sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Festival internacional Filmambiente traz 68 filmes ao Rio de Janeiro

por Redação do EcoD
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Evento será realizado até o dia 5 de setembro. Fotos: Divulgação
Provocar debates e contribuir para ampliar o conhecimento e a consciência sobre as mudanças comportamentais necessárias de governos, empresas e indivíduos, pela preservação da vida no planeta. Este é o objetivo da terceira edição do Festival Internacional de Audiovisual Ambiental (Filmambiente), que começa na hoje, 30 de agosto, no Rio de Janeiro.
O evento, que em 2013 é realizado sob o tema Do DDT e Hormônios à Segurança Alimentar, reúne até o dia 5 de setembro 68 filmes das mais recentes produções nacionais e internacionais sobre questões ambientais.
A Mostra Competitiva, que será realizada no Espaço Itaú de Cinema – Botafogo (sala 1: às 19h e às 21h), terá 12 documentários e 21 curtas-metragens (animações, documentários e ficções), que vão concorrer aos prêmios do Júri Popular de Melhor Filme, Júri Oficial de Melhor Documentário, Melhor Curta-metragem e Prêmio de Relevância Jornalística, concedido pela RBJA (Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental).
Filmes destacados
Entre os longas, destaque para Queremos seu Dinheiro (Give us the Money), que conta a trajetória de luta de Bob Geldorf e de BonoVox em prol do fim da pobreza na África; Vertente: Uma nova Ética da Água para um novo Mundo (Wartershed: exploring a new Ethics for the new West), filme narrado e produzido por Robert Redford; Cabeça de Touro (Rundskop), indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2012; Vida engarrafada: O Negócio da Nestlé (Bottled Life – Nestlé’s Business with Water), onde o jornalista suíço Res Gehringer investiga a empresa que domina o comércio mundial de água engarrafada; Caçadores de Frutas (The Fruit Hunters), que abre o evento, e a ficção Os Meninos de Kinshasa (Kinshasa Kids), que encerra o festival.
Já entre os curtas, o festival destaca o brasileiro Joãozinho, Carne e Osso, o italiano O Cruzeiro da Casca de Banana e o francês 23.
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A organização do evento promete uma bicicleta dobrável para o espectador que assistir ao maior número de filmes. Foto: Divulgação
Debate sobre o tema
Entre as atividades-extras do evento o destaque é a mesa de debate O Audiovisual como Ferramenta de Transformação, que será coordenada pelo cineasta Silvio Da-Rin, e reunirá nomes como Chris Paine, diretor norte-americano dos filmes Quem matou o carro elétrico (2006) e A vingança do carro elétrico (2011). As discussões estão marcadas para sábado (31), às 17h, no Museu de Meio Ambiente, no Jardim Botânico.
O Filmambiente faz parte do Green Film Network, associação de festivais internacionais ambientais que conta com 19 festivais espalhados pelo mundo. O evento é realizado no Brasil pela Amado Arte & Produção e conta com patrocínio da Lei Rouanet, além de instituições públicas e privadas.
- Conheça a programação do festival -
* Publicado originalmente no site EcoD.
(EcoD)

Brasil é apenas 45º no ranking dos países que estão mais preparados para lidar com um futuro incerto

por Redação do EcoD

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Foram analisados fatores sociais, ambientais e governamentais. Imagem: Reprodução
Um relatório de sustentabilidade elaborado pelos conselheiros da RobecoSAM analisou quais são os países mais preparados para lidar com um cenário futuro de incertezas. Ao analisar 17 fatores, incluindo o social, econômico e governamental, o levantamento concluiu que a Suécia é o país mais sustentável do mundo e está preparado para um futuro incerto. Já a Nigéria, que tem um grande potencial quando o assunto é petróleo ocupa o 59º lugar – último posto no ranking.
- Leia o relatório completo (em inglês) -
O fator ambiental representa 15% da pontuação e inclui desenvolvimento de energia renovável e quantidade de emissões de gases de efeitos estufa (GEEs); o social vale por 25%, inclui a expectativa de vida local e o mercado de trabalho; e governança soma 60% na pontuação, ao considerar critérios como corrupção e desigualdade.
A Austrália, que aponta ser o melhor país quando o quesito é fator ambiental, vem em segundo lugar no ranking – Suíça (3º), Dinamarca (4º), Noruega (5º). Para a surpresa de muitos, os Estados Unidos apareceram em 9º lugar, registrando pontos importantes em partes dos fatores analisados, porém, deixando muito a desejar quando o assunto é meio ambiente.
O Brasil obteve a nota geral 4,63, quase a metade da Suécia (8,25). Fatores como a desigualdade social e a corrupção pesaram no desempenho do país.
* Publicado originalmente no site EcoD.
(Envolverde)

O plano do governo para contratar energia nova de térmicas a carvão mineral virou cinza

