As sacolas reutilizáveis que viraram item obrigatório para qualquer consumidor consciente podem ser foco de contaminação por bactérias como E. coli, de acordo com pesquisa feita nos EUA. Os cientistas analisaram 84 sacolas de consumidores em Tucson, Los Angeles e San Francisco.
“Os resultados sugerem uma ameaça séria à saúde pública, especialmente por bactérias coliformes como a E. coli, detectadas em metade das sacolas analisadas”, disse Charles Gerba, professor da Universidade do Arizona e coautor do estudo, em nota divulgada pela instituição. Reportagem publicada na Folha de S.Paulo.
“Os consumidores não estão a par dos riscos e da necessidade de higienizar as sacolas toda semana.”
De acordo com o estudo, 97% das pessoas nunca haviam lavado as sacolas. Uma limpeza bem feita poderia matar quase todas as bactérias, segundo Gerba.
No Brasil, os supermercados têm estimulado o uso das ecobags. O Carrefour anunciou em março que vai deixar de entregar as sacolas plásticas em até quatro anos. Em muitos países, consumidores já são obrigados a pagar pelas sacolinhas plásticas.
O estudo americano afirma que um aumento súbito no uso de ecobags sem uma campanha de educação que explique como evitar a contaminação cruzada pode trazer riscos para a saúde pública.
Os pesquisadores ressaltam que o objetivo do estudo não é discutir a validade das sacolas reutilizáveis, e sim informar consumidores e legisladores sobre como usá-las de maneira segura.
O ROTEIRO DA SACOLA LIMPA
1 Cada um na sua
Separe sacolas só para transportar alimentos crus, outras para carnes e outras para os produtos secos. As bactérias presentes na carne crua podem migrar para os outros produtos
2 Contaminação cruzada
Não use as sacolas que você leva para o supermercado para transportar roupas e livros. Isso pode levar à contaminação cruzada por bactérias como a Staphylococcus aureus
3 Limpeza
Higienize a ecobag uma vez por semana, na máquina de lavar roupa ou à mão, com sabão em pó. Uma limpeza bem feita é suficiente para matar a maioria dos micro-organismos perigosos
4 Evite o calor
Não deixe carne nas sacolas por muito tempo dentro do porta-malas. O calor favorece a proliferação das bactérias. Em duas horas no porta-malas, o número de micro-organismos se multiplica por dez.
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FONTE : Universidade do Arizona e Universidade Loma Linda (EcoDebate, 02/07/2010)
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
Rio São Francisco foi o rio que mais perdeu água na América Latina
O rio São Francisco está perdendo vazão. Pior: o Velho Chico foi o rio que mais apresentou diminuição das águas no último meio século – nada menos que 35% de sua capacidade. Para se ter uma idéia dessa diminuição, o fluxo de águas na bacia do Amazonas caiu apenas 3,1%, no mesmo período, enquanto outros rios brasileiros apresentaram uma elevação na vazão. Esse é um dos alertas que o coordenador da Comissão Pastoral da Terra da Bahia (CPT), Ruben Siqueira, trouxe para Campina Grande durante a abertura do Encontro de Atingidos e Atingidas pelo Projeto de Transposição do Rio São Francisco, no dia 17 de junho. O evento, realizado na Casa de Encontro São Clemente, no bairro de Bodocongó, contou com mais de cem participantes vindos dos cincos estados nordestinos envolvidos na transposição.
Para Siqueira, o outrora caudaloso São Francisco agora apresenta um panorama agudo, preocupante. “É um rio com todas as evidências de um quadro hídrico crítico, no entanto, o governo continua com esses projetos que privilegiam a produção de cana-de-açúcar para etanol em toda a bacia do São Francisco”. A crítica do coordenador da CPT Baiana faz referência à preferência do projeto de transposição do Velho Chico para irrigação de plantações em detrimento, não raro, ao consumo da água pelo sertanejo da região que o leito transposto vai passar. E mais: pelos números acerca dos reservatórios de água já existentes no semi-árido brasileiro, segundo Ruben Siqueira, a transposição seria um projeto totalmente redundante e desnecessário.
“O semi-árido brasileiro é a região, entre os semi-áridos do mundo, que mais concentrou água, que mais fez açudes. São 70 mil açudes. Há açudes que têm seis bilhões de metros cúbicos de água. São grandes cemitérios de água, porque essas águas estão lá e não estão sendo usadas, ou são usadas pelos grandes latifundiários. Para que, então, exportar água? Alguns falam que a transposição dará segurança hídrica às águas do nordeste. Mas nós perguntamos: aumentar a oferta hídrica para quem? Para fazer o que? A que custo? Qual o desenvolvimento que está por trás da transposição? Esse debate não está sendo feito. Essa água acumulada, por lei, deve ser acessível à população do árido, mas não é”, revela o coordenador.
João Suassuna e a perspectiva do Brasil Real
Quem também participou do Encontro de Atingidos e Atingidas pelo Projeto de Transposição do Rio São Francisco foi o pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, em Pernambuco, João Suassuna. Engenheiro agrônomo e especialista no projeto que transpõe o Velho Chico, Suassuna é autor do livro A Transposição do Rio São Francisco na Perspectiva do Brasil Real. Para ele, o projeto de transposição não apenas engana o povo como deve acelerar o processo de desertificação no semi-árido nordestino. “Os beneficiários da transposição do São Francisco serão as empreiteiras, os industriais, o grande capital. O povo está sendo iludido, não terá acesso a uma gota d’água sequer da transposição. Não está claro no projeto como essa água sairá das grandes represas para abastecer o povo. Está claro que a água irá caminhar nos 700 km de canais e abastecerá as principais represas do Nordeste, para promover aquilo que as autoridades estão chamando de sinergia hídrica, que é a forma dessas represas não virem a secar.”
