Rio de Janeiro – O nível abaixo do normal na maioria dos reservatórios do país faz com que quase um quarto da energia distribuída pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) e consumida em todo o país seja proveniente de usinas termelétricas. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), pelo menos 60 usinas termelétricas estão despachando energia, por meio do SIN, de todas os tipos de fontes: eólica, a carvão, a óleo diesel e combustível, nuclear e a gás natural.
De acordo com o ONS, o despacho térmico atualmente chega a 12,9 mil megawatts (MW), o equivalente a 24% da demanda total do país. A Eletronuclear informou à Agência Brasil que, das duas usinas nucleares operadas pela subsidiária da Eletrobras, a única que está operando no momento é a de Angra 2, que está despachando para o SIN 1.356 MW, 6 MW acima da sua capacidade – que é gerar 1.350 MW.
Angra 1, a primeira das nucleares produzidas no país, e que tem capacidade de geração de 640 MW, deixou de fornecer energia ao Sistema Interligado Nacional nesse sábado (5), quando foi desligada para a troca da tampa do reator – componente importante do circuito primário de uma usina nuclear – e o reabastecimento de combustível.
A Eletronuclear explicou que a parada programada ocorreu “em comum acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e tem previsão de duração de 56 dias”. A tampa faz o fechamento do reator (que contém os elementos combustíveis), sendo uma das barreiras contra a liberação de radiação para o exterior.
O ONS admitiu que os níveis dos reservatórios estão abaixo do normal e que no subsistema Sudeste/Centro Oeste o nível dos reservatórios das hidrelétricas é hoje de 28,9 – o mais baixo para os meses de janeiro dos últimos 12 anos – menor do que o verificado no mesmo mês de 2001, quando houve o último racionamento de energia elétrica no país.
Em todos os subsistemas, o nível dos reservatórios está abaixo ou próximo da Curva de Aversão ao Risco (CAR). No Nordeste, o nível dos reservatórios está em 30,96%; na Região Norte, em 40,48%; e no Sul, em 40,39%.
O ONS informou também que o assunto será discutido amanhã (9) na reunião do Conselho de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) No encontro também será analisada a situação energética do país. Presidida pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a reunião contará com representantes do próprio ONS, da Agência Nacional do Petróleo, Gás natural e Biocombustíveis (ANP), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da Câmara de Compensação de Energia Elétrica (CCEE), da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel).
Procurada pelo Agência Brasil, a Petrobras informou, em nota, que, do total do despacho termelétrico do Sistema Interligado Nacional, previsto para esta semana, cerca de 8,1 gigawatts (GW) serão produzidos em usinas a gás natural, dos quais 5,3 GW em usinas sob controle da estatal.
A nota diz ainda que, além da geração nas usinas a gás natural, a Petrobras deverá fornecer 0,5 GW provenientes de usinas a óleo.
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FONTE : * Edição: Talita Cavalcante.
** Publicado originalmente no site Agência Brasil.
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terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Manchetes Socioambientais - 8/jan/2013
A política ambiental sitiada
"A política ambiental está sitiada por projetos de crescimento que desconsideram, de forma quase absoluta, os impactos sociais e ambientais. Dois retratos recentes dão uma visão clara das contradições da política ambiental brasileira. O primeiro é o mapa 'Amazônia sob pressão', da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georeferenciada, que cobre os oito países da região Amazônica. Olhando-se apenas a parte brasileira, se pode ver um processo avassalador de ocupação da Amazônia por megaprojetos. O segundo retrato das contradições sai das estimativas das emissões de gases estufa, entre 1990 e 2011, feitas pelo especialista Tasso Azevedo. Elas aumentaram perto de 1% ao ano, entre 2009 e 2011. Esse baixo crescimento se deve à redução das emissões derivadas do desmatamento. Em todas as outras atividades houve crescimento das emissões de gases estufa", artigo de Sérgio Abranches - O Globo, 8/1, O Globo Amanhã, p.20 e 21.
Governo já vê risco de racionamento e desconto na conta de luz pode cair
Tachada como "ridícula" pela presidente Dilma Rousseff há duas semanas, a hipótese de racionamento de energia entrou no radar do governo com a constante queda dos níveis dos reservatórios. "A questão é que agora passamos a considerar algo que antes não fazia sentido pensar", disse uma fonte da área técnica. "O nível dos reservatórios está baixando, então não podemos fechar os olhos." A possibilidade de se repetir em 2013 o "apagão" de 2001 é, porém, considerada pequena tanto no governo quanto no setor privado. O risco maior é de aumento nas tarifas. Nesse caso, o corte nas contas de luz prometido pela presidente Dilma em rede de rádio e TV, em setembro, pode ficar menor do que o originalmente estimado, já que as térmicas - mais caras - continuarão em operação por mais tempo - OESP, 8/1, Economia, p.B1.
Energia no limite
Os níveis cada vez mais baixos dos reservatórios das usinas hidrelétricas levaram as indústrias a já falar em reduzir o consumo, adotando um "racionamento branco". A Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), que reúne as principais indústrias intensivas em energia, afirmou em nota que as empresas que compram energia no mercado livre poderiam reduzir o seu consumo neste momento. A Abrace considerou preocupante o fato de que, com a redução do nível dos reservatórios, os preços da energia no mercado livre dispararam nos últimos dias - O Globo, 8/1, Economia, p.21.
Térmicas geram menos energia elétrica por falta de gás natural
O fantasma do racionamento de energia que voltou a rondar o país -por causa da alta no consumo num momento em que os reservatórios das hidrelétricas estão no nível mais baixo de uma década- ganhou um novo ingrediente: a possível escassez de gás natural para atender a todas as térmicas. Algumas usinas já estão gerando abaixo do previsto, segundo dados do ONS (Operador Nacional do Sistema). No dia 4, por exemplo, a Usina Térmica Atlântico (RJ) teve que reduzir a produção de energia por falta de gás. O informativo da ONS menciona outras três térmicas com capacidade reduzida por "menor disponibilidade de combustível", sem especificar de que tipo. Há outras usinas com risco de menor geração por escassez de gás - FSP, 8/1, Mercado, p.B1.
Obra de Belo Monte é paralisada parcialmente após novo protesto
As obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, registraram paralisação parcial ontem em razão de um protesto de índios, motivado por impactos ambientais do empreendimento. Cerca de 20 índios da etnia juruna, pintados e armados com flechas, bloqueavam desde as 4h a estrada de acesso ao sítio Pimental, um dos três canteiros da obra, situada no rio Xingu (PA), onde trabalham cerca de 4.000 funcionários. Não foram registrados incidentes. A Funai informou estar acompanhando o caso - FSP, 8/1, Mercado, p.B3.
Acelerar transmissão para afastar racionamento
"Deve passar por um trio de ações o plano do governo para afastar o risco de racionamento de energia elétrica em 2014, ano da Copa e das eleições presidenciais. Se não chover muito até abril deste ano, os reservatórios das hidrelétricas chegarão ao fim de 2013 em níveis, de novo, muito baixos. Fontes do setor informam que Dilma Rousseff, na reunião de amanhã, será instada a apressar a conclusão das obras das grandes interligações do sistema de transmissão. As linhas de transmissão vão garantir que a energia das novas usinas hidrelétricas e eólicas entre no sistema. Autoridades e técnicos do setor elétrico também vão defender a antecipação da hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), e a conclusão sem atraso dos projetos eólicos do biênio 2013-14. Só no Nordeste, há 75 usinas em construção", coluna de Flávia Oliveira - O Globo, 8/1, Negócios & cia, p.24.
