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sábado, 30 de maio de 2020

Ministério do Meio Ambiente extingue três bases do Tamar no Nordeste

Por Adriana Pimentel, Colaboradora da Agência Eco Nordeste – 
Salvador – BA.  O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que é subordinado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), extinguiu três bases avançadas do Centro Tamar, em Camaçari (BA), Parnamirim (RN) e Pirambu (SE). Ao mesmo tempo, o ICMBio formalizou a criação de uma nova base, em Salvador (BA).
É importante destacar que todos esses locais possuem bases da Fundação Tamar / Projeto Tamar, que continuará fazendo seu trabalho normalmente, embora deixem de contar com o apoio da estrutura governamental, que já vinha sendo sucatada há alguns anos.
César Coelho, engenheiro de pesca, coordenador do Tamar em Sergipe e Alagoas e diretor de Sustentabilidade da Fundação Tamar, esclarece que o Tamar tem duas partes, uma governamental e outra não governamental e que a Fundação Tamar é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, mantida principalmente pela sociedade, sem nenhum recurso governamental.
Ressalta, ainda, que a maioria das ações do Plano de Ação Nacional para Conservação das Tartarugas Marinhas (PAN Tartarugas Marinhas) é executada pela Fundação Tamar: “É importante destacar que a Fundação está presente em todas as áreas prioritárias das tartarugas no litoral brasileiro, compreendendo nove estados em aproximadamente 1.100 Km de praias”.
Ele informa, também, que algumas das estruturas listadas estavam sem funcionar e sem servidores há mais de três anos e que elas já não ofereciam suporte à Fundação Tamar desde 2012, num histórico de dificuldade que já se arrastava há anos. Outro detalhe levantado por César é que a maioria dos escritórios governamentais do Tamar não fica na praia, mas na cidade.
“É importante que o governo esteja mais presente nas áreas prioritárias das tartarugas marinhas com pessoal para atuar nas ações que poderiam apoiar a conservação”, pondera. Os maiores desafios à conservação das tartarugas listados por ele são iluminação, ocupação, resíduos sólidos, trânsito de veículos e pesca.
Exemplificando, César destaca que dois servidores em Salvador, como o Centro Tamar, destacou, são responsáveis por mais de 250 Km. “A Fundação não tem poder de fiscalização. O que pode fazer é um relatório”, afirma. Segundo ele, a Fundação está em quatro locais da Bahia: Arambepe, Praia do Forte, Costa do Sauípe e Mangue Seco, num trabalho ininterrupto que vai de Itapuã, em Salvador, até a Foz do Rio São Francisco, em Sergipe, agora paralisado frente à pandemia.
O fechamento, por meio da Portaria Nº 554, publicada no Diário Oficial da União (DOU) dessa quinta-feira (28), ocorre menos de uma semana após a divulgação do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, quando o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o governo deveria aproveitar a atenção da imprensa com a pandemia de Covid-19 para “passar a boiada”, ou seja, flexibilizar a legislação ambiental no País.

