Powered By Blogger

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

FecomercioSP adere a Acordo de São Paulo para incentivar a redução de gases do efeito estufa

José Goldemberg representa a Federação no evento pré-COP25 que reúne as principais entidades do setor, preocupadas com os desafios ambientais e as mudanças climáticas
Para apoiar a iniciativa do Governo de São Paulo e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), por meio do seu Conselho de Sustentabilidade, representado por seu presidente, José Goldemberg, adere, nesta sexta-feira (29), no Palácio dos Bandeirantes, a um acordo que incentiva as empresas locais a assumirem compromissos voluntários de redução dos gases de efeito estufa (GEE).
Para a Entidade, é fundamental que as empresas de comércio, serviços e turismo do Estado de São Paulo entrem nessa discussão. “O acordo foca em medidas para a redução da emissão de gases de efeito estufa. Porém, estas ações podem também ter ainda impacto econômico e social, tornando-se assim, ações que impactam o tripé da sustentabilidade”, explica o presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, José Goldemberg.
O Acordo de São Paulo busca preservar o meio ambiente e amenizar as mudanças climáticas, por meio dessas empresas que, assumem voluntariamente o compromisso de reduzir a emissão dos Gases de Efeito Estufa (GEEs), para conter o aquecimento global. O compilado dessas ações será levado pelo governo de São Paulo à próxima reunião da COP25 –Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas – em Madri, na Espanha, de 2 a 13 de dezembro.
Com mais de 50 empresas inscritas, o Pré-COP25 incentiva a implantação de novas tecnologias nas empresas e a adoção de soluções sustentáveis inovadoras, tornando as participantes mais eficientes na questão das mudanças climáticas. A adesão voluntária de todos os membros desta comunidade será renovada automaticamente até 2030, prevendo estimativas de redução de emissão, sequestro de carbono e emissões evitadas de gases de efeito estufa nos próximos 20 anos.
Os membros desse acordo serão reconhecidos como líderes em mudanças climáticas, com oportunidades para a troca de informações entre as partes e divulgação das metas com apoio técnico governamental.
Sobre a FecomercioSP
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é uma entidade empresarial paulista dos setores de comércio e serviços. Com o objetivo de representar os interesses das empresas do segmento e contribuir para a sua modernização constante, congrega 136 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Instituição representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por cerca de 30% do PIB paulista – e quase 10% do PIB brasileiro –, gerando em torno de 10 milhões de empregos.
#Envolverde

Documentário sobre sustentabilidade no campo é lançado em São Paulo



por Paolla Yoshie, especial para a Envolverde – 
“Campo e Sustentabilidade” é um documentário dirigido por Sérgio Lopes, que estreou no Cine Petra Belas Arte, em São Paulo. Em uma única sessão, a exibição lotou a sala Carmen Miranda para assistir ao filme. Ele retrata os problemas que o ecossistema vem sofrendo nos últimos anos. 
O cinema é uma das formas mais eficientes de comunicação e transmissão de conhecimento. Segundo o diretor Sérgio Lopes, o audiovisual consegue rapidamente fazer as pessoas entenderem a necessidade de se engajar. Principalmente, sobre a questão da sustentabilidade, o público consegue, na mistura de posições, pensamentos e exemplos  esse resultado mais rápido.
O filme, no primeiro momento, aborda diversas temáticas envolvendo a produção de alimentos, no atual cenário de crescimento populacional, e seus efeitos na biodiversidade.  Em seu desenrolar, ele dá voz para de toda cadeia produtiva, passando pelos setores da pesquisa, produtividade, tecnologia, financiamento e do ativismo. 
Logo após a exibição, foi realizado um bate papo com o público, com quatro participantes do documentário, ali presentes. Para Lopes, essa é uma das formas de “ provocar e instigar  as pessoas. E se colocarem como atores da sustentabilidade e não como expectadores.” 
Esse não foi o primeiro filme do diretor  sobre esta temática. Ele já havia produzido dois documentários, o primeiro, em parceria com a Ong Banco de Alimentos o “ Cultura do Desperdício” que fala em consumo, descarte indevido, mas tendo o alimento como foco principal.  O segundo, em parceria com a Revista Saneamento Ambiental, com a “A água que falta”, relatando as questões de racionamento e desperdício. 
Este terceiro documentário, Sérgio Lopes conta que “era uma época que estava eclodindo o assunto da amazônia. A sinalização de que o governo vai ser um pouco mais limitado na questão da vigilância, nas florestas.” Sua produção foi uma consequência de questionamentos que ficou ao gravar o seu segundo filme. 
O “Campo e Sustentabilidade” foi incentivado pela Lei Rouanet, e passará por uma série de exibições em janeiro. “ Nossa contrapartida social, é doar DVDs desse filme para escolas, exibir ele fora do grande centro de São Paulo, indo para a periferia.” acrescentou Lopes. 
“Em ‘Campo e Sustentabilidade’ a gente termina ele falando do caminho para a tecnologia. A grande chave para mudar a questão da produção do campo, aparentemente, vai passar pela tecnologia. E quando você pensa em tecnologia você fala e o descarte do lixo eletrônico, para onde vai?” questiona Lopes. Por isso, para o ano que vem, o diretor confirma um novo documentário que está em fase de captação, “Consumo Insustentável – Para onde vai seu lixo eletrônico?”. Lopes explica que esse projeto “ tem como objetivo ativar o debate e despertar a consciência de usuários e consumidores de equipamento eletrônicos”.  (#Envolverde))

