“Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.” [Henrique Cortez, 2005]
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
sábado, 4 de janeiro de 2014
Acidificação dos oceanos é tema crescente de pesquisas no Brasil
por Fernanda B. Müller, do CarbonoBrasil
Diminuição do pH dos oceanos certamente terá consequências significativas sobre os ecossistemas marinhos, assim, pesquisadores buscam ampliar pesquisas e ferramentas para compreendê-las.
Os esforços para monitorar as mudanças na química dos oceanos, especialmente a acidificação – quando o pH da água cai devido à maior absorção do dióxido de carbono da atmosfera –, e o seu impacto sobre os ecossistemas marinhos estão crescendo ao redor do mundo, apesar do grande empenho necessário para tais estudos.
Desde o início da revolução industrial, o oceano absorveu cerca de um terço do dióxido de carbono (CO2) emitido pelas atividades humanas. Ou seja, sem ele, a quantidade do gás na atmosfera seria ainda maior e as consequências das mudanças climáticas, mais marcantes. Mas essa absorção tem efeitos nas propriedades químicas do oceano, entre os quais está a acidificação.
O pH atual do oceano é, em média, de 8,1, ou 0,1 a menos do que o valor estimado pré-industrial. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) explica que uma mudança de 0,1 no pH pode não parecer muito, mas, como a escala do pH é alogarítmica, tal alteração equivale a um aumento de 30% na acidez.
No ritmo atual, projeções indicam que o pH pode alcançar 7,8 até o final do século, o equivalente a um aumento de 150% na acidez do oceano, nota a AIEA, completando que os ecossistemas marinhos não passam por isso há milhões de anos, e que a alteração está ocorrendo dez vezes mais rápido do que os eventos registrados no passado geológico.
Quais as consequências disso para os ecossistemas marinhos?
Para compreender como a acidificação funciona nos ecossistemas costeiros e no oceano aberto e também os principais causadores da queda no pH e seus impactos sobre a vida marinha, é preciso atividades multidisciplinares de observação e modelagem.
Fazer mensurações e tratar os dados é apenas o primeiro passo, já extremamente trabalhoso. Um sistema estruturado para juntar essas informações e garantir a sua qualidade e comparabilidade, permitindo a geração de conhecimento, é outro desafio ainda maior.
Dada essa complexidade, é preciso que as atividades de pesquisa sejam coordenadas entre os países, notou Libby Jewett, diretora do Programa de Acidificação Oceânica da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), durante o III Workshop Brasileiro de Mudanças Climáticas em Zonas Costeiras.
A NOAA, em conjunto com diversas agências internacionais, formou, em meados de 2012, a Global Ocean Acidification Observing Network (GOA-ON; a imagem acima mostra as estações de medição), visando juntar em uma rede as observações sobre acidificação que estão sendo realizadas ao redor do mundo por diversos grupos e projetos.
Mas ainda há muitas partes do mundo que não são observadas, ressaltou Jewett.
Da sua parte, a NOAA possui dezenas de estações para a mensuração de parâmetros químicos, físicos e biológicos do oceano, incluindo o pH e o CO2 dissolvido. Novas tecnologias também estão sendo desenvolvidas pela agência, como o ‘Carbon Wave Glider (Veja no Youtube)’. O equipamento permite operações de longa duração autônomas devido à propulsão ilimitada fornecida pela energia das ondas e pelo uso de painéis solares para recarregar as baterias.
Em uma de suas áreas de atuação, a NOAA vem dando apoio a criadores de ostras, no noroeste dos Estados Unidos, que já estão sofrendo com a acidificação do Oceano Pacífico e tiveram que se adaptar. Eles precisam tratar a água utilizada nos cultivos para manter a química favorável aos animais.
Elizabeth Brunner e George Waldbusser, da Universidade Estadual do Oregon, constataram que, nas águas sem o tratamento prévio na região, as larvas das ostras parecem formar bem a concha, mas posteriormente apresentam deficiências que as levam a morte.