Pesquisador das questões envoltas no leito do São Francisco, João Suassuna reforça que a resistência ao projeto de transposição continuará – e este será um ano decisivo nesse cenário. “A resistência continua e essa situação irá se agravar porque, neste ano, teremos eleições. É possível que os candidatos utilizem essa obra como a panacéia da solução de tudo, e não será. Nossa preocupação é essa, é que isso sirva como moeda de troca para voto. Isso, certamente, irá acontecer. Eles irão centrar as campanhas no Nordeste para o abastecimento das pessoas e utilizarão como pano de fundo o projeto da transposição. Mas sabemos que isso terá um engodo, porque o abastecimento das populações não irá se proceder com esse projeto, que vai se utilizar da água para o agronegócio.”
A pesquisa sobre a vazão do São Francisco
A informação sobre a diminuição da vazão do rio São Francisco foi publicada em 15 de maio de 2009 no Journal of Climate, da Sociedade Meteorológica Americana. No estudo, pesquisadores do National Center for Atmospheric Research (NCAR) analisaram dados coletados entre os anos de 1948 e 2004 nos 925 maiores rios do planeta, e concluíram que vários rios de algumas das regiões mais populosas estão perdendo água.
As planilhas dos pesquisadores apontaram que a bacia do São Francisco foi a que apresentou o maior declínio no fluxo de águas entre os principais rios que correm em território brasileiro durante o período pesquisado – uma negativa de 35%. No mesmo período, por exemplo, o fluxo de águas na bacia do Amazonas caiu 3,1%. Outras bacias brasileiras pesquisadas pelos norte americano apresentaram uma elevação na vazão.
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FONTE : Ruben Siqueira, CPT/BA, para o EcoDebate, 02/07/2010
Para Siqueira, o outrora caudaloso São Francisco agora apresenta um panorama agudo, preocupante. “É um rio com todas as evidências de um quadro hídrico crítico, no entanto, o governo continua com esses projetos que privilegiam a produção de cana-de-açúcar para etanol em toda a bacia do São Francisco”. A crítica do coordenador da CPT Baiana faz referência à preferência do projeto de transposição do Velho Chico para irrigação de plantações em detrimento, não raro, ao consumo da água pelo sertanejo da região que o leito transposto vai passar. E mais: pelos números acerca dos reservatórios de água já existentes no semi-árido brasileiro, segundo Ruben Siqueira, a transposição seria um projeto totalmente redundante e desnecessário.
“O semi-árido brasileiro é a região, entre os semi-áridos do mundo, que mais concentrou água, que mais fez açudes. São 70 mil açudes. Há açudes que têm seis bilhões de metros cúbicos de água. São grandes cemitérios de água, porque essas águas estão lá e não estão sendo usadas, ou são usadas pelos grandes latifundiários. Para que, então, exportar água? Alguns falam que a transposição dará segurança hídrica às águas do nordeste. Mas nós perguntamos: aumentar a oferta hídrica para quem? Para fazer o que? A que custo? Qual o desenvolvimento que está por trás da transposição? Esse debate não está sendo feito. Essa água acumulada, por lei, deve ser acessível à população do árido, mas não é”, revela o coordenador.
João Suassuna e a perspectiva do Brasil Real
Quem também participou do Encontro de Atingidos e Atingidas pelo Projeto de Transposição do Rio São Francisco foi o pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, em Pernambuco, João Suassuna. Engenheiro agrônomo e especialista no projeto que transpõe o Velho Chico, Suassuna é autor do livro A Transposição do Rio São Francisco na Perspectiva do Brasil Real. Para ele, o projeto de transposição não apenas engana o povo como deve acelerar o processo de desertificação no semi-árido nordestino. “Os beneficiários da transposição do São Francisco serão as empreiteiras, os industriais, o grande capital. O povo está sendo iludido, não terá acesso a uma gota d’água sequer da transposição. Não está claro no projeto como essa água sairá das grandes represas para abastecer o povo. Está claro que a água irá caminhar nos 700 km de canais e abastecerá as principais represas do Nordeste, para promover aquilo que as autoridades estão chamando de sinergia hídrica, que é a forma dessas represas não virem a secar.”
Pesquisador das questões envoltas no leito do São Francisco, João Suassuna reforça que a resistência ao projeto de transposição continuará – e este será um ano decisivo nesse cenário. “A resistência continua e essa situação irá se agravar porque, neste ano, teremos eleições. É possível que os candidatos utilizem essa obra como a panacéia da solução de tudo, e não será. Nossa preocupação é essa, é que isso sirva como moeda de troca para voto. Isso, certamente, irá acontecer. Eles irão centrar as campanhas no Nordeste para o abastecimento das pessoas e utilizarão como pano de fundo o projeto da transposição. Mas sabemos que isso terá um engodo, porque o abastecimento das populações não irá se proceder com esse projeto, que vai se utilizar da água para o agronegócio.”