Risco de apagão ainda é baixo, mas está fora do controle do governo
"Em 2001, o país enfrentou racionamento de energia. Após um período de negativas e de tentativas de culpar a natureza, por falta de chuvas, ficou comprovada a ausência de investimentos em expansão da capacidade de geração e de transmissão como a verdadeira causa. Após uma década, a ameaça de racionamento volta à agenda. A probabilidade ainda é baixa, mas não é prudente descartá-la. Os níveis dos reservatórios de hoje são semelhantes aos do início de 2001. Há uma capacidade de geração termelétrica de 14.000 MW, muito superior à de 2001, e houve a expansão da capacidade hidrelétrica. Mas o consumo de energia quase dobrou desde então. Dessa forma, ainda que a probabilidade de uma nova catástrofe energética seja baixa, ela está fora do controle direto das autoridades. Dependemos novamente do comportamento da hidrologia de janeiro a março". artigo de Ildo Sauer - FSP, 8/1, Mercado, p.B1.
Água de chuva
Apesar do lobby contrário de algumas construtoras, cresce na Câmara o movimento em favor da aprovação do Programa Nacional de Conservação, Uso Racional e Reaproveitamento das Águas. Ele prevê que os novos edifícios construídos no país tenham um sistema de reaproveitamento de águas de chuva. De acordo com o projeto, essas águas serviriam para a lavagem de calçadas, automóveis e para regar jardins. A iniciativa determina também o uso de descargas e chuveiros mais econômicos - O Globo, 8/1, O Globo Amanhã, p.19.
Cidade sustentavél
A pequena Ann Arbor, cidade universitária no estado de Michigan, anunciou que vai reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 90% até 2050. Para isso, foi lançado um ambicioso plano de sustentabilidade, com 188 páginas, que enumera dezenas de ações. Elas vão desde a melhoria na eficiência energética até o uso exclusivo de fontes de energia limpa, passando pela reciclagem de 100% do lixo da cidade - O Globo, 8/1, O Globo Amanhã, p.18.
Haddad cobra do Corinthians multa de R$ 990 mil
A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) está cobrando do Corinthians uma multa de R$ 990 mil por danos ambientais causados na várzea do Rio Tietê, na altura do Parque Ecológico, na zona leste de São Paulo. A autuação foi feita em maio de 2010, mas o processo ficou parado na Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e o valor jamais foi cobrado pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD). O clube de futebol estava despejando entulho em uma área de preservação na várzea do rio, durante as obras no seu novo centro de treinamento. A construção, feita na época sem licença ambiental, chegou a ser embargada pela Cetesb por 12 dias. Só houve nova liberação após o clube apresentar à Prefeitura uma proposta de ajustamento de conduta, rejeitada somente agora, quase três anos depois - OESP, 8/1, Metrópole, p.C3.
Tecnologia que captura CO2 do ar em teste
Uma companhia canadense desenvolveu uma tecnologia limpa que poderá, um dia, captar e remover alguns dos gases poluentes diretamente do céu. E será possível até que estes sejam vendidos para uso industrial. A empresa Carbon Engineering - criada em 2009 com US$ 3,5 milhões investidos pelo magnata Bill Gates e outros empresários - vem desenvolvendo, há dois anos, na cidade canadense de Calgary, protótipos de partes do sistema de limpeza. A empresa planeja terminar até o final de 2014 um projeto piloto capaz de capturar o CO2 da atmosfera. Timothy A. Fox, diretor de energia e meio ambiente da Instituição de Engenheiros Mecânicos de Londres, acredita que, se o custo da captação de dióxido de carbono for acessível, o comércio de gás atrairá uma série de clientes. O principal, segundo ele, seria a indústria petrolífera, que compra gases para injetar em campos de petróleo, forçando, assim, a saída do óleo - O Globo, 8/1, Ciência, p.29.
Lixo eletrônico
Será inaugurado no primeiro semestre deste ano, em Sorocaba, São Paulo, o primeiro sistema integrado de reciclagem de eletrônicos do Brasil. Anualmente, o país produz quase 100 mil toneladas de lixo eletrônico. A maior parte é descartada incorretamente e o resto é exportado para países como Bélgica e Alemanha. O projeto, conhecido como Sinctronics, deverá reciclar mensalmente cerca de 500 toneladas de celulares e outros aparelhos, separando o plástico de metais como ouro, prata e cobre - O Globo, 8/1, O Globo Amanhã, p.19.
Bolsa Floresta
"'Fazer a floresta valer mais em pé do que derrubada' - o lema move a Bolsa Floresta, uma pioneira experiência de desenvolvimento sustentável no Amazonas. Nela se mostra que a conservação ambiental deve servir às pessoas, ajudando, e não atrapalhando, a promoção humana. Comandado pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), organização não governamental criada em 2007, ele conta com o endosso do governo estadual e o apoio financeiro de grandes empresas. Sua área de atuação foca as comunidades tradicionais que vivem dentro das reservas de desenvolvimento sustentável (RDSs). Quem me levou para conhecer alguns desses projetos foi o engenheiro florestal Virgílio Viana, superintendente da FAS. Ele está convicto de que os antigos paradigmas, ecológico ou militarista, sobre a Amazônia impedem seu desenvolvimento sustentável. A Bolsa Floresta aponta para o futuro", Artigo de Xico Graziano - OESP, 8/1, Espaço Aberto, p.A2.
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FONTE : Manchetes Socioambientais, boletim de 8/jan/2013
Portal do EcoDebate - 8/janeiro/2013
EcoDebate- Edição 1.751, de 08 / janeiro / 2013
A consciência ambiental parece ter regredido neste início de milênio, por Danilo Pretti Di Giorgi
Pesquisa aponta potencial de reciclagem do gesso usado na construção civil
Métodos de convivência com a seca serão catalogados para servir de orientação a outras famílias
Prefeitura de SP cobra multa de R$ 1 milhão do Corinthians por despejo de entulho em APP na várzea do Rio Tietê
Permacultura: por uma outra visão de mundo. Entrevista com João Rockett
Costa Rica reafirma compromisso de reduzir emissões e busca neutralidade de carbono até 2021
Áreas protegidas: riquezas e biodiversidade, artigo de Malu Nunes
Saiba como medir a eficiência dos seus produtos eletrônicos
Depois da enxurrada na semana passada, casas em situação de risco serão demolidas em Duque de Caxias
A Celpa (Centrais Elétricas do Pará) terá que indenizar clientes por corte de luz
Cientistas brasileiros desvendam elo clínico entre doença de Alzheimer e depressão
Poluição do ar mata mais de 4 mil pessoas em Teerã em 9 meses
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Manchetes Socioambientais - 7/jan/2013
Das reservas ianomâmis para a 'Rua do Ouro'
A valorização do ouro por causa da depreciação das moedas pela crise financeira global reativou em Roraima um mercado clandestino que movimenta quantias milionárias. Parte do ouro ingressa no Brasil ilegalmente pela despovoada fronteira com a Guiana. A Polícia Federal (PF) começou em 2012 investigações no Estado que já resultaram na prisão de 33 comerciantes, garimpeiros e contrabandistas. O cálculo ainda impreciso dos investigadores indica que o negócio movimenta pelo menos R$ 30 milhões ao mês em um Estado sem indústrias. O líder yanomâmi Davi Kopenawa, calcula que cerca de 500 os homens atuam clandestinamente em pelo menos 200 garimpos dentro de territórios yanomâmi em Roraima. Kopenawa sustenta que as ações da Funai e da PF são insuficientes para acabar com os garimpos. "Ainda não teve conflitos com os índios porque os garimpeiros dão presentes", disse - OESP, 6/1, Economia, p.B8.