Energia solar cresceu mais entre empresas no Brasil em 2019

Por: Ruy Fontes – Agência #movidos
energia solar
A energia solar registrou mais um ano de forte crescimento no Brasil em 2019, mas em nenhum outro segmento ele foi tão acentuado quanto no empresarial.
Foram 14.718 conexões comerciais até o final de novembro, segundo os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que controla a geração distribuída de energia no país.
Isso representa um crescimento de mais de 137% em relação ao volume instalado no ano passado, quando conectaram-se 6.208 desses geradores à rede.
O Paraná foi um dos estados do Brasil que mais registrou esse tipo de conexão, com 716 sistemas comerciais instalados em 2019.
Beneficiada pelo forte sol paranaense, a tecnologia oferece rápido retorno aos seus moradores, como no uso da energia solar em Ponta Grossa.
O crescimento desse tipo de instalação ficou acima até mesmo das conexões em residências, segmento de maior volume no país, com 72% dos geradores instalados em 2019.
Entretanto, em termo de potência instalada, essa diferença foi bem menos acentuada, sendo 414 Megawatts (MW) de sistemas residenciais e 375 MW de sistemas comerciais.
Isso se deve à maior potência dos geradores comerciais, dimensionada para atender todo o consumo de uma empresa e, assim, trazer a economia de até 95% na conta de luz.
É grande a variedade de estabelecimentos que faz uso de placas solares, como hospitais, igrejas, clínicas veterinárias, lojas de varejo e muitos outros.
Um desses sistemas é o do Leonardo Santos, empresário e dono de um posto de gasolina na cidade de Batatais, interior do estado de São Paulo.
Através de um projeto inovador, que utilizou as próprias placas como “telhas” da nova cobertura da sua loja de conveniência, ele conseguiu uma economia de 60% nas contas.
Com preços em queda e maior facilidade para financiamento, estima-se que o número de sistemas fotovoltaicos continue crescendo em todo o Brasil.
De acordo com a estimativa oficial do Ministério de Minas e Energia (MME), serão 1,35 milhão de consumidores com geração própria de energia até 2027.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 02/12/2019
Energia solar cresceu mais entre empresas no Brasil em 2019, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 2/12/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/12/02/energia-solar-cresceu-mais-entre-empresas-no-brasil-em-2019/.

Recessão, tecnologia e baixa escolaridade são os principais causadores da informalidade


trabalho informal
Foto: Arquivo ABr

Especialista analisa o cenário econômico brasileiro e explica os motivos pelos quais a informalidade chegou a mais de 40% em 2019, segundo IBGE

Por Lorena Oliva Ramos
A cada 10 trabalhadores no Brasil, quatro estão na informalidade – trabalhando sem carteira assinada ou por conta própria. São 93,6 milhões de pessoas em situação de trabalho informal, ou ainda 41,4% dos trabalhadores, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios referente ao 3º trimestre de 2019 (Pnad Contínua Trimestral) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A informalidade sempre existiu no mercado de trabalho brasileiro, mas vem crescendo nos últimos seis anos. “Isso acontece por conta da recessão da economia brasileira, que está fechando postos de trabalho. Mas também pelo avanço da tecnologia, que tem substituído determinados cargos e funções”, explica o professor de Cenários Econômicos do Centro Universitário Internacional Uninter, Cleverson Pereira.
“A baixa escolaridade do brasileiro agrava o quadro, pois muitos não têm ensino médio e, portanto, encontram dificuldades em conseguir trabalho”, diz. De acordo com dados divulgados pelo IBGE na Pnad de 2018, mais da metade dos brasileiros de 25 anos ou mais não concluiu a educação básica, que consiste em ensino fundamental e médio.

