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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Brasília é candidata a sediar o 8° Fórum Mundial da Água

por Redação da Agência Nacional de Águas
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Ponte Juscelino Kubitschek, Brasília. Foto: Divulgação/ Internet
ANA recebe comitê que escolherá sede do Fórum Mundial da Água de 2018. O anúncio da sede acontecerá em abril de 2015.
Brasília e Copenhagen, Dinamarca, são as duas cidades candidatas a sediar o 8º Fórum Mundial da Água, marcado para 2018. Por isso, o Comitê de Avaliação do Conselho Mundial da Água (WWC, na sigla em inglês) visita a capital brasileira entre 20 e 24 de agosto para avaliar a candidatura . Na manhã da última quarta-feira, 21, o Comitê esteve na sede da Agência Nacional de Águas (ANA) para uma apresentação sobre as condições e oportunidades para a inédita realização do maior evento internacional sobre recursos hídricos no hemisfério Sul, no Brasil e em Brasília.
A ANA e a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) apresentaram aos membros do Comitê os apoios institucionais à candidatura de Brasília. Durante a visita, os avaliadores – Ken Reid (Estados Unidos), Haluk Buyukbas (Turquia), Masato Toyama (Japão) e Danielle Gaillard-Picher (França) – farão uma análise política, técnica e institucional da cidade candidata e do país onde ela está.
A análise contempla uma avaliação das condições logísticas da cidade para sediar o evento, incluindo a capacidade local em termos de hotelaria, segurança, transporte, infraestrutura de saúde, mobilidade urbana, acessibilidade nacional e internacional, entre outros aspectos. Ainda nesta quarta-feira, o Comitê se reunirá com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e com o Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Em 22 de agosto, os avaliadores visitarão os possíveis locais para realização do evento: Centro de Convenções Ulisses Guimarães, Pavilhão de Exposições ExpoBrasília e Estádio Nacional Mané Garrincha.
Para o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, um evento como o Fórum Mundial da Água é uma oportunidade de alçar o tema da gestão de recursos hídricos a um patamar jamais alcançado no Brasil. “Mesmo com a importância da temática, muitas vezes a agenda da água não é um fator prioritário na tomada das grandes decisões no Brasil. Pela importância que o evento tem, o principal legado [do Fórum] será colocar esta agenda num patamar muito mais alto na tomada de decisão”, afirma.
Os integrantes do Comitê de Avaliação também se reuniram com os integrantes da Seção Brasil do Conselho Mundial da Água, que engloba instituições públicas, privadas e do terceiro setor.
Etapas
Em março de 2014 serão apresentados os relatórios das visitas às cidades candidatas e os integrantes do Conselho Mundial da Água escolherão a sede do Fórum Mundial da Água de 2018, por meio de votação. Para novembro de novembro de 2014 está prevista a assinatura do contrato entre o WWC e os governos da cidade eleita e do país-sede. Em abril de 2015 ocorrerá o anúncio oficial da nova sede.
O Fórum
Maior evento do mundo sobre recursos hídricos, o Fórum Mundial da Água é um evento do WWC que promove o diálogo para influenciar o processo decisório sobre água no mundo visando principalmente ao uso racional do recurso. Realizado a cada três anos, o Fórum teve Marrakesh (Marrocos) como sede em 1997. Haia (Holanda), Kyoto (Japão), Cidade do México, Istambul (Turquia) e Marselha (França) receberam o encontro respectivamente em 2000, 2003, 2006, 2009 e 2012. O próximo Fórum acontecerá em Daegu, Coreia do Sul, em 2015.
(ANA)