Na Raposa Serra do Sol, índios agora têm criação comunitária de gado
A reserva Raposa Serra do Sol, com seu 1,7 milhão de hectares a nordeste de Roraima, vem aos poucos se tornando produtiva nas mãos dos indígenas, que em 2009 conquistaram o direito de uso exclusivo da terra no Supremo Tribunal Federal. A pecuária é a principal atividade econômica. O rebanho atual chega a 70 mil cabeças, o dobro do que havia antes da decisão do Supremo, sob administração de fazendeiros. A agricultura também vem se expandindo nas aldeias. A novidade é a cultura de hortaliças. "Eles são os primeiros profissionais indígenas do Brasil e trabalham dentro da dinâmica da organização dos povos indígenas e do conhecimento das culturas tradicionais das aldeias", afirma o secretário adjunto de Agricultura, Rodolfo Pereira. Uma parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário pretende ampliar o número de aldeias produtivas - OESP, 5/1, Nacional, p.A8.
Pente-fino retira últimas famílias de terra indígena
Oficiais da Justiça Federal farão hoje um pente-fino na Terra Indígena Marãiwatsédé em Alto Boa Vista (MT) para identificar e confiscar os bens das famílias que se recusarem a deixar a área. Até ontem, segundo o governo, 80% das famílias iniciaram a saída do local. A estimativa é que cerca de 2.400 pessoas viviam no território, que tem 165 mil hectares e foi reconhecido em novembro passado como terra indígena xavante. Posseiros ocupam o local desde 1992. Hoje também deve ser realizado um mutirão para o cadastramento das famílias para eventual recebimento de benefícios, como o Bolsa Família, e para encaminhamento a dois projetos de assentamento do Incra na região. O prazo para todas as famílias deixarem a área venceu na sexta-feira - FSP, 7/1, Poder, p.A7; FSP, 5/1, Poder, p.A6; OESP, 5/1, Nacional, p.A8.
Índio quer apito
"Joaquim Barbosa inicia o ano no CNJ lançando censo para apurar quantos negros e índios trabalham como juizes e servidores em tribunais. Primeiro passo para criar cotas nos concursos ao Judiciário. A iniciativa é herança da gestão de Carlos Ayres Brito também defensor das cotas. O conselho fez as contas: forneceu 10 mil documentos a índios em 2012. Foram realizados, ao todo, seis mutirões em aldeias. A meta é entregar mais de 100 mil certidões e registros de nascimento, carteiras de trabalho e CPFs até julho", coluna de Sonia Racy - OESP, 5/1, Direto da Fonte, p.D2.
Quilombolas

Quilombolas expõem miséria brasileira
Um pequeno grupo de quilombolas organizou, na quarta-feira, um protesto ao lado da praia onde a presidente Dilma Rousseff descansava, nos arredores de Salvador, na Bahia. Moradores da comunidade Rio dos Macacos, eles queriam demonstrar à presidente a demora na solução dos conflitos que enfrentam para obter os títulos de propriedade das terras em que vivem. Os quilombolas conseguiram chamar a atenção para um drama que se repete por todo o País: o aumento das tensões decorrentes da demora nos processos de demarcação e titulação de terras. De um total de 2.002 comunidades legalmente reconhecidas no País, só 138 conquistaram o título definitivo de suas terras - de acordo com os dispositivos da Constituição de 1988. Nos dois anos de governo Dilma, foram expedidos 18 títulos, segundo informações do Incra. Trata-se de um dos grupos populacionais mais vulneráveis do País - OESP, 6/1, Nacional, p.A8.
Mesmo após decreto, área em Minas ainda é foco de conflitos
O decreto presidencial que reconheceu como remanescente de quilombo a comunidade Brejo dos Crioulos, no norte de Minas, não foi suficiente para acabar com os conflitos pela terra na região. Pelo contrário, o temor da comunidade é de que a tensão aumente nos próximos meses. Isso porque o decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff perde a validade em setembro, ao completar dois anos. No quilombo, cujo território se espalha pelos municípios de Varzelândia, São João da Ponte e Verdelândia, vivem, segundo o Incra, 387 famílias descendentes de escravos. Desde a década de 1950 a área é palco de conflitos devido à ocupação das terras por fazendeiros. "Há uma inoperância total do governo, que leva ao aumento da tensão", critica Paulo Faccion, representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT) - OESP, 6/1, Nacional, p.A8.
Disputa no Rio Grande do Sul já dura nove anos
A perspectiva de demarcação de uma área quilombola vem gerando tensão há nove anos na região litorânea do nordeste do Rio Grande do Sul. Descendentes de escravos estão descontentes com a demora do governo federal para titular a área de 4,5 mil hectares, entre os municípios de Osório e Maquiné, que reivindicam como primeiro passo para a formação do Quilombo Morro Alto - cuja área total deve chegar a 10 mil hectares. Do outro lado, agricultores estão mobilizados para evitar a entrega de suas propriedades. As duas partes estão cada vez mais descontentes e não se descarta a possibilidade de bloqueio da rodovia BR-101, via de recepção e escoamento de produtos entre o Rio Grande do Sul e o restante do País. Os estudos para a demarcação do quilombo começaram em 2001. Em 2011 o Incra concluiu o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) - OESP, 6/1, Nacional, p.A8.
Energia

Às margens da usina de Tucuruí, 12 mil famílias vivem sem energia
Quase 30 anos após a inauguração de Tucuruí, maior hidrelétrica situada 100% em território brasileiro, cerca de 12 mil famílias que vivem no entorno do reservatório ou nas 1.600 ilhas do lago não têm acesso à rede elétrica, segundo a prefeitura. As raízes do problema remontam à construção da usina, iniciada em 1975. A área do lago foi sendo ocupada irregularmente na década de 1980 por famílias expulsas pela construção da usina e por novos moradores que chegavam à região. A eletricidade foi se estabelecendo na zona urbana de Tucuruí e, apesar de pleitos dos moradores, não chegou às ilhas, de moradias sem documentação e de custo alto para implantação da rede. Para a promotora Crystina Morikawa, de Tucuruí, a usina ainda acumula passivo ambiental porque foi concebida em um período em que o direito ambiental era pouco desenvolvido e as exigências para licenciar grandes obras eram menores - FSP, 7/1, Mercado, p.B4.