por Redação da WWF Brasil
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Usina de carvão, Taiyuan, China. Foto: Thomas Haugersveen / WWF-Norway
O leilão realizado nesta quinta-feira (dia 29), em São Paulo, para contratação de geração de energia nova, enterrou por ora os planos do governo federal de trazer carvão mineral para a base de nossa matriz elétrica a partir de 2018. Nenhum dos três projetos a carvão mineral habilitados para o leilão foi contratado, apesar do pacote de benesses para o carvão oferecido pelo governo nos últimos dias.
Para viabilizar a concorrência do carvão mineral frente a alternativas limpas de energia, o governo levou à alíquota zero o PIS/PASEP e COFINS do combustível, há dois dias, ou seja, nas vésperas do leilão. Nos últimos dias, o WWF-Brasil, em conjunto com várias outras organizações da sociedade civil, encaminharam uma carta aberta à Presidente da República, à Ministra da Casa Civil, ao Ministro de Minas e Energia, à Ministra de Meio Ambiente, ao Diretor-geral da ANEEL e ao presidente da EPE, demonstrando o repúdio a decisão recente do governo de incentivar a entrada de térmicas a carvão na base de da matriz de energia elétrica.
“O próprio governo federal não havia sequer incluído em seus planos para expansão da geração de energia para 2021 qualquer investimento novo em carvão mineral. As manobras para a inclusão do carvão mineral no leilão de hoje foram feitas de forma a atender interesses muito particulares, e não às demandas da sociedade brasileira para uma matriz de energia cada vez mais limpa e sustentável.,” afirmou Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.
A exploração desse combustível contamina os solos, as águas, e sua queima polui a atmosfera com compostos como o dióxido de carbono, dióxido de enxofre, óxidos nitrosos, monóxido de carbono e compostos de mercúrio, prejudiciais à saúde, ao meio ambiente e ao clima do planeta. Os três projetos de geração termelétrica incluídos no leilão, se contratados, iriam resultar emissões de gases de efeito estufa na ordem de 10 milhões de tCO2/ano, o que equivale a mais de 60% da emissão total do sistema elétrico brasileiro em 2011.
O WWF-Brasil considera que o país não necessita do carvão mineral para suprir suas necessidades de crescimento econômico e inclusão social. “Sujar a matriz de energia e agravar a crise climática não interessa à população. O governo deve incentivar e promover a desoneração das fontes de energia limpas e de baixo impacto, como a solar, eólica, e a própria biomassa, que teve nove projetos contratados neste leilão de hoje, e cujo potencial no país é imenso. Além disso, é fundamental incentivar ações de eficiência energética”, acrescentou Rittl. “A sociedade não quer mais ver arbitrariedades como a da inclusão do carvão mineral em futuros leilões de energia. Precisamos tornar nossa matriz mais sustentável, e não mais suja e poluente,” concluiu Rittl.
Mais uma hidrelétrica na Amazônia
O leilão desta quinta-feira resultou na contratação de energia da Usina Hidrelétrica de Sinop (400 MW), na bacia do Teles Pires, no estado do Mato Grosso. “Este é mais um caso de um novo projeto planejado e contratado sem amplo debate com a sociedade e sem um olhar integrado sobre toda a bacia amazônica”, afirmou Pedro Bara, líder da Estratégia de Infraestrutura da Iniciativa Amazônia Viva do WWF. A organização vem defendendo a tese de um planejamento integrado para a região e propondo um debate nacional qualificado sobre a Amazônia que queremos conservar no futuro, o que implica definir rios a preservar antes que o acúmulo de impactos de inúmeros projetos hidrelétricos e minerários, tratados de forma isolada, gere um impacto socioambiental de proporções potencialmente desastrosas.
* Publicado originalmente no site WWF Brasil.

Integração global dos mercados de carbono é uma necessidade

por Fernanda B. Müller, do CarbonoBrasil
carbonocredito 300x225 Integração global dos mercados de carbono é uma necessidadeFórum Latino-americano e do Caribe de Carbono destaca os desafios de conectar os muitos mecanismos de comércio de permissões de emissões já existentes, algo tido como fundamental para a eficiência dessas ferramentas.
De acordo com o Banco Mundial, mais de 40 países e 20 jurisdições subnacionais já implementaram ou estão considerando colocar um preço sobre o carbono. A quantidade de iniciativas, segundo a entidade, mostra a importância que os legisladores dão à precificação como uma forma de lidar com as mudanças climáticas.
Porém, compreender a efetividade de todos esses esquemas e garantir que o desafio final de reduzir emissões de gases do efeito estufa seja alcançado pode ser uma tarefa muito complicada.
Indo além da discussão de que os mercados de carbono estariam fragmentados, especialistas discutiram nesta semana, durante o Fórum Latino-americano e do Caribe de Carbono (LACCF), os desafios e a necessidade de se conectar os sistemas emergentes e existentes.
“A menos que o mundo tome uma atitude coletiva, estamos indo na direção errada”, colocou o atual conselheiro da Polônia nas negociações climáticas internacionais, Andrei Marcu, que já foi presidente da Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA).
Alguns mercados podem simplesmente não ser grandes o suficiente para ter liquidez e para serem eficientes de forma isolada, a exemplo da província canadense do Quebec, que está trabalhando junto com a Califórnia em um esquema de comércio de emissões.
Além disso, pensando que as ações para se lidar com as mudanças climáticas precisam ser globais, problemas sérios como o chamado ‘vazamento’ das reduções de emissão podem se materializar se não houver uma unicidade nas políticas.
Marcu enfatiza a importância de se ter coerência entre os fundamentos dos diferentes esquemas ao redor do mundo. “Integração no mercado global de carbono é uma necessidade, não um luxo.”
Ele comentou sobre um novo mecanismo que está em discussão na Convenção Quadro sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), que teria como um dos objetivos alcançar a conexão das diversas iniciativas de mitigação. Chamado ‘Framework for Various Approaches’ (FVA), o sistema inclui uma série de regras que juntaria várias abordagens ao redor do mundo de forma coerente para reconhecimento sob a UNFCCC.
Seria um “guarda-chuva”, que incluiria sistemas como o MDL, créditos setoriais, REDD, BOCM (Japão) e outros. O FVA pretende alcançar dois níveis de governança, explica Marcu, um global – que definiria critérios como a integridade ambiental e quais seriam as unidades de transferência internacional – e outro local, que garantiria e evitaria a dupla contagem, emitiria unidades provenientes de mecanismos nacionais e desenvolveria e operaria mecanismos domésticos.
Assim, mesmo com as complexidades que uma conexão de mercados diversos pode apresentar, opções estão sendo colocadas na mesa de negociação.
“É gratificante saber que hoje estamos falando em conexão, e é o que está acontecendo ao redor do mundo. Agora estamos usando a palavra botton up (‘de baixo para cima’), antes era fragmentação [dos mercados]”, comemorou John Kilani, Diretor para o Desenvolvimento de Mecanismos Sustentáveis do secretariado da UNFCCC .
Ele notou que um problema com mercados que são puramente nacionais ou regionais é que não se pode maximizar o potencial que é necessário para ter uma abordagem que mantenha o custo da mitigação das emissões baixo.
Outro problema da fragmentação é causado quando diferentes mercados têm padrões distintos para mensurar as reduções de emissão, o que pode prejudicar a integridade ambiental, completa.
“Quanto mais penso, só penso em duas opções, com diferentes variações. Uma é conectar os mercados de carbono, o que não é simples”, pondera Kilani. A outra, que ele considera a melhor, seria que todos esses mercados que estão se desenvolvendo botton up tivessem um padrão global.
A partir do momento em que existisse esse padrão global, seria mais razoável se pensar em um preço global para o carbono e na certeza de que uma tonelada de CO2 reduzida no Brasil significaria a mesma quantidade em outros países. Essa foi uma colocação frequente dos participantes do LACCF.
Philip Hauser, vice-presidente da área de mercados de carbono da GDF Suez Energia América Latina lembrou da importância de se ter um preço global para todas as regiões, pois precisamos mudar os padrões de produção global. Ele enfatiza que muitas oportunidades baratas de mitigação foram perdidas por causa do risco de vazamento.
“Não ajuda ter um preço alto em um e nada em outro, qualquer regulação deve nos aproximar de um preço global”.
* Fernanda B. Müller está participando do LACCF, no Rio de Janeiro.
** Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.
(CarbonoBrasil)