Em seu portal sobre acidificação dos oceanos, a NOAA disponibiliza dados e informações sobre as estações de observação e outras pesquisas
Efeitos biológicos
A concentração de CO2, íons de hidrogênio e bicarbonato está aumentando no oceano, e a quantidade de íons carbonato está caindo. Essas mudanças na química do carbonato e no pH forçam os organismos marinhos a gastar mais energia regulando quimicamente suas células, explica a AIEA.
Para alguns organismos, isso pode consumir energia que deveria ser usada em outros processos biológicos, como crescimento, reprodução e resposta a outras fontes de estresse.
Muitos organismos que formam conchas são sensíveis a mudanças no pH e carbonato, como os corais, bivalves (ostras, mariscos, mexilhões) e algumas espécies de fitoplâncton – que são a base da cadeia alimentar marinha.
Certamente, os impactos biológicos da acidificação irão variar dependendo do organismo. Nem todos os tipos de vida serão extintos com a acidificação, mas certamente mudanças enormes ocorrerão.
Áreas particularmente vulneráveis incluem regiões de ressurgência (água fria e com pH baixo), os mares próximos aos polos (temperaturas baixas favorecem a absorção de CO2) e regiões de estuários, que recebem descargas frequentes de água doce, segundo a AIEA.
Para conhecer em mais detalhes os efeitos da acidificação sobre a biologia dos seres marinhos, muitas pesquisas vem sendo desenvolvidas, assumindo uma escala menos generalista, focando em processo controladores do sistema carbonático e na fisiologia dos organismos, especialmente nos últimos anos.
Ruy Kikuchi, pesquisador da Universidade Federal da Bahia (UFBA), comentou que, até 2009, apenas cerca de duas dúzias de estudos haviam sido elaborados e que, desde então, este número quadruplicou. As pesquisas são realizadas in situ, mas também em ambientes controlados.
Ele afirma que, por exemplo, no caso das algas coralináceas, os estudos sempre apontam para uma diminuição face à acidificação.
Na UFBA, Kikuchi participou de pesquisas realizadas para avaliar o efeito do aumento da temperatura do mar sobre o crescimento de corais construtores de recifes. Usando a espécie endêmica Mussismilia braziliensis (ao lado), um grupo do Laboratório de Estudos em Recifes de Corais (RECOR) concluiu que o coral apresenta alta sensibilidade ao estresse térmico, ou seja, é vulnerável ao aumento da temperatura.
Em um levantamento mais amplo sobre de branqueamento de corais – causado pelo aumento da temperatura –, o RECOR constatou que, no Brasil, há registros do fenômeno desde o verão de 1993/1994, desde a costa nordeste até São Paulo.
Na costa leste do país, levantamentos desde 2000 indicam que o branqueamento está ligado ao aumento da temperatura. No verão de 2009/2010, as anomalias térmicas alcançaram 1ºC e foi registrado branqueamento em até 40% dos recifes de coral, que, por enquanto, parecem estar se recuperando dos eventos extremos.
No caso das algas, pesquisas que vêm sendo desenvolvidas na Universidade Federal de Santa Catarina têm constatado indícios de uma ‘tropicalização’ dos ambientes marinhos, ou uma ampliação da distribuição de táxons tropicais para áreas mais ao sul.
Paulo Horta, do Laboratório de Ficologia da UFSC, explicou que existem nítidas diferenças oceanográficas ao longo do litoral brasileiro, relacionadas às variações de temperatura e dos impactos ambientais.
A flora marinha brasileira é distribuída em duas grandes regiões, tropical e temperada quente ou subtropical. Entretanto, em suas pesquisas, Horta constatou que existem forças novas, e alterações estão sendo observadas ao longo da América do Sul.
