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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Plantas raras do Brasil

Publicado . em Conteúdo
Um dos maiores desafios deste século é desenvolver modelos de desenvolvimento social e econômico que tenham como sua base a conservação da biodiversidade. Esses modelos são especialmente importantes em países como o Brasil, detentores de grande parte das espécies existentes no planeta.
O desenvolvimento sustentável de um país requer um planejamento sistemático de conservação, com metas de conservação bem definidas e métodos consistentes de análise. Para isso, informações precisas sobre a distribuição das espécies são fundamentais. Nesse processo, nem todas as espécies são iguais. As espécies com distribuição restrita têm muito mais possibilidades de serem extintas por um evento catastrófico qualquer ou pela ocupação humana desordenada do que espécies amplamente distribuídas.
Por isso, elas devem receber maior atenção por parte de toda a sociedade. O argumento é simples: se protegermos as áreas onde as espécies de distribuição restrita ocorrem, estaremos protegendo também populações de outras espécies que possuem distribuições mais extensas. Dessa forma, usando o território de forma mais eficiente.
A Universidade Estadual de Feira de Santana e a Conservação Internacional juntaram forças com 170 cientistas de 55 instituições para revelar o até então desconhecido mundo das plantas raras do Brasil. O Brasil possui entre 35 e 55 mil espécies de plantas. As espécies consideradas como raras são aquelas que possuem distribuição menor do que 10.000 km2. Foram reconhecidas 2.291 espécies de plantas raras brasileiras, muitas das quais se encontram à beira da extinção. As distribuições das espécies de plantas raras ajudam também a delimitar 752 áreas que são chave para garantir a conservação da diversidade de plantas brasileiras. Essas áreas devem ser reconhecidas por toda a sociedade brasileira como prioridades imediatas para um trabalho intenso de conservação.
Este projeto está apenas em sua primeira fase. A publicação do livro Plantas Raras do Brasil e a construção desta página são os primeiros resultados do projeto. A meta em longo prazo é a publicação de atualizações anuais do livro, contendo tanto correções e atualizações dos dados apresentados como novas informações sobre espécies e famílias que não foram analisadas nesta primeira fase.
O projeto foi realizado com apoio da Gordon and Betty Moore Foundation e de André Esteves (membro do Conselho Deliberativo da Conservação Internacional). A Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (FIDESA) gerenciou os recursos e as bolsas oferecidas aos pesquisadores.
Arquivos:
Plantas raras do Brasil
Plantas Raras do Brasil Publicado em 2009 pela Universidade Estadual de Feira de Santana e a Conservação Internacional, com a colaboração de 170 cientistas de 55 instituições. Pode descarregar a obra, após identificação, em formato pdf ou consultar a distribuição geográfica das plantas raras do Brasil por região administrativa

A vovó Julieta e a educação ambiental no Brasil

Publicado . em Educação Ambiental
Por Luciana Ribeiro
A democratização da Educação Ambiental no Brasil é um dos grandes desafios a serem enfrentados pelos governantes que coordenam as políticas públicas voltadas para a preservação do meio ambiente (Vilmar Berna aborda as dificuldades para se reconhecer a mídia ambiental como instrumento indispensável para polemizar questões ambientais/ Leia: http://jornalismoambiental.org.br/1161/democratizacao-da-informacao-ambiental-e-fundamental.html); portanto ressalto a ineficiência dos serviços prestados que deixam de atender ao cidadão, por meio de uma gestão integrada, a qual gerencia propostas, trabalhos e projetos educativos que viabilizem a economia de água, energia,o reaproveitamento de resíduos sólidos (plástico, papel, vidro, etc.) para trazer qualidade de vida para nossas cidades.
Como educadora e proponente de um novo repensar político e pedagógico, convidei minha avó Julieta, uma mulher guerreira, mineira, cidadã de 87 anos, contribuinte, que teve a honra de aprender a ler e a escrever em apenas 47 dias de aulas numa fazenda localizada em Santa Maria/MG. Toda essa trajetória de vida foi motivo de curiosidade para dialogarmos sobre os problemas socioambientais que assolam o planeta Terra. Esse diálogo familiar foi bastante produtivo e ajudou-me a perceber a relevância da educação ambiental que deve ser ensinada para as pessoas que não tiveram e continuam sem acesso ao ensino formal como deveria; saliento também que essa perspectiva educacional foi e é assegurada pela Constituição Federal e pela Legislação Ambiental no Brasil.

Iniciamos o bate-papo sobre as questões ambientais que afetam o homem, e a vovó, ao ser questionada, de fato, reconheceu a pobreza e a violência social como sendo um dos maiores vilões do planeta Terra, e claro, o homem é e faz parte do meio ambiente, por isso, tornando-se um dos reféns desses acontecimentos; E, nesse sentido, ela destacou também as enchentes de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, como sendo um dos desastres ecológicos que mais ferem os direitos humanos e os direitos da Terra.

Conversamos sobre o consumo desenfreado, desencadeado pelos dias atuais, e a vovó verificou a gravidade do acúmulo de resíduos sólidos descartados de qualquer forma nas cidades brasileiras,constatando o conforto material referente às máquinas de lavar roupa, carros bonitos, etc. que utilizamos para o nosso dia-a-dia, como sendo uma agravante que propicia a despreocupação, a falta de zelo e a ignorância frente aos problemas (desmatamentos, poluição do ar, da água, etc.) que ocorrem no meio ambiente por falta de justiça ambiental.

Apesar das dificuldades e barreiras que comprometem a comunicação ambiental para os cidadãos brasileiros, como, por exemplo, ter acesso às visitas dos agentes ambientais para receber os folhetos, os jornais, e informativos apropriados para tratar de temas como a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, a economia de água, a economia de energia, etc. a vovó Julieta sente-se motivada e feliz em doar, há mais de 40 anos,seus restos de papéis, suas garrafas de plásticos, suas caixas de papelão para os catadores que sobrevivem dessa atividade como meio de vida social; inclusive, foi gratificante reconhecer esse trabalho de formiguinha que pode e deve ser feito por todo cidadão brasileiro.

A diálogo com a vovó Julieta teve o propósito de gerar conhecimentos pedagógicos para área de educação ambiental,a qual deve ser discutida e implementada junto às universidades e faculdades brasileiras; entretanto considero sua vasta experiência um caso político a ser estudado e ouvido pelo órgão gestor da educação ambiental ( Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Educação) e por todas as instituições que prestam serviços sociais e ambientais para cidadão brasileiro.

Meditando nessa missão de contrariar o capitalismo perverso, confio no potencial dos órgãos públicos e de suas pesquisas que atestam o valor da educação ambiental para o campo acadêmico e para o cidadão brasileiro, por isso desejo que os profissionais diversos e os governantes reúnam recursos financeiros e os compromissos de trabalhos para dar continuidade ao fortalecimento das políticas que carecem ser apercebidas, criticadas, compartilhadas e construídas por todos nós.

Fonte: Jornal Meio Ambiente.

PNUMA abre indicações para o prêmio Campeões da Terra 2014

Publicado . em Comunicação Ambiental
Sugestões de pessoas e entidades que se destacaram na atuação contra as mudanças climáticas são incentivadas
Nairóbi -  O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente  (PNUMA) recebe indicações para a edição 2014 do Campeões da Terra. O prêmio, principal reconhecimento da ONU na área de meio ambiente, homenageia anualmente visionários da sustentabilidade e que inspiram ações transformadoras.
O prêmio é distribuído em quatro categorias: Política e Liderança; Ciência e Inovação; Visão Empreendedora; e Inspiração e Ação. Para 2014, o PNUMA incentiva a indicação de pessoas que deram uma contribuição substancial no campo das mudanças climáticas, na expectativa da definição de um novo acordo global em 2015, para ser adotado em 2020. A candidatura de mulheres e jovens também é encorajada.
Para fazer a sua indicação de um Campeão da Terra, preencha os dados, em inglês, na página www.unep.org/champions/nomination. As sugestões podem ser feitas até o dia 14 de março.
O Campeões da Terra chega em 2014 na sua décima edição, e já reconheceu o trabalho de chefes de estados, empresas, ativistas, músicos e muitos outros em cerimônias realizadas em cidades como Cingapura, Paris, Seul, Nova York e Rio de Janeiro. Seus vencedores se destacaram no manejo de recursos ambientais, inovaram em maneiras de enfrentar mudanças climáticas e o desperdício de alimentos, tomaram decisões de negócio baseadas na sustentabilidade e trabalharam na conscientização de desafios para o meio ambiente.
Os premiados de 2013 incluem Izabella Teixeira, Ministra do Meio Ambiente do Brasil; o Google Earth; e Carlo Petrino, fundado do movimento Slow Food, entre outros.
Os vencedores de 2014 serão revelados em um evento de gala no fim do ano. A Guangdong Wealth apoiou o prêmio em 2013 e estendeu o apoio para este ano. Mais informações sobre o Campeões da Terra estão disponíveis emwww.unep.org/champions.

Fonte: Ascom Pnuma O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Mapa de Feiras Orgânicas

Publicado . em Meio Ambiente Urbano
Com o objetivo de tornar os produtos orgânicos mais acessíveis aos consumidores e fomentar uma alimentação saudável, o Idec realiza o Mapa de Feiras Orgânicas e Grupos de Consumo Responsável. Basta digitar um endereço para encontrar todas as feiras especializadas e grupos de consumo responsável mais próximos de você, bem como informações de horários de funcionamento e tipos de produtos encontrados nesses locais.
Além disso, o mapa mostrará quais são as frutas, verduras e legumes da estação na sua região para que opte pelos produtos locais.
Dica: Caso o mapa não mostre nenhuma feira próxima ao endereço buscado, clique em "diminuir o zoom" (sinal de menos na régua localizada no canto superior direito do mapa). Clique quantas vezes for necessário até aparecerem as indicações de localidade das feiras.

 

Fonte: Idec.

Biodiversidade global diminui 30% em 40 anos; Brasil aumenta consumo de recursos naturais

Publicado . em Biodiversidade
Não é exagerado dizer que estamos acabando com os recursos naturais do mundo. Mais precisamente, já diminuímos em 30% a biodiversidade da Terra desde a década de 1970.
Além disso, nós consumimos 50% a mais do que nossa capacidade por ano. Ou seja, nós usamos recursos de um ano e meio durante apenas um ano. E, nesse ritmo, 30% pode virar 100%.
A organização WWF faz bianualmente um estudo chamado Relatório Planeta Vivo para saber quais nações estão consumindo mais recursos naturais. O último relatório traz comparações de 2008, último ano do qual se tem dados.
Segundo os cientistas que fizeram o relatório, nós estamos superando a biocapacidade da Terra em 50% (isso é, a Terra demora um ano para repor o que a gente queima em um ano e meio), o que significa que estamos em dívida com a mãe natureza.
E quem está mais em dívida? O relatório balanceou o uso de recursos pela capacidade de produtividade de cada nação e comparou-os com a população real e o consumo por pessoa, determinando a “pegada ecológica” de cada nação. Os 25 países com maior consumo per capta são (o Catar sendo o maior, e Espanha o 25º maior):
  1. Catar
  2. Kuwait
  3. Emirados Árabes Unidos
  4. Dinamarca
  5. EUA
  6. Bélgica
  7. Austrália
  8. Canadá
  9. Os Países Baixos
  10. Irlanda
  11. Finlândia
  12. Cingapura
  13. Suécia
  14. Oman
  15. Mongólia
  16. Macedônia
  17. Áustria
  18. República Checa
  19. Eslovênia
  20. Uruguai
  21. Suíça
  22. Grécia
  23. França
  24. Noruega
  25. Espanha
Os 25 países com menos consumo de recursos naturais per capta são (sendo Guiné-Bissau o 25º país com menor consumo e o Território Palestino Ocupado* o menor):
  • Guiné-Bissau
  • Camarões
  • Congo
  • Lesoto
  • Togo
  • Filipinas
  • Quênia
  • Tajiquistão
  • Angola
  • Iêmen
  • Índia
  • Burundi
  • Zâmbia
  • Moçambique
  • Malavi
  • Nepal
  • República Democrática do Congo
  • Paquistão
  • Ruanda
  • Bangladesh
  • Eritreia
  • Haiti
  • Afeganistão
  • Timor Leste
  • Território Palestino Ocupado*
*Território palestino ocupado é um termo usado pela ONU e outros grupos internacionais legais para descrever partes da Cisjordânia regidas por autoridades militares israelenses.
Brasil: em maus lençóis
O Brasil não aparece entre as 25 nações com maior consumo per capta, nem entre as 25 com menor consumo. Isso significa que estamos bem, que não estamos gastando tanto recurso natural?
Muito pelo contrário. O relatório da WWF também diz que o Brasil e outras economias emergentes (como Rússia, Índia, China e África do Sul) aumentaram o consumo per capita de recursos naturais.
Não somos os maiores consumidores, mas hoje consumimos 65% a mais que nos últimos 50 anos. Os maiores vilões são a agricultura e a pecuária (representando dois terços do consumo), depois pesca, emissão de carbono, uso florestal e áreas construídas em cidades.
O Brasil está inclusive acima da média mundial no que diz respeito a demanda e a capacidade de renovação de recursos naturais. A pecuária, por exemplo, tem taxa de pegada ecológica de 0,95 no Brasil, enquanto na Argentina é de 0,62 e a mundial é de 0,21.
O índice de pegada ecológica total no Brasil aumentou de 2,91 a 2,93 desde a última edição do relatório.
Porque manter a biodiversidade viva?
A perda atual de 30% da biodiversidade se traduz em uma grande perda de espécies de plantas, animais e outros organismos. Espécies temperadas estão melhores que as tropicais, maiores atingidas, que diminuíram em 60% desde 1970. Espécies tropicais de água doce chegaram a diminuir 70%. As espécies terrestres diminuíram 25% no mundo todo, e marinhas aquáticas 20%.
Segundo os especialistas, está na hora dos políticos, governantes e instituições pararem de pensar de 4 em 4 anos e pensarem num futuro mais distante. Além do ciclo eleitoral, nós precisamos de soluções a longo prazo que mantenham nossa biodiversidade viva e dentro das capacidades de renovação da Terra.
Sim, precisamos salvar nossa biodiversidade. Não que sejam necessários outros motivos além da sobrevivência da espécie humana, mas muitos estudos têm apontado vários benefícios da biodiversidade que nos dão ainda mais razões para nos agarrarmos a ela.
Quando perdemos biodiversidade, perdemos também nossa cultura. Um novo estudo afirmou que 70% dos idiomas do planeta são encontrados em áreas ricas em biodiversidade. E, conforme as áreas são degradadas, as culturas e línguas locais se extinguem também.
Outra pesquisa mostra que o contato com a biodiversidade melhora o humor, reduz o estresse e aumenta a sensação de relaxamento. Também pode aumentar a longevidade, reduzir o tempo de recuperação de uma cirurgia e aumentar nossas capacidades cognitivas.
Ou seja: faça sua parte! Não custa e pode lhe fazer muito bem.

Fonte: HypeScience / LiveScienceI / LiveScienceII / Terra / DiáriodoGrandeABC.

Abelhas zumbis se espalham pelos Estados Unidos

Publicado . em Animais
As abelhas zumbis, encontradas por biólogos há um ano e meio na região de San Francisco, se espalharam por todo o território dos EUA.
Recentemente, segundo os dados atualizados, estes insetos invadiram o estado de Vermont, no nordeste do país.
A causa originária da calamidade é uma mosca parasita que põe ovos inserindo-os no corpo de abelhas. Os ovos eclodem em larvas que devoram seus hospedeiros a partir do interior. As abelhas sofrem a perda de orientação no espaço, começando a se comportar como zumbis, abandonam suas colmeias e morrem em seguida.
O tema de extinção de abelhas já é debatido ao longo de vários anos. Sua população nos EUA diminuiu duas vezes desde 1961.

Fonte: VozdaRússia.

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Editor Vilmar S. Demamam Berna (www.escritorvilmarberna.com.br)
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