Meteoros ajudam no estudo do clima



Agência FAPESP - A mesosfera, camada superior da atmosfera localizada entre 80 quilômetros e 100 quilômetros de altura, pode ser uma das chaves para os pesquisadores entenderem melhor as mudanças climáticas globais. Uma das teorias defende a idéia de que, quando o ar das partes mais próximas do solo é aquecido, lá no alto, quase na borda do espaço, ocorre exatamente o contrário: o frio seria cada vez mais intenso. O problema é que estudar as camadas superiores da atmosfera não é uma tarefa fácil, principalmente em relação aos procedimentos metodológicos. O ar rarefeito impede os vôos de aviões tradicionais. Os balões normalmente utilizados em pesquisas na atmosfera mais próxima não conseguem chegar até lá com total segurança. Para resolver o problema, pesquisadores britânicos da Universidade de Bath e da Base Anglo-Saxônica da Antártica resolveram se guiar pela própria natureza. Está sendo montado próximo ao Pólo Sul, um grande radar, que terá seis antenas de dois metros de altura cada e ocupará o espaço de um campo de futebol. Tudo para observar, e medir, a temperatura e os ventos que atravessam a mesosfera por meio dos meteoros. Os corpos celestes que entram na atmosfera da Terra funcionarão como verdadeiros balões. A partir dos radares localizados na Antártica será possível, por freqüências de rádio, saber o deslocamento dos corpos e também medir a temperatura na mesosfera. Como milhares de meteoros são detectados todos os dias, será possível reunir um bom número de informações. A mesosfera é considerada uma região fundamental para as pesquisas sobre as mudanças climáticas globais. Por causa da alta sensibilidade daquela zona atmosférica a alterações das condições físicas, imagina-se que ali qualquer impacto provocado pelas mudanças globais teria conseqüências muito maiores do que outras regiões. Os primeiros resultados obtidos pelo radar britânico parecem promissores. Aproximadamente 5 mil meteoros foram detectados por dia. As temperaturas registradas até agora estão por volta de menos 130 graus centígrados. Isso, inclusive, ocorreu no meio do verão antártico. Legenda: Equipamento britânico conseguiu detectar 5 mil meteoros por dia na Antártica

