domingo, 31 de agosto de 2014

Julgamento de ex-policial por morte de alce agita cidade nos EUA

31 de agosto de 2014


Foto de 1o de janeiro de 2013 mostra o então policial Sam Carter posando ao lado do alce ‘Big Boy’ (‘grande garoto’), já morto. Ele foi condenado em Boulder, nos EUA (Foto: Lara Koenig via The Daily Camera,/AP)
Foto de 1o de janeiro de 2013 mostra o então policial Sam Carter posando ao lado do alce ‘Big Boy’ (‘grande garoto’), já morto. Ele foi condenado em Boulder, nos EUA (Foto: Lara Koenig via The Daily Camera,/AP)
O ex-policial da cidade de Boulder, nos Estados Unidos, aguardava nesse fim de semana sua sentença após ser condenado por matar um alce em 2013. O caso agitou a cidade depois que Sam Carter posou para fotos ao lado do animal morto. A promotoria pediu um ano de prisão para Carter, que foi afastado da polícia após o ocorrido.
O alce era conhecido na cidade como “Big Boy” (“grande garoto”). O policial foi condenado por tentar influenciar um oficial publico e por forjar e alterar evidências após matar o alce no dia 1º de janeiro de 2013. Ele estava no trabalho no dia do crime.
Segundo a promotoria, Carter era fascinado pelo alce, e havia perseguido o animal por dias. Os promotores também disseram que o plano do agora ex-policial era colocar a cabeça do animal em uma parede de sua casa, como um troféu. De acordo com a acusação, ele desligou o GPS de seu carro quando atirou no animal, e não emitiu informações sobre sua localização para a base da polícia. A promotoria afirma que ele forjou posteriormente ter atropelado o animal por acidente.
Quando os moradores da cidade descobriram que o policial havia matado o alce, foram feitas passeatas, músicas e vigílias pelo animal e pela punição de Carter. Houve até um plano para a criação de um memorial para o alce.
A defesa de Carter diz que o animal havia se tornado perigoso e agressivo, e que seu cliente quis apenas proteger os cidadãos da cidade. O julgamento se tornou um debase sobre a “conduta” do alce, se está poderia ser usada como evidência, e se os jurados, moradores da cidade acostumados com a presença do animal, poderiam ser imparciais.
Uma foto em que o policial aparece segurando o animal já morto foi usada como evidência.
Segundo a promotoria, outro policial, Brent Curnow, ajudou Carter a carregar o corpo do animal e a retirar sua carne. Curnow admitiu o crime em outra audiência e deve testemunhar contra Carter. Os dois policiais haviam trocado mensagens sobre o desejo de matar o animal.
Fonte: G1

Baleia aparece no litoral da cidade de Nova York

31 de agosto de 2014


Baleia foi fotografada na costa da cidade de Nova York nesta quinta-feira (28) (Foto: Wildlife Conservation Society, Julie Larsen Maher/AP)
Baleia foi fotografada na costa da cidade de Nova York nesta quinta-feira (28) (Foto: Wildlife Conservation Society, Julie Larsen Maher/AP)
Uma baleia apareceu no inicio desse fim de semana no litoral da cidade de Nova York, nos Estados Unidos. Segundo a organização de conservação Wildlife Conservation Society (WCS), o animal foi visto a cerca de 10 km da costa da cidade.
As águas do litoral de Nova York servem de local de alimentação para muitas espécies marinhas, incluindo baleias e golfinhos.
Fonte: G1

Homem filmado maltratando cão em elevador terá de doar 100 mil dólares para ONG de resgate de animais

31 de agosto de 2014


(Da Redação da ANDA)
Foto: Global News CA
Foto: Global News CA
O presidente de uma empresa de Vancouver (Canadá) que foi visto recentemente abusando de um cão em um elevador terá que doar 100 mil dólares e prestar 1.000 horas de serviço comunitário. As informações são do Global News Canadá.
A Centerplate, que oferece serviço da alimentação a arenas e estádios desportivos em todo o mundo, multou e advertiu o CEO Des Hague. Ele recebeu uma advertência por escrito e terá que cumprir mil horas de serviço comunitário para uma organização protetora de animais, além de doar pessoalmente 100 mil dólares para criar a Sade Foundation, uma ONG de resgate de animais em Vancouver.
A empresa Centerplate também irá contribuir, destinando uma parte de seus lucros à Sade Foundation.
Em um comunicado, a companhia declarou: “A nossa empresa considera o comportamento pessoal do Sr. Hague inaceitável e fora dos limites dos altos padrões e expectativas para com todo o nosso time de colaboradores. Não toleramos nem podemos negligenciar os maus tratos a animais e a má conduta pessoal do Sr. Hague”.
Eles também escreveram que “O Sr. Hague está realmente envergonhado de suas ações e expressou sincero remorso e vergonha pelo comportamento errático, que não lhe é característico”.
A Global News exibiu um vídeo que aparentemente mostra Hague chutando um cão várias vezes, que ele disse que ser tutelado por seu amigo. “Nós estamos surpresos pelo fato da companhia ainda escolher empregar alguém que aparenta ter dificuldade em conter a raiva e claramente apresenta uma falta de compaixão para com os animais”, disse Leanne McConnachie da Vancouver Humane Society.
Marcie Moriarty, chefe do gabinete de Prevenção e Aplicação da lei da SPCA de British Columbia, disse que é inapropriado comentar o fato enquanto a agência responsável prossegue com a investigação. “Mas apreciamos que o incidente não esteja sendo ignorado pela companhia”, declarou Moriarty.
Hague ainda enfrenta a possibilidade de outros processos e penalidades por suas ações. A SPCA está investigando e um mandado de busca foi emitido.
O executivo pediu desculpas publicamente através de seu Conselho, afirmando que “uma pequena frustração com o animal de um amigo me fez perder o controle emotional. Infelizmente, eu agi de maneira imprópria, e estou profundamente arrependido por isso”.

O GRITO DO BICHO - Sheila Moura (25 a 30/8)

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  • sábado, 30 de agosto de 2014

    VIDEO : Casal salva cão de pradaria em estrada na Rússia

    29 de agosto de 2014


    Foto: Reprodução
    Foto: Reprodução
    Durante um passeio por uma estrada na Rússia, um casal encontrou um cão da pradaria preso em um buraco no meio da estrada. Ao perceberem do que se tratava, os dois correram para resgatar o animal, que foi salvo com sucesso.
    Logo ao ser libertado, o cão de pradaria foi correndo para a vegetação. O vídeo fez sucesso na internet e já conta com mais de 2 milhões de visualizações.