Estudo aponta risco de água se tornar imprópria
As águas do reservatório da usina hidrelétrica de Tucuruí, usadas pelos moradores, correm risco de se tornarem tóxicas e impróprias para consumo humano. A possibilidade é apontada em estudo da UFPA (Universidade Federal do Pará) e do IEC (Instituto Evandro Chagas), subordinado ao Ministério da Saúde. Pesquisadores detectaram tendência de aumento no nível de matéria orgânica no lago, o que tem provocado a proliferação de algas azuis, que liberam toxinas prejudiciais à saúde. A pesca no lago está no centro da questão. Projeto do Ministério da Pesca prevê aumento da criação de peixes no lago e, segundo os pesquisadores, isso vai aumentar a quantidade de matéria orgânica e atrair mais algas, elevando o nível das toxinas. A Eletronorte, responsável pela hidrelétrica de Tucuruí, diz que a informação sobre a intoxicação das águas do reservatório é "uma grande mentira" - FSP, 7/1, Mercado, p.B4.
"Linhões" de transmissão ganham prioridade no Ibama
Os dois maiores empreendimentos de linhas de transmissão de energia em construção no país estão prestes a receber suas licenças ambientais de operação, autorização que é concedida pelo Ibama e que permitirá o início efetivo de funcionamento dessas redes. Até junho, o Ibama vai liberar a licença do chamado "linhão do Madeira", malha de quase 2.400 quilômetros que liga as usinas de Santo Antônio e Jirau, na cidade de Porto Velho (RO), até Araraquara, no interior de São Paulo. O segundo empreendimento que receberá licença de operação neste semestre é a linha de transmissão Tucuruí/Macapá/Manaus, de aproximadamente 1.800 km de extensão. O projeto fará a integração dos Estados do Amazonas, Amapá e do Oeste do Pará ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o qual faz a distribuição nacional de energia - Valor Econômico, 7/1, Brasil, p.A4.
Racionamento de luz acende sinal amarelo
Dez dias depois de dizer que é "ridículo" falar em racionamento de energia, a presidente Dilma Rousseff convocou reunião de emergência sobre os baixos níveis dos reservatórios, para depois de amanhã, em Brasília. A reunião foi acertada entre Dilma e o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, que a presidirá. Balanço e propostas serão levadas diretamente à presidente. Na avaliação do governo, os níveis dos reservatórios estão até 62% abaixo dos registrados no ano passado. Com temperaturas que chegam a 40 graus em cidades como o Rio de Janeiro, o consumo de energia com ar condicionado, ventilador e refrigerador tem disparado. Mesmo antes da reunião, já vinham sendo tomadas medidas extras para garantir a produção de energia, como a reativação da usina de Uruguaiana, parada desde 2009, e o acionamento a plena capacidade das usinas térmicas - FSP, 7/1, Mercado, p.B1.
BB financiou R$ 3,5 bilhões em energia eólica em 2012
O Banco do Brasil, maior instituição financeira da América Latina em ativos, fechou 2012 com uma carteira de R$ 3,5 bilhões de projetos de energia eólica e pretende terminar este ano como um dos principais financiadores das empresas privadas que disputarão as concessões de rodovias, ferrovias e aeroportos. A avaliação foi feita pelo vice-presidente de Atacado, Negócios Internacionais e Private Bank do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli. Nas avaliações internas, a cúpula da instituição trabalha com um cenário de crescimento exponencial da participação da energia eólica na matriz energética brasileira, por isso vem atuando no setor desde 2005, com projetos no Sul do País. De acordo com Renato Proença, executivo da diretoria Comercial do BB, a fatia de eletricidade gerada por ventos deve subir do atual 1% para algo em torno de 9% a 10% em 2020 - OESP, 6/1, Economia, p.B4 e B5.
Mudanças Climáticas

Costa Rica tenta ser país neutro em carbono até 2021
O pequeno país latino-americano da Costa Rica chegou à 18.ª Conferência do Clima da ONU, realizada em Doha (Catar) no fim do ano passado, com um bule de café em uma das mãos e uma ambição de combate às mudanças climáticas inversamente proporcional às suas emissões de gases de efeito estufa na outra. Responsável por 0,02% das emissões globais desses gases, o país defendeu para as outras partes seu modelo de desenvolvimento, que tem como meta neutralidade de carbono até 2021. O cafezinho servido no evento árabe foi o primeiro produto do país a alcançar esse certificado. Em meio a um evento já notório pela falta de ambição - no ano passado, por exemplo, não se viu novas metas de redução das emissões -, os costa-riquenhos reafirmaram seu compromisso de reduzir suas emissões e de compensar com o plantio de florestas aquelas que não puderem ser reduzidas - OESP, 6/1, Vida, p.A18.
Cobertura florestal aumentou 79% no país
As duas principais ações da Costa Rica para diminuir suas emissões vêm de antes até da meta de carbono neutro. O investimento em parques naturais e no pagamento por serviços ambientais promoveu um aumento de 79% na cobertura vegetal do país. Ela passou de 29% do território em meados dos anos 1980 para 52% em 2012. As políticas pegaram principalmente porque acabaram beneficiando o setor privado. O investimento que se fez nos parques nacionais nos anos 1970 e 1980 teve benefícios concretos para empresários que ganharam com o aumento do ecoturismo nos anos 1990. E o investimento em pagamento por serviços ambientais foi em sua maior parte para os pecuaristas, que detêm a maior fatia das terras do país. Essas fazendas são as que têm a maior quantidade de florestas privadas crescendo no país. Eles aderiram ao ver que ganhariam mais em não cortar do que ao cortar - OESP, 6/1, Vida, p.A18.
Aquecimento global ameaça empresas do Vale do Silício
As sedes de grande parte das principais empresas de tecnologia do mundo ficam localizadas em áreas que enfrentarão "risco significativo" de inundação nas próximas décadas como consequência do aquecimento global, mostra reportagem do ClimateWire. Segundo a associação de empresas do Vale do Silício, 257 companhias estão ameaçadas, entre elas gigantes como Google, Facebook, LinkedIn, Intel, Yahoo, Dell e Oracle. O Vale do Silício já está hoje entre um e três metros abaixo do nível do mar. Como os cientistas preveem que os oceanos subirão cerca de 40 centímetros em 40 anos e 1,65 metro até 2100, a região deve ficar inundada. Além disso, tempestades ocorrerão com maior frequência, o que tornará a vida cotidiana e a atividade comercial inviáveis no local - O Globo, 5/1, Economia, p.25.
Geral

Favela na Barra do Sahy 'escala' a serra do Mar
Uma das favelas mais antigas de São Sebastião, entre as badaladas praias da Barra do Sahy e da Baleia, e criada nos anos 1970, a antiga Vila Baiana (hoje Vila Saí) recebe uma nova onda de migrantes. Atraídos pelo sonho do trabalho no litoral paulista, a maioria dos migrantes vem, além da Bahia, dos demais Estados do Nordeste. A favela tem cerca de 3.000 habitantes, de acordo com a associação local. A migração atinge uma área "congelada" pela prefeitura, ou seja, impedida de receber novas construções. Para o secretário de Ambiente de São Sebastião, Eduardo do Rego, o crescimento da Vila Saí também preocupa pela questão ambiental: a favela fica colada à serra do Mar. "A Vila Saí não tem aumentado para os lados, mas para cima. O que é perigoso, porque começa a invadir a área do parque [estadual da serra do Mar]", diz - FSP, 6/1, Cotidiano, p.C1 e C3.
Dilma é a que menos desapropria desde Collor
O governo Dilma Rousseff é o que menos desapropriou imóveis rurais para fazer reforma agrária nos últimos 20 anos. Na primeira metade do mandato, 86 unidades foram destinadas a assentamentos. Comparado ao mesmo período das administrações anteriores desde o governo José Sarney (1985-90), o total supera só o de Fernando Collor (1990-92), que desapropriou 28 imóveis em 30 meses. Levantamento da diretoria técnica da Câmara e pesquisa no "Diário Oficial da União" mostram que Dilma desapropriou 58 imóveis em 2011 e outros 28 em 2012. A queda no ritmo ocorre em meio à redução da demanda dos sem-terra pelo país. A consolidação do Bolsa Família e a valorização do salário mínimo nos últimos anos contribuíram para isso. O número de famílias acampadas despencou de 2003 para 2011. Passou de 59 mil para 3.210, segundo a Comissão Pastoral da Terra - FSP, 6/1, Poder, p.A8.
Pior que a Guerra do Paraguai
"A que conclusão se chegaria se as universidades, sempre em busca de temas para teses, induzissem seus doutorandos a pesquisar o que nos custaram os projetos faraônicos, os elefantes brancos nos quais insistimos com persistência digna de melhor causa? Para não mergulhar muito longe no passado, pode-se começar pelo Programa Nuclear da era Geisel, a Transamazônica, a Perimetral Norte, a Ferrovia Norte-Sul, as iniciativas finalmente concluídas com retardo de anos e aumentos milionários de custo. Lugar privilegiado deveriam ocupar nos estudos três projetos: a transposição do São Francisco, Belo Monte e o trem-bala. De vez em quando se tem a impressão de que foram abandonados, mas renascem incessantemente das próprias cinzas. Qual será o custo humano em pobreza, doença, ignorância dessa irracional insistência nas falsas prioridades?", artigo de Rubens Ricupero - FSP, 7/1, Mundo, p.A9.
Ensaio geral
Marina Silva usará a agenda das "cidades sustentáveis" para buscar, já em 2013, protagonismo no debate de temas polêmicos nas 20 capitais cujos prefeitos recém-empossados são signatários de carta-compromisso com práticas ambientalmente seguras. A ex-ministra diz a aliados que, enquanto constrói o alicerce doutrinário de sua nova sigla, pretende influenciar nas medidas que envolvam a qualidade do ar, a mobilidade urbana e a ordenação do uso do solo. Em São Paulo, além do Plano Diretor, marineiros devem se debruçar de imediato sobre a flexibilização da inspeção veicular, anunciada por Fernando Haddad e alvo de críticas. Embora não deseje assumir agora a pré-candidatura presidencial em 2014, Marina afirma a interlocutores que a coleta de adesões à nova legenda deve começar em fevereiro - FSP, 7/1, Poder, p.A4.
Política e ecologia - Mujica na Rio+20
"Uma avaliação criteriosa dos pronunciamentos na recente Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) destacaria por sua lucidez o do presidente do Uruguai, José Mujica, discreta e polidamente aplaudido pela plateia e menoscabado pela mídia. O simpático presidente homenageou a boa-fé dos oradores que o precederam e passou a desenvolver sua ideia básica: a causa protagônica do cenário ecológico/ambiental sombrio que preocupa o mundo é o modelo de civilização que vivemos. Integrou as questões ambientais e ecológicas que dominavam a Rio+20 numa razão comum: na raiz da agressão do homem à natureza está presente o hiperconsumo, praticado no mundo de população imensa e crescente. E fechou essa cadeia de raciocínio com uma frase de efeito: 'Pobre não é quem tem pouco, mas sim quem deseja muito, sempre mais e mais'", artigo de Mario Cesar Flores - OESP, 7/1, Espaço Aberto, p.A2.
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FONTE : Manchetes Socioambientais, Boletim de 7/jan/2013.
A valorização do ouro por causa da depreciação das moedas pela crise financeira global reativou em Roraima um mercado clandestino que movimenta quantias milionárias. Parte do ouro ingressa no Brasil ilegalmente pela despovoada fronteira com a Guiana. A Polícia Federal (PF) começou em 2012 investigações no Estado que já resultaram na prisão de 33 comerciantes, garimpeiros e contrabandistas. O cálculo ainda impreciso dos investigadores indica que o negócio movimenta pelo menos R$ 30 milhões ao mês em um Estado sem indústrias. O líder yanomâmi Davi Kopenawa, calcula que cerca de 500 os homens atuam clandestinamente em pelo menos 200 garimpos dentro de territórios yanomâmi em Roraima. Kopenawa sustenta que as ações da Funai e da PF são insuficientes para acabar com os garimpos. "Ainda não teve conflitos com os índios porque os garimpeiros dão presentes", disse - OESP, 6/1, Economia, p.B8.
Na Raposa Serra do Sol, índios agora têm criação comunitária de gado
A reserva Raposa Serra do Sol, com seu 1,7 milhão de hectares a nordeste de Roraima, vem aos poucos se tornando produtiva nas mãos dos indígenas, que em 2009 conquistaram o direito de uso exclusivo da terra no Supremo Tribunal Federal. A pecuária é a principal atividade econômica. O rebanho atual chega a 70 mil cabeças, o dobro do que havia antes da decisão do Supremo, sob administração de fazendeiros. A agricultura também vem se expandindo nas aldeias. A novidade é a cultura de hortaliças. "Eles são os primeiros profissionais indígenas do Brasil e trabalham dentro da dinâmica da organização dos povos indígenas e do conhecimento das culturas tradicionais das aldeias", afirma o secretário adjunto de Agricultura, Rodolfo Pereira. Uma parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário pretende ampliar o número de aldeias produtivas - OESP, 5/1, Nacional, p.A8.
Pente-fino retira últimas famílias de terra indígena
Oficiais da Justiça Federal farão hoje um pente-fino na Terra Indígena Marãiwatsédé em Alto Boa Vista (MT) para identificar e confiscar os bens das famílias que se recusarem a deixar a área. Até ontem, segundo o governo, 80% das famílias iniciaram a saída do local. A estimativa é que cerca de 2.400 pessoas viviam no território, que tem 165 mil hectares e foi reconhecido em novembro passado como terra indígena xavante. Posseiros ocupam o local desde 1992. Hoje também deve ser realizado um mutirão para o cadastramento das famílias para eventual recebimento de benefícios, como o Bolsa Família, e para encaminhamento a dois projetos de assentamento do Incra na região. O prazo para todas as famílias deixarem a área venceu na sexta-feira - FSP, 7/1, Poder, p.A7; FSP, 5/1, Poder, p.A6; OESP, 5/1, Nacional, p.A8.
