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“Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo
socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se
não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas
um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria
poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]
Aumento significativo da precipitação extrema é projetado para a Europa e a América do Norte a partir de ciclones extratropicais
University of Exeter*
Imagem: Nasa
Uma pesquisa pioneira, liderada pelo Dr. Matt Hawcroft, da Universidade de Exeter, mostrou informações novas e detalhadas sobre as projeções da freqüência de ciclones extratropicais.
A pesquisa mostra que, a menos que haja uma redução significativa nas emissões de gases de efeito estufa, haverá um grande aumento em sua frequência em grandes áreas do hemisfério norte.
Crucialmente, o impacto nas comunidades locais pode ser severo, com tempestades mais intensas e extremas, levando a maiores eventos de enchentes em grande escala – similares aos experimentados em Somerset em 2013/14, Cumbria em 2015 e Gloucestershire em 2007.
A pesquisa ‘Significantly increased extreme precipitation expected in Europe and North America from extratropical cyclones‘ foi publicada na revista Environmental Research Letters na terça-feira, 27 de novembro de 2018.
Hawcroft, pesquisador do Departamento de Matemática da Exeter, disse: “Espera-se que os extremos de precipitação aumentem em intensidade e freqüência em um clima mais quente. Neste trabalho, atribuímos essas mudanças aos eventos que trazem muito de nossas chuvas e inundações em larga escala. Essa informação adicional, sobre a natureza dinâmica das mudanças, é importante, pois fornece informações claras sobre a natureza e o impacto das mudanças na precipitação que podem ser usadas, por exemplo, na formulação de políticas e no planejamento da adaptação. ”
Os ciclones extratropicais desempenham um papel fundamental na variabilidade climática do dia-a-dia em grandes partes da América do Norte e da Europa. Eles são caracterizados por áreas de baixa pressão atmosférica no centro da tempestade, com o ar puxado ciclicamente (anti-horário) em torno da baixa pressão.
Isso leva ao ar quente sendo extraído do sul e ao ar frio do norte. Na interface do ar frio e quente, formam-se frentes que podem induzir chuvas fortes. As tempestades mais extremas são responsáveis por inundações em grande escala na América do Norte e na Europa.
Uma informação fundamental para os formuladores de políticas e governos que buscam mitigar essas condições climáticas extremas é a capacidade de projetar onde e com que freqüência essas tempestades podem ocorrer no futuro. No entanto, as atuais projeções do modelo climático são afetadas por enormes incertezas.
Neste novo estudo, os pesquisadores analisaram o comportamento das tempestades atuais e futuras usando técnicas modernas de modelagem e rastreamento de tempestades. Ao abordar a análise em uma estrutura “centrada na tempestade”, a equipe foi capaz de avaliar as mudanças na frequência e intensidade desses ciclones extratropicais com mais consistência do que os estudos anteriores sugeriram.
É importante ressaltar que a equipe de pesquisa foi capaz de mostrar que os modelos projetam que haveria um aumento de três vezes no número dos ciclones extratropicais que mais intensamente precipitam na Europa e na América do Norte até o final do século.
Hawcroft acrescentou: “Devido à complexidade da resposta de circulação ao aquecimento, há muita incerteza nos padrões regionais de mudança climática. Dada essa incerteza, é importante ser capaz de destilar informações claras onde elas estão disponíveis. Aqui mostramos que, apesar dessas complexidades, ainda somos capazes de fornecer projeções grandes e consistentes de mudança nesses eventos de grande impacto ”.
“Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo
socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se
não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas
um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria
poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]
A poluição plástica é um problema grave no Brasil? Você ou a sua organização tem boas ideias para minimizar o lixo que invade nossos oceanos?
O Ministério do Meio Ambiente quer saber essas e outras opiniões do público sobre o tema, para fundamentar a construção do Plano de Ação Nacional para o Combate ao Lixo no Mar. Para isso, lançaram um questionário online para entender o que os diversos setores da sociedade pensam e propõem para uma das maiores ameaças aos oceanos: o lixo.