    Fonte: Veja

    COMPANHEIRISMO : Veja 26 fotos que revelam o carinho de pessoas abraçando seus cães

    30 de agosto de 2014


    A amizade entre os seres humanos e os cachorros é intensa e muito verdadeira. Todos que têm animais adoram abraçá-los a qualquer momento e mostrar seu amor por eles. Para mostrar esse companheirismo de todos os dias, o site Catraca Livre selecionou 26 fotos que revelam seres humanos abraçando seus cachorros.
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    Fonte: Catraca Livre

    Pássaros silvestres são encontrados na zona rural de Laranja da Terra (ES)

    30 de agosto de 2014


    Por Roberto Martins ( em colaboração para a ANDA)
    Foto: Divulgação
    Foto: Divulgação
    Na última semana, uma equipe do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) através de denúncias anônimas resgatou vários pássaros silvestres que estavam sendo mantidos em cativeiro, na localidade de São Luiz de Miranda, zona rural do município de Laranja da Terra.
    No decorrer das diligências realizadas os policiais ambientais encontraram 13 (treze) pássaros da fauna silvestre sendo: 01 (um) bigodinho, 01 (um) canário-da-terra, 02 (duas) maritacas, 01 (um) melro, 02 (dois) papagaios, 04 (quatro) coleiros e 02 (dois) trinca-ferros, além de 12 (doze) gaiolas.
    Os responsáveis pelos pássaros, três homens e duas mulheres responderão por crime ambiental de acordo com a Lei 9.605/98.
    Os pássaros foram recolhidos e depois de terem sido devidamente alimentados foram encaminhados para o Centro de Reintrodução de Animais Selvagens (Cereias), com sede no município de Aracruz, onde passarão por uma triagem e após a readaptação serão postos novamente em liberdade em seu habitat.
    Dentre as aves apreendidas, os policiais encontraram uma que está ameaçada de extinção que é conhecida popularmente por papagaio-chauá, (Amazona rhodocorytha).
    Segundo o cabo Marcelo Comper, que participou da ocorrência, “um dos fatores que acarretam este eminente risco de extinção como também de outras espécies, é a crescente degradação da Mata Atlântica por conta do desmatamento interferindo diretamente no seu habitat e pela exploração predatória, quando são retirados do ninho ainda jovens”.
    Importante saber: Lei 9.605/98, Lei de Crimes Ambientais.
    Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:
    Pena – detenção de seis meses a um ano, e multa.
    § 1º Incorre nas mesmas penas:
    I – quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida;
    II – quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural;
    III – quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.
    Entrega voluntária:
    A Polícia Militar Ambiental orienta e incentiva as pessoas que não mantenham animal silvestre em cativeiro de forma irregular, e caso o possua, que procure a Polícia Ambiental mais próxima a fim de fazer a entrega voluntária, não imputando ao cidadão nenhum tipo de responsabilidade penal.
    Contatos com a Polícia Militar Ambiental:
    Região Centro/Serrana: (27) 3636-0173
    Região Norte/Noroeste: (27) 3711-8151
    Região Norte/Nordeste: (27) 3763-3663.
    Região Sul: (28) 3521-3358, 3553-2042
    Ou pelo e-mail: p3bpma.pm@gmail.com

    EXPLORAÇÃO DOS VULNERÁVEIS : Perda da vida selvagem e escravidão infantil: O que uma tem a ver com a outra?

    30 de agosto de 2014


    Por Ana Rita Negrini Hermes (da Redação da ANDA)
    Foto: Reprodução Internet
    Foto: Reprodução Internet
    A perda da vida selvagem e o bem-estar infantil podem parecer assuntos muito diferentes, mas novas pesquisas mostram como um está inseparavelmente ligado ao outro. Conforme noticiado pela BBC, menos animais selvagens significa que mais crianças escravas são usadas para ajudar encontrar comida em muitos países asiáticos e africanos. As informações são do site Care 2.
    Compra e Venda de Crianças Inocentes
    As indústrias, em particular a indústria da pesca, estão pegando crianças, acabando com sua infância e usando-as como mão de obra barata para a matança de pescados. Conforme a BBC, um estudo da revista Science indica que “a retirada de animais selvagens do mar e da terra vale $400 bilhões por ano e dá subsistência a 15% da população mundial.”
    Os seres humanos já causaram a perda de 322 espécies em cinco séculos e a alarmante taxa atual de extinção está 1.000 vezes mais rápida do que antes. As indústrias estão desesperadas em manter as crescentes demandas e os minguados recursos.
    As indústrias estão tentando acompanhar o extremo declínio das espécies usando escravos adultos e crianças. Por exemplo, homens de Burma, Camboja e Tailândia são comprados e vendidos para barcos pesqueiros. É impossível chamar isto de outra coisa que não escravidão e exploração de humanos e animais. Os homens passam anos no mar sem nenhum pagamento e são forçados a trabalhar cerca de 20 horas por dia, em alguns casos, para matar peixes e outros seres marinhos.
    A compra e venda de crianças também acontece. Simplesmente não há dinheiro suficiente para contratar e pagar trabalhadores à medida que a vida selvagem fica mais difícil de encontrar.
    Foto: Divulgação
    Foto: Divulgação
    Não é Somente Escravidão Infantil
    Assim como vimos no desflorestamento feito pelo tráfico de drogas na América Central, a vida selvagem sempre parece pagar o preço por causa das atividades ilícitas. E dentro desta mesma linha, o terrorismo e a desestabilização política estão entrando à medida que as espécies extintas vão deixando espaço.
    Você sabia que o conflito somali e os piratas somalis que estão sempre na mídia nasceram da elevada perda da vida selvagem? Os pescadores somalis começaram a procurar outros pescadores que estavam pescando ilegalmente em suas águas e levaram revólveres com eles. Um pouco mais tarde, alguns destes pescadores se deram conta que: 1) eles estavam armados, e 2) eles poderiam ganhar mais dinheiro com pagamentos de resgates do que “somente” pescando.
    Embora alguns peritos discordem, algumas evidências sugerem que a caça – particularmente de chifres de rinocerontes, marfim de elefantes e partes de tigres – e o tráfico de animais selvagens (com comércio mundial ilegal de $ 19 bilhões) estão alimentando ataques terroristas. Grupos como “Janjaweed, O Exército de Resistência do Senhor, Al-Shabab e Boko Haram”, todos, já se envolveram em alguma forma de caça.
    As crianças que não acabam se tornando escravas, inevitavelmente serão recrutadas por grupos terroristas, ou forçadas a lutar em conflitos. Tensões sociais e políticas nunca beneficiam os mais inocentes.
    Como Corrigir Isto?
    Conforme noticiado pela BBC, os autores da revista dizem que é hora dos governantes agirem juntos. Este problema da perda da vida selvagem e da escravidão infantil não será resolvido declarando e vencendo uma “Guerra à Caça Ilegal.” A única maneira de verdadeiramente resolver este problema de duas pontas é restaurar os governos arruinados e restaurar a mentalidade de “liberdade global para todos.”

    O GRITO DO BICHO - 30/8/2014

    Será julgado o árabe que tortura raposa do deserto - Arábia Saudita

  • Cadela triste da Grã-Bretanha é adotada após passar meses em abrigo de animais

  • Uma turba decidindo o destino de um camelo....