“Há um aumento da riqueza de algas vermelhas em relação ao observado há 30 anos. E recentemente percebemos a chegada de algas que só ocorriam no Nordeste, notamos uma ‘tropicalização’ da região sul do Brasil”, comentou.
Ele sugere que a intensificação das correntes marítimas pode estar aumentando a conectividade entre os sistemas costeiros e oceânicos.
No grupo de Ficologia da UFSC, Horta e seus alunos também estão avaliando o sinergismo dos fatores ligados ao aquecimento global e de outros impactos humanos sobre os ecossistemas costeiros e, consequentemente, as algas.
Em um estudo com as macroalgas Lithothamnion e Sonderophycus, o grupo constatou que o maior aporte de nutrientes, associado ao aquecimento e acidificação do meio, comprometeu o desempenho fisiológico das algas.
Em nosso país, esforços liderados pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Universidade Federal do Rio Grande – FURG culminaram com a criação em dezembro de 2012 do Grupo de Pesquisa Brasileiro em Acidificação dos Oceanos (BrOA). Hoje o grupo é formado por sete instituições e 29 pesquisadores, estando inserido no CNPq.
O objetivo do BrOA em curto prazo é integrar os pesquisadores brasileiros em uma ampla rede nacional de cooperação interdisciplinar em estudos de acidificação, além de contribuir com os programas internacionais em curso. O grupo atua em ambientes distintos ao longo da costa brasileira, desde ecossistemas costeiros e estuarinos até o regime oceânico de águas abertas.
Rodrigo Kerr, da FURG, comentou que o 1º workshop brasileiro do BrOA deve ser realizado na segunda metade de 2014.
A coordenadora do BrOA, Letícia Cunha, pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), afirmou que ainda não é possível saber se a zona costeira brasileira atua como um sumidouro ou emite CO2.
Ela explicou que isso se deve à heterogeneidade da região, onde o sistema do CO2 é muito regulado pela biogeoquímica e os parâmetros variam muito diariamente e sazonalmente. Além disso, há escassez de dados, muitas vezes esparsos e com resolução insuficiente.
Ela sugeriu que o problema seja atacado regionalmente devido a esta heterogeneidade e citou um exemplo do estuário da Joatinga (Barra da tijuca, RJ), que em 13 horas teve uma variação de pH entre 9 e 6,5.
Segundo Cunha, as análises mais recentes de fluxos globais de CO2 indicam que no sudoeste do Oceano Atlântico há um gradiente crescente sul-norte de fluxos de CO2 mar-atmosfera, e que na região 25ºS-23ºS ocorre uma mudança de “sumidouro” para “fonte” de CO2 para a atmosfera (Takahashi et al. 2009).
No caso da plataforma continental, Cunha também ressaltou que os dados são insuficientes e muito variáveis. Assim, a pesquisadora enfatiza a necessidade de observações em longo prazo e da integração e disponibilização dos dados de observatórios regionais – lembrando que o SIMCosta é um ótimo começo.
Dentro do BrOA, o Programa PIRATA (Prediction Research Moored Array in the Tropical Atlantic), uma cooperação entre pesquisadores brasileiros, norte-americanos e franceses, estuda interações entre o Oceano Atlântico tropical e a atmosfera.
Dezoito boias foram dispostas desde meados da década de 1990 na região. Além disso, cruzeiros foram realizados para mensuração dos parâmetros do oceano e, a partir de janeiro, o navio Antares, da frota brasileira, iniciará medições.
Moacyr Araújo, do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco, um dos pesquisadores que fazem parte do PIRATA, informou que uma ideia que está sendo viabilizada é usar as ilhas oceânicas como observatórios naturais, a exemplo do Atol das Rocas, Fernando de Noronha e São Pedro São Paulo. Em Noronha, ele comentou que há planos de instalar um sensor de CO2 em breve.
Araújo também participa de um grupo de pesquisadores que está há quatro anos reunindo a chamada ‘literatura cinzenta’, de mestrados e doutorados, uma “mineração” de dados, segundo ele.
