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quinta-feira, 5 de março de 2020

Mudança climática é de impacto sistêmico para a civilização


mudanças climáticas
Indicadores das Mudanças Climáticas
IHU
A crise climática é um “impacto sistêmico para a civilização”, mais do que um tema específico social, ambiental ou econômico, afirmou Sukhrob Khojimatov, representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), na Turquia.
A reportagem é publicada por TRT, 29-02-2020. A tradução é do Cepat.
“É um grande desafio para o nosso planeta e seus residentes”, apontou Khojimatov, representante residente adjunto do PNUD na Turquia, em um evento na capital turca, Ancara.
Em um discurso durante a cerimônia de abertura do projeto intitulado Melhorando a Ação de Adaptação na Turquia, Khojimatov afirmou que, como o problema é sistêmico, também se espera que a solução seja sistemática, o que “deveria aumentar a resiliência dos sistemas naturais e humanos, ao mesmo tempo em que diminui a desigualdade em todas as dimensões”.
“A mudança climática teve um impacto significativo na Turquia na última década […] os padrões de mudança climática e os desastres relacionados ao clima estão aumentando na Turquia”, manifestou o representante, citando números do departamento de meteorologia do país.
Também assinalou que houve um aumento de longo prazo no número de dias de verão e dias tropicais na Turquia, o que demonstra os efeitos da mudança climática sobre o país.
“Graças à frutífera sociedade, temos trabalhado na eficiência da energia, dos recursos, em energia renovável e uma redução integrada do risco de desastre do ecossistema”.
Khojimatov disse que o PUND na Turquia, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente e Urbanização, contribuiu para o projeto da União Europeia, que busca construir sociedades resilientes contra a mudança climática.
“O propósito específico deste projeto é estabelecer um ambiente propício para a adaptação à mudança climática na Turquia, por meio do desenvolvimento de linhas de base políticas, técnicas e operacionais, que incluem melhores ferramentas de tomada de decisão para a mudança climática sobre as políticas de adaptação”.

A mudança climática não tem fronteiras

“A mudança climática claramente é um problema global, e temos que pensar em soluções globais, mas a primeira coisa é que precisamos agir em nível local”, sugeriu Angel Gutierrez Hidalgo, consultor sênior da delegação da União Europeia para a Turquia.
Argumentou que as soluções locais, como o projeto a ser implementado na Turquia, também fornecerão soluções específicas para lidar com a mudança climática.
“Está claro que qualquer ação implementada na Turquia, hoje, terá um impacto além de nossas fronteiras. E é por isso que também é importante para a União Europeia”, afirmou Hidalgo, enfatizando que a mudança climática não conhece fronteiras.
Os países da União Europeia são responsáveis por menos de 10% das emissões globais, lembrou o conselheiro, e instou todos os países a atuar juntos.
Durante o evento, Sebahattin Dokmeci, subdiretor geral de gestão ambiental do Ministério do Meio Ambiente da Turquia, disse que o aumento na quantidade e intensidade de desastres causados pela mudança climática representa uma grande ameaça para todos os seres vivos.
Ao mencionar que a Turquia está localizada no Mediterrâneo oriental, que é vista como uma das regiões mais vulneráveis aos efeitos da mudança climática, Dokmeci destacou que a frequência e a gravidade dos desastres no país relacionados à mudança climática aumentaram de forma significativa nos últimos anos.
“Especialmente desastres como inundações, deslizamentos de terra e ciclones no Mar Negro e nas regiões do Mediterrâneo geraram uma grande perda de vidas e propriedades”, apontou o subdiretor.
(EcoDebate, 05/03/2020) publicado pela IHU On-line, parceira editorial da revista eletrônica EcoDebate na socialização da informação.
[IHU On-line é publicada pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

EcoDebate - Edição 3.387 de 05 / março / 2020

Mudança climática é de impacto sistêmico para a civilização


mudanças climáticas
Indicadores das Mudanças Climáticas
IHU
A crise climática é um “impacto sistêmico para a civilização”, mais do que um tema específico social, ambiental ou econômico, afirmou Sukhrob Khojimatov, representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), na Turquia.
A reportagem é publicada por TRT, 29-02-2020. A tradução é do Cepat.
“É um grande desafio para o nosso planeta e seus residentes”, apontou Khojimatov, representante residente adjunto do PNUD na Turquia, em um evento na capital turca, Ancara.
Em um discurso durante a cerimônia de abertura do projeto intitulado Melhorando a Ação de Adaptação na Turquia, Khojimatov afirmou que, como o problema é sistêmico, também se espera que a solução seja sistemática, o que “deveria aumentar a resiliência dos sistemas naturais e humanos, ao mesmo tempo em que diminui a desigualdade em todas as dimensões”.
“A mudança climática teve um impacto significativo na Turquia na última década […] os padrões de mudança climática e os desastres relacionados ao clima estão aumentando na Turquia”, manifestou o representante, citando números do departamento de meteorologia do país.
Também assinalou que houve um aumento de longo prazo no número de dias de verão e dias tropicais na Turquia, o que demonstra os efeitos da mudança climática sobre o país.
“Graças à frutífera sociedade, temos trabalhado na eficiência da energia, dos recursos, em energia renovável e uma redução integrada do risco de desastre do ecossistema”.
Khojimatov disse que o PUND na Turquia, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente e Urbanização, contribuiu para o projeto da União Europeia, que busca construir sociedades resilientes contra a mudança climática.
“O propósito específico deste projeto é estabelecer um ambiente propício para a adaptação à mudança climática na Turquia, por meio do desenvolvimento de linhas de base políticas, técnicas e operacionais, que incluem melhores ferramentas de tomada de decisão para a mudança climática sobre as políticas de adaptação”.