Foto: UNEP
O lançamento aconteceu a Waste Expo Brasil, em São Paulo, dando início à etapa de consulta pública para a elaboração do Plano Nacional – um dos compromissos voluntários assumidos pelo Brasil na Conferência dos Oceanos da ONU, em junho de 2017. O plano, que também é impulsionado pela Campanha Mares Limpos, da ONU Meio Ambiente, tem lançamento previsto para junho do ano que vem e deverá conter uma série de medidas para evitar a poluição da zona costeiro-marinha brasileira.
Estima-se que 80% do lixo encontrado nos oceanos tenha origem em atividades que ocorrem em terra (indústria, turismo, gestão inadequada de resíduos sólidos, entre outros). A produção e o consumo deste material têm aumentado exponencialmente nos últimos anos. Enquanto a humanidade levou mais de 50 anos para produzir 4,15 bilhões de toneladas de plástico, a mesma quantidade saiu das indústrias nas últimas duas décadas, entre 2002 e 2015.
Durante o evento de lançamento, o Secretário de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Jair Tannus, relembrou que para a construção do Plano Nacional e consequentemente frear a poluição dos mares, a sociedade tem um papel central: “O questionário convida todos os atores a se engajarem. O Brasil firmou um compromisso voluntário na ONU e entendemos que, com o lançamento da consulta pública, cada cidadão, entidade, ente público e empresa também poderá assumir esse compromisso de fazer ações para combater ou minimizar de alguma forma o lixo no mar. É importante que cada um faça a sua parte para que a gente consiga alcançar nossos objetivos”.
O questionário online convida cada um a relatar a sua percepção (ou de sua organização) sobre a poluição dos oceanos e a propor até três ações para combater o lixo gerado em terra e o lixo gerado no mar. O preenchimento leva, em média, 10 minutos, e pode ser feito no link bit.ly/QuestPlanoNacionalLixonoMar, até o dia 8 de janeiro de 2019. Os dados captados serão enviados para o Instituto Federal do Paraná para análise e posterior avaliação pela Comissão Organizadora do Plano, do qual a ONU Meio Ambiente faz parte.
A Gerente da Campanha Mares Limpos no Brasil, Fernanda Daltro, que participou da Waste Expo no painel sobre Soluções Inteligentes para o Gerenciamento de Resíduos Plásticos, destacou que o problema está no fato de não conseguirmos gerir o plástico que estamos gerando. “Quanto mais produtos de uso único produzimos e consumimos, maior é a geração de resíduos – principalmente resíduos plásticos. O Plano Nacional é um passo importante para minimizar a poluição plástica que invade nossos oceanos. Ele será o arcabouço institucional sob o qual ações prioritárias estarão elencadas, ações que podem contemplar, por exemplo, a regulamentação de itens plásticos descartáveis, o estímulo à inovação na indústria e no redesign de produtos e embalagens, campanhas de sensibilização da sociedade, e ações sistemáticas para retirar o passivo de áreas comprometidas. As prioridades serão identificadas a partir das respostas da sociedade ao questionário”.
A taxa estimada pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), corresponde a 7.900 km2 de corte raso no período de agosto de 2017 a julho de 2018.
A estimativa do PRODES 2018 indica um aumento de 13,72% em relação a 2017, quando foram apurados 6.947 km2. Este valor é 71,6% menor que a taxa registrada em 2004, ano em que o Governo Federal lançou o Plano para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm), atualmente coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).
O mapeamento utiliza imagens do satélite Landsat ou similares, para registrar e quantificar as áreas desmatadas maiores que 6,25 hectares. O PRODES considera como desmatamento a remoção completa da cobertura florestal primária por corte raso, independentemente da futura utilização destas áreas.
