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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Vídeo mostra cavalo caindo exausto ao puxar charrete turística em Poços de Caldas (MG)

01 de agosto de 2014


Vídeo mostra cavalo de charrete turística caindo exausto em Poços de Caldas (Foto: Reprodução EPTV)
Vídeo mostra cavalo de charrete turística caindo exausto em Poços de Caldas (Foto: Reprodução EPTV)
Um vídeo publicado nas redes sociais mostra um cavalo caindo exausto no Centro de Poços de Caldas (MG) enquanto tentava puxar uma charrete por um morro. As imagens têm causado revolta nos moradores. Os passeios de charrete a cavalo são um dos atrativos turísticos da cidade e o vídeo evidencia que animais usados para este fim sofrem maus-tratos. As informações são do G1.
As imagens foram feitas na Rua Barão do Campo Místico. O vídeo mostra quando o cavalo, que puxava a charrete, não aguentou o morro e caiu, ficando estendido na rua. O tutor do animal ainda tentou levantá-lo, mas o cavalo aparentava estar sem forças. A gravação tem apenas poucos segundos. Testemunhas afirmam que depois de um tempo, o cavalo conseguiu se levantar. O autor do vídeo preferiu não ser identificado.
O secretário de Turismo, Rômulo Vilela, afirmou que o caso será apurado. “O vídeo é chocante, é triste, mas daí chegar e dizer que foi maus-tratos, vai uma distância muito grande. Da mesma forma que um ser humano pode ter um desmaio, pode ter um pequeno problema, o animal também pode ter. Vamos ver se foi isso o que aconteceu ou se é algo mais sério. Nós vamos verificar e cobrar posicionamento caso tenha ocorrido algum abuso”, disse o secretário.
De acordo com o presidente da Associação dos Condutores de Veículos de Tração Animal, Luis Carlos Jonas, o charreteiro que conduzia o animal foi punido com oito dias de suspensão. “Uma charrete é como um carro. Se você está dirigindo, é necessário toda atenção. Se você passa um farol fechado, você é multado. Então, se o charreteiro não estava atento ao trânsito e prejudicou o [cavalo], ou fluxo de veículos, ele também tem que ser punido. E este foi o caso.”

Maus-tratos recorrentes
Esta não é a primeira vez que moradores de Poços de Caldas registram a exaustão dos animais usados para passeios de charrete. Em dezembro de 2011, fotos de um cavalo exausto caído após um dia inteiro sem descanso geraram indignação na cidade.
Vários segmentos da sociedade civil ligados aos direitos animais começaram a se posicionar contra o uso de animais em veículos de tração. Eles chegaram a reunir dois abaixo-assinados com mais de 500 assinaturas, mas uma audiência pública na Câmara de Vereadores discutiu alternativas para não prejudicar o trabalho dos charreteiros.
Manifeste sua indignação à prefeitura de Poços de Caldas (MG):
Fale Cidadão