A pesquisa sobre a vazão do São Francisco
A informação sobre a diminuição da vazão do rio São Francisco foi publicada em 15 de maio de 2009 no Journal of Climate, da Sociedade Meteorológica Americana. No estudo, pesquisadores do National Center for Atmospheric Research (NCAR) analisaram dados coletados entre os anos de 1948 e 2004 nos 925 maiores rios do planeta, e concluíram que vários rios de algumas das regiões mais populosas estão perdendo água.
As planilhas dos pesquisadores apontaram que a bacia do São Francisco foi a que apresentou o maior declínio no fluxo de águas entre os principais rios que correm em território brasileiro durante o período pesquisado – uma negativa de 35%. No mesmo período, por exemplo, o fluxo de águas na bacia do Amazonas caiu 3,1%. Outras bacias brasileiras pesquisadas pelos norte americano apresentaram uma elevação na vazão.
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FONTE : Ruben Siqueira, CPT/BA, para o EcoDebate, 02/07/2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Furacão Alex espalha mais a maré negra
Mar muito agitado levou petróleo em direção à terra e forçou a suspensão da coleta do óleo
Desde o início do vazamento de petróleo no Golfo do México pelo afundamento de uma plataforma, administrada pela companhia BP, as notícias ruins não param de chegar.
Aestimativa de óleo que escapa por dia e os estragos aumentam, e as tentativas de conter o vazamento se revelam ineficazes. A situação ficou ainda pior com a provável chegada do furacão Alex ao sul dos EUA.
Chuvas que inundaram estradas e ameaçavam provocar a evacuação de cidades litorâneas mexicanas foram o primeiro efeito da tempestade, que se transformou, ontem, em furacão.
A previsão dos especialistas é de que o fenômeno passe ao sul da mancha de petróleo no mar e atinja a região costeira do México, próximo ao Estado americano do Texas.
De acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), o Alex chegaria à terra no fim da noite de ontem, possivelmente como um furacão de categoria dois.
Se a provável trajetória levou alívio para o setor energético, já que não passará sobre a região onde funcionava a plataforma Deepwater Horizon, um segundo efeito da tempestade já é percebido na costa americana: o mar agitado levou mais petróleo em direção à terra.
Fortes ondas e ventos forçaram a suspensão da coleta de petróleo e atrapalharam as atividades de limpeza e contenção nas costas da Louisiana, do Alabama e da Flórida.
O México foi a primeira (e provavelmente será a principal) vítima do Alex: intensas chuvas inundaram rapidamente as ruas da cidade fronteiriça de Matamoros. Um sinal de que a tempestade poderia provocar mais de 30 centímetros de precipitação na região de fronteira com os EUA, e talvez 50 centímetros em zonas isoladas.
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FONTE : Miami e DC, edição de 1/julho/2010.
Desde o início do vazamento de petróleo no Golfo do México pelo afundamento de uma plataforma, administrada pela companhia BP, as notícias ruins não param de chegar.
Aestimativa de óleo que escapa por dia e os estragos aumentam, e as tentativas de conter o vazamento se revelam ineficazes. A situação ficou ainda pior com a provável chegada do furacão Alex ao sul dos EUA.
Chuvas que inundaram estradas e ameaçavam provocar a evacuação de cidades litorâneas mexicanas foram o primeiro efeito da tempestade, que se transformou, ontem, em furacão.
A previsão dos especialistas é de que o fenômeno passe ao sul da mancha de petróleo no mar e atinja a região costeira do México, próximo ao Estado americano do Texas.
De acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), o Alex chegaria à terra no fim da noite de ontem, possivelmente como um furacão de categoria dois.
Se a provável trajetória levou alívio para o setor energético, já que não passará sobre a região onde funcionava a plataforma Deepwater Horizon, um segundo efeito da tempestade já é percebido na costa americana: o mar agitado levou mais petróleo em direção à terra.
Fortes ondas e ventos forçaram a suspensão da coleta de petróleo e atrapalharam as atividades de limpeza e contenção nas costas da Louisiana, do Alabama e da Flórida.
O México foi a primeira (e provavelmente será a principal) vítima do Alex: intensas chuvas inundaram rapidamente as ruas da cidade fronteiriça de Matamoros. Um sinal de que a tempestade poderia provocar mais de 30 centímetros de precipitação na região de fronteira com os EUA, e talvez 50 centímetros em zonas isoladas.
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FONTE : Miami e DC, edição de 1/julho/2010.
CRIME AMBIENTAL : SC na rota internacional do tráfico de animais
Operação São Fransciso prendeu dois receptadores que mantinham espécies exóticas em cativeiro
Policiais federais apreenderam, ontem, 152 aves e duas tartarugas da espécie Tigre D’água mantidas em cativeiro de forma irregular em duas casas de Florianópolis. A ação faz parte da Operação São Francisco, que desbaratou uma quadrilha de importação e exportação de pássaros exótico silvestres e nativos do Brasil. De acordo com a Polícia Federal, SC faz parte da rota internacional do tráfico de animais.
Pelos menos 10 mil animais foram recolhidos em vários estados do país. A multa aplicada aos proprietários é de R$ 474,4 mil.
As aves apreendidas Florianópolis estavam em duas casas - uma em Coqueiros e outra no Centro - e foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres de Santa Catarina, na Capital. O delegado que coordenou o trabalho no Estado, Raimundo Barbosa, afirmou que Santa Catarina servia como mercado consumidor de aves exóticas e fonte de abastecimento do tráfico de pássaros nativos para a Europa. Ele falou que os animais contrabandeados para fora do país são capturados nas proximidades de Blumenau e Timbó.
Os suspeitos vão responder inquérito por receptação, formação de quadrilha e comércio ilegal de espécie em extinção. Os dois proprietários detidos em Florianópolis foram presos temporariamente e transferidos para Curitiba, onde a operação foi centralizada. O delegado declarou que as investigações começaram há seis meses no Estado. Ele acredita que o aprofundamento do trabalho vai acarretar em novas prisões em Santa Catarina.
Barbosa contou que os principais integrantes da quadrilha são o holandês Nikolas Antonius Cornelius e Márcio Rodrigues, morador de Curitiba. O primeiro atua como fornecedor de aves de várias partes do mundo para o Brasil. A Interpol deve cumprir o mandado de prisão preventiva contra o estrangeiro. Já Rodrigues cria e revende os animais. Ele cruza os pássaros para obter cores raras e aumentar o valor.
De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Federal no Paraná, foram realizadas 30 prisões, entre temporárias e preventivas, nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Entre os detidos, está um homem estrangeiro que entrava no aeroporto de Guarulhos (SP) com ovos escondidos em uma camiseta adaptada (veja foto na arte). Também foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão.
As prisões também incluíram servidores públicos que ocupavam cargos em órgãos de fiscalização. Cerca de 9,5 mil animais foram encontrados no Paraná, onde ficava o sítio responsável pela reprodução das aves. Elas serão entregues ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
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FONTE : Melissa Bulegon e Felipe Pereira, Diádio Catarinense,edição de 1/julho/2010.
Policiais federais apreenderam, ontem, 152 aves e duas tartarugas da espécie Tigre D’água mantidas em cativeiro de forma irregular em duas casas de Florianópolis. A ação faz parte da Operação São Francisco, que desbaratou uma quadrilha de importação e exportação de pássaros exótico silvestres e nativos do Brasil. De acordo com a Polícia Federal, SC faz parte da rota internacional do tráfico de animais.
Pelos menos 10 mil animais foram recolhidos em vários estados do país. A multa aplicada aos proprietários é de R$ 474,4 mil.
As aves apreendidas Florianópolis estavam em duas casas - uma em Coqueiros e outra no Centro - e foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres de Santa Catarina, na Capital. O delegado que coordenou o trabalho no Estado, Raimundo Barbosa, afirmou que Santa Catarina servia como mercado consumidor de aves exóticas e fonte de abastecimento do tráfico de pássaros nativos para a Europa. Ele falou que os animais contrabandeados para fora do país são capturados nas proximidades de Blumenau e Timbó.
Os suspeitos vão responder inquérito por receptação, formação de quadrilha e comércio ilegal de espécie em extinção. Os dois proprietários detidos em Florianópolis foram presos temporariamente e transferidos para Curitiba, onde a operação foi centralizada. O delegado declarou que as investigações começaram há seis meses no Estado. Ele acredita que o aprofundamento do trabalho vai acarretar em novas prisões em Santa Catarina.
Barbosa contou que os principais integrantes da quadrilha são o holandês Nikolas Antonius Cornelius e Márcio Rodrigues, morador de Curitiba. O primeiro atua como fornecedor de aves de várias partes do mundo para o Brasil. A Interpol deve cumprir o mandado de prisão preventiva contra o estrangeiro. Já Rodrigues cria e revende os animais. Ele cruza os pássaros para obter cores raras e aumentar o valor.
De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Federal no Paraná, foram realizadas 30 prisões, entre temporárias e preventivas, nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Entre os detidos, está um homem estrangeiro que entrava no aeroporto de Guarulhos (SP) com ovos escondidos em uma camiseta adaptada (veja foto na arte). Também foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão.
As prisões também incluíram servidores públicos que ocupavam cargos em órgãos de fiscalização. Cerca de 9,5 mil animais foram encontrados no Paraná, onde ficava o sítio responsável pela reprodução das aves. Elas serão entregues ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
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FONTE : Melissa Bulegon e Felipe Pereira, Diádio Catarinense,edição de 1/julho/2010.
Desafios da química ambiental - entrevista com Arnaldo Alves Cardoso
“É preciso conhecer os limites do planeta e definir melhor o que se entende por sustentabilidade”, disse Arnaldo Alves Cardoso, professor do Instituto de Química de Araraquara da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que coordena o projeto de pesquisa Effects of emissions on current and future rainfall patterns in Southeast Brazil, apoiado pelo Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).
Segundo Cardoso, o desenvolvimento econômico dos países traz com ele o aumento no consumo de produtos e serviços, o que causa uma contradição: quanto mais rica uma nação se torna, maior será o impacto que ela provocará sobre o planeta.
Como exemplo, citou dados da Energy Information Administration (EIA) dos Estados Unidos, segundo os quais o país consumiu 71,4 exajoules de energia em 2006, enquanto o Brasil consumiu 8 exajoules e Moçambique, 0,207 exajoule, no mesmo período.
