Powered By Blogger

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Redução da biodiversidade: O mundo se aflige, o Brasil esquece - Washington Novaes

Não terá sido por falta de informações sobre a gravidade da situação dos recursos naturais no mundo que foram tão difíceis as negociações no Japão, desde a semana passada, no âmbito da Convenção da Diversidade Biológica. Enquanto ali se sucediam os impasses, na Assembleia-Geral da ONU era apresentado um relatório sobre o direito à alimentação em que se afirma que a cada ano são perdidos no mundo 30 milhões de hectares cultivados, ou 300 mil quilômetros quadrados, área equivalente à da Itália, mais que o Estado de São Paulo – por causa de degradação ambiental e urbanização. “500 milhões de pequenos agricultores sofrem de fome porque seu direito à terra é atacado”, diz o documento (France Presse, 22/10).

A redução da biodiversidade significa perdas anuais entre US$ 2 trilhões e US$ 4,5 trilhões, confirma o relatório Economia de Ecossistemas e Biodiversidade, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O relatório da Global Footprint Network diz que a sobrecarga já imposta aos recursos naturais pela atividade humana exigirá (ou exigiria) que em 2030 precisemos de mais um planeta como a Terra para mantermos os formatos e o ritmo. Em 40 anos se perderam 30% da biodiversidade global. E 71 países já enfrentam déficits na área dos recursos hídricos.

É preciso começar a computar nos cálculos do produto interno bruto (PIB) de cada país as perdas sofridas por esse caminho, diz o Pnuma. E inevitavelmente faz lembrar mais uma vez o falecido secretário nacional do Meio Ambiente José Lutzenberger, segundo quem não há nada melhor para aumentar o PIB que um terremoto – porque os prejuízos não são incluídos nessas contas e o valor da reconstrução é todo adicionado.

O fato é que as perdas são brutais. E um dos setores em que isso se tem tornado mais evidente é o dos ecossistemas marinhos, embora o I Censo Marinho Global diga (Agência Estado, 10/10) que os anos dourados das descobertas da riqueza de espécies dessas áreas ainda estejam por vir. Até agora foram identificadas 250 mil espécies marinhas e os cientistas acreditam que haja pelo menos mais 750 mil – fora milhões de espécies de micróbios (90% da biodiversidade oceânica), que talvez sejam bilhões. A situação mais grave é a dos corais, por causa da acidificação das águas. De acordo com a Organização Mundial para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da ONU, três quartos das espécies de peixes estão em perigo no mundo todo, próximas do esgotamento, por causa de pesca excessiva, inclusive em lagos e outros ecossistemas continentais, afetados pelo carreamento de nutrientes das lavouras.

No Brasil, segundo estudo publicado na revista Nature (Estado, 30/9), a situação é grave principalmente no Sudeste e no Nordeste. Rios e lagos contribuem hoje com pelo menos 13 milhões de toneladas anuais de pescado, que podem chegar a até 30 milhões, afirma o Pnuma (20/10). É uma atividade particularmente importante para a geração de proteínas para crianças e de trabalho para mulheres.

Umas das razões para a gravidade da situação nos oceanos está na falta de zonas costeiras e marinhas protegidas. No Brasil mesmo, são apenas 1,5% do total, segundo o experiente diretor de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias (Estado, 3/10), quando a proposta no Japão foi de proteger pelo menos 20% dos ecossistemas em terra e no mar. Menos de 10% das espécies marinhas em águas brasileiras são conhecidas.

E há uma “bomba de tempo” à espera nos oceanos, alerta a revista New Scientist (4/9/10): o imenso estoque de óleo diesel acumulado nos porões de milhares de navios afundados durante a 2.ª Guerra Mundial, que faz parecer brincadeira de criança o recente vazamento de petróleo no Golfo do México, 20 vezes menor do que aquele estoque. O apodrecimento dos cascos levará a vazamentos nas próximas décadas.

Diante de todo esse quadro, não podem deixar de preocupar muito os rumos impostos à captura de pescado pelo nosso Ministério da Pesca, principalmente o recente edital (O Eco, 27/7) que abre as águas brasileiras para embarcações estrangeiras, navios que serão arrendados, com isenção fiscal, para incentivar a pesca de atum espadarte. Será uma festa para frotas que já recebem 1 bilhão em subsídios da União Europeia. Isso quando são conhecidos os estudos oficiais do Revizee, que consideram ameaçadas 80% das espécies marinhas brasileiras pescadas – enquanto o Ministério não deixa de apregoar seu objetivo de multiplicar por dez a tonelagem pescada.