A mudança climática não tem fronteiras

“A mudança climática claramente é um problema global, e temos que pensar em soluções globais, mas a primeira coisa é que precisamos agir em nível local”, sugeriu Angel Gutierrez Hidalgo, consultor sênior da delegação da União Europeia para a Turquia.
Argumentou que as soluções locais, como o projeto a ser implementado na Turquia, também fornecerão soluções específicas para lidar com a mudança climática.
“Está claro que qualquer ação implementada na Turquia, hoje, terá um impacto além de nossas fronteiras. E é por isso que também é importante para a União Europeia”, afirmou Hidalgo, enfatizando que a mudança climática não conhece fronteiras.
Os países da União Europeia são responsáveis por menos de 10% das emissões globais, lembrou o conselheiro, e instou todos os países a atuar juntos.
Durante o evento, Sebahattin Dokmeci, subdiretor geral de gestão ambiental do Ministério do Meio Ambiente da Turquia, disse que o aumento na quantidade e intensidade de desastres causados pela mudança climática representa uma grande ameaça para todos os seres vivos.
Ao mencionar que a Turquia está localizada no Mediterrâneo oriental, que é vista como uma das regiões mais vulneráveis aos efeitos da mudança climática, Dokmeci destacou que a frequência e a gravidade dos desastres no país relacionados à mudança climática aumentaram de forma significativa nos últimos anos.
“Especialmente desastres como inundações, deslizamentos de terra e ciclones no Mar Negro e nas regiões do Mediterrâneo geraram uma grande perda de vidas e propriedades”, apontou o subdiretor.
(EcoDebate, 05/03/2020) publicado pela IHU On-line, parceira editorial da revista eletrônica EcoDebate na socialização da informação.
[IHU On-line é publicada pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

Energias renováveis podem suprir 57% da geração elétrica mundial em 2030

Por: Ruy Fontes – Agência #movidos
Energias Renováveis
Na última década, os preços competitivos das fontes de energia renováveis fizeram com que a sua capacidade mundial crescesse de forma impressionante em todo o mundo.
Em 2018, elas responderam por 62% de toda a nova capacidade elétrica instalada no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em inglês).
As novas tecnologias energéticas e a aceleração desse crescimento poderão tornar as renováveis líderes da matriz elétrica mundial durante os próximos 10 anos, afirma a agência.
Os dados estão na sua publicação 10 years: progress to action (10 anos: progresso para ação), lançado em janeiro, na qual apresenta o histórico da última década e as soluções para o futuro.
Com um total aproximado de 2,4 Terawatts (TW) instalados até o final 2019, a agência estima que essa capacidade pode chegar a 7,7 TW até 2030, respondendo por 57% da geração de energia em todo o mundo.
Os números englobam tanto a produção em grandes usinas, quanto a autogeração em casas e empresas, como no uso de painel solar residencial.
Para atingir isso, a IRENA afirma que o investimento anual em renováveis deve dobrar dos U$ 329 bilhões aproximados em 2018, para U$737 bilhões em 2030.
Com os preços das renováveis ganhando cada vez mais competitividade em relação ao dos combustíveis fósseis, esse redirecionamento dos investimentos se torna cada vez mais possível.
As fontes solar fotovoltaica e eólica, especialmente, registraram quedas substanciais em seus preços entre 2010 e 2019, sendo 87% e 46%, respectivamente.
Na próxima década, a IRENA estima que seus custos serão os mais competitivos entre as tecnologias de geração, puxando o crescimento dessas fontes que, sozinhas, poderão suprir 1/3 da demanda elétrica mundial.
O número de empregos no setor mundial de renováveis, que cresceu cinco vezes na última década, também irá crescer e atingir 30 milhões até 2030, segundo a publicação.
A maior demanda estará entre os setores solares e eólico, que deverão empregar cerca de 11,7 e 3,5 milhões de trabalhadores, respectivamente.
Por fim, o estudo aborda as diversas soluções energéticas que ajudaram a expandir o uso das renováveis no mundo e o seu papel no crescimento estimado para a próxima década.
Os carros elétricos, que hoje são pouco mais de 6 milhões em todo o mundo, deverão atingir a marca de 157 milhões em 2030.
A capacidade mundial instalada de baterias de armazenamento também deverá apresentar um salto devido a queda de até 61% em seus custos, atingindo mais de 180 Gigawatts-hora.
Finalmente, a autogeração dos “prosumidores” através de painéis solares irá crescer exponencialmente durante o período, subindo de mais de 200 GW em 2019 para 1 TW em 2030.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 04/03/2020
Energias renováveis podem suprir 57% da geração elétrica mundial em 2030, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 4/03/2020, https://www.ecodebate.com.br/2020/03/04/energias-renovaveis-podem-suprir-57-da-geracao-eletrica-mundial-em-2030/.

EcoDebate - Edição 3.386 de 04 / março / 2020


Desejamos a todos(as) um bom dia e uma boa leitura
“Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” [Cortez, Henrique, 2005]