Elefantes viciados em heroína por traficantes são curados e soltos na natureza

01 de agosto de 2014


(da Redação da ANDA)
Foto: Central European News / Daily Mail
Foto: Central European News / Daily Mail
De todas as mazelas sofridas pelos elefantes, quando se pensa que já se conheceu todas, eis que emerge uma nova atrocidade. É o caso de quatro elefantes na Ásia, que foram viciados em heroína por humanos.
Traficantes de heroína usavam os animais para transportar grandes quantidades da droga pela fronteira entre a China e Myanmar, também conhecida como Birmânia, e alimentavam-lhes com ópio para fazer com que eles obedecessem as suas ordens. As informações são do Daily Mail.
Após os criminosos terem sido capturados, os elefantes foram enviados para um santuário, onde os mantenedores descobriram que os animais passaram a ficar inquietos e perigosamente agressivos.
Foto: Central European News / Daily Mail
Foto: Central European News / Daily Mail
A equipe do santuário Wild Elephant Valley na província de Yunnan, na China, realizou testes toxicológicos nos elefantes em diferentes ocasiões durante os últimos anos e descobriram que, no total, quatro elefantes tinham vestígios de heroína em seus organismos.
Cada um deles recebeu um tratamento à base de metadona durante um ano, e os mantenedores anunciaram que recentemente os quatro encontravam-se totalmente livres das drogas. Segundo a reportagem, eles ficaram tão confiantes quanto à saúde dos animais que já soltaram os mesmos na natureza para que reencontrassem as suas manadas.
O especialista em elefantes Chen Jiming, que ajudou no processo de cura dos animais, disse: “Foi uma longa batalha, mas podemos dizer seguramente que eles estão agora reintegrados ao seu meio e alguns poderão até formar novas famílias”.
Ele acrescentou que é preciso haver uma mudança na lei.
“De fato há mais elefantes em estado selvagem agora, depois que a China passou a considerar a sua caça um crime e determinou pena de morte a quem a praticasse”, disse ele. ”Mas nós não aumentamos as penas para as pessoas que deixam esses animais viciados ao alimentá-los com bananas contaminadas com heroína. Essa também é uma importante questão que necessita ser combatida”.
Os elefantes eram usados para carregar quantidades pesadas de drogas através da fronteira, em pacotes sobre as suas costas. Os traficantes davam drogas aos animais para deixá-los mais maleáveis e dóceis, e assim mais fáceis de serem treinados. Uma vez que os animais tornavam-se viciados ao fruto contaminado, eles ficavam desesperados pela próxima dose e obedeciam a qualquer comando dado por um membro da gangue.
Os funcionários do santuário, sem saber como tratar os animais pois nunca haviam tentado curar um elefante viciado, decidiram usar a metadona, que é o mesmo tratamento dado a humanos. A droga, que é um opiáceo como a heroína porém sem a agitação associada à substância, foi ministrada aos animais em doses decrescentes pelo período de um ano.
Chen explicou que os elefantes precisam de no mínimo cinco vezes mais metadona que um humano no início, e a partir de então a quantidade é vagarosamente reduzida até que eles não necessitem mais da droga. “Deixar um vício em substâncias químicas é tão difícil para os elefantes quanto o é para os humanos”, relatou o especialista.
Todos os quatro elefantes estão vivendo agora nas florestas da província de Yunnan no sudoeste da China, uma área protegida que abriga outros 250 elefantes selvagens.

Resumo diário de notícias selecionadas
dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs,
além de informações e análises direto do ISA
 
 
HOJE:
Agronegócio, Água, Energia, Movimento Ambientalista, Resíduos Sólidos
Ano 14
01/08/2014

 

Água

 
  Com os dois principais mananciais em crise aguda de estiagem, a Grande São Paulo inicia o mês mais seco do ano com menos de um quarto da capacidade total de água disponível para abastecer cerca de 20 milhões de pessoas. Dos 1,99 trilhão de litros que podem ser armazenados nos seis sistemas que alimentam a Região Metropolitana, restam hoje nas represas 484,8 bilhões, incluindo a primeira cota do volume morto do Cantareira. É o nível mais baixo desde a conclusão do maior manancial paulista, no início da década de 1980 - OESP, 1/8, Metrópole, p.A18.
  A queda na produção de água do sistema Cantareira é equivalente a uma situação de racionamento, com um rodízio de 3 dias sem água para cada 1,5 com, apontam dados da Sabesp. A redução é consequência de medidas adotadas para aliviar o sistema. A Sabesp interpreta o dado de maneira positiva, por considerar que conseguiu alcançar uma economia expressiva sem adotar o racionamento convencional, em que consumidores ficam longos períodos sem receber água. Porém, as medidas vieram acompanhadas de uma onda de reclamações de falta de água, que leva parte dos especialistas a considerar que a região metropolitana de São Paulo passa por um racionamento não declarado -o governo nega - FSP, 1/8, Cotidiano, p.C1 e C3.
  O vapor Benjamim Guimarães, que navega pelas águas do Rio São Francisco desde a década de 1920, ficará temporariamente parado devido à seca que afeta a cabeceira do rio, em Minas Gerais. O nível da represa Três Marias baixou a 9,53% de sua capacidade, segundo o Operador Nacional do Sistema, e a vazão do rio foi reduzida pela segunda vez este ano, inviabilizando o passeio turístico feito pela embarcação. Segundo Anselmo Luiz Rocha de Matos, presidente da Empresa Municipal de Turismo de Pirapora, no norte de Minas, a vazão normal da represa é de 650 m3/s; terça-feira, estava em 190 m3/s. A embarcação voltará a navegar apenas quando o volume de água subir - O Globo, 1/8, País, p.9.
  "Um terço dos domicílios brasileiros relata ter sofrido interrupção no fornecimento de água nos últimos 30 dias. O Atlas do Abastecimento Urbano de Água de 2011 informa que 55% dos nossos municípios estão sujeitos à falta de água na próxima década. A crise no abastecimento é a face mais visível da inépcia na gestão dos nossos recursos hídricos. A raiz do problema é o descompasso entre o aumento do nosso consumo per capita de água, hoje um dos maiores do mundo, e o absoluto descaso no tratamento adequado e uso eficiente do líquido utilizado. Chegamos ao século 21 com nada menos que 85% de todo esgoto residencial urbano despejado diariamente 'in natura' em nossos rios, córregos e lagos", artigo de Eduardo Giannetti - FSP, 1/8, Opinião, p.A2.
   
