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segunda-feira, 26 de junho de 2023
Quem são os inimigos dos ambientalistas
por Samyra Crespo –
Mia Couto filósofo e escritor moçambicano, diz que em vez de produzir riquezas, estamos produzindo ricos
Posso afirmar sem medo de errar que os ambientalistas, em sua maioria, acreditam na possibilidade de reformar o capitalismo, dando a ele uma feição inteligente (mais eficaz nas suas promessas de prosperidade) e mais ecológica. Os teóricos chamam a essa tendência majoritária hoje, cujos operadores são os sustentabilistas, de “A modernização ecológica do capitalismo”. Assim, longe de ser revolucionário este movimento vem abraçando o reformismo como ideologia politico-econômica.
Este veio de crenças e sua diligente tradução em práticas de “negócios sustentáveis” se configurou nas primeiras duas décadas deste século, ainda em curso. O mote principal dos sustentabilistas é mainstreamming the ecology (colocar a ecologia no coração da economia capitalista).
Portanto não venham com esse papo de que somos marxistas e anticapitalistas ferrenhos. Há os que discordam do status-quo. São antes anti-establishment. E representam hoje grupos minoritários.
Vamos aprofundar isto. E vou precisar de dois posts para o mesmo assunto. Um texto muito grande ninguém lê e aqui é um embate público, não acadêmico.
Quando eu estava na faculdade um professor que estudara a formação da classe industrial paulista e a formação das novas fortunas originadas na commodity da época – o café – se espantava com os alunos da pós graduação que só tinham apetite para falar dos movimentos sociais, dos pobres e oprimidos. Inclusive eu que naquele momento desenvolvia meu mestrado estudando os integristas católicos envolvidos no Golpe de 64.
Vocês devem estudar os ricos, o poder econômico por eles constituído pois a opressão e a pobreza estão aí como resultado, dizia nosso professor de estudos agrários.
Essas reminiscências me vêm à mente quando vejo diariamente as cotações do dólar dar taquicardia e os colunistas políticos e econômicos se referirem ao Deus MERCADO. O mercado pensa assim, o mercado pensa assado.
Olho para o voo solo e torpedeado de Thomas Piketty, o economista francês – que se utilizando de base de dados sistemáticas e séries históricas, longitudinais, nos mostrou didaticamente como ao longo de séculos – e mesmo enfrentando grandes guerras, as fortunas se mantém nas mãos de algumas poucas famílias. Também explica como a ciranda financeira torna novas pessoas tidas como empreendedores exemplares, tipo Bill Gates e Slim o magnata mexicano muito, muito ricas.
Ao final do século XX vimos dois fenômenos intimamente ligados ocorrer: a expansão do capitalismo (territorial e culturalmente falando) e a concentração brutal da riqueza. Como substrato, massa de pobres e mesmo bolsões de miséria em países tidos como desenvolvidos da Europa e nos Estados Unidos.
Pena, diz Mia Couto filósofo e escritor moçambicano, que em vez de riqueza estamos produzindo ricos, riqueza esta que só é distribuída com escândalo. Basta ver os debates em torno da “renda minima”, não só no Brasil. Faz-se brutais mudanças tecnológicas que destroem milhões de empregos e mesmo as migalhas que serão distribuídas aos que “sobram” desta transição são alvo de controvérsia.
A pergunta que não quer calar é: de onde vêm as fortunas do Brasil?
Respondo que se você quer saber quem são os inimigos dos ambientalistas, siga o dinheiro.
A riqueza no Brasil tem base fundiária, rentista e imobiliária. Extração de madeira, mineração e comércio do solo urbano. O industrialismo sempre contou com proteção de mercado e as commodities com largos subsídios. O avanço sobre terras públicas, o desmatamento, as Serras Peladas, o avanço do boi e da soja. Sacaram?
Samyra Crespo é cientista social, ambientalista e pesquisadora sênior do Museu de Astronomia e Ciências Afins e coordenou durante 20 anos o estudo ” O que os Brasileiros pensam do Meio Ambiente”.