“Ou seja, Moçambique leva 345 anos para consumir a quantidade de energia que os Estados Unidos gastam em apenas um ano”, comparou Cardoso, para quem os desejos de consumo também provocam uma contradição.
“Queremos ter um belo carro, morar em um grande apartamento voltado para uma floresta e, de preferência, perto de uma praia ou cachoeira. E não nos damos conta de que o avanço dos padrões de consumo está exaurindo o planeta”, disse Cardoso.
O pesquisador destacou o artigo A safe operating space for humanity, escrito pelo grupo de Johan Rockström, da Universidade de Estocolmo, Suécia, publicado na edição de setembro de 2009 da revista Nature.
O artigo listou nove limites críticos para a sustentabilidade do planeta: mudanças climáticas; perda da biodiversidade; interferência nos ciclos globais de nitrogênio e fósforo; uso de água potável; alterações no uso do solo; carga de aerossóis atmosféricos; poluição química; acidificação dos oceanos; e perda do ozônio estratosférico.
Três áreas já teriam ultrapassado o limite da sustentabilidade: mudanças climáticas, perda da biodiversidade e o ciclo do nitrogênio. A expansão da agricultura seria, na opinião do professor da Unesp, um dos fatores que mais afetam o planeta. “A agricultura é uma atividade que influencia todos os nove limites divulgados no artigo de Rockström e colegas”, disse Cardoso à Agência FAPESP.
Utilizado nas lavouras como fertilizante, o nitrogênio é importado por vários países agrícolas, incluindo o Brasil, e apenas parte desse elemento é incorporado ao produto. A maior quantidade fica no ambiente em que é aplicado.
“As plantas absorvem, no máximo, 30% do nitrogênio aplicado no solo e todo o excedente fica no país que utiliza o fertilizante”, disse o professor, que também coordena o projeto Deposição atmosférica de espécies químicas nitrogenadas em corpos de água superficial, apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.
Além de ser um importante contaminante e formador do óxido nitroso, um dos mais poderosos gases de efeito estufa, o nitrogênio também tem sido extraído da natureza de maneira desequilibrada, segundo Cardoso.
Em 1990, quando a produção mundial de nitrogênio atingiu 80 milhões de toneladas, o homem igualou a capacidade natural do planeta de utilizar esse elemento. Desde então, com índices crescentes de 156 milhões de toneladas em 1995 e 187 milhões em 2005, mais nitrogênio tem sido retirado da natureza, o que pode levar à escassez do elemento fundamental para a produção de alimentos e de bioenergia.
“O nitrogênio tem um papel fundamental na agricultura. Sem ele, cerca de 3 bilhões de pessoas, metade da população mundial, não estariam aqui hoje”, disse Cardoso, explicando que o elemento foi crucial na chamada revolução verde, proporcionando, por exemplo, um salto na produção de trigo na Índia de 12 milhões de toneladas, em 1965, para 73,5 milhões de toneladas em 1999.
Esse é um problema a ser enfrentado também na produção de biocombustíveis, como o biodiesel e o etanol da cana-de-açúcar, de acordo com o cientista.
Esgoto terciário Cardoso destacou outro fator de forte impacto ambiental, especialmente no Brasil: a falta de tratamento de esgoto. Segundo o Sistema Nacional de Informação Sanitária (SNIS), em 2004 apenas 32,5% do esgoto produzido no Brasil recebia algum tipo de tratamento.
Além disso, a parte do esgoto que é tratada não retira as moléculas mais complexas. “Aquilo que chamamos de água limpa que sai dos tratamentos contém fármacos, hormônios, nitratos, sulfatos e fosfatos – e esses últimos vão para os rios gerando a proliferação de algas”, disse.
“Não sou contra o tratamento atual de esgoto, que é um serviço muito importante, mas é preciso dizer que ele precisa ser aperfeiçoado”, afirmou o professor, ressaltando que é crucial investir em tecnologia para que a química consiga atingir também o chamado nível terciário de tratamento de esgoto, que ataca essas substâncias.
Em relação ao consumo de energia, Cardoso coloca um vilão ambiental muito encontrado nas grandes cidades: a combustão. “Toda combustão é um processo de quebra e reorganização e produz sempre óxido de nitrogênio, composto envolvido na formação do ozônio”, explicou.
Importante elemento da alta atmosfera, por servir de filtro aos raios solares ultravioleta, na baixa atmosfera o ozônio pode ser nocivo. Cardoso citou uma medição feita em Araraquara, que apontou o aumento da presença desse gás na cidade.
O grupo de pesquisa da Unesp encontrou quase 70 partes por bilhão (ppb) na cidade paulista, enquanto o índice máximo recomendado pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos é de 75 ppb.
Com a combustão provocada principalmente por indústrias e veículos, o ozônio tem subido a taxas de 1% a 2% ao ano em áreas remotas. “Precisamos conhecer as consequências disso, mas ninguém está falando desse problema”, disse.
Outro subproduto da combustão é o nitrogênio. Sua deposição a partir da atmosfera tem provocado a eutrofização dos oceanos, que é a proliferação de algas, e o aumento da acidez dos mares devido à formação de ácido nítrico.
Para Cardoso, contornar esses obstáculos requer uma participação dos químicos e de mais divulgação sobre essa matéria para a população. “Plantar uma árvore que exala aromas em um grande centro, por exemplo, pode piorar a qualidade do ar, pois ao exalar compostos orgânicos voláteis ela vai contribuir para formar mais ozônio”, disse.