Índio quer apito
"Joaquim Barbosa inicia o ano no CNJ lançando censo para apurar quantos negros e índios trabalham como juizes e servidores em tribunais. Primeiro passo para criar cotas nos concursos ao Judiciário. A iniciativa é herança da gestão de Carlos Ayres Brito também defensor das cotas. O conselho fez as contas: forneceu 10 mil documentos a índios em 2012. Foram realizados, ao todo, seis mutirões em aldeias. A meta é entregar mais de 100 mil certidões e registros de nascimento, carteiras de trabalho e CPFs até julho", coluna de Sonia Racy - OESP, 5/1, Direto da Fonte, p.D2.
Quilombolas expõem miséria brasileira
Um pequeno grupo de quilombolas organizou, na quarta-feira, um protesto ao lado da praia onde a presidente Dilma Rousseff descansava, nos arredores de Salvador, na Bahia. Moradores da comunidade Rio dos Macacos, eles queriam demonstrar à presidente a demora na solução dos conflitos que enfrentam para obter os títulos de propriedade das terras em que vivem. Os quilombolas conseguiram chamar a atenção para um drama que se repete por todo o País: o aumento das tensões decorrentes da demora nos processos de demarcação e titulação de terras. De um total de 2.002 comunidades legalmente reconhecidas no País, só 138 conquistaram o título definitivo de suas terras - de acordo com os dispositivos da Constituição de 1988. Nos dois anos de governo Dilma, foram expedidos 18 títulos, segundo informações do Incra. Trata-se de um dos grupos populacionais mais vulneráveis do País - OESP, 6/1, Nacional, p.A8.
Mesmo após decreto, área em Minas ainda é foco de conflitos
O decreto presidencial que reconheceu como remanescente de quilombo a comunidade Brejo dos Crioulos, no norte de Minas, não foi suficiente para acabar com os conflitos pela terra na região. Pelo contrário, o temor da comunidade é de que a tensão aumente nos próximos meses. Isso porque o decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff perde a validade em setembro, ao completar dois anos. No quilombo, cujo território se espalha pelos municípios de Varzelândia, São João da Ponte e Verdelândia, vivem, segundo o Incra, 387 famílias descendentes de escravos. Desde a década de 1950 a área é palco de conflitos devido à ocupação das terras por fazendeiros. "Há uma inoperância total do governo, que leva ao aumento da tensão", critica Paulo Faccion, representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT) - OESP, 6/1, Nacional, p.A8.
Disputa no Rio Grande do Sul já dura nove anos
A perspectiva de demarcação de uma área quilombola vem gerando tensão há nove anos na região litorânea do nordeste do Rio Grande do Sul. Descendentes de escravos estão descontentes com a demora do governo federal para titular a área de 4,5 mil hectares, entre os municípios de Osório e Maquiné, que reivindicam como primeiro passo para a formação do Quilombo Morro Alto - cuja área total deve chegar a 10 mil hectares. Do outro lado, agricultores estão mobilizados para evitar a entrega de suas propriedades. As duas partes estão cada vez mais descontentes e não se descarta a possibilidade de bloqueio da rodovia BR-101, via de recepção e escoamento de produtos entre o Rio Grande do Sul e o restante do País. Os estudos para a demarcação do quilombo começaram em 2001. Em 2011 o Incra concluiu o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) - OESP, 6/1, Nacional, p.A8.
Às margens da usina de Tucuruí, 12 mil famílias vivem sem energia
Quase 30 anos após a inauguração de Tucuruí, maior hidrelétrica situada 100% em território brasileiro, cerca de 12 mil famílias que vivem no entorno do reservatório ou nas 1.600 ilhas do lago não têm acesso à rede elétrica, segundo a prefeitura. As raízes do problema remontam à construção da usina, iniciada em 1975. A área do lago foi sendo ocupada irregularmente na década de 1980 por famílias expulsas pela construção da usina e por novos moradores que chegavam à região. A eletricidade foi se estabelecendo na zona urbana de Tucuruí e, apesar de pleitos dos moradores, não chegou às ilhas, de moradias sem documentação e de custo alto para implantação da rede. Para a promotora Crystina Morikawa, de Tucuruí, a usina ainda acumula passivo ambiental porque foi concebida em um período em que o direito ambiental era pouco desenvolvido e as exigências para licenciar grandes obras eram menores - FSP, 7/1, Mercado, p.B4.
Estudo aponta risco de água se tornar imprópria
As águas do reservatório da usina hidrelétrica de Tucuruí, usadas pelos moradores, correm risco de se tornarem tóxicas e impróprias para consumo humano. A possibilidade é apontada em estudo da UFPA (Universidade Federal do Pará) e do IEC (Instituto Evandro Chagas), subordinado ao Ministério da Saúde. Pesquisadores detectaram tendência de aumento no nível de matéria orgânica no lago, o que tem provocado a proliferação de algas azuis, que liberam toxinas prejudiciais à saúde. A pesca no lago está no centro da questão. Projeto do Ministério da Pesca prevê aumento da criação de peixes no lago e, segundo os pesquisadores, isso vai aumentar a quantidade de matéria orgânica e atrair mais algas, elevando o nível das toxinas. A Eletronorte, responsável pela hidrelétrica de Tucuruí, diz que a informação sobre a intoxicação das águas do reservatório é "uma grande mentira" - FSP, 7/1, Mercado, p.B4.
"Linhões" de transmissão ganham prioridade no Ibama
Os dois maiores empreendimentos de linhas de transmissão de energia em construção no país estão prestes a receber suas licenças ambientais de operação, autorização que é concedida pelo Ibama e que permitirá o início efetivo de funcionamento dessas redes. Até junho, o Ibama vai liberar a licença do chamado "linhão do Madeira", malha de quase 2.400 quilômetros que liga as usinas de Santo Antônio e Jirau, na cidade de Porto Velho (RO), até Araraquara, no interior de São Paulo. O segundo empreendimento que receberá licença de operação neste semestre é a linha de transmissão Tucuruí/Macapá/Manaus, de aproximadamente 1.800 km de extensão. O projeto fará a integração dos Estados do Amazonas, Amapá e do Oeste do Pará ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o qual faz a distribuição nacional de energia - Valor Econômico, 7/1, Brasil, p.A4.
Racionamento de luz acende sinal amarelo
Dez dias depois de dizer que é "ridículo" falar em racionamento de energia, a presidente Dilma Rousseff convocou reunião de emergência sobre os baixos níveis dos reservatórios, para depois de amanhã, em Brasília. A reunião foi acertada entre Dilma e o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, que a presidirá. Balanço e propostas serão levadas diretamente à presidente. Na avaliação do governo, os níveis dos reservatórios estão até 62% abaixo dos registrados no ano passado. Com temperaturas que chegam a 40 graus em cidades como o Rio de Janeiro, o consumo de energia com ar condicionado, ventilador e refrigerador tem disparado. Mesmo antes da reunião, já vinham sendo tomadas medidas extras para garantir a produção de energia, como a reativação da usina de Uruguaiana, parada desde 2009, e o acionamento a plena capacidade das usinas térmicas - FSP, 7/1, Mercado, p.B1.