Outro projeto importante que ele contribui é o INCT-AmbTropic, que visa investigar os processos, dinâmica e funcionamento da zona costeira, plataforma continental e oceano, incluindo a pluma do Rio Amazonas.
No outro extremo do país, na FURG, oGrupo Oceanografia em Altas Latitudes (GOAL) também faz parte do BrOA e vem desenvolvendo pesquisas, entre outras, sobre a variabilidade espacial e temporal dos fluxos líquidos de CO2 (FCO2) na Península Antártica, na quebra da plataforma continental da Patagônia Argentina e na margem continental do Atlântico subtropical brasileiro.
Apesar da alta variabilidade na distribuição do FCO2 devido às complexas interações entre processos biogeoquímicos e físicos, os estudos indicam que o carbono antropogênico está presente na interface ar-mar. Contudo, Rosane Ito, coordenadora do Laboratório CO2 Marinho, lembra que é preciso mais pesquisas.
Ela lembrou mais uma vez a expectativa que o SIMCosta – elaborado para fazer mensurações de propriedades físicas, meteorológicas e biogeoquímicas ao longo da zona costeira – venha suprir a ausência de dados de pH na costa brasileira. Outros projetos também estão sendo aprovados, completou.
* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.
(CarbonoBrasil) Os brasileiros diante da microgeração de energia renovável
por Redação do Greenpeace
Pesquisa da Market Analysis, em parceria com Greenpeace, revela que após aprovação de resolução que promove microgeração de energia renovável, sete entre 10 brasileiros ainda sabem pouco ou anda sobre essa iniciativa, porém, uma maioria apoia a medida.
Conhecimento e avaliação da proposta do governo
Embora pouco mais de 1 em cada 4 brasileiros (28%) ouviu falar ou leu sobre a proposta do governo de microgeração de energia renovável no último ano, ao receber informação sobre a iniciativa 3 em cada 4 afirma ter muito interesse por saber mais à respeito e a mesma proporção entende que traria benefícios ambientais e financeiros.
Disposição a investir
Entre os familiarizados com a proposta do governo a disposição em gerar energia renovável no domicílio é mais forte. Metade dos brasileiros que declaram conhecer a nova medida demonstram estar dispostos a financiar essa instalação em seus domicílios.
A disposição à investir financeiramente em um sistema de microgeração de energia aumenta cerca de 10% entre aqueles que acreditam que esse modelo traz redução de despesas com eletricidade e entre os que adotariam se houvesse linhas de crédito com juros baixos. Já entre os que percebem a relação custo-benefício positiva, o aumento na intenção de implementação do modelo é de cerca de 50%.
A pesquisa revela ainda que seja desconhecido para os brasileiros, o conceito de microgeração de energia gera curiosidade e atinge grande receptividade. A idea de gerar a própria energia desperta diversas percepções positivas tais como a crença de que seja algo positivo para o meio ambiente e a expectativa de redução de custos com energia. Mas, existe um forte questionamento sobre a relação custo-benefício. Acredita-se que o custo de instalação seja elevado e que esse sistema deve gerar muitas mudanças na rotina, Contudo, a maioria dos brasileiros afirma que implementaria um sistema de microgeraçãi de energia se houvesem linhas de financiamento com juros baixos, e uma grande parcela se mostra efetivamente disposta a investir nesse modelo.
(Greenpeace) SALVEMOS OS GOLFINHOS !!!
Caros amigos da comunidade da Avaaz,
Acabei de ver uma notícia na imprensa peruana contando como pescadores matam 15 mil golfinhos ao ano para produzir isca utilizada na caça de tubarões em risco de extinção. Essa história me deixou enojada. E agora resolvi lutar para acabar com este pesadelo. Querem se juntar a mim?