Atlas mostra onde e como agir no combate a derrames de petróleo

Mangues, recifes, corais e várias espécies da vida marinha são extremamente afetadas quando ocorre um derrame de petróleo, mas podem não ser os únicos atingidos. A pesca e o turismo, fundamentais para muitas economias e até para a sobrevivência de comunidades, muitas vezes são prejudicadas. Para auxiliar no combate a derrames de petróleo na costa brasileira, reduzindo as perdas ambientais, econômicas e sociais, o Ministério do Meio Ambiente lançou na última quarta-feira (08) hoje, em Brasília (DF), o primeiro Atlas de Sensibilidade Ambiental ao Óleo do País. Esta edição do atlas traz informações sobre os litorais do Ceará e do Rio Grande do Norte, com as principais áreas a serem protegidas e recuperadas após um derrame de óleo. Na lista, estão dunas, manguezais, apicuns, unidades de conservação e locais de reprodução e alimentação de espécies, entre outros. O atlas também informa sobre estradas, aeroportos, sítios históricos, rampas para barcos e atracadouros, correntes marítimas, ventos e possíveis fontes de poluição, como plataformas, refinarias e portos. Além disso, define locais onde são desenvolvidas atividades econômicas, turísticas ou de subsistência que também podem ser prejudicadas, como praias, campings, zonas de mergulho e locais de pesca comercial, amadora ou de comunidades tradicionais. Com o atlas, governos, portos e empresas responsáveis pelo uso, fabricação ou transporte de óleo poderão planejar ações para reduzir os impactos de acidentes com petróleo ou derivados. A idéia é que sejam priorizadas áreas mais sensíveis, em detrimento de outros locais com menor importância ecológica. O atlas usa uma escala de cores e uma variedade de símbolos para definir a sensibilidade do litoral. A pesquisa foi elaborada pela Secretaria de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Ibama, Marinha do Brasil, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás, instituições de ensino e pesquisa, órgãos estaduais de meio ambiente, organizações não-governamentais e indústria do petróleo. "Agindo mais rápido e nos locais corretos será possível reduzir os impactos", disse o secretário de Qualidade Ambiental do MMA, Victor Zveibil. A elaboração dos atlas de sensibilidade é uma responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente definida pela Lei 9966/2000. A tramitação da chamada Lei do Óleo se acelerou no Congresso Nacional com os acidentes na Baía da Guanabara (RJ), em janeiro de 2000, e em Barcarena (PA), em fevereiro do mesmo ano. Outros passos para a aprovação da lei foram a quebra do monopólio do petróleo e do gás natural e a criação da ANP. Com isso, a exploração e a produção de petróleo no País cresceram, o que elevou o risco de acidentes e derrames. Desde o início de 2003, o Ministério do Meio Ambiente investiu R$ 400 mil nas pesquisas e na edição do atlas. Estão em andamento estudos na Bacia de Santos, com recursos do Fundo Setorial do Petróleo e Gás do Ministério da Ciência e Tecnologia, e na costa dos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba, com recursos do MMA. O mapeamento do litoral brasileiro também está previsto no PPA 2004-2007, com R$ 950 mil apenas para este ano. Em breve, também serão elaborados atlas sobre as bacias do Extremo Sul e do Extremo Norte do País, completando o mapeamento na costa brasileira. Orla – Hoje, também foram assinados convênios do Projeto Orla com mais 13 municípios (lista abaixo). Na primeira etapa do Orla, 12 convênios foram firmados. O projeto é uma ação conjunta entre o Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Qualidade Ambiental, e Ministério do Planejamento, através da Secretaria do Patrimônio da União. O Orla fornece apoio técnico e capacitação a municípios para que possam planejar a ocupação de sua orla marítima. Entre as ações previstas pelo programa, estão a elaboração e a revisão de Planos Diretores Municipais e a ampliação da participação social na gestão da orla. Desde 2001 e até o início deste ano, o Ministério do Meio Ambiente investiu R$ 1,5 milhão no Orla. Nesse período, foram capacitados mais de 500 gestores municipais e firmados 55 planos para gestão integrada do litoral. Outros R$ 1,7 milhão estão previstos no PPA 2004-2007. Para 2005, as metas do programa são firmar convênios com pelo menos 20 novos municípios e publicar um guia sobre para que cada vez mais cidades possam fazer uma gestão sustentável de seu litoral. Também participaram dos lançamentos de hoje, que integram as atividades da Semana Nacional do Meio Ambiente, representantes dos ministérios do Planejamento e das Cidades, do Ibama e de prefeituras. Novos convênios do Projeto Orla 1. Cabo Frio (RJ) 2. Parati (RJ) 3. Cabedelo (PB) 4. João Pessoa (PB) 5. Tamandaré (PE) 6. Rio Formoso (PE) 7. Sirinhaém (PE) 8. São José da Coroa Grande (PE) 9. Balneário Camboriú (SC) 10. Itajaí (SC) 11. Macapá (AP) 12. Beberibe (CE) 13. Ubatuba (SP)

Barcelona planeja cortar 30% da circulação de carros em cinco anos

por Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil
carros Barcelona planeja cortar 30% da circulação de carros em cinco anos
A cidade de Barcelona, na Espanha, está desenvolvendo um plano de mobilidade urbana (PMU) que nada tem de modesto: nos próximos cinco anos, o município pretende reduzir sua circulação de veículos em 30%, criando ou estimulando medidas para incentivar o maior uso do transporte público, de bicicletas e do transporte a pé.
Um dos motivos da adoção da medida é que, no último ano, 70% da poluição da cidade deveu-se ao tráfego, fazendo com que o município recebesse uma multa avaliada em meio milhão de euros, a ser paga à Comissão Europeia por não cumprir a norma de qualidade do ar.
Para desenvolver o PMU, a cidade se baseou em dados de 2011 sobre a mobilidade urbana: naquele ano, 26,7% da movimentação ocorrida na cidade se realizava em automóveis, 31,9%, a pé, 39,9%, por transporte público, e 1,5%, em bicicleta.
O objetivo é reduzir o índice das viagens de carro em 30%, ou seja, fazer com que 18,6% do transporte seja feito por veículos individuais. Já os trajetos a pé devem aumentar para 35,4%, por transporte público, para 43%, e em bicicleta, para 3%.
Para isso, o Pacto pela Mobilidade, que deve desenvolver o plano, deve adotar medidas específicas para cada tipo de transporte: no caso do carro, por exemplo, a meta é estimular o uso compartilhado através de car sharing (usuários que usam o mesmo veiculo, porém em horários diferentes) e/ou car pooling (automóveis compartilhados por várias pessoas ao mesmo tempo).
Em relação ao transporte público, o plano visa consolidar a rede de ônibus TMB instalada recentemente na cidade, além de criar um cartão de ônibus que ajuste o preço da passagem ao quanto se use, ou seja, quanto mais se andar de ônibus, mais barata é a passagem. O PMU também quer criar vias exclusivas para ônibus, a fim de melhorar a mobilidade do transporte público.
Já para os pedestres, o plano tem como objetivo ampliar calçadas para valorizar o trajeto. Outra meta é melhorar a situação de pontos de passagem onde não haja segurança e criar uma rede de itinerários para caminhadas.
Por fim, o PMU pretende melhorar a rede de ciclovias para bicicletas, principalmente nas zonas de tráfego lento e onde ocorrem mais acidentes. O plano também sugere aumentar a área de estacionamento de bicicletas, adequar o transporte público a elas e melhorar o sistema público de bicicletas da cidade.
* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.
(CarbonoBrasil)

