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sábado, 27 de novembro de 2010

Projeto que proíbe uso de bisfenol-A em mamadeira é aprovado na Comissão de Direitos Humanos do Senado

Mamadeiras e chupetas que contenham a substância química bisfenol-A não poderão ser vendidas e nem mesmo oferecidas gratuitamente. A proibição, que objetiva evitar possíveis riscos à saúde das crianças, está contida em projeto (PLS 159/10) do senador Gim Argello (PTB-DF) aprovado nesta quarta-feira (24) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

O bisfenol-A é uma substância usada em plásticos e resinas. Produz materiais denominados de policarbonatos, que são moldáveis quando aquecidos e, por isso, muito úteis para a indústria. Tais materiais apresentam também estabilidade e resistência a impactos e ao fogo. No entanto, argumenta Gim Argelo, estudos demonstram que o bisfenol-A teria potencial cancerígeno, além de provocar efeitos adversos no desenvolvimento físico, neurológico e comportamental de crianças, devido ao fato de o componente químico exercer atividade similar à de um hormônio. Em experimentos com animais, informa, revelou-se que pode causar alterações na próstata e no trato reprodutivo masculino.

A relatora, senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), ressaltou o caráter preventivo do projeto em relação à saúde infantil. O senador Flavio Arns (PSDB-PR) também comemorou a aprovação e disse que países europeus já vêm adotando a medida, pelos riscos ao desenvolvimento das crianças, especificamente para os sistemas endócrino e reprodutor.
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FONTE : Agência Senado/EcoAgência

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

POLÍCIA AMBIENTAL DE SP FAZ A MAIOR APREENSÃO DE SILVESTRE DO ANO

SANTA CATARINA : JAVALIS ABATIDOS

Os alertas dados pela ciência climática em 2010

De secas severas à liberação acelerada de metano na Sibéria, os maiores centros de pesquisa do planeta comprovaram que estamos diante de um momento crucial, mas infelizmente esse conhecimento não alcançou o público.

Muito se fala sobre o sensacionalismo da imprensa ao abordar as mudanças climáticas e como o aquecimento global seria fruto de paranóia coletiva e até uma invenção de lobistas das indústrias de tecnologia limpa.

Porém, se formos olhar as publicações dos maiores centros de pesquisa climática ou dos mais renomados periódicos e revistas científicas percebemos que grande parte dos estudos mais alarmantes não chegaram a ganhar espaço na mídia.

São documentos importantes e com credibilidade que, quem sabe, se fossem mais divulgados poderíamos ter uma maior pressão da sociedade para que a Conferência do Clima (COP 16) em Cancún, no México, que começa na próxima segunda-feira (29), fosse bem sucedida.

Abaixo alguns desses estudos que mereciam mais destaque:

“Aquecimento Global é responsável por 40% do declínio do fitoplâncton”, publicado na revista Nature de julho. O artigo deixa claro como o aumento da temperatura está exterminando a vida microscópica nos oceanos que é essencial para toda a cadeia alimentar.

“Se isso continuar, e já é um processo que vem ocorrendo há décadas, enfrentaremos algo realmente sério em breve. Eu não consigo pensar em alguma mudança biológica no planeta maior do que a que veremos”, afirmou Boris Worm, um dos autores do estudo, biólogo da Universidade de Dalhousie.

“Metano do ártico siberiano está desestabilizando e sendo liberado em um ritmo acelerado”, publicado em março pela National Science Foundation (NSF) na revista Science.

O estudo responsabiliza o degelo da região, causado pelo aumento das temperaturas, pela maior liberação de metano para a atmosfera. O metano é cerca de 20 vezes mais potente que o CO2 para o efeito estufa.

Segundo a NSF, a Sibéria contém mais de 1,5 trilhões de toneladas de carbono congelado no subsolo. Se toda essa quantidade for liberada, de nada adiantarão as políticas de redução de emissões e enfrentaremos de qualquer forma os piores efeitos das mudanças climáticas.

“Secas sob o aquecimento global: uma resenha”, publicado pelo National Center for Atmospheric Research (NCAR) em outubro afirma que mesmo se os governos adotarem medidas para seguirmos um caminho de emissões moderadas a humanidade enfrentará secas severas.

“Até o fim do século, muitas áreas povoadas, com destaque para os países banhados pelo mediterrâneo, sofrerão invariavelmente com a escassez das chuvas”, afirma o documento.

“Taxa de acidificação dos oceanos é a mais veloz em 65 milhões de anos”, publicado em fevereiro pela Universidade de Bristol na Nature Geoscience.

O estudo garante que até o fim do século, a menos que haja uma redução nas emissões, veremos extinções em massa nos mares, degradação das áreas costeiras e proliferação de algas nocivas ao homem e a outras espécies.

“Velocidade atual de extinção das espécies não encontra paralelo nos registros fósseis”, foi o que afirmou em novembro uma edição especial do Philosophical Transactions of the Royal Society B.

Os 16 artigos apresentados por membros da entidade britânica alertam que a taxa de perda de biodiversidade vista hoje em dia pode ser a pior de todos os tempos, já que não existe nos registros mundiais algo tão dramático.

Estes foram apenas alguns dos estudos que passaram despercebidos pela grande imprensa e que deveriam ter sido apresentados para a sociedade.

O que eles deixam claro é que centros sérios de pesquisas estão nos alertando que não podemos mais perder tempo. Os representantes dos países que se reunirão na COP 16 devem também tomar consciência disso e deixar de lado as divergências. É hora de compromissos concretos e ações rígidas para minimizar os efeitos das atividades humanas sobre o planeta.
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FONTE : Fabiano Ávila, da Carbono Brasil (Envolverde/Carbono Brasil)

Mamíferos e a dinâmica florestal da Amazônia

No Distrito Florestal da BR-163, onde o impacto da ação humana é realidade inconteste, pesquisadores do Goeldi identificaram 50 espécies de mamíferos de médio e grande porte, dentre os quais oito constam da lista de ameaçados de extinção.

Agência Museu Goeldi - De acordo com a pesquisa sobre os impactos da ocupação e exploração de recursos naturais, “mesmo uma lista incompleta de mamíferos pode ser muito valiosa para orientar as decisões de manejo, uma vez que as populações de mamíferos de grande porte são as que mais necessitam de manejo”.

Avaliar a dinâmica populacional da fauna de uma região no processo de exploração dos recursos naturais pode gerar subsídios diretos para a elaboração de estratégias de conservação e uso racional de tais recursos. Com interações e dependências diversas em ambientes de floresta tropical, mamíferos de médio e grande porte apresentam respostas concretas sobre a influência dos diferentes distúrbios ambientais na manutenção de populações saudáveis na natureza.

Para analisar a relação entre mamíferos e as populações humanas da região do Distrito Florestal Sustentável da BR-163, a Santarém-Cuiabá, o biólogo André Ravetta da Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia do Museu Paraense Emílio Goeldi, orientado pela pesquisadora Ana Albernaz, desenvolve o estudo “Padrões de Distribuição e Abundância dos médios e grandes mamíferos no Distrito Florestal Sustentável (DFS) da BR-163” vinculado ao Projeto de Integração dos Programas do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Embrapa na Amazônia (PIME).

Segundo Ravetta, “a pesquisa tem como objetivo caracterizar comunidades de mamíferos de médio e grande porte do Distrito Florestal Sustentável da BR-163”. Além disso, “o estudo avalia a viabilidade das populações [de mamíferos] diante do processo de exploração florestal na região”, informa o biólogo.

A realização de levantamentos populacionais de mamíferos é uma técnica utilizada para gerar estimativas de abundância das espécies que funcionam como um termômetro para avaliar os impactos da exploração madeireira. Devido a suas relações diretas com a floresta e por sua sensibilidade elevada às alterações do habitat por pressões humanas, os médios e grandes mamíferos representam um parâmetro para avaliar os efeitos da exploração dos recursos em ambientes florestais.

Criado em fevereiro de 2006 e localizado na região Oeste do Estado do Pará, o Distrito Florestal da BR-163 compreende pouco mais de 19 milhões de hectares que se estendem pelo eixo da BR-163 (Santarém-Cuiabá), de Santarém à Castelo dos Sonhos, e pelo eixo da BR-230 (Transamazônica), de Jacareacanga a Trairão.

Trata-se de um grande mosaico de ambientes e unidades de conservação, distribuídos em paisagens com níveis distintos de interferência humana. Isso permitiu à pesquisa de André Ravetta a distribuição de amostras entre diferentes tipos de ambientes e níveis de exploração. Durante os trabalhos de campo foram registradas 50 espécies: dois marsupiais, dois tamanduás, quatro tatus, 17 primatas, 12 carnívoros, cinco ungulados e oito roedores.

Resultados - Baseado na classificação da International Union for Conservation of Nature (IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais), a pesquisa desenvolvida por André Ravetta registrou oito espécies integrantes da Lista Vermelha da IUCN. Dentre os ameaçados estão: o coatá-da-testa-branca (Ateles marginatus); coatá preto (Ateles chamek); cuxiú de nariz-branco (Chiropotes albinasus); e o macaco barrigudo (Lagothrix cana). Já na categoria de vulnerável constam o guariba (Alouatta discolor); souim branco (Mico leucippe); tatu canastra (Priodontes maximus); e a anta (Tapirus terrestris).

Ravetta observou ainda que a onça pintada (Panthera onca), embora não seja alvo de caçadores para alimentação, costuma ser perseguida nas proximidades de vilarejos devido aos ataques a criações de gado e a animais domesticados. Além disso, como espécie que prefere áreas florestais em bom estado de conservação, as onças também são afetadas pela exploração madeireira e pelo desmatamento.

As diferenças encontradas na dinâmica populacional dos mamíferos analisados no estudo servirão de parâmetro para subsidiar o ordenamento territorial e definir as áreas mais críticas para a conservação dentro do DFS da BR-163, além de estimar a quantidade de animais por espécie que podem ser removidos de maneira sustentável.

Lista Vermelha

A Lista Vermelha foi criada em 1963 pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), para classificar as espécies ameaçadas de extinção e constitui um dos inventários mais detalhados do mundo sobre o estado de conservação mundial de várias espécie de plantas, animais, fungos e protistas. A IUCN reavalia as categorias das espécies que estão na lista periodicamente.
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FONTE : Lucila Vilar, do Museu Emílio Goeldi (Envolverde/Museu Emílio Goeldi)

A gestão do lixo requer uma gestão compartilhada

Segundo o Manual de Gerenciamento Integrado – Lixo Urbano (2010), publicado pelo Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem), “estima-se que a população mundial está acima de 6,6 bilhões de habitantes e a quantidade de lixo gerado transita entre 2 e 3 bilhões de toneladas por ano.” Desta forma, podemos considerar que o lixo gerado no mundo – incluindo o Brasil - é um verdadeiro mosaico e, por isso, torna-se cada vez mais necessário o planejamento de todas as etapas da geração do lixo.

Conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), as etapas que envolvem a vida útil do lixo começam na fabricação, passam pela comercialização para o consumidor final, até o destino e a disposição final ambientalmente adequada. Os destinos do lixo são variados: o aterro sanitário, a coleta seletiva, a reciclagem, a reutilização, a incineração, o reaproveitamento em fornos ou asfalto, co-processamento, artesanato, a compostagem dos orgânicos ou outras formas de tratamento regulamentadas pelos órgãos ambientais. Mas antes de planejar as ações de gerenciamento de todo o lixo gerado numa cidade, seja em uma grande empresa, um comércio de pequeno ou médio porte, uma escola, um condomínio residencial ou comercial é necessário conhecer o lixo por meio de um diagnóstico da realidade local.

A análise do lixo da cidade permite identificar as formas de tratamento mais adequadas para cada um deles e, assim, planejar as ações do presente e do futuro. Esse trabalho começa com a elaboração de um questionário que aborda questões fundamentais, como: aspectos legais (legislação existente); relação do lixo com as águas do município; funcionamento do serviço de limpeza urbana e coleta do lixo; existência ou não de uma estação de transferência (transbordo); destino e quantidade do lixo municipal; tipos de lixo que existem na cidade; a existência ou não de um cadastro de catadores e de coleta seletiva; registro dos bairros onde há coleta de lixo; identificação dos serviços que acarretam em despesa orçamentária para a prefeitura; e a previsão sobre a situação futura para as questões de limpeza urbana, entre outras questões.

Para se ter uma idéia, o lixo gerado numa residência é o mesmo lixo de uma indústria, o que vai diferenciar é a quantidade. Numa residência são gerados resíduos orgânicos (sobras de alimento, cascas de frutas e legumes, madeiras, gramas, podas de árvores), óleo de cozinha, recicláveis (papéis, todos os tipos de plásticos, vidros e metais), sanitários, resíduo de saúde, pneus, pilhas e baterias (de celular e automóvel), microcomputadores obsoletos, lâmpadas de todas as espécies, celular “ultrapassado”, roupas e sapatos velhos, óleos lubrificantes, solventes, tintas, latas em geral, isopor, entulho e até móveis. Na indústria, além de todos os citados acima, ainda encontramos outros óleos lubrificantes (máquinas, transporte em geral), resíduos do processo de fabricação e demais subprodutos, elementos químicos e radioativos, lodos (lavagem dos veículos, pintura) que devem ser encaminhados para os locais adequados. O esgoto da indústria também não escapa dessa listagem e deve ser tratado.