 

Resíduos Sólidos

 
  A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou ontem que o governo não estenderá o prazo de quatro anos dado às prefeituras para que extingam os lixões. A partir deste domingo, os gestores que não cumpriram a meta determinada em 2010 pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) ficam sujeitos a multas que atingem R$ 50 milhões e até a penas de um a quatro anos de prisão. Como só 2.202 entre os mais de 5.500 municípios brasileiros criaram aterros adequados para o descarte do lixo, o governo já admite "flexibilizar" as punições e pediu ao Ministério Público Federal que proponha termos de ajuste de conduta com cidades em atraso - O Globo, 1/8, Sociedade, p.31; OESP, 1/8, Metrópole, p.A18.
  "Os administradores das cidades que não mantiverem o espaço urbano livre dos resíduos depositado nas lixeiras certamente serão punidos com a desaprovação popular e a perda de votos nas eleições seguintes. Isso, no entanto, não significa que serão beneficiados com mais votos se tiverem uma coleta e destinação adequadas - o cidadão acredita que isso é uma obrigação que já lhe custa caro no IPTU e em outros tributos, o que não é bem o caso. Os lugares da Europa onde políticas de resíduos funcionam cobram de cada casa uma taxa proporcional ao volume de lixo gerado. Mas São Paulo já revogou esse caminho... E agora, com mais prazo para os municípios ou com dois terços deles não cumprindo a PNRS, como será?", artigo de Washington Novaes - OESP, 1/8, Espaço Aberto, p.A2.
   
 

Geral

 
  Morreu ontem, aos 90 anos, o almirante Ibsen de Gusmão Câmara, um dos pioneiros do movimento ambientalista brasileiro. Ibsen presidiu a FBCN (Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza) e teve participação fundamental na criação de diversas unidades de conservação, entre elas a Reserva Biológica do Atol das Rocas (1979), que foi a primeira do Brasil em ambiente marinho e os parques nacionais de Abrolhos (1983) e Fernando de Noronha (1987). Ele também teve esteve presente na elaboração de muitas leis, como a do gerenciamento costeiro, a de proibição à caça de baleias, a de proteção da mata atlântica e a do sistema nacional de unidades de conservação - FSP, 1/8, Ciência, p.C9; OESP, 1/8, Metrópoe, p.A18; O Globo, 1/8, Rio, p.18.
  O ex-ministro da Agricultura e chefe do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas, Roberto Rodrigues, concluiu estudo com propostas do setor agropecuário aos candidatos a presidente da República. O documento, já entregue aos presidenciáveis, foi aprovado por 23 entidades da área e contém metas e prioridades a serem tomadas pelo próximo presidente. O documento propõe, entre outros pontos, que a escolha de ministros da Agricultura se dê após consulta e aprovação por entidades do setor. O estudo defende a aprovação da polêmica proposta de emenda constitucional (PEC) 215, que transfere para o Congresso Nacional a responsabilidade pela demarcação de terras indígenas, que hoje é do Ministério da Justiça - Valor Econômico, 1/8, Política, p.A6.
  A Energias do Brasil (EdB), subsidiária brasileira do grupo português EDP, não pretende assumir novos projetos de geração por enquanto no país. A companhia responde pela construção três hidrelétricas na região Norte, nas quais é sócia do grupo chinês China Three Gorges (CTG). Santo Antônio do Jari, no Amapá, de 373 MW, deve custar R$ 1,3 bilhão e entra em operação em janeiro de 2015. A usina de Cachoeira Caldeirão, também no Amapá, de 219 MW, está orçada em R$ 1,1 bilhão e precisa ficar pronta em 2017. Mas a maior delas é a hidrelétrica de São Manoel, no Pará, de 700 MW, que deve estar concluída em 2018. O empreendimento, no qual a EdB é sócia da CTG e de Furnas, deve custar R$ 2,7 bilhões - Valor Econômico, 1/8, Empresas, p.B2.
   
