas de TV prometendo decifrar os mistérios do universo, que chamem a atenção do público para a relação da água com a vida. Que se debata cada vez mais a raridade das condições de vida como a de nosso planeta e de suas condições climáticas propícias à espécie humana, a mesma que está destruindo tais condições favoráveis. Pois quando se diz que "o desmatamento na Amazônia diminuiu" não significa que temos mais verde na região e sim que o desmatamento continua, só que num ritmo um pouco menor. E porque nossa indignação não se faz ver ?
É verdade que a vida é complicada, estressante, temos problemas demais e nos sentimos frustrados, impotentes, para pensar o que fazer com as questões graves que as autoridades não enfrentam. Mas não é só isso, não são só os governos que negligenciam esses assuntos, mas todos nós. Somos imediatistas e essa é a razão maior da nossa desgraça. Queremos diversão e lucros com urgência e não nos habituamos a pensar a longo prazo, sobre o esgotamento do maior patrimônio de todos, a natureza. Não sabemos o que fazer com tanto plástico, com tanto lixo, muito menos com os resíduos radioativos das usinas nucleares.
Apatia e passividade estão entre nossos maiores inimigos. Claro que frustrações desanimam, mas vejam por exemplo a Diza Gonzaga, em sua luta na prevenção de acidentes. Ao contrário do que fazemos na maior parte do tempo, ela não se entregou, não se acomodou, não passou a preencher o vazio com os noticiários sobre celebridades. Por falar nisso, eu também não sabia o que é um quarterback, mas aí ninguém tem culpa, se eu ainda não tinha lido as revistas certas.
*****************************************
AUTOR : Montserrat Martins, médico psiquiatra de P. Alegre
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Já somam 355 as espécies da fauna catarinense em avaliação para a Lista Vermelha
A elaboração da Lista de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção em Santa Catarina já alavanca números preliminares. Até agora, 355 espécies, dos 14 grupos de fauna, encontram-se em análise pelos pesquisadores que participam do trabalho.
“A destruição dos “habitats” é uma das justificativas mais citadas para a possível inclusão de uma espécie na Lista Vermelha. Entretanto vai além. “Destruir a biodiversidade implica também em eliminar espécies que sequer conhecemos”, afirma a coordenadora executiva do projeto, Fabíola Schneider.
A Mata Atlântica é um bom exemplo. Santa Catarina é o terceiro estado com maior número de hectares neste bioma e nos últimos três anos perdeu uma média de 25.983 ha, Atualmente restam no Estado aproximadamente 17,5% de toda a área original, segundo pesquisas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE e Fundação SOS Mata Atlântica.
A Lista Vermelha possibilitará ao Estado dispor de uma caracterização mais concreta da sua biodiversidade. Todo trabalho tem como base os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que desde 1963, é referência em assuntos voltados à conservação da biodiversidade.
A etapa final ocorrerá em fevereiro do ano que vem, quando será realizado o IV Fórum de Discussão sobre as Espécies Ameaçadas. Neste encontro, a lista consolidada durante todo processo, será analisada por consultores, pesquisadores e especialistas, que avaliarão as propostas finais de cada coordenador.
O projeto estará finalizado em julho de 2010 e a Lista Vermelha será entregue à FATMA para, posteriormente, ser submetida ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA) para publicação.
Sobre a IGNIS
A IGNIS Planejamento e In-Formação Ambiental, ONG fundada em 1997 com sede em Itajaí, é a entidade responsável pela execução do Projeto Lista de Espécies da Fauna Ameaçada de Extinção em Santa Catarina. O projeto iniciou em 2007, de forma voluntária, e atualmente agrega mais de cem profissionais de diversas universidades e institutos de pesquisa do país. Mais informações:
Fabíola Schneider
Coordenadora Executiva
Fone: (47) 3344-2864
**********************************
FONTE : Thatiana Sousa Sestrem
Assessoria de Comunicação
Av. Sete de Setembro nº 1047 . Sala 02
Fazenda . Itajaí . Santa Caterina
Fone: 47 3344.2864
contato@ignis.org.br
www.ignis.org.br
“A destruição dos “habitats” é uma das justificativas mais citadas para a possível inclusão de uma espécie na Lista Vermelha. Entretanto vai além. “Destruir a biodiversidade implica também em eliminar espécies que sequer conhecemos”, afirma a coordenadora executiva do projeto, Fabíola Schneider.
A Mata Atlântica é um bom exemplo. Santa Catarina é o terceiro estado com maior número de hectares neste bioma e nos últimos três anos perdeu uma média de 25.983 ha, Atualmente restam no Estado aproximadamente 17,5% de toda a área original, segundo pesquisas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE e Fundação SOS Mata Atlântica.
