Powered By Blogger

sexta-feira, 5 de setembro de 2014


Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Amazônia, Energia, Pobreza, Povos Indígenas, Saneamento
Ano 14
05/09/2014

 

Amazônia

 
  O maior município do Brasil é também o que mais desmata na Amazônia. Entenda quem está condenando Altamira a liderar o ranking dos que mais desmatam em toda a história da Amazônia - Direto do ISA, 4/9.
  Roraima caminha a passos modestos, mas firmes, para se tornar um pequeno Mato Grosso encravado no extremo norte do Brasil. Dados da Secretaria de Comércio Exterior confirmam a escalada da soja em Roraima. Entre janeiro e julho, a commodity foi responsável por 88,8% da receita total do Estado com exportações (ou US$ 15,67 milhões), desbancando a madeira, anteriormente o principal produto. O que faz de Roraima o mais novo eldorado da soja é a atraente combinação entre terra barata, clima favorável, cultivares adaptadas à baixa latitude e facilidade logística. Mas há semelhanças com o maior Estado produtor de soja do Brasil, a começar pelo fluxo migratório de agricultores, a maioria vinda do Sul do país - Valor Econômico, 5/9, Agronegócios, p.B12.
   
 

Povos Indígenas

 
  Uma ação liderada por índios Ka'apor em 7 de agosto contra madeireiros ilegais que atuam na Terra Indígena Alto Turiaçu, no Maranhão, lançou nova luz sobre as permanentes tensões nas reservas da Amazônia Legal. Imagens divulgadas ontem pela agência Reuters mostram uma blitz levada a cabo pelos Ka'apor, sem a participação de forças do Estado, para expulsar os invasores. De acordo com o fotógrafo Lunaé Parracho, que registrou a operação dos índios, os membros da tribo dizem estar cansados de pedir ajuda às autoridades e à Funai. Eles vêm denunciado a constante presença de madeireiros, que dispõem de caminhões e tratores e montam verdadeiros acampamentos para explorar a terra indígena - O Globo, 5/9, Sociedade, p.32; OESP, 5/9, Política, p.A12; FSP, 5/9, Poder, p.A13.
  "O Xingu está triste com a morte de Takumã, o grande pajé kamaiurá, respeitado em todas as etnias. Muitas histórias se contavam no parque sobre Takumã e seu povo, criado pelos deuses no Morená, onde o Rio Kuluene se junta ao Ronuro e ao Batovi para formar o grande Xingu. Mas hoje as etnias do parque vivem um drama, que é o de os jovens não quererem ser pajés. As culturas do Xingu são culturas de espíritos. Tudo tem um espírito específico que tudo rege - cada animal, cada planta, cada lugar. E só o pajé tudo conhece e invoca nos momentos necessários. Como se fará sem novos pajés? Takumã seguirá para a aldeia dos ancestrais, 'onde todos nos encontraremos um dia'", artigo de Washington Novaes - OESP, 5/9, Espaço Aberto, p.A2.
   
 

Energia

 
  O governo federal vai centralizar o licenciamento ambiental para exploração do gás de xisto no País. As autorizações de pesquisa do gás não convencional, que atualmente são avaliadas pelas secretarias estaduais de Meio Ambiente, passarão à alçada do Ibama. Um decreto sobre a mudança foi concluído pelos Ministérios de Minas e Energia e de Meio Ambiente. A nova regulação está pronta e foi encaminhada à Casa Civil e, agora, depende de uma assinatura da presidente Dilma Rousseff. Uma fonte do governo explica que a mudança no rito ambiental para exploração do xisto sinaliza que o tema ganhou total relevância na pauta energética do País e que haverá "precaução extrema" em relação à futura exploração do gás - OESP, 5/9, Economia, p.B8.
 
A exploração de gás de xisto no Brasil ainda não saiu dos campo das experiências. Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nenhuma identificação de jazidas comerciais do gás de folhelho foi comunicada à agência até hoje. Questionada sobre as possibilidades reais de exploração nas áreas negociadas, a ANP informou que as empresas que assinaram contratos ainda estão na fase inicial das atividades, para que entrem na etapa de exploração. Isso não significa que haverá extração, propriamente dita. A fase de exploração consiste em fazer estudos para verificar a existência de jazidas de petróleo e gás natural e a viabilidade de produzi-los comercialmente - OESP, 5/9, Economia, p.B8.
  A Aneel deverá definir, hoje, o rumo de três grandes empreendimentos de geração: hidrelétrica Santo Antônio, hidrelétrica Jirau e a termoelétrica Parnaíba II. Juntos, os três projetos somam mais de 7,8 mil megawatts de energia e pendências bilionárias. Se a agência reguladora entender que as empresas não são responsáveis por atrasos ocorridos nas obras, as distribuidoras pagariam a conta e repassariam para a tarifa do consumidor - ou os grandes consumidores. Se a decisão for contrária às geradoras, os sócios teriam de aportar mais recursos para bancar o projeto e não correr o risco de perder a concessão - OESP, 5/9, Economia, p.B9.
  O consórcio construtor da usina hidrelétrica de Santo Antônio demitiu 90 operários ontem. Desde segunda-feira, já são 440 demissões. Na semana passada, a concessionária Santo Antônio Energia informou ao consórcio que não tinha mais recursos para pagar pelos gastos da obra, que até então empregava 9 mil funcionários. Por isso, o consórcio começou a desmobilizar o canteiro nesta semana e ameaça paralisar as obras até que os pagamentos sejam regularizados. A construção é tocada por um consórcio formado por Odebrecht (60%) e Andrade Gutierrez (40%). As duas empresas fazem parte de grupos que também integram a concessionária - OESP, 5/9, Economia, p.B9.
   
 

Geral

 
 
Algumas empresas do setor de saneamento estão buscando alternativas de financiamento para substituir emissões que esperavam fazer de debêntures incentivadas. O volume de exigências e as dificuldades para terem seus projetos aprovados no Ministério das Cidades afasta esses potenciais emissores, apesar do grande interesse e da alta necessidade de investimento em saneamento no País. Entre os principais empecilhos está a vedação do ministério, responsável pelo enquadramento dos projetos nesse segmento, ao uso dos recursos provenientes da emissão das chamadas debêntures de infraestrutura para o financiamento de outorga - OESP, 5/9, Economia, p.B9.
  Um mapeamento do Banco Mundial com uma nova metodologia para medir graus de pobreza revela que o país ainda tinha, em 2011, 17% da população na pobreza. No entanto, apenas 2% dela poderiam ser considerados em situação extrema. Os pobres brasileiros foram divididos em quatro segmentos, associando fatores sociais e critérios de renda para diferenciar pobreza crônica de transitória. Na comparação com 1999, o estudo destaca que o país conseguiu reduzir a pobreza em todos os grupos. Naquele ano, o total de pobres chegava a 35% da população, sendo 7% em situação extrema. Para o Banco Mundial, esse desempenho foi possível graças ao crescimento econômico, o aumento do emprego e da renda e da expansão de programas sociais como o Bolsa Família - O Globo, 4/9, País, p.11.
   
 
Imagens Socioambientais

Nenhum comentário: