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domingo, 27 de setembro de 2009

ÁGUA CONTAMINADA EM FLORIANÓPOLIS ?


Ministério Público Estadual entrou com ação civil pública visando resguardar o manancial de Pilões de possível contaminação por agrotóxicos. O processo foi ajuizado pelo Promotor de Justiça José Eduardo Cardoso, da na Promotoria Temática da Serra do Tabuleiro. Ele requer que seja concedida medida cautelar para que seja determinado ao município de Santo Amaro da Imperatriz, à Fatma, à Casan e ao Estado que adotem medidas para fazer cessar o uso, depósito e emprego de quaisquer substâncias agrotóxicas e afins, ou componentes destinados à correção do solo, na localidade de Vargem do Braço, junto ao manancial de Pilões. A informação sobre a possível contaminação do manancial de Pilões por agrotóxicos foi dada pela Epagri-SC, esclarecendo que ocorreria em razão de atividade agrícola praticada próximo ao ponto de captação de água pela Casan.
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FONTE : CLICK/RBS

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

NÃO DEIXE ISSO MORRER...


The mountainside, the flower grows Ao lado da montanha, a flor cresce
The riverside where the water flows forever Ao lado do rio onde a àgua brota para sempre
The jungle life of mystery A vida da floresta o mistério
The wide and graceful history of life A longa e graciosa história da vida

Don't let it die Não deixe isso morrer
Don't let it die Não deixe isso morrer
The tiger's free, the kangaroo O tigre é livre, o canguru
It's up to me and up to you Depende de mim e depende de você

What we see is what we choose O que nós vemos é o que nós escolhemos
What we keep or what we lose forever O que nós matemos ou perdemos para sempre
The world is ours to tear apart O mundo é nosso para chorar por ele
But what if it's too late to start again? Mas e se é tarde de mais para remomeçar de novo?

Don't let it die Não deixe isso morrer
Don't let it die Não deixe isso morrer
Or say good-bye - amen Ou diga adeus - amém

Don't let it die Não deixe isso morrer
Don't let it die Não deixe isso morrer
Or say good-bye in the end Ou diga adeus no fim.

Sustentabilidade no cinema


Confira uma relação de filmes e documentários que abordam diversas questões socioambientais.

O poder dos meios de comunicação para gerar debate sobre determinado tema já foi comprovado em diversos estudos e pesquisas nas últimas décadas. E no caso do cinema, um dos meios mais influentes do século 21, não é diferente.

A sétima arte já tratou em diversas ficções e documentários os vieses social, ambiental e econômico que integram o conceito da sustentabilidade e perpassam questões sobre ética, governança e qualidade de vida.

Desde filmes hollywoodianos (O dia depois de amanhã) até clássicos absolutos do cinema (Tempos Modernos, Metrópolis, Ladrões de bicicletas), temas de caráter socioambiental têm sido debatidos em diversos formatos e linguagens. O Brasil também se destaca no gênero com filmes que obtiveram grande sucesso de bilheteria, como “Cidade de Deus”, e também pela visão documental do renomado Eduardo Coutinho em “Peões”.

Confira abaixo uma lista de 45 filmes de diversas épocas e países que abordam temas relacionados à sustentabilidade:


“The Age of Stupid”

Direção: Franny Armstrong (2008)

O filme mostra a retrospectiva de um homem que vive no ano 2055, após o ponto em que já não há retorno em relação ao aquecimento global ter passado. Ao rever documentários da nossa época (2007-2008), ele se pergunta por que fomos tão estúpidos a ponto de não tentar frear o processo de mudanças climáticas enquanto era tempo.


À margem da imagem

Direção: Evaldo Mocarzel (2003)

Documentário sobre a sobrevivência, o estilo de vida e a cultura dos moradores de rua de São Paulo. Temas como exclusão social, desemprego, alcoolismo, loucura e religiosidade permeiam a narrativa e estimulam a discussão sobre essas comunidades marginalizadas e esquecidas em meio ao fluxo da cidade.


A Qualquer Preço (A Civil Action)

Direção: Steven Zaillian (1998)

O filme, baseado em história real, mostra o trabalho de um advogado na busca pela condenação judicial de uma empresa que causou a contaminação do rio que abastece uma cidade nos Estados Unidos.


Boa Noite e Boa Sorte (Good Night, And Good Luck)

Direção: George Clooney (2005)

O filme conta a história de Edward R. Murrow (David Strathairn), um repórter que pretende desmascarar as falcatruas políticas do Senador norte-americano Joseph McCarthy na década de 50. Baseado em fatos reais.


Bye, Bye Brasil

Direção: Cacá Diegues (1979)

Tendo como pano de fundo a construção da rodovia Transamazônica, quando diversas mudanças passam a integrar a vida de comunidades da região, Bye, Bye Brasil retrata uma caravana de artistas mambembes que cruza a Amazônia até chegar a Brasília com seu entrono cercado de dilemas socioambientais.


Cidadão Kane (Citizen Kane)

Direção: Orson Welles (1941)

William Randolph Hearst, um poderoso magnata dos meios de comunicação dos EUA, serviu como inspiração para um dos filmes mais famosos de Orson Welles. A ascensão desse mito da imprensa americana passa pela total falta de ética e escrúpulos em relação aos demais atores sociais.


Cidade de Deus

Direção: Fernando Meirelles (2002)

Na Cidade de Deus, favela carioca conhecida por ser um dos locais mais violentos do Rio de Janeiro, um jovem pobre e negro descobre seu talento como fotógrafo e passa a registrar imagens de sua comunidade. É através de seu olhar que o filme mostra o dia-a-dia da favela, a violência e a falta de oportunidade.


A Corporação (The Corporation)

Direção: Jennifer Abbott e Mark Achbar (2003)

A hegemonia de corporações, que cresceu com o passar dos anos, é o foco principal desse filme de 2003. A obra mostra como, na sociedade atual, a vida da população é diretamente influenciada pelas decisões dessas gigantes do mundo globalizado.


O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow)

Direção: Roland Emmerich (2004)

A discussão sobre as conseqüências das mudanças climáticas para o planeta e para a existência humana é o pano de fundo dessa ficção hollywoodiana. Além das conseqüências do aquecimento global, aborda a migração, já que no filme o norte dos EUA passa por uma nova era glacial e faz com que milhões de sobreviventes rumem para o sul.


Diamante de Sangue (Blood Diamond)

Direção: Edward Zwick (2006)

Em meio à guerra civil em Serra Leoa, Danny Archer, que contrabandeia os diamantes de sangue (usados para financiar a compra de armas), encontra Solomon Vandy, um pescador separado da família em um dos ataques de um grupo rebelde que encontra um raro diamante rosa. Enquanto isso, a jornalista Maddy Bowen investiga os diamantes de sangue e seu comércio ilegal. Exibe cenas reais sobre a guerra.


Em Busca da Vida (Sanxia Haoren)

Direção: Jia Zhang-Ke (2006)

A construção da usina de Três Gargantas, na China, deixou suas sequelas para a população local. “Em busca da vida” mostra o retrato de algumas dessas pessoas afetadas pela polêmica construção, que resultou na inundação de cidades e transferência de moradores para outros locais.


Entre os muros da escola (Entre les murs / The Class)

Direção: Laurent Cantet (2009)

Uma escola em um bairro cheio de conflitos e diferenças culturais acentuadas na França contemporânea: esse é o local onde François e outros professores passam a dar aula. Apesar da determinação de oferecer conhecimento aos alunos, alguns jovens podem minar todo esse entusiasmo.


Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento (Erin Brockovich)

Direção: Steven Soderbergh (2000)

Uma empresa do setor de energia contamina a água fornecida à uma cidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Erin Brockovich não se intimida e luta pela condenação judicial da gigante da costa oeste. Baseado em uma história real.


Extermínio (28 Days Later)

Direção: Danny Boyle (2002)

Um grupo de ativistas invade um laboratório de pesquisas com macacos e encontra chimpanzés presos. Ao perceberam que os animais estavam sendo violentados, os ativistas decidem libertá-los. Soltos, os macacos passam a atacar todos à sua volta de forma violenta.


Filhos da esperança (Children of Men)

Direção: Alfonso Cuarón (2006)

Durante uma crise de infertilidade da raça humana, o mais novo cidadão do planeta falece aos 18 anos e a humanidade enfrenta a possibilidade de extinção. A ficção mostra a história de Theo (Clive Owen), um sobrevivente e ex-ativista que é forçado a enfrentar seus próprios medos para tentar evitar o fim da humanidade.


O Futuro da Comida

Direção: Deborah Koons (2004)

O documentário faz uma investigação sobre a verdade por trás dos alimentos geneticamente modificados (transgênicos) que têm preenchido cada vez mais os mercados americanos na última década.


A História das Coisas (The Story of Stuff )

Direção: Annie Leonard (2007)

Disponível no site http://www.storyofstuff.com, e também no YouTube com legendas em português, o documentário de linguagem simples e direta mostra o ciclo de vida dos produtos que consumimos, desde de sua matéria-prima até o descarte final.


O Homem que Virou Suco

Direção: João Batista de Andrade (1981)

Um poeta recém-chegado do Nordeste a São Paulo é confundido com o operário de uma multinacional que mata o patrão. Em meio a perseguição que o personagem sofre injustamente, o filme aborda a relação do homem simples diante de uma sociedade opressora e diferente de sua terra natal, que acaba aos pouco com as suas raízes do homem comum.


Hotel Ruanda (Hotel Rwanda)

Direção: Terry George (2004)

Baseado em um personagem do livro “Gostaríamos de informá-lo de que amanhã seremos mortos com nossas famílias”, de Philip Gourevitch, Hotel Ruanda mostra a luta pela sobrevivência em meio a intolerância gerada pelo conflito étnico de gerações que assola a região africana. Paul Rusesabagina era gerente de um sofisticado hotel na capital de Ruanda, em 1994, e tentou proteger mais de 1200 adultos e crianças do genocídio no local.


O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener)

Direção: Fernando Meirelles (2005)

Justin Quayle, diplomata por profissão e jardineiro por hobby, tem sua rotina alterada quando sua esposa é brutalmente assassinada. Com o intuito de descobrir o que aconteceu à mulher, acaba sabendo que o crime foi uma queima de arquivo comandada pela indústria farmacêutica que usa africanos como cobaias para testes.


Ladrões de bicicletas (Ladri di biciclette)

Direção: Vittorio De Sica (1948)

Em meio às ruínas da II Guerra Mundial, o neo-realismo no cinema italiano surge com situações do dia a dia, personagens comuns e filmagens nas ruas. Em “Ladrões de bicicletas”, Ricci é um desempregado, cuja bicicleta é roubada no primeiro dia de trabalho. Sem ela, sabe que perderá o emprego e a partir daí, o roubo surge como opção para um homem honesto.


Metropolis

Direção: Fritz Lang (1927)

O clássico de Fritz Lang, um dos ícones do expressionismo no cinema, se passa no século 21, numa grande cidade governada por um poderoso empresário. Os seus “amigos” constituem a classe privilegiada, enquanto os trabalhadores são escravizados pelas máquinas, condenados a viver e trabalhar no subsolo. Nesse contexto, a jovem Maria se destaca, incentivando os trabalhadores a se organizarem para reivindicar seus direitos.


Momento Inesquecível (Local Hero)

Direção: Bill Forsyth (1983)

O filme retrata o conflito entre uma empresa texana de petróleo e pescadores na Escócia, cujas terras da comunidade simples são requisitadas para a implantação de uma refinaria.


Natureza Morta (Still Life)

Direção: Jia Zhang Ke (2006)

Tendo como pano de fundo a polêmica construção da barragem das Três Gargantas, Natureza Morta exibe duas histórias de amor e ruptura. A cidade de Fengjie já está submersa, mas o seu novo bairro ainda não foi terminado quando Han Saming, um mineiro, viaja para lá buscando encontrar a ex-mulher que não vê há 16 anos. Enquanto isso, Shen Hong, uma enfermeira, está à procura do marido que não vê há dois.


Norma Rae

Direção: Martin Ritt (1979)

A luta de uma operária por melhores condições trabalhistas numa empresa do setor têxtil, em uma pequena cidade americana, é o pano de fundo para o drama baseado em história real.


Obrigado por Fumar (Thank You for Smoking)

Direção: Jason Reitman (2006)

Um lobbista da indústria de cigarros tem seu jogo de cintura colocado a prova em uma luta para “proteger” o direito de fumar. Ao mesmo tempo, deseja ser um bom exemplo para o filho. O filme trata de forma irônica a disputa entre governo e a indústria do fumo americana.


O que você faria?

Direção: João Jardim (2006)

No mesmo dia de uma reunião do G-8, executivos disputam uma vaga numa empresa em Madri (Espanha). Mesmo com as ruas da capital espanhola ocupadas por violentas manifestações contra a cúpula, os candidatos participam da seleção, que inclui uma estranha prova, cujo objetivo é descobrir qual o agente da empresa infiltrado entre os participantes.


Peões

Direção: Eduardo Coutinho (2004)

Em 1979 e 1980, na região metalúrgica do ABC (Grande São Paulo), trabalhadores anônimos se envolveram no movimento grevista ao lado de pessoas que se tornaram líderes, como Luís Inácio Lula da Silva. O documentário de Coutinho dá voz a essas pessoas que não seguiram a carreira política, mas tiveram suas vidas marcadas pelos movimentos grevistas da época.


Pro dia nascer feliz

Direção: João Jardim (2006)

Situações de preconceito, violência e esperança fazem parte do cotidiano dos adolescentes brasileiros nas escolas. O documentário “Pro dia nascer feliz” se passa em três estados brasileiros e mostra a situação de jovens de diversas classes sociais e seus professores, auxiliando no debate sobre como melhorar a educação, que representa hoje uma das áreas mais debilitadas no Brasil.


Quanto vale ou é por quilo?

Direção: Sergio Bianchi (2005)

Três histórias se entrelaçam para contar a exploração da miséria e a aparente solidariedade prestada: no século XVII, um capitão-do-mato captura uma escrava fugitiva, que está grávida. Nos dias atuais, uma ONG implanta o projeto Informática na periferia e uma das personagens descobre que os computadores foram superfaturados. Em outro lugar, um jovem desempregado torna-se matador de aluguel para sustentar a esposa grávida.


Rei do Milho (King corn)

Direção: Aaron Woolf (2007)

Dois amigos se mudam para a cidade para aprender mais abre a comida que consomem. Com um pouco de ajuda eles conseguem plantar muito milho, mas quando procuram nas embalagens dos supermecados, não encontram nenhuma informação sobre seu produto. O filme aborda questões preocupantes sobre como consumimos e cultivamos os alimentos.


O Retrato de uma Coragem (Silkwood)

Direção: Mike Nichols (1983)

Karen Silkwood (Meryl Streep), funcionária de uma fábrica de componentes nucleares em uma pequena cidade do interior dos EUA luta pela saúde e por melhores condições de trabalho para os funcionários do local. Porém, acaba descobrindo mais do que os poderosos gostariam que ela soubesse, pondo em risco sua própria vida. Baseado em fatos reais.


Sangue Negro (There Will Be Blood)

Direção: Paul Thomas Anderson (2007)

Um mineiro de prata derrotado divide seu tempo com a tarefa de ser pai solteiro. Um dia ele descobre a existência de uma pequena cidade no oeste onde há muito petróleo. Decide partir para o local com seu filho e se arriscar na busca pelo sangue negro, que lhes traz riqueza e muitos conflitos.


A Síndrome da China (The China Syndrome)

Direção: James Bridges (1978)

Ficção que mostra o acidente de uma usina nuclear. Teve grande repercussão por ter sido lançado doze dias antes do acidente ocorrido na usina nuclear de Three Mile Island, nos Estados Unidos.


Super Size Me

Direção: Morgan Spurlock (2004)

Estudos recentes comprovaram que a cada três americanos, dois estão acima do peso ou são obesos. Super Size Me tenta mostrar que a ingestão de fast food pode ajudar no crescimento desses números e acabar com a saúde da população.


Syriana – A Indústria do Petróleo (Syriana)

Direção: Stephen Gaghan (2005)

Robert Baer investiga terroristas no mundo todo e, à medida que a ação deles passa a ser cada vez mais forte, o personagem observa a CIA dando lugar à politicagem. Porém, esses problemas começam a entrar na esfera pessoal quando um executivo do ramo petrolífero e sua mulher são envolvidos nessas tramas.


Tempos Modernos (Modern Times)

Direção: Charlie Chaplin (1936)

Um trabalhador de uma fábrica tem um colapso nervoso por trabalhar de forma quase escrava. É levado para o hospício, e quando retorna para a “vida normal”, encontra a fábrica já fechada. Em busca de outro destino acaba se envolvendo numa greve e é preso, entre outras confusões do gênero.


Terra Fria (North Country)

Direção: Niki Caro (2005)

No início dos anos 70, Josie Aimes foge do marido e volta para sua terra natal, onde começa a trabalhar em uma mina de ferro. Ela e suas colegas são molestadas pelos homens que trabalham no local, mas os proprietários não fazem nada a respeito. Josie decide então mover uma ação legal contra eles. Inspirado em fatos reais.


Todas as crianças invisíveis (All the Invisible Children)

Direção Mehdi Charef / Emir Kusturica / Spike Lee / Kátia Lund / Jordan Scott / Ridley Scott / Stefano Veneruso (2005)

Reunião de sete curtas-metragens protagonizados por crianças de países diferentes e dirigidos por importantes cineastas, entre eles, a brasileira Kátia Lund.


A Última Hora (The 11th Hour)

Direção: Nadia Conners, Leila Conners Petersen (2007)

Descreve o último momento em que ainda é possível alterar o rumo das mudanças climáticas e os impactos consequentes sobre ecossistemas e o modo de vida das pessoas.


Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth)

Direção: Davis Guggenheim (2006)

O documentário mostra palestras e bastidores do ex vice-presidente americano Al Gore denunciando os perigos do aquecimento global.


Verônica

Direção: Maurício Farias (2008)

Verônica é professora da rede municipal na iminência de se aposentar, exausta e sem a paciência. Um dia, na escola em que trabalha, ela percebe que ninguém veio buscar um aluno de oito anos. A professora decide levá-lo em casa e ao chegar no alto do morro descobre que traficantes mataram os pais do menino e querem matá-lo também. Verônica foge com o garoto e depois é obrigada a enfrentar policiais e traficantes para sobreviver.


Viva Zapatero

Direção: Sabina Guzzanti (2005)

A italiana Sabina Guzzanti escreveu para a emissora estatal RAI um programa de humor intitulado "RaiOT", e no primeiro dia o programa foi cancelado, considerado vulgar pela emissora no tratamento com o governo. Nesse documentário, Guzzanti questiona os motivos do cancelamento e retrata as discussões sobre censura na Itália.


Wall Street - Poder e cobiça

Direção: Oliver Stone (1987)

Bud Fox (Charlie Sheen) é um jovem e ambicioso corretor que trabalha no mercado de ações. Após várias tentativas consegue falar com Gordon Gekko (Michael Douglas), um inescrupuloso bilionário. Gekko o adota como discípulo e logo Bud trabalha secretamente para Gekko, abandonando qualquer escrúpulo e ética com o intuito de enriquecer.


007- Quantum of Solace (Quantum of Solace / Bond 22)

Direção: Marc Forster (2008

O filme dá continuidade à série de James Bond em “007 Cassino Royale”. Em uma missão que o leva à Áustria, Itália e América do Sul, Bond descobre que há uma conspiração para obter controle total de um dos mais importantes recursos naturais do mundo por meio da manipulação de poderosos contatos na CIA e no governo britânico.

Achou que falta algum filme nesta lista? Então deixe sugestão nos comentários desta matéria. Faça uma breve descrição do filme acompanhada de ano, direção e nome original. E deixe como comentário nesta postagem.
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FONTE : (Envolverde/Revista Idéia Socioambiental)

Cinco de setembro comemorou-se o Dia da Amazônia. Uma excelente oportunidade para reforçar nossa luta para salvar a floresta e toda a riqueza – vegetal, animal e humana – que a região guarda.

O Greenpeace completa dez anos de operação na Amazônia. Desde 1999, trabalhamos para investigar e denunciar as ameaças à floresta e confrontar os principais responsáveis pelos crimes que já destruíram 17% do bioma.

Quem sobrevoa as áreas intocadas vê a grandeza da floresta, um imenso tapete com variados tons de verde, cortados por serpentes de água barrentas ou negras. Do chão, a sensação é igualmente poderosa: apesar da aparente imobilidade da paisagem, estima-se que este mundo abrigue mais da metade das espécies terrestres conhecidas no planeta.

Só de árvores são 5 mil espécies (um único hectare chega a ter mais de 300), 60 mil de plantas, além de milhões de espécies de insetos, mais de 300 de mamíferos (62 só de primatas), 1 mil de pássaros e 3 mil de peixes.

RIQUEZA
A Amazônia abriga também uma diversidade cultural. São cerca de 23 milhões de pessoas, incluindo 220 mil indígenas de 180 etnias distintas e comunidades tradicionais como ribeirinhos, extrativistas e quilombolas. A floresta é fundamental para a sobrevivência desses povos, fornecendo alimentação, moradia, utensílios e medicamentos, além de desempenhar papel importante em sua vida espiritual.

A importância da Amazônia vai além: desempenha papel fundamental no equilíbrio climático global e do ciclo hidrológico regional e é base para a estabilidade ambiental do planeta. A Amazônia é um regulador atmosférico e orienta o regime de chuvas em toda a América do Sul. Sua imensa cobertura vegetal também funciona como um gigantesco estoque de carbono que, quando liberado na atmosfera, agrava os impactos das mudanças climáticas.

CONSERVAÇÃO
Para proteger tamanha riqueza, pouco mais de 40% do bioma têm, atualmente, algum tipo de proteção legal (unidades de conservação federais e estaduais, terras indígenas e áreas militares) – embora a implementação dessas áreas ainda esteja longe de ser uma realidade.

Todos os anos, uma grande área de floresta é desmatada e queimada. O desmatamento da Amazônia, que desde a chegada dos portugueses até 1970 era de pouco mais de 1% da cobertura florestal total, saltou para 17% – uma área 16 vezes maior do que o Rio de Janeiro, destruída em apenas 40 anos.

Além de impactos profundos na biodiversidade e no modo de vida dos povos da floresta, o desmatamento e alterações no uso do solo colocam o Brasil na incômoda posição de quarto maior emissor mundial de gases do efeito estufa.

PRESENÇA
Em 1999, quando o Greenpeace abriu o escritório em Manaus, sabia-se que muitos crimes eram cometidos na região, não havia informações sobre os responsáveis. E o Greenpeace começou a investigar.

Muitas expedições, investigações de campo, relatórios, ações diretas e ameaças de morte depois, ampliamos a campanha. Hoje, travamos uma batalha para parar o desmatamento promovido pela expansão da fronteira agropecuária em direção à floresta.

É necessário garantir o desenvolvimento econômico dessa região, mas ele não pode ser feito à custa da destruição da floresta. Entre 2004 e 2006, houve queda expressiva nos índices anuais de desmatamento na Amazônia e o Brasil não parou de crescer. É preciso buscar um novo modelo econômico para a região que tenha, em sua essência, o meio ambiente e as pessoas.

Ao zerar o desmatamento, o Brasil estará fazendo sua parte para diminuir o ritmo do aquecimento global r assegurar a proteção da biodiversidade e o uso responsável deste patrimônio dos brasileiros, sem segurar a geração de emprego e renda que trará qualidade de vida para a população local.
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FONTE : (Envolverde/Greenpeace)

A desertificação como problema macroeconômico


A concepção da desertificação como um problema macroeconômico que envolve aspectos financeiro, produtivo, ambiental e da sociedade civil, é um objetivo primordial de Christian Mersmann, do Mecanismo Mundial da Conservação das Nações Unidas de Luta contra a Desertificação. Trata-se de um órgão subsidiário da Convenção, cujo mandato é elevar a efetividade e a eficiência dos instrumentos financeiros existentes e promover ações no sentido de mobilizar recursos para os países em desenvolvimento afetados pela desertificação.

Mersmann, diretor-executivo do Mecanismo, participa da Nona Sessão da Conferência das Partes (COP 9) da Convenção, que acontece em Buenos Aires desde segunda-feira até 2 de outubro e que reúne 2.500 especialistas e interessados em combater a degradação dos solos, uma tendência que nos próximos 40 anos poderia forçar o deslocamento de centenas de milhões de pessoas no mundo, segundo diversos estudos. Em Buenos Aires são avaliados os primeiros passos da estratégia global para a década 2008-2018, adotada em Madri há dois anos durante a COP 8.

“É necessário internacionalizar a ideia de que quando se degrada o meio ambiente isso afeta o preço dos tomates na quitanda ou no supermercado”, disse o funcionário das Nações Unidas entrevistado pela IPS em um hotel da região central de Puerto Madro, na capital argentina. Mersmann ressaltou que “os governos da América Latina, não todos, mas muitos, veem de maneira crescente o papel macro que tem a degradação da terra. Cada vez mais se conscientizam de que custa enormes investimentos recuperar solos produtivos degradados”.

“Todos sabemos que os ministros das Finanças têm outras prioridades, mas, considerando a perda de produção agrícola e empregos, nossa tarefa não é convencer esse ministro a outorgar fundos, mas estabelecer uma agenda multilateral para analisar quais programas públicos, investimentos privados e financiamento local e internacional são necessários”, disse Mersmann. Nos primeiros três dias da COP 9, muitos conferencistas insistiram que a degradação da terra não é um conceito que se restringe aos solos, mas que se estende à disponibilidade de água, à vegetação e ao desenvolvimento humano.

O antropólogo Mersmann, com ampla experiência em programas de recuperação de terras degradadas na África, destacou o risco que implica a concepção estendida na América Latina de que “os solos são inesgotáveis”, pelas grandes extensões produtivas ou semiprodutivas que se encontram sem exploração. “É um recurso escasso”, insistiu. Consultado sobre o efeito das monoculturas ou plantações dominantes, como a soja, que pelo desenvolvimento genético e cotações internacionais ocupam o lugar da pecuária e de outras plantações tradicionais, o funcionário disse que se trata de uma tendência “extremamente perigosa” pela “completa quebra” que pode causar à economia de um país as variações bruscas nos mercados internacionais.

Mersmann alertou que a produção em massa de soja tem efeitos negativos, ao encarecer outros produtos, como vem ocorrendo na Argentina, o que desatou a partir de 2008 enorme conflito político-econômico entre sindicatos de agricultores e o governo de Cristina Fernández. O especialista disse que “a revolução verde através dos trangênicos é absolutamente desnecessária”.

Por um lado, Mersmann avaliou que “as técnicas atuais permitem evitar o uso de sementes geneticamente modificadas”, enquanto no plano da sustentabilidade econômica “o mercado crucial da Europa e, seguramente, dos Estados Unidos, não serão aptos no futuro para produtos alterados”. Por fim, Mersmann analisou que o mundo “já está em meio a um enorme conflito pela água, que se apresenta em conflitos locais. Em 10 anos não vai haver uma guerra tradicional em termos de armas entre um lado e outro, mas haverá conflitos locais com muito impacto na vida das pessoas”.

Na jornada inicial da COP 9, o secretário do Meio Ambiente da Argentina, Homero Bibiloni, reconheceu em entrevista coletiva que em seu país “se tem uma visão de Pampa úmido (uma região agrícola altamente produtiva no centro do país que inclui as províncias mais ricas) apesar de ser uma superfície menor em relação ao território” nacional. Na Conferência Científica paralela à COP 9, o diretor-geral do Centro Internacional para a Pesquisa Agrícola em Áreas Secas, o libanês Mahmoud Solh, alertou que “nossa segurança alimentar está em perigo”. Quarenta por cento da terra estão afetados por algum grau de desertificação, e isso altera a vida de 1,7 bilhão de pessoas, afirmou.

A geógrafa e pesquisadora argentina Elena Abraham, que integra o oficial Projeto Degradação de Terras em Zonas Áridas, afirmou que em três quartos do território argentino, considerados áreas secas, gera-se a metade da produção pecuária. O corte de 850 mil hectares de floresta nativa permite prever que até 2036 não haverá mais selva para destruir neste país, acrescentou a cientista e diretora do Instituto Argentino de Pesquisas das Zonas Áridas. Como dado positivo, o secretário-executivo da Convenção, Luc Gnacadja, de Benin, informou que “entre 1991 e 205, 16% da área global de terras áridas melhoraram graças aos esforços de governos regionais e nacionais”.
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FONTE : IPS/Envolverde

Mudanças climáticas e transferência de tecnologia


A Convenção de Mudanças do Clima define que as tecnologias para viabilizar as ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento devem ser ambientalmente adequadas e promover um desenvolvimento verdadeiramente sustentável. A questão é como.

As mudanças climáticas são o maior desafio ambiental e de desenvolvimento do século XXI. Uma série de eventos climáticos muito intensos ocorridos nesta última década já indicava que o clima do planeta está passando por uma transformação significativa.

Em 2006, o Relatório Stern trouxe para o debate sobre mudanças climáticas fortes argumentos econômicos: o PIB mundial poderia sofrer perdas de até 20% nas próximas décadas caso não haja ações incisivas para a mitigação das mudanças climáticas.

No ano seguinte, o 4º Relatório de Avaliação do IPCC confirmou que as mudanças climáticas são causadas por ações humanas e que as suas conseqüências para o planeta podem ser mais drásticas do que se imaginava.

A 15ª. Conferência das Partes (COP 15) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, que será realizada este ano em Copenhagen, Dinamarca, já é considerada uma das mais importantes reuniões entre governos de todo o mundo.

Olhares atentos de todas as nações seguirão os passos dos negociadores reunidos na COP 15, ansiosos por um consenso em torno de um acordo global ambicioso para o período pós-2012. Espera-se que esse acordo faça com que a Convenção atinja seu objetivo maior que é “a estabilização das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera em níveis que permitam evitar interferências perigosas sobre o sistema climático global”.

As conseqüências dessas interferências perigosas seriam o aumento da intensidade e frequência de eventos climáticos extremos, como tempestades severas, enchentes, secas, ondas de calor e incêndios florestais, o que hoje já provoca impactos sociais, ambientais e econômicos significativos.

Os cientistas que investigam as mudanças climáticas consideram que para evitar tais consequências é necessário que o aumento de temperatura da Terra em relação aos níveis pré-revolução industrial se mantenha abaixo dos 2 oC.

E este limite tornou-se compromisso político das nações mais ricas do planeta. A declaração dos chefes de Estado dos países-membros do Fórum das Maiores Economias sobre Energia e Clima ao final de sua reunião em Áquila, Itália, afirmava que o aumento de temperatura da Terra não deve ultrapassar estes 2 oC.

Essa convergência entre a opinião dos cientistas e o compromisso político é fundamental para transformar a urgência em ação. No entanto, estamos mais próximos desse limite do que se imaginava.

Medidas realizadas pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) no Observatório Mauna Loa, no Havaí, indicam que a concentração atual de CO2 na atmosfera chegou a 387 partes por milhão (ppm) em julho de 2009. Isso é 38% superior aos índices estimados para o período anterior à revolução industrial (280 ppm).

E segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima, a temperatura da Terra já aumentou em média 0,76 oC em relação àquele período. As informações mostram que a crise climática é grave e que o desafio de contorná-la é imenso.

Um colapso do sistema climático de nosso planeta só poderá ser evitado caso as emissões globais de gases de efeito estufa diminuam drasticamente na próxima década, voltando aos índices de 1990 até o ano de 2020.

A grande responsabilidade assim como o dever de pagar a maior parte desta conta é dos países desenvolvidos. No acordo de Copenhagen, espera-se que os principais responsáveis pelo problema se comprometam a reduzir drasticamente suas emissões de gases de efeito estufa.

O WWF-Brasil e a Rede WWF, junto com outras organizações não governamentais, defendem que esse compromisso deva resultar em cortes de emissões em 40% até 2020 em relação a 1990 (ao ano-base da adotado pela Convenção de Clima) para aqueles países.

No entanto, as reduções de emissões por parte dos países desenvolvidos não serão suficientes para evitar a crise do clima da Terra. É fundamental, também, que os países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, viabilizem seu crescimento econômico, a geração de riquezas e a redução da pobreza seguindo um caminho diferente daquele trilhado pelos países desenvolvidos.

É preciso que seu desenvolvimento seja mais eficiente e muito menos dependente de carbono do que o que o que ocorreu com os países desenvolvidos. Isso pode contribuir para um desvio significativo da curva de crescimento de emissões de gases de efeito estufa, o que é crítico para o esforço global contra as mudanças climáticas.

No entanto, os países em desenvolvimento, principalmente os menos desenvolvidos, têm uma capacidade de ação muito inferior à dos desenvolvidos. As nações em desenvolvimento precisam de apoio para lidar com as mudanças climáticas de forma eficiente e evitar grandes impactos.

O secretariado da Convenção de Mudanças do Clima estima em US$ 200 bilhões de dólares o volume de recursos necessários para apoiar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento.

Além de metas de redução de emissões mais profundas, é preciso, portanto, que as nações mais ricas se comprometam também com ajuda financeira e com transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento.

A Convenção de Mudanças do Clima define que as tecnologias para viabilizar as ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento devem ser ambientalmente adequadas e promover um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.

Transferência de tecnologia para as nações em desenvolvimento foi um tema que recebeu atenção desde a primeira Conferência das Partes da Convenção de Mudanças do Clima, realizada em 1995.

Naquele mesmo ano instituiu-se a chamada Iniciativa de Tecnologia do Clima (CTI), que envolvia 23 países-membros da Agência de Energia Internacional (IEA) e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O objetivo da iniciativa era promover o desenvolvimento e a difusão de tecnologias climática e ambientalmente adequadas.

A CTI apoiou uma série de acordos bilaterais e multilaterais e ações para a cooperação tecnológica, envolvendo mais de 50 países, na identificação de necessidades tecnológicas sobre mitigação e adaptação às mudanças climáticas, avaliação de tecnologias existentes, desenvolvimento de estudos de viabilidade e análises de mercado, desenvolvimento de projetos-piloto, avaliação de impactos ambientais e disseminação de resultados e experiências bem-sucedidas.

A CTI ajudou, por exemplo, a promover disseminação de fornos solares na África do Sul, sistemas fotovoltaicos no Quênia, produção de biocombustíveis em Gana, uso de fluidos alternativos e de menor impacto para a camada de ozônio em refrigeradores na Índia, implementação de projeto de energia eólica em Honduras e também apoio ao Programa de Desenvolvimento Energético dos Estados e Municípios no Brasil (PRODEEM).

O PRODEEM, criado em 1994, tinha por objetivo gerar energia para localidades isoladas não atendidas pela rede convencional de energia, utilizando fontes renováveis locais.

A partir de 2003, foi incorporado ao Programa Luz para Todos. O PRODEEM resultou principalmente na instalação de sistemas fotovoltaicos em comunidades isoladas. Apesar de alguns resultados significativos, os impactos das experiências citadas foram relativamente limitados.

Os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) não têm explicitamente por obrigação que contribuir para a transferência de tecnologia.

No entanto, cerca de 36% dos projetos existentes resultam em transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento, especialmente em casos em que a tecnologia proposta não está disponível no país receptor do projeto.

África do Sul, Bolívia, Equador, Guatemala, Honduras, Indonésia, Malásia, México, Paquistão, Quênia, Sri Lanka, Tailândia e Vietnam são países cujos projetos de MDL incluem transferência de tecnologia, principalmente de países como o Japão, a Alemanha, os Estados Unidos, a França e o Reino Unido.

Já nos casos de Brasil, China, e Índia, os países com maior número de projetos de MDL em execução, a taxa de transferência de tecnologia é muito menor dado a existência de tecnologias locais disponíveis no caso da maioria de seus projetos.

A necessidade de aprofundar os esforços para transferência de tecnologia foi reconhecida quando, em 2001, o secretariado da Convenção de Mudanças do Clima nas Nações Unidas adotou uma série de ações e estabeleceu um Grupo Especializado em Transferência de Tecnologia (EGTT).

O grupo organizou uma série de eventos, oficinas e seminários para discutir a identificação de necessidades tecnológicas em países em desenvolvimento, informação tecnológica, capacitação, mecanismos de financiamento e tecnologia para adaptação às mudanças climáticas.

Na mesa de negociação da Convenção de Mudanças do Clima, o apoio financeiro e a transferência de tecnologia de países desenvolvidos para os países em desenvolvimento são temas de grande importância.

Em Copenhagen, espera-se que os compromissos assumidos pelos países desenvolvidos quanto à transferência de recursos e tecnologia para os países em desenvolvimento sejam tão ambiciosos quanto devem ser suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.

O caminho para um crescimento dos países em desenvolvimento baseado em uma economia de baixo carbono irá depender destes compromissos adicionais por parte das nações desenvolvidas.

O presente texto em negociação na Convenção, que deve resultar no acordo em Copenhagen, trata do tema tecnologia em diferentes aspectos como identificação de necessidades nos países em desenvolvimento, cooperação para o desenvolvimento de tecnologias entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, capacitação, difusão, disseminação, implementação, transferência de tecnologia e propriedade intelectual.

Países desenvolvidos e em desenvolvimento têm apresentado posições convergentes quanto a alguns destes aspectos em discussão, como cooperação e capacitação.

Mas também divergem em relação a outros, como os relacionados à propriedade intelectual. Algumas propostas em discussão sugerem que, em determinadas circunstâncias, poderia haver flexibilização de direitos de propriedade intelectual, principalmente para permitir o acesso dos países menos desenvolvidos às inovações tecnológicas.

Propostas neste sentido sugerem que as regras para flexibilização devem ser reconhecidas por outros fóruns, como ocorreu na Declaração de Doha sobre o Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (TRIPS) e a Saúde Pública, o que permitiu a países como o Brasil “quebrar” a patente para a produção de medicamentos para o combate à AIDS.

Países em desenvolvimento podem ser, além de receptores de inovações tecnológicas, difusores de tecnologia, transferindo conhecimento e experiência em diferentes áreas do conhecimento para outros países em desenvolvimento.

O Brasil tem imenso potencial para disseminar seu conhecimento em setores como energia e florestas. Já há parcerias com países da África para a instalação de antenas receptoras de dados de satélites, capacitação de profissionais e disseminação da tecnologia e conhecimento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais no monitoramento do desmatamento.

Além disso, nosso país já estabeleceu acordos de cooperação para a disseminação de conhecimento e experiência na produção de biocombustíveis para alguns países africanos. As negociações internacionais podem trazer estímulos, incentivos à cooperação sul-sul, o que poderia fortalecer a cooperação entre Brasil e outros países em desenvolvimento.

No caso do monitoramento de florestas, por exemplo, alguns países pobres não têm meios para a instalação de equipamentos, como antenas receptoras em seu território. O acordo de Copenhagen pode viabilizar ações como essas.

A negociação sobre o tema tecnologia será intensa até a COP 15. Se for assinado o esperado e necessário acordo global, ainda haverá um longo caminho a ser percorrido para que se regulamente o que for decidido em Copenhagen, para que as regras sobre transferência de tecnologia para mitigação e adaptação às mudanças climáticas sejam definidas.

Mas, considerando-se a capacidade de ação e necessidade de apoio, principalmente por parte dos países menos desenvolvidos, esse é um tema de máxima importância.

De acordo com o relatório Anatomia de uma Crise Silenciosa, publicado pelo Fórum Humanitário Global, presidido pelo ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Anan, hoje mais de 300 mil pessoas morrem a cada ano e mais de 300 milhões são severamente afetadas por eventos climáticos extremos, como secas, tempestades e enchentes.