OS DENTES DO TUBARÃO
por Ricardo Young, presidente do IDS Brasil –
Se as mudanças climáticas são o tubarão que assusta a humanidade, a crise hídrica são seus dentes!
A sociedade civil vê a água como direito, os povos originários como sagrada, as empresas como mercadoria, o agro como insumo, os governos como obrigação e risco político, a academia como uma possível ciência… e a água, candidamente é, antes de mais nada, inefável. É a essência da vida! É sobretudo a base de um ecossistema pleno, saudável e de uma sociedade sustentável. Por conseguinte, o tema da água só pode ser tratado de forma holística, colaborativa, integrada e planetária.
A Água está para o debate multilateral hoje, como estava o carbono na década de 2000. Podemos considerar o protocolo de Kioto como a primeira iniciativa internacional. Mas, foi em Copenhague, em 2009, que o compromisso de engajamento sério dos países para a redução do carbono foi tentado e, finalmente, em 2015, o mundo amadureceu em torno dos NDC e dos ODS.
A diferença é que os gases de efeito estufa são causadores do aquecimento global e a crise hídrica é uma das suas principais consequências. Por mais que se fale em mitigação e adaptação, a mudança dos regimes de chuva, a acidificação dos oceanos, a elevação do nível dos mares, a contaminação dos rios e lagos com pesticidas, a poluição dos corpos d’água com microplásticos e muitos outros fenômenos a que acometemos os recursos hídricos não serão resolvidos nem no tempo, nem através dos mesmos mecanismos utilizados pelo carbono.
Mais do que o carbono, passível de regulação em suas emissões nacionais, a água desafia os conceitos estruturais de soberania. Daí o paradoxo, como essência a vida é um bem comum cuja dinâmica não obedece a fronteiras nem métricas convencionais. Necessitamos reconhecer a urgência de nos dobrarmos ao imperativo de uma economia regenerativa, alicerçada em Soluções Baseadas na Natureza, única capaz de restaurar o equilíbrio ecossistêmico para que a água, na sua escassez ou abundância, não se torne mais um terror a assolar a humanidade. Imaginem, a essência da vida tornando-se a sua principal ameaça.
Como uma das mais letais consequências da Crise Climática, temos que assumir este como um desafio para diversas gerações a nos convocar, desde já, a acelerar processos regenerativos, ao mesmo tempo em que trabalhamos na mitigação das causas do aquecimento global.
O melhor da ciência, do conhecimento ancestral e da biomimética serão necessários para impulsionar a regeneração.
Temos que, humildemente, reconhecer que apesar das assombrosas conquistas da engenharia pesada, não será ela isoladamente que dará as respostas; até porque estamos falando em um direito sagrado à vida, em regeneração de ecossistemas, em reflorestamento em grande escala, em resgate da diversidade biológica, campos estes em que, comprovadamente, as soluções cinzas não têm contribuído, a não ser marginalmente.
Podemos concordar ou não, mas a verdade é que antes de nos extinguirmos como espécie, temos a oportunidade de renascermos como civilização, de nos reconectar com a vida e nossas origens, resgatar a sabedoria ancestral que tanto renegamos, rever nossos valores e o sentido existencial de nossa humanidade. Não podemos jamais desmerecer nossa evolução, mas necessitamos da humildade de entendermos que, ao eleger a natureza como algo a ser conquistado, perdemos a oportunidade de aprender com ela. Ao saquearmos a terra, a vida, as florestas para forçarmos escalas de produção, perdemos a oportunidade de compreender a generosidade, a abundância deste planeta.
É claro que a tecnologia de ponta será necessária. É claro que a nanotecnologia, a microbiologia, a hidrologia, a agronomia, a genética e nossos conhecimentos de ponta serão necessários. No entanto, o que faz a expertise não é a excelência da ferramenta, mas é a qualidade do artesão. Sem uma total mudança de mentalidade, uma reconciliação profunda com a natureza livre e selvagem, a compreensão de que ela engendrou soluções altamente sofisticadas para milhares de desafios, entender como ela se auto-organiza, responde sistemicamente em uma espiral evolutiva, não daremos as respostas necessárias.