Desenvolver tecnologias para o tratamento de esgoto terciário, criar fertilizantes inteligentes que sejam liberados conforme a capacidade de absorção das plantas, pesquisas de alternativas energéticas que dispensem a combustão, buscar alternativas para reduzir as emissões de orgânicos voláteis são algumas pautas sugeridas por Cardoso para os profissionais da química.
O professor ainda defende uma revisão do ensino de química em todos os níveis de formação. “É preciso que esses problemas também sejam colocados em sala de aula, para que os alunos sintam que a química está muito mais relacionada com o nosso cotidiano do que se imagina”, disse.
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FONTE : Fabio Reynol, da Agência FAPESP, publicado pelo EcoDebate, 01/07/2010
Segundo Cardoso, o desenvolvimento econômico dos países traz com ele o aumento no consumo de produtos e serviços, o que causa uma contradição: quanto mais rica uma nação se torna, maior será o impacto que ela provocará sobre o planeta.
Como exemplo, citou dados da Energy Information Administration (EIA) dos Estados Unidos, segundo os quais o país consumiu 71,4 exajoules de energia em 2006, enquanto o Brasil consumiu 8 exajoules e Moçambique, 0,207 exajoule, no mesmo período.
“Ou seja, Moçambique leva 345 anos para consumir a quantidade de energia que os Estados Unidos gastam em apenas um ano”, comparou Cardoso, para quem os desejos de consumo também provocam uma contradição.
“Queremos ter um belo carro, morar em um grande apartamento voltado para uma floresta e, de preferência, perto de uma praia ou cachoeira. E não nos damos conta de que o avanço dos padrões de consumo está exaurindo o planeta”, disse Cardoso.
O pesquisador destacou o artigo A safe operating space for humanity, escrito pelo grupo de Johan Rockström, da Universidade de Estocolmo, Suécia, publicado na edição de setembro de 2009 da revista Nature.
O artigo listou nove limites críticos para a sustentabilidade do planeta: mudanças climáticas; perda da biodiversidade; interferência nos ciclos globais de nitrogênio e fósforo; uso de água potável; alterações no uso do solo; carga de aerossóis atmosféricos; poluição química; acidificação dos oceanos; e perda do ozônio estratosférico.
Três áreas já teriam ultrapassado o limite da sustentabilidade: mudanças climáticas, perda da biodiversidade e o ciclo do nitrogênio. A expansão da agricultura seria, na opinião do professor da Unesp, um dos fatores que mais afetam o planeta. “A agricultura é uma atividade que influencia todos os nove limites divulgados no artigo de Rockström e colegas”, disse Cardoso à Agência FAPESP.
Utilizado nas lavouras como fertilizante, o nitrogênio é importado por vários países agrícolas, incluindo o Brasil, e apenas parte desse elemento é incorporado ao produto. A maior quantidade fica no ambiente em que é aplicado.
“As plantas absorvem, no máximo, 30% do nitrogênio aplicado no solo e todo o excedente fica no país que utiliza o fertilizante”, disse o professor, que também coordena o projeto Deposição atmosférica de espécies químicas nitrogenadas em corpos de água superficial, apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.
Além de ser um importante contaminante e formador do óxido nitroso, um dos mais poderosos gases de efeito estufa, o nitrogênio também tem sido extraído da natureza de maneira desequilibrada, segundo Cardoso.
Em 1990, quando a produção mundial de nitrogênio atingiu 80 milhões de toneladas, o homem igualou a capacidade natural do planeta de utilizar esse elemento. Desde então, com índices crescentes de 156 milhões de toneladas em 1995 e 187 milhões em 2005, mais nitrogênio tem sido retirado da natureza, o que pode levar à escassez do elemento fundamental para a produção de alimentos e de bioenergia.
“O nitrogênio tem um papel fundamental na agricultura. Sem ele, cerca de 3 bilhões de pessoas, metade da população mundial, não estariam aqui hoje”, disse Cardoso, explicando que o elemento foi crucial na chamada revolução verde, proporcionando, por exemplo, um salto na produção de trigo na Índia de 12 milhões de toneladas, em 1965, para 73,5 milhões de toneladas em 1999.
Esse é um problema a ser enfrentado também na produção de biocombustíveis, como o biodiesel e o etanol da cana-de-açúcar, de acordo com o cientista.
Esgoto terciário Cardoso destacou outro fator de forte impacto ambiental, especialmente no Brasil: a falta de tratamento de esgoto. Segundo o Sistema Nacional de Informação Sanitária (SNIS), em 2004 apenas 32,5% do esgoto produzido no Brasil recebia algum tipo de tratamento.
Além disso, a parte do esgoto que é tratada não retira as moléculas mais complexas. “Aquilo que chamamos de água limpa que sai dos tratamentos contém fármacos, hormônios, nitratos, sulfatos e fosfatos – e esses últimos vão para os rios gerando a proliferação de algas”, disse.
“Não sou contra o tratamento atual de esgoto, que é um serviço muito importante, mas é preciso dizer que ele precisa ser aperfeiçoado”, afirmou o professor, ressaltando que é crucial investir em tecnologia para que a química consiga atingir também o chamado nível terciário de tratamento de esgoto, que ataca essas substâncias.