Da mesma forma, não podem deixar de inquietar editais do Ministério que abrem novas áreas em terra e no mar. A aquicultura já aumentou a produção em 44% entre 2007 e 2009. A produção total brasileira de pescado subiu 25% em oito anos e chegou a 1.240 mil toneladas em 2009. Na aquicultura foram 416 mil toneladas em 2009 (quando muitos estudos internacionais dizem que na aquicultura o consumo de recursos é maior que a produção); na pesca extrativa, 825 mil toneladas. Mas “a gestão pesqueira é um caos”, dizem os especialistas (Estado, 3/10). E o Ministério do Meio Ambiente quer controlar a expansão, trafegando na direção contrária à do Ministério da Pesca – que em sete anos teve suas dotações orçamentárias ampliadas de R$ 11 milhões para R$ 803 milhões, 73 vezes mais. Nesse período, a produção de pescado passou de 990 mil toneladas anuais para menos de 1,3 milhão de toneladas (Estado, 26/6).

É evidente que o quadro brasileiro precisa ser repensado. Seja pelo contraste entre os objetivos oficiais no setor e o que dizem estudos sobre a situação das espécies pescadas, seja pela grave situação dos recursos marinhos no mundo, enfatizada pelos estudos e discussões na Convenção da Diversidade Biológica. Não há como não levar a sério os diagnósticos e não caminhar para políticas adequadas em matéria de conservação. As futuras gerações vão cobrar.
****************
FONTE : Washington Novaes é jornalista. Artigo publicado originalmente em O Estado de S.Paulo. (EcoDebate, 03/11/2010)

Ecologia e Gestão Ambiental - Antonio Silvio Hendges

A ecologia também pode ser definida como o estudo e compreensão da economia da natureza, ou seja, como os processos naturais produzem, distribuem, consomem e reaproveitam os recursos materiais indispensáveis à sobrevivência e bem estar dos seres vivos.

Como na economia tradicional, na ecologia há dificuldades para preverem-se exatamente os resultados que determinadas ações e intervenções nos macro sistemas podem acarretar nos mecanismos específicos dos ciclos naturais: alterações em ecossistemas, impactos em teias, cadeias e nichos ecológicos, erosão da biodiversidade, deterioração dos recursos hídricos, contaminações dos solos, modificações nas paisagens e outros processos que são sinérgicos nos resultados imediatos, em médios e/ou longos períodos.

A gestão ambiental é realizada através de mecanismos e instrumentos de gestão que estabelecem ações precisas e específicas para todos os agentes que participam dos processos produtivos e econômicos. Os problemas identificados são objetivos e as intervenções direcionadas para resultados previamente determinados que busquem a permanente melhoria da qualidade dos serviços, produtos e ambientes impactados pelas organizações privadas ou públicas. Este processo de aprimoramento é constante e deve ser estabelecido através de políticas, diretrizes e programas relacionados ao meio ambiente e externo às atividades desenvolvidas, colaborando com outros setores econômicos, comunidades próximas ou afetadas, órgãos ambientais e de saúde pública e do trabalho, desenvolvendo e adotando processos que evitem ou minimizem os impactos ambientais e sociais dos empreendimentos.

Os instrumentos de gestão ambiental estão relacionados com agentes de níveis diferentes de atuação, porém integrados em objetivos comuns e convergentes nos resultados. Os governos dispõem de instrumentos como zoneamentos, licenciamentos, auditorias, normatizações/fiscalizações, multas e criação de reservas e áreas de preservação ambiental; os agentes econômicos têm no monitoramento ambiental, na certificação e na rotulagem seus principais mecanismos de gestão; as ciências ambientais colaboram através das pesquisas e conhecimentos científicos, novas técnicas e tecnologias e formação de recursos humanos; a sociedade participa através de organizações não governamentais e nos conselhos e órgãos ambientais colegiados.

Embora sendo difícil a previsão exata dos impactos relacionados com as intervenções nos ecossistemas, a convergência entre a ecologia e a gestão ambiental é evidente: enquanto a ecologia estuda as relações dos seres vivos com seus habitats e as características relacionadas com a produção, distribuição e consumo dos recursos naturais indispensáveis à vida, a gestão ambiental utiliza-se destes conhecimentos aplicados para minimizar os impactos diretos das ações antropogênicas sobre o meio ambiente e a saúde humana, permitindo garantir-se a qualidade de vida às presentes e futuras gerações, possibilitando um desenvolvimento sustentável da economia e da sociedade.
***************************
FONTE : Antonio Silvio Hendges, articulista do EcoDebate, é Professor de biologia e agente educacional no RS. (EcoDebate, 03/11/2010)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

MALDITOS SEJAM ESTES IMBECIS !!!