Se nossa tecnologia apenas baseada na física e nas ciências representassem evolução, não nos encontraríamos onde estamos: de que vale termos superado doenças, distâncias, as barreiras temporais, a gravidade e outros feitos assombrosos se não conseguimos garantir os pilares e princípios que permitem a vida no planeta? Cuidamos da fachada e do jardim, enquanto as estruturas de nossa casa estão ruindo. O milagre da vida está comprometido, e diante deste, nenhum feito é de fato relevante no longo prazo.
É da vida que temos que cuidar, é da comunidade de vida que temos que zelar; guardiões da vida, essa é a melhor potencialidade da espécie humana. (IDS Brasil/ Envolverde)
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
quinta-feira, 22 de junho de 2023
Quando ‘verde’ não é realmente verde: o problema com o Greenwashing
Por Carolina Proaño – Chefe de DEI e Meio Ambiente para Latam Intersect PR –
Em 5 de junho, celebramos o Dia Mundial do Meio Ambiente e, a cada ano, por trás das ações e iniciativas, surgem dezenas de promoções e publicidades falando sobre a importância de cuidar do ambiente. No entanto, é muito comum encontrar empresas que, nem internamente, nem em seus processos de produção, nem nos resultados ou serviços que oferecem, agem em consonância com essa preocupação.
E há um termo para isso – chama-se Greenwashing, quando uma empresa ou organização dedica mais tempo e dinheiro a afirmar que é “verde” por meio da publicidade e do marketing do que a aplicar realmente práticas empresariais que minimizem o impacto ambiental.
Um exemplo clássico é o de uma empresa de energia que realiza uma campanha publicitária promovendo uma tecnologia “verde” na qual está trabalhando, mas essa tecnologia ecológica representa apenas uma pequena parte do negócio da empresa que, no mais, não é tão eco amigável, ou faz sua campanha logo após um vazamento de petróleo ou uma explosão em uma planta. Ou implementa programas de reflorestamento que não cobrem minimamente os estragos que gera.
Por que eles fazem isso? Porque está na moda, porque é uma tendência global e assim podem melhorar sua reputação, atrair mais clientes e gerar mais vendas.
Em 2021, os consumidores americanos gastaram 150 bilhões de dólares em produtos comercializados como sustentáveis. Esse número mostra que os consumidores estão dispostos a pagar mais por esse tipo de produto e, infelizmente, algumas empresas usam táticas de Greenwashing para tirar proveito dessa tendência. O que pode comprometer sua imagem e seu negócio.
Em 2010, um relatório da TerraChoice descobriu que 95% dos produtos ecológicos eram comercializados por meio de falsas alegações ecológicas. Em um estudo mais recente, a Comissão Europeia (e outras autoridades da região) realizou uma ampla varredura intersetorial de sites para identificar casos de Greenwashing. Suas conclusões revelaram que o este ainda é um problema frequente: em 42% dos casos, as alegações ecológicas eram exageradas, falsas ou enganosas. Em 37% dos casos, as alegações ecológicas incluíam afirmações vagas e gerais, usando palavras como “respeitoso com o meio ambiente” e “sustentável” com pouca justificação.
Em 59% dos casos, não havia provas facilmente acessíveis que apoiassem a alegação ecológica e em mais de 50% dos casos, a empresa não podia fornecer informações suficientes para que os consumidores avaliassem a precisão da declaração ecológica feita. No final, as empresas podem ter sua reputação prejudicada e ter dificuldades para provar que seu discurso está alinhado com suas atividades.
Como evitar cair nessa armadilha?
Analisando se seu produto e/ou ações são realmente ecológicos e, se não forem assumindo compromissos e planejando ações – mensuráveis e sustentáveis a longo prazo, tanto interna quanto externamente – que levem a organização a melhorar suas práticas ambientais.