Em relação ao consumo de energia, Cardoso coloca um vilão ambiental muito encontrado nas grandes cidades: a combustão. “Toda combustão é um processo de quebra e reorganização e produz sempre óxido de nitrogênio, composto envolvido na formação do ozônio”, explicou.
Importante elemento da alta atmosfera, por servir de filtro aos raios solares ultravioleta, na baixa atmosfera o ozônio pode ser nocivo. Cardoso citou uma medição feita em Araraquara, que apontou o aumento da presença desse gás na cidade.
O grupo de pesquisa da Unesp encontrou quase 70 partes por bilhão (ppb) na cidade paulista, enquanto o índice máximo recomendado pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos é de 75 ppb.
Com a combustão provocada principalmente por indústrias e veículos, o ozônio tem subido a taxas de 1% a 2% ao ano em áreas remotas. “Precisamos conhecer as consequências disso, mas ninguém está falando desse problema”, disse.
Outro subproduto da combustão é o nitrogênio. Sua deposição a partir da atmosfera tem provocado a eutrofização dos oceanos, que é a proliferação de algas, e o aumento da acidez dos mares devido à formação de ácido nítrico.
Para Cardoso, contornar esses obstáculos requer uma participação dos químicos e de mais divulgação sobre essa matéria para a população. “Plantar uma árvore que exala aromas em um grande centro, por exemplo, pode piorar a qualidade do ar, pois ao exalar compostos orgânicos voláteis ela vai contribuir para formar mais ozônio”, disse.
Desenvolver tecnologias para o tratamento de esgoto terciário, criar fertilizantes inteligentes que sejam liberados conforme a capacidade de absorção das plantas, pesquisas de alternativas energéticas que dispensem a combustão, buscar alternativas para reduzir as emissões de orgânicos voláteis são algumas pautas sugeridas por Cardoso para os profissionais da química.
O professor ainda defende uma revisão do ensino de química em todos os níveis de formação. “É preciso que esses problemas também sejam colocados em sala de aula, para que os alunos sintam que a química está muito mais relacionada com o nosso cotidiano do que se imagina”, disse.
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FONTE : Fabio Reynol, da Agência FAPESP, publicado pelo EcoDebate, 01/07/2010
Rússia lança navio que abrigará 1a usina nuclear flutuante do mundo
Segundo chefe da agência nuclear russo, usina é segura; ambientalistas discordam
A Rússia deu nesta quarta-feira, 30, um grande passo em direção a controversa criação da primeira usina nuclear flutuante do mundo, lançando no mar Báltico uma embarcação que irá abrigar a estação na água. Segundo ambientalistas, os planos russos de construir usinas nucleares flutuantes na costa norte do país é arriscado.
Sergei Kiriyenko, chefe da Rosatom, a agência nuclear russa, afirmou que a usina seria “absolutamente segura” e previu “um grande interesse de clientes do exterior”. Reportagem da Agência Reuters.
Quase 25 anos após a tragédia de Chernobyl na então soviética Ucrânia, a Rússia planeja expandir sua rede de usinas nucleares e firmar acordos para construir plantas no exterior.
Segundo Kiriyenko, a usina flutuante estará pronta em 2012 e será instalada posteriormente na região de Murmansk, mais ao norte. Ela será desativada após 32 anos de operação, “deixando a área ao redor do mesmo modo que estava antes da estação”, de acordo com o funcionário.
De acordo com Kiriyenko, a usina flutuante teria a capacidade de produzir 80 megawatts de eletricidade, e que ao menos seis locais potenciais para abrigar a usina foram escolhidos no norte da Rússia.
Ambientalistas não estão convencidos. “O perigo começa quando o reator for instalado e abastecido com combustível nuclear”, afirmou Vladimir Chuprov, chefe de projetos de energia do Green Peace russo.
“Se algo der errado… Isso pode significar a nuclearização de várias dezenas de hectares de terras, no mínimo, e dezenas de milhares de pessoas evacuadas da área poluída”, acrescentou Chuprov.
Críticos também chamam a atenção para acidentes nucleares ocorridos na era soviética e desastres navais russos, como a perda do submarino nuclear Kursk, que afundou no Mar de Barents após explosões a bordo, o que matou toda a tripulação de 118 pessoas.
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FONTE : Agência Reuters, no Estadao.com.br (EcoDebate, 01/07/2010)
A Rússia deu nesta quarta-feira, 30, um grande passo em direção a controversa criação da primeira usina nuclear flutuante do mundo, lançando no mar Báltico uma embarcação que irá abrigar a estação na água. Segundo ambientalistas, os planos russos de construir usinas nucleares flutuantes na costa norte do país é arriscado.
Sergei Kiriyenko, chefe da Rosatom, a agência nuclear russa, afirmou que a usina seria “absolutamente segura” e previu “um grande interesse de clientes do exterior”. Reportagem da Agência Reuters.
Quase 25 anos após a tragédia de Chernobyl na então soviética Ucrânia, a Rússia planeja expandir sua rede de usinas nucleares e firmar acordos para construir plantas no exterior.
Segundo Kiriyenko, a usina flutuante estará pronta em 2012 e será instalada posteriormente na região de Murmansk, mais ao norte. Ela será desativada após 32 anos de operação, “deixando a área ao redor do mesmo modo que estava antes da estação”, de acordo com o funcionário.