Com o PRODES, o INPE realiza o mapeamento sistemático na Amazônia Legal e produz, desde 1988, as taxas anuais de desmatamento na região, que são usadas pelo governo brasileiro para avaliação e estabelecimento de políticas públicas relativas ao controle do desmatamento e ações voltadas a temática de REDD+. Os dados são importantes para toda a sociedade e embasam iniciativas bem-sucedidas como a Moratória da Soja e Termo de Ajuste de Conduta da cadeia produtiva de carne bovina.
A Tabela 1 mostra a distribuição do desmatamento para o ano de 2018 nos Estados que compõem a Amazônia Legal. A Tabela 2 mostra a comparação com as respectivas taxas consolidadas para o ano de 2016.
Tabela 1 – Distribuição do desmatamento por estado.
* Nesta estimativa não foram observados dados do estado do AP.
Tabela 2 – Comparação com as respectivas taxas consolidadas para o ano de 2017
Para gerar esta estimativa, o INPE analisou 93 imagens do satélite Landsat 8/OLI selecionadas considerando dois critérios: 1) cobrir regiões onde foram registrados aproximadamente 90% do desmatamento no período anterior (agosto/2016 a julho/2017) e 2) cobrir os 39 municípios prioritários para fiscalização referidos no Decreto Federal 6.321/2007 e atualizado em 2017 pela portaria no. 360 do Ministério do Meio Ambiente (MMA). A Figura 1 apresenta a localização das cenas Landsat utilizadas.
Figura 1 – Localização das imagens analisadas para cálculo da estimativa 2018. As áreas em amarelo indicam as 93 cenas Landsat selecionadas para a estimativa do PRODES 2018 e em azul os municípios prioritários.
A apresentação da taxa consolidada do PRODES 2018, a ser gerada após a análise das demais cenas que cobrem a Amazônia Legal, está prevista para o primeiro semestre de 2019. O resultado consolidado poderá variar em ±10% do valor estimado. A Tabela 3 apresenta as variações encontradas entre as taxas estimadas e as consolidadas desde 2005.
Tabela 3 – Variações encontradas entre as taxas estimadas e consolidadas desde 2005.
A Figura 2 mostra a série histórica do PRODES para a Amazônia Legal, enquanto a Figura 3 mostra a variação relativa anual das taxas de desmatamento.
Figura 2 – Série histórica do PRODES para a Amazônia Legal. Desmatamento anual em km2 (a) média entre 1977 e 1988, (b) média entre 1993 e 1994, (c) estimativa 2018. Figura 3 – Variação relativa anual das taxas do PRODES no período 2001 a 2018
“Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo
socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se
não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas
um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria
poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]
RIO DE JANEIRO – “Não podemos trabalhar apenas para pagar a conta de luz”, reclamou José Hilário dos Santos, presidente da Associação de Moradores de Morro de Santa Marta, favela que fica em Botafogo, um bairro tradicional de classe média no Rio de Janeiro.
O alto custo da eletricidade na favela deve-se às estimativas de consumo feitas pela Light , a distribuidora de eletricidade local, com base na telemetria, sem a leitura dos medidores em cada casa, acredita Santos. “A conta é alta mesmo quando você não está em casa, quando está viajando”, lamentou.
O constante aumento de eletricidade ao longo dos anos transformou a energia solar em um desejo geral, especialmente entre os pobres nas favelas, que representam quase um quarto dos 6,6 milhões de habitantes do Rio de Janeiro, porque a conta de energia elétrica absorve uma grande proporção. de sua renda.
Quatro creches, igrejas, a Associação de Moradores, uma escola de música e a escola de samba local agora têm sistemas de energia solar, com o apoio da gigante petrolífera anglo-holandesa Shell.Pelo menos 15 instituições públicas do Santa Marta já possuem instalações solares que reduzem seus custos com energia, graças à Insolar, uma empresa de “negócios sociais” que atua no bairro desde 2015.