Sendo transparentes e honestos sobre suas práticas e impacto ambiental. E se estiverem progredindo, mas ainda tiverem muito a percorrer, reconheça isso e comunique seus objetivos de melhoria.
Declarações como “amigo do ambiente” ou “sustentável” devem ser específicas, mensuráveis e apoiadas por dados ou certificações de terceiros. Evite declarações vagas ou enganosas sem nenhuma informação específica que as apoie.
Considere todo o ciclo de vida de seu produto ou serviço, desde a produção até a eliminação. Se estiver focando em reduzir sua pegada de carbono, por exemplo, certifique-se de também abordar questões como redução de resíduos, uso da água e biodiversidade.
Busque e obtenha certificações de terceiros. As certificações podem fornecer verificação independente de suas práticas ambientais e ajudar a criar credibilidade entre os consumidores.
Use uma abordagem baseada em ciência para estabelecer metas ambientais e medir o progresso. Isso pode ajudá-lo a evitar declarações falsas ou enganosas e garantir que suas ações realmente façam a diferença.
A verdade é que cada vez mais empresas e iniciativas comerciais se preocupam em fazer um bom marketing ecológico. Essas são as marcas que trabalham em sua estratégia de comunicação analisando e avaliando suas ações primeiro de dentro da empresa e depois se preocupando em contá-las às suas comunidades e clientes. São aquelas que se destacam porque suas ações ecológicas são compromissos para todo o ano.
Essa é a atitude que as audiências e público de hoje estão buscando em marcas e serviços que consomem e que os comunicadores devem incentivar nas estratégias que desenvolvem para seus clientes.
Sobre Carolina Proaño
Carolina é responsável por criar e coordenar ações de Relações Públicas e comunicação relacionadas à diversidade, equidade e inclusão e meio ambiente da Latam Intersect PR no setor privado, além de apoiar ONGs e organizações humanitárias e ambientalistas com as quais colaboramos. Como feminista e ativista pelos direitos sexuais e reprodutivos de meninas e mulheres e, em geral, pelos direitos humanos e ambientais, Carolina constantemente se especializa em tudo relacionado à comunicação com perspectiva de gênero, Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) em comunicações, marketing verde, jornalismo e direitos humanos, publicidade não sexista e outras áreas onde a comunicação pode ser usada como ferramenta de mudança positiva e real, tanto dentro como fora das organizações e nas comunidades às quais estas pertencem.
(Envolverde)
Climate Ventures e WayCarbon lançam calculadora de impactos climáticos positivos focada em Florestas e Uso do Solo
Ferramenta poderá ser utilizada por empresas, startups verdes e investidores na medição da descarbonização proposta por soluções em fase de planejamento
Calculadora também permite que os empreendimentos verifiquem o potencial de contribuição de suas operações para a agenda de clima
A Climate Ventures, primeira plataforma brasileira de inovação com ênfase no clima, em parceria estratégica com a WayCarbon, maior consultoria com foco em sustentabilidade e mudança do clima na América Latina, está lançando uma calculadora de impacto climático para o setor de Florestas e Uso do Solo. Com uso gratuito, a ferramenta, que é inédita na América Latina, foi desenvolvida com o apoio do Fundo Vale, do Instituto Clima e Sociedade (iCS), Bayer e Instituto de Cidadania Empresarial (ICE).
Inicialmente, a calculadora poderá ser utilizada por empresas, startups verdes e investidores dedicados à recuperação de florestas e ao bom manejo de solos, e irá permitir a mensuração da estimativa de redução de toneladas de carbono/ano de cada projeto, em emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa) e outros indicadores de impacto climático. A ferramenta irá utilizar cálculos automatizados baseados em metodologias já consolidadas como IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) e o GHG Protocol, tornando-se assim uma solução de grande relevância para a adequação dos projetos em desenvolvimento ou em fases iniciais, auxiliando na projeção dos argumentos de venda de soluções climáticas.