 
Imagens Socioambientais

O GRITO DO BICHO - 1/8/2014

Ratos invadem famoso parque de Paris em busca de restos de comida

  • Prefeitura de Curitiba assina convênio com Universidade e passa a fiscalizar maus-tratos

  • Desenrolar do caso do menino que invadiu o espaço do tigre no zoo de Cascavel - PR

  • As Touradas Não Regressarão a Bogotá

  • Triturador assustador... processo de linguiça começa com ele

  • Estudo detecta alterações no sangue de macacos da região de Fukushima

  • Boto-cinza corre perigo de extinção no RJ

  • Pensamento do dia: criação de Deus 

  • abração a todos, muito obrigado pela divulgação do nosso trabalho e acompanhe a coluna "Ultimas Notícias" .
    sheila moura

    Falta d’água em São Paulo muda cotidiano de famílias afetadas

    O governo do estado não descartou o rodízio para abastecimento de água. Foto: Flickr/ Creative Commons

    A população reclama da falta d’água, mas o governo do Estado de São Paulo nega que exista racionamento. Entre a estiagem recorde e a falta de planejamento público para evitar o problema, a crise no abastecimento de água assusta quem mora na cidade e também quem pretendia se instalar na capital paulista.
    Rhossane Lemos, colaboração especial para RFI
    Desde o ano passado não chove o suficiente em São Paulo para repor o nível da água dos mananciais que abastecem a população. O sistema Cantareira, formado por 5 reservatórios, mais perece um deserto nos últimos dias. Ele garantia água para cerca de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo e nessa segunda-feira (28) o volume útil não ultrapassava a marca dos 8%. A SABESP, fornecedora de água do estado, recorre ao volume morto, uma reserva técnica de água que é acionada em casos de urgência. A companhia também foi obrigada a buscar água em outros sistemas como o Alto Tietê e o Gurapiranga.
    A população convive há mais de um mês com racionamentos que chegam a até 21 horas de corte. Na casa da diarista Rosa Cardoso, em Diadema, ABC Paulista, não tem água nos fins de semana. “Eles cortam a água na sexta-feira e voltam a ligar na madrugada de segunda. Na casa da minha filha é ainda pior, porque falta água durante a semana também”, conta ela. Para garantir o abastecimento, a Sabesp conta atualmente com outros sistemas de captação de água e espera as chuvas anunciadas pelo fenômeno climático El Niño.
    Crise da água altera projetos de vida
    O administrador de empresas Raymundo de Freitas Junior conta que o prédio onde mora já é ambientalmente responsável, e eles aproveitam, por exemplo, a água da chuva. Mas mesmo assim, se a crise no abastecimento de água se agravar, Raymundo considera a possibilidade de mudar de cidade.
    “Pessoalmente eu fico chateado porque estamos nos sacrificando cada vez mais na utilização consciente da água tratada, mas 40% da água é desperdiçada em encanamentos. Para apurar uma denúncia de vazamento, por exemplo, a empresa demora de 20 a 22 horas. Então, em último caso eu me mudaria de São Paulo, porque não dá para viver sem água”, desabafa Freitas.
    A fotógrafa Isabelli Neri e o artista plástico Ari Vicentini tinham planos de mudar de Curitiba para morar em São Paulo até o final desse ano. Lá, eles têm perspectivas profissionais mais interessantes por conta da região ser um centro cultural efervescente. Mas o casal decidiu adiar a mudança por medo de ter que enfrentar racionamentos com o filho pequeno. “Não posso dizer que vou mudar para São Paulo nessa semana ou no próximo mês, sabendo que logo posso passar por uma situação extremamente ruim. Eu não quero passar por situações assim com meu filho de dois anos. É preciso pensar na questão ambiental em São Paulo para resguardar a qualidade de vida do paulista”, afirma ela, temerosa.
    Sabesp nega crise no abastecimento de água
    A assessoria de imprensa da Sabesp enviou uma nota a Rádio França Internacional em que afirma não existir rodízio, racionamento ou restrição de consumo de água em nenhum dos 364 municípios operados pela empresa no Estado de São Paulo. Ainda segundo a nota, a Sabesp vai garantir o abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo até meados de março de 2015. A empresa acredita que, com a volta do período chuvoso na região, que inicia em outubro, os níveis de armazenamento dos sistemas que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo devem voltar à normalidade.
    Matéria da RFI, reproduzida pelo EcoDebate, 01/08/2014

    O mal-estar nas metrópoles continua. Entrevista com Marcelo Castañeda


    “As razões do mal-estar continuam, o que sinaliza que a qualquer momento a multidão pode tomar as ruas novamente”, frisa o sociólogo.
    Foto: tvparelhas.blogspot.com.br
    As manifestações que ocorreram em junho de 2013 em várias cidades brasileiras, e que ocorrem de modo mais espaçado nos últimos meses, expressam “uma insatisfação na forma como as metrópoles vêm sendo geridas e como os serviços públicos vêm sendo prestados como um dos fatores para esse mal-estar”, avalia Marcelo Castañeda na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por e-mail.
    Para ele, em nível nacional, as manifestações iniciadas em junho do ano passado evidenciam “a ausência de participação nas decisões públicas”. E critica: “O que a presidência entendeu como oportunidade para uma reforma política que, no fundo, da forma como foi apresentada, era nada mais que uma reforma do sistema eleitoral, rechaçada no Congresso pelo PMDB, seu principal aliado. O mal-estar remete à construção da democracia brasileira, com seu fechamento institucional que não abre espaço para formas de participação que vão além da mera representação”.
    Castañeda esclarece que o “termo massa”, amplamente utilizado pelos movimentos sociais dos anos 1980, não explica as manifestações. Nesse sentido, o conceito “multidão” é “interessante para pensar o que aconteceu e pode acontecer na medida em que remete a uma cooperação de singularidades que pode estabelecer um comum, que não é público nem privado e envolve todo um trabalho na sua constituição, um trabalho de longo prazo”. E acrescenta: “Foi uma multidão selvagem que se formou em junho de 2013, e aí me baseio muito no que aconteceu no Rio de Janeiro, trazendo uma pluralidade de pautas que coloca em xeque os que disseram que não havia pauta nas ruas. Havia muitas pautas e elas continuam se fazendo nas diferentes lutas que persistem apesar da repressão desmedida”.
    De acordo com o sociólogo, “antes de junho de 2013 existia um consenso fabricado sobre o ‘neodesenvolvimentismo’ e a ascensão de uma ‘nova classe média’. Um consenso arbitrário que foi rompido pela multidão em junho de 2013, apontando caminhos para a constituição de uma democracia a partir do dissenso dos insurgentes que não concordavam com o consenso estabelecido pelo poder constituído. Esse processo está em curso, aberto, graças à manutenção dos protestos”. Depois da Copa do Mundo, com o esvaziamento de parte dos protestos, Castañeda reitera que ainda “existem brechas para ações coletivas que tentem pautar as eleições por fora dos partidos que participam das eleições com suas pautas limitadas e comprometidas com os interesses que as financiam”. Contudo, “qualquer previsão” em relação a novas manifestações durante as campanhas eleitorais à Presidência da República “é arriscada”, na medida em que “as manifestações colocaram em xeque todo o sistema de representação e não tiveram qualquer retorno por parte deste sistema neste sentido. Uma questão que pode sinalizar um impacto seria a quantidade de votos nulos e em branco, que podem apresentar um aumento”, conclui.
    Marcelo Castañeda é doutor em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ) e graduado em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
    Confira a entrevista.
     Foto: ufrrj.academia.edu
    IHU On-Line – Quais são as razões para emergir um mal-estar na sociedade brasileira, o qual se manifesta nos protestos desde junho de 2013?
    Marcelo Castañeda - É certo nos perguntarmos pelas razões, no plural, o que remete a um conjunto que deve ser considerado, combinando questões de diferentes escalas, ou seja, local, nacional e global.
    Falando dos âmbitos locais, o aumento das passagens de ônibus foi um estopim que começou em abril em Porto Alegre e a partir de início de junho, em São Paulo, contaminou o resto do país, em especial a partir do dia 13 de junho, quando a manifestação na capital paulista foi violentamente reprimida, ganhando a solidariedade de várias cidades e fazendo emergir uma pluralidade de pautas que estavam abafadas e que saíram às ruas, tais como saúde, educação, os gastos da Copa, as remoções, a denúncia da matança da polícia nas favelas e periferias, entre tantas outras. Podemos falar de uma insatisfação na forma como as metrópoles vêm sendo geridas e como os serviços públicos vêm sendo prestados como um dos fatores para esse mal-estar.
    De um modo geral, em um nível nacional, o que as manifestações de junho deixaram evidente foi a ausência de participação nas decisões públicas, o que a presidência entendeu como oportunidade para uma reforma política que, no fundo, da forma como foi apresentada, era nada mais que uma reforma do sistema eleitoral, rechaçada no Congresso pelo PMDB, seu principal aliado. O mal-estar remete à construção da democracia brasileira, com seu fechamento institucional que não abre espaço para formas de participação que vão além da mera representação.
    Mal-estar global
    E globalmente, desde 2011, com a Primavera Árabe, os Indignados espanhóis e o Ocuppy Wall Street, entre outros, cada vez mais interconectados pela expansão da internet, o clima de revolta estava no ar e mesmo assim ninguém ousaria dizer, em maio de 2013, quando estouraram os protestos na Turquia, que o mesmo fosse acontecer no Brasil. E aconteceu.
    O que chama atenção é que, passado um ano de junho de 2013, o poder constituído (e com esse termo me refiro às instâncias governamentais, ao legislativo e ao judiciário, mas também aos grupos de mídia corporativa) lidou com esse mal-estar de forma repressiva, optando por estancar os protestos, os quais continuam, ainda que num nível de mobilização que não se compara à mobilização de junho de 2013. Podemos dizer que as razões do mal-estar continuam, o que sinaliza que a qualquer momento a multidão pode tomar as ruas novamente.

    “Está em curso um processo multitudinário com seus fluxos e refluxos ao longo do tempo”

    IHU On-Line – Que novos coletivos emergiram no Brasil após as jornadas de junho de 2013 até hoje? Quem e como avalia essa massa que sai às ruas? As demandas convergem em algum sentido?
    Marcelo Castañeda - Não fiz um mapeamento exaustivo dos coletivos e até acho que isso deva ser consolidado, mas baseado no contexto do Rio de Janeiro, acredito que existam cinco frentes principais de coletivos derivadas ou fortalecidas a partir das jornadas de junho de 2013: os midiativistas, os culturais, as ocupações que ocorreram, as assembleias populares e a Frente Independente Popular.
    Não gosto do termo massa. Multidão é um conceito interessante para pensar o que aconteceu e pode acontecer na medida em que remete a uma cooperação de singularidades que pode estabelecer um comum, que não é público nem privado e envolve todo um trabalho na sua constituição, um trabalho de longo prazo. Foi uma multidão selvagem que se formou em junho de 2013, e aí me baseio muito no que aconteceu no Rio de Janeiro, trazendo uma pluralidade de pautas que coloca em xeque os que disseram que não havia pauta nas ruas. Havia muitas pautas e elas continuam se fazendo nas diferentes lutas que persistem apesar da repressão desmedida.
    Essas demandas da multidão não apresentaram uma convergência desde junho até agora. Talvez em outubro de 2013, no Rio de Janeiro, com a greve dos educadores houvesse uma pauta temática baseada na educação que reuniu 100 mil pessoas no dia 7/10 e 50 mil no dia 15/10. No entanto, essas diferentes demandas continuam a mover o tecido dessa multidão através dos diferentes coletivos que se formaram e se imbricam com os que já existiam, formando novas configurações. O que precisa ficar claro é que não se formou um movimento social, no sentido mais usual do termo, com identidade e pautas comuns baseadas em redes de sociabilidades, mas que está em curso um processo multitudinário com seus fluxos e refluxos ao longo do tempo.
    IHU On-Line – Que avaliação faz das manifestações durante a Copa do Mundo? Que fatores explicam as sucessivas manifestações antes do mundial, inclusive com os movimentos “não vai ter copa”, e um esvaziamento dos protestos durante o evento?
    Marcelo Castañeda - O grito “Não Vai Ter Copa” surgiu nas jornadas de junho como forma de se rebelar contra a violência policial, mas também contra os arbítrios que foram perpetrados para a realização do megaevento. Esse grito atravessou todas as mobilizações que tomaram forma nos meses que antecederam a Copa, causando uma reação no âmbito do governo federal com a hashtag #VaiTerCopa.

    “As favelas e periferias vivem em um Estado de Exceção desde que existem”

