Powered By Blogger

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Carne representa 86% da pegada de carbono na dieta dos brasileiros, mostra pesquisa

Por Agência Bori – Artigo utilizou dados da Pesquisa de Orçamento Familiar relacionados ao consumo e preço dos alimentos De 2008 a 2017, a presença da carne aumentou 12% no prato dos brasileiros de todas as faixas de renda. Por isso, o consumo deste alimento contribui com 86% da pegada de carbono da dieta, um indicador de emissão de carbono na atmosfera. Os dados são da análise de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) publicada hoje (31) no periódico científico “Environment, Development and Sustainability”. O estudo foi realizado a partir da análise da Pesquisa de Orçamento Familiar, nos anos 2008 e 2017, que divulgou informações sobre consumo individual e também do preço dos alimentos. “Juntar informações sobre consumo e preço dos alimentos não é muito comum na literatura científica. Essa é uma inovação do artigo”, explica Aline Martins de Carvalho, docente da Faculdade de Saúde Pública da USP. Nele são especificados as características do consumo de acordo com cada tipo de carne. Entre todos os grupos, o consumo de peixe reduziu 23%; de porco aumentou 78%; frango, 36%; e a carne bovina não apresentou mudanças expressivas no consumo no período analisado, apesar de ser a carne mais consumida pelo brasileiro. A partir de um recorte de renda, os pesquisadores constataram que as famílias mais pobres, com menos de meio salário mínimo por pessoa, não aumentaram o consumo total de carne no período analisado. Este grupo reduziu o consumo de peixe, mas as refeições com frango e porco aumentaram. Dessa forma, seu impacto ambiental foi menor que os demais grupos. Entretanto, isso pode ter se dado pelo preço, acesso e aspectos sociais envolvidos no consumo de carne. De acordo com Carvalho, o consumo da carne em altas quantidades impacta o meio-ambiente e a saúde das pessoas, aumentando o risco de quadros de câncer de intestino, hipertensão, diabetes e obesidade. Dessa forma, reduzir o seu consumo é uma saída importante, mas não é a única para melhorar a saúde das pessoas e do planeta. “Também é preciso verificar relações de preço, acesso, cultura, consumo e sustentabilidade nos diferentes grupos econômicos”, recomenda a pesquisadora. Além disso, a nutricionista reforça a importância de discutir os impactos do consumo de carne com a população por meio das políticas públicas. “É necessária também uma abordagem inter e transdisciplinar para investigar as variações do consumo de carne no Brasil, com foco nos valores e na intencionalidade dos sujeitos”, conclui a autora do artigo. #Envolverde

STF ordena investigação de autoridades do governo Bolsonaro por crise Yanomami

Por ClimaInfo – O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na última 2ª feira (30/1) que a Procuradoria-Geral da União e a Superintendência da Polícia Federal em Roraima apurem a possível participação de autoridades do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro na crise Yanomami. Entre os crimes que podem ter sido praticados estão genocídio, desobediência, quebra de segredo de Justiça e de delitos ambientais relacionados à vida, à saúde e à segurança de diversas comunidades indígenas. De acordo com Barroso, documentos levantados pela Corte “sugerem um quadro de absoluta insegurança dos Povos Indígenas envolvidos, bem como a ocorrência de ação ou omissão, parcial ou total, por parte de autoridades federais”. Os documentos citados indicam que operações de fiscalização socioambiental que deveriam se manter sigilosas foram divulgadas abertamente pelo governo Bolsonaro, inclusive com publicação no Diário Oficial. Um caso específico foi o de uma operação da Aeronáutica em Jacareacanga (PA), onde houve alterações de última hora no planejamento que resultaram em alerta aos garimpeiros. “Tais fatos e os demais noticiados nos autos ilustram quadro gravíssimo e preocupante, sugestivo de absoluta anomia no trato da matéria, bem como da prática de múltiplos ilícitos, com a participação de altas autoridades federais”, assinalou Barroso. Outra decisão de Barroso aconteceu no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709, na qual ordenou a retirada de todos os garimpos ilegais das Terras Yanomami, Karipuna, Uru-Eu-Wau-Wau, Kayapó, Arariboia, Munduruku e Trincheira Bacajá. Da mesma forma, o ministro do STF também determinou que a PGR apure eventual crime de desobediência em virtude de descumprimento de decisões anteriores da Corte por parte do antigo governo, principalmente no caso Yanomami. Estadão, Folha, JOTA, Metrópoles, O Globo e UOL, entre outros, deram mais informações. Em tempo: O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para apurar a responsabilidade do Estado brasileiro na crise Yanomami. Os procuradores querem analisar também como as ações e omissões de gestores e políticos podem ter contribuído para a situação atual. De acordo com o MPF, já existe um “vasto acervo de evidências” para a responsabilização imediata do Estado brasileiro. “Tal acervo revela um panorama claro de generalizada desassistência à saúde, sistemático descumprimento de ordens judiciais para repressão a invasores do território indígena e reiteradas ações de agentes estatais aptas a estimular violações à vida e à saúde do povo Yanomami”, descreveu o documento. A notícia é da Folha. #Envolverde

Agravamento da crise climática levará espécie da Caatinga à extinção, prevê estudo

Por Alice Sales para o EcoNordeste – Os sinais de que as mudanças climáticas deverão causar grandes danos à biodiversidade do nosso planeta já se manifestam. No Semiárido brasileiro, um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC), prevê que uma importante representante da biodiversidade da Caatinga, a espécie Holoregmia viscida, pode chegar à extinção por causa dos efeitos das mudanças climáticas globais. A pesquisa realizou um rastreamento da ocorrência da planta, restrita ao bioma Caatinga nos últimos milhares de anos, e projetou cenários climáticos para os próximos 80 anos. Para tanto, os pesquisadores utilizaram um método conhecido como modelagem preditiva de distribuição de espécies, tipo de modelo matemático que utiliza algoritmos e variáveis ambientais para prever como estará o nicho de determinada espécie em um espaço de tempo específico. Foram considerados para a modelagem tanto períodos passados, especificamente o Holoceno (época geológica mais recente que faz parte do Período Neogeno e se estende de 11.500 anos até hoje) e o Pleistoceno (que começou há cerca de 1.750.000 anos e terminou aproximadamente há dez mil anos), quanto o presente e para o futuros cenários de mudanças climáticas diversos. A projeção do estudo concluiu que, apesar de o gênero Holoregmia ser endêmico da Caatinga, isto é, existe somente nesse bioma e evoluiu para se adaptar a ele, a extinção da espécie pode ocorrer em menos de um século diante de um agravamento da situação climática global. De acordo com a pesquisa, a possibilidade de extinção da espécie surge a depender do cenário futuro avaliado, tendo como fator determinante o nível de emissão de gases que contribuem para o aquecimento global. No pior dos cenários avaliados, em que o uso de combustíveis fósseis e a emissão desses gases segue aumentando, estima-se uma redução drástica da espécie até 2060 e extinção em até 20 anos depois. Ainda que a intensidade das emissões de gases permaneça como está hoje, e não haja o agravamento das mudanças climáticas, a previsão é que haja uma redução de cerca de 57% da área de cobertura da espécie até 2060 e de 80,62% até 2090. Em um contexto mais otimista, com baixa emissão de gases, as porcentagens caem para 45,69% e 49,22%, respectivamente. Sobre a espécie Conhecida popularmente como erva-de-são-cipriano ou culhão-de-bode, ainda se sabe pouco sobre os aspectos científicos da Holoregmia viscid. A espécie possui ocorrência conhecida apenas no Sul da Bahia e, de acordo com o professor e pesquisador da UFC/Labomar, Marcelo Moro, foi coletada para uma coleção botânica e recebeu seu nome científico em 1821. Depois disso, a espécie passou mais de 150 anos sem ser documentada cientificamente, até que, na década de 1980, botânicos da Bahia coletaram novas amostras da planta e guardaram em um herbário, que é uma coleção científica para armazenar e documentar amostras de espécies vegetais. Mas foi só em 2003 que as amostras documentadas desde 1983 foram finalmente reconhecidas como pertencentes a essa espécie e ela foi melhor documentada do ponto de vista morfológico. Desde então, o conhecimento científico sobre a espécie avançou pouco. “É uma planta especializada no ambiente do Semiárido brasileiro e sabemos que ela se separou na evolução da sua família há cerca de 9 milhões de anos, ou seja, ela tem uma longa história evolutiva vivendo em áreas de floresta seca, embora não saibamos ainda muito sobre seus usos e interações ecológicas”. O pesquisador explica, ainda, que apesar de a espécie ser adaptada ao clima Semiárido da Caatinga, o aquecimento global pode tornar as áreas do bioma mais secas, portanto menos adequadas para a sobrevivência da planta. O estudo é também uma forma de buscar compreender como as mudanças climáticas afetam a Caatinga como um todo. “Infelizmente vemos que as áreas apropriadas para a Holoregmia viscid tendem a se reduzir com o aquecimento global. Em uma outra pesquisa que vamos publicar, mostramos que os modelos indicam que a área da Caatinga vai ficar ainda mais seca, com menos chuvas, e que isso torna o ambiente muito difícil, mesmo para espécies de plantas adaptadas ao Semiárido”, completa. Caatinga ameaçada Um detalhe importante é que há uma visão enganosa sobre a adaptação das plantas da Caatinga a ambientes secos e que por isso não teriam dificuldades de se adaptarem às mudanças climáticas. Mas o fato é que essas plantas são adaptadas ao clima Semiárido, e não árido, ou seja, são adaptadas a um clima onde há ainda ocorrência de períodos chuvosos. Um movimento já percebido pelos pesquisadores é uma “migração” das condições climáticas da Caatinga rumo a áreas que estão dentro dos limites da Mata Atlântica, o que significa dizer que áreas com clima mais úmido ficarão semiáridas, enquanto as áreas do Semiárido ficarão ainda mais secas. “A consequência disso é que, não apenas a Holoregmia, como também outras espécies do bioma precisarão lidar com condições ainda mais difíceis de sobrevivência. Toda espécie é parte desse patrimônio da biodiversidade do mundo. Cada espécie estabelece interações ecológicas com várias outras e faz parte desse conjunto da biodiversidade. Então a perda de uma espécie, é como perder uma parte desse patrimônio de biodiversidade do nosso planeta.” Para o professor Marcelo Moro, a reversão do risco de perdas na biodiversidade requer ações como proteger e recuperar áreas naturais e alcançar menores índices de emissão de gases do efeito estufa. Outra ação seria o aumento da extensão das áreas protegidas ou a criação de mais Unidades de Conservação. “Hoje, menos de 2% da Caatinga é protegida por unidades de proteção integral e menos de 9% estão dentro de áreas protegidas”, destaca. E completa: “As mudanças climáticas não afetarão apenas uma espécie ou um tipo de ecossistema, mas serão um grande problema para a sobrevivência e bem-estar da própria humanidade. Ao verificar que as mudanças climáticas ameaçam uma espécie endêmica como a Holoregmia viscida, estamos, na verdade, recebendo um alerta sobre as ameaças que se abatem sobre cada um de nós.” *Crédito da imagem destacada: Conhecida popularmente como erva-de-são-cipriano ou culhão-de-bode, a espécie tem ocorrência conhecida apenas no Sul da Bahia | Foto: Sinzinando Albuquerque #Envolverde

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Como prevenir acidentes com crianças no verão

Aldeias Infantis SOS alerta para possíveis perigos envolvendo crianças no período, seja em casa ou em viagens Com o verão, as crianças têm mais tempo livre para se divertirem com a família e os amigos. Entretanto, é importante redobrar a atenção, pois a falta de supervisão de um adulto pode aumentar o número de acidentes. É preciso verificar os riscos existentes no ambiente doméstico, incluindo residência própria ou ainda a casa de familiares, imóveis alugados para temporada, hotéis, pousadas, clubes e demais espaços comunitários. “É nessa época, tão aguardada pelas crianças, que os pais, familiares e cuidadores precisam ficar ainda mais atentos. É mais comum que os riscos aumentem, já que as crianças e adolescentes estarão com mais tempo livre para explorar os ambientes. Vale fazer uma ‘operação pente fino’ na casa e demais espaços nos quais aproveitarão as férias”, destaca Erika Tonelli, especialista em Entornos Seguros e Protetores da Aldeias Infantis SOS. De acordo com pesquisa realizada pela Aldeias Infantis SOS, por meio do Instituto Bem Cuidar (IBC), as principais razões de acidentes com crianças são as quedas, responsáveis por 44% das ocorrências, seguido por queimaduras, com 19%, e intoxicações, que representam 5% do universo avaliado. Para que as férias sejam um período de muita diversão, confira abaixo algumas dicas para evitar acidentes: Quedas: Crianças não devem brincar próximas a janelas ou sacadas sem proteção, que devem ter grades ou redes de segurança. A atenção deve ser redobrada com pisos escorregadios, lajes e escadas, que oferecem alto risco para quedas. As brincadeiras em parquinhos e brinquedões também devem ser supervisionadas para evitar acidentes. Tomadas: Para evitar descargas elétricas, todas as tomadas devem estar tampadas e protegidas para obstruir o contato das crianças. Segundo o Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2022, divulgado pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), 342 crianças de 0 a 10 anos foram vítimas fatais de choque elétrico na última década. Gavetas: É indispensável adicionar travas em gavetas com objetos cortantes e que ofereçam risco. Além disso, não é somente a faca que apresenta perigo: itens de cozinha em geral, além de objetos como clipes metálicos, tampa de caneta e tesoura, por exemplo, também podem causar acidentes. Brinquedos: Os brinquedos devem passar por uma inspeção para checar se há partes soltas ou quebradas com pontas afiadas ou arestas. Caso encontre algum problema que possa causar acidente ou lesão, conserte imediatamente ou descarte. A Aldeias Infantis SOS recomenda a compra somente de brinquedos com selo do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), respeitando a faixa etária indicada. Intoxicação: É essencial manter remédios, produtos de limpeza, venenos e plantas tóxicas fora do alcance das crianças. E não é só no ambiente doméstico que existem perigos. Muitas famílias aproveitam a época para viajar e explorar novos lugares, mas os responsáveis precisam continuar atentos. “É fundamental verificar a segurança do local de hospedagem antes que as crianças brinquem livremente pelo ambiente”, sugere Erika Tonelli. Veja algumas dicas para viajar preparado: Hospedagem: Não importa onde seja a hospedagem, na casa de familiares ou quarto de hotel, as condições de segurança devem ser avaliadas e adaptadas para as crianças. Atividades ao ar livre: Ao andar de skate, bicicleta ou patins, por exemplo, é necessário usar equipamentos de segurança, como capacete, cotoveleiras e joelheiras, para evitar o risco de lesões graves. Nos parquinhos, sempre verificar a condição dos brinquedos e não utilizá-los caso estejam quebrados, enferrujados ou com superfícies perigosas. Se a brincadeira escolhida for empinar pipas, certifique-se de estar longe de fiações e, em caso de relâmpagos, recolha o brinquedo imediatamente. Brincadeiras aquáticas: Ainda de acordo com dados da Aldeias Infantis SOS, por meio do Instituto Bem Cuidar (IBC), o afogamento é uma das principais causas de internação de crianças e adolescentes. Por isso, não deixe as crianças sozinhas à beira de piscinas, rios ou lagos e, ao entrar na água faça o uso de coletes salva-vidas, uma vez que boias de braço não são aconselhadas. Fique atento ainda com baldes, bacias, piscinas plásticas, que mesmo rasos, podem ser perigosos. Atividades em grupo: Em hotéis e colônias, procure saber se existe uma equipe de monitores especializados para cuidar de crianças, com profissionais formados em primeiros socorros. No caso de atividades que necessitem de equipamentos de segurança, exija que sejam utilizados e atente às condições dos instrumentos.A informação sobre as medidas de prevenção é uma das formas mais eficientes para que acidentes não ocorram. Medidas básicas de precaução podem evitar problemas graves e minimizar situações com potencial de ferimentos e, principalmente, salvar vidas. Sobre a Aldeias Infantis SOS A Aldeias Infantis SOS (SOS Children’s Villages) é uma organização global, de incidência local, que atua no cuidado e proteção de crianças, adolescentes, jovens e suas famílias. A organização lidera o maior movimento de cuidado infantil do mundo e atua junto a meninos e meninas que perderam o cuidado parental ou estão em risco de perdê-lo, além de dar resposta a situações de emergência. Fundada na Áustria, em 1949, está presente em 137 países. No Brasil, atua há 55 anos e mantém mais de 80 projetos, em 31 localidades de Norte ao Sul do país. Ao trabalhar junto com famílias em risco de se separar e fornecer cuidados alternativos para crianças e jovens que perderam o cuidado parental, a Aldeias Infantis SOS luta para que nenhuma criança cresça sozinha. #Envolverde

Vice-presidente da república Geraldo Alckmin participa de evento sobre indústria, inovação e economia verde em São Paulo

Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços estará o Fórum Economia Verde, Futuro e Inovação promovido pelo BandNews TV. Encontro contará com a participação de especialistas, empreendedores e líderes empresariais e acontece no dia 6 de fevereiro. Com o objetivo de debater e apresentar soluções para a construção de um futuro mais sustentável, o BandNews TV promove o fórum “Economia Verde, Futuro e Inovação”. O evento acontecerá no dia 6 de fevereiro, em São Paulo, e contará com a participação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. O encontro reunirá especialistas em sustentabilidade, empreendedores e líderes empresariais. Os convidados vão discutir o papel da economia verde na criação de oportunidades de negócios inovadores e a promoção de um desenvolvimento econômico equilibrado com o meio ambiente. Entre os temas, os participantes vão debater as melhores estratégias para superar os desafios e as oportunidades na relação humano-tecnologia e como essa realidade já se impõe no dia a dia. Os desdobramentos em termos de sustentabilidade, responsabilidade social e governança, o ESG, também são assuntos na pauta do encontro. Apresentado pela jornalista Paula Valdez e mediado por Gustavo Donato, reitor da FEI, o primeiro painel do evento terá como questão central as Tecnologias Disruptivas e Sustentáveis, Tendências e Megatendências, Inovação e Competitividade. Com Juliana Rosa; O segundo painel do encontro terá como questão central a Transição Energética, Economia Verde e novas Tecnologias. Além do vice-presidente Geraldo Alckmin, o fórum contará ainda com a participação de João Paulo Copobianco, secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Ana Cabral-Gardner, co-CEO da Sigma Lithium e Luciana Antonini Ribeiro, sócia e co-fundadora da eB Capital. Confirmaram presença também Jefferson de Oliveira Gomes, superintendente de Inovação e Tecnologia do Senai-CNI, Caio Klasing Pandolfi, Manager de Inovação Corporativa e Aberta da Siemens Energy, Flávia Roberta Freitas, Líder de Responsabilidade Social da IBM América Latina e Christian Orglmeister, diretor-executivo de novos negócios e comunicação da Suzano O evento será realizado no Teatro Itália, no centro da capital paulista, às 14h e promete ser um espaço rico em troca de conhecimento e networking para todos os participantes. O evento será transmitido pelo BandNews TV e plataformas digitais do Grupo Bandeirantes. Serviço Evento: Fórum BandNews TV – Economia Verde, Futuro e Inovação Horário:14h Local: Teatro Itália – Av. Ipiranga, 344 – República, São Paulo – SP #Envolverde

Área queimada no Brasil em 2022 superou 2021 e equivale ao tamanho do Acre

Dados do Monitor do Fogo do MapBiomas mostram que 16,3 milhões de hectares foram queimados entre janeiro e dezembro de 2022 – uma área equivalente ao estado do Acre. Esse número representa um crescimento de 14% em relação a 2021. A área de florestas queimadas em 2022 quase dobrou: foram cerca de 2,8 milhões de hectares, um crescimento de 93% em relação ao ano anterior. Desse total, 85% ocorreram na Amazônia. Da área total queimada nesse bioma ao longo de todo o ano passado, 70% ocorreram nos meses de agosto, setembro e outubro. E ainda em dezembro, onde não se espera muito fogo, a Amazônia queimou 50% a mais do que em 2021 só nesse mês. A formação florestal foi o tipo de vegetação nativa que mais queimou na Amazônia no ano passado: 30% da área queimada entre janeiro e dezembro de 2022. Em 2021, o Cerrado queimou mais que a Amazônia, porém no ano passado a Amazônia o ultrapassou: 7,9 milhões de hectares, ou praticamente metade do fogo (49%) registrado no período, ocorreram na Amazônia. O estado que mais queimou entre janeiro e dezembro de 2022 foi o Mato Grosso, seguido do Pará e Tocantins. No Cerrado, 7,4 milhões de hectares (45% do total) queimaram em 2022. Apesar disso, o Cerrado continua como o bioma mais afetado pelo fogo, já que sua área total equivale a metade da extensão da Amazônia brasileira. A boa notícia veio da Mata Atlântica e do Pantanal, que apresentaram a menor área queimada nos últimos quatro anos. Em relação a 2021, a redução foi de 85% no caso do Pantanal. Em 2022, o fogo atingiu prioritariamente vegetação nativa, que respondeu por 70% de tudo que foi queimado no ano passado; a maioria, em formações savânicas e campestres. Dentre os tipos de uso agropecuário queimados no ano passado, as pastagens se destacaram, representando 25% da área queimada. As Unidades de Conservação que lideram o ranking de área queimada em 2022 são: Parque Nacional do Araguaia, Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins e Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba. Somente em dezembro de 2022 o ranking é liderado pela Estação Ecológica do Taim, Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e APA Serra da Ibiapaba. As Terras Indígenas que lideram o ranking de área queimada em 2022 são: Parque Indígena do Araguaia, TI Raposa Serra do Sol e Parque Indígena do Xingu. Somente em dezembro de 2022, o ranking é liderado pela TI Raposa Serra do Sol, São Marcos e Parque do Tumucumaque, esses na porção norte da Amazônia, onde o fogo acontece normalmente de dezembro a fevereiro. Queimadas aumentaram 90% em dezembro de 2022 Dezembro passado viu um salto de 90% na área queimada em relação ao mesmo mês de 2021: 332 mil hectares, ou 157 mil hectares a mais que no ano anterior. Desse total, 71% ocorreram na Amazônia, que foi o bioma com maior área queimada no Brasil em dezembro de 2022, com 234.723 mil hectares. Em relação a novembro de 2022, o crescimento foi de 101%. Os três estados com maior extensão queimada em dezembro de 2022 pertencem à Amazônia Legal: Maranhão (126 mil hectares), Pará (98 mil hectares) e Roraima (22 mil hectares). Juntos, eles respondem por 57% da área queimada total no período. Os municípios de Portel (PA), Pacajá (PA) e Turiaçu (MA) foram os que tiveram maior área queimada no mês em questão. Mais da metade (58%) da área queimada no último mês de 2022 foi em vegetação nativa, a maioria em formações florestais (90 mil hectares queimados), que representou 27% da área queimada no mês. Dentre os tipos de uso antrópico mais queimado em dezembro de 2022, as pastagens se destacam, com 38% do total queimada no mês. Mas na Amazônia, a pastagem foi a classe de uso da terra que mais queimou, com 51% da área total queimada no bioma em dezembro de 2022. Mato Grosso lidera queimadas no Brasil em 2022 Os estados que mais queimaram no Cerrado em 2022 foram Mato Grosso, Tocantins e Maranhão. Os 7,4 milhões de hectares queimados no Cerrado em 2022 representaram um aumento de 18% em relação ao ano anterior. Apesar da área queimada em dezembro passado ter diminuído em relação aos meses anteriores, ainda assim foi 207% maior na comparação com dezembro de 2021 (ou 37 mil hectares a mais), com destaque para a concentração do fogo no norte do bioma. Quase metade (48%) da área queimada em 2022 atingiu formações savânicas (3,6 milhões de hectares). Entre os tipos de uso antrópico, destacam-se as pastagens, onde ocorreram 330 mil hectares de queimadas. Em 2022, Pampa teve a maior área queimada dos últimos quatro anos Pampa foi de 39.166 hectares. Trata-se da maior extensão registrada para o bioma nos últimos quatro anos. A maior parte dessas queimadas se concentrou no período do verão, nos meses de janeiro, fevereiro e dezembro. Em dezembro passado, como consequência de um novo período de estiagem, a área de queimadas foi de 9.866 hectares, alterando um padrão de poucas queimadas observado entre março e novembro do mesmo ano. Dentre estas queimadas do mês de dezembro, merece destaque a do banhado do Taim, que foi a maior extensão de área queimada registrada entre as unidades de conservação do Brasil. Janeiro de 2022 foi também um mês de pico na Mata Atlântica, com área queimada três vezes maior quando comparada ao mesmo mês de anos anteriores. Esse aumento se deveu a uma queimada na região próxima ao PN Ilha Grande, entre os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Apesar disso, a área queimada na Mata Atlântica de janeiro a dezembro do ano passado foi a menor dos últimos quatro anos. Toda a área queimada no Pantanal em 2022 foi a menor nos últimos quatro anos, mas em dezembro de 2022 foram queimados 17.984 hectares. A Caatinga seguiu o padrão do Pantanal, com áreas queimadas inferiores aos anos anteriores, com 12.601 hectares queimados em dezembro de 2022 e 507.886 hectares queimados em todo ano de 2022. O fogo na Caatinga se concentra principalmente nas formações savânicas. Sobre o Monitor do Fogo: O Monitor do Fogo é o mapeamento mensal de cicatrizes de fogo para o Brasil, abrangendo o período a partir de 2019, e atualizados mensalmente. Baseado em mosaicos mensais de imagens multiespectrais do Sentinel 2 com resolução espacial de 10 metros e temporal de 5 dias. O Monitor de Fogo revela em tempo quase real a localização e extensão das áreas queimadas, facilitando assim a contabilidade da destruição decorrente do fogo. Acesse o Monitor do Fogo e o Boletim Mensal de dezembro. Sobre MapBiomas: iniciativa multi-institucional, que envolve universidades, ONGs e empresas de tecnologia, focada em monitorar as transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil, para buscar a conservação e o manejo sustentável dos recursos naturais, como forma de combate às mudanças climáticas. Esta plataforma é hoje a mais completa, atualizada e detalhada base de dados espaciais de uso da terra em um país disponível no mundo. Todos os dados, mapas, métodos e códigos do MapBiomas são disponibilizados de forma pública e gratuita no site da iniciativa: mapbiomas.org. Além disso, a rede MapBiomas ampliou-se para outras regiões e países como na Amazônia, Chaco, Bosque Atlântico, Pampa Sul-americano e Indonésia, como também gera outros produtos como MapBiomas Alerta, MapBiomas Fogo e MapBiomas Água. #Envolverde

Governo de SP assina convênio inédito de turismo ecológico para comunidades tradicionais

Iniciativa visa o desenvolvimento socioeconômico de 140 famílias do Parque Estadual Ilha do Cardoso O Governo de São Paulo, por meio da Fundação Florestal, assinou, nesta sexta-feira (27), convênio inédito com a Associação de Moradores do Itacuruçá e Pereirinha (AMOIP), no Parque Estadual Ilha do Cardoso, para operação de turismo ecológico na região do Vale do Ribeira. A medida, válida por cinco anos, vai garantir a capacitação de 140 famílias locais para administração da chamada “área de uso público”, que inclui pontos de hospedagem, trilhas, refeitórios, centro de visitantes, entre outros espaços. Além de fomentar o ecoturismo, o convênio vai gerar renda para a comunidade. A Secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de SP, Natália Resende, visitou o local e acompanhou a assinatura. “Essa é uma parceria muito importante para diversificar a oferta de serviços e melhorar a experiência dos visitantes, além de incentivar o desenvolvimento da região com a compatibilização da conservação da biodiversidade e respeito aos direitos das comunidades tradicionais residentes”, explicou. Para Rodrigo Levkovicz, diretor executivo da Fundação Florestal, o convênio gerará benefícios coletivos. “O Turismo de Base Comunitária é um modelo de gestão de visitação protagonizado pela comunidade e promove a vivência intercultural, a qualidade de vida, a valorização da história e da cultura dessas populações, além da utilização sustentável para fins recreativos e educativos dos recursos da Unidade de Conservação”, completa. O modelo da operação foi construído conjuntamente com AMOIP, Ministério Público Federal e Defensoria Pública Estadual.”O trabalho é fruto de um exercício mútuo de aprendizado, troca de saberes e diálogo, que poderá servir de referência e inspirar iniciativas semelhantes em outras unidades de conservação”, comemorou Sérgio Carlos Neves, presidente da AMOIP. Atribuições Será responsabilidade da associação gerenciar e operar as atividades de apoio ao uso público, destacando a cultura tradicional, realizar manutenções rotineiras, ações de limpeza e gerenciamento dos resíduos sólidos. A AMOIP deverá, ainda, disponibilizar vagas de hospedagem para integrantes da rede pública de ensino, reduzir valores de estadia para pesquisadores, promover roteiros pedagógicos, além de apoiar eventos técnico-científicos sediados no parque. Já a Fundação Florestal entregará as estruturas em condições de receber os visitantes, além de disponibilizar o site de venda on-line e organizar cursos de capacitação e aprimoramento. Sobre o Parque Estadual Ilha do Cardoso Na década de 70, o Governo de SP criou uma estrutura chamada de Cepan-IC (Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas em Recursos Naturais da Ilha do Cardoso), com o objetivo de juntar os órgãos e instituições para estudar os ecossistemas costeiros da Ilha do Cardoso. “Por volta da década de 90, essas estruturas começaram a ter um segundo uso, que era voltado à visitação pública. Na época, o Instituto Florestal fez uma série de trabalhos de melhoria para receber escolas e universidades a fim de realizar trabalhos nesses ecossistemas costeiros”, explica o gestor da área Edson Rodrigues. Posteriormente, em 2006, a Fundação Florestal assumiu o local e expandiu estas atividades, bem como o turismo ecológico. A unidade de conservação recebe, em média, 35 mil visitantes por ano. Dividido em dois núcleos, Marujá e Perequê, possui área de 13.600 hectares. A ilha conta com lanchonete, auditório, alojamento, pousada, centro de artesanato e placas para energia fotovoltaica. #Envolverde