A calculadora utiliza como matriz de oportunidades o estudo A Onda Verde, que consolida os principais desafios que o país enfrenta, e que faz um chamado aos atores do ecossistema de impacto brasileiro para protagonizarem uma transformação sistêmica na relação entre negócios, pessoas e meio ambiente. O setor de Florestas e Uso do Solo é o primeiro a receber a tecnologia. Até o final de 2023, as outras áreas de interesse levantadas pelo estudo A Onda Verde, como Indústria, Agropecuária e Gestão de Resíduos, também receberão suas próprias versões da calculadora, adaptadas para cada setor.
Como funciona
Com acesso gratuito através do site www.aondaverde.com.br/calculadora, a calculadora gera resultados que levam em consideração dados sobre a performance do projeto em cinco fatores de impacto positivo:
1) redução de uso de insumos agrícolas;
2) restauração de florestas;
3) aprimoração do manejo na produção florestal;
4) redução de queima de resíduos agrícolas;
5) prevenção de desmatamento.
Além dos fatores de impacto, são considerados detalhamentos do projeto em análise, tais como: processos de nitrogenização do solo utilizados em substituição aos insumos tradicionais, total da área/ano restaurada, tipo de bioma da área e tipos de culturas impactadas pela solução. O resultado é fornecido em toneladas de carbono/ano que deixarão de ser emitidos, acompanhado de um comparativo em emissões de carbono de automóveis. A simulação também apresenta um gráfico com o volume das emissões distribuído pelos cinco fatores de impacto. “A Calculadora de Impacto Climático vai permitir que milhares de empreendedores, investidores e profissionais possam estimar o impacto climático potencial de soluções inovadoras de descarbonização nos mais diversos setores da economia, começando pelo setor de Florestas e Uso do Solo. É uma ferramenta inédita na América Latina, que utiliza tecnologia e inteligência de dados para orientar lideranças a investir em soluções de impacto positivo no clima, alinhada à mais avançada ciência”, revela Daniel Contrucci, diretor executivo e cofundador da Climate Ventures.
A ferramenta vem para oferecer uma alternativa para empresas e startups que não encontram no mercado solução similar para negócios em fase inicial. As grandes empresas já usam consultorias para fazer seus inventários de carbono, mas os empreendimentos menores não o fazem, seja por falta de cultura, tempo, orçamento ou tecnologia.
Para Liz Lacerda, do time Parcerias e Fomento do Fundo Vale, o grande diferencial da ferramenta é instrumentalizar negócios em fase inicial a pensarem no carbono de impacto, já sabendo como integrar o impacto positivo à sua estratégia de negócio, e enxergar oportunidades para produtos e serviços relacionados à mitigação, adaptação e resiliência à crise climática. ”Uma vez possível o cálculo do impacto climático por meio de manejo florestale práticas agrícolas sustentáveis, entende-se o impacto de cada negócio frente às suas emissões ou sequestro de carbono. Mapeando e organizando esses dados, é possível cruzar informações para entender quais projetos incorporam a retirada de carbono do solo e quais geraram impacto positivo para chegar a um cálculo coerente”, afirma ela.
“Sabemos o tamanho do desafio que é medir o impacto climático de um negócio ou solução e a importância de tirar da invisibilidade esse impacto. Por isso é muito gratificante ver a primeira versao da calculadora sendo lançada. É o primeiro grande passo nessa jornada e esperamos seguir evoluindo e transformando esta ferramenta, para que ela contemple não só os impactos ambientais, mas também sociais e econômicos”, finaliza Henrique Pereira, Diretor de Consultoria da WayCarbon. (#Envolverde)
Agricultor belga encontra a solução ideal para limpar as batatas que SERÃO ARMAZENADAS
Eric Simoens é um agricultor e proprietário da Hove Ter Hille em Jabbeke, situada na região dos pólderes perto da costa belga. Os principais produtos cultivados são batatas, trigo, milho e sementes de cevada. Além de um empreendimento de turismo rural, também fazem agricultura por contrato com outros agricultores da zona.