Malefícios da informalidade

Os trabalhadores informais deixam de contar com benefícios da previdência social, como décimo terceiro salário, férias remuneradas, auxílio doença, auxílio maternidade, entre outros. A longo prazo, eles também não terão direito à aposentadoria.
Outro prejuízo é para os outros trabalhadores do mesmo ramo, que pagam seus devidos impostos. “Os empreendedores que se formalizam têm gastos com o governo e a previdência social, logo precisam repassar esses valores em seus produtos finais, o que não acontece com os informais. Todo o mercado sofre com isso, pois os informais consistem em uma concorrência desleal”, explica.
Segundo o professor, os trabalhadores por conta própria podem sair facilmente da informalidade abrindo uma Microempresa Individual (MEI), caso tenham faturamento de até R$ 81 mil anualmente. Essa modalidade de empresa tem carga tributária reduzida e foi criada em 2008 justamente para que trabalhadores saiam da informalidade.
Caso ultrapasse esse valor, podem buscar outras formas de formalização, como empresa LTDA – modelo de empresa com vários sócios que possuem responsabilidade limitada – ou Eireli – modelo de empresa para um único sócio que tenha capital social de, no mínimo, 100 salários mínimos.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 02/12/2019
Recessão, tecnologia e baixa escolaridade são os principais causadores da informalidade, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 2/12/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/12/02/recessao-tecnologia-e-baixa-escolaridade-sao-os-principais-causadores-da-informalidade/.

domingo, 1 de dezembro de 2019

Restauração de propriedades rurais é alternativa para conservar a Baía de Guanabara

Iniciativa considera a importância da cobertura vegetal e da agricultura sustentável para a regulação da vazão da água, redução de custos de tratamento e melhoria da qualidade hídrica

Baía da Guanabara
Baía da Guanabara. Fofo: Pixabay
Entre os meses de novembro e dezembro, produtores rurais serão capacitados para adotarem práticas agropecuárias sustentáveis em propriedades na Bacia Guapi-Macacu, no recôncavo da Baía de Guanabara. A região concentra o principal manancial de abastecimento público da porção leste da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que atende cerca de 2 milhões de habitantes. O objetivo da proposta é garantir a segurança hídrica a partir de Soluções baseadas na Natureza, levando em conta a vocação agropecuária da bacia, a demanda crescente pela água e a relevância da área para a conservação da biodiversidade e para a prevenção de inundações.
Ao menos 13 instituições estão envolvidas no projeto, como o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Embrapa. A iniciativa prevê a estruturação de unidades executoras locais para a realização de atividades de mobilização, assistência técnica e capacitação de proprietários rurais para adoção de cadeias produtivas agropecuárias sustentáveis, como sistemas agroflorestais, silvipastoris e sistemas em transição agroecológica, de produção orgânica e de base agroecológica. A proposta faz parte do laboratório de inovação Oásis Lab Baía de Guanabara, iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
“A cobertura florestal é extremamente importante para a regularização da água, principalmente nesta bacia, que tem sido muito impactada por eventos extremos, como a estiagem. A floresta é importante porque ela contribui para aumentar a infiltração de água no solo e, com isso, garantir que tenha maior vazão nesses períodos. Ela é fundamental para assegurar a provisão de água e amenizar os impactos das épocas com precipitação reduzida, além de diminuir processos de erosão e assoreamento dos rios, garantindo melhor qualidade da água”, destaca Marie Ikemoto, gerente de Gestão de Território e Informações Geoespaciais do Inea.
Associada à falta de cobertura vegetal, há baixa disseminação de boas práticas e sistemas produtivos sustentáveis na região, resultando em baixa produtividade e renda nas propriedades rurais.

Laboratório de inovação

A proposta faz parte de um conjunto de projetos desenvolvidos ao longo deste ano no laboratório de inovação Oásis Lab, que reúne cerca de 100 participantes de 50 instituições, empresas, indústrias, ONGs e órgãos públicos, com o objetivo de fortalecer a segurança hídrica e a resiliência costeiro-marinha na região hidrográfica da Baía de Guanabara. Os participantes foram mapeados, engajados, capacitados e cocriaram soluções e agendas integradas com o objetivo de viabilizarem projetos inovadores desenvolvidos em conjunto.
“Mapeamos atores, iniciativas e instituições relevantes que atuam no território para identificarmos o que vem gerando resultados positivos para o meio ambiente e como potencializar isso por meio de uma aliança estratégica para a conservação e recuperação da região e de sua biodiversidade. Sabemos que muitas pessoas e empresas dependem diretamente da Baía de Guanabara para a provisão de água, regulação climática, cadeia da pesca, produção agrícola e turismo. Diante disso, reunimos atores públicos e privados com experiência e conhecimento em um laboratório de inovação para criar novas ferramentas para restaurá-la e torná-la uma região que aproveita o seu potencial econômico, social e de bem-estar”, afirma Thiago Valente, analista de Soluções baseadas na Natureza da Fundação Grupo Boticário.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 29/11/2019
Restauração de propriedades rurais é alternativa para conservar a Baía de Guanabara, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 29/11/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/11/29/restauracao-de-propriedades-rurais-e-alternativa-para-conservar-a-baia-de-guanabara/.