  • Argentina usa adestramento de cães para reabilitar presos

  • Polícia tenta identificar PM acusado de atirar em cachorro na zona leste de SP

  • Técnicos irão à Espanha trocar experiências sobre transporte de animais

  • Pesca coletiva de pelicanos... incrível!

  • Foto do dia: a beleza da crina de um cavalo 

  • abração a todos, muito obrigado pela divulgação do nosso trabalho e acompanhe a coluna "Ultimas Notícias" .
    sheila moura

    Uma distribuição justa da renda e do consumo resolveria a questão ambiental?

    “A pirâmide global da riqueza pode afundar por falta de sustentação ecológica
    ou pode implodir por falta de justiça redistributiva em sua arquitetura social”
    (JED ALVES, 26/06/2013).
    “Está em xeque o modelo que traz muitos beneficios para poucos,
    poucos benefícios para muitos e nenhum benefício para
    a natureza e a biodiversidade” (ALVES, 2014)

    Os estudos demográficos já avançaram muito nos últimos 225 anos, desde que o Marquês de Condorcet (1743-1794) e William Godwin (1756-1836) escreveram seus famosos escritos no início dos anos de 1790, no bojo das esperanças trazidas pela Revolução Francesa. Mas, para entender a relação entre demografia e meio ambiente é preciso primeiro entender a evolução dos estudos demográficos, pois a discussão populacional tende a ficar pobre e simplificada quando é dominada pelo pensamento malthusiano ou seu oposto, os cornucopianos antimalthusianos. De modo esquemático, estas duas linhas de rebaixamento do pensamento demográfico podem ser assim explicitadas:
    Rebaixamento do pensamento demográfico feito pela corrente malthusiana:
    Thomas Malthus escreveu seu Ensaio (cuja primeira versão era um panfleto apócrifo) para rebater os ideais da Revolução Francesa e as ideias progressistas de Condorcet e William Godwin, que eram dois gigantes do pensamento iluminista.
    Malthus nunca foi um defensor do meio ambiente, nem do desenvolvimento e muito menos da justiça social. O princípio de população malthusiano (“população cresce em progressão geométrica e os alimentos crescem em progressão aritmética”) foi elaborado para justificar a permanência do salário de subsistência (Lei de bronze dos salários dos trabalhadores) e a renda da terra dos latifundiários. O “freio positivo” malthusiano pretendia manter a população sobre controle por meio de elevadas taxas de mortalidade. Malthus era contra o “planejamento familiar” (regulação da fecundidade), pois achava que o sexo dentro do casamento tinha finalidade generativa. Como pastor anglicano, também era contra a esterilização e o aborto. Só aceitou, numa segunda versão do Ensaio e depois das críticas que recebeu, o adiamento do casamento (monogâmico e heterossexual) como “freio preventivo” do crescimento demográfico. Malthus era contra a “Lei dos pobres”, defendia os interesses da nobreza e do clero e achava que os trabalhadores deveriam ser mantidos permanentemente na miséria, única forma de se evitar os vícios e os pecados de uma população propensa à apatia e à inatividade. Em termos econômicos era contra o livre cambismo e as primeiras manifestações do processo de globalização econômica e comercial.
    Ou seja, Malthus era contra o sistema capitalista e contra o desenvolvimento de um mercado de produção e consumo de massa. Ele defendia a sociedade medieval e fisiocrática, sendo contra a ideia de progresso dos iluministas. Ao contrário dos pioneiros da demografia (Condorcet e Godwin), Malthus fez um desserviço aos estudos populacionais, pois no modelo malthusiano nunca poderia ocorrer a transição demográfica.
    Rebaixamento do pensamento demográfico feito pelos cornucopianos antimalthusianos:
    O pensamento malthusiano é muito simples e simplificador e já foi combatido ao longo da história, tanto em termos teórico, quanto empírico. Ser contra Malthus é muito fácil. Mas engrandecer o pensamento demográfico não é uma coisa trivial. Os cornucopianos antimalthusianos, em geral, caem em um modelo simplificador, ao contrário daquele formulado pelo pastor inglês. Eles enchem a boca para dizer que a população passou de 1 bilhão de habitantes, na época de Malthus, para 7 bilhões em 2011, não havendo aumento da taxa de mortalidade. Ou seja, ao contrário da sombria previsão malthusiana, a economia cresceu em progressão geométrica e a população em progressão artimética nos últimos dois séculos. Indubitavelmente, houve progresso humano. Daí partem para repetir generalidades, obviedades e platitudes. Ao contrário de Malthus, os cornucopianos são apologéticos da tecnologia e da inventividade humana. Sem ter uma visão realmente crítica dos danos que a humanidade vem causando ao meio ambiente, eles consideram que a ciência é sempre capaz de resolver os problemas e os estragos causados pelo desenvolvimento. Em vez de mitigar os efeitos das atividades antrópicas eles propõem a adaptação e a continuidade e radicalização do Antropoceno.
    Quanto à fome e à pobreza, os cornucopinos colocam a culpa simplesmente na desigualdade social. Sem ter uma postura crítica em relação à agricultura petroficada, sustentada em fertilizantes e agrotóxicos e sem criticar a escravidão e a matança animal, dizem que há muito alimento no mundo, mas há exclusão no acesso. Dizem que a obesidade dos países desenvolvidos poderia acabar com a subnutrição dos países pobres. Por fim, acreditam que a Terra pode manter o atual padrão de consumo, desde que este seja razoavelmente repartido. Assim, de maneira ideológica e com forte dose ideológica, dizem que o volume da população não importa muito, mas sim o volume do consumo e que a atenção da demografia deveria ser voltada para entender o nível da desigualdade e da distribuição da renda e da riqueza. O problema nunca estaria na população, mas no consumo. Os cornucopianos adoram dizer que não existe explosão populacional e que a população vai se ajustar homeostaticamente às condições ambientais.
    Porém, respondendo ao título deste artigo, resolver as desigualdades de renda e riqueza é uma necessidade imperiosa e uma condição essencial para se obter a justiça social. Mas resolver a falta de direitos humanos não é a mesma coisa de resolver os direitos da natureza e os direitos das outras espécies não humanas.