A Lista Vermelha possibilitará ao Estado dispor de uma caracterização mais concreta da sua biodiversidade. Todo trabalho tem como base os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que desde 1963, é referência em assuntos voltados à conservação da biodiversidade.
A etapa final ocorrerá em fevereiro do ano que vem, quando será realizado o IV Fórum de Discussão sobre as Espécies Ameaçadas. Neste encontro, a lista consolidada durante todo processo, será analisada por consultores, pesquisadores e especialistas, que avaliarão as propostas finais de cada coordenador.
O projeto estará finalizado em julho de 2010 e a Lista Vermelha será entregue à FATMA para, posteriormente, ser submetida ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA) para publicação.
Sobre a IGNIS
A IGNIS Planejamento e In-Formação Ambiental, ONG fundada em 1997 com sede em Itajaí, é a entidade responsável pela execução do Projeto Lista de Espécies da Fauna Ameaçada de Extinção em Santa Catarina. O projeto iniciou em 2007, de forma voluntária, e atualmente agrega mais de cem profissionais de diversas universidades e institutos de pesquisa do país. Mais informações:
Fabíola Schneider
Coordenadora Executiva
Fone: (47) 3344-2864
**********************************
FONTE : Thatiana Sousa Sestrem
Assessoria de Comunicação
Av. Sete de Setembro nº 1047 . Sala 02
Fazenda . Itajaí . Santa Caterina
Fone: 47 3344.2864
contato@ignis.org.br
www.ignis.org.br
sábado, 14 de novembro de 2009
NATUREZA EM S. CATARINA : Belas e preciosas companheiras
Começa em 20/11/2009 e segue até o dia 22, em Joinville, mais uma edição da Festa das Flores, que vai oferecer ao visitante exposições de espécies raras, além de várias atrações culturais
Terça-feira, em Joinville, começa mais uma edição da Festa das Flores. Um evento muito esperado, principalmente para quem cultiva espécies há anos e aproveita a festa para expor o que eles chamam de “preciosidades”.
A festa acontece no Complexo Expoville, na Rua Quinze de Novembro, 4305. A entrada é franca e a programação oferece exposições, shows, dança, folclore e gastronomia.
Pode ser herança genética, cultural, um hábito passado de pai para filho ou adquirido por uma geração. O fato é que há poucas explicações para que Joinville concentre um número tão grande de cultivadores amadores de orquídeas. A beleza, vulnerabilidade e o difícil cuidado com essa espécie pode ser um dos motivos.
Cultivadores como Egon Baumer, de 81 anos, e Isaías Hoffmann, 73, exercitam a paciência ao esperar até uma década para ver o florescimento de uma orquídea.
Os dois são os associados mais antigos da Agremiação Joinvilense de Amadores de Orquídeas (Ajao), que tem atualmente 153 sócios. Cerca de 60% têm mais de 60 anos. A Ajao organiza a exposição de flores desde a primeira Festa das Flores. E são nas exposições que eles mostram, orgulhosos, a dedicação de anos a fio a todos os que visitam a festa.
********************************
FONTE : Diário Catarinense, sucursal de Joinville (15/11/2009)
Terça-feira, em Joinville, começa mais uma edição da Festa das Flores. Um evento muito esperado, principalmente para quem cultiva espécies há anos e aproveita a festa para expor o que eles chamam de “preciosidades”.
A festa acontece no Complexo Expoville, na Rua Quinze de Novembro, 4305. A entrada é franca e a programação oferece exposições, shows, dança, folclore e gastronomia.
Pode ser herança genética, cultural, um hábito passado de pai para filho ou adquirido por uma geração. O fato é que há poucas explicações para que Joinville concentre um número tão grande de cultivadores amadores de orquídeas. A beleza, vulnerabilidade e o difícil cuidado com essa espécie pode ser um dos motivos.
Cultivadores como Egon Baumer, de 81 anos, e Isaías Hoffmann, 73, exercitam a paciência ao esperar até uma década para ver o florescimento de uma orquídea.
Os dois são os associados mais antigos da Agremiação Joinvilense de Amadores de Orquídeas (Ajao), que tem atualmente 153 sócios. Cerca de 60% têm mais de 60 anos. A Ajao organiza a exposição de flores desde a primeira Festa das Flores. E são nas exposições que eles mostram, orgulhosos, a dedicação de anos a fio a todos os que visitam a festa.
********************************
FONTE : Diário Catarinense, sucursal de Joinville (15/11/2009)
Assinar:
Postagens (Atom)