Exploração do gás de xisto traz problemas ambientais aos norte-americanos

por Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil
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Os fluidos da fatura hidráulica prejudicam a qualidade da água a ponto de os peixes desenvolverem lesões nas guelras e sofrerem danos no fígado e no baço. Foto: J. R. Shute / Conservation Fisheries / Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA
A fratura hidráulica, ou fracking, processo que consiste na utilização de água sob altíssima pressão para extração de gás xisto, está trazendo diversos problemas ambientais para os Estados Unidos, obtendo a oposição de diversos grupos ambientalistas e da sociedade civil.
Nesta terça-feira (28), foi publicado um estudo do Serviço Geológico dos EUA e do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA que afirma que os fluidos que vazam do processo estão causando a morte de diversas espécies aquáticas na região de Acorn Fork, no estado do Kentucky.
Segundo a pesquisa, os fluidos da fatura hidráulica prejudicam a qualidade da água a ponto de os peixes desenvolverem lesões nas guelras e sofrerem danos no fígado e no baço. O fracking também fez com que o pH da água diminuísse de 7,5 para 5,6, o que significa que água se tornou mais ácida.
Além disso, o processo aumentou a condutividade da água de 200 para 35 mil microsiemens por centímetro, devido aos níveis elevados de metais como ferro, alumínio e outros elementos dissolvidos na água.
Os efeitos da fratura hidráulica foram observados especialmente na população local de Blackside dace, um peixe que pode ser encontrado apenas nos Estados Unidos e que se encontra na lista de espécies ameaçadas dos EUA desde 1987.
No estado da Califórnia, o fracking também está trazendo transtorno à população. Tanto que uma coalizão de 100 grupos ambientalistas e da sociedade civil acusa a legislação do processo, recém aprovada pelo Senado norte-americano, de ser muito fraca, e pede para que o governador californiano Jerry Brown suspenda a prática imediatamente.
“A verdade é que não há forma comprovada de proteger a Califórnia do fracking além de proibir essa prática inerentemente perigosa”, escreveram os grupos em uma carta enviada a Brown. De acordo com eles, o conjunto de leis “permitiria que as operações de fracking poluíssem permanentemente grandes quantidades da preciosa água da Califórnia.”
Contudo, o governador acredita que, se feito com segurança, o processo pode trazer grandes ganhos econômicos para o estado. “Tenho que equilibrar meu forte compromisso de lidar com as mudanças climáticas e as energias renováveis com o que pode ser uma oportunidade econômica fabulosa”, colocou ele. Ainda assim, Brown não tomou uma posição pública sobre o projeto de lei.
E essas não são as únicas ameaças que a fratura hidráulica pode apresentar aos Estados Unidos. Um novo estudo publicado no começo desta semana no periódico Journal of Geophysical Research: Solid Earth reforça a ligação entre a exploração de gás de xisto e terremotos.
Conforme a pesquisa, pelo menos 109 terremotos foram registrados na cidade de Youngstown, no estado norte-americano de Ohio, em um período de apenas 14 meses. Os fenômenos teriam começado somente 13 dias após o início da exploração do gás de xisto na região. Nos últimos meses, outros trabalhos também defenderam a relação entre a fratura hidráulica e a ocorrência de terremotos.
* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.
(CarbonoBrasil)

Jardim vertical em fachada de hotel em Londres filtra poluição e absorve água da chuva

por Redação do EcoD
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Jardim vertical apresenta benefícios ambientais significativos. Fotos: Divulgação

Da fachada do hotel Rubens at the Palace, entre a rota turística da estação Victoria até a residência Real, o Palácio de Buckingham, em Londres (Inglaterra), brotou há poucos dias uma mega parede viva de 21 metros de altura, composta por mais de 20 espécies de plantas sazonais, incluindo açafrão, morangos, lavanda e gerânios de inverno. Toda seleção visa garantir que a parede “floresça” durante o ano todo, informou na quarta-feira, 28 de agosto, a Exame.com.
Carinhosamente apelidado de “Os pulmões verdes de Victoria”, o jardim vertical apresenta benefícios ambientais significativos. Além de dar um toque verde e vibrante para a cidade, ele ajuda a melhorar a qualidade do ar para aqueles que trabalham e passam pela área e, de quebra, atrai um pouco da fauna perdida dos centros urbanos, como abelhas, borboletas e pássaros.
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De acordo com o designer responsável, Gary Grant, da Green Roof Consultancy, a estrutura também pode contribuir para reduzir o risco de inundações, hoje um desafio para a região, devido à baixa absorção das superfícies urbanas. A ideia é que a estrutura cresça e evolua como um organismo vivo, adquirindo, assim, um formato mais tridimensional.
Hidropônica, a parede é cuidadosamente monitorizada para assegurar que cada parte receba a quantidade certa de água.
* Publicado originalmente no site EcoD. 
(EcoD)

Projeto na Bahia compensa emissão de CO2 e beneficia agricultores familiares

por Redação da Fundação Odebrecht
Ação, que conta com apoio da Fundação Odebrecht, já recuperou 155 hectares com espécies nativas da Mata Atlântica em Área de Proteção Ambiental no Baixo Sul da Bahia, além de recuperar 97 nascentes.
Calcular o quanto se libera de gás carbônico na atmosfera e amenizar essa emissão por meio de compensações. Essa é a proposta do Programa “Carbono Neutro Pratigi”. Coordenado pela Organização de Conservação da Terra (OCT), a iniciativa permite que qualquer pessoa ou empresa meça os impactos de suas ações no meio ambiente e busque compensá-las.
Para isso, basta acessar o site da OCT e informar quantas viagens aéreas a pessoa realiza por ano, qual o combustível utilizado em seu veículo, se faz a separação do resíduo que pode ser reciclado, entre outros dados. O resultado é exibido em números de árvores e valores em reais de quanto custaria o plantio. Assim, é possível financiar o serviço para que a Organização o realize.
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Agricultor Jeovan Nascimento, morador da comunidade Juliana Piraí do Norte, na Bahia.

Os recursos adquiridos financiam o reflorestamento de nascentes localizadas na Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi, localizada no Baixo Sul da Bahia. As mudas são plantadas em propriedades de agricultores familiares da região, sendo que cada produtor ganhará R$ 1 por unidade plantada. Dessa forma, o trabalhador poderá receber mais de R$ 1.500 ao ano, como Pagamento pelo Serviço Ambiental prestado, já que é possível dispor de até 1.666 árvores por hectare. “Estamos criando uma oportunidade a partir de um projeto socioambiental, fazendo com que todos se sintam responsáveis em contribuir”, pontua Volney Fernandes, Líder de Serviços Ambientais da OCT.
Uma dessas nascentes está localizada na propriedade do agricultor Jeovan Nascimento, 41 anos, morador da comunidade Juliana, município de Piraí do Norte (BA). Por permitir a geração de um serviço ambiental, como o plantio de espécies nativas ao redor da nascente, Jeovan está sendo remunerado. “Meus filhos e netos precisam conhecer o que é uma floresta”, assegura. “Meu pai encontrou a região devastada e fez um pasto, mas o gado não dá lucro aqui, porque chove muito. Quando apareceu a oportunidade da OCT, ele liberou áreas para a gente trabalhar”, completa.
Ao todo, já foram restaurados 155 hectares com espécies nativas da Mata Atlântica e Sistemas Agroflorestais (SAFs) – método de cultivo que reúne diferentes culturas, como cacau, seringueira e árvores frutíferas. Também já foram conservadas e recuperadas 97 nascentes nas áreas do projeto.
Além do pagamento via o site da OCT para os serviços ambientais (CO2 Neuro Pratigi) há outros parceiros que também contribuem com a recuperação das áreas como a CAR – Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional da Bahia, a Funbio – Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, Oi Futuro e Fundo Nacional do Meio Ambiente.
A OCT realiza também outras ações que viabilizam o planejamento integrado da propriedade para a promoção do desenvolvimento da comunidade com base em uma economia de baixo carbono. Uma delas é a regularização ambiental, para a qual fornece assistência técnica aos agricultores familiares. Cerca de 545 agricultores já foram beneficiados.
Sobre a OCT
A OCT é uma das instituições ligadas ao Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de APAs do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), apoiado pela Fundação Odebrecht e parceiros do poder público e iniciativa privada. Trabalha sob a vertente ambiental e concentra suas ações em atividades que contribuem para a conservação de fragmentos florestais e reflorestamento da APA do Pratigi. Está fomentando a implantação de Corredores Ecológicos, o que permitirá a criação de conexões entre fragmentos de Mata Atlântica localizados no Corredor Central da Mata Atlântica, uma área com extensão que vai da Bahia ao Espírito Santo. “Temos um desmatamento anual de cerca de 700 ha na região. Precisamos reverter esse cenário”, destaca Fernandes.
Sobre a Fundação Odebrecht
A Fundação Odebrecht é uma instituição privada, sem fins lucrativos, mantida pela Organização Odebrecht. Desde 2003, concentra seus esforços no Baixo Sul da Bahia, fomentando, com apoio de parceiros das áreas pública e privada, o Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), do qual a OCT faz parte.
Desde que foi criada, a Fundação Odebrecht tem como foco contribuir para formação de uma população estruturada em unidades-família, responsável pelo próprio desenvolvimento sustentável. Sua missão é educar jovens para a vida, pelo trabalho, para valores e limites. A decisão de fazer com o jovem e não para o jovem, entendendo-o como parte da solução e não como problema, foi posteriormente conceituada, sistematizada e denominada Protagonismo Juvenil, filosofia formativa que hoje é um patrimônio do Terceiro Setor.
Nos projetos apoiados pela Fundação, estimula-se a participação do jovem como sujeito ativo, co-autor, agente multiplicador e promotor de ações sociais. Protagonistas de seus destinos, estes jovens constituirão uma nova geração educada, saudável e estruturada para a vida produtiva, promovendo, de forma contínua, o seu autodesenvolvimento.
(Fundação Odebrecht)