No ano passado, a empresa agrícola do Sr. Simoens teve sérios problemas com o excesso de solo e de torrões durante e após a colheita da batata. Este problema foi particularmente evidente quando foi necessário contratar um grande número de trabalhadores para limpar as batatas de semente armazenadas, a fim de prepará-las para a plantação.
Para resolver o problema da sujidade e limpar a colheita de batata antes do armazenamento, a empresa agrícola de Eric Simoens contactou a TOMRA Food e acabou por adquirir uma máquina de separação TOMRA 3A.
A máquina foi instalada no início da linha de operação que transporta as batatas para as instalações de armazenamento, de modo a remover o excesso de torrões, granulados e outros materiais estranhos. Em anos particularmente húmidos, o excesso de sujidade pode representar 30-40% do volume total de batatas colhidas, segundo o Sr. Simoens.
Ele expressa sua satisfação com os resultados, dizendo: “Agora precisamos de muito menos pessoal para fazer um ótimo trabalho, e a TOMRA 3A também remove o material desnecessário que não pode ser removido manualmente. Agora temos um produto muito limpo no armazenamento que é ideal para ser entregue aos processadores de batata.”
Ele também está impressionado com o facto de a TOMRA 3A estar equipada com uma ligação à Internet 4G, o que lhe permite entrar em contacto com um especialista da TOMRA caso surja algum problema com o funcionamento da máquina.
“O especialista técnico pode ver a máquina na tela do seu computador virtualmente e, em conjunto, discutem soluções e ajustes que podem ser feitos para resolver o problema até que a máquina volte a funcionar na perfeição,” observa o Sr. Simoens.
TOMRA 3A: Confiabilidade e acessibilidade
A TOMRA 3A é uma recente inovação da TOMRA para culturas de raízes recém-colhidas, oferecendo aos produtores de batata capacidades de seleção inigualáveis, confiabilidade e acessibilidade.
O classificador é normalmente utilizado à entrada de um armazém de batatas, onde efetua uma limpeza final imediatamente após a colheita recente ter passado por uma pré limpeza mecânica e equipamento de remoção de terra. O classificador utiliza um processo de inspeção óptica e ejeção em voo para detetar e remover pedras, torrões e outros detritos do produto oriundos do campo.
“A TOMRA 3A melhora a sua antecessora em todos os aspetos”, disse Jim Frost, Director de Produto da TOMRA Food. “Ao desenvolver esta máquina, aprendemos com a nossa experiência de trabalho com agricultores neste sector e adotamos tecnologias líderes de mercado já comprovadas em algumas das nossas outras aplicações de classificação.”
O sofisticado sistema de imagem da TOMRA 3A tem capacidades de deteção de cor para identificar batatas verdes indesejadas. A tecnologia de iluminação LED de estado sólido e pulsada com câmaras de alta resolução permite distinguir entre o produto bom e o material estranho.
Sobre TOMRA Food
A TOMRA Food projeta e fabrica máquinas de classificação baseadas em sensores e soluções integradas de pós-colheita, transformando a produção global de alimentos com o intuito de maximizar a segurança alimentar e minimizar a perda de alimentos, garantindo assim que “Todos os Recursos Contem”.
Mais de 13.800 unidades estão instaladas em produtores, embaladores e processadores de alimentos em todo o mundo para confeitaria, frutas, frutas secas, grãos e sementes, produtos de batata, proteínas, nozes e vegetais.
A TOMRA Food opera centros de excelência, escritórios regionais e locais de fabricação nos Estados Unidos, Europa, América do Sul, Ásia, África e Australásia.
Siga a TOMRA Food no Facebook @TOMRA.Food, Twitter @TOMRAFood, Instagram @TOMRAFood e no LinkedIn em TOMRA Food.
A TOMRA Food é uma divisão do Grupo TOMRA. A TOMRA foi fundada em 1972 e começou com o desenho, fabricação e venda de máquinas de venda reversa (RVMs) para coleta automatizada de recipientes de bebidas usadas.