    No tamanho atual da economia mundial e das atividades antrópicas, mesmo que a distribuição da renda e da riqueza fosse totalmente justa (Indice de Gini = zero), assim mesmo o efeito sobre o meio ambiente seria insustentável. Se toda o rendimento e o consumo do mundo fossem perfeitamente distribuídos e se a questão social fosse resolvida, assim mesmo a questão ambiental continuaria como um grave problema que ameaça a vida na Terra e pode levar ao colapso da civilização. O ser humano médio vive acima dos meios que a Terra pode oferecer.
    Evidentemente existem países e pessoas com alta e baixa pegada ecológica, países e pessoas com alto e baixo consumo e países e pessoas com alta e baixa emissão de gases de efeito estufa. Mas mesmo se a civilização fosse totalmente justa do ponto de vista distributivo, isto não implicaria que seria justa do ponto de vista ambiental. O ser humano não tem uma relação simbiótica com a natureza, mas sim uma relação de exploração, dominação e degradação.
    A riqueza humana dos últimos 200 anos se deu em função do uso dos combustíveis fósseis, da degradação da opulência das florestas, da fertilidade do solo, da disponibilidade de água potável, dos estoques de peixe, da disponibilidade de minerais, como o fósforo, das boas condições do clima, etc. Mas vários destes recursos estão atingindo o pico de produção e tendem a fica mais escassos e mais caros.
    No estágio atual, a demanda humana está 50% acima da capacidade regenerativa do Planeta. As fronteiras planetárias já foram ultrapassadas. A concentração de CO2 e gases do efeito estufa já transpassou o limite de 350 partes por milhão – ppm (limite de segurança), estando acima de 400 ppm em abril de 2014 e aumentando. Não dá para analisar o consumo sem considerar o tamanho da população e vice-versa. Numa perspectiva holística, é preciso integrar o estudo da população humana, consumo, população não humana e natureza.
    A terra já perdeu 80% das suas florestas originais, 50% do solo fértil e 90% dos grandes peixes. As áreas de florestas foram as primeiras a sofrerem com a demanda humana por madeira, lenha e espaço para a agricultura e a pecuária. A destruição dos habitats tem provocado a extinção de algo entre 10 a 30 mil espécies por ano. Especies invasoras substituem a vegetação original. O CO2, o nitrogênio, o fósforo, o potássio e o zinco, além de diversos produtos químicos, são importantes elementos utilizados para aumentar a produtividade agrícola, mas criam uma rede de poluição que provoca a degradação do solo, a perda de qualidade do ar e da água e a extinção de espécies. O uso dos agrotóxicos neonicotinóides tem provocado a morte das abelhas e o fenômeno caracterizado como Síndrome do Colapso das Colméias. Para alimentar uma população crescente de seres humanos mais de 60 bilhões de animais terrestres são mortos todos os anos e a escravidão animal é responsável pelo confinamento de 19 bilhões de galinhas, 1,4 bilhão de bovinos, 1 bilhão de porcos, 1 bilhão de ovelhas e um número considerável de cabritos, búfalos, coelhos, capivaras, javalis, avestruzes, gansos, perus, patos, etc., segundo dados da FAO. O sofrimento imposto às outras espécies é imenso. Tudo isto pode reverter em perda de segurança alimentar e redução da biodiversidade.
    O mau uso do solo provoca erosão, salinização e desertificação, enquanto áreas férteis e produtivas diminuem, cedendo espaço para os aterros sanitários receberem o crescente volume de lixo e resíduos sólidos. Os rios foram desviados, represados, assoreados e degradados. A poluição dos rios reduz a disponibilidade de água doce, diminui o oxigênio e provoca a mortandade de peixes. Aquíferos fósseis estão desaparecendo e os aquíferos renováveis não estão conseguindo manter os níveis de reposição dos estoques, reduzindo a capacidade de carga. A maioria da sujeira dos solos e dos rios corre para o mar. Assim, os oceanos do mundo estão se tornando mais ácidos em consequência da poluição dos rios e da absorção de 26% do dióxido de carbono emitido na atmosfera, afetando tanto as cadeias alimentares marinhas quanto a resiliência dos recifes de corais. O aumento das emissões de gases de efeito estufa está provocando o aquecimento global, tendo como consequência o derretimento das geleiras e das camadas de gelo, provocando escassez de água potável e o aumento do nível dos oceanos. A humanidade ocupa cada vez mais espaço no Planeta e tem investido de maneira predatória contra todas as formas de vida ecossistêmicas da Terra. O ser humano está reincidindo, de maneira recorrente, nos crimes do especismo e do ecocídio. Se a dinâmica demográfica e econômica continuar sufocando a dinâmica biológica e ecológica a civilização caminhará para o abismo e o suicídio.
    Sem dúvida, Malthus estava errado. Mas não basta ser antimalthusiano e a favor da justiça social. As condições ambientais do Planeta e da biodiversidade estão sendo degradadas muito rapidamente exatamente pelo desenvolvimento econômico, que contrariou as previsões de Malthus. O progresso humano se deu às custas do regresso ambiental. É neste quadro que os estudos sobre a dinâmica demográfica devem ser contextualizados. Não basta discutir desenvolvimento sustentável, que na prática se tornou um oximoro. A demografia precisa tratar dos problemas da desigualdade social, mas buscando se inserir na perspectiva da sustentabilidade ecocêntrica.
    Referências:
    ALVES, J. E. D. A polêmica Malthus versus Condorcet reavaliada à luz da transição demográfica. Textos para Discussão. Escola Nacional de Ciências Estatísticas, IBGE, Rio de Janeiro, v. 4, p. 1-56, 2002. Disponível em:http://sociales.cchs.csic.es/jperez/pags/Teorias/Textos/Diniz2002.pdf
    ALVES, J. E. D. A pirâmide global da riqueza, EcoDebate, RJ, 26/06/2013
    ALVES, J. E. D. Anti-neomalthusianismo ou pró-natalismo disfarçado? EcoDebate, RJ, 27/11/2013
    Fonte: EcoDebate, 29/08/2014
    José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE

    IslandWood leva a sério a ideia de que o mundo é uma sala de aula

    por Juliana Sada*
    Você sabe o que acontece depois que aperta a descarga? Sabe apontar de que lado o sol nasce? Sabe explicar um pé de abacaxi? Para quem está habituado à vida nas cidades, estas perguntas podem ser difíceis de responder. Para diminuir essa lacuna foi criado o centro educacional IslandWood, nos Estados Unidos. Como norte das atividades, a ideia de que o conhecimento está em todos os lugares e de que o mundo é uma sala de aula.
    A iniciativa surgiu da ideia de oferecer um centro de aprendizagem ambiental para crianças sem acesso a programas educativos ao ar livre. Segundo a idealizadora do projeto, Debbi Brainerd, para as crianças se tornarem emocionalmente conectadas ao seu mundo e cuidarem dele, é necessário que elas possam acessá-lo e entendê-lo. “Era preciso um espaço para que os jovens pudessem experimentar os prazeres do aprendizado ao ar livre e explorar a natureza. A partir destas experiências seria possível desenvolver sua própria capacidade de mudar o mundo”, afirma.
    island IslandWood leva a sério a ideia de que o mundo é uma sala de aula
    Estudantes observam a natureza em imersão na floresta. Foto: Reprodução

    O local encontrado por Debbi e seu marido Paul para abrigar esta ideia estava na própria cidade em que moravam, Bainbridge Island, no estado americano de Washington. Após alguns anos de planejamento, o local recebeu algumas estruturas que são o sonho de muitas crianças, como casa na árvore, sala de aula flutuante, ponte pênsil e uma torre de observação no meio da floresta. E não é à toa que essas construções lembram os sonhos de infância: para erguer IslandWood, estudantes de arquitetura da Universidade de Washington conversaram com cerca de 250 crianças para descobrir o que tinham em mente. Foi a partir desses diálogos que o projeto arquitetônico do centro educacional foi criado.
    Aprender em diálogo
    A aprendizagem em IslandWood passa por diferentes áreas do conhecimento, sempre partindo da premissa de que as pessoas aprendem melhor a partir de experiências combinadas com a reflexão. As atividades abrangem ecologia, música, cultura, culinária, agricultura, artes e história, entre outras áreas, sempre por meio de vivências práticas.
    As crianças cuidam da horta, aprendem a plantar, colher e cozinhar; é possível ir ao rio ou à mata colher elementos que serão analisados no laboratório. A imersão no mundo natural tem como objetivo dar significado real ao saber acadêmico, amplificando-o e garantindo que os estudantes façam correlações entre os diferentes temas do conhecimento.
    A proposta pedagógica em IslandWood busca reforçar a importância e os benefícios do trabalho colaborativo, além de mostrar como cada pessoa pode contribuir com a sua comunidade e meio ambiente.
    Aprender com (e na) natureza
    Ao longo de sua primeira década (2002-2012), IslandWood recebeu 12 mil estudantes de 160 escolas. E, para além da atuação direta com crianças, adolescentes e jovens, o projeto atua com professores que, ao acompanharem seus alunos, são convidados a experimentar e perceber novas formas de ensinar.
    Para os diretores envolvidos com a proposta e para a Universidade de Washington, a prática de aprender com e na natureza consegue impactar as escolas em ambientes urbanos: após a experiência vivida em IslandWood, os educadores conseguem dar continuidade aos estudos da imersão em suas próprias comunidades, convidando os estudantes a perceber e ressignificar o meio em que vivem.
    * Publicado originalmente pelo Centro de Referências em Educação Integral e retirado do site Portal Aprendiz.
    (Portal Aprendiz)

    OMS alerta que mudança climática põe em risco saúde humana

    por Edgard Júnior, da Radio ONU
    Pnuma3 OMS alerta que mudança climática põe em risco saúde humana
    Mudança climática afeta a saúde humana. Foto: Pnuma
    Afirmação foi feita pela diretora-geral da agência da ONU na conferência sobre o assunto em Genebra; Margaret Chan disse que “as soluções existem mas o mundo precisa agir de forma decisiva para mudar a trajetória”.
    A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, alertou que a mudança climática põe em risco a saúde humana.
    Chan afirmou que “existem soluções para o problema mas que o mundo precisa agir de forma decisiva para mudar essa trajetória”.
    Estratégias Inteligentes
    A declaração da chefe da OMS foi feita, esta quarta-feira, durante conferência sobre o assunto. Mais de 300 especialistas, incluindo autoridades de governos, representantes de várias agências da ONU e de ONGs participam da reunião, em Genebra.
    Os especialistas disseram que os países precisam agir rapidamente e de forma assertiva para promover estratégias inteligentes para o clima.
    A diretora de saúde pública da organização, Maria Neira, disse no encontro que a “boa notícia é que reduzindo os efeitos da mudança climática pode se gerar benefícios imediatos à saúde”.
    Poluição do Ar
    Neira explicou que o exemplo mais forte é o da poluição do ar, que em 2012 foi responsável pela morte de 7 milhões no mundo. Segundo Neira, há provas concretas de que a mitigação da mudança climática pode reduzir muito esse número.
    A OMS cita que mudanças nas políticas de transporte e energia podem salvar a vida de milhões de doenças causadas pelo alto índice de poluição atmosférica.
    A agência da ONU diz que as mudanças nas políticas podem reduzir também as doenças associadas à inatividade física e aos acidentes de trânsito.
    Além disso, a OMS afirma que as ações adotadas para se adaptar à mudança do clima vão ajudar a salvar vidas de várias formas. Entre elas, preparando as comunidades para enfrentar o impacto do calor, de climas extremos, doenças infecciosas e insegurança alimentar.
    * Publicado originalmente no site Rádio ONU.
    (Rádio ONU)

    sexta-feira, 29 de agosto de 2014

    Hora de ouvir quem está com a vida sob risco

    por Redação do Greenpeace
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    José Claudio que era castanheiro fazia campanhas contra o desmatamento ilegal da Amazônia. Foto: Greenpeace/Felipe Milanez
    Exibição de filme em São Paulo e audiência pública em Brasília dão voz às vítimas de violências na Amazônia
    “Será que eu vou ter que ser assassinado para que vocês acreditem e tomem providências?”, disse Josias Paulino de Castro, 54 anos, em audiência realizada no dia 5 de agosto com o ouvidor Agrário Nacional de Mato Grosso, desembargador Gercino José da Silva Filho. Apenas onze dias depois da oitiva, o líder comunitário e sua esposa, Ereni da Silva Castro, 35 anos, foram mortos em uma emboscada. Josias era presidente da Associação dos Produtores Rurais Nova União (Aspronu), do Assentamento Projeto Filinto Müller, e conhecido na região por denunciar madeireiros que atuam no estado. Ele e sua esposa são as mais recentes vítimas da violência e impunidade que imperam na Amazônia.
    Uma realidade que faz com que cidadãos que buscam garantir seus direitos sobre a terra, o respeito à lei e a proteção da floresta, sofram grave risco de perder a vida. A sucessão de tragédias mostra que, por mais que alertem as autoridades, os ameaçados de morte não conseguem obter a proteção necessária. Pior: na maioria dos casos, os algozes permanecem impunes e prontos para reforçar a lei do mais forte sobre o Estado de Direito.
    De acordo com um levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT), de 1985 a 2013 foram registradas 981 tentativas de assassinato na Amazônia Legal. Nesse mesmo período, 699 mortes foram consumadas. De todos esses crimes, apenas 35 foram julgados, condenando 20 mandantes e 27 executores. “Nesse contexto, infelizmente, assistimos perplexos os moradores da região, muitos deles verdadeiros ativistas pelo meio ambiente, sair da lista de ameaçados e entrar na de assassinados. Além de Josias, Zé Claudio e outros tantos, quantos ainda vão ter que anunciar a própria morte?”, questiona Claudia Caliari, da Campanha Amazônia do Greenpeace. Ainda segundo a CPT, este ano já foram registrados 23 assassinatos em conflitos no campo, número superior ao de casos identificados no mesmo período de 2013, que somou 21 mortes.
    Para chamar a atenção da opinião pública e ampliar o debate sobre a situação de insegurança em que vivem estes trabalhadores extrativistas, além buscar soluções para o problema, a Comissão de Direitos Humanos do Senado realizará, nesta quarta-feira 3 de setembro, uma Audiência Pública com a presença de lideranças de comunidades afetadas pela exploração ilegal de madeira e a violência atrelada à atividade. O Greenpeace estará presente.
    Entre os convidados estão a coordenadora da CPT, que atua em Boca do Acre (AM), Maria Darlene Braga Martins, autora de denúncias sobre irregularidades em Planos de Manejo Florestal e sobre a ação de fazendeiros e madeireiros no estado. Maria Darlene está ameaçada de morte desde 2011. Também participará da audiência Antônio Vasconcelos, liderança na Reserva Extrativista Ituxi (RESEX), localizada em Lábrea, no sul do Amazonas, ameaçado de morte desde 2001, por defender a criação e manutenção da RESEX em que vive.
    Claudelice Santos, irmã caçula de José Claudio, assassinado em maio de 2011, no Pará, junto com sua esposa, Maria do Espírito Santo, é outra importante presença confirmada. Zé Claudio, assim como Josias, foi morto apenas alguns meses depois de denunciar publicamente que poderia perder a vida a qualquer momento. Desde então sua irmã Claudelice luta para que os acusados do crime sejam condenados.
    Antes do evento em Brasília, neste domingo 31, Claudelice passa por São Paulo para participar de um debate aberto ao público no Museu da Imagem e do Som (MIS). O debate sucede a exibição do documentário “Toxic Amazon: uma crônica de mortes anunciadas” (VICE, 2011), com entrada gratuita, e conta também com a participação do trabalhador rural e agente pastoral da CPT, Cosme Capistano da Silva, que atua em Boca do Acre e vive sob ameaça de morte desde 2013.
    RacioCine Hora de ouvir quem está com a vida sob risco
    O documentário “Toxic Amazon: uma crônica de mortes anunciadas” (VICE, 2011), será exibido neste domingo, no Museu da Imagem e do Som (MIS), com entrada gratuita (MIS – Avenida Europa, 158, Jardim Europa. RacioCine – Auditório LabMIS, 18h). Após a projeção acontecerá um bate-papo, com as presenças de Claudelice Santos, irmã caçula de José Claudio, e de Cosme Capistano da Silva, agente pastoral da CPT.