Aí está o desafio para todos os geradores de lixo: planejar adequadamente todas as etapas da vida dos resíduos por meio de uma visão compartilhada. Esse planejamento deve partir do poder local, ou seja, das prefeituras, que deverão ouvir a sociedade civil e o setor privado. Falando mais diretamente, a lição de casa para todas as prefeituras brasileiras é: a elaboração de mecanismos adequados para a implantação do seu respectivo Plano de Gerenciamento Integrado dos Resíduos Sólidos, em parceria com todos os geradores de resíduos sólidos. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) convoca todos para a elaboração do plano de gestão integrada do lixo, preferencialmente compartilhada pelo poder local, setor privado e sociedade civil. A partir desse diálogo, surgirão as regras e normas (leis e decretos municipais), os convênios e acordos setoriais, as parcerias público-privadas (PPP), a informação para a sociedade, a formação profissional dos servidores municipais, a comunicação interna e externa, a educação ambiental formal e informal e a fiscalização efetiva (com orientação e punição). Parece uma utopia, mas será possível com a contribuição de todos os geradores de lixo.
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FONTE : Jetro Menezes é Colunista de Plurale, colaborando com artigos sobre Sustentabiilidade. É consultor e gestor ambiental e diretor de Meio Ambiente da Prefeitura de Franco da Rocha (SP). (Envolverde/Plurale).

LAGOA DA CONCEIÇÃO, Florianópolis : poluição

Poluição, alta salinidade e calor provocaram a proliferação excessivaAs algas em excesso na Lagoa da Conceição, na região da Rua Osni Ortiga, começaram a ser retiradas ontem. A operação deve durar cerca de 10 dias. O material recolhido é colocado em caminhões e deve ser aproveitado pelo programa de compostagem da Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap).

A operação é feita manualmente por 54 funcionários da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) e da Comcap. Quatro redes foram confeccionadas especialmente para o recolhimento.

De acordo com o biólogo e mestre em Engenharia Ambiental da Floram, Luiz Pazini Figueiredo, trata-se de um trabalho minucioso e que requer muita paciência dos envolvidos.

– Quanto mais essa alga for fragmentada, maior é a sua proliferação. Então, precisamos fazer a retirada com muito cuidado – avisa.

As algas não oferecem riscos à população, mas quando crescem em excesso, podem provocar danos à fauna da Lagoa. Outro motivo que deu origem à operação de retirada é que o material em decomposição exala um odor muito forte e desagradável, que tem incomodado moradores e pessoas que passam pelo local. Pazini explica que o cheiro vem das algas mortas que estão na superfície.

– É importante ressaltar que a alga não é, necessariamente, um indicador de poluição, embora ela se prolifere onde há grandes concentrações de nitrogênio, presente no esgoto sanitário. O excesso deixa claro que há desequilíbrio no local. Estamos solucionando o problema, mas se o despejo de esgoto não tratado na água continuar, isso vai ser constante. É preciso atacar a causa para que isso não ocorra mais – explica.

O diretor-superintendente da Floram, Gerson Basso, explica que os trabalhos só começaram agora porque foi necessário comprar equipamentos de proteção individual, como macacões, botas e luvas impermeáveis para os funcionários que precisam entrar na água.

Lanchas e barcos não são utilizados para não dispersar as algas. Depois que a retirada for concluída, as equipes vão fazer monitoramento

Dados sobre a alga :
• É conhecida como alface do mar.
• O nome científico é ulva lactuca.
• É uma macroalga (grande).
• Chega a um metro de comprimento.
• É comestível.
• Se desenvolve nas costas do oceano.
Na Lagoa
• A presença dessa alga na Lagoa da Conceição é comum, já que possui ligação com o mar e a água tem salinidade.
• O problema é que agora há excesso
de algas no local.
Causas da proliferação
• A abertura do Canal da Barra trouxe mais água do mar para a Lagoa e, com isso, houve aumento na salinidade.
• Excesso de nitrogênio (encontrado no esgoto sanitário) e fósforo (presente no detergente) na água.
Clima quente.
O que provoca
• Falta de oxigênio na água.
• Sem oxigênio, o ecossistema fica
prejudicado.
• Esse desequilíbrio provoca a morte da
fauna do local.
• Apesar de ser comestível e não oferecer riscos à população, a alga da Lagoa não deve ser ingerida por causa da poluição.
O mau cheiro
• Quando as algas morrem, elas ficam na superfície da água. O processo de apodrecimento das algas mortas emana gases.
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FONTE : Melisa Bulegon, Diário Catarinense, edição de 25/11/2010.