BB financiou R$ 3,5 bilhões em energia eólica em 2012
O Banco do Brasil, maior instituição financeira da América Latina em ativos, fechou 2012 com uma carteira de R$ 3,5 bilhões de projetos de energia eólica e pretende terminar este ano como um dos principais financiadores das empresas privadas que disputarão as concessões de rodovias, ferrovias e aeroportos. A avaliação foi feita pelo vice-presidente de Atacado, Negócios Internacionais e Private Bank do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli. Nas avaliações internas, a cúpula da instituição trabalha com um cenário de crescimento exponencial da participação da energia eólica na matriz energética brasileira, por isso vem atuando no setor desde 2005, com projetos no Sul do País. De acordo com Renato Proença, executivo da diretoria Comercial do BB, a fatia de eletricidade gerada por ventos deve subir do atual 1% para algo em torno de 9% a 10% em 2020 - OESP, 6/1, Economia, p.B4 e B5.
Costa Rica tenta ser país neutro em carbono até 2021
O pequeno país latino-americano da Costa Rica chegou à 18.ª Conferência do Clima da ONU, realizada em Doha (Catar) no fim do ano passado, com um bule de café em uma das mãos e uma ambição de combate às mudanças climáticas inversamente proporcional às suas emissões de gases de efeito estufa na outra. Responsável por 0,02% das emissões globais desses gases, o país defendeu para as outras partes seu modelo de desenvolvimento, que tem como meta neutralidade de carbono até 2021. O cafezinho servido no evento árabe foi o primeiro produto do país a alcançar esse certificado. Em meio a um evento já notório pela falta de ambição - no ano passado, por exemplo, não se viu novas metas de redução das emissões -, os costa-riquenhos reafirmaram seu compromisso de reduzir suas emissões e de compensar com o plantio de florestas aquelas que não puderem ser reduzidas - OESP, 6/1, Vida, p.A18.
Cobertura florestal aumentou 79% no país
As duas principais ações da Costa Rica para diminuir suas emissões vêm de antes até da meta de carbono neutro. O investimento em parques naturais e no pagamento por serviços ambientais promoveu um aumento de 79% na cobertura vegetal do país. Ela passou de 29% do território em meados dos anos 1980 para 52% em 2012. As políticas pegaram principalmente porque acabaram beneficiando o setor privado. O investimento que se fez nos parques nacionais nos anos 1970 e 1980 teve benefícios concretos para empresários que ganharam com o aumento do ecoturismo nos anos 1990. E o investimento em pagamento por serviços ambientais foi em sua maior parte para os pecuaristas, que detêm a maior fatia das terras do país. Essas fazendas são as que têm a maior quantidade de florestas privadas crescendo no país. Eles aderiram ao ver que ganhariam mais em não cortar do que ao cortar - OESP, 6/1, Vida, p.A18.
Aquecimento global ameaça empresas do Vale do Silício
As sedes de grande parte das principais empresas de tecnologia do mundo ficam localizadas em áreas que enfrentarão "risco significativo" de inundação nas próximas décadas como consequência do aquecimento global, mostra reportagem do ClimateWire. Segundo a associação de empresas do Vale do Silício, 257 companhias estão ameaçadas, entre elas gigantes como Google, Facebook, LinkedIn, Intel, Yahoo, Dell e Oracle. O Vale do Silício já está hoje entre um e três metros abaixo do nível do mar. Como os cientistas preveem que os oceanos subirão cerca de 40 centímetros em 40 anos e 1,65 metro até 2100, a região deve ficar inundada. Além disso, tempestades ocorrerão com maior frequência, o que tornará a vida cotidiana e a atividade comercial inviáveis no local - O Globo, 5/1, Economia, p.25.
Favela na Barra do Sahy 'escala' a serra do Mar
Uma das favelas mais antigas de São Sebastião, entre as badaladas praias da Barra do Sahy e da Baleia, e criada nos anos 1970, a antiga Vila Baiana (hoje Vila Saí) recebe uma nova onda de migrantes. Atraídos pelo sonho do trabalho no litoral paulista, a maioria dos migrantes vem, além da Bahia, dos demais Estados do Nordeste. A favela tem cerca de 3.000 habitantes, de acordo com a associação local. A migração atinge uma área "congelada" pela prefeitura, ou seja, impedida de receber novas construções. Para o secretário de Ambiente de São Sebastião, Eduardo do Rego, o crescimento da Vila Saí também preocupa pela questão ambiental: a favela fica colada à serra do Mar. "A Vila Saí não tem aumentado para os lados, mas para cima. O que é perigoso, porque começa a invadir a área do parque [estadual da serra do Mar]", diz - FSP, 6/1, Cotidiano, p.C1 e C3.
Dilma é a que menos desapropria desde Collor
O governo Dilma Rousseff é o que menos desapropriou imóveis rurais para fazer reforma agrária nos últimos 20 anos. Na primeira metade do mandato, 86 unidades foram destinadas a assentamentos. Comparado ao mesmo período das administrações anteriores desde o governo José Sarney (1985-90), o total supera só o de Fernando Collor (1990-92), que desapropriou 28 imóveis em 30 meses. Levantamento da diretoria técnica da Câmara e pesquisa no "Diário Oficial da União" mostram que Dilma desapropriou 58 imóveis em 2011 e outros 28 em 2012. A queda no ritmo ocorre em meio à redução da demanda dos sem-terra pelo país. A consolidação do Bolsa Família e a valorização do salário mínimo nos últimos anos contribuíram para isso. O número de famílias acampadas despencou de 2003 para 2011. Passou de 59 mil para 3.210, segundo a Comissão Pastoral da Terra - FSP, 6/1, Poder, p.A8.
Pior que a Guerra do Paraguai
"A que conclusão se chegaria se as universidades, sempre em busca de temas para teses, induzissem seus doutorandos a pesquisar o que nos custaram os projetos faraônicos, os elefantes brancos nos quais insistimos com persistência digna de melhor causa? Para não mergulhar muito longe no passado, pode-se começar pelo Programa Nuclear da era Geisel, a Transamazônica, a Perimetral Norte, a Ferrovia Norte-Sul, as iniciativas finalmente concluídas com retardo de anos e aumentos milionários de custo. Lugar privilegiado deveriam ocupar nos estudos três projetos: a transposição do São Francisco, Belo Monte e o trem-bala. De vez em quando se tem a impressão de que foram abandonados, mas renascem incessantemente das próprias cinzas. Qual será o custo humano em pobreza, doença, ignorância dessa irracional insistência nas falsas prioridades?", artigo de Rubens Ricupero - FSP, 7/1, Mundo, p.A9.
Ensaio geral
Marina Silva usará a agenda das "cidades sustentáveis" para buscar, já em 2013, protagonismo no debate de temas polêmicos nas 20 capitais cujos prefeitos recém-empossados são signatários de carta-compromisso com práticas ambientalmente seguras. A ex-ministra diz a aliados que, enquanto constrói o alicerce doutrinário de sua nova sigla, pretende influenciar nas medidas que envolvam a qualidade do ar, a mobilidade urbana e a ordenação do uso do solo. Em São Paulo, além do Plano Diretor, marineiros devem se debruçar de imediato sobre a flexibilização da inspeção veicular, anunciada por Fernando Haddad e alvo de críticas. Embora não deseje assumir agora a pré-candidatura presidencial em 2014, Marina afirma a interlocutores que a coleta de adesões à nova legenda deve começar em fevereiro - FSP, 7/1, Poder, p.A4.