Malditos sejam
todos os que cometem atrocidades
contra estes nossos irmãos animais.
Desprotegidos. Inocentes.
Carentes. Frágeis.
Que suas almas apodreçam
encerradas por mil anos
dentro de uma guampa de mijo
no fundo do inferno !
(JAMES PIZARRO)

VIAMÃO, RS : CÃES FAMINTOS

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Agresión a activistas de Igualdad Animal y a periodistas de Telecinco en Sacedón, Guadalajara

Agresión a activistas de Igualdad Animal y a periodistas de Telecinco en Sacedón, Guadalajara from Igualdad Animal on Vimeo.


Hoy, 1 de Septiembre, sobre las 11:30 aproximadamente, activistas de Igualdad Animal y periodistas de Telecinco, han sufrido agresiones brutales por parte de los participantes en el encierro por el campo que se celebraba en la localidad de Sacedón, en Guadalajara.

Los activistas han desplegado una pancarta de 35 metros cuadrados del puente donde se estaba celebrando el encierro, que leía: "Tauromaquia abolición, derechos para todos los animales".


A los pocos minutos los activistas y un reportero y una redactora de Telecinco que estaban presentes, han sido agredidos por una multitud, puñetazos, patadas, piedras lanzadas por habitantes de la localidad... En medio de esa multitud, han intentado meterse en el coche que le esperaba para salir de allí, al cual han roto tanto la luna delantera como la trasera. Al final pudieron salir custodiados por un coche de la Guardia Civil.

Este suceso sólo pone de manifiesto de qué lado está la violencia. Ante una protesta pacífica, en la que simplemente se ha desplegado una pancarta, hemos sido víctimas de un linchamiento público, en algunos aspectos similar al que ha sufrido el toro, con la diferencia que nosotros estamos vivos y el toro no.

Desde Igualdad Animal queremos focalizar la atención en las verdaderas víctimas, que son los animales que son masacrados en este tipo de eventos, y en general en todas las víctimas que diariamente están sufriendo y agonizando en granjas, mataderos, laboratorios y otros centros de explotación, víctimas de la explotación a las que les sometemos. Al igual que son injustificables las agresiones que hemos sufrido por querer defender a los animales, pedimos que esa solidaridad se extienda a todos los animales, pues todos tenemos interés en disfrutar de nuestra vida y no queremos morir ni ser agredidos.
***************************
FONTE : VIMEO - http://vimeo.com/14614491

Exposição "OS PÁSSAROS", Porto Alegre - Raul Cassou

ARTE & FATO GALERIA
Rua São Manoel, 285 - Bairro Rio Branco - Porto Alegre
Visitação : de 4 a 24 de novembro de 2010.
Horário : das 14 às 18 h (sábados : 10 às 13 h)

Raul Cassou mostra suas pinturas de pássaros a partir de 3.11.2010 na Galeria Arte&Fato, em Porto Alegre. Paralelamente a esta, outra mostra de seus trabalhos, intitulada Duas perspectivas de Brasil ( A perspectiva de Hans Staden, do Brasil Colônia, quando todos os recursos pareciam ilimitados e a de Cassou, refletindo o período 2000-2010, já convivendo com a consciência de que algo deve ser feito com urgência em prol da preservação das espécies e da qualidade de vida no planeta) permanece até o final de novembro, no Castelo de Tuebingen, na Alemanha, para onde foi a convite do coordenador do Brasilien Zentrun , o zoólogo Dr. Rainer Radtke. Não por acaso, na Universidade de Tuebingen, encontra-se preservada a primeira representação de uma ave aquática encontrada na Europa, uma marreca com cerca de 35.000 anos, esculpida em marfim.

Raul Cassou, assim como a esposa, a ambientalista Maria Elisa Silva, é observador de aves, é um cara super antenado em preservação ambiental, pintando apenas sobre madeiras encontradas na rua e à beira de mares e rios. O que pouca gente sabe, é que Raul é o responsável pelo logotipo da ONG União pela Vida e que também foi quem pintou os cartazes, que atraíram o público, quando a ONG começou a recolher as 10.500 assinaturas em papel, contra a prática da caça esportiva no RGS, no final de 2003 e que, juntamente com outras ações simultâneas, acabou levando à sua proibição. Raul tem dado todo o apoio à esposa, que no momento participa de um Movimento, formado por mais de 15 diferentes ONGs, lutando para que a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, não importe de criadouros africanos três novas girafas para substituir as duas que morreram em 2010. Esse Movimento prega por uma nova espécie de Zôo, que ao invés de importar e gerar excedentes de espécies exóticas, acolha os animais de circos que vem sendo abandonados pelo país inteiro e as vítimas do tráfico, utilizando-se de maquetes e projeções, para mostrar como é o comportamento animal no seu habitat natural e não mais utilizando-se de seres vivos para exposição em condições totalmente inadequadas.