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segunda-feira, 30 de março de 2020

EcoDebate - Edição 3.403 de 30 / março / 2020


Desejamos a todos(as) um bom dia e uma boa leitura
Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]

Ajude os povos da floresta a se proteger da pandemia!


James,
Desde a semana passada estamos fazendo boletins temáticos com informações sobre medidas de prevenção ao coronavírus para os povos indígenas e comunidades quilombolas, ribeirinhas e extrativistas. A pandemia se espalhou pelo Brasil inteiro e já apresenta casos de contaminação e mortes em todas as regiões do país. 
Os povos indígenas e as comunidades tradicionais são especialmente vulneráveis à Covid-19, com quadros de imunidade mais baixa em algumas comunidades, modos de vida tradicionais mais coletivos e com pouco acesso à serviços de saúde e hospitais. Leia aqui a entrevista com o especialista em saúde indígena Andrey Moreira Cardoso, da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz), sobre a vulnerabilidade dos povos indígenas e comunidades tradicionais nessa pandemia. 

Crédito Kamikiá Kisêdjê


Recado da aldeia indígena Khikatxi, do povo Kisêdjê, no Território Indígena do Xingu, no Mato Grosso. (E-D) Kokato Kisêdjê, Kuyayutxi Kisêdjê, o enfermeiro Igor Vinícius e Mbohrono Kisêdjê 

Precisamos ajudá-los! Algumas comunidades e povos já lançaram campanhas de arrecadação de doações, como vaquinhas virtuais, para compra de alimentos, remédios, material de higiene e produtos de limpeza - itens básicos para prevenção e sobrevivência, especialmente nesse momento. 
Duas campanhas que merecem sua atenção são a lançada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e a lançada pelos povos tradicionais de Altamira (PA). Confira! 
Conheça outras iniciativas e contribua nesse momento. 
O ISA apoia este movimento e está divulgando as iniciativas que fortalecem a proteção e a  sobrevivência destas populações brasileiras.  
Abraços solidários,

Adriana Ramos
Instituto Socioambiental - ISA
Mais informações sobre o ISA.
Dúvidas ou comentários, ligue (11)
93500 1149 e fale com Mariana Barros ou escreva para relacionamento@socioambiental.org









quinta-feira, 26 de março de 2020

PANDEMIA E CONSUMO CONSCIENTE

Por Samyra Crespo, especial para a Envolverde – 
Dia 15 de março foi o Dia do Consumidor, data em que comumente se trata dos direitos dos consumidores.
Nesta matéria, contudo, trataremos dos deveres dos consumidores e do chamado “consumo consciente”, em uma época de dificuldades como agora.
Também partiremos de uma visão menos paternalista do contrato (efetivo ou simbólico) entre quem consome e quem fornece (produtor e distribuidor).
Nesta visão, os consumidores detém expressivas parcelas de poder e por meio de suas escolhas – consumo consciente ou cidadão – eles podem promover práticas éticas e mais sustentáveis. É o que ocorre, por exemplo, quando se boicota marcas ou produtos. Ou quando na ação positiva se apoia pequenos produtores ou se faz turismo comunitário.
Em tempo de Coronavirus, de medidas restritivas de circulação e até isolamento de localidades inteiras, espera-se que o consumo dos cidadãos ocorra dentro de padrões solidários.
O que é isto? Em primeiro lugar, no panic: não estoque remédios ou comida em detrimento de vizinhos, amigos e até desconhecidos. Você também é o desconhecido de alguém.
Outro importante aspecto é o consumo de informação. Procure ouvir e disseminar informação confiável, com fundamentação científica e baseada nas decisões das autoridades mundiais de saúde.
Por fim, fique longe do noticiário sensacionalista a maior parte do dia. Trabalhe virtualmente, seja nas práticas de home office, seja nas plataformas de smart work.
Se não precisar trabalhar, ou na pausa dele, consuma cultura.
Vários museus do mundo colocaram seus acessos em modus gratuito: Louvre, Prado, Galeria de Uffizi, Hermitage e dezenas de outros.
Os Canais a cabo abriram seus sinais para que você possa ver filmes, documentários, programas.
Há milhares de sites com disponibilidade de livros e coleções, para download ou para ler no kindle.
15 dias de vida virtual não o isola de amigos, amores e até mesmo de pessoas que precisam ouvir uma palavra de esperança.
Respeite e seja grato aos que correm risco para a sua segurança: policiais, bombeiros, entregadores de supermercados e farmácias, ou ainda de comida. Temos também neste time milhares de profissionais que não poderão se recolher: médicos, enfermeiros, cuidadores.
Por fim, compre preferencialmente do pequeno comércio e dos locais, pois estes serão mais afetados que os grandes.
O consumo consciente, cidadão ou sustentável será, sem dúvida alguma, o padrão que nos vai distinguir do estado de barbárie.
Fique em casa, ainda que não esteja nos grupos de risco. Se não por você, pelos mais frágeis e vulneráveis.
Há um conto Sufi (corrente filosófica islâmica) que através de seu personagem mais famoso, Nasrudim, nos ensina algo.
Diz o conto que Nasrudim tem um encontro com a Peste a caminho de uma cidade. O que vai fazer lá? Pergunta Nasrudim à Peste. Vou matar dez mil, responde a Peste.
Na estrada de volta da cidade, Nasrudim interpela a Peste: você disse que mataria dez mil e matou cem mil. Você mentiu. A Peste então, respondeu: matei dez mil – o restante morreu de pânico e medo.
Samyra Crespo é cientista social, ambientalista e pesquisadora sênior do Museu de Astronomia e Ciências Afins e coordenou durante 20 anos o estudo “O que os Brasileiros pensam do Meio Ambiente”. Foi vice-presidente do Conselho do Greenpeace de 2006-2008.
Este texto faz parte de uma série que escrevo quinzenalmente para o site Envolverde/Carta Capital sobre o ambientalismo no Brasil.