Política e ecologia - Mujica na Rio+20
"Uma avaliação criteriosa dos pronunciamentos na recente Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) destacaria por sua lucidez o do presidente do Uruguai, José Mujica, discreta e polidamente aplaudido pela plateia e menoscabado pela mídia. O simpático presidente homenageou a boa-fé dos oradores que o precederam e passou a desenvolver sua ideia básica: a causa protagônica do cenário ecológico/ambiental sombrio que preocupa o mundo é o modelo de civilização que vivemos. Integrou as questões ambientais e ecológicas que dominavam a Rio+20 numa razão comum: na raiz da agressão do homem à natureza está presente o hiperconsumo, praticado no mundo de população imensa e crescente. E fechou essa cadeia de raciocínio com uma frase de efeito: 'Pobre não é quem tem pouco, mas sim quem deseja muito, sempre mais e mais'", artigo de Mario Cesar Flores - OESP, 7/1, Espaço Aberto, p.A2.
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FONTE : Manchetes Socioambientais, Boletim de 7/jan/2013.
Portal EcoDebate- Edição 1.750, de 07 / janeiro / 2013
Coalizão produtivista, artigo de Montserrat Martins
Sustentabilidade e o legado da copa. Série com 6 artigos de Roberto Naime
Novo Recorde de Temperatura Global em 2013? artigo de Alexandre Costa
Projetos agroextrativistas na linha de frente da agricultura familiar, por Mayron Régis
Prêmio reconhecerá iniciativas femininas voltadas para sustentabilidade
Embrapa inicia pesquisa sobre restauração de reserva legal em Sinop (MT)
Falta de manutenção adequada em piscinões ameaça combate a enchentes em SP, diz especialista
Ações de prevenção e resposta a desastres usaram só 32,2% dos recursos previstos para 2012
Dependência dos agrotóxicos e os efeitos do seu mau uso, artigo de Gesmar dos Santos e Ana Cláudia Sant’Anna
Quilombolas expõem miséria brasileira: 75% vivem em situação de extrema pobreza
Povos indígenas e o desenvolvimentismo do governo Dilma Rousseff, por Roberto Antonio Liebgott
2012 e a Reforma Agrária. Piores índices em décadas
Alimentos biofortificados, com maior teor de vitaminas e nutrientes, já estão sendo produzidos no Brasil
Para especialista, Brasil vive regime de exceção em decorrência da aproximação da Copa e das Olimpíadas
Índice de suicídio aumenta em homens na cidade de São Paulo
Sustentabilidade e o legado da copa. Série com 6 artigos de Roberto Naime
Novo Recorde de Temperatura Global em 2013? artigo de Alexandre Costa
Projetos agroextrativistas na linha de frente da agricultura familiar, por Mayron Régis
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Falta de manutenção adequada em piscinões ameaça combate a enchentes em SP, diz especialista
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Dependência dos agrotóxicos e os efeitos do seu mau uso, artigo de Gesmar dos Santos e Ana Cláudia Sant’Anna
Quilombolas expõem miséria brasileira: 75% vivem em situação de extrema pobreza
Povos indígenas e o desenvolvimentismo do governo Dilma Rousseff, por Roberto Antonio Liebgott
2012 e a Reforma Agrária. Piores índices em décadas
Alimentos biofortificados, com maior teor de vitaminas e nutrientes, já estão sendo produzidos no Brasil
Para especialista, Brasil vive regime de exceção em decorrência da aproximação da Copa e das Olimpíadas
Índice de suicídio aumenta em homens na cidade de São Paulo
domingo, 6 de janeiro de 2013
RS : alerta de risco de chuva extrema no estado gaúcho
Instabilidade permanecerá no Estado até quarta-feira, dia 9 de janeiro
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O fim de semana é muito abafado e com a atmosfera muito
instável no Rio Grande do Sul, consequência de uma massa de ar quente e bastante
úmida de origem tropical que cobre o Estado. O sábado teve chuva na maioria das
regiões gaúchas e fortes áreas de instabilidade voltaram a se formar neste
domingo, entre a madrugada e o começo da manhã, com chuva no Oeste e parte do
Norte do Estado. Segundo a análise da MetSul, a chuva permanece no Estado até,
pelo menos, a quarta-feira, mas começa a aumentar já nesta segunda-feira com
ocorrências de precipitação forte localizada e temporais isolados.
Durante a terça-feira, dia que se mostra de grande preocupação pelo alto risco de chuva intensa e mesmo com volumes extremos em várias regiões do Estado, além da possibilidade de novos temporais. Não se pode descartar que alguns pontos do Estado tenham nas 48 horas de segunda e terça-feira acumulados de até 200 milímetros ou mais. Considerando o que já choveu neste fim de semana e o que ainda vem pela frente, é possível que algumas localidades gaúchas tenham no acumulado de ontem até o final da terça volumes tão elevados como 200 a 400 mm, isto é duas a três vezes a média do mês inteiro de janeiro em menos de 100 horas. Logo, o quadro é de alerta pelo elevado potencial de transtornos como alagamentos e elevação súbita de rios, arroios e córregos. Hoje, mais uma vez houve registro de intensas precipitações acompanhadas de raios e trovoadas. A localidade mais atingida no interior neste começo de domingo foi Panambi, onde são registrados importantes alagamentos e inundação pelo transbordamento do Rio Fiúza. Da tarde para a noite deste domingo essas áreas de instabilidade avançam e se intensificam sobre o território gaúcho e são esperados novos episódios de chuva localmente muito volumosa e ainda com risco de temporais isolados de vento e queda de granizo, o que poderá gerar novos transtornos. ************************************ FONTE : Correio do Povo, 6/jan/2013. |
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Novo governo do Japão vai reiniciar reatores nucleares, diz jornal
Os reatores nucleares ociosos do Japão vão ser religados gradualmente sob o governo do recém-eleito primeiro-ministro, Shinzo Abe, conforme as unidades forem recebendo o sinal verde da Autoridade de Regulação Nuclear do país, afirmou o jornal Nikkei.
Abe, em instruções para membros do gabinete, traçou sua política de permitir que reatores nucleares retomassem as operações dando prioridade à avaliação do órgão regulador, disse o jornal japonês.
Todos os 50 reatores do Japão, com exceção de dois, continuam desligados depois que a usina de Fukushima sofreu explosões e um derretimento com o tsunami provocado por um terremoto em 2011.
O novo governo também irá rever a política de seu predecessor de desativar a energia nuclear até 2040, disse o ministro do Comércio e Indústria, Toshimitsu Motegi, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, disse o Nikkei.
Shinzo Abe, que assumiu o posto de primeiro-ministro do Japão na quarta-feira, criticou o objetivo de “zero nuclear” do derrubado Partido Democrático do Japão como irreal.
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FONTE : Terra
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