    * Publicado originalmente no site Greenpeace.
    (Greenpeace)

    Solução que capta água da atmosfera e disponibiliza para o consumo estará na Virada Sustentável 2014

    por Redação do EcoD
    waka water ecod Solução que capta água da atmosfera e disponibiliza para o consumo estará na Virada Sustentável 2014
    Em formato de torre com base modular, o projeto é feito em bambu ou talos de juncos e tem o interior forrado com uma malha plástica. Foto: Divulgação

    Um dos destaques da Virada Sustentável 2014, que começou ontem (28) e vai até 31 de agosto, é o Warka Water, um projeto inovador que capta a água da atmosfera e disponibiliza para o consumo.
    Desenvolvido pelo arquiteto italiano Arturo Vittori, o sistema foi criado para ajudar comunidades que sofrem com a falta de água na Etiópia e foi apresentado pela primeira vez na Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2012. A Agência TUDO foi responsável pela vinda do sistema ao Brasil e pela montagem dele no Parque Villa Lobos, em São Paulo, como parte de um conjunto de ações desenvolvidas para um dos patrocinadores do evento.
    Em formato de torre com base modular, o projeto é feito em bambu ou talos de juncos e tem o interior forrado com uma malha plástica, similar aos sacos usados no transporte de frutas e legumes. A umidade presente na atmosfera condensa na tela de polietileno de alta densidade, para depois ser acumulada em água para o consumo.
    100 litros/dia
    O processo acontece por condensação da água do orvalho, como consequência da oscilação da alta temperatura de dia para a queda de temperatura da noite.
    A estimativa é de que o Warka Water seja capaz de coletar 100 litros de água por dia quando instalado em um clima como o da Etiópia, segundo o arquiteto Arturo Vittori. Um protótipo do item já foi construído no Instituto Italiano de Cultura. A previsão é a de que ele seja instalado definitivamente no continente africano em 2015.
    O sistema não requer alta tecnologia e pode ser aplicado em diversos locais, sendo uma solução acessível para a população.
    * Publicado originalmente no site EcoD.
    (EcoD)

    Poder público poderá ser responsabilizado por dano ambiental

    por Simone Franco, da Agência Senado
    shutterstockdesmatamento Poder público poderá ser responsabilizado por dano ambiental
    Foto: Reprodução/ ttp://www.shutterstock.com/
    O poder público poderá ser responsabilizado pela degradação ambiental decorrente de sua ação ou omissão. Proposta de emenda à Constituição (PEC 36/2012) de iniciativa do senador Delcídio Amaral (PT-MS) determina a compensação por meio da criação de fundos específicos para financiar programas de recuperação do meio ambiente. A matéria está pronta para ser votada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
    Apesar de avaliar a PEC 36/2012 como “meritória”, o relator, senador Luiz Henrique (PMDB-SC), decidiu alterar seu texto original para deixar claro que esse dever de proteção do meio ambiente é competência compartilhada entre União, estados, Distrito Federal e municípios.
    A partir deste entendimento, apresentou emenda estabelecendo que cada ente federativo deverá criar um fundo próprio para cobrir danos ambientais sob sua responsabilidade.
    “Sempre que o poder público der causa a degradação ambiental, impõe-se a obrigação de reparar o dano, por meio de programas de recuperação, financiados por fundos próprios. A preservação do meio ambiente é uma questão de grande impacto para a sociedade, que diz respeito ao bem-estar de todas as pessoas”, argumentou Luiz Henrique.
    Por sua vez, Delcídio observou que existem inúmeros exemplos de responsabilidade do poder público em desastres ambientais. E creditou isso, especialmente, à omissão dos entes federados em regular a exploração econômica de certas áreas.
    Depois de passar pela CCJ, a PEC 36/2012 segue para dois turnos de discussão e votação no Plenário do Senado.
    * Publicado originalmente no site Agência Senado.
    (Agência Senado)

    MANAUS, a cidade onde onde o pedestre não tem vez !

    por Regina Rocha, do Mobilize Brasil
    transito foto jucara menezes Manaus: a cidade onde o pedestre não tem vez
    Manaus, capital onde mais falta sinalização para pessoas. Foto: Juçara Menezes/Portal Amazônia