Mandundu Muziala Washiwa, um imigrante da República Democrática do Congo, agora um guia turístico no Rio de Janeiro, fica em frente à cabine de informações turísticas na entrada da favela do Morro de Santa Marta, cuja eletricidade vem de dois painéis solares. Crédito: Mario Osava / IPS
Agora a ideia é estender a iniciativa para 30 empresas no “morro” ou morro onde a favela de Santa Marta está localizada. Além disso, a Insolar está buscando financiamento para instalar sistemas piloto em outras 14 favelas no Rio de Janeiro, para expandir a energia solar, para a qual há uma demanda crescente nessas áreas, disse Henrique Drumond, o fundador da empresa.
“Nosso objetivo é democratizar a energia solar”, explicou ele. “Estamos fazendo isso junto com os moradores locais, envolvendo-os em todo o processo, treinando mão de obra local”, disse à IPS, que fez várias visitas a Santa Marta e outras favelas para conversar com os moradores sobre a chegada da energia solar em suas vidas. e suas economias.
Em Santa Marta, 35 pessoas completaram um curso de eletricidade e instalação de painéis solares, e alguns deles estão trabalhando nesta área hoje, disse Drumond. “As pessoas são o nosso principal ativo”, afirmou.
A primeira instituição beneficiada foi a creche comunitária Mundo Infantil , fundada em 1983 por mulheres locais, com o objetivo de facilitar o trabalho das mães. Hoje atende 60 crianças de um a quatro anos de idade, com 13 funcionários e “voluntários ocasionais”.
Uma vista do terraço com a estátua do falecido pop star americano Michael Jackson, que em 1996 gravou um videoclipe em Santa Marta, que transformou este bairro pobre em uma colina do Rio de Janeiro em uma atração turística. Na frente, a “árvore solar”, com painéis fotovoltaicos e uma bateria para gerar eletricidade capaz de fornecer iluminação em caso de emergência, como os apagões, e com plugues para carregar dispositivos móveis. Crédito: Mario Osava / IPS
A eletricidade que custou ao centro cerca de 300 reais (80 dólares) por mês caiu para zero várias vezes. “Usamos as economias para melhorar a dieta das crianças”, disse a diretora Adriana da Silva, que disse que a contribuição financeira que ela recebe do governo da cidade é insuficiente.
A maior instalação solar foi instalada em outra creche, o CEPAC , na parte mais baixa e melhor urbanizada de Santa Marta, que atende uma média de 150 crianças e está ligada a uma escola católica de ensino fundamental e médio, o Santo Inácio.
“A fatura de eletricidade chegou a quase US $ 5.000 em 2016 e caiu para um quinto disso”, graças à energia solar, disse Janaina Santos, diretora acadêmica do centro educacional jesuíta, que ocupa um prédio de cinco andares. Nesse caso, as economias foram usadas para expandir a biblioteca e os materiais didáticos.
“A escola tornou-se um ponto de referência e até recebe visitas de estudantes universitários. Além disso, a questão ambiental é importante; aproveitamos para conscientizar as crianças sobre energia e reciclagem de lixo ”, disse ela.
Na verdade, Santa Marta tornou-se uma vitrine de energia solar. A Associação de Moradores de Morro de Santa Marta também obteve um sistema de painéis solares que traz economias equivalentes a 80 dólares por mês, segundo seu presidente.
Unidades e refletores movidos a bateria iluminam becos, pátios e outros locais importantes quando ocorrem freqüentes quedas de energia locais. O bonde que leva as pessoas até a colina de 360 metros, onde vivem os 4 mil habitantes de Santa Marta, também conta com a iluminação solar de emergência.
Vários desses pontos oferecem plugues de transeuntes para carregar baterias de celulares.
O posto de informação turística para pessoas que querem visitar a favela utiliza apenas energia gerada por dois painéis solares, que são armazenados em uma pequena bateria.