Posição oficial

Release da Comunicação Tamar ICMBio, enviado, à Agência Eco Nordeste, destaca que a Portaria Nº 554 dispõe sobre a localização dos Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação (CNPC) / ICMBio e que um dos exemplos de reestruturação é a extinção das três bases avançadas do Centro Tamar-ICMBio.
Em Parnamirim (RN), a base estava instalada dentro da área militar da Barreira do Inferno, protegida por restrições de acesso. O release explica que a equipe foi transferida para fortalecer os trabalhos em Fernando de Noronha (PE).
Em Pirambu (SE), a Base instalada dentro da Reserva Biológica de Santa Izabel teve que ser desativada, segundo o release, em virtude de o imóvel da Unidade ter sido condenado, com futura reconstrução, para atender Sergipe. Importante Estado para a Tartaruga-oliva (Lepidochely olivacea), principalmente, foi mantida a Base de Aracaju que, localizada no centro do Estado, segundo o ICMBio, terá mais agilidade para apoiar os trabalhos em toda orla sergipana.
O Estado da Bahia, considerado o mais importante em termos de conservação de desovas de quatro espécies de tartarugas marinhas, ganhou uma base em Salvador, segundo a comunicação oficial. De Arembepe, em Camaçari (BA), a Base foi transferida para Salvador, junto a outra estrutura do ICMBio, para a racionalização de custos, agregando mais dois analistas ambientais à equipe do Tamar ICMBio, em uma localização mais estratégica para atuação dos técnicos nas ações de acompanhamento de toda a orla baiana, destaca.
Além disso, ressalta que foi incorporada uma nova Base em Caravelas (BA), aproveitando as estruturas existentes da base do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene), e fortalecendo o trabalho no sul da Bahia, uma importante área para conservação da biodiversidade marinha.
“Em termos de nos auxiliar nas análises de licenciamento, por exemplo, nossa demanda por uma base avançada localizada mais estrategicamente como em Salvador (BA) era muito grande. Acreditamos que o corpo técnico poderá atuar de forma mais estratégica nas vistorias, e demais ações de campo, no que se refere à orla baiana para que se concilie um desenvolvimento da orla que leve em conta essa importante parte do litoral brasileiro para as tartarugas marinhas”, frisa o coordenador do Tamar ICMBio, Joca Thomé.
Com essas mudanças, a sede do Centro Tamar ICMBio, permanece em Vitória (ES), tendo sobre a sua governança sete Bases Avançadas: Fernando de Noronha (PE); Aracaju (SE); duas no Espírito Santo, Regência Linhares e Guriri São Mateus; mais duas na Bahia, em Salvador e Caravelas e em Florianópolis (SC).
Imagem de destaque: A missão do Projeto Tamar é promover a recuperação das tartarugas marinhas, desenvolvendo ações de pesquisa, conservação e inclusão social | Foto: Maristela Crispim


#Envolverde

Com poucas chuvas e proximidade do inverno, Brasil enfrenta risco de nova crise hídrica

Por Deutsche Welle – 
Cidades do Paraná e do Rio Grande do Sul já passam por estiagem. Em São Paulo, nível de chuvas é inferior ao esperado e levanta temor de repetição da crise de 2014.
No Rio Grande do Sul, 386 dos 497 municípios já decretaram situação de emergência por conta da seca — balanço consolidado no último dia 15. Em Santa Catarina, a situação é similar em pelo menos 65 cidades. No Paraná, depois de 10 meses de estiagem, a emergência hídrica foi decretada pelo governo estadual — a medida autoriza, por exemplo, rodízio no fornecimento de água.
Ex-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu comenta à DW Brasil que o cenário de estiagem na região sul do país afeta principalmente dois setores que dependem da água nesses estados: a agricultura e as usinas hidrelétricas — sobretudo no Paraná. “São regiões que têm seca com alguma frequência. E com [o atual contexto de] mudanças climáticas, esses fenômenos têm sido extremos”, pontua.
Ele avalia que a situação é mais preocupante no Paraná do que no extremo sul do País. “Porque o sul do Brasil tem uma característica de chuvas constantes ao longo do ano. Já o Paraná é, em aspectos climáticos, mais parecido com o sudeste”, afirma. Ou seja: tem invernos secos.
Em 9 de março, a Agência Nacional de Águas criou uma sala de crise para acompanhar a crise hídrica na região sul. De acordo com a assessoria da instituição, o grupo “reúne os principais atores ligados ao evento de estiagem em curso”, incluindo órgãos gestores, usuários, prefeituras, meio ambiente, setor elétrico e órgãos de monitoramento e previsão meteorológica.
O objetivo do comitê “é uniformizar o conhecimento sobre a situação da seca, identificar problemas existentes ou potenciais, promover a articulação entre os atores em busca de soluções para esses problemas e acompanhar sua implementação.”
Em nota, a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul afirmou que vem intensificando “o monitoramento meteorológico e climatológico” e realizando ações como “suspensão de outorgas de captação de água, alterações de licenças de lançamentos e efluentes e de irrigação” e intensificando “ações de fiscalização” para diminuir o impacto da seca no Estado. Procurado pela reportagem, o governo do Paraná não se posicionou a respeito da situação.
A região sudeste também dá sinais de que o sofrimento é iminente. Principal reservatório que abastece a capital paulista, o Cantareira está em nível semelhante ao que precipitou a histórica crise hídrica de 2014 e 2015: 59,4% de sua capacidade. O índice é considerado bom. Contudo, conforme lembram especialistas ouvidos pela DW Brasil, o inverno é justamente o período de seca na região sudeste. E o nível de chuvas deste ano já está inferior ao esperado de acordo com a média histórica.
No mês de março, por exemplo, a pluviometria prevista para o sistema é de 178,8 mm. Este ano, choveu apenas 88,6. Em abril, a série histórica indica um normal de 86,6 mm. Mas foram apenas 2,2 mm de chuva. Para maio, quando a estimativa é de 77,2 mm, até o momento foram somente 11,5.
Autor do livro Faça-se a Água, o pesquisador norte-americano Seth M. Siegel avalia que, diante do atual contexto, “o risco de escassez hídrica [no Brasil] é real”. “Como não se sabe o quão ruim uma seca pode se tornar, todo governo responsável deve assumir que uma escassez de água ocorrerá e, portanto, se preparar para ela”, comenta. “Infelizmente, assim que uma crise passa, com um ou dois anos de chuva, os governos tendem a ignorar a questão, direcionando foco e financiamento em outros setores.”
Fantasma da crise de 2014
Em 23 maio de 2013, o nível do Cantareira era similar ao atual, 59,6% de sua capacidade. Vinha em queda, acentuada pela inverno. O período de verão não foi suficiente para frear a derrocada do reservatório e, em maio de 2014, o sinal vermelho estava ligado: o sistema operava com 6% de sua capacidade. Então foram dois anos de torneiras contidas e 17 meses utilizando água da reserva técnica do Cantareira, apelidada de “volume morto” — significava que o índice operava no negativo.
Para o geógrafo Luiz de Campos Júnior, do projeto Rios e Ruas, o risco de uma nova crise hídrica é resultado da falta de ajuste nas políticas voltada para a produção de água. “Os sistemas de abastecimento, em geral, só estão preocupados com a água saindo da represa, sendo tratada e distribuída”, afirma. “É preciso olhar para a produção de água na bacia hidrográfica, aquela produção que vai manter o reservatório cheio e com boa vazão. Isso significa conservar os lençóis freáticos, diminuir a erosão no entorno dos rios e dos reservatórios. Deveríamos conservar todo o ambiente produtor de água e não pensar apenas na produção como pensam as empresas [de abastecimento].”
Responsável pelo abastecimento em São Paulo, a Sabesp enfatizou que a situação atual dos reservatórios “é satisfatória”. “Houve, no entanto, registro de pouca chuva nos mananciais nos últimos 60 dias e, por isso, a companhia solicita à população que mantenha o uso consciente de água, evitando desperdício”, informou.
A empresa ainda frisou que vem investindo na “redução de perdas de água”, efetuando “troca de tubulações, equipamentos e hidrômetros”. Balanço do chamado Programa de Redução de Perdas, da companhia, indica um investimento de R$ 5,3 bilhões nos últimos dez anos — segundo a Sabesp, implicando em uma economia de 138 milhões de metros cúbicos de água.
Especialistas e ativistas cobram um olhar para a malha fluvial próxima das cidades. No caso de São Paulo, calcula-se que haja mais de 300 rios no município, boa parte deles canalizados, retificados e sem cuidados de conservação.
“As companhias vão pegar água longe e nada fazem para recuperar os rios da cidade. Temos muita água aqui. Precisamos cuidar dos recursos hídricos em nosso quintal”, cobra o ativista ambiental Adriano Sampaio, do projeto Existe Água em SP.
Siegel tem opinião semelhante. “O Brasil é um país de potencial ilimitado. Tem uma população inteligente e empreendedora em um país bonito, repleto de enormes recursos. Uma das coisas que podem impedir o Brasil de alcançar seu potencial é uma falha na proteção de seus recursos hídricos”, afirma.
Mas ele recorda que há pesquisas indicando que o aumento do desmatamento na Amazônia tem influenciado os padrões de chuva, prolongando e intensificando as estiagens.
Economia da água
Pesquisador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV), Gustavo Velloso Breviglieri publicou um estudo no último dia 15 no periódico RAUSP Management Journal no qual apontou um mecanismo econômico como solução para a questão hídrica brasileira.
A ideia seria aprimorar os chamados “mercados de água”, pelo qual grandes usuários de uma mesma bacia negociam seu direito de uso e exploração de determinado volume dos reservatórios, em caso de necessidade.
“Caso um usuário consiga reduzir seu consumo de água para volumes inferiores aos que possui direito, este usuário poderia transferir, temporária ou permanentemente, esse ‘excedente’ para outro usuário, que, por sua vez, tenha necessidade de aumentar seu consumo”, explica o pesquisador.
Breviglieri aponta que “mais do que auxiliar na contenção de uma crise hídrica”, tal mecanismo seria útil para que “uma situação de escassez seja menos custosa para a sociedade como um todo”. Pelo formato, o mercado “contribui para que o montante disponível de água seja voluntariamente realocado para aqueles que possuem maior necessidade e maior dificuldade em reduzir o consumo”. E os que conseguem economizar são recompensados financeiramente.
Se adotado de forma constante, independentemente de cenário de crise hídrica, o pesquisador acredita que o mecanismo aumentaria a eficiência do sistema e, consequentemente, implicaria numa economia global de água.
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A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. 