Combatendo a crueldade

Itajaí (SC) lança campanha para evitar envenenamento de cães

30 de agosto de 2013 -


Nos próximos dias, a Fundação do Meio Ambiente de Itajaí (Famai) vai lançar uma campanha para evitar o envenenamento de animais. Na última semana, foram vinte notificações do crime na cidade. Segundo Roberto Pereira, do Direito de Defesa dos Animais, da Fundação do Meio Ambiente de Itajaí, quem for pego produzindo, comercializando e usando o chumbinho, veneno comumente utilizado para envenenar cães, pode ser preso e multado. A campanha prevê multa de R$ 10 mil e tempo de prisão entre três e doze meses.
A cadelinha tutelada por Noemi dos Santos foi uma das vítimas, no Bairro São João, onde, na última semana, três cães morreram envenenados. Segundo a mulher, a nora viu quando o animal comeu algo que estava junto ao portão, mas não deu tempo de salvá-lo.
O chumbinho é um produto ilegal, que não possui registro em nenhum órgão de governo. Os moradores suspeitam que uma pessoa da rua tenha envenenado os cães e resolveram se mobilizar. A Fundação do Meio Ambiente notificou o morador e encaminhou os documentos para o jurídico. O caso será encaminhado para o Ministério Público.
“Temos recebido ligações diárias, e nosso problema é encontrar quem vende o chumbinho, pois, sabendo onde vende, a multa é de R$ 10 mil e o local é fechado. Mas nós não conseguimos a informação de quem vende. Vamos espalhar 500 cartazes pela cidade com a intenção de chamar atenção”, afirma Roberto Pereira.
Fonte: G1

Para proteger rinocerontes, parque da África do Sul intensifica ações contra a caça

30 de agosto de 2013 -


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Pelo menos três cidadãos moçambicanos foram mortos no Kruger Park, a maior área de conservação de fauna bravia da África do Sul, envolvidos na caça de rinocerotes.
O Kruger National Park e o Gonarezhou National Park, do Zimbabwe, constituem o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo, a maior reserva natural do mundo.
O facto foi revelado quinta-feira, em Maputo, durante o Conselho Consultivo do Governo da Policia da República de Moçambique (PRM) na província de Maputo, cuja cerimónia de abertura foi presidida pela Governadora provincial, Maria Jonas.
“Ontem às 13 horas houve troca de tiros, onde foi assassinado um rinocerote. Supõe-se que tenham sido mortos três indivíduos”, disse uma fonte da PRM durante o encontro.
Entretanto, durante aquele encontro, o agente revelou que duas armas foram recuperadas com os caçadores de rinocerontes.
Nos últimos tempos, os caçadores moçambicanos atravessam se tem envolvido neste tipo de crime, o que concorre para o rápido desaparecimento das espécies de rinocerontes naquele país vizinho.
Ano passado, activistas e veterinários sul-africanos alertaram que os rinocerontes poderão estar extintos nos parques sul-africanos até 2050, caso se mantiverem os actuais níveis de caça desta espécie protegida.
Em 2012, pelo menos 668 rinocerontes foram assassinados, o número que representa um aumento em aproximadamente 50 por cento em relação aos animais perdidos em todos os anos anteriores.
Fonte: África 21 Digital

A crueldade humana perversa!


Cães são assassinados em rituais ou consumidos como alimento em cidade argentina

30 de agosto de 2013 -


Por Maria Angélica São Pedro (da Redação)
Grave denúncia de uma sociedade protetora de animais. A matança é atribuída a um setor da comunidade chinesa, que além de esquartejá-los, também estariam consumindo os cães, informa o Diário Crônica. As organizações não descartam que as descobertas estejam relacionadas com práticas e rituais de umbanda.
Foto: Reprodução/ cronica.com.ar
Foto: Reprodução/ cronica.com.ar
Loucura animal e selvagem por parte de humanos contra centenas de cachorros inocentes na cidade de Necochea, Argentina. Triste cenário de sucessivas aparições de cães desmembrados e sem a pele. Semelhante e macabra matança estaria vinculada a comunidade chinesa que vive na localidade balneária, que esquarteja os cachorros para consumo pessoal, informaram ao Diário “Crónica” as sociedades protetoras de animais locais. Porém, ditas organizações não descartam que as descobertas estejam relacionadas com práticas e rituais de umbanda.
“Existem muitos cachorros desaparecidos, revela Gloria Resuene, representante da Sociedade Protetora de Animais “Aman Mascotas”, em referência ao terror que desde março se aprofunda na cidade balneária. Cadáveres de animais aparecem desmembrados, sem as patas e cabeça, na zona de Los Piletones e a Termoelétrica de Necochea, no porto de Quequén. Justamente ali reside Ana Maria Cattaneo, do Centro de Ayuda Animal de Necochea, que foi vítima desta onda assassina de cachorros. “Fazem seis meses que desapareceu meu cachorro. Logo foram desaparecendo outros mais da zona, que eu mesma alimentava”, relata a mulher.
Neste sentido, Cattáneo conta: “Nos surpreendeu, anos atrás estava este maldito costume de que subiam os cachorros em barcos e os esquartejavam na nossa frente para comê-los. Mas agora existe muito controle. Também, com a difusão das misteriosas desaparições começamos a receber denúncias de que os carregavam em caminhonetes. Pouco depois encontramos o primeiro cachorro sem pele”.
Mais testemunhas
Assim, foram aumentando os testemunhos que eles precisavam sobre essa prática horrível. Sobre o caso, Gloria Resuene detalhou: “Um homem que saía de sua casa para pegar um ônibus observou que em frente havia uma caminhonete Ford branca com um sujeito de nacionalidade chinesa que subia com um cachorro que estava sem pele”. No entanto, as denúncias mais sangrentas são as de um adolescente de 14 anos que estava na porta de sua casa com seu cachorro da raça Cuba. No mesmo instante dois sujeitos desceram a rua e arrancaram o cachorro dos braços dele. Para piorar a situação, uma jovem que trabalhava em um supermercado chinês foi despedida ao ver dois de seus chefes esquartejando um cão. Por isso que ambas as mulheres vinculam a matança com algum setor da comunidade chinesa que vive em Necochea, lembrando que a tradição alimentícia deles inclui a carne de cachorro, principalmente a cabeça”, destaca Gloria.
O temor das pessoas e as precauções que devem ser tomadas
Desde alguns meses mudaram os hábitos de todos os vizinhos de Necochea em respeito aos animais” assegura uma vizinha. A mulher diz: “Se acabou a época onde deixávamos nossos cães e gatos soltos. Devemos cuidar deles que tanto amamos, porque  se não cuidamos, o mais provável é que não os vejamos mais”, afirma a mulher.
Acontece que tudo o que está acontecendo com os cães gerou uma psicose nos habitantes da cidade balneária. A mesma senhora adicionou: “Temos que estar atentos e tomar os dados de qualquer carro ou caminhonete suspeita. Não podemos culpar e condenar a comunidade chinesa na sua totalidade, pois a maioria são pessoas trabalhadoras e do bem, mas suspeitamos que alguns deles são responsáveis pela matança sim”, conclui.
Foram muitos os vizinhos que nos últimos meses observaram feitos e atitudes suspeitas, nas quais alguns personagens tentavam aproximar-se aos cachorros. Um senhor comentou que nem tudo ocorre a noite. “Ao meio dia havia gente levando dois cães vira-latas”.
Estamos num vale-tudo
O sequestro e a posterior matança dos cachorros tem sido vinculada pelos denunciantes com o costume alimentar da comunidade chinesa que reside na cidade. Entretanto não se empregaria a carne de cachorro  somente para o consumo oriental, mas também se destina ao recheio de embutidos para vender ao público. “Estamos num vale-tudo”, enfatiza a protetora Gloria Resuene.
“Os carniceiros nos disseram que a carne canina é parecida a carne de porco”, ressalta uma denunciante. Em relação a isso deve-se advertir que os animais são trasladados em caminhonetes ou um jipe até um matadouro de porcos clandestino, situado no porto de Quequén. Ali os colocam em jaulas ajustadas ao tamanho do animal em questão, que sem espaço para se mover começam a estressarem-se. Acredita-se que esse quadro de stress produz uma substância dentro do corpo  do animal que produziria um sabor especial a carne.
É por esta qualidade que acreditam que a carne canina deve estar sendo mesclada com o recheio de chouriços, que logo são comercializados em estabelecimentos na categoria de alimentos a toda população.