La Niña seria a explicação para a desaceleração do aquecimento global

por Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil
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Imagem: Forte La Niña registrada em 2010 / NASA
Fenômeno, que age resfriando as águas do Oceano Pacífico, aconteceu com bastante frequência desde 1998, por isso as temperaturas médias do planeta subiram tão lentamente, afirmam pesquisadores.
O planeta tem registrado uma curva crescente nas temperaturas médias, porém, nos últimos 15 anos, a tendência de aumento se deu a taxas menores do que era esperado pelas modelagens climáticas. Esse fato tem servido de munição para os que contestam a influência das atividades humanas no clima global, já que as emissões de gases do efeito estufa cresceram durante todo esse período.
Agora, um novo estudo, publicado nesta quarta-feira (28) na Nature, pode ter encontrado a resposta para a desaceleração do aquecimento global.
Segundo pesquisadores do Instituto Scripps de Oceanografia, em San Diego, Estados Unidos, a maior ocorrência da La Niña, que resfria as águas do Oceano Pacífico, explicaria por que as temperaturas médias deixaram de subir tão rapidamente quanto nas décadas de 1990 e 1980.
Vale destacar que a década de 2000 a 2010 foi a mais quente registrada desde a Era Industrial e que 12 dos 14 anos mais quentes se deram depois da virada do milênio. Portanto, o que se questionava não é se o planeta estaria esfriando, apenas que o aquecimento por algum motivo estava acontecendo a uma taxa menos acelerada do que o previsto.
“Nossos resultados mostram que o atual hiato é parte da variabilidade climática natural, especialmente relacionada com a La Niña. Apesar de que algo semelhante possa acontecer novamente no futuro, a tendência de aquecimento muito provavelmente continuará com o aumento de gases do efeito estufa na atmosfera”, afirmaram os autores do estudo, Yu Kosaka e Shang-Ping Xie.
A última vez que o Pacífico havia estado tão gelado teria sido entre 1940 e 1970, o que também coincidiu com uma queda no ritmo do aquecimento global.
Os dois pesquisadores testaram sua teoria em um modelo climático dinâmico, que mede, além dos efeitos dos gases do efeito estufa, os registros das temperaturas da superfície do Pacífico Oriental.
A conclusão do estudo é justamente que a La Niña pode ser sim a resposta que os climatologistas estavam esperando para poder explicar a desaceleração do aquecimento global.
Infelizmente, o novo estudo chega um pouco tarde para ser incluído no relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que será divulgado no começo de setembro.
Em um dos trechos recentemente vazados pela imprensa internacional, o documento reconhece apenas com “média confiança” o papel da absorção do calor pelos oceanos para explicar a desaceleração do aquecimento global.
O IPCC aponta que outras variáveis naturais podem ter também um papel, como a maior atividade vulcânica nos últimos 15 anos, que dispersou partículas na atmosfera que refletem a luz do sol de volta para o espaço.
Citação: Kosaka, Y. & Xie, SP. – Recent global-warming hiatus tied to equatorial Pacific surface cooling, Nature (2013) doi:10.1038/nature12534.
* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil
(CarbonoBrasil)