#Envolverde

CORONAVÍRUS : sociedade diante do espelho



por Pablo Santoro, especial para a IPS – 
Este é um artigo de opinião de Pablo Santoro, professor de Sociologia. Departamento de Sociologia: Metodologia e Teoria, Universidade Complutense de Madrid.
MADRI, 16 de março de 2020 (IPS) – Em 2011, um grupo de especialistas elaborou um relatório, a pedido da Comissão Europeia, para avaliar a abordagem da emergência devido ao vírus H1N1. Foi um dos predecessores das pandemias de gripe do coronavírus atual e seu gerenciamento pelos poderes públicos foi objeto de críticas, incluindo, segundo se dizia, excesso de zelo que gerou um estado desnecessário de pânico social.
Uma das conclusões do relatório foi a falta de conselhos específicos nas ciências sociais: enquanto epidemiologistas, virologistas e especialistas em doenças infecciosas eram imediatamente utilizados, o mesmo não acontecia com outras disciplinas – comunicação, sociologia, economia, filosofia política, ética – cujo conselho teria ajudado a concentrar melhor a resposta a essa crise.
Quero pensar que, no momento, em que a pandemia de coronavírus representa uma emergência global incomparavelmente superior a ela, as autoridades internacionais estão levando em consideração a ajuda que outras formas de conhecimento podem oferecer além do conhecimento estrito. biomédica.
Mas talvez eles também possam nos oferecer algumas lições que nos permitem enfrentar melhor o que nos espera, pelo menos, a teoria sociológica e as outras ciências sociais e humanas com as quais ela dialoga, e isso é o que me preocupa.
A sociologia do coronavírus
A primeira coisa que a sociologia pode fazer é ajudar a tornar visíveis alguns aspectos da vida social que às vezes passam despercebidos, mas que o coronavírus está dolorosamente evidenciando:
  • A centralidade social do  trabalho invisível  e como ele é distribuído de maneira desigual por gênero, idade, etnia e outras categorias sociais.
  • O efeito da  desigualdade social  e das   diferenças de classe e capital (econômicas, mas também sociais, educacionais etc.), que gerarão conseqüências extremamente díspares, não apenas na medida em que são  determinantes sociais da saúde , mas em maneiras de lidar com medidas como o  fechamento de escolas  ou a promoção do teletrabalho e do  e-learning .
Outras perspectivas sociológicas nos permitem focar em questões mais específicas:
  • A  microssociologia das saudações  e outras  interações do dia-a-dia  que normalmente tomamos como garantidas (e que, embora em alguns casos gerem  proposições inteligentes , para muitos de nós estamos se tornando um assunto perturbador: apertem as mãos, beijem, fiquem um metro de distância?).
  • As  novas formas de colaboração científica  aberta, que são tão relevantes na pesquisa sobre o vírus e que, segundo a sociologia da ciência, mudam profundamente a maneira como as comunidades científicas se organizaram.
  • Ou as descrições que a sociologia nos oferece das  novas formas familiares  em sociedades avançadas, nas quais  cada vez mais avós e avós  assumem o papel de cuidadores diários de seus netos (e que hoje geram tantas angústias pela possibilidade de infectá-los) inadvertidamente).
O fato social total
Algumas teorias sociológicas mais complexas nos dão idéias para entender a especificidade histórica do momento em que estamos vivendo e que o coronavírus torna, se possível, mais urgente:
  • Conceitos como a “ sociedade de risco ” de Ulrich Beck, que aponta a ambivalência de nossas sociedades tecnocientíficas, onde a inovação tecnológica é uma fonte de ameaças (por exemplo, na rápida disseminação de rumores e notícias falsas sobre o vírus através de redes sociais) e uma ferramenta para sua solução (já que as redes digitais também são os principais meios para as autoridades informarem a população);
  • O papel que Anthony Giddens atribui a  sistemas especialistas  (estatísticas, cálculos, fontes científicas, dados …) na  modernidade reflexiva , sem a qual nem estaríamos cientes da magnitude da pandemia, mas que também levanta numerosos dilemas éticos e políticos;
  • As abordagens da  teoria ator-rede , que considera os agentes não humanos como agentes de pleno direito do COVID-19 na mudança social;
  • Ou, em uma reflexão que se sobrepõe à emergência climática (a outra questão planetária que agora parece injustamente colocada em segundo plano), as abordagens ecofeminista,  pós-humanista  e  multiespécies , que nos oferecem uma visão do mundo como uma totalidade imbricada na qual Todas as entidades do planeta se co-produzem e para as quais os dualismos clássicos, como natureza / sociedade, deixaram de funcionar, se é que  alguma vez o foram .
Eu poderia apontar muitas outras questões sociológicas que o coronavírus mobiliza, desde as  transformações digitais  do tecido produtivo aos sinais de  racismo  vivenciado por cidadãos de origem chinesa, da  sociologia da tecnologia  (com  novos usos  de drones e novas técnicas de diagnóstico, como controle temperatura, mas também novas formas de controle e vigilância) até o papel das  imagens culturais  (como podemos evitar que passamos quinze anos com uma avalanche de filmes sobre epidemias e zumbis?).
E é que o coronavírus está se mostrando um  “fato social total” , um conceito cunhado pelo sociólogo e antropólogo francês  Marcel Mauss  para se referir a esses fenômenos que colocam em jogo a totalidade das dimensões do social. 
(Sobre) morando juntos
Antes de terminar, porém, eu queria destacar outra utilidade, neste caso cívica ou política, se você preferir, da perspectiva sociológica.
Se a história social das epidemias nos ensina, e também todos os estudos culturais sobre epidemiologia, imunologia e doenças infecciosas, é que aqui está em jogo um problema fundamental da sociologia: como (conviver). O que nos une e o que nos separa.
Um dos efeitos mais imediatos em qualquer surto é a exacerbação – material e simbólica – da diferenciação social, a multiplicação das linhas divisórias entre “nós” e “os outros” (entre saudáveis ​​e doentes, entre aqueles que estão bem e aqueles que estão bem). eles têm “patologias anteriores” ou pertencem a “grupos de risco”, entre aqueles que têm recursos e apoios e aqueles que não os têm, entre “aqueles daqui” e “aqueles de fora”, etc.).
Essas diferenças deslizam muito facilmente no discurso social em direção a uma distinção entre “inocente” e “culpado”, como mostram todos os exemplos históricos, da peste bubônica ao HIV / AIDS.
Compreendendo os apelos à responsabilidade individual e a importância do “ distanciamento social ” como forma de combater a disseminação do vírus, também estou extremamente preocupado com o seu potencial de questionar os laços que nos unem.
Talvez temporariamente, se os médicos recomendam, novas fronteiras, novas distâncias devem ser geradas, mas – e esta é, na minha opinião, a lição mais importante a ser lembrada de uma sociologia do coronavírus – também devemos estar muito atentos aos perigos tão abismal que eles podem se esconder entre eles.
Este artigo foi publicado originalmente pela The Conversation .
(IPS/#Envolverde)