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FONTE : AMDA - http://www.anda.jor.br/30/08/2013/caes-sao-assassinados-em-rituais-ou-consumidos-como-alimento-em-cidade-argentina

Manchetes Socioambientais - Boletim de 30/8/2013

Quilombolas

 
  Abaixo-assinado proposto ao fim do seminário de roças tradicionais quilombolas foi enviado ao governador do Estado de São Paulo e à presidente da República - Direto do ISA, 28/8.
   
 

Energia

 
  O leilão realizado ontem pela Aneel terminou com a negociação de 19 projetos, sendo nove de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e nove de usinas termoelétricas a biomassa, além de uma hidrelétrica. Nenhuma térmica a carvão foi contratada. Ao ser questionado sobre o assunto, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim destacou que o governo não contratará energia "a qualquer custo". O volume financeiro movimentado no leilão chegou a R$ 20,6 bilhões. Tolmasquim destacou o fato de 100% dos projetos contratados terem energia gerada a partir de fontes renováveis - OESP, 30/8, Economia, p.B8; O Globo, 30/8, Economia, p.26.
 
A Comissão de Licitação foi pega de surpresa com o anúncio feito pela empresa Alupar de que havia apresentado um termo de retirada do leilão de energia realizado ontem. A Alupar compôs, com Chesf e Eletronorte, o consórcio vencedor da Usina Hidrelétrica Sinop. A Alupar detém 51% do consórcio. O diretor da Aneel, André Pepitone, informou, no entanto, que a Alupar não poderá deixar o Consórcio Energético Sinop (CES) até 17 de fevereiro de 2014, data em que está prevista a assinatura da outorga do leilão. Caso haja qualquer mudança no grupo que venceu a disputa pela usina Sinop até essa data, o consórcio é considerado desistente e, nesse caso, o segundo colocado do leilão pode assumir o projeto de construção da usina - OESP, 30/8, Economia, p.B8; O Globo, 30/8, Economia, p.26.
  O apagão que afetou os nove estados do Nordeste na quarta-feira poderia ter sido apenas um blecaute localizado, segundo especialistas, se o governo tivesse realizado os investimentos necessários e uma gestão eficiente de transmissão de energia. Dados do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE, órgão que reúne os agentes públicos do setor), disponíveis em documento oficial, demonstram que 66% dos 25.595 quilômetros de linhas de transmissão em obras no país estão atrasados. No geral, o atraso médio é de um ano, segundo o documento. Já o valor de multas que a Aneel aplica às empresas de transmissão de energia por falhas na qualidade do serviço dobrou em dois anos, revelando uma piora na qualidade do setor - O Globo, 30/8, Economia, p.25.
  Um dia após o Planalto atribuir o apagão que atingiu anteontem o Nordeste e parte do Paraná a uma queimada no interior do Piauí, o Ibama no Estado disse ontem que a conclusão é "precipitada". Segundo o superintendente do órgão ambiental federal no Piauí, Manoel Castro, só um laudo técnico poderá vincular o incêndio ao blecaute. De acordo com o Ibama no Piauí, o incêndio foi pequeno e nem chegou a ser registrado no satélite que identifica pontos de fogo no Estado. O órgão trabalha com três hipóteses para a origem do fogo: ação criminosa de caçadores de animais, queimadas para limpeza de terrenos e fogo incidental. Um laudo deve ficar pronto em 30 dias. - FSP, 30/8, Mercado, p.B4; O Globo, 30/8, Economia, p.25.
  A Aneel suspeita de falha na manutenção da área em que ficam as linhas de transmissão que anteontem provocaram um apagão na região Nordeste. Ontem, as duas empresas responsáveis pelas linhas, Isolux e Taesa, disseram que removeram toda a cobertura vegetal que representava risco para as linhas. Segundo o ministro Edison Lobão e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), foram as empresas que indicaram a origem do apagão como sendo as queimadas na área das linhas - FSP, 30/8, Mercado, p.B4.
  "Falhas ocorrem em qualquer sistema elétrico. A infraestrutura de transmissão está permanentemente exposta a intempéries, de origem natural ou humana. No Brasil, grande parte da energia no sistema elétrico advém de usinas localizadas a centenas ou mesmo milhares de quilômetros de distância dos centros de carga e, portanto, extensas linhas de transmissão de altíssima tensão são requeridas para escoar a energia. Falhas em linhas desse porte são mais difíceis de serem administradas. Interrupções não são facilmente compensadas e podem desencadear falhas em cascata. Essa vulnerabilidade provavelmente irá se acentuar antes de melhorar. O Plano Decenal de Expansão de Energia prevê que boa parte da oferta futura virá de grandes usinas na região Norte, o que intensificará a nossa dependência das grandes linhas de transmissão", artigo de Claudio Sales - FSP, 30/8, Mercado, p.B4.
  "O sistema interligado tem muitos méritos, mas fica vulnerável quando deixam de ser feitas inversões só para assegurar tarifas mais baixas, por motivos políticos", editorial - O Globo, 30/8, Opinião, p.22.
   