Programa Lixo Zero reduz 34% dos resíduos sólidos nas ruas em uma semana

por Redação do EcoD
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Já foram aplicadas 467 multas a pessoas flagradas jogando lixo nas ruas da capital fluminense. Foto: Tânia Rego/ABr

Na primeira semana do Programa Lixo Zero, foram aplicadas 467 multas a pessoas flagradas jogando lixo nas ruas da capital fluminense, segundo balanço divulgado na quarta-feira, 28 de agosto, pela prefeitura. No período, houve redução de 34% nos resíduos sólidos jogados nas ruas do centro da cidade, de acordo com os dados oficiais.
A maioria das punições foi registrada na Avenida Rio Branco, uma das principais vias do centro da capital fluminense, com 90 multas. Na Cinelândia, outra área de grande movimentação, o número chegou a 72. Na Avenida Presidente Vargas, foram 31 multas. A maior parte das penalidades foi por lixo de pequena quantidade, cuja multa é no valor de R$ 157.
Segundo o presidente da Companhia de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb), Vinícius Roriz, o trabalho dos garis diminui quando eles recolhem lixo das lixeiras em vez de varrerem as ruas. “Pode ser que mais para frente isso permita deslocar equipes que sobrarem para outras áreas da cidade, onde a cobertura é menor. Isso permite à Comlurb fazer alguns remanejamentos. Mas nós estamos bastante satisfeitos com os resultados da campanha e estamos observando que as ruas têm ficado mais limpas”, destacou.
Ao todo, 192 fiscais estão divididos em 58 equipes, cada uma com um guarda municipal, um policial militar e um agente da Comlurb. Além de reduzir os gastos com limpeza de ruas, que chegam a R$ 90 milhões por mês, a iniciativa visa a conscientizar a população. Atualmente, a capital fluminense tem cerca de 30 mil lixeiras e a Comlurb pretende colocar mais 7 mil nas ruas ainda este ano.
“O discurso de conscientização continua o mesmo, se não encontrar uma lixeira, procure uma ou leve o lixo para casa”, orientou Vinícius Roriz. O infrator flagrado pelos fiscais jogando lixo na rua tem que pagar multa entre R$ 157 e R$ 3 mil. O valor depende do tamanho do produto que foi descartado.
* Publicado originalmente no site EcoD.
(EcoD)

Manchetes Socioambientais - Boletim de 29/agosto/2013

Direto do ISA

 
  Apib convoca mobilização nacional em defesa da Constituição Federal, dos direitos de povos indígenas e tradicionais e do meio ambiente, de 30/9 a 5/10. Constituição completa 25 anos no dia 5/10 - Direto do ISA, 28/8.
  Evento celebra a luta das mulheres quilombolas na manutenção da agrobiodiversidade, a segurança alimentar, a cultura e reforça a importância da terra para as comunidades - Direto do ISA, 28/8.
  Publicação que registra bens culturais de comunidades quilombolas do Vale do Ribeira foi lançada na última sexta-feira (23/8), ao final do seminário de roças tradicionais - Direto do ISA, 28/8.
   