De acordo com Kiriyenko, a usina flutuante teria a capacidade de produzir 80 megawatts de eletricidade, e que ao menos seis locais potenciais para abrigar a usina foram escolhidos no norte da Rússia.
Ambientalistas não estão convencidos. “O perigo começa quando o reator for instalado e abastecido com combustível nuclear”, afirmou Vladimir Chuprov, chefe de projetos de energia do Green Peace russo.
“Se algo der errado… Isso pode significar a nuclearização de várias dezenas de hectares de terras, no mínimo, e dezenas de milhares de pessoas evacuadas da área poluída”, acrescentou Chuprov.
Críticos também chamam a atenção para acidentes nucleares ocorridos na era soviética e desastres navais russos, como a perda do submarino nuclear Kursk, que afundou no Mar de Barents após explosões a bordo, o que matou toda a tripulação de 118 pessoas.
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FONTE : Agência Reuters, no Estadao.com.br (EcoDebate, 01/07/2010)
PF apreende mais de 10 mil animais em operação contra o tráfico de animais silvestres
A Polícia Federal deflagrou na manhã de ontem, 30 de junho, a operação “São Francisco” para repressão de crimes ambientais, notadamente maus-tratos de animais, tráfico internacional de espécies das faunas nativa e exótica, além de outros crimes conexos.
A investigação, iniciada há oito meses, permitiu a identificação dos integrantes da maior quadrilha brasileira de tráfico de animais silvestres, sobretudo aves da fauna brasileira que eram vendidas no exterior, bem como importados ilegalmente, para venda no mercado clandestino interno, de espécies da fauna de diversos locais do mundo.
Foram expedidos 32 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão, que serão cumpridos em residências, empresas e repartições públicas, nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, todas no Paraná, em Florianópolis/SC, e em São Paulo, nas cidades de Ribeirão Preto, Araraquara, Piracicaba, Campinas, Capivari, além da capital paulista.
Além destas medidas, foram decretados ainda pela Vara especializada da Justiça Federal, o sequestro dos bens de uma empresa e de uma pessoa física e de mandados de prisão e de busca e apreensão para cumprimento no exterior, com apoio da INTERPOL.
Os animais encontrados vivos em cativeiro serão apreendidos pelo IBAMA e logo encaminhados para um centro de triagem de animais. Havendo viabilidade técnica, serão devolvidos para seus países de origem os animais trazidos ilegalmente e repatriados os exemplares levados clandestinamente do Brasil.
As prisões decretadas alcançam ainda servidores públicos ocupantes de cargos com dever de ofício de fiscalização e repressão dos crimes investigados, e estão sendo cumpridas com apoio institucional dos representantes dos poderes constituídos na esfera estadual.
Durante as investigações, um estrangeiro foi preso em flagrante quando chegava ao Brasil – no aeroporto de Guarulhos/SP – trazendo 64 ovos e exemplares de algumas espécies comercializadas pela quadrilha.
Além dos crimes de maus-tratos de animais, tráfico internacional de espécies das faunas nativa e exótica, os envolvidos também responderão por receptação, formação de quadrilha, falsificação de sinais públicos, tráfico de influência, crimes contra a ordem tributária e de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores.
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FONTE : Informe da Superintendência Regional da PF em Curitiba, publicado pelo EcoDebate, 01/07/2010
A investigação, iniciada há oito meses, permitiu a identificação dos integrantes da maior quadrilha brasileira de tráfico de animais silvestres, sobretudo aves da fauna brasileira que eram vendidas no exterior, bem como importados ilegalmente, para venda no mercado clandestino interno, de espécies da fauna de diversos locais do mundo.
Foram expedidos 32 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão, que serão cumpridos em residências, empresas e repartições públicas, nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, todas no Paraná, em Florianópolis/SC, e em São Paulo, nas cidades de Ribeirão Preto, Araraquara, Piracicaba, Campinas, Capivari, além da capital paulista.
Além destas medidas, foram decretados ainda pela Vara especializada da Justiça Federal, o sequestro dos bens de uma empresa e de uma pessoa física e de mandados de prisão e de busca e apreensão para cumprimento no exterior, com apoio da INTERPOL.
Os animais encontrados vivos em cativeiro serão apreendidos pelo IBAMA e logo encaminhados para um centro de triagem de animais. Havendo viabilidade técnica, serão devolvidos para seus países de origem os animais trazidos ilegalmente e repatriados os exemplares levados clandestinamente do Brasil.
As prisões decretadas alcançam ainda servidores públicos ocupantes de cargos com dever de ofício de fiscalização e repressão dos crimes investigados, e estão sendo cumpridas com apoio institucional dos representantes dos poderes constituídos na esfera estadual.
Durante as investigações, um estrangeiro foi preso em flagrante quando chegava ao Brasil – no aeroporto de Guarulhos/SP – trazendo 64 ovos e exemplares de algumas espécies comercializadas pela quadrilha.
Além dos crimes de maus-tratos de animais, tráfico internacional de espécies das faunas nativa e exótica, os envolvidos também responderão por receptação, formação de quadrilha, falsificação de sinais públicos, tráfico de influência, crimes contra a ordem tributária e de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores.
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FONTE : Informe da Superintendência Regional da PF em Curitiba, publicado pelo EcoDebate, 01/07/2010
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