    No que diz respeito às manifestações anti-Copa, posso falar mais do que percebi no eixo Rio—São Paulo: uma sequência de atos em São Paulo a partir de janeiro deste ano, reunindo não mais que 5 mil pessoas, e alguns atos no Rio de Janeiro, que não reuniram mais de 2 mil pessoas. Com isso, quero dizer que existiu mobilização antes do Mundial, mas que sinalizavam que não teríamos uma repetição de junho de 2013. Esse nível de mobilização foi reflexo, sobretudo, da repressão governamental e midiática contra as manifestações, que teve na morte do cinegrafista Santiago Andrade, em 06/02/2014, no Rio de Janeiro, a senha para que o poder constituído pusesse em prática os planos de cessar manifestação.
    Esse cenário repressivo se intensificou durante a Copa, com detenções arbitrárias, expedição de mandados, violência policial que refletiu no esvaziamento dos protestos durante o evento, o que pode ser atribuído ao que chamo de efeito estabilizador da Copa no “país do futebol”. Ainda assim é importante destacar que os protestos não cessaram, que existe uma resistência forte e que quase todos os jogos foram acompanhados de protestos.
    IHU On-Line – Também concorda com as posições de que há no Brasil um Estado de Exceção por conta da ação do Estado e da política em relação às manifestações? Como avalia, nesse sentido, os confrontos entre policiais e manifestantes nos protestos?
    Marcelo Castañeda - É importante destacar que as favelas e periferias vivem em um Estado de Exceção desde que existem, lidando com um verdadeiro genocídio de sua população por parte do Estado ao longo dos anos. Com o levante da multidão em junho de 2013 e sua continuidade, a ação do Estado e da polícia em relação às manifestações alargaram o Estado de Exceção, que agora se coloca também sobre o “asfalto” e a totalidade da cidade, em especial nas metrópoles. O fato é que o ciclo de redemocratização ainda vigora e a democracia está por se construir no nosso país.
    É preciso entender que antes de junho de 2013 existia um consenso fabricado sobre o “neodesenvolvimentismo” e a ascensão de uma “nova classe média”. Um consenso arbitrário que foi rompido pela multidão em junho de 2013, apontando caminhos para a constituição de uma democracia a partir do dissenso dos insurgentes que não concordavam com o consenso estabelecido pelo poder constituído. Esse processo está em curso, aberto, graças à manutenção dos protestos.
    Não podemos falar em confrontos entre polícias e manifestantes, mas de verdadeiros massacres operados pelas forças policiais superequipadas para dispersar as manifestações. No entanto, diferentemente de outras épocas, a multidão que emergiu em junho de 2013 trouxe consigo uma capacidade de resistência frente às forças policiais, resistência essa que é legítima e que tem relação direta, ainda que desproporcional, com a violência policial.
    IHU On-Line – Como o senhor interpreta as ações coletivas na internet? Como as manifestações coletivas que emergem tanto nas redes, via internet, quanto nas ruas, podem convergir para uma mudança na política? Em que sentido?
    Marcelo Castañeda - Prefiro falar de ações coletivas com internet na medida em que lidamos com uma dialética entre redes e ruas que configura um panorama sociotécnico nas sociedades contemporâneas. Então, as pessoas não agem mais apenas no terreno de uma virtualidade (na internet) na medida em que a sua atualidade se dá simultaneamente, em especial com o advento dos telefones celulares com acesso às redes 3G ou wireless. Vale destacar que é um contexto bem diferente de 15 anos atrás, para ficarmos no limiar deste novo século. As ações políticas se dão neste contexto sociotécnico, que abre possibilidades de autonomia bem como ameaças de controle da multidão.
    Se a expansão da internet modifica essencialmente a forma com a qual as pessoas se conectam e se comunicam, as manifestações coletivas que emergem podem convergir para uma mudança no campo político, seja pela ampliação das possibilidades de se manifestar publicamente (aí podemos listar os abaixo-assinados online, as redes sociais e seus fóruns de discussão, ainda que fragmentados), seja porque a mobilização pode ser feita à margem das organizações políticas tradicionais, tais como partidos políticos e sindicatos. As tecnologias da internet se inserem em um processo de mudança na política, que não acontece em função delas, mas de ações de pessoas que estão conectadas a essas tecnologias. Não há um determinismo tecnológico, mas uma ação sociotécnica que reflete uma conexão entre pessoas, tecnologias e contextos em permanente mudança e que afeta a sociedade como um todo, inclusive o campo político.
    IHU On-Line – É possível medir o nível de comprometimento e consciência política dos cidadãos por conta de sua atuação nas redes, tais como tuitaços e abaixo-assinados? Trata-se de fato de uma consciência política envolvendo essas ações ou imediatismo e modismo por conta das redes? Já é possível fazer um diagnóstico a esse respeito?
    Marcelo Castañeda - Não sei se conseguimos um diagnóstico definitivo sobre um processo recente e em constante mudança, como tudo que envolve a internet. No entanto, cabe destacar que existem ferramentas que tentam medir esse comprometimento e consciência política dos cidadãos nas redes, o que pode ser visto em diferentes perspectivas, seja fora do país (nos trabalhos de Castells), ou mesmo aqui no trabalho dos Interagentes (com Sergio Amadeu e Tiago Pimentel) ou no Labic/UFES (com Fabio Malini à frente). São ferramentas que indicam o comportamento nas redes de uma forma gráfica e quantitativa, mas ainda assim importantes para entender como as pessoas atuam em rede e nas redes.
    Cabe destacar que o que está em jogo não é tão somente imediatismo e modismo das redes, mas novas formas de se relacionar, de se constituir como sujeitos políticos, de se organizar e que as redes são constituintes dessa novidade, são parte dela e se, de um lado, parecem determinar, de outro, também são determinadas pelas pessoas que as usam. Por exemplo, a prática de compartilhar conteúdos no Facebook e Twitter cria um contexto em que as pessoas compartilham opiniões e informações com suas redes de afinidades que não existia há 10 anos, por exemplo, pois essas tecnologias estavam se desenvolvendo como fruto do próprio desenvolvimento da internet, mas também dos movimentos sociais que atuavam na rede e fora dela, transformando-a. Então, não há por que não conferir consciência política às ações nas redes, nem diminuí-las em relação àquelas que se configuram fora delas, até porque, como já disse, essa distinção entre dentro e fora das redes é cada vez mais falaciosa.