Perigos da estrada Trans-Sumatra para a natureza e as pessoas

Prezados(as) Colegas,
A ilha indonésia de Sumatra é um dos mais quentes de todos os hotspots da biodiversidade global, abrigando o macaco mais raro do mundo e o último lugar na Terra onde tigres, orangotangos, elefantes e rinocerontes ainda sobrevivem juntos na natureza.
Como parte de um esquema de desenvolvimento nacional, a Indonésia está planejando uma Rodovia Trans-Sumatra de 2.700 quilômetros de comprimento para atravessar toda a ilha. Conforme detalhado no documento em anexo, essa rodovia atravessará ou ao lado dos ecossistemas mais raros e ameaçados de Sumatra.
Identificamos os locais mais críticos de vulnerabilidade do ecossistema a partir da nova rodovia e também destacamos as fraquezas nas regulamentações de uso da terra que aumentam muito a exploração ilegal de florestas protegidas.
Também destacamos a vulnerabilidade das comunidades agrícolas pobres, que sofrerão grandes perdas de suas terras tradicionais por causa de grandes apreensões de terras relacionadas a rodovias pelo governo federal.
Tudo de bom a todos(as),
Bill
Referência:
Sean Sloan, Mohammed Alamgir, Mason J. Campbell, Titiek Setyawati, and William F. Laurance. 2019. Development corridors and remnant-forest conservation in Sumatra, Indonesia. Tropical Conservation Science, DOI: 10.1177/1940082919889509.

Rodovia Trans-Sumatra
Projeto da rodovia Trans-Sumatra. Mapa: Wikipedia

William F. Laurance, PhD, FAA, FAAAS, FRSQ
Distinguished Research Professor
Australian Laureate & Prince Bernhard Chair in International Nature Conservation (Emeritus)
Director of the Centre for Tropical Environmental and Sustainability Science (TESS)
Director of ALERT (ALERT-conservation.org)
College of Science and Engineering
James Cook University
Cairns, Queensland 4878, Australia

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 29/11/2019
Perigos da estrada Trans-Sumatra para a natureza e as pessoas, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 29/11/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/11/29/perigos-da-estrada-trans-sumatra-para-a-natureza-e-as-pessoas/.

Nova pesquisa da Universidade do Arizona investiga qual a proporção de plantas terrestres do mundo são extremamente raras, onde são encontradas e como a localização pode colocá-las em risco de desenvolvimento humano e mudanças climáticas.

University of Arizona*
Quase 40% das espécies de plantas terrestres globais são categorizadas como muito raras, e essas espécies correm maior risco de extinção à medida que o clima continua a mudar, de acordo com uma nova pesquisa liderada pela Universidade do Arizona.
As descobertas foram publicadas em uma edição especial da Science Advances que coincide com a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática de 2019, também conhecida como COP25, em Madri. A COP25 está convocando nações para agir sobre as mudanças climáticas. O encontro internacional ocorre de 2 a 13 de dezembro.
“Ao falar sobre biodiversidade global, tivemos uma boa aproximação do número total de espécies de plantas terrestres, mas não tínhamos uma idéia real de quantas realmente existem”, disse o principal autor Brian Enquist, professor de ecologia da Universidade do Arizona. e biologia evolutiva.
Trinta e cinco pesquisadores de instituições de todo o mundo trabalharam por 10 anos para compilar 20 milhões de registros observacionais das plantas terrestres do mundo. O resultado é o maior conjunto de dados sobre biodiversidade botânica já criado. Os pesquisadores esperam que essas informações possam ajudar a reduzir a perda de biodiversidade global, informando ações estratégicas de conservação que incluem a consideração dos efeitos das mudanças climáticas.

Eles descobriram que existem cerca de 435.000 espécies únicas de plantas terrestres na Terra.