Hoje, a TOMRA está liderando a revolução de recursos para transformar a maneira como os recursos do planeta são obtidos, usados e reutilizados para permitir um mundo sem desperdício. As outras divisões de negócios da empresa incluem TOMRA Recycling, TOMRA Mining e TOMRA Collection.
A TOMRA possui aproximadamente 105.000 instalações em mais de 100 mercados em todo o mundo e teve uma receita total cerca de 12 bilhões de NOK em 2022. O Grupo emprega ~5.000 funcionários globalmente e está listado publicamente na Bolsa de Valores de Oslo. A sede da empresa fica em Asker, Noruega.
Para obter mais informações sobre a TOMRA, consulte www.tomra.com
(#Envolverde)
Oito em cada dez estudantes brasileiros se mostram preocupados com o futuro do meio ambiente
Dado foi trazido por pesquisa sobre mudanças climáticas com crianças e adolescentes do Brasil e do México; quase metade deles considera que suas opiniões não são ouvidas
“Acho que estamos demorando muito para agir contra as mudanças climáticas; quando for tarde demais, não haverá remédio para isso.” “Ouça o que os jovens têm a dizer, porque nós vivenciamos diariamente os problemas ambientais.” Essas são frases que compõem o relatório “Crianças e Mudanças Climáticas”, produzido a partir de percepções de crianças e adolescentes sobre o tema. O material foi elaborado com base na escuta de 457 estudantes, entre 10 e 18 anos, de 13 escolas maristas de Educação Básica no Brasil e no México. Entre os jovens brasileiros, 79% se mostraram preocupados com o futuro do meio ambiente. No México, esse percentual chegou a 94%.
O relatório, produzido por meio de uma parceria entre o Centro Marista de Defesa da Infância (CMDI), do Grupo Marista, com a Clínica de Direitos Humanos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR, UMBRASIL e Província do México Central, traz o resultado de um processo de escuta, que surgiu a partir de um chamado da Organização das Nações Unidas (ONU). A intenção foi consultar a opinião de crianças e adolescentes em diferentes países para, a partir dessa chamada pública, elaborar o Comentário Geral N.º 26, pelo Comitê dos Direitos da Criança, que trata sobre os Direitos da Criança e do Meio Ambiente, com foco especial nas Mudanças Climáticas.
As 24 páginas do material trazem, além de frases de impacto de meninos e meninas, uma série de percentuais que mostram a percepção e a preocupação desses jovens com o futuro do planeta, e mais, a reflexão sobre o quanto essas crianças e adolescentes são levados a sério. “É cada vez mais importante envolver esses jovens em discussões e debates sobre temas como esse. Enquanto adultos, temos a responsabilidade de oferecer informações de qualidade, com linguagem amigável e fontes confiáveis, além de garantir espaço para que eles possam expressar o que sente, o que sabem e o que desejam e serem ouvidos de fato.”, reforça a analista de projetos do CMDI, Marcela Carsten.
A importância de ser levado a sério
O material mostra que 90% das crianças brasileiras e 97% das mexicanas disseram que já ouviram falar sobre os direitos das crianças e dos adolescentes, como o direito à educação, à informação, acesso à água limpa e o direito de serem escutados. No entanto, quando essas mesmas crianças e adolescentes foram perguntadas se suas opiniões eram consideradas pelos responsáveis por tomar as decisões, apenas 64% dos estudantes brasileiros afirmaram que sim e 56% dos estudantes mexicanos concordaram. “Não é somente na escola que eles devem ter espaço para falar do assunto, mas em todos os lugares. Se analisarmos os depoimentos desses meninos e meninas, percebemos que eles pedem ajuda pelo nosso planeta”, finaliza Marcela.
