Negociador-chefe da delegação brasileira vê oportunidade para País se projetar como o campeão do desenvolvimento sustentável
Hoje em dia, tal desenvolvimento é mensurado, sobretudo, pelo Produto Interno Bruto (PIB), o indicador mais importante para medir a riqueza de um país. Para romper a limitação desse indicador, uma das propostas de discussão durante a Rio+20 diz respeito à adoção de medidas e cálculos alternativos, que considerem o capital natural e social também no “bolo da riqueza”, valorizando a economia verde.
Para o embaixador, o Brasil de hoje é extremamente diferente do de 1992, quando o País era muito criticado nos setores ambientais, sociais e econômicos. Vinte anos depois, aponta Lago, o Brasil está em uma posição mais positiva: tem a sexta economia do mundo, se comprometeu a reduzir o desmatamento em 80% até 2020 e tem obtido importantes resultados no processo de diminuição das desigualdades sociais.
A participação da sociedade civil também será valorizada na Rio+20. Em setembro de 2011, o Ministério do Meio Ambiente promoveu uma consulta pública com o objetivo de colher subsídios ao posicionamento do Brasil durante a conferência. O documento compilou as respostas recebidas em quatro segmentos: sociedade civil, comunidade acadêmica, setor empresarial e governos locais. O questionário foi estruturado com 11 perguntas que tiveram como temas a percepção dos setores sobre o progresso nacional e mundial do desenvolvimento sustentável nas últimas décadas.
Os participantes cobraram um papel de liderança do Brasil na Rio+20, tanto pelas riquezas naturais e culturais, quanto pelas conquistas apresentadas pelo País desde a Rio 92. Outra ponto constatado na pesquisa é a expectativa de que o Brasil tome a frente na proposição de um novo modelo de desenvolvimento global, que seja monitorado por meio de indicadores de sustentabilidade.
Rio+20 Dialogues
Em parceria com o governo brasileiro, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou em abril de 2012 uma plataforma digital para que pessoas de todo o mundo possam discutir desenvolvimento sustentável. O site Rio+20 Dialogues (Diálogos da Rio+20, em inglês) reunirá, a princípio, 27 universidades (nove brasileiras, nove em países desenvolvidos e nove em países em desenvolvimento), e terá capacidade para 400 mil participantes.
Segundo Lago, o objetivo da ONU é que os internautas opinem sobre dez temas relacionados a desenvolvimento sustentável, como oceanos, energia e água. Para cada tema serão eleitas três recomendações, que serão levadas à Rio+20 para servir de base para os debates de representantes da sociedade civil e depois encaminhadas aos chefes de Estado nos três últimos dias da conferência.
A plataforma estará disponível em inglês, português, espanhol e francês, mas os assuntos discutidos serão traduzidos para 40 línguas. “Estamos utilizando a tecnologia para levar o debate da Rio+20 até os locais mais distantes do planeta, e esperamos que essa inovação seja só o começo”, afirma.
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