    Último lugar entre as 13 capitais avaliadas pela campanha Sinalize! (nota 0,7), capital do AM pode receber R$ 200 milhões para melhorar mobilidade e sinalização urbanas.
    Capital que recebeu a pior avaliação no levantamento Sinalize!, do Mobilize Brasil, Manaus teve uma boa notícia no último dia 20: é que foi aprovado pela Câmara Municipal um projeto de lei que permite destinar mais de R$ 200 milhões à mobilidade urbana da cidade. Agora, só falta o prefeito (Arthur Neto, do PSDB) sancionar a medida.
    Pelo projeto, o poder executivo poderá pedir empréstimo ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) para a execução de um programa de implementação de alternativas tecnológicas de transporte urbano, como o BRT (Bus Rapid Transit) ou o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), entre outras em estudo. Nada confirmado ainda, mas o anúncio sinaliza ao menos uma retomada de intenções, já que Manaus não conseguiu realizar nenhum dos projetos de mobilidade previstos para a Copa de 2014.
    Ranking de 13 capitais
    Manaus precisa melhorar bastante seu transporte público e também a sinalização para os que caminham ou pedalam na cidade. É o que mostrou a campanha Sinalize! que durante dois meses verificou a sinalização para usuários do transporte público, pedestres e ciclistas, e gerou o ranking das 13 capitais mais avaliadas. A capital amazonense ficou em último lugar, com nota 0,7, numa escala de 0 a 10.
    O trabalho foi realizado por voluntários e avaliou 25 cidades, com destaque para as capitais, que obtiveram a seguinte colocação no ranking nacional: Curitiba (5,4); Rio de Janeiro (4,6); Porto Alegre (4,2); São Paulo (3,8); Belo Horizonte (3,6); Recife (3,3); Brasília (2,5); Natal (2,5); Salvador (2,1); Cuiabá (1,9); Maceió (1,6); Fortaleza (1,3); Manaus (0,7).
    Na área de transporte público, foram verificados itens como se havia informações disponíveis nos pontos e sinalização no interior dos ônibus, na maioria sistemas de ônibus ou corredores inteligentes de ônibus (BRTs), mas também metrôs, trens urbanos e até barcas, no caso do Rio de Janeiro.
    Em relação à sinalização para pedestres, os avaliadores procuraram verificar a existência de faixas de travessia, placas de advertência, semáforos específicos para os pedestres e placas indicativas para orientação de quem opta por transitar a pé pelas cidades.
    Sinalização de Manaus é quase inexistente
    A colaboradora Cecília Maria Xavier Pereira realizou na capital manauara nada menos que 50 avaliações para o Sinalize! Ela visitou diferentes regiões da cidade e pode observar o descaso do poder público para com pedestres, ciclistas e passageiros de ônibus. Por isso, a nota mais conferida por Cecília foi zero.
    Depois de presenciar a falta total de infraestrutura de informação e segurança às pessoas nos pontos, terminais de ônibus em importantes vias da capital, como as avenidas Brasil e Presidente Kennedy, muitas vezes repetiu o mesmo comentário: “Nenhum ponto ao longo da avenida tem qualquer sinalização e em nenhum dos coletivos que por aqui circulam há informações sobre paradas, conexões, horários ou mapas”.
    Situação igualmente ruim para quem pedala em Manaus. No caso da movimentada avenida Brasil, o local é passagem de muitos ciclistas, “tanto os que vão para treinar ou a passeio, como também trabalhadores, que utilizam a bicicleta como meio de transporte”. Pois em toda a extensão da via, a avaliadora não viu placas, sinalização de solo ou semáforos de pedestres. Resultado: nota zero, mais uma vez.
    Também a sinalização para pedestres é precária. Cecília percorreu, por exemplo, a recém-reformada ponte sobre o igarapé da Cachoeira Grande, na zona oeste da capital amazonense. No local, próximo a escola e creche, “só existe passagem para pedestres do lado direito da ponte, o que obriga quem tiver que cruzá-la a atravessar a avenida São Jorge, que a esta altura não tem faixa de pedestre”, diz ela.
    A faixa fica mau posicionada, depois da ponte, completa: “Está bem pintada, mas foi implantada no final de uma descida onde os veículos normalmente vêm em alta velocidade e não respeitam a passagem do pedestre”, desabafa. Já há relatos de atropelamentos, relata a moça, e “é frequente ver crianças e idosos tendo que atravessar a rua fora da faixa, para acessar a passagem de pedestre da ponte”.
    Abaixo, separadas por modos, as avaliações da capital do AM:
    quadro Manaus: a cidade onde o pedestre não tem vez
    Resultados gerais do Sinalize!
    O ranking atual foi baseado em 372 avaliações em (123 de ciclistas, 128 de pedestres e 121 do transporte coletivo) em 25 cidades, mas o objetivo da campanha Sinalize! é ampliar essa amostragem com a participação de voluntários de outras localidades.
    Confira os resultados e formulários para avaliação, disponíveis no site da campanha Sinalize!
    * Publicado originalmente no site Mobilize Brasil.
    (Mobilize Brasil)

    “Wildleaks”: Conservacionistas criam plataforma on-line para combater caça ilegal

    por Redação do EcoD
    elefante ecod Wildleaks: Conservacionistas criam plataforma on line para combater caça ilegal
    Em 2013, cerca de 20 mil elefantes foram mortos na África, número maior do que os de nascimentos desses animais. Foto: Arno Meintjes

    Uma espécie de WikiLeaks para o meio ambiente, assim pode ser definida a plataforma de denúncias Wildleaks, recém criada por um grupo de conservacionistas com o objetivo de combater à caça ilegal.
    Os caçadores ilegais, que devastam populações de rinocerontes e elefantes na África, são muitas vezes protegidos da polícia por suas conexões com o poder. Enquanto guardas florestais encaram criminosos armados, o projeto on-line quer mirar os maiores traficantes de chifres de rinocerontes e presas de elefantes, que lucram milhões de dólares com sua atividade.
    Segundo o conservacionista Andrea Crosta, um dos criadores da iniciativa, a plataforma recebe todo tipo de denúncia. Diretor executivo da Elephant Action League, baseada na Califórnia, o pesquisador tem 25 anos de experiência em projetos de conservação e pesquisa, e 15 anos de treino em segurança de alto nível e gerenciamento de riscos.
    Uma das denúncias, por exemplo, envolve um homem muito poderoso no Quênia ligado ao governo, e que está por trás do comércio de marfim. Há denúncias de caça a tigres no norte de Sumatra, de contrabando de macacos, em particular chimpanzés, na África Central, atividades madeireiras ilegais no México, Malawi e Rússia, pesca ilegal na costa do Alasca.
    Opções
    Uma vez verificada a confiabilidade da informação, a organização tem três opções, diz Crosta.
    Pode iniciar uma investigação com seus próprios recursos em colaboração com seus parceiros, partilhar a denúncia com outros grupos ou com agências de execução da lei.
    “Esta parece ser uma nova abordagem para a questão das gangues criminosas”, afirmou ao jornal alemão Deutsche Welle Richard Thomas, da Traffic, o principal grupo mundial de monitoramento do comércio de vida selvagem. “Pode se provar útil com o tempo.”
    Otimistas
    Representantes do Grupo de Conservação do Instituto Max Plank de Antropologia Evolucionária também se mostram otimistas em relação à plataforma, da qual são parceiros.
    “Acho uma ideia verdadeiramente inteligente”, ressalta Mimi Arandjelovic, membro da iniciativa. Mas um dos problemas do projeto é que, para ter sucesso, precisa se tornar conhecido, admite Crosta.
    Em 2013, cerca de 20 mil elefantes foram mortos na África, número maior do que os de nascimentos desses animais, enquanto que 1.004 rinocerontes foram abatidos na África do Sul, na razão de três por dia – afirmou a secretária americana do Interior, Sally Jewell.
    - Conheça a plataforma Wildleaks -
    * Publicado originalmente no site EcoD.
    (EcoD)