As autoridades do meu governo estão começando a reagir, mas não tomaram as medidas necessárias ainda. A caça de golfinhos já é crime com pena de vários anos de prisão, mas as autoridades estão ignorando este fato e permitindo que milhares de golfinhos e tubarões sejam massacrados. O governo se preocupa bastante com a reputação internacional do país, especialmente no que diz respeito ao turismo, e se nós os expusermos por meio de uma campanha imensa, tenho certeza de que eles darão os passos certos para acabar com o massacre.
Assim que eu entregar um milhão de assinaturas de pessoas de vários cantos do mundo ao governo peruano, a Avaaz vai colocar anúncios publicitários em revistas de turismo nos países onde há mais turistas que viajam para o Peru. E o governo não poderá mais nos ignorar! Ajude-me a acabar com a matança -- assine agora:
http://www.avaaz.org/po/dolphin_hunt_peru/?bUqBsdb&v=33690
Quando eu soube que essa caça horrorosa estava acontecendo, percebi que precisava fazer algo antes que os golfinhos e tubarões fossem extintos para sempre. Então eu decidi criar uma petição e compartilhar com meus amigos. Em menos de 24 horas, mais de 10 mil pessoas já tinham assinado!
Nossos oceanos estão sob ataque. Golfinhos e tubarões já sofrem com ameaças como poluição, mudanças climáticas e por ficarem presos em redes de pesca. Esses animais são importantíssimos para a cadeia alimentar oceânica e precisam ser protegidos, não assassinados. Muitos ecossistemas marinhos estão prestes a entrar em colapso, do qual eles nunca se recuperarão. A natureza não espera enquanto nossos políticos hesitam em tomar uma atitude e seguem fazendo discursos vazios.
O turismo é terceira maior indústria do Peru, e cresce mais rápido do que qualquer outro país da América do Sul. Os visitantes querem ver a vida selvagem intocada e o ecoturismo é muito importante. Podemos fazer disto uma ameaça e lançar anúncios publicitários nos principais países de origem dos turistas. Nosso governo vai se dar conta de que as pessoas não amam nosso país apenas por causa de Machu Picchu e da gastronomia, mas também porque eles amam nossos oceanos e a vida selvagem.Assine agora e compartilhe com todos:
http://www.avaaz.org/po/dolphin_hunt_peru/?bUqBsdb&v=33690
Como membro da Avaaz, fico impressionada com nossa capacidade de ajudar a proteger nossos oceanos. Primeiro, eu queria juntar 15 mil assinaturas para representar os 15 mil golfinhos mortos anualmente, mas juntos podemos ser tantos quantos os golfinhos e tubarões que ainda podem ser salvos nas águas do Peru!
Com esperança e entusiasmo,
Zoe -- junto com Petições da Comunidade da Avaaz
Esta petição foi criada no site Petições da Comunidade da Avaaz. É fácil e rápido criar uma petição sobre qualquer questão importante para você. Clique aqui: http://avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?32470
MAIS INFORMAÇÕES:
Golfinhos mortos para servir de iscas de tubarão no Peru (em inglês) (CNN)
http://edition.cnn.com/2013/10/22/world/americas/dolphins-killed-peru/
Massacre de golfinhos alimenta caça ilegal de tubarões (em inglês) (National Geographic)
http://newswatch.nationalgeographic.com/2013/10/24/dolphin-slaughter-fueled-by-illegal-shark-trade/
Revelação: realidade brutal sobre a 'maior caça de golfinhos do mundo' (em inglês) (The Ecologist)
http://www.theecologist.org/News/news_analysis/2122747/revealed_brutal_reality_of_worlds_biggest_dolphin_hunt

Acabei de ver uma notícia na imprensa peruana contando como pescadores matam 15 mil golfinhos ao ano para produzir isca utilizada na caça de tubarões em risco de extinção. Essa história me deixou enojada. E agora resolvi lutar para acabar com este pesadelo. Querem se juntar a mim?
As autoridades do meu governo estão começando a reagir, mas não tomaram as medidas necessárias ainda. A caça de golfinhos já é crime com pena de vários anos de prisão, mas as autoridades estão ignorando este fato e permitindo que milhares de golfinhos e tubarões sejam massacrados. O governo se preocupa bastante com a reputação internacional do país, especialmente no que diz respeito ao turismo, e se nós os expusermos por meio de uma campanha imensa, tenho certeza de que eles darão os passos certos para acabar com o massacre.
Assim que eu entregar um milhão de assinaturas de pessoas de vários cantos do mundo ao governo peruano, a Avaaz vai colocar anúncios publicitários em revistas de turismo nos países onde há mais turistas que viajam para o Peru. E o governo não poderá mais nos ignorar! Ajude-me a acabar com a matança -- assine agora:
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Quando eu soube que essa caça horrorosa estava acontecendo, percebi que precisava fazer algo antes que os golfinhos e tubarões fossem extintos para sempre. Então eu decidi criar uma petição e compartilhar com meus amigos. Em menos de 24 horas, mais de 10 mil pessoas já tinham assinado!
Nossos oceanos estão sob ataque. Golfinhos e tubarões já sofrem com ameaças como poluição, mudanças climáticas e por ficarem presos em redes de pesca. Esses animais são importantíssimos para a cadeia alimentar oceânica e precisam ser protegidos, não assassinados. Muitos ecossistemas marinhos estão prestes a entrar em colapso, do qual eles nunca se recuperarão. A natureza não espera enquanto nossos políticos hesitam em tomar uma atitude e seguem fazendo discursos vazios.
O turismo é terceira maior indústria do Peru, e cresce mais rápido do que qualquer outro país da América do Sul. Os visitantes querem ver a vida selvagem intocada e o ecoturismo é muito importante. Podemos fazer disto uma ameaça e lançar anúncios publicitários nos principais países de origem dos turistas. Nosso governo vai se dar conta de que as pessoas não amam nosso país apenas por causa de Machu Picchu e da gastronomia, mas também porque eles amam nossos oceanos e a vida selvagem.Assine agora e compartilhe com todos:
http://www.avaaz.org/po/dolphin_hunt_peru/?bUqBsdb&v=33690
Como membro da Avaaz, fico impressionada com nossa capacidade de ajudar a proteger nossos oceanos. Primeiro, eu queria juntar 15 mil assinaturas para representar os 15 mil golfinhos mortos anualmente, mas juntos podemos ser tantos quantos os golfinhos e tubarões que ainda podem ser salvos nas águas do Peru!
Com esperança e entusiasmo,
Zoe -- junto com Petições da Comunidade da Avaaz
Esta petição foi criada no site Petições da Comunidade da Avaaz. É fácil e rápido criar uma petição sobre qualquer questão importante para você. Clique aqui: http://avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?32470
MAIS INFORMAÇÕES:
Golfinhos mortos para servir de iscas de tubarão no Peru (em inglês) (CNN)
http://edition.cnn.com/2013/10/22/world/americas/dolphins-killed-peru/
Massacre de golfinhos alimenta caça ilegal de tubarões (em inglês) (National Geographic)
http://newswatch.nationalgeographic.com/2013/10/24/dolphin-slaughter-fueled-by-illegal-shark-trade/
Revelação: realidade brutal sobre a 'maior caça de golfinhos do mundo' (em inglês) (The Ecologist)
http://www.theecologist.org/News/news_analysis/2122747/revealed_brutal_reality_of_worlds_biggest_dolphin_hunt

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Sheila Moura
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Mineração ilegal: Ibama fiscaliza garimpos no Pantanal de Mato Grosso
A Operação Minamata deflagrada pelo Ibama no último dia 16, vem realizando ações fiscalizatórias em garimpos de ouro localizados nos municípios de Nossa Senhora do Livramento/MT e Poconé/MT (100 km de Cuiabá), já aplicou R$3,2 milhões de multas e apreendeu cinco caminhões basculantes, três escavadeiras, duas pás carregadeiras e diversos motores, moinhos e demais equipamentos de mineração, além de uma motosserra sem licença.