O relatório está disponível no site do Centro Marista de Defesa da Infância para download: https://centrodedefesa.org.br/wp-content/uploads/2022/11/BR-E-book-Criancas-e-Mudancas-Climaticas-v4_converted.pdf
Projeto Lupa do Bem lança e-book para ajudar ONGs e projetos sociais na captação de recursos
Desenvolvido pela Sherlock Communications, publicação de linguagem acessível orienta as organizações e entidades do terceiro setor na busca por fontes de financiamento
As organizações não governamentais (ONGs) e organizações da sociedade civil (OSCs) desempenham um papel fundamental na solução de diversos problemas sociais e ambientais. Segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 815 mil instituições do terceiro setor em atividade. No entanto, a grande maioria ainda enfrenta desafios significativos, principalmente em relação a financiamentos e sustentabilidade financeira. A última pesquisa da Doação Brasil mostra, por exemplo, que o percentual de doadores para organizações e iniciativas socioambientais encolheu de 46%, em 2015, para 37%, em 2020. Além deste cenário, a falta de acesso à informação clara e objetiva e conhecimento de como desenvolver estratégias de captação de recursos para suas iniciativas é um dos gargalos. Pensando nisso, o Projeto Lupa do Bem, da Sherlock Communications, lança o Guia de Mobilização de Recursos, um e-book voltado para orientar as organizações na busca por fontes de captação de recursos.
A publicação, disponível no portal https://lupadobem.com/guia-de-mobilizacao-de-recursos/, traz dados sobre doações no país, orientação acerca de um planejamento contínuo, a importância de uma comunicação de valor e o mapeamento das fontes de captação. Um e-book que aborda desde a elaboração de um plano de captação de recursos até o uso de tecnologia e marketing para alcançar potenciais doadores. Um trabalho que durou três meses, desde a pesquisa até a divulgação, envolvendo profissionais de comunicação, captação e design.
O e-book, segundo explica Fabiana Moreno, coordenadora de PR da Sherlock Communications, surgiu da falta de apoio e, muitas vezes, conhecimento, que pequenas organizações ou projetos têm sobre o tema e como podem ampliar sua atuação. “Existem diversas estratégias que as ONGs e OSCs no Brasil podem adotar para captar recursos de forma eficiente e sustentável. A captação pode ser realizada com diversas estratégias, como a busca por doações individuais e corporativas, além de eventos de arrecadação de fundos. É importante que essas organizações estabeleçam metas claras e definam um plano de ação detalhado para alcançá-las. Com o lançamento do e-book, nosso objetivo é ajudar instituições a localizar em que momento estão e qual a melhor estratégia a seguir”, detalha Fabiana.
Comunicação acessível – Visando proporcionar um conteúdo com linguagem acessível, o Projeto Lupa do Bem realizou uma parceria com a Pitanga.Mob, empresa especializada em engajamento e captação de recursos, para desenvolver o conteúdo do e-book. A publicação de 22 páginas esclarece termos técnicos e simplifica explicações sobre o funcionamento de editais e outras formas de captação de recursos, temas que originalmente são vistos como mais complexos pelos criadores de projetos. “O objetivo dessa parceria é diminuir as brechas entre as ONGs e o tema, tornando o assunto mais democrático. Com toda certeza, esse é o diferencial do nosso e-book”, comenta Fabiana.
Outro ponto abordado na publicação é que, além da busca pela captação, é necessário também uma comunicação transparente e eficiente com os doadores, mostrando o impacto das doações e como elas estão contribuindo para a realização da missão da organização.
O Projeto Lupa do Bem é um espaço dedicado à produção e divulgação de conteúdo de impacto social para fortalecer projetos e pessoas que causam mudanças em todo o país e são vozes das comunidades locais. A iniciativa dá voz a quem busca tornar o mundo menos desigual e incentivar as boas ações. “Nosso intuito é impactar a sociedade por meio da comunicação, além de tornar-se um grande fomentador de trabalhos de ONGs, OSCIPs e outras entidades do terceiro setor”, finaliza Fabiana Moreno. “Por meio do conhecimento é possível gerar uma rede que pode diminuir as diferenças sociais”. (Envolverde)
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