    Diversidade genética em áreas restauradas de Mata Atlântica surpreende pesquisadores

    por Karina Toledo, da Agência Fapesp
    diversidadebiologica Diversidade genética em áreas restauradas de Mata Atlântica surpreende pesquisadores
    Parâmetros encontrados são semelhantes aos de remanescentes florestais. Análise teve como foco quatro espécies de plantas com potencial fitoterápico. Foto: divulgação/APTA
    Agência Fapesp – Ao comparar a diversidade genética vegetal de três remanescentes florestais de Mata Atlântica com a de duas áreas em processo de restauração, todas no interior de São Paulo, pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) não observaram diferença significativa na maioria dos parâmetros analisados.
    Apenas em termos de riqueza alélica (número de alelos diferentes para uma mesma região do genoma) e de riqueza de alelos privados (exclusivos de uma determinada população) as porcentagens encontradas nas áreas nativas foram maiores em relação às reflorestadas.
    A análise, realizada com apoio da FAPESP, foi centrada em quatro espécies com potencial fitoterápico: araribá (Centrolobium tomentuosum, anti-inflamatório e anti-leishimania), cabreúva (Myroxylon peruiferum, antibiótica e analgésica), guaçatonga (Casearia sylvestris, anticancerígena) e pau-jacaré (Piptadenia gonoacantha, antioxidante).
    Os dados foram apresentados pela pesquisadora Maria Imaculada Zucchi, da APTA, durante a 7ª Reunião de Avaliação do Programa BIOTA-FAPESP, realizada em São Paulo no dia 7 de agosto.
    “A diversidade genética está diretamente relacionada com a longevidade de uma população e com a sua capacidade de evoluir em resposta a mudanças ambientais. No entanto, há algumas décadas, os projetos de restauração foram implantados com alta diversidade interespecífica [muitas espécies diferentes], mas pouca ou nenhuma atenção foi dada à diversidade intraespecífica [sementes oriundas de poucas matrizes de cada espécie]. Por esse motivo o resultado do estudo nos surpreendeu”, disse Zucchi.
    O uso de sementes coletadas de um pequeno número de matrizes, explicou a pesquisadora, pode restringir a base genética nas áreas de restauração florestal, resultando em uma população constituída de plantas aparentadas.
    “Inicialmente, não se observa nenhum problema. Contudo, ao chegar à fase reprodutiva, haverá grande número de cruzamentos entre indivíduos aparentados, causando a endogamia e podendo aumentar a frequência de alelos deletérios ou letais nessas populações, levando-as à diminuição ou ao declínio”, explicou Zucchi.
    Outra consequência da utilização de plantas com base genética restrita em áreas de reflorestamento é o chamado “efeito fundador”, ou seja, o estabelecimento de uma nova população formada por um pequeno número de genótipos.
    Para verificar se áreas reflorestadas de São Paulo estavam sofrendo com esse fenômeno, os cientistas da APTA e alunos do programa de Pós-graduação em Genética e Biologia Molecular do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) coletaram amostras das quatro espécies fitoterápicas na região de Cosmópolis, em processo de restauração há 54 anos, e em Iracemápolis, em restauração há 24 anos.
    Também foram feitas coletas nos remanescentes da Estação Ecológica de Caetetus, ligada ao Instituto Florestal e situada na região de Gália; na Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Tietê (UPD-Tietê), da APTA; e na Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Mata de Santa Genebra, no município de Campinas.
    Ao todo, foram coletadas 414 amostras de araribá, 182 de cabreúva, 546 de guaçatonga e 394 de pau-jacaré. Desse total, foram selecionadas 20 matrizes produtoras de sementes de cada espécie com o intuito de estudar a taxa de cruzamento. O passo seguinte foi fazer a extração de DNA das amostras, a genotipagem – por um método semelhante ao usado nos testes de paternidade humanos – e o cálculo das frequências dos diferentes alelos encontrados.
    De acordo com Zucchi, não houve diferença significativa entre as áreas estudadas na maioria dos parâmetros de diversidade genética – que leva em conta vários fatores populacionais como, por exemplo, o número de indivíduos heterozigotos encontrados.
    Uma diferença pequena foi encontrada nas porcentagens de riqueza alélica. No caso da guaçatonga, os números foram 64% nas áreas naturais e 36% nas áreas restauradas. Para a cabreúva, as porcentagens foram de 54% e 46%, respectivamente. Para o araribá, foram 52% e 48% e, para o pau-jacaré, 56% e 44%.
    Os pesquisadores também compararam os valores dos chamados alelos privados – aqueles que são exclusivos da população estudada. Nesse caso ficou mais evidente a discrepância entre áreas sendo que, para a guaçatonga, as porcentagens foram 92% nos remanescentes em relação a 8% nas áreas restauradas. No caso da cabreúva, as porcentagens foram 74% e 26%, respectivamente. Para o araribá foram 70% e 30% e, para o pau-jacaré, 68% e 32%.
    Uma possível explicação para a pouca variação nos parâmetros de diversidade genética seria a ocorrência de fluxo de genes de remanescentes para as áreas reflorestadas próximas – processo que, segundo Zucchi, ficou evidente ao analisar os dados da cabreúva.
    “Os indivíduos jovens das áreas restauradas possuíam alelos que não eram comuns aos indivíduos adultos da mesma área, mas eram semelhantes aos alelos encontrados em adultos de remanescentes florestais próximos, sugerindo a ocorrência de fluxo gênico da área natural para a restaurada”, comentou a pesquisadora.
    O estudo da taxa de cruzamento mostrou que as espécies estudadas apresentam sistema misto de cruzamento, ou seja, podem tanto se autofecundar (autogamia) quanto cruzar com outros indivíduos da mesma espécie (alogamia). A exceção foi o araribá, que apresentou tendência à alogamia.
    “Ao elaborar um projeto de conservação, uma das primeiras coisas a serem estudadas é a taxa de cruzamento, para entender como as espécies se reproduzem. Isso é importante, por exemplo, para calcular quantas matrizes diferentes serão utilizadas em uma determinada área a fim de garantir a diversidade genética necessária”, explicou Zucchi.
    Genômica populacional
    Nas últimas décadas, segundo Zucchi, a restauração florestal deixou de constituir o simples plantio de árvores para recobrir uma área desmatada, transformando-se na ciência que visa a reconstruir interações ecológicas complexas em comunidades vegetais degradadas pelas ações antrópicas.
    Em artigo publicado no Journal od Biotechnology and Biodiversity, pesquisadores da APTA e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) discutem como os conceitos de genética de populações podem contribuir para tornar as políticas de restauração ainda mais eficientes.
    “Indicadores de diversidade genética de populações, associados a outras ferramentas de conservação, são importantes para que consigamos implantar áreas reflorestadas com os níveis mínimos de riqueza alélica e de diversidade genética, que auxiliarão a conexão de remanescentes naturais, restaurando os processos ecológicos e garantindo ecossistemas funcionais, biologicamente viáveis e perpetuados no tempo”, opinou Zucchi.
    * Publicado originalmente no site Agência Fapesp.
    (Agência Fapesp)