A maioria das vítimas encontra-se em países menos desenvolvidos. Somente com acesso a recursos e tecnologia será possível permitir a essas nações enfrentar o problema das mudanças climáticas de forma eficaz, evitando-se perdas humanas, ambientais e econômicas ainda maiores dos que aquelas já ocorrem hoje.
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FONTE :Carlos Rittl é coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil. Crédito da imagem: Michael Gunther (Envolverde/WWF-Brasil)

Acentuam-se os extremos climáticos


Os efeitos da mudança climática acentuam-se na Colômbia devido à sua localização geográfica, que inclui uma costa de 1.300 quilômetros sobre o oceano Pacífico, uma “influência direta que pode causar impactos mais fortes do que no resto da América”, disse o especialista Ricardo Lozano, diretor do Instituto de Hidrologia, Meteorologa e Estudos Ambientais (Ideam). Esta afirmação está de acordo com o fato de atribuir ao fenômeno climático periódico La Nina os desastres naturais que afetaram quase dois milhões de pessoas no ano passado. Também atribuiria ao regresso de El Nino o aumento de temperaturas muito acima da média entre agosto e começo deste mês, o que ocasionou incêndios florestais que consumiram mais de 4.600 hectares, segundo dados oficiais.

La Nina se caracteriza pelo resfriamento atípico das águas superficiais do Pacífico e o aumento dos ventos alísios na área próxima ao equador. Sua outra face é El Nino, a fase quente da Oscilação do Sul (ENOS). Os dois fenômenos afetam boa parte do planeta, especialmente a região andina sul-americana. O calor diminuiu o volume dos rios na Colômbia e os governos locais anunciaram racionamento de água e de energia elétrica na cidade de Cali e na costa do mar do Caribe, enquanto as autoridades de Bogotá asseguravam ter reservas para sete meses, embora não chova nesse lapso de tempo.

A época de chuva se prolongou desta vez até maio devido à presença de La Nina. O Sistema Nacional de Emergência informou na oportunidade que 124 mil pessoas sofreram seus efeitos com deslizamentos, inundações ou vendavais. Mas, em agosto, apenas três meses depois, o excessivo aumento da temperatura causou incêndios florestais no Valle do Cauca (sudeste), provocando a morte de dois bombeiros, enquanto na caribenha Barranquilla uma mulher de 62 anos morreu porque o calor afetou sua pressão arterial, segundo o boletim médico.

Nessa cidade, capital do departamento de Atlântico, onde a temperatura média varia entre 28 e 32 graus, no final de agosto e começo deste mês chegou a 42 graus. Em proporções semelhantes aumentou a temperatura em todo o país. “A Colômbia não está livre do aquecimento global, por um lado, mas por algumas semanas diminuiu a nebulosidade de maneira considerável, aumentando a radiação solar”, explicou à IPS Miriam Leon, meteorologista do Ideam. As altas temperaturas afetaram inclusive montanhas tutelares de Bogotá, situada a 2.600 metros acima do nível do mar, com incêndios florestais menores.

Quando o calor de agosto e setembro estava em seu ponto mais alto, as nuvens reapareceram produzindo novas chuvas parciais na maioria das regiões. Os meteorologistas entendem que é o preâmbulo de uma nova etapa de inverno tropical, que se prolongaria até dezembro. “A previsão é de um inverno leve, porque as águas do Pacífico começam a esquentar pelo efeito El Nino”, disse Leon. Sua afirmação suporia haver menos afetados durante a iminente etapa de chuvas. Também ajudaria a mitigar os efeitos da mudança climática o cumprimento da legislação ambiental, cujas bases se assentam em uma lei de 1993 pela qual foi criado o Ministério de Meio Ambiente, Habitação e Desenvolvimento territorial.

A lei “reordena o setor público encarregado da gestão e conservação do meio ambiente e dos recursos renováveis, e reorganiza o Sistema Nacional Ambiental”, conforme consta de sua introdução. Inclui aspectos como “o desenvolvimento econômico e social do país se orientará segundo os princípios universais sustentáveis”. Acrescenta que “a biodiversidade do país, por ser patrimônio nacional e de interesse da humanidade, deverá ser protegida prioritariamente e aproveitada de forma sustentável”. Assegura que “as políticas de população levarão em conta o direito dos seres humanos à uma vida saudável e produtiva em harmonia com a natureza, e as áreas de paramos, subpáramos, nascentes de água e de recarga de aquíferos serão objeto de proteção especial”. Na “utilização dos recursos hídricos, o consumo humano terá prioridade sobre qualquer outro uso”, acrescenta a lei.

Entretanto, a norma nem sempre é cumprida, com no caso da água. O parlamento rechaçou em primeira instância o referendo da água pelo qual se busca evitar que continue a privatização “nos quais há interesses particulares muito claros”, recordou à IPS o ativista Hernán Darío Correa. Mas, a mobilização social conseguiu reverter essa decisão, por isso os legisladores deverão retomar o assunto nas próximas sessões. Na conservação do meio ambiente e no respeito pela lei também influem tradições camponesas não erradicadas de todo como a queimada de campos para proceder ao cultivo.

Também influi negativamente que sejam concedidas licenças para exploração mineira, como é o caso da aurífera Colosa, na cordilheira central, a cargo da Anglo Gold Ashanti. A intervenção da Corporação Regional de Tolima conseguiu limitar a exploração argumentando dano ambiental. “As mudanças e a aplicação correta da lei está sujeita a processos lentos, paulatinos, porque é preciso mudar parâmetros”, reconhece Leon, destacando os benefícios da legislação e o poder alcançado nos últimos anos por algumas Corporações Autônomas Regionais. Além disso, acrescenta, “a população do país aumenta, em muitos casos sob condições econômicas desfavoráveis, o que incide na exploração de recursos naturais nem sempre em condições apropriadas”, disse Leon.

É que a pobreza, segundo dados divulgados em agosto pelos estatais departamentos Nacional de Estatística e de Planejamento Nacional, chega a quase 48% dos 42 milhões de colombianos, oito milhões dos quais estão na indigência. “A pobreza, o saneamento básico, a degradação das contas e o uso dos recursos naturais em geral influem no dimensionar ou controlar os efeitos da mudança climática”, disse Lozano. E acrescentou que o trabalho é feito com comunidades locais, “fundamentais para o desenvolvimento de nossos programas”.
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FONTE : IPS/Envolverde