 

Geral

 
  A Prefeitura de São Paulo realiza de hoje a domingo a 4.ª Conferência Municipal do Meio Ambiente, em que vai colocar à discussão da população, representada por 800 delegados da sociedade civil e do governo, uma proposta para a cidade lidar com seus resíduos sólidos. O Plano Municipal de Gestão dos Resíduos, que deve ser apresentado até o final do ano, será voltado para ações em um período de 20 anos, mas trará algumas metas já para o curto prazo - OESP, 30/8, Metrópole, p.A21.
  "A nata dos empreendedores responsáveis se reunirá na terça-feira, 24 de setembro, no espaço Tom Jobim do Jardim Botânico do Rio para debater quais devem ser as ações imediatas capazes de levar o Brasil a alcançar um padrão sustentável de desenvolvimento por volta de 2050. O cenário para esse objetivo de longo prazo está condensado nas cem páginas do documento "Visão Brasil 2050", disponibilizado pelo CEBDS. Esse amplo cenário balizará a seleção de ações prioritárias até 2020. Uma triste ilustração é o direito humano ao saneamento. Nada pode ser mais escandaloso e revoltante do que constatar que em 30 de agosto de 2013 tal direito continua a ser negado à metade da população brasileira", artigo de José Eli da Veiga - Valor Econômico, 30/8, Opinião, p.A15.
  "Terminou em Bonn, na Alemanha, uma reunião preparatória para a Convenção do Clima, que será realizada em novembro em Varsóvia (Polônia). E a maioria dos analistas saiu convencida de que é muito improvável, este ano ou no próximo, chegar a um acordo que defina metas obrigatórias de redução de emissões em todos os países, a serem incluídas em 2015 num convênio global para vigorarem em 2020 e possibilitarem que se contenha o aumento de temperatura na Terra em 2 graus Celsius até 2050. Também empacaram as discussões sobre contribuições financeiras dos países industrializados para 'mitigação de emissões' e 'adaptação às mudanças', com os 'países em desenvolvimento' exigindo recursos para compensar danos que poderiam ser de US$ 1 trilhão por ano. Pode parecer repetitivo tratar com tanta frequência neste espaço desse tema das mudanças climáticas, mas as notícias são a cada dia mais graves", artigo de Washington Novaes - OESP, 30/8, Espaço Aberto, p.A2.
   
 

Novo ministro defenderá inclusão social e proteção ao meio ambiente

Figueiredo tomou posso no Ministério das Relações Exteriores no lugar de Patriota


Novo ministro das Relações Exteriores tomou posse no lugar de Patriota<br /><b>Crédito: </b> Antônio Cruz / ABr / Divulgação / CP
Novo ministro das Relações Exteriores tomou posse no lugar de Patriota
Crédito: Antônio Cruz / ABr / Divulgação / CP
Ao tomar posse, o novo ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, disse ser um desafio suceder o ex-chanceler Antonio Patriota na função. Ele afirmou ainda que sua meta é intensificar a atuação do ministério no esforço para a inclusão social e a proteção do meio ambiente. Em discurso breve, Figueiredo agradeceu a confiança e se disse honrado em ser o novo chanceler brasileiro ao lado da presidente Dilma Rousseff.

“Com muita honra, aceitei o convite para assumir o cargo. A tarefa é desafiadora, pois trata-se de suceder um dos maiores talentos da diplomacia brasileira, que é o meu amigo Antonio Patriota. Muito me orgulha ser chamado a dirigir uma instituição que é referência no Estado brasileiro”, disse Figueiredo durante a cerimônia de posse no Palácio do Planalto.

Segundo o chanceler, os princípios que guiam seu trabalho são os defendidos pelo governo: o crescimento econômico com inclusão social e a proteção ambiental. Nos meses em que esteve como representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), ele disse ter percebido o respeito ao Brasil.

“Na ONU, pude perceber o respeito e a consideração com que as posições do Brasil são recebidas no cenário internacional”, ressaltou o novo chanceler, na presença de várias autoridades, como o vice-presidente Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), embaixadores brasileiros e estrangeiros, além de ministros.