A Operação, que conta com o apoio da Polica Militar Ambiental, tem como finalidade apurar as denúncias feitas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Bem como averiguar a existência de atividades de mineração irregulares, cujos alvos foram identificados a partir de informações colhidas no website Sigmine, do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), associado à interpretação de imagens de satélite pelos técnicos do Ibama. Também se verificará o comércio de mercúrio, utilizado na mineração, complementando as ações da Operação Termômetro que fiscalizou, durante 2013, as empresas que comercializam mercúrio metálico na baixada cuiabana. Três empresas tiveram o cadastro técnico federal (CTF) suspenso para averiguações.
No distrito poconeano de Cangas foi localizado, em plena atividade, um empreendimento de mineração sem licença ambiental. Contrariando as declarações do responsável pelo garimpo de que não possuía mercúrio no local, os agentes de fiscalização localizaram um frasco irregular contendo o produto imerso em água. Após receber os autos de infração e os termos de embargo e o de apreensão dos veículos e equipamentos, o proprietário foi conduzido pela Policia Militar Ambiental para a Delegacia de Várzea Grande.
No município de Nossa Senhora do Livramento, duas das mineradoras visitadas foram multadas e tiveram áreas embargadas por estarem explorando áreas fora do perímetro de suas licenças. Duas escavadeiras e três caminhões basculantes foram surpreendidos em plena atividade nas áreas irregulares e foram apreendidos. Ainda na zona rural livramentense, foi localizada uma área de extração mineral ilegal desativada com muitos resíduos perigosos abandonados de forma inadequada. A devastação chegou tão próximo de uma rodovia que a coloca em risco de desabamento. O proprietário da área que, segundo um vigilante do imóvel, reside na vizinha cidade de Várzea Grande, será notificado para providenciar a recuperação da área degradada.
Segundo o analista ambiental Werikson Trigueiro, superintendente em exercício do Ibama de Mato Grosso, “O desmatamento ilegal na região do Pantanal Mato-grossense é um problema grave, mas a contaminação do solo com derivados de petróleo e com mercúrio é uma questão gravíssima”. “Os entes federativos incluindo estados e municípios, devem assumir o papel definido pela Constituição Federal e pela Lei Complementar nº 140, de 08/12/2011, somando esforços na proteção do meio ambiente. A exploração dos recursos naturais precisa ocorrer dentro das normas legais, para que o desenvolvimento seja sustentável na região”, conclui. A baixada cuiabana é uma grande produtora e consumidora de peixe. O cuidado com o uso do mercúrio, e outros produtos perigosos, é essencial para não comprometer a saúde da população e do meio ambiente pantaneiro.
Doença de Minamata
A Doença de Minamata é uma síndrome neurológica causada por severos sintomas de envenenamento por mercúrio. Os sintomas incluem distúrbios sensoriais nas mãos e pés, danos à visão e audição, fraqueza e, em casos extremos, paralisia e morte. O nome se deve ao episódio ocorrido na baía de Minamata no Japão: Desde 1930, uma indústria lançava na baía dejetos contendo mercúrio. Somente 20 anos depois começaram surgir sintomas de contaminação: peixes, moluscos e aves morriam. Em 1956 foi registrado o primeiro caso de contaminação humana – uma criança com danos cerebrais. No total, mais de 900 pessoas morreram com dores severas devido ao envenenamento. Em 2001, uma pesquisa indicou que cerca de dois milhões de pessoas podem ter sido afetadas por comer peixe contaminado. No mesmo período de tempo, foi reconhecido que 2.955 pessoas sofreram da doença de Minamata.
Foto e texto: Nicelio Silva
Ascom / Ibama / MT
Ascom / Ibama / MT
EcoDebate, 03/01/2014
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