 

Energia

 
  O apagão desta quarta-feira no Nordeste - e sua ampla abrangência em todos os nove estados da região - pode ter sido agravado por uma série de fatores, além do incêndio na linha de transmissão causado pela queimada. O baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas da região, a demora natural para a ligação das termelétricas, a falta de investimentos e o excesso de empresas no sistema elétrico brasileiro podem ter contribuído para a falta de energia, segundo especialistas do setor. Mas, para o professor Nivalde de Castro, do Instituto de Economia da UFRJ, o apagão de ontem foi uma casualidade. Segundo ele, a rapidez com que a energia foi retomada em toda a região mostra a eficiência do país no setor. Ele, contudo, critica a opção por novas hidrelétricas sem reservatórios, o que eleva a dependência por termelétricas - O Globo, 29/8, Economia, p.24.
  "O leilão de reserva de energia realizado dia 23/8, para assegurar a oferta adicional de 1.500 MW, teve resultado surpreendente: Furnas e a Chesf, subsidiárias da Eletrobrás, venceram 38 dos 66 projetos oferecidos. Houve pouco interesse na área privada. Só a Chesf responderá por 401 MW da nova energia, em usinas na Bahia e no Piauí. Mas justamente a Chesf está atrasada na entrega de linhas de transmissão no Nordeste, o que impede o pleno aproveitamento da energia eólica em outras regiões. Cabe indagar qual é o grau de comprometimento estatal com a oferta de energia eólica", editorial - OESP, 29/8, Economia, p.B2.
   
 

Saneamento

 
  "Uma parceria só é justa e eficiente quando há equilíbrio na divisão de responsabilidades e benefícios. O novo Plano Nacional de Saneamento Básico passa a impressão de que o governo federal ainda não assimilou essa lógica. Apesar de contar com Estados, municípios e empresas privadas para investimento e execução de quase metade dos R$ 508 bilhões previstos para os próximos 30 anos, o governo federal tapou novamente os ouvidos para a mais importante reivindicação do setor: a redução da carga tributária imposta. Por que smartphones, películas para cinema e até a subsidiária instalada no Brasil pela Fifa não pagam PIS/Pasep e Cofins e quem trata e fornece água para a população paga?", artigo de Dilma Pena, diretora-presidente da Sabesp - FSP, 29/8, Tendências/Debates, p.A3.
  "Se os quatro mil cubanos salvarem a vida de um brasileiro já terá valido a pena. Dos vinte municípios que vão receber os médicos estrangeiros, todos apresentam deficiência na coleta e no tratamento de esgoto e no fornecimento de água. A OMS estima que para cada US$ 1 investido em saneamento são economizados US$ 4 em saúde pública. Hoje, no Brasil, somente 48,1% dos esgotos são coletados e apenas 37,5% recebem algum tipo de tratamento. Para universalizar o saneamento no Brasil seria necessário investir R$ 302 bilhões nos próximos 20 anos. Pouco mais de R$ 15 bilhões por ano. Temos investido metade desse valor. Portanto, vamos precisar de 40 anos para chegar perto dos índices de coleta e tratamento registrados hoje em Cuba: 92%, segundo a Unicef", coluna de Agostinho Vieira - O Globo, 29/8, Economia, Verde, p.30.
   
 

Geral

 
  Um desmatamento irregular de cerca de 4 mil m2 de vegetação aos pés da Serra da Cantareira paralisou há mais de duas semanas as obras do Trecho Norte do Rodoanel, na altura dos Parques Municipais do Bispo e Itaguaçu, na zona norte de São Paulo. Além do embargo, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente aplicou multa de R$ 1,5 milhão à Dersa e à Construtora OAS. A secretaria acusa a Dersa de derrubar vegetação em Áreas de Preservação Permanente e de patrimônio ambiental. A Dersa admite o erro e diz que a área foi derrubada por causa de uma mudança no projeto para a abertura de um túnel. A empresa afirma que havia informado o problema à Cetesb e aguardava orientação para regularizar o licenciamento complementar - OESP, 29/8, Metrópole, p.A25.
  Apesar de os anos mais quentes da história terem sido 2005 e 2010, a média no período dos últimos 15 anos indica que a temperatura do planeta parou de subir. Esse hiato no aquecimento global tem sido explorado por aqueles que questionam a influência humana na mudança climática, mas um novo estudo diz ter a explicação para o fenômeno inesperado: um resfriamento periódico das águas equatoriais do Pacífico seria o culpado por mascarar o aquecimento. O estudo de Yu Kosaka e Shiang-Ping Xie, do Instituto Scripps, da Califórnia, está na edição desta semana da revista "Nature" - FSP, 29/8, Ciência, p.C8.