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Desmatamento da Mata Atlântica cresce quase 30 %

por SOS Mata Atlântica – 
A boa notícia é que Alagoas e Rio Grande do Norte conseguiram zerar desflorestamento; outros sete estados estão próximos de zero
Após dois períodos consecutivos de queda, aumentou o desmatamento na Mata Atlântica. Foram desflorestados entre 2018-2019 um total de 14.502 hectares – um crescimento de 27,2% comparado com o período anterior (2017-2018), que foi de 11.399 hectares. As informações são do Atlas da Mata Atlântica, iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) realizada desde 1989. O estudo teve execução técnica da Arcplan e patrocínio de Bradesco Cartões.
Mais uma vez o estado campeão de desmatamento foi Minas Gerais, que teve uma perda de quase 5.000 hectares de floresta nativa. A Bahia ficou em segundo lugar, com 3.532 hectares, seguido pelo Paraná, com 2.767 hectares. Os três líderes do ranking tiveram aumento de desflorestamento de 47%, 78% e 35% respectivamente, ao comparar com o período anterior. Já o quarto e quinto lugares da lista, Piauí e Santa Catarina, tiveram redução do desflorestamento em relação ao período 2017-1018 de 26% e 22%. Piauí somou 1.558 hectares desmatados e Santa Catarina 710 hectares.
Desflorestamentos da Mata Atlântica identificados no período 2018-2019 em comparação ao período anterior (em hectare):
UFÁrea UFUF na Lei MA%UF na LMAMata 2019% matadec. mata 18-19variação do anteriordec. mata 17-18
AL2.777.7241.524.61855% 142.8769,4%0-100% 8
BA56.473.40417.988.59532% 2.002.29711,1% 3.53278% 1.985
CE14.892.047866.1206% 64.0447,4% 25259% 7
ES4.609.5034.609.503100% 482.96610,5% 13-31% 19
GO34.011.0871.190.1843% 41.5583,5% 5-98% 289
MG58.651.97927.622.62347% 2.826.44110,2% 4.97247% 3.379
MS35.714.4736.386.44118% 711.69211,1% 381173% 140
PB5.646.963599.48711% 54.6909,1% 85157% 33
PE9.815.0221.690.56317% 195.65911,6% 79-12% 90
PI25.157.7752.661.84111% 900.39433,8% 1.558-26% 2.100
PR19.930.76819.637.89599% 2.318.03411,8% 2.76735% 2.049
RJ4.377.7834.377.783100% 820.06218,7% 44148% 18
RN5.281.123350.9947% 12.1723,5%0-100% 13
RS26.876.64113.857.12752% 1.091.4857,9% 146-15% 171
SC9.573.6189.573.618100% 2.186.31622,8% 710-22% 905
SE2.191.5081.019.75347% 69.7106,8% 13942% 98
SP24.822.62417.072.75569% 2.344.27613,7% 43-55% 96
340.804.043131.029.89838%16.264.67412,4% 14.50227,2% 11.399