“Portanto, esse é um número importante, mas também é apenas contabilidade. O que realmente queríamos entender é a natureza dessa diversidade e o que acontecerá com essa diversidade no futuro”, disse Enquist. “Algumas espécies são encontradas em todos os lugares – são como o Starbucks de espécies vegetais. Mas outras são muito raras – pensam em um pequeno café independente”.
Enquist e sua equipe revelaram que 36,5% de todas as espécies de plantas terrestres são “extremamente raras”, o que significa que só foram observadas e registradas menos de cinco vezes.
“De acordo com a teoria ecológica e evolutiva, esperamos que muitas espécies sejam raras, mas o número observado real encontrado foi realmente bastante surpreendente”, disse ele. “Existem muito mais espécies raras do que esperávamos.”
Além disso, os pesquisadores descobriram que espécies raras tendem a se agrupar em um punhado de pontos quentes, como os Andes do Norte na América do Sul, Costa Rica, África do Sul, Madagascar e Sudeste Asiático. Eles descobriram que essas regiões permaneciam climatologicamente estáveis à medida que o mundo emergia da última era glacial, permitindo que espécies raras persistissem.
Mas apenas porque essas espécies desfrutavam de um clima relativamente estável no passado não significa que desfrutariam de um futuro estável. A pesquisa também revelou que esses hotspots de espécies muito raras são projetados para experimentar uma taxa desproporcionalmente alta de futuras mudanças climáticas e perturbações humanas, disse Enquist.
“Aprendemos que em muitas dessas regiões há atividades humanas crescentes, como agricultura, cidades e vilas, uso da terra e desmatamento. Portanto, essas não são exatamente as melhores notícias”, disse ele. “Se nada for feito, tudo isso indica que haverá uma redução significativa na diversidade – principalmente em espécies raras – porque seus baixos números os tornam mais propensos à extinção.”

E é sobre essas espécies raras que a ciência conhece muito pouco.

Ao focar na identificação de espécies raras, “este trabalho é mais capaz de destacar as duas ameaças das mudanças climáticas e do impacto humano nas regiões que abrigam muitas das espécies de plantas raras do mundo e enfatiza a necessidade de conservação estratégica para proteger esses berços da biodiversidade, “, disse Patrick Roehrdanz, co-autor do artigo e cientista gerente da Conservation International.

As regiões que atualmente possuem um grande número de espécies raras também são caracterizadas por um maior impacto humano e experimentarão taxas mais rápidas de futuras mudanças climáticas. ( A ) Gráfico de densidade do índice de pegada humana em áreas com espécies raras (cinza claro) e o mapa global (cinza escuro). Áreas com espécies raras têm, em média, valores de pegada humana de 8,5 ± 5,8, que é ~ 1,6 vezes maior ( P <0 1960-1990="" 1="" 200="" 2060-2080="" 21="" 58="" 5="" 77="" a.="" a="" algumas="" alta="" amarelo="" aquelas="" as="" at="" atr="" aumentar="" azuis="" b="" baixa="" base="" c="" cies="" clim="" clima.="" clima="" com="" compara="" culo="" d="" da="" das="" de="" densidade="" dia="" do="" e="" em="" encontradas="" entanto="" entre="" es="" escuro.="" esp="" est="" experimentadas="" experimentar="" fico="" final="" futura="" futuras="" futuro="" global="" globo="" gr="" hist="" historicamente="" hotspots="" humana.="" humana="" humano="" impacto="" ka="" lentas="" linha="" m="" maiores="" mais="" mapa="" marrom.="" menores="" mesmas="" mudan="" muitas="" mundo.="" mundo="" ndice="" no="" o="" observe="" ou="" p="" para="" pegada="" pidas="" que="" r="" raras="" raridade="" raz="" rcp8.5="" reas="" regi="" relativamente="" rica="" ricas="" s="" sob="" sofrer="" taxas="" temperatura="" temperaturas="" ter="" teste="" tica="" todo="" valores="" varia="" velocidade="" verde="" verdes="" vermelho="" vezes="" wilcoxon="">
Referência:
The commonness of rarity: Global and future distribution of rarity across land plants
Science Advances 27 Nov 2019:
Vol. 5, no. 11, eaaz0414
DOI: 10.1126/sciadv.aaz0414
http://dx.doi.org/10.1126/sciadv.aaz0414

* Tradução e edição de Henrique Cortez, EcoDebate.
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 29/11/2019
Emergência Climática – Quase 40% das plantas terrestres raras são vulneráveis às mudanças climáticas, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 29/11/2019, https://www.ecodebate.com.br/2019/11/29/emergencia-climatica-quase-40-das-plantas-terrestres-raras-sao-vulneraveis-as-mudancas-climaticas/.