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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Nuvens de veneno

por Wellinton Nascimento, do Forest Blog
Há uma grande disparidade no tratamento que o agronegócio dispensa à saúde da lavoura e a saúde dos trabalhadores. A preocupação com o aumento da produção sem economizar no uso dos agrotóxicos, revela um descaso com os efeitos colaterais causados na vida da população e do meio ambiente. No estado de Mato Grosso – o maior produtor de soja, algodão e gado no Brasil -, apenas seis municípios possuem Programa de Saúde dos Trabalhadores. O estado detêm também o recorde de maior consumidor de agroquímicos no país.
A aviação agrícola despeja sobre as lavouras nuvens de endosulfan, tamaron, futrifol e outros inseticidas controversos já proibidos nos Estados Unidos, na Europa e até mesmo na China. Os produtos são exportados, mas os agrotóxicos ficam. Esse é o grande questionamento trazido pelo preciso curta “Nuvens de Veneno”, dirigido por Beto Novaes, aonde vão parar os milhões de litros de agrotóxicos que estavam nos vasilhames agora vazios?
Os inseticidas usados pelos grandes produtores tem afetado drasticamente a saúde e as lavouras de pequenos produtores familiares de assentamentos e comunidades rurais de Mato Grosso. Os insumos químicos levados pelas nuvens de veneno, andam quilômetros e tem chegado até as cidades.
Os pesticidas evaporam, se condensam na chuva e intoxicam pessoas, plantas, nascentes. Uma pesquisa realizada por Wanderlei Pignati, professor da Universidade Federal de Mato Grosso, na água de 10 poços artesanais das cidades de Lucas do Rio Verde e Campo Verde, durante dois anos, revelou que todos estavam contaminados com resíduos agrotóxicos. O curta mostra que, lastimavelmente, os insumos não tem surtido mais efeito contra as pragas, o que gera um ciclo destrutivo: a quantidade de veneno é aumentada à exaustão e depois substituída por outros agrotóxicos ainda mais nocivos.
Obediência aos códigos florestais, controle social e visão crítica da população são algumas das soluções apresentadas no vídeo. Reserve apenas 22 minutos da sua semana, assista “Nuvens de Veneno” e reflita.

Até quando vamos aceitar essa situação? Que qualidade de vida as futuras gerações terão, se tamanha irresponsabilidade persistir?
* Publicado originalmente no Forest Comunicação e retirado do site Mercado Ético.
(Mercado Ético)


Transporte do futuro: o meio do caminho

por Michael Grimm*
transito ciclovia 500 300x198 Transporte do futuro: o meio do caminho
Foto: Divulgação
Existe algum modo de combinar a mobilidade do futuro com sustentabilidade? Jack Short, Secretário-Geral do Fórum Internacional de Transportes, é otimista, mas não espera uma revolução nos transportes.
Os custos crescentes do combustível, as políticas para poupar carbono, as aspirações dos consumidores e a indústria automobilística – qual deles causa maior impacto no desenvolvimento dos combustíveis alternativos?
O mercado é o fator fundamental. Mas eu também diria que é preciso sinais políticos, pelo fato de o transporte ser tão dependente do petróleo. Já que mais da metade do petróleo no mundo é usado no transporte, e como 96% do transporte utiliza petróleo, esse é um setor estrategicamente vulnerável.
Até que ponto é necessário mudar a base energética do transporte, passando do petróleo cru para combustíveis alternativos?
Ministros presentes ao ITF – Fórum Internacional de Transporte disseram dois anos atrás que deveríamos buscar mudar, a longo prazo, a base energética para o setor de transportes, abandonando o petróleo. A questão é saber o quão rápido deveríamos fazer isso e quais alavancas utilizar para chegarmos lá. A meu ver, devemos ser cuidadosos quanto aos custos de se tentar migrar rápido demais para uma nova base energética.
Os motoristas não têm de se preocupar sobre onde obter combustível. O que precisa ocorrer para que os combustíveis alternativos também se tornem facilmente disponíveis?
Não subestime a capacidade do mercado em fornecer soluções. Os proponentes ficarão satisfeitos se os governos quiserem dar apoio, mas eles deveriam fazê-lo de modo seletivo. Nunca iremos introduzir carros e combustíveis novos ou novas infraestruturas se os consumidores não comprarem essa ideia. Os preços precisam ser mais próximos dos de carros convencionais. Em segundo lugar, é preciso superar a hesitação do consumidor quanto às opções de modelos dos carros elétricos.
O Brasil descarbonizou radicalmente o transporte e obteve uma independência expressiva em relação ao petróleo. Outros países podem fazer a mesma coisa?
Deve-se levar em consideração as circunstâncias específicas no caso do Brasil. O país possui um clima muito adequado para a produção de etanol e os custos de mão de obra são baixos. Esses fatores é que tornam a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar eficiente. Outros países com clima e condições de trabalho similares provavelmente poderiam obter o mesmo resultado, mas isso pode não ocorrer em outros lugares. A China, por exemplo, tem um clima mais frio, portanto não é tão fácil replicar a experiência do Brasil.
jackshort itf official 2010 40158 Transporte do futuro: o meio do caminho
Jack Short, secretário-geral do Fórum Internacional de Transportes. Foto: Forum Internacional de Transportes
Mudança muitas vezes implica custos mais elevados. Qual é a obrigação do governo em fornecer incentivos tanto a consumidores quanto a fabricantes de automóveis?
Esse é um debate fundamental. Por um lado, os críticos dizem ser necessários subsídios governamentais de até 10.000 euros por automóvel, e isso é muito dispendioso. Por outro lado, os que apoiam a ideia apontam que, para colocar em ação uma nova tecnologia, nós precisamos dar um empurrão inicial para ajudar a obter a escala necessária que fará baixar os custos de produção. A meu ver, não deveríamos apressar esse processo. Existem outros fatores a serem considerados. Mais importante ainda é que a tecnologia existente pode ser muito melhorada. Essa é a razão pela qual lançamos uma iniciativa denominada “50 by 50″, a qual propõe que os carros convencionais se tornem 50% mais eficientes no uso do combustível até 2050.
Qual das novas tecnologias de transporte é a mais promissora e quando ela chegará às ruas?
Os veículos elétricos parecem ser os mais promissores, especialmente aqueles veículos híbridos de carregar na tomada. Mas isso ainda leva tempo. Muitos países tinham uma meta de 10% de veículos elétricos para 2020. Isso me parece um pouco alto e não alcançável por meio de um custo eficaz. Eu não esperaria ver os carros elétricos totalizarem mais do que 2-3% da frota em 2020. Os veículos elétricos ainda são caros e requerem muitas melhorias e inovações. Portanto, acho que é melhor conjugar os esforços mais imediatos para melhorar os motores de combustão interna a estratégias de longo prazo, a fim de promover a adoção dos veículos elétricos em larga escala.
Em seu livro “Two Billion Cars”, Dan Sperling avisa que os carros são uma das maiores ameaças do homem à sociedade humana. Qual a sua resposta a isso?
Eu penso que a política dos transportes subestimou os benefícios da mobilidade privada. Os carros proporcionaram grandes melhorias à mobilidade independente, e isso não deveria ser esquecido. Obviamente, nós devemos lidar com os efeitos colaterais negativos. Um dos problemas mais difíceis diz respeito às emissões de CO2. Porém, tentar solucionar isso limitando a mobilidade não vai funcionar. As pessoas na China e na Índia têm tanto direito a ter um carro quanto os cidadãos da Califórnia. Nós podemos restringir o uso dos carros em certas circunstâncias. Podemos gerenciar melhor o seu uso nas cidades e, ao mesmo tempo, continuar encorajando o uso de bicicletas, caminhadas e transporte público. Mas eu não acho que vamos passar para um novo paradigma da mobilidade.
Como encontrar um equilíbrio entre atender às expectativas dos usuários e encorajar um uso mais sustentável dos meios de transporte?
Essa é uma pergunta crucial, pois o desafio consiste em achar o equilíbrio entre benefícios individuais e benefícios à sociedade. Nós podemos abordar esse aspecto através de uma combinação de medidas. É possível reduzir o tamanho dos carros e tornar o seu consumo de combustível mais eficiente; ter sistemas de transporte público mais integrados nas nossas cidades; usar melhor a tecnologia da informação de modo a evitar deslocamentos; andar mais a pé ou de bicicleta. Porém, encontrar um novo equilíbrio significa também levar em conta as necessidades dos indivíduos. Os padrões de deslocamento das pessoas se tornaram mais complexos e o carro se presta melhor a isso do que o transporte público.
* Publicado originalmente no site Allianz e retirado do site Mobilize Brasil.
(Mobilize Brasil)

A agricultura é o “motor de crescimento” que a África precisa

por Redação da FAO
agricultura2 300x202 A agricultura é o motor de crescimento que a África precisaO diretor-geral da FAO celebra o lançamento do Ano Africano da Agricultura e Segurança Alimentar e o objetivo “fome zero” em 2025
Addis Abeba/Roma -  A agricultura deve ser o motor de crescimento que a África precisa para erradicar a fome e impulsionar a produção sustentável de alimentos, afirmou hoje o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva.
Durante uma intervenção em ato paralelo na Cúpula da União Africana em Addis Abeba, Graziano pediu que a África intensifique os esforços nesse sentido.
“A mais de um quinto dos cidadãos africanos ainda é negado o direito a alimentação”, lembrou o diretor-geral.     Ao apontar que a marioria das dez economias de mais rápido crescimento no mundo estão na África, Graziano destacou que a região tem em suas mãos o dever de mudar essa situação.
Ressaltou que o desafio para a África é fazer que este crescimento econômico seja mais inclusivo, tendo como base o desenvolvimento agrícola e rural, as mulheres e os jovens.
Sabe-se que 75% dos africanos têm 25 anos ou menos, e se espera que a população siga sendo em grande parte rural durante os próximos 35 anos, com muitas casas lideradas por mulheres.
“A agricultura é o único setor da economia capaz de absorver esta mão de obra. Não existe uma via inclusiva e sustentável para que a África próspere sem as mulheres, os jovens e a agricultura”, destacou o diretor-geral.
Ano Africano da Agricultura e Segurança Alimentar
Os governos vão ter a oportunidade de renovar o apoio ao desenvolvimento agrícola em 2014, Ano Africano da Agricultura e Segurança Alimentar, que vai ser lançado durante a Cúpula da União Africana esta semana.
“O lançamento do Ano Africano da Agricultura e Segurança Alimentar é um paso importante em direção de uma África sem fome e sustentável pela que (o falecido líder africano) Nelson Mandela e muitos outros sonharam e lutaram”, disse Graziano.
O diretor-geral explicou que o Ano Africano aproveitará os esforços do Programa-Geral pra o Desenvolvimento da Agricultura na África (CAADP, sigla em inglês), lançado em 2003.
O Ano Africano da Agricultura e Segurança Alimentar é celebra em paralelo ao Ano Internacional da Agricultura Familiar das Nações Unidas, que também é em 2014.
“Durante muitos anos e em muitas partes do mundo, os pequenos agricultores, as famílias dedicadas ao pastoreio e os pescadores eram considerados como parte do problema da fome, Mas isso está longe de ser verdade. Os agricultores familiares são os principais produtores de alimentos na maioria dos países e podem fazer ainda mais com o apoio adequado”, apontou Graziano.
Melhorar o acesso aos serviços financeiros, a formação, a mecanização e a tecnologia pode transformar os pequenos agricultores que praticam a agricultura de subsistência em produtores eficientes.
Por meio de métodos que elevem a produção preservando os recursos naturais, a agricultura familiar oferece também uma alternativa sustentável as tecnologias no uso de insumos que se mostraram prejudiciais para a qualidade do sólo, da terra, da água e da biodiversidade, de acordo com Graziano.
Objetivo “Fome zero” 2025
O diretor-geral escolheu o que descreveu como o “compromisso de mais alto nível, de todo o continente” para acabar com a fome na África em 2025.
A Cúpula da União Africana deve aprovar esse objetivo essa semana, na linha do desafio Fome Zero lançado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, em 2012.
* Publicado originalmente no site da FAO.
(FAO)

Não vamos acabar com a dengue?

por Sérgio Vaisman*
dengue3 Não vamos acabar com a dengue?Após um período agitado no qual nossas autoridades se mobilizaram de forma tão intensa para esclarecerem e convencerem a população sobre a GRIPE-A (suína), continuo perplexo ao constatar que essa doença maldita chamada DENGUE continua nos ameaçando em todos os cantos deste nosso país. Enquanto se investiram enormes somas para a aquisição da vacina contra a gripe, mesmo sabendo-se que a tal propalada GRANDE EPIDEMIA não chegou perto de nós, nada se fez ou se faz efetivamente para combater esse ridículo mosquito transmissor dessa subdesenvolvida doença, que pode matar, principalmente agora, com o reconhecimento do tipo IV mais uma vez entre nós.
Não existe distinção entre pessoas que moram em áreas periféricas ou em luxuosos edifícios ou casas no que diz respeito à vulnerabilidade para serem afetadas pela doença. Bastam condições propícias ao desenvolvimento do mosquito a partir das suas larvas e pronto! Quem estiver estrategicamente localizado adquire a moléstia e, se tiver sorte, sofrerá bastante por cerca de uma semana até ficar curado. Entretanto, outros poderão não ter o mesmo destino e serem vítimas da forma hemorrágica em edição mais grave, vindo a falecer.
E aí? Se soubermos disto e nada mais fazemos exceto alertar que os recipientes d’água devem ser esvaziados para não atraírem o tal mosquito, não é lícito pensarmos que a maneira mais lógica (e banal) de fazer frente ao inimigo deveria ser um arregaçar de mangas das autoridades sanitárias para, via mutirão, educar a população de forma intensiva e, ao mesmo tempo, acabar com os focos utilizando-se todas as técnicas possíveis para fazê-lo? Infelizmente, todos concordam com isso, mas, na prática, pouca coisa se faz realmente e, se continuarmos nessa toada, mais e mais vítimas passarão a engrossar a estatística da dengue no nosso país, que, diga-se de passagem, orgulha-se de ser olhado por todo o mundo como a Meca das oportunidades nesses últimos tempos. Mas como nos mostrar sérios como nação se deixamos a população a descoberto frente a uma doença de terceiro mundo quando autoridades maiores bradam que estamos prestes a ser modelos de primeiro? Uma piada, não?
Com tudo isso, levanto uma dúvida que me tem perturbado: seria mais fácil combatermos a dengue se tivéssemos que gastar milhões em vacinas, isso se elas existissem? Haveria pessoas ou grupos interessados em comercializar essas vacinas, promovendo interesses? Não existem dúvidas quanto à existência daqueles que se beneficiam com aquisições milionárias de medicações após um teatral movimento gigantesco que gera pânico na população. Não é mais fácil se instituir práticas higiênicas como forma de aprendizado a todos os que não tenham esse conceito bem desenvolvido? No fundo, além de eficaz, esse método é também mais BARATO. O pior é que o calor vem chegando e esse mosquito tem tudo para se aproveitar ainda mais dessa condição.
Ah, como seria bom se fossemos mais sérios!!!
* Sergio Vaisman é médico especialista em Cardiologia e Nutrologia, formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
** Publicado originalmente no site Mercado Ético.
(Mercado Ético)

Bolsa Verde ajuda 40 mil famílias em regiões remotas da Amazônia

por Letícia Verdi, do MMA
BolsVerde 300x252 Bolsa Verde ajuda 40 mil famílias em regiões remotas da Amazônia
São Sebastião da Boa Vista: uma das cidades beneficiadas
Ação envolve também emissão de documentos, inscrição nos programas de assistência social e a orientação sobre práticas de conservação
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) atendeu a quase 40 mil novas famílias em 27 municípios do Pará, entre julho e dezembro de 2013, em mutirões do Bolsa Verde. As famílias atendidas assinaram termo de adesão e suas condições socioeconômicas estão sendo verificadas para inclusão no programa. As que forem selecionadas vivem em situação de extrema pobreza em áreas consideradas prioritárias para a conservação ambiental e vão receber o benefício de R$ 300 a cada três meses. Em troca, assumem o compromisso de continuar preservando os ecossistemas em que estão inseridas, por meio da manutenção e uso sustentável dos recursos naturais.
Serão beneficiados moradores das cidades de Breves, Portel, São Sebastião da Boa Vista, Curralinho, Santarém, Gurupá, Porto de Moz, Cachoeira do Arari, Soure, Bragança, Tracuateua, Viseu, Curuça, Santarém Novo, Augusto Corrêa, Afuá, Chaves, Abaetetuba, Limoeiro do Ajuru, Cametá, Aveiro, Belterra, Oriximiná, Óbidos, Alenquer, Curuá e Monte Alegre.
Desde o início do programa, em 2011, já foram cadastradas mais de 51 mil famílias, sendo a maioria no Pará. Os beneficiários vivem em projetos de assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), sendo 30.262 pessoas; em Unidades de Conservação de Uso Sustentável do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), mais 17.443; e 3.367 em áreas administradas pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU). A meta é, até o final de 2014, chegar a 73 mil famílias.
Parceria
Os mutirões foram uma ação desenvolvida em parceria com os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Para 2014, novas ações de expansão estão programadas, com destaque para a universalização do acesso ao Bolsa Verde para as famílias que atendem os critérios socioeconômicos nas Unidades de Conservação (UCs).
Segundo o gerente de Gestão Socioambiental do MMA, Gabriel Lui, os moradores das regiões rurais da Amazônia representam o maior desafio para a Busca Ativa – ação organizada pelo governo federal para identificar e atender famílias em situação de extrema pobreza (renda per capita de até R$ 70). “Ali está a parcela da população de mais difícil acesso, em áreas antes esquecidas. Em muitas dessas áreas, foi a primeira vez que o Governo Federal desembarcou com uma ação coordenada no local. Com isso, foi possível levar outros serviços, como a emissão de documentos, a inscrição nos programas de assistência social e a orientação sobre práticas de conservação”, disse Lui, destacando o ineditismo do programa.
Serviços ambientais
Quem recebe o Bolsa Verde está inscrito no CadÚnico, porta de entrada para os programas sociais do Governo Federal, e já recebe o Bolsa Família. “A lógica dos programas de assistência do governo federal é que eles se complementem. Nesse sentido, o Bolsa Verde é um reconhecimento da importância das populações que mantêm seus ativos ambientais nos seus territórios”, explica Gabriel Lui. O programa surgiu, em 2011, com o intuito de reconhecer e compensar comunidades tradicionais e agricultores familiares pela manutenção das suas áreas e pelos serviços ambientais que prestam à sociedade.
No ano passado, a analista ambiental Renata Apolônio participou do mutirão de cadastro do Bolsa Verde, junto a outros 22 servidores do MMA. Ela contou que o trabalho foi uma experiência enriquecedora. “Estivemos em contato com o público para o qual fazemos as políticas públicas. Recebemos sugestões de melhorias e pudemos ver o impacto do projeto na vida dessas pessoas”, afirmou. A cada viagem ao Pará, um servidor do governo federal ficava responsável por coordenar a ação, exercida em conjunto com a prefeitura local gestores dos órgãos parceiros (Incra, ICMBio e SPU).
Conheça mais sobre o programa aqui.
* Publicado originalmente no site Ministério do Meio Ambiente.
(Ministério do Meio Ambiente)

Uma árvore plantada para cada bebê nascido?

por Redação do EcoD
mudas ecod Uma árvore plantada para cada bebê nascido?
O plantio começou na quarta-feira, 29 de janeiro, com nove mudas. Foto: Reprodução/TV Integração

Imagine só se uma árvore fosse plantada à medida que cada bebê viesse ao mundo? Pois é justamente isso que será realizado a partir de 2014 em Senhora dos Remédios, cidade mineira com um pouco mais de 10 mil habitantes.
Para as meninas, ipês rosas. Para os meninos, amarelos. Mas, para o primeiro bebê do ano, Beatriz Alves Melo, foi reservada uma cor em especial: a branca. O plantio começou na quarta-feira, 29 de janeiro, com nove mudas. O objetivo do projeto é conscientizar sobre o meio ambiente.
A muda de ipê branco foi plantada ao lado de uma unidade de saúde pelo avô de Beatriz. Apesar de ser distante da casa da família, a mãe, Naiara Rodrigues Alves, prometeu escolher um dia da semana para cuidar da árvore.
A entrada da cidade foi selecionada para receber o restante das mudas. Com a terra já preparada, pais e familiares plantaram os ipês e colocaram placas com os nomes das crianças. “É uma sensação muito boa saber que estamos ajudando o meio ambiente e que essa nova geração já virá com essa conscientização ambiental”, destacou o lavrador Israel Fajardo Neves ao G1.
Futuro de cores
A dona de casa Michelly Pereira Neves enxerga além. “Espero cuidar do bebê para ele ir proteger o ipê. E assim passar para os filhos e netos deles também”, enfatizou.
Por enquanto, o único destaque da chegada da cidade é uma palmeira, mas no futuro os ipês irão colorir o caminho que leva ao município. “O projeto envolve a sociedade e faz com que, daqui há dez anos, ela seja melhor. Nós precisamos florir nossa cidade”, afirmou a secretária de Saúde, Marcilene Dornelas.
É claro que em uma cidade pequena, como Senhora dos Remédios, fica mais simples implantar iniciativas como esta. Mas bem que ações semelhantes poderiam ser incentivadas em outros municípios do Brasil, não é mesmo?
* Publicado originalmente no site EcoD.
(EcoD)