Os 12 guias que acompanham os visitantes são moradores de Santa Marta, credenciados pelo Ministério do Turismo. Vários deles fizeram o curso de instalação de painéis solares organizado pela Insolar.
O presidente da Associação de Moradores de Morro de Santa Marta, José Hilario dos Santos, está em seu escritório de energia solar na favela, que fica no bairro de classe média de Botafogo, no Rio de Janeiro. As ruas íngremes da favela abrigam cerca de 4.000 pessoas. Crédito: Mario Osava / IPS
“Ofereço meus serviços como eletricista”, disse um deles, Carlos Barbosa, que também é cabeleireiro e ativista ambiental.
“A cada semana, um dos doze está encarregado de abrir o livro às 8h da manhã e orientar a primeira visita, que pode ser individual ou em grupo”, relatou Mandundu Muziala Washiwa, um homem de 50 anos do Partido Democrata. República do Congo que veio ao Brasil “viajar” em 2006 e ficou.
Então, em um primeiro a chegar, primeiro a ser servido, os guias se revezam. Eles são independentes e ganham o que os turistas pagam, cobrando 13 dólares para brasileiros e 40% para estrangeiros, um preço fixo, mas flexível.
Uma estátua do lendário cantor e compositor norte-americano Michael Jackson, em um terraço no centro de Santa Marta, onde gravou um videoclipe em 1996, é “a principal atração turística que garante que tenhamos trabalho”, disse o guia turístico congolês.
“O fluxo de turistas foi forte durante a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, mas a violência na cidade cresceu e a demanda caiu”, lamentou Washiwa, que fala francês, o que também ajuda a encontrar emprego em outros lugares.
Ele está projetando um projeto para um passeio pelo centro do Rio de Janeiro, mostrando monumentos, edifícios e outros marcos da história brasileira de escravos trazidos da África.
No terraço com a estátua de Jackson, que morreu em 2009, Andreia Miranda, 38, vende lembranças da cantora, camisetas e objetos relacionados à música pop em uma pequena loja onde ela espera ter energia solar em breve.
O trem elevador utilizado pelos moradores da favela Santa Marta, na zona sul do Rio de Janeiro, foi construído em uma colina de 360 metros de altura. Nas estações, pequenos sistemas solares fornecem energia para iluminação de emergência e tomadas para carregar baterias de telefones celulares. Crédito: Mario Osava / IPS
“Eu gastei 960 reais (255 reais) no mês passado, tenho que usar o ar condicionado por causa do calor e pretendo expandir a loja. Agora é a vez dos negócios buscarem ajuda da Insolar ”, disse Miranda, que preside a Câmara de Comércio de Santa Marta e estima que existam 100 empresas na comunidade,“ o dobro de oito anos atrás ”.
“Pagamos um preço absurdo pela eletricidade, mais do que os ricos da cidade”, disse ela, concordando com o diretor da creche Mundo Infantil.
Uma reclamação semelhante foi dita por Bibiana Ángel, uma imigrante colombiana de 35 anos que em 2016 instalou um sistema solar em seu hotel em Babilônia, uma favela perto da famosa praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.
A economia na conta de energia elétrica de cerca de 600 reais (160 dólares) por mês já permitia que ela pagasse em apenas dois anos o empréstimo com o qual comprou seus 12 painéis fotovoltaicos.
Mas o Estrelas Hotel é um projeto ambiental, disse ele. Além da energia solar, utiliza lâmpadas e equipamentos de baixa energia e cultiva mudas em um pequeno viveiro que doa as plantas ou as utiliza no jardim do hotel.
Também separa o lixo para reciclagem, e os materiais recicláveis são entregues à Light, que em troca reduz a conta de luz.
Um grupo de moradores locais está tentando criar uma cooperativa cujo objetivo é instalar a energia solar nas casas das pessoas, para melhorar as condições de vida na favela. Mas eles estão enfrentando dificuldades em custos, bem como regras de geração distribuída. (IPS/#Envolverde)