    “Essa distinção entre dentro e fora das redes é cada vez mais falaciosa”

    IHU On-Line – Que ações são possíveis vislumbrar em relação às manifestações pós-Copa? O fato de ter eleições presidenciais este ano pode emergir uma nova ação coletiva?
    Marcelo Castañeda - Estamos num momento crucial para a constituição da democracia brasileira, em que os direitos de manifestação e organização estão comprometidos em razão das exceções que se estabeleceram por conta da Copa e ao que me parece não vão ser retiradas tão cedo, até porque as eleições se aproximam, configurando um novo período estabilizador, que concentra as atenções gerais. Não tem como sinalizar que protestos multitudinários ganhem forma neste período.
    Mas existem brechas para ações coletivas que tentem pautar as eleições por fora dos partidos que participam das eleições com suas pautas limitadas e comprometidas com os interesses que as financiam. Então, existem espaços para discutir uma plataforma eleitoral alternativa, que compreenda e aprofunde proposições que interessem de fato ao conjunto da sociedade e não somente uma pauta que se restrinja à saúde, educação e segurança, que são os temas a dominar o cenário eleitoral. Interessa aos coletivos em geral, por exemplo, se articular em temas como a legalização do aborto e das drogas, o direito de indígenas, ribeirinhos e quilombolas, a redemocratização da mídia, a situação da população carcerária e das favelas e periferias, a desmilitarização das polícias e tantos outros que surjam em um processo comum e aberto de discussão. Isso está sendo vislumbrado pelo campo de lutas do Rio de Janeiro, em especial pelas assembleias existentes. Dependendo de como se articulem os interesses nas discussões entre os coletivos e das formas que se encontrem para sua expressão, podemos nos deparar com ações que se desenvolvam para além dos atos e manifestações em forma de passeata.
    IHU On-Line – É possível vislumbrar qual será o impacto das manifestações de junho de 2013 até hoje nas eleições?
    Marcelo Castañeda - Qualquer previsão neste sentido é arriscada na medida em que, a meu ver, as manifestações colocaram em xeque todo o sistema de representação e não tiveram qualquer retorno por parte deste sistema neste sentido. Uma questão que pode sinalizar um impacto seria a quantidade de votos nulos e em branco, que podem apresentar um aumento.
    Mas no que diz respeito aos candidatos(as), não vejo que possa haver, por exemplo, um(a) beneficiado(a) direto(a) das manifestações de junho de 2013, seja no âmbito federal ou nos estados. No entanto, tenho certeza de que todos tentarão se apresentar coadunados com o espírito destas manifestações, como se fossem portadores da mudança que a sociedade brasileira quis expressar. O discurso de todos deve passar mais ou menos por aí, sendo que cabe a cada um mostrar como isso se dará na prática. O fato é que essa apropriação passa ao largo da autonomia que foi massacrada por todas as instâncias de governo, nas quais os três principais candidatos ao governo federal (Dilma, Aécio e Campos) estão diretamente envolvidos. No que diz respeito aos Estados, cada um apresenta a sua peculiaridade, sendo que minha análise fica restrita ao âmbito federal.
    IHU On-Line – O fato de a seleção brasileira não ter vencido a Copa do Mundo poderá ter algum impacto nas eleições?
    Marcelo Castañeda - Para mim, não influencia em nada. A dinâmica eleitoral inaugura um outro tempo, que alguns chamam de “tempo da política”. Basta ver que em 1998 a seleção perdeu a final e Fernando Henrique Cardoso se reelegeu, enquanto em 2002, com a vitória da seleção durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, Lula conseguiu a vitória que iniciou os 12 anos de governo encabeçado pelo PT.
    (Por Patricia Fachin)
    (EcoDebate, 01/08/2014) publicado pela IHU On-line, parceira editorial do EcoDebate na socialização da informação.
    [IHU On-line é publicada pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

    Portal EcoDebate - Edição 2.125 de 01/ agosto / 2014

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    “Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” [Henrique Cortez, 2005]