Desorganização da pesca no Brasil é uma ameaça às espécies

por Isabela Holl, especial para a Envolverde – 
Falta de monitoramento é um entrave para a pesca sustentável
A falta de fiscalização das atividades pesqueiras no Brasil é uma ameaça às espécies marinhas. As consequências dessa desorganização afetam também os animais que não são comercializados, uma vez que a pesca industrial utiliza estratégias de larga escala e acaba levando outras espécies junto, como as tartarugas marinhas, por exemplo.
Segundo a WWF Brasil (Fundo Mundial para a Vida Selvagem e Natureza) se não houver mudanças no setor pesqueiro brasileiro, a população das espécies pode abaixar tanto que a atividade pesqueira entrará em colapso. Segundo esse estudo a sobrepesca e a falta de gestão são os principais problemas a serem enfrentados.
Nessa mesma pesquisa, a WWF ressalta que, atualmente, os pescadores precisam se afastar cada vez mais da costa para encontrar quantidades de peixes suficientes para pesca. Isso confirma que as alterações nas populações das espécies já estão acontecendo.
Como está a gestão da pesca no Brasil atualmente?
Em 2015, a o extinto Ministério da Pesca e Aquicultura junto com o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação tinham criado os Comitês Permanentes de Gestão (CPGs). Esses grupos serviam para organizar o setor pesqueiro com objetivo de promover uma pesca mais sustentável. Além disso, tinham como meta a criação de um diálogo entre a sociedade civil, o setor pesqueiro e o governo.
Quando os CPGs foram criados, o ministro da pesca, Helder Barbalho, havia afirmado “é um trabalho fundamental na retomada do monitoramento das pescarias, interrompido em escala nacional desde 2008”.
Entretanto, no governo atual as funções do Ministério da Pesca passaram a ser do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e os CGPs estão suspensos desde junho de 2019.
Quando estavam em funcionamento os CGPs emitiram relatórios com dados sobre determinadas espécies. Nessas pesquisas há informações sobre quantas embarcações estavam pescando esse tipo de peixe e quantas toneladas da espécie elas haviam pescado. Além disso, foram realizadas outras atividades relacionadas à sustentabilidade.
O último estudo que realmente retrata um panorama geral da pesca no Brasil foi publicado em 2011. Esses são os últimos dados e estatísticas que temos sobre diversas espécies e em diversas localidades brasileiras.
Medidas de Proteção e seus entraves
No Brasil existem diversas medidas de proteção que devem ser executadas durante a pesca. Essas normas existem para proteger as populações de peixes comerciais e não comerciais e, também, outros animais, como aves marinhas e tartarugas.
Algumas dessas medidas são resguardadas por leis como o “período de defeso”(Lei 9.605). Em entrevista para o Envolverde, o biólogo Bruno Giffoni, explicou que o defeso “é a paralisação temporária da atividade pesqueira para proteção de determinadas espécies exploradas economicamente”.
Esse tempo de paralisação ocorre geralmente durante a fase de reprodução das espécies ou quando os filhotes ainda estão muito jovens, afirma Bruno. Esse período assegura que as populações se mantenham em níveis saudáveis. Quando o defeso é respeitado é possível exercer a pesca de maneira sustentável e conservar as espécies.
O biólogo ressalta que a pesca não afeta somente os animais que são economicamente explorados, pois outras espécies também acabam sendo afetados pelo setor pesqueiro. Por isso, é necessário estabelecer “áreas temporárias de exclusão de pesca”, para as espécies que não são alvo da pescaria, mas acabam sendo prejudicadas.
Bruno também afirma que há necessidade de serem criadas mais áreas de temporárias de exclusão de pesca. Como em Sergipe, pois o período de reprodução da tartaruga oliva coincide com a pesca de arrasto de camarões o que resulta ‘em centenas de fêmeas que encalham e morrem nas praias da região, todo ano”.
A pesca de arrasto e a pesca com espinhel, método que usa vários anzóis em uma só linha (podem chegar a 1200 anzóis), podem capturar diversas espécies não comercializadas
O período de defeso existe em toda a costa brasileira, mas é difícil afirmar se existe fiscalização em todas as áreas. Pois, como afirmado, o último relatório estatístico feito pelo governo foi realizado em 2011. A bióloga Cecilia Baptistotte comenta sobre as medidas de  proteção: “em algumas áreas se respeita mais e em outras menos. A pesca no Brasil é um setor muito desorganizado, não existe muita fiscalização”.
Ela conta também que o derramamento de óleo no mar no ano passado matou muitas tartarugas, mas essas mortes não ultrapassam o número anual de tartarugas que costumam morrer devido a interação com a pesca.
Entretanto, esse fato não afeta a seriedade do derramamento de óleo no mar. Cecília afirma que o óleo afetou a cadeia alimentar e isso causa impactos que ela acredita que ainda vão repercutir a longo prazo.
Para mudar esse cenário Bruno postula que o governo deve ordenar e fiscalizar a atividade pesqueira. O setor pesqueiro também deve estar envolvido com a questão da conservação das espécies. Além disso, as instituições de pesquisa devem estar alinhadas com as reais necessidades para que possam fornecer informações científicas que dêem base para tomadas de decisões. “A sociedade deve exigir conhecer a origem do pescado que está consumindo, verificando se o mesmo é proveniente de métodos de pesca que adotem práticas responsáveis”, explica.
Ainda há um grande caminho a ser percorrido, mas a pesca sustentável é possível de ser alcançada. O governo precisa criar medidas para que a fiscalização e o ordenamento desse setor realmente aconteça. Como retomar os Comitês Permanentes de Gestão, pois informação e dados são de extrema importância para tomar decisões conscientes a respeito do meio ambiente.  (#Envolverde)