Antes, Figueiredo Machado se reuniu por cerca de uma hora com a presidente, no Palácio da Alvorada. Diplomata de carreira, ele foi o negociador-chefe da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho do ano passado no Rio de Janeiro. Na ocasião, destacou-se pela habilidade e conquistou a confiança de Dilma pela disposição em negociar pacientemente com os que resistiam a acordos.

Especialista em temas ambientais e sustentáveis, o ministro tem currículo baseado em negociações referentes às mudanças climáticas, ao uso sustentável de recursos, à cooperação pacífica e a todos os assuntos relativos à qualidade de vida e aos meios.

De personalidade introspectiva, Figueiredo Machado é contido nas palavras e apontado como um estrategista. Acostumado a longas negociações, o novo chanceler não costuma demonstrar cansaço, nem impaciência. Ele e Dilma se conheceram na Conferência das Partes (COP), na Dinamarca, quando a presidente ainda estava na Casa Civil.

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FONTE : Agência Brasil

EcoDEBATE - voletim de 30/agosto/2013


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            Índice da edição nº 1.909, de 30/08/2013

 
 

 
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A população do Chile em 2100, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

A população do Chile em 2100, artigo de José Eustáquio Diniz Alves [EcoDebate ] A população do Chile era de 6 milhões de habitantes em 1950, passando para 17,1 milhões de habitantes em 2010, menos do que a população do estado de Minas Gerais.
 
 
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Tudo por dinheiro, artigo de Heitor Scalambrini Costa

Tudo por dinheiro, artigo de Heitor Scalambrini Costa [EcoDebate] Em recente visita a microrregião de Itaparica, aos municípios de Floresta, Belém do São Francisco, Petrolândia e Itacuruba, pude constatar, a completa falta de informação das respectivas populações sobre a provável instalação de uma usina nuclear na região.
 
 
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Quero falar de coisa nenhuma para chegar a lugar algum, artigo de Gilmar Passos

Quero falar de coisa nenhuma para chegar a lugar algum, artigo de Gilmar Passos [EcoDebate ] A necessidade em ter conclusões nos leva a acertos e erros, nos levam também a conclusões precipitadas, caminhos que nos levam a preconceitos. Fazemos isso constantemente e dessa forma machucamos e somos machucados muito mais do fazemos benefícios.
 
 
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Operação do Ibama combate o desmatamento ilegal em áreas protegidas federais na Amazônia Legal

Operação do Ibama combate o desmatamento ilegal em áreas protegidas federais na Amazônia Legal Dentro das estratégias traçadas pelo Plano Nacional Anual de Proteção Ambiental - PNAPA/2013, o Ibama está executando a operação Hiléia Pátria, cujo objetivo é combater o desmatamento ilegal em áreas protegidas federais na Amazônia, nos estados do Pará, Mato Grosso, Amazonas, Rondônia e Maranhão.
 
 
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Paraná vai cobrar água usada por indústrias e grandes usuários

Paraná vai cobrar água usada por indústrias e grandes usuários A partir do mês de setembro, aproximadamente 76 indústrias e grandes usuários que utilizam a água dos rios da Bacia do Alto Iguaçú e Afluentes do Alto Ribeira com finalidades comerciais, em seus processos de produção e operação, terão que pagar pelo uso da água.
 
 
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TRF1 determina a realização de novas perícias na área da Usina Hidrelétrica de Irapé

TRF1 determina a realização de novas perícias na área da Usina Hidrelétrica de Irapé Instalada no Rio Jequitinhonha, nos municípios de Berilo e Grão Mogol, Irapé gera 360 MW de energia.
 
 
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Etanol 2G (celulósico): laboratório da UFRJ vai pesquisar tecnologia que pode dobrar produção

Etanol 2G (celulósico): laboratório da UFRJ vai pesquisar tecnologia que pode dobrar produção Tecnologias para etanol de segunda geração no Brasil serão testadas em pesquisas do novo Laboratório Bioetanol da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), inaugurado ontem (29) na Cidade Universitária, na zona norte do Rio.
 
 
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Legado da chuva ácida deixa rios dos EUA mais alcalinos e perigosos à saúde

Legado da chuva ácida deixa rios dos EUA mais alcalinos e perigosos à saúde Dois terços dos rios na costa leste dos Estados Unidos registram níveis crescentes de alcalinidade, com o que suas águas se tornam cada vez mais perigosas para a rega de plantios e a vida marinha, informaram cientistas.
 
 
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MPF/MS requer fechamento de empresa de segurança envolvida em morte de lideranças indígenas Cacique guarani-kaiowá Nízio Gomes foi morto em 2011 e nunca teve o corpo encontrado. Foto: Comunidade Guaiviry / Funai-CE Ao menos oito ataques a comunidades e duas mortes estão vinculadas à GASPEM.
 
 
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JBS pagará R$ 3 mi por descumprir normas de saúde e segurança do trabalho em frigorífico

JBS pagará R$ 3 mi por descumprir normas de saúde e segurança do trabalho em frigorífico Grupo foi processado por descumprir normas de saúde e segurança do trabalho A 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Rondônia manteve a condenação da JBS em R$ 3 milhões por dano moral coletivo.
 
 
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População brasileira deve chegar ao máximo (228,4 milhões) em 2042

 
  A população brasileira continuará crescendo até 2042, quando deverá chegar a 228,4 milhões de pessoas. A partir do ano seguinte, ela diminuirá gradualmente e estará em torno de 218,2 milhões em 2060.  
 
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Agua y Soberanía Alimentaria. Nuevo número de la revista

Agua y Soberanía Alimentaria. Nuevo número de la revista Debate sobre el agua. Punto de partida. A lo largo de este número de la revista encontrarás artículos concretos sobre el uso del agua en la agricultura, las bondades e inconvenientes de diferentes sistemas agrícolas y advertencias a los riesgos de privatización del agua, entre otros.
 
 
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