“A ampliação do desmatamento da Mata Atlântica observada mostra que a destruição do meio ambiente não tem ocorrido apenas na Amazônia. E o fato é preocupante, já que restam apenas 12,4% da Mata Atlântica – o bioma é o que mais perdeu floresta no país até hoje”, afirma Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica.
“Ficamos decepcionados, pois os desmatamentos seguem nas mesmas regiões. Observamos vários desmatamentos em áreas interioranas e nos limites da Mata Atlântica com o Cerrado em Minas Gerais, na Bahia e no Piauí, além de regiões com araucárias no Paraná. Como são áreas já mapeadas anteriormente, os desmatamentos poderiam ter sido evitados com maior ação do poder público. É lamentável que sigam destruindo nossas florestas naturais, ano após ano”, afirma Marcia Hirota, diretora executiva da SOS Mata Atlântica e coordenadora geral do Atlas.
Os estados com desmatamento zero são Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo. Marcia ressalta outra boa notícia: “Pela primeira vez dois estados conseguiram zerar os desmatamentos acima de 3 hectares: Alagoas e Rio Grande do Norte. Entre 2017-2018, Alagoas havia registrado 8 hectares de desmatamento, enquanto o Rio Grande do Norte teve 13 hectares”, afirma. O Atlas mede desflorestamentos maiores que 3 hectares. “Em muitos estados que chegaram ao nível do desmatamento zero pode ocorrer o chamado efeito formiga, os desmatamentos pequenos que continuam acontecendo em várias regiões e o satélite não enxerga. É a floresta nativa sendo derrubada aos poucos, principalmente pelo avanço de moradias e expansão urbana”, diz ela.
Desflorestamentos nos estados da Mata Atlântica identificados no período 2018-2019 em comparação aos períodos anteriores (em hectare):
Desmatamento ObservadoTotal Desmatado (ha)Intervalo (anos)Taxa anual (ha)
Período de 2018 a 201914.502114.502
Período de 2017 a 201811.399111.399
Período de 2016 a 201712.562112.562
Período de 2015 a 201629.075129.075
Período de 2014 a 201518.433118.433
Período de 2013 a 201418.267118.267
Período de 2012 a 201323.948123.948
Período de 2011 a 201221.977121.977
Período de 2010 a 201114.090114.090
Período de 2008 a 201030.366215.183
Período de 2005 a 2008102.938334.313
Período de 2000 a 2005174.828534.966
Período de 1995 a 2000445.952589.190
Período de 1990 a 1995500.3175100.063
Período de 1985 a 1990536.4805107.296

Histórico de desmatamento desde o início do monitoramento do Atlas:
Crédito: Fundação SOS Mata Atlântica
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