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segunda-feira, 24 de outubro de 2022
Mortalidade materna no Brasil aumentou 94% durante a pandemia
O número de mortes maternas no Brasil a cada 100 mil nascidos vivos aumentou 94,4% no Brasil durante a pandemia de COVID-19, retrocedendo para níveis registrados no início dos anos 2000
O Fundo de População da ONU alerta para grave retrocesso na saúde materna no Brasil após a pandemia de COVID-19, lançando um apelo por investimentos que fortaleçam a cobertura e qualidade dos serviços nesta área.
Registros preliminares do Ministério da Saúde mapeados pelo Observatório Obstétrico Brasileiro apontam que em 2021 a taxa de mortalidade materna para cada 100 mil nascidos vivos foi de 107,53. Em 2019, ano anterior à pandemia, essa mesma taxa era de 55,31.
Segundo a coordenadora do Observatório, a pouca quantidade de unidades de terapia intensiva preparadas para os cuidados com gestantes, além da falta de profissionais capacitados, levou ao aumento significativo nas mortes ocorridas durante a pandemia.
Entre os compromissos firmados pelo Brasil por meio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) está a meta de reduzir, até 2030, a mortalidade materna para no máximo 30 falecimentos a cada 100 mil nascidos vivos.
A razão da mortalidade materna no Brasil aumentou 94% durante a pandemia. Fundo de População da ONU alerta para grave retrocesso
Foto: © UNFPA
O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), agência da ONU para assuntos relacionados à saúde sexual e reprodutiva, está fazendo um alerta para o crescimento nas taxas de mortalidade materna no Brasil, apelando por mais investimentos que fortaleçam a cobertura e qualidade dos serviços de saúde materna diante da gravidade do problema.
O número de mortes maternas no Brasil a cada 100 mil nascidos vivos aumentou 94,4% no Brasil durante a pandemia de COVID-19, retrocedendo para níveis registrados no início dos anos 2000. As taxas de morte materna registram falecimentos ocorridos por complicações no parto, gravidez e puerpério.
Em 2021, o país registrou uma taxa de 107,53 mortes a cada 100 mil nascidos vivos, conforme dados preliminares do Ministério da Saúde mapeados pelo Observatório Obstétrico Brasileiro. Em 2019, essa taxa era de 55,31 a cada 100 mil nascidos vivos. Em 2020, este mesmo número saltou para 71,97 mortes, o que já representou um aumento de quase 25% em relação ao ano anterior.
Como os dados de 2021 ainda são preliminares, a taxa oficial pode mudar, conforme atualização das secretarias de saúde estaduais e municipais.
Impacto e subnotificação – Para a coordenadora do Observatório Obstétrico Brasileiro, Rossana Francisco, os registros mostram o claro impacto que a pandemia teve no sistema de saúde sexual e reprodutiva. Ela explica que, em 2019, a proporção de mortalidade materna brasileira já era considerada muito alta, por conta das dificuldades que o país enfrentava na área. “O Brasil já tinha várias fragilidades na atenção obstétrica e, quando o sistema de saúde foi testado pelo aumento de gestantes e puérperas precisando de internação em unidades de gestação de alto risco e de terapia intensiva especializada na atenção às gestantes, essa fragilidade que já existia se tornou mais evidente ainda”, afirma.
Segundo a professora, a pouca quantidade de unidades de terapia intensiva preparadas para os cuidados com gestantes, além da falta de profissionais capacitados, levou ao aumento significativo nas mortes ocorridas durante a pandemia. Ela também destaca que esse número pode ser ainda maior. Isso porque as mortes maternas se dividem em causas obstétricas diretas, como intervenções no parto ou hemorragias, e causas indiretas, ligadas a doenças prévias ou desenvolvidas na gravidez. Em 2020, por exemplo, quase 43% das mortes maternas foram por causas indiretas, o que inclui os casos de COVID-19. Mas há grandes dificuldades na classificação das mortes de mulheres gestantes ou puérperas em geral, o que leva a uma possível subnotificação.
“Muitas vezes, o atestado de óbito é preenchido sem que seja apontado que se trata de uma morte materna. Com frequência o CID registrado é de uma doença geral, e não o CID relacionado à gestação. Tudo isso faz com que haja uma dificuldade no registro. É muito importante olhar para os casos registrados por causas indiretas, mas também aqueles que não foram registrados como mortes maternas”, explica a professora Rossana.
Longe da meta – Entre os compromissos feitos pelo Brasil por meio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), como são chamadas as metas globais estabelecidas pelos países e Nações Unidas, está a meta de reduzir, até 2030, a mortalidade materna para no máximo 30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos. Em 2019, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) já alertava para a necessidade de reunir esforços em prol da garantia de atenção obstétrica adequada, vislumbrando o cumprimento da meta. Agora, o sinal passou de amarelo para vermelho.
“No começo da pandemia, já sabíamos que haveria um impacto significativo da COVID-19 na saúde sexual e reprodutiva e na garantia dos direitos reprodutivos. Neste momento, a situação é ainda mais grave. Os dados recentes demonstram que é necessário um investimento significativo na rede de atenção obstétrica e neonatal. É preciso acelerar os esforços para garantir assistência adequada a mulheres gestantes e puérperas, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade”, afirma a representante do Fundo de População da ONU no Brasil, Astrid Bant.
“No passado, o Brasil conseguiu reduzir significativamente sua razão de mortalidade materna, mas já precisava acelerar esforços para alcançar as metas de compromissos nacionais e internacionais. . Com os desafios deixados pela COVID-19, os esforços necessários são ainda maiores. Além de recompor um sistema que foi abalado pela pandemia, é preciso investir em capacitação de profissionais e também produzir dados robustos para ajudar a traçar estratégias e políticas públicas adequadas. É necessário, por exemplo, saber onde e quem são as gestantes que precisam de mais atenção, e como chegar a elas. Não há como esperar. A ação precisa começar aqui e agora”, conclui Astrid.
UNFPA – O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é a agência do Sistema ONU para assuntos relacionados à saúde sexual e reprodutiva, juventude, população e desenvolvimento, e igualdade de gênero. Desde 1973, o UNFPA tem atuado no Brasil, colaborando com o governo e diversas organizações da sociedade civil, incluindo a academia e os movimentos sociais, na formulação e monitoramento de políticas e programas sobre população e desenvolvimento.
OOBr – O Observatório Obstétrico Brasileiro é uma plataforma interativa de monitoramento, análise de dados públicos (da saúde, socioeconômicos e ambientais) cientificamente embasadas e disseminação de informações relevantes na área da saúde materno-infantil, com recortes estaduais e municipais. A plataforma é mantida pela especialista do Portal de Boas Práticas da Fiocruz, prof.ª dr.ª Rossana Pulcineli Vieira Francisco, docente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP; pelo estudante de graduação em Estatística na UFES, Lucas Lacerda e pela prof.ª dr.ª Agatha Rodrigues, docente do Departamento de Estatística da UFES.
Fonte: UNFPA – Fundo das Nações Unidas para a População
in EcoDebate, ISSN 2446-9394
Como Baixar OS Aplicativos Da Betway Brasil Para Apostas Esportivas
Betway é uma casa de apostas que entrou no mercado em 2006. A marca pode ser usada legalmente no Brasil graças a uma licença da Comissão de Jogos da Grã-Bretanha. Sua grande vantagem é que qualquer pessoa pode baixar um aplicativo móvel separado para seu telefone celular e não ficar vinculada a um único local. Eles desenvolveram um aplicativo móvel funcional para smartphones Android (ainda não disponível para iOS) e implementaram todas as características da plataforma principal. Leia mais sobre o aplicativo Betway app.
Breve Descrição Do Aplicativo Betway
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O Betway app tem muitas categorias úteis no topo de cada página, que facilitam a navegação e são exibidos em cores brilhantes. Isto torna fácil encontrar cada evento esportivo. Mais importante ainda, a seção de apostas esportivas é bastante variada, oferecendo uma ampla gama de cotações internacionais de esporte e competição. Esta continua sendo uma das principais razões pelas quais os jogadores do Brasil escolhem este lugar para apostar.
Além disso, o aplicativo móvel Android suporta opções de apostas convenientes e variadas. Os jogadores podem fazer depósitos e saques utilizando serviços bancários locais e internacionais. Aqui eles podem usar os reais brasileiros, o que economiza dinheiro, já que não incorrem em nenhuma taxa de conversão de moeda.
Aplicação Betway Para Android
A única desvantagem potencial do aplicativo Betway para Android é sua ausência na loja do Google Play, que exige que você faça o download do arquivo .apk (versão 12.44.0) a partir do site. Para facilitar as coisas para os novos jogadores, aqui estão os passos para baixar Betway e instalar o aplicativo Betway para Android em seu dispositivo móvel.
Visite o site da Betway usando um dos populares navegadores móveis em seu dispositivo Android (Internet Explorer, Opera, Firefox ou Chrome).
Uma vez que o site tenha sido carregado, clique no menu suspenso no canto superior esquerdo e procure por “Betway Apps”.
Em “Betway App” você encontrará um link para baixar a versão 12.44.0 do Android (2022).
Pressione “download do aplicativo Android” para iniciar o processo de instalação, no qual você receberá um arquivo Betway apk de aproximadamente 3MB de tamanho.
A maioria dos dispositivos Android lhe dará imediatamente uma mensagem de segurança informando que a instalação está bloqueada.
Basta pressionar “Configurações” quando você receber esta mensagem e procurar por “fontes desconhecidas”. Ative a função “fontes desconhecidas” no menu de configurações para permitir que o arquivo .apk seja instalado em seu dispositivo Android.
Quando o software tiver terminado de instalar o aplicativo em seu dispositivo, abra-o e faça o login usando os detalhes de sua conta.
Para que o aplicativo funcione rapidamente e sem problemas, seu dispositivo móvel deve atender a certos critérios. Avisaremos imediatamente que Betway consome pouca memória RAM e não afeta a carga de CPU de seu smartphone ou tablet.
Entre os melhores dispositivos Android serão suficientes: Samsung Galaxy, Samsung Galaxy Note, Sony Xperia, Nexus, Xiaomi e outros modelos populares no Brasil. Também é aconselhável ter uma boa conexão Wi-Fi/Edge/3G/4G e deve haver pelo menos 30MB de espaço livre em seu telefone ou tablet.
Como Jogar Betway do iOS
Betway para iOS oferece a mesma experiência de apostas agradável que o aplicativo Android fornecido pela Betway. Isto apesar do fato de o jogo ser jogado diretamente no site e não através do aplicativo (que está em desenvolvimento). A página inicial é totalmente adaptável a quase todos os dispositivos da marca Apple, seja um iPhone ou um iPad.
Há também um menu suspenso no lado esquerdo da tela onde você encontrará mercados de apostas, jogos atuais, regras de apostas e FAQs para maior comodidade. No Safari (ou qualquer outro navegador) tudo corre rápido, pois cada seção leva apenas alguns segundos para ser carregada, e o layout geral do aplicativo iOS é projetado para que tanto os novatos quanto os apostadores esportivos experientes possam navegar facilmente.
A versão móvel da Betway oferece uma interface sofisticada e moderna para aqueles que não estão interessados em baixar e instalar as aplicações móveis especiais oferecidas na Betway. O fator mais atraente ao utilizar a versão móvel Betway é que você pode acessar sua conta sem se preocupar com espaço de armazenamento em seu dispositivo móvel, pois basta visitar o site da Betway para acessar sua conta. Não há necessidade de baixar o aplicativo. A versão móvel da Betway oferece as mesmas facilidades de apostas esportivas que as aplicações móveis e tem todos os extras que você esperaria, assim você não vai perder nada do que está em oferta na Betway.
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Há numerosas categorias no topo da seção para ajudá-lo a encontrar certos jogos. Estas opções incluem novos jogos, jogos de dados, caça-níqueis, roleta, blackjack, jackpots, crupiê ao vivo, mesas, caça-níqueis retro, vídeo pôquer, outros e jogados recentemente. Você também encontrará uma função de busca no lado direito para ajudá-lo a encontrar exatamente o que você está procurando em segundos.
Outra excelente opção de apostas na Betway é a seção Live Casino. Aqui eles convidam você a desfrutar de uma enorme variedade de jogos de revendedores ao vivo, organizados por simpáticos e profissionais de um estúdio privado. Os jogos mais populares de dealer ao vivo disponíveis na Betway incluem Roleta ao Vivo, Estúdio de Futebol, Blackjack ao Vivo, Dream Catcher, Pôquer 3 Cartas ao Vivo, Texas Hold’em ao Vivo, Hold’em ao Vivo e Bacará ao Vivo. E isso só para citar alguns. Você terá até mesmo a chance de interagir com revendedores ao vivo em tempo real, graças ao brilhante recurso de bate-papo embutido em cada jogo de revendedor ao vivo.
Se isso não for suficiente, você também terá acesso a uma grande seção de pôquer online, repleta de uma enorme seleção de opções de pôquer para satisfazer até mesmo os mais ávidos entusiastas de pôquer. A Microgaming Poker Network (MPN) suporta o Betway Poker, que oferece um grande número de emocionantes torneios de pôquer, uma ampla seleção de mesas de dinheiro e um número decente de torneios freeroll para jogadores novos e veteranos de pôquer. As variantes mais populares do pôquer incluem Texas Hold’em, Omaha e Seven Card Stud.
Sistemas de Pagamento Betway
A partir de dispositivos móveis baseados no Android ou iOS, são oferecidas aos jogadores diversas opções de depósitos e saques. Para o mercado brasileiro, estes são:
Pix.
Skrill.
Neteller.
Pay4Fun.
AstroPay.
Vista.
Mastercard.
Transferência bancária.
A maioria dos pedidos no Betway esports app são processados em 24 horas, dependendo do sistema de pagamento.
Conclusão
Os aplicativos móveis Android da Betway, incluindo a versão móvel do site Betway iOS, proporcionam uma experiência de apostas esportivas verdadeiramente inesquecíveis. Além disso, o aplicativo abrange uma ampla gama de jogos de azar, incluindo pôquer, caça-níqueis e cassino ao vivo. A experiência do jogo é excelente, pois o software móvel é bastante fácil de usar e navegar. E se você tiver alguma dúvida sobre criação de conta, transferências de dinheiro, mercados de apostas, etc., você pode entrar em contato com a equipe de suporte da Betway.
sábado, 22 de outubro de 2022
A transição religiosa e a secularização dos Estados Unidos de 2020 a 2070, artigo de José Eustáquio Diniz Alves
Os Estados Unidos da América (EUA) estão entre os três países mais populosos do Planeta (depois da China e da Índia) e são o maior país cristão do mundo. De origem WASP (White, Anglo-Saxon and Protestant), os cristãos norte-americanos se dividem em três grandes ramos: protestantes tradicionais, protestantes pentecostais e católicos.
Em 1972, os cristãos eram 90% da população, os sem religião (ateus, agnósticos e “nenhuma religião em especial”) eram 5% e as outras religiões (judeus, muçulmanos, hindus, budistas, etc.) representavam 5% do total.
Mas em 2020, os cristãos tinham caído para 64% do total populacional e os sem religião subiram para 30% do total. Com base nestas tendências, o Instituto de Pesquisa PEW buscou modelar as tendências futuras considerando: se os cristãos continuarão deixando a religião na mesma taxa observada nos últimos anos? Se o ritmo da mudança religiosa continuará a acelerar? E se a mudança parar e o cenário atual ficará congelado?
Os gráficos abaixo mostram 4 cenários para a transição religiosa nos EUA até 2070, com os cristãos podendo variar de 54% a 35% e os sem religião variando entre 34% e 52%. As outras religiões ficando em torno de 12%.
cenários para a transição religiosa nos eua até 2070
No cenário 1: Mudança constante – os cristãos perderiam a maioria absoluta, mas ainda continuariam o maior grupo religioso dos EUA até 2070. Cada nova geração teria 31% das pessoas que eram criadas como cristãos se tornando religiosamente não afiliados até atingir 30 anos, enquanto 21% daqueles que cresceram sem religião tornando-se cristãos.
Cenário 2: Desfiliação crescente com limites – o grupo sem religião seria o maior grupo em 2070, mas não teria a maioria absoluta. Continuando um padrão recente, a saída do cristianismo torna-se mais comum entre os jovens americanos, pois cada geração vê uma parcela progressivamente maior de cristãos deixando a religião até os 30 anos.
Cenário 3: Desfiliação crescente sem limites – o grupo sem religião formaria uma pequena maioria (52%) em 2070 e os cristãos cairiam para 35%. Se o ritmo de mudança antes dos 30 anos acelerasse ao longo do período de projeção sem freios, os cristãos não seriam mais a maioria em 2045. Em 2055, os não afiliados (ser religião) comporiam o maior grupo (46%), à frente dos cristãos (43%).
Cenário 4: Sem migração entre os grupos – os cristãos manteriam sua maioria até 2070. Neste cenário, nenhuma pessoa na América mudaria de religião depois de 2020. Mas mesmo nessa situação hipotética, a composição religiosa da população dos EUA continuaria a mudar gradualmente, principalmente como resultado da dinâmica demográfica. Como os cristãos são mais velhos do que outros grupos, em média, e os sem religião (não afiliados) continuariam crescendo pois são mais jovens, com uma parcela maior de sua população em idade fértil.
Atualmente, os EUA são o país de alta renda com maior religiosidade. Mas as projeções do Pew Research Center indicam que o país pode estar seguindo o caminho percorrido nos últimos 50 anos por muitos países da Europa Ocidental que tinham esmagadora maioria cristã no meio do no século 20, mas foram ultrapassados pelo grupo sem religião.
A perspectiva de maior secularização dos Estados Unidos pode ser uma boa notícia para colocar fim aos abusos e conflitos de alguns grupos religiosos na política e na democracia americana.
José Eustáquio Diniz Alves
Doutor em demografia, link do CV Lattes:
http://lattes.cnpq.br/2003298427606382
Referências:
PEW. Modeling the Future of Religion in America. Pew Research Center, September 13, 2022
https://www.pewresearch.org/religion/2022/09/13/modeling-the-future-of-religion-in-america/
ALVES, JED. Os países mais religiosos são os mais desiguais socialmente, Ecodebate, 23/11/2018
https://www.ecodebate.com.br/2018/11/23/os-paises-mais-religiosos-sao-os-mais-desiguais-socialmente-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/
ALVES, JED. Dinâmica religiosa nos Estados Unidos, Ecodebate, 11/10/2021
https://www.ecodebate.com.br/2021/10/11/dinamica-religiosa-nos-estados-unidos/
ALVES, JED. A menor influência da religião é essencial para o desenvolvimento econômico, Ecodebate, 21/12/2018 https://www.ecodebate.com.br/2018/12/21/a-menor-influencia-da-religiao-e-essencial-para-o-desenvolvimento-economico-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/
Livro: Demografia e Economia nos 200 anos da Independência do Brasil e cenários para o século XXI, Escola de Negócios e Seguro (ENS), maio de 2022. Escrito por José Eustáquio Diniz Alves, com a colaboração de Francisco Galiza. Acesso gratuito no site da ENS:
https://ens.edu.br:81/arquivos/Livro%20Demografia%20e%20Economia_digital_2.pdf/
in EcoDebate, ISSN 2446-9394
Fake news durante o debate presidencial devem ser checadas em tempo real, artigo por Camila Marins
Empresas de comunicação devem montar uma redação de checagem de fake news em tempo real, dentro do estúdio no qual ocorre o debate com possibilidade de confrontação da informação
17. Este foi o número de declarações falsas proferidas pelo candidato Jair Bolsonaro no debate deste domingo, na TV Bandeirantes. Este valor foi contabilizado a partir da apuração do site Aos Fatos, e ainda pode aumentar se considerarmos declarações dúbias na categoria “Não é bem assim”.
Um presidente da República que se sente confortável em dizer mentiras e trazer desinformação para a população, traz prejuízos incalculáveis para a democracia. E vivenciamos isso no Brasil à época do golpe ao mandato da primeira mulher presidenta da República, Dilma Rousseff, vítima de uma rede política, jurídica e midiática que atentou contra sua honra e a difamou num ambiente de violência de gênero.
Jair Bolsonaro emitiu mentiras ao vivo em rede nacional em TV aberta com transmissão que bateu recorde nas redes sociais, sem qualquer intervenção que não fosse a de seu adversário durante o debate. Isso não é aceitável, principalmente quando consideramos que TV e Rádio são concessões públicas que exigem responsabilidade social.
Passou da hora das empresas de comunicação montarem uma redação de checagem de fake news em tempo real dentro do estúdio no qual ocorre o debate com possibilidade de confrontação da informação. Isso é jornalismo e compromisso com a democracia na qual a palavra deve ser sempre o principal instrumento do exercício do poder – acima da força, da coerção, do medo e da autoridade.
Afinal, o que podemos esperar legitimamente de um debate? Este deveria ser um espaço de confrontação de argumentos e ideias, e não de disseminação de desinformação e mentiras. A arena política formada nos debates organizados pelos meios de comunicação precisa ser preservada em alguma medida, e não se transformar em mera disseminadora e catalisadora de discursos inflamados e amparados em fake news.
É preciso trabalhar para criar um espaço de debate efetivamente público, que retire os postulantes a cargos de grande responsabilidade do conforto de suas “bolhas”. É preciso combater a demagogia para viabilizar a democracia.
Durante o mandato de Bolsonaro, nós, jornalistas, vivemos agressões, ameaças, censuras e perseguição institucional. Isso afetou principalmente nós, mulheres, que somos maioria entre as vítimas de agressões pelo presidente. As fake news e as perseguições transformaram-se em demissões, em ambientes de assédio moral, em desvalorização profissional e em descredibilidade junto à sociedade.
As emissoras precisam, sim, agir com responsabilidade e isso poderia ser feito por meio da integração de uma equipe de checagem em tempo real durante os debates e pronunciamentos oficiais. Ajuda a democracia e torna a comunicação um ambiente pedagógico com foco na informação.
Obviamente que esta é uma das medidas que precisam ser tomadas durante as eleições, mas é urgente um pacote de ações para o desmonte da rede de fake news e narrativas de ódio. Dentre elas, destaco a regulação social e econômica das plataformas digitais.
Precisamos de transparência dos algoritmos e das políticas de moderação destes conteúdos, dos dados de tráfego e lucro, além da taxação dessas plataformas para a constituição de um Fundo de Fomento à Comunicação Comunitária e Popular.
Ainda há muito a avançar e os trabalhadores e as trabalhadoras da comunicação têm muito a contribuir na luta contra os mercadores da informação.
*Camila Marins é jornalista e mestranda em políticas públicas em direitos humanos pela UFRJ
in EcoDebate, ISSN 2446-9394
Em um ano, empresas avançam apenas 1% na medição de gases de efeito estufa, aponta BCG
Estudo revela que o progresso é muito lento para empresas que medem emissões de Escopo 1, 2 e 3
A segunda edição da pesquisa anual CO2 AI by BCG Carbon Emissions Survey, divulgada hoje pelo Boston Consulting Group (BCG), mostra que, embora a medição precisa e abrangente das emissões de gases de efeito estufa seja crucial para identificar maneiras de reduzi-las, realizar essa mensuração de forma eficaz e contínua continua sendo um grande obstáculo, principalmente para emissões de escopo 3 (externas).
A pesquisa, que se baseia na investigação inicial de 2021 sobre o progresso que organizações em todo o mundo fizeram na medição e redução de suas emissões de carbono, mostra que, embora tenha havido algum no último ano, ele foi lento em todos os setores e regiões – com apenas 10% das empresas medindo suas emissões de forma abrangente (escopo 1, 2 e 3) em 2022 versus 9% em 2021. Além disso, os entrevistados estimam uma taxa média de erro de 25% a 30% em suas medições. E, enquanto 92% de todas as emissões são externas (escopo 3), de acordo com o Carbon Disclosure Project (CDP), apenas 12% das organizações pesquisadas consideram o escopo 3 sua principal prioridade.
“Essas medições são cruciais para ajudar as empresas a trabalharem em seus objetivos de net-zero”, afirma Charlotte Degot, fundadora e líder global de CO2 AI do BCG. “E as organizações precisam ser apoiadas por ferramentas digitais que as ajudem a alcançar precisão e abrangência, o que é fundamental no apoio à tomada de decisões para reduções”.
Reduzir emissões agrega benefícios aos negócios
O progresso lento é notável. A edição deste ano reforça o fato de que quanto melhor uma empresa mede suas emissões, mais efetivamente pode reduzi-las: 64% dos entrevistados que medem o escopo completo de gases e 45% dos que medem parcialmente notaram uma redução significativa dessas emissões. Em termos de valor monetário, mais de 70% dos entrevistados preveem pelo menos US$ 1 milhão em benefícios anuais com a redução, com 37% calculando benefícios de até US$ 100 milhões ou mais. As empresas também relatam muitos outros pontos positivos, com 54% observando uma reputação aprimorada e 37% destacando a capacidade de atrair os melhores talentos como vantagens.
O BCG pesquisou mais de 1.600 organizações, cada uma com 1.000 funcionários ou mais e receitas que variam de aproximadamente US$ 100 milhões a mais de US$ 10 bilhões – em 14 grandes indústrias e 18 países. Essas organizações são, em conjunto, responsáveis por mais de 40% das emissões globais.
Soluções digitais são necessárias
Os entrevistados acreditam que mais apoio das lideranças, melhores incentivos políticos (por exemplo, regulamentação, incentivos fiscais) e adoção de soluções digitais são necessárias para acelerar a medição e redução de Gases de Efeito Estufa (GEE). Na frente digital, em particular, as organizações com soluções automatizadas para medição de emissões, como CO2 AI, são 2,2 vezes mais propensas a realizar as medições de forma abrangente e 1,9 vezes mais propensas a atingir reduções de acordo com suas ambições.
“Os resultados da pesquisa de 2022 contam uma história clara — chegou a hora de acelerar o progresso em termos de medição e redução de emissões”, avalia Hubertus Meinecke, líder global da prática de Clima e Sustentabilidade do BCG. “Os líderes precisam demonstrar convicções verdadeiras e vontade de impulsionar mudanças culturais — tanto no nível da empresa quanto do governo, e as organizações precisam adotar as ferramentas digitais e de IA disponíveis para fornecer a medição mais precisa e abrangente”, finaliza.
O estudo completo, em inglês, pode ser lido na íntegra no site do BCG.
Sobre o Boston Consulting Group
O Boston Consulting Group atua em parceria com lideranças empresariais e sociais para ajudá-las a enfrentar seus desafios mais importantes e capturar as melhores oportunidades. Fundado em 1963, o BCG é pioneiro em estratégia de negócios. Trabalhamos lado a lado com nossos clientes por meio de uma abordagem transformadora que abrange os interesses das partes envolvidas — capacitando organizações para crescer, construir vantagens competitivas mais sustentáveis e gerar impacto positivo na sociedade. Nossas equipes globais são pautadas pela diversidade e têm profundo conhecimento técnico-funcional em diferentes indústrias, além de múltiplas perspectivas que estimulam a mudança. O BCG oferece soluções por meio de consultoria estratégica de ponta, aliada à tecnologia e design, assim como corporate e digital ventures. Adotamos um modelo de trabalho colaborativo único em toda a empresa e em todos os níveis da organização dos clientes, impulsionados pelo objetivo de ajudá-los a prosperar para tornar o mundo um lugar melhor. Para obter mais informações, acesse o site
#Envolverde
UMA CIDADE PARA SER FELIZ
por Samyra Crespo –
Hoje vi uma postagem de uma amiga – Ana Neto. Eu a conheci em Brasília, trabalhando no Ministério do Planejamento em “compras sustentáveis “. Colaborou um tempo comigo no Ministério do Meio Ambiente, onde fui sua ‘chefe’.
Hoje em dia, vive em Portugal, sua terra natal.
Na referida postagem, há uma bela imagem de um pintura de Chagall (reproduzo abaixo). E uns dizeres atribuídos a Hemingway: ‘só se é feliz em casa e em Paris’.
Sabemos que Hemingway teve uma vida movimentada em Paris, mas extremamente penosa, pobre, no início de sua carreira. Parte dessa experiência está descrita em livro de sua própria lavra: ‘Paris é uma festa’.
Fico pensando em quais cidades eu seria feliz, simplesmente por ser um lugar promissor ou encantado. Conheci tantas em minhas andanças pelo mundo!
Cosmopolitas, acanhadas, históricas, turísticas, místicas, acolhedoras, outras apenas misteriosas…
Paris é linda, mas tem Praga e Roma, Londres, Rio de Janeiro…
Desfilam lugares, monumentos, cafés, livrarias fantásticas e me pergunto novamente, qual cidade me faria feliz por apenas ali viver?
Uma vez tive a sensação de que se tivesse que escolher um ‘exílio ‘escolheria Salamanca: a cidade me atingiu profundamente.
Até hoje, passados quase 20 anos desde minha visita, sinto suas vibrações. Me encantaram o contraste de sua história, antiga, com a beleza da juventude universitária que ali reside.
Se tivesse que buscar um destino na América do Sul seria Montevidéu: agrada-me a discrição da cidade, o rio-mar que a embala, a gravidade que seus habitantes carregam no semblante.
E no Brasil? Hoje, no meu país, busco civilidade, sossego e respeito à paisagem, à vida natural: um lugar onde ser velho não seja encarado como doença ou desvantagem.
Nas cidades grandes vejo pouca chance de encontrar.
Talvez em ‘ilhas’ artificiais, condomínios de classe média, bairros de luxo. Mas nestes, não quero habitar.
Meu espírito consideraria tedioso e mesmo insuportável.
No Rio, onde vivo atualmente, ando incerta sobre tudo.
Às vezes sucumbo ao seu encanto natural explícito, com frequência me horrorizo com a decadência daquilo que chamo ‘arte da convivialidade’.
É bem possível, como já apontou Calvino no seu magnífico livro ‘As cidades Invisíveis ‘, que toda cidade seja apenas uma mistura do que conseguimos ver e imaginar em cada uma delas.
Samyra Crespo é cientista social, ambientalista e pesquisadora sênior do Museu de Astronomia e Ciências Afins e coordenou durante 20 anos o estudo “O que os Brasileiros pensam do Meio Ambiente”. Foi vice-presidente do Conselho do Greenpeace de 2006-2008.
sexta-feira, 21 de outubro de 2022
A verdade sobre o desmatamento na Amazônia
Olá, JAMESPIZARRO.
A disputa eleitoral segue a todo vapor e as fake news, também. Por isso, estar bem informado/a é a melhor maneira de se preparar antes de apertar o “confirma” na urna eletrônica.
Como você provavelmente vem acompanhando, a desinformação a respeito da Amazônia é um dos pontos que têm chamado a atenção nos últimos dias. Para te ajudar, separamos os principais dados sobre desmatamento na maior floresta tropical do mundo.
Entre 2004 e 2012, segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na Amazônia caiu 83,5%. Atribuímos esses resultados a uma série de ações colocadas em prática após a criação, já em 2004, do Plano de Ação para Prevenção e Controle ao Desmatamento da Amazônia (PPCDAm), que envolveu diversos ministérios.
Com a aprovação do Novo Código Florestal, porém, o desmatamento voltou a crescer e oscilou entre leves aumentos e reduções até alcançar a taxa de 7.536 km², sob o governo de Michel Temer. Com a entrada de Jair Bolsonaro na presidência, em 2021 foi atingida a pior marca em 15 anos: 13.038 km².
Olhando para dados do sistema Deter, também do Inpe, setembro de 2022 registrou a maior área com alertas de desmatamento da série histórica para o mês: 1.455 km², um aumento de 48% em relação ao período anterior.
JAMESPIZARRO, sem floresta, não existe vida. A Amazônia é fundamental para combater as mudanças climáticas, mas está cada vez mais perto de um ponto de não retorno, quando não será mais capaz de se recuperar como floresta tropical. O cenário é grave e precisamos do seu apoio para revertê-lo!
Por isso, pedimos que faça hoje mesmo uma doação mensal e nos ajude a lutar pela Amazônia. Podemos contar com você?
Agradecemos pela sua solidariedade.
Um abraço,
Greenpeace Brasil
* Fonte: INPE
P.S.: JAMESPIZARRO, a Amazônia está em risco e os efeitos do desmatamento no clima, na biodiversidade e na vida da população já são visíveis. O Greenpeace enfrenta esse desafio com independência, por isso, não aceita recursos de governos, partidos políticos ou empresas. Precisamos muito do apoio de pessoas como você. Faça uma doação